quarta-feira, maio 02, 2007

"A mansão dos Pimpão", de Miguelanxo Prado

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A Mansão dos Pimpão
Miguelanxo Prado

Tradução: Maria José Magalhães Pereira
Edição: 2006
Editora: Edições Asa

Um dia a família Pimpão que vivia na cidade recebeu de herança uma mansão de sonho. Uma mansão na aldeia, com um enorme terreno no qual atravessava um rio. Em pouco tempo esse sonho tornar-se-ia um verdadeiro pesadelo para essa família que sonhava sair da cidade para ir viver na aldeia. A mansão, afinal, não era digna desse nome, ela encontrava-se em ruínas, o terreno pouco valorizado e o rio estava seco. E tudo começa assim...

Na tentativa de arranjarem uma solução para mudarem de vida e fazerem um bom negócio, passam por um conjunto de situações absurdas mas reais. Nas conversas com vizinho, presidente de câmara, construtor civil e geógrafo, o casal Pimpão vê as suas ambições irem por água abaixo. Ao não poderem construir, são obrigados a venderem o terreno herdado abaixo do valor real.

Acabam por fazer um bom negócio para o construtor e presidente da câmara que souberam jogar o jogo que sempre jogaram, o da corrupção imobiliária. Desde logo o presidente classificou o terreno como urbano e num ápice o construtor tratou de erguer mais uma urbanização. Nem mesmo o Castro Celta se salvou, as pedras serviriam para fazer algures um muro.

A família Pimpão passa pelo mundo da exploração, da ilegalidade e da corrupção sem se aperceber. No final com o dinheiro ganho acabam por comprar um novo apartamento na cidade e foram passar férias para um destino turístico balnear de massas. Hoje, são felizes...

Os inocentes são sempre felizes...

A história desenrola-se na Galiza, mas é um exemplo real na sociedade portuguesa. Esta é a minha sugestão de leitura para o mês de Maio: Uma obra bem animada mas, ao mesmo tempo, realista e crítica.

Apresento-vos os personagens para sentirem-se tentados a ler a obra:


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Boas leituras geográficas.

Envie a sua sugestão de leitura para
georden@gmail.com que posteriormente publicaremos neste mesmo espaço.

1 comentário:

osenhordopetroleo disse...

Parabéns pela sugestão. Também já li o livro e recomendo.
É importante rirmos de nós próprios e o autor tem outras obras publicadas em português com a temática mordaz sobre as coisas simples da nossa vivência em sociedade. Começem por "Quotidiano delirante", passem por "Manacial da Noite" ou pela obra suprema do vasto trabalho do autor, na minha opinião, "Traço de giz". Anotem "Miquelanxo Prado" e procurem nas livrarias...