terça-feira, novembro 27, 2012

Se for preciso a gente colabora



Madeira gasta 1,2 milhões nas iluminações e no fogo-de-artifício.

(ler mais aqui)

quinta-feira, novembro 22, 2012

Roma e Pavia não se fizeram num dia, mas isto demorou:


O corredor verde de Monsanto, um projecto com mais de três décadas concebido pelo arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, vai ser inaugurado a 14 de Dezembro(…)

Segundo a autarquia, o corredor verde vai contar com 6,5km de comprimento e 51 hectares de área. Este espaço irá englobar duas pontes ciclopedonais, vários jardins, uma área experimental de prado biodiverso de sequeiro, 2 hectares de seara, dois miradouros, um quiosque com esplanada e cinco parques: um juvenil, outro de skates, dois de manutenção física e um hortícola (…)

 De acordo com a mesma fonte foi ainda construída uma nova ponte pedonal e ciclável sobre a Avenida Calouste Gulbenkian, que une a Universidade Nova ao Jardim da Amnistia Internacional (ex-jardins de Campolide), além da ponte de madeira que foi iniciada em Novembro sobre a Rua Marquês de Fronteira e que estará concluída nas próximas semanas. No Jardim da Amnistia Internacional foram ainda criados vários talhões hortícolas. 

Ler mais aqui

terça-feira, novembro 20, 2012

Em que ficamos?


Menezes defende redução do número de vereadores para "poupança significativa" (Ler mais AQUI)

ou

Menezes anuncia criação de dois prémios internacionais superiores ao Pritzker. (Ler mais AQUI)



Meus amigos, lamento informar, mas eles andam aí. Tiranossauros Rex das autarquias contornam a lei que (supostamente) limita os mandatos dos autarcas, nada e criada cheia de interstícios para ser toureada a preceito. Apenas para quem sabe. Apenas para quem pode. De nenúfar em nenúfar, sai daqui arranja ali. Tudo para o bem comum. E ainda dá para ser criativo. 


segunda-feira, novembro 19, 2012

Toca a todos (Braga no dia nacional sem restaurantes)


Restaurante junto à Universidade do Minho, Braga - Vidal (19-11-12)
(clicar na imagem)

Mais dia, menos dia, já o dissemos aqui, toca a todos. Calhando, o melhor é verificar os telhados, não vão estes ser de vidro. Mais importante que fazer ou participar numa greve, mais importante que participar numa manifestação, estejamos ou não de acordo, em parte ou na totalidade com o seu objecto, o mais importante mesmo é sermos solidários. Não confundir com compreensivos: isso é o mínimo. Desta vez, foi a restauração. Mas, alguém se lembra de algo semelhante nesta área? Não nos parece. Mesmo sem saber do impacte efectivo, em Braga, por exemplo, lográmos observar vários casos de restaurantes e snack-bares encerrados, sendo que existem variadíssimos estabelecimentos que servem refeições mas que são funcionalmente cafés e pastelarias, e portanto se enquadram noutra lógica operante. E também notámos que alguns estabelecimentos estavam a funcionar aparentemente de forma normal. 

domingo, novembro 18, 2012

Imprensa: mais bordoada e os supostos “profissionais da desordem”


Gorjetas e subsídio de alimentação vão pagar IRS. 
ler mais Aqui

Meus amigos, os tais ditos profissionais da desordem (clicar na imagem para aumentar)
[fonte Público - daqui]


Desapossados de poesia

Não há poesia nenhuma.
A fome destruiu-a toda.

Teremos de criá-la a partir do fogo e das cinzas que criámos no estômago vazio.

 

quinta-feira, novembro 15, 2012

Dos amadores falará a história?

"Eles não aprendem nada", por Víctor Belanciano (não escreve apenas sobre música):


Não levei com bastonadas, mas ao meu lado, pais com filhos suportaram-nas. Não caí quando corria, em fuga, pelas ruas fora, mas vi quem caísse e fosse agredido violentamente pela polícia.

Sim, minutos antes, também assisti ao arremesso de pedras por parte de manifestantes e repudiei-as, como tantos outros fizeram. E sim, também vi caixotes do lixo incendiados depois pelas ruas.

Não foi a minha primeira vez num contexto daqueles. Sei como é. É como é. A impotência dos manifestantes desemboca em provocação. E do lado da polícia aproveita-se o pretexto para manifestar a força, o poder, indiscriminadamente. Isso não vai mudar nunca. Ambos os lados são o espelho da mesma encenação.

À violência de quem protesta responde o poder com mais violência, numa demonstração de força que serve para se reafirmar. Fomos atacados, dizem, limitámo-nos a responder legitimamente. É a história mais antiga do mundo. O resto são muitas bastonadas.

É uma tentação, a subida de tom dos manifestantes. Só não percebe quem não quer. Como forma de protesto, é discutível a sua eficácia. À violência do poder baseado na força deve responder-se com não-violência vigilante. A história mostra que quando um colectivo supera o medo sem violência, tende a unir-se mais, e a impor a sua vontade. O poder não está nos bastões, nem nas pedras, está na cabeça. Mas isso é a minha cabeça que pensa.

Neste momento de crispação não me parece que existam muitos que pensem da mesma forma. Ontem percebi-o. E hoje compreendi, ao ouvir as reacções, que não se tiraram quaisquer ilações. Ontem custou-me ver amigos com a cara ensanguentada, mas se querem saber o que custa mais é hoje ouvir polícias, sindicatos e políticos repetirem, também eles, as mesmas frases de circunstância, sem nenhuma novidade, nenhuma dedução nova, um enorme vazio, entre a desvalorização a roçar o paternalismo e o repúdio sem nenhum pensamento estruturado por trás. Algo que nos faça pensar, finalmente, para além do folclore habitual.

Será que esta gente não percebe que a próxima vez vai ser pior? E a que virá a seguir a essa, pior será. Porque vai acontecer. É claro que vai acontecer. E das próximas vezes não serão apenas “profissionais do protesto”, como o paternalismo vigente os trata.

Da próxima vez não serão jovens com cartazes de frases “giras”. Da próxima vez não serão “profissionais do protesto”, tratados assim como se fossem a hierarquia da disseminação da violência.

Lamento informar, mas quem pensa assim, está enganado. Não são esses os mais tumultuosos. Os mais violentos, prestes a explodir, são os muitos homens e as mulheres à beira do desespero. Quando essas pessoas pegarem fogo às ruas não o vão fazer com os caixotes do lixo colocados, apesar de tudo, a meio da rua, para as chamas não chegarem aos prédios. Vai tudo a eito. Como faz a polícia.

Alguns deles estavam lá ao lado dos “profissionais do protesto”. Eu vi-os. Não têm a cara tapada, não senhor. São pessoas crispadas, com as veias do pescoço dilatadas de gritar irados, à beira do desespero, gritando como se fosse a primeira vez, e para alguns deles até é capaz de ser verdade. Deixemo-nos de histórias. Os diversos poderes adoram “profissionais do protesto”. Dá-lhes jeito. Mas ontem foi mais do que isso. E da próxima vez será pior.

Da próxima vez, se ninguém tirar ilações, esperemos que não seja tarde de mais.

Sacado daqui (originalmente publicado AQUI)

quarta-feira, novembro 14, 2012

VIII Jornadas de Geografia e Planeamento - Campus de Azurém, Guimarães








Entre quinta-feira, 15-11-2012 e sexta-feira, 16-11-2012.

Consultar todo o programa AQUI 

domingo, novembro 11, 2012

Como diria o banqueiro Ulrich: eles aguentam, então não aguentam


Meus amigos, o que aquela senhora, a senhora Jonet, em contraponto à ovelha choné, mas sem nada de choné (não se iludam), a senhora presidente do Banco Alimentar Contra a Fome transmitiu com as declarações que proferiu na SIC, não é nada fora do penico da sua vivência social e política, seja no salão de chá, seja nos corredores bem convividos da (sua) sociedade. Enquadram-se bem, basta reflectirmos um pouco, nas políticas que geram (e engendraram) o determinismo da austeridade, fundamentadas numa ideologia de base que assenta fundamentalmente em três pilares: aviltamento do trabalho (a história começou como flexibilização), e consequente perda de quaisquer direitos adquiridos; a destruição metódica do estado social; a total dependência e subordinação do pensamento e da vida das pessoas aos ditames do credo neoliberal, o mesmo que criou o monstro que agora finge tourear.

Meus amigos, a pobreza é uma condição sine qua nom para as suas políticas. A mão estendida, exposta pela genética social, a mola vergada, condição sine qua nom para as suas políticas. A culpa! – os pobres apenas se podem culpar a si próprios – dizem-nos, é condição sine qua nom, os pobres são uns estoura-vergas, precisam de ser aconselhados, claro, como o foram até aqui pelos bancos, os mesmos bancos que agora são fortalecidos pelos seus impostos. Os pobres precisam de quem lhes indique o caminho. Eles precisam de/dos pobres, e os pobres precisam – dizem-nos – precisam, ou vão precisar de caridade, da caridade deles. Substituir a solidariedade pela caridade: eis o significado último do vamos ter que empobrecer muito, vamos ter que viver mais pobres. Mais ainda?


[cartoon do Angeli sacado daqui]

sexta-feira, novembro 09, 2012

Como, digam lá outra vez?



FMI alerta que austeridade pode tornar-se “socialmente insustentável”:
O Fundo Monetário Internacional (FMI) avisa que a austeridade em países da periferia da zona euro, como Portugal, corre o risco de se tornar política e “socialmente insustentável”, numa altura em que cresce a contestação interna às medidas de contenção nas economias em dificuldades.

Ler mais aqui

Mas ainda haverá por aí alguém que tenha a mais pequena sombra de dúvida que estes tipos andam a gozar com isto? Uns e outros. E que não fazem a mínima ideia como a coisa vai estourar, mas sabem que os espera uma qualquer sinecura algures, isso sabem. Entretanto…

terça-feira, novembro 06, 2012

Imprensa de Guimarães

Numa semana Guimarães ficou sem metade da imprensa local:

Os jornais Notícias de Guimarães e Expresso do Ave não resistiram à crise e já não saíram para as bancas na semana passada. Há mais dois semanários na cidade, onde os diários com sede em Braga nunca se afirmaram. 

Ler mais aqui

domingo, novembro 04, 2012

Para uma geografia urbana da religião: Braga

Um dia apenas? 
Faculdade de Teologia, Rua de Santa Margarida, Braga - Vidal (03-11-12)


Já expusemos uma imagem semelhante aqui (mas ainda não tinha a rasura nem o acrescento em baixo a verde) 
Muro do Liceu Sá de Miranda, Braga - Vidal (03-11-12)


Pormenor da imagem de cima (clicar na imagem)
Vidal (03-11-12)

sexta-feira, novembro 02, 2012

Todos os nomes *


Não embarcando nesse ideal do primado capitalista do tempo é dinheiro, reconheço-lhe (ao tempo) importância suficiente para não o dissipar em bagatelas. Ainda assim, mais uma vez, dei por mim a assistir (ainda aguentei um bom pedaço) pela TV ao (hipotético) debate do orçamento de estado na Assembleia da República.

Debalde. Já conhecíamos a roupagem néscia, o carneirismo seguidista, a verborreia torrencial, o vazio de ideias, a aflição egoísta pelo poder, mas aquilo que observamos foi uma verdadeira infâmia. Os do costume, as bancadas atreitas ao poder (e são três), ou que apontam acima de tudo ao poder, a digladiarem-se infantilmente como na escola primária, a sacudirem a água do capote: “a culpa é dos senhores”, não “desculpe, a culpa é toda dos senhores”, não desculpe, os senhores isto, os senhores aquilo, numa demonstração miserável de total desdém pelo país, e sobretudo pelas pessoas, sim, os cidadãos que os elegeram.

Para além disso, é imperativo sabermos os nomes dos que aprovaram o orçamento, e respectivo círculo eleitoral. Já alguém o havia feito:

Adão Silva (Bragança), Adriano Rafael Moreira (Porto), Afonso Oliveira (Porto), Amadeu Soares Albergaria (Aveiro), Ana Oliveira (Coimbra), Ana Sofia Bettencourt (Lisboa), Andreia Neto (Porto), Ângela Guerra (Guarda), António Leitão Amaro (Lisboa), António Prôa (Lisboa), António Rodrigues ( Lisboa), Arménio Santos (Viseu), Assunção Esteves (Lisboa), Bruno Coimbra (Aveiro), Bruno Vitorino (Setúbal), Carina Oliveira( Santarém), Carla Rodrigues (Aveiro), Carlos Abreu Amorim (Viana do Castelo), Carlos Alberto Gonçalves (Europa), Carlos Costa Neves (Castelo Branco), Carlos Páscoa Gonçalves (fora da Europa), Carlos Peixoto (Guarda), Carlos Santos Silva (Lisboa), Carlos São Martinho (Castelo Branco), Clara Marques Mendes (Braga), Cláudia Monteiro de Aguiar (Madeira), Conceição Bessa Ruão (Porto), Correia de Jesus (Madeira), Couto dos Santos (Aveiro), Cristovão Crespo (Portalegre), Cristovão Norte (Faro), Cristovão Simão Ribeiro (Porto), Duarte Marques (Santarém), Duarte Pacheco (Lisboa), Eduardo Teixeira (Viana do Castelo), Elsa Cordeiro (Faro), Emídio Guerreiro (Braga), Emília Santos (Porto), Frenando Marques (Leiria), Fernando Negrão (Braga), Fernando Virgílio Macedo (Porto), Francisca Almeida (Braga), Graça Mota (Braga), Guilherme Silva (Madeira), Hélder Sousa Silva (Lisboa), Hugo Lopes Soares (Braga), Hugo Velosa (Madeira), Isilda Aguincha (Santarém), Joana Barata Lopes (Lisboa), João Figueiredo (Viseu), João Lobo (Braga), João Prata (Guarda), Joaquim Ponte (Açores), Jorge Paulo Oliveira (Braga), José de Matos Correia (Lisboa), José de Matos Rosa (Lisboa), José Manuel Canavarro (Coimbra), Laura Esperança (Leiria), Lídia Bulcão (Açores), Luís Campos Ferreira (Porto), Luís Leite Ramos (Vila Real), Luís Menezes (Porto), Luís Montenegro (Aveiro), Luís Pedro Pimentel (Vila Real), Luís Vales (Porto), Margarida Almeida (Porto), Maria Conceição Pereira (Leirie), Maria da Conceição Caldeira (Lisboa), Maria das Mercês Borges (Setúbal), Maria Ester Vargas (Viseu), Maria João Ávila (fora da Europa), Maria José Castelo Branco (Porto), Maria José Moreno (Bragança), Maria Manuela Tender (Vila Real), Maria Paula Cardoso (Aveiro), Mário Magalhães (Porto), Mário Simões (Beja), Maurício Marques (Coimbra), Mendes Bota (Faro), Miguel Frasquilho (Porto), Miguel Santos (Porto), Mónica Ferro (Lisboa), Mota Amaral (Açores), Nilza de Sena (Coimbra), Nuno Encarnação (Coimbra), Nuno Filipe Matias (Setúbal), Nuno Reis (Braga), Nuno Serra (Santarém), Odete Silva (Lisboa), Paulo Batista Santos (Leiria), Paulo Cavaleiro (Aveiro), Paulo Mota Pinto (Lisboa), Paulo Rios de Oliveira (Porto), Paulo Simões Ribeiro (Setúbal), Pedro Alves (Viseu), Pedro do Ó Ramos (Setúbal), Pedro Lynce (Évora), Pedro Pimpão (Leiria), Pedro Pinto (Lisboa), Pedro Roque (Faro), Ricardo Baptista Leite (Lisboa(, Rosa Arezes (Viana do Castelo), Sérgio Azevedo (Lisboa), Teresa Costa Santos (Viseu), Teresa Leal Coelho (Porto), Ulisses Pereira (Aveiro), Valter Ribeiro (Leiria), Vasco Cunha (Santarém), Abel Baptista (Viana do Castelo), Adolfo Mesquita Nunes (Lisboa), Altino Bessa (Braga), Artur Rêgo (Faro), Helder Amaral (Viseu), Inês Teotónio Pereira (Lisboa), Isabel Galriça Neto (Lisboa), João Gonçalves Pereira (Lisboa), João Paulo Viegas (Setúbal), João Pinho de Almeida (Porto), João Rebelo (Lisboa), João Serpa Oliva (Coimbra), José Lino Ramos (Lisboa), José Ribeiro e Castro (Porto), Manuel Isaac (Leiria), Margarida Neto (Santarém), Michael Seufert (Porto), Nuno Magalhães (Setúbal), Raúl de Almeida (Aveiro), Telmo Correia (Braga), Teresa Anjinho (Aveiro), Teresa Caeiro (Lisboa) e Vera Rodrigues (Porto).

Levantamento sacado aqui. Um a um, todos os deputados aqui.

[imagem]


*Frase título tirada, com a devida vénia, de um romance de Saramago: “Todos os Nomes”, de 2007.