quinta-feira, janeiro 31, 2013

Eles também o fazem. Constantemente.

Antes de eleições ou sondagens ou inquéritos (ou nos próprios), costumam inquinar as respostas.
A nossa maneira de o fazer é divertida. Se conseguirmos divertir-nos com a realidade tão bem descrita nesta música.

Muita, mas mesmo muita coisa, em apenas 4 minutos.



Portanto, agora vem a hora de votar.
Leiam o anúncio.
E , caramba!, votem.
Não custa nada, mas pode ser importante para o futuro custar menos.


O Futuro da Agricultura Biológica

Por Direcção de Serviços de Promoção da Actividade Agrícola (DSPAA)



As Instituições comunitárias – Conselho, Parlamento Europeu (PE) e Comissão Europeia - assumiram o compromisso de reavaliar em 2013 as bases regulamentares em que assenta a agricultura e produção biológica da UE.

Neste contexto, e de forma a obter uma visão complementar daquela que institucionalmente os Estados -Membros irão manifestar politicamente em sede de negociação no Conselho e no PE, a Comissão decidiu lançar uma consulta pública dirigida a todos os cidadãos.

Assim, toda e qualquer entidade, privada ou pública, isolada ou associativa, que queira contribuir com a sua opinião sobre a forma que deve revestir o futuro do Modo de Produção Biológico, poderá dar o seu contributo através do sítio:




http://ec.europa.eu/yourvoice/ipm/forms/dispatch?form=orgagric2013&lang=pt




Nesta consulta que decorre entre 15 de Janeiro de 2013 e 10 de Abril de 2013, a Comissão pretende obter opinião relativa à melhor forma de desenvolver a agricultura e a produção biológica, em várias matérias, das quais se destaca: simplificar o quadro legal, garantindo simultaneamente a firmeza e segurança das normas europeias,co-existência de culturas geneticamente modificadas com a agricultura biológica, melhoria do sistema de controlo e acordos comerciais EU- países terceiros para produtos biológicos, o impacto das novas regras de rotulagem 

PARTICIPE E DIVULGUE !
A sua opinião é importante! Com ela poderá contribuir para um melhor 
desempenho do MPB e com isso para a conjunçâo de importantes desígnios da 

sociedade: garantir uma alimentação equilibrada, um melhor ambiente e uma 
maior sustentabilidade dos recursos naturais.




Direcção de Serviços de Promoção da Actividade Agrícola (DSPAA)

Av. Afonso Costa nº 3 1949 - 002 LISBOA
Tel- 218 442 200 Fax - 218 442 202

Meus amigos, já tivemos as malas de cartão, apresento-vos agora: a bicicleta de cartão!



Creada en Israel por Izhar Gafni, tiene como punto fuerte sus bajísimos costos de producción (menos de 10£), ligereza (9Kgs la versión de adultos) y que además, a pesar de ser de cartón reciclado, repele el agua, lo que nos da una bici duradera, barata, ecológica y resistente.

(mais informação AQUI)

[sacado daqui]

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Gritar aos moucos!

Está em todas os jornais nacionais de hoje.
(Também, dizem todos mais ou menos o mesmo...)
Mais ou menos escondida, está lá, plasmada.


"Eucalipto destrona pinheiro-bravo como primeira espécie da floresta portuguesa."


O que quer isto dizer?

Quer dizer muuuuita coisa.

Olhemos à nossa volta.
Temos algum papelinho no bolso, por exemplo?
Um papelinho esquecido no fundo do bolso, daqueles que andamos há dias para...

lá está! Zás!

... deitar ao lixo.

A biomassa circulante, a energia transformada, materializada nesta ou naquela - passe a expressão - matéria, a que depois, nós, os achadores de filões, passamos a chamar de recurso.
Que desbaratamos.
Que, para desbaratar, estimulamos a produzir mais e mais e mais.

E tem consequências.
Basta olhar a paisagem, a organização económica, talvez os incêndiozitos do nosso querido Agosto que se vai alargando como o deserto.
Com o empobrecimento dos nossos solos.
Mais a consequente e mais fácil sua erosão.
E os problemas com que as barragens e a édêpê, coitadinha, se deparam devido aos assoreamentos.
E os portos e a navegabilidade e a costa e o litoral e a perda de território nacional...

Aqui del' rei!!

...talvez a rarefacção e pauperização biológica e dos habitats.

- Ei, isso não está comprovado. Faltam estudos.

Faltam estudos para comprovar isso o raio que te parta!!

Pareces mais um denegridor dos que defendem que as ondas electromagnéticas têm impactos na saúde. Ou, mais poderosos-asquerosos-prepotentes ainda, pareces aquelas autênticas instituições empresariais com poder de Estado, do ramo alimentar e agro-químico, que andam a tapar o sol das pragas com a peneira da solução para a fome mais os Organismos Geneticamente Modificados que vos pariram!!

(Ver artigo de amanhã)

Há sempre os preconizadores do status quo.
Abundam os sistematizadores calcitrantes do mundo.
Para que tudo continue a mover-se no mesmo sentido errado em que se tem movido.

Há estudos que vêm meramente comprovar 
(às vezes legitimar, com a forma académica, se ainda damos crédito à ciência e ao saber e ao estudo e ao trabalho e ao pensamento e à organização de ideias e...) 
aquilo que já suspeitávamos.
Se já tivemos tempo para nos deter um bocadinho no assunto.

E agora, Portuguêsl?
De que mais precisas para mudar isto?

domingo, janeiro 27, 2013

Meus amigos, está aberta a caça (é preciso arranjar graveto para cumprir o orçamento e tapar os buracos)




(clicar na imagem para aumentar)


O Governo decretou caça à multa. A "ordem política" foi ontem assumida pelo ministro da Administração Interna(…) 


(sacado daqui, com imagem e tudo - a partir desta notícia).

terça-feira, janeiro 22, 2013

Granizo em Braga (pedraço a sério)


Vidal  (Braga, 21/22-01-13)

Foi perto da meia-noite, ou talvez um pouco depois, bastaram cinco minutos, nem tanto, conseguimos observar o fenómeno do princípio ao fim, verdadeiramente incrível. No final, antes da verificação de possíveis mazelas, uma observação: a força da natureza é simplesmente poderosa. Não a aborreçam em demasia. 

[também AQUI]

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Reafirmar a pequenez, quem não o faz?

Braga | 9 de Janeiro de 2013 - Qualidade de vida afunda e empurra o concelho de Braga para fora dos 30 melhores.


O concelho de Braga desceu 20 lugares no ranking nacional da qualidade de vida, tendo sido afastado do grupo restrito dos 30 municípios com maior desenvolvimento económico e social, ao ser relegado para a 46.ª posição. A investigação realizada pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior coloca seis dos 24 municípios do Minho entre os 30 piores. Para a “má imagem” da região contribuiu a perda de qualidade de vida na generalidade dos concelhos, que foi mais notória nas economias de maior dimensão. Terras de Bouro foi o município que mais qualidade de vida ganhou e o distrito de Viana do Castelo é o que melhor ficou na fotografia.

O excerto foi retirado da edição do Diário do Minho do passado dia 9 de Janeiro.

Quem teve a oportunidade (e o desperdício de tempo) de ler as duas páginas que o dito "jornal" desbaratou para falar do estudo... ou passou à frente, dizendo para os seus botões "tst tst...", ou... passou à frente a "mandar vir" com o império Mesquita e Associados... ou, ainda, passou à frente dizendo mal do estudo, com pensamento "mas que vem agora um estudo que não é nosso dizer da nossa terra?!"

Queremos extrair e sublinhar algumas expressões que figuram no tão-bem lavrado e promissor "corpo de texto" da "notícia". Só para que tomem conhecimento.  
Exemplos:

"A «auto-denominada» terceira cidade do país (gostámos especialmente desta ironia) (...) surge agora na quadragésima sexta posição";
"No grupo de que a capital minhota foi afastada surge também Coimbra - ocupa a quinta posição -, que é o histórico concorrente de Braga, na disputa do título de terceira cidade mais importante do país.";
"No primeiro trabalho da universidade sediada na Covilhã, a bimilenar Bracara Augusta surgiu na posição 27, tendo melhorado um lugar ao nível da qualidade de vida, segundo o estudo publicado em 2009.";
"No trabalho concluído em 2012, e que já foi alvo de alguma contestação de autarcas, Braga cai a pique para a posição 46, queda que não é apenas explicável pelo facto de o estudo ter agora incluído todos os concelhos do país, quando nas duas edições anteriores incidiu apenas sobre od 278 municípios do continente.";
"À frente da capital minhota ficaram concelhos como Funchal (4º), Marvão, Constância, Cascais, Loulé, Oeiras, Vimioso, Vila do Bispo, Portimão, Lagos, Sines, Alter do Chão, Barrancos, Santa Cruz das Flores, Tavira, Faro, Aljezur, Castro Marim, Vila Real de Santo António, Castro Verde, Lagoa, São João da Madeira, Castelo de Vide, Pedrógão Grande, Góis, Ponta Delgada, Porto Santo, Aveiro, Campo Maior, Matosinhos, Fronteira, Almeida, Évora, Viana do Alentejo, Sardoal, Vila Velha de Ródão, Crato, Figueira da Foz, Nazaré e Miranda do Douro."

Ufa!!! ou seja, apenas não foram mencionadas Lisboa, Porto e Coimbra - que já o tinham sido anteriormente no texto do jornal.

Por isso, o escriba escusava de ter empregue a expressão "ficaram concelhos COMO", bastava-lhe dizer que o de Braga ficou atrás daqueles, que foram TODOS os que ficaram à frente. Eheh. Em termos de Português, esta frase à la palice é péssima, mas aquela expressão, num jornal, lido por mais que  os  habituais quatro ou cinco visitantes do Georden, pode dar azo a interpretações erróneas.

Bem, mas os jornalistas de fraco profissionalismo parece ser mesmo isso que procuram. Já lá iremos com mais uma suspeita.
Bem, mais exemplos não vêm agora ao caso, para não os maçar tanto quanto nós ficámos por ter lido - e esperado, ansiosos - esta prosa vomitiva e vomitada.
Todo o texto trata de subidas e descidas e classificações: quais e em que lugares.

Na página ao lado surgem títulos como "Maioria dos concelhos do Minho perdeu qualidade de vida"; "Vida com mais qualidade nos municípios do Alto Minho", "Terras de Bouro dá salto de gigante e Cabeceiras foge aos últimos" e, por fim, "Seis minhotos estão entre os piores do país".

Não sabemos se depreendem daqueles títulos que o pobre escriba, pensando, coitado, que estava a fazer jornalismo, estava apenas a transferir dados numéricos para texto... Isto é, limitou-se a fazer uma transcrição dos resultados quantitativos do trabalho. Este é o vazio de que enformam os "rânquingues": ordenam, mas não explicam. A explicação e os porquês - trabalho central do jornalismo - não coube aqui. É só mais um caso em que pensámos ter ficado mais bem informados, nós, a opinião pública dos "orinóis". Ou a retrete.
Que leva com toda a porcaria, entenda-se.
Que leva com o que não foi aproveitado e foi importante para um qualquer organismo, entenda-se.

E no texto, somos prendados, mas apenas por uma nesga, com "porquês" que subjazem aos resultados e de tão "precipitada queda" do concelho de Braga. São, parecendo que escaparam à tolice, estas:
"fraco dinamismo económico" e o "envelhecimento da população existente", "entre outras das 48 variáveis analisadas".

Ou seja, o escriba considerou que aquelas duas eram as mais relevantes para explicar - explicação que não parecia ser o que se pretendia (tão só reafirmar o pequenismo de quem, com aquelas expressões acima, gosta de se pôr em bicos de pés e pôr a língua de fora para quem passa - só que desta vez a língua veio o gato e comeu-a...) - a "queda a pique do concelho de Braga".
Como se - talvez a interpretação seja abusiva da nossa parte - não pudesse haver envelhecimento e qualidade de vida compagináveis num mesmo concelho. Ou, pior (porque pode ser sinal de que estamos a interiorizar aquela ideologia fascista do "este país não é para velhos", daí decorrendo os habituais cortes nas pensões e o abandono dos mesmos ao mau-olhado pela sociedade "produtiva"...), como se não pudesse haver lugar a envelhecimento. 
Ponto final, pura e simplesmente parágrafo.

Pode ser que o jornalista, para a tão-boa informação que nos ministrou, a nós, os cidadãos bem-informados, a fonte lhe não tenha relevado mais que aquilo. O que torna a coisa ainda mais censurável: não só não fez o trabalho de apurar e compreender, como, por consequência, limitou-se, como a correia de transmissão em que se tornaram os jornalistas que estão nas mãos do poder económico, a passar a pouca informação que lhe foi dada a saber.
Mas deixemos a notícia e passemos ao sumo do trabalho do senhor Pires Manso e associados.

Está correcto apresentar, primeiramente, a definição (ou as várias) de "qualidade de vida" (objecto do trabalho) e do que por "desenvolvimento" podemos entender coisas diversas, consoante o objectivo do trabalho e do seu "trabalhador".

Os indicadores baseiam-se em dados estatísticos.
Dificilmente poderia ser doutro modo. A questão é que o senhor Pires Manso poderá, mercê da sua visão parcelar como economista, esquecer-se de valorizar indicadores doutra índole. Mas vamos ver (baseamo-nos nos dois estudos anteriores e a crer, face a não termos encontrado o mais recente, que foram nele utilizados):

Condições Materiais
(i) Equipamentos de Comunicação (estações e postos de correio por 1000 habitantes);
(ii) Equipamentos Culturais (número de bibliotecas por 1000 habitantes, número de galerias de arte e outros espaços culturais por 1000 habitantes e número de museus por 1000 habitantes);
(iii) Equipamentos de Saúde (centros de saúde e suas extensões por 1000 habitantes, farmácias por 1000 habitantes, enfermeiros ao serviço dos centros de saúde por 1000 habitantes e médicos ao serviço dos centros de saúde por 1000 habitantes);
(iv) Equipamentos Educativos (estabelecimentos de ensino pré-escolar por 1000 habitantes, estabelecimentos do 1º ciclo do ensino básico por 1000 habitantes, estabelecimentos do 2º ciclo do ensino básico por 1000 habitantes, estabelecimentos do 3º ciclo do ensino básico por 1000 habitantes, estabelecimentos do ensino secundário por 1000 habitantes e escolas profissionais por 1000 habitantes); e
(v) Infra-Estruturas Básicas (população servida por sistemas de abastecimento de água, população servida por sistemas de drenagem de águas residuais e população servida por estações de tratamento de águas residuais).

Condições Sociais:
(i) Dinâmica Cultural (despesas em cultura das câmaras municipais per capita e utilizadores das bibliotecas por habitante);
(ii) Educação (taxa de analfabetismo e taxa de abandono escolar);
(iii) População (taxa bruta de natalidade, taxa bruta de mortalidade e índice de longevidade);
(iv) Saúde (nº de consultas nos centros de saúde por 1000 habitantes e taxa de incidência de doenças de declaração obrigatória);
(v) Segurança (percentagem de crimes contra o património e percentagem de crimes contra as pessoas); e
(vi) Ambiente (despesas das câmaras municipais na gestão de águas residuais por 1000 habitantes, despesas das câmaras municipais na gestão de resíduos por 1000 habitantes e despesas das câmaras municipais na protecção da biodiversidade e da paisagem por 1000 habitantes).
Condições Económicas:
(i) Dinamismo Económico (despesas das câmaras municipais por 1000 habitantes, empresas por 1000 habitantes e sociedades por 1000 habitantes);
(ii) Mercado de Habitação (licenças concedidas pelas câmaras por 1000 habitantes, contratos de compra e venda, em milhares de euros, por 1000 habitantes e crédito à habitação por habitante);
(iii) Mercado de Trabalho (taxa de emprego e postos de trabalho por 1000 habitantes); e
(iv) Rendimento/Consumo (rendimento médio mensal por conta de outrem e valor dos levantamentos nas caixas Multibanco, em milhares de euros, por 1000 habitantes).

A nós é-nos muito cara a ocupação que a população faz dos seus tempos livres e de quanto tempo livre dispõem. Para isso, - coisa que parece escapar à análise dos economistas economicistas - seria interessante aferir o grau de satisfação das pessoas com o seu trabalho e quantas horas do seu trabalho perdem FORA do horário de trabalho. O cansaço é - em si e já - um sinal da qualidade de vida.
Como não?

Parece-nos um bocado hílaro aquela das "despesas das câmaras municipais na protecção da biodiversidade e da paisagem por 1000 habitantes".

Ficam a faltar, por exemplo, a existência de espaços de recreio, a qualidade do ar e um indicador de ruído não ficava nada mal, também. Se as pessoas vivem com tensão e pouca saúde mental - coisa que pode não levar a pessoa ao hospital, mas pode levá-la, lentamente, à tumba - isso não cabe numa análise da qualidade de vida?

Talvez fosse aferidor de qualidade (e de empenho das Câmaras (as tais cujos elementos são - dizem-nos - por nós elegidos) em cuidar dos seus concidadãos um indicador de taxa de ocupação dos edifícios urbanos, do seu estado de conservação; além do número de crimes contra pessoas, também o número de queixas apresentadas por essas mesmas pessoas contra crimes ambientais (perpetrados pelas Câmaras, empresas ou outro tipo de indivíduos). Também o grau de satisfação com as obras que as Câmaras levam a efeito... sempre para o bem-estar das populações...

Talvez fosse também importante avaliar a vontade e possibilidade do uso dos transportes públicos por parte de quem tem a... possibilidade de não os usar. E o tempo perdido, num mesmo percurso, por uma pessoa a pé e um autocarro.

Talvez fosse também relevante avaliar o estado de conservação dos espaços públicos e do grau de utilização destes para iniciativas privadas.
Enfim, mas parece que os indicadores usados bastaram para "quantificar" e "demonstrar" que o concelho de Braga está a ir mal.

E - mesmo que não possam todos ficar em primeiro ou em último - ficámos com uma péssima imagem deste burgozito de burgomestres e pequenos deuses caseiros de meia-tigela.

Se quiséssemos ser mesmo chatinhos, poderíamos puxar pela cabeça e desencantar mais indicadores que um estudo de economistas adora deixar de lado. É trabalho de secretária. Que os economistas usam gravata e não sujam as mãos no terreno para poderem ir à televisão ficar bem na fotografia dos debates da naçãozita.
Enfim, valem o que valem, cada um faz o que pode e cada um aparece onde lhe cheira a guito.
A questão é que, depois, alguns estudos têm certa projecção e acolhimento ou eco na "sociedade" da latrina.
Ou - se forem noticiados com tanto substrato como o fez o jornalista do Diário do Minho - não.

Géografos precisam-se.
E se se precisam geógrafos não é simplesmente por defesa da classe ou da casta ou o que quisermos chamar-lhe: é que os geógrafos têm - cheira-nos - uma tendência a olhar mais que o seu umbigo, integrando saberes doutras áreas, desvalorizadas, assim, pelos ricos economistas, classe dirigente do mundo a ser conduzido para o abismo.
E se precisamos de geógrafos a fazer estudos e a ter uma voz mais activa e crítica na sociedade tal não deriva da posição de subserviência em que se põe quem demanda e reivindica: trata-se de aspirarmos a outro mundo.

domingo, janeiro 20, 2013

Braga a retalho



Prédio é calvário para moradores:
"Ninguém quer saber disto", lamenta Aurora Barbosa. A mulher, nascida e criada na Rua Cruz de Pedra, uma metade em Maximinos e outra na Sé, em Braga, e que vê, de dia para dia, um edifício a ameaçar ruir às portas da mercearia. (Jornal de Notícias).

Por cá no burgo já se falava disto e não apenas como resultado das condições climatéricas dos últimos dias. Queiram, todavia, acompanhar-nos nisto:

Por entre tribunais e limitação de território - por ali se cruzam as fronteiras das freguesias urbanas de Maximinos e da Sé, no Centro Histórico de Braga, os moradores continuam a transportar a cruz do medo de que uma pedra lhes caia em cima. (Jornal de Notícias)

Mais uma situação reveladora do verdadeiro afecto ao poder nas bordas do jogo de interesses, manipulado(s) pelo clube político a que se pertence a um dado momento, alicerçado(s) numa delimitação rígida de fronteiras e de competências, à escala surrealista de uma rua urbana. A manutenção do feudo prevalece, assim, sobre qualquer bom senso ou, bem pior, sobre o bem comum, não raro, mascarado de bairrismo serôdio e folclore publicitário, designadamente, na pegadilha sobre a famigerada agregação das freguesias. Pois se não se entendem sequer em acontecimentos limite e em circunstâncias trágicas, isto é, nas verdadeiras necessidades da população, afinal quais serão as razões que os movem?...

Já vimos este filme em estradas que fronteiam entre Braga e Guimarães e entre Braga e Barcelos – quem é responsável pela manutenção e qual a delimitação?, com histórias que envolvem, inclusive, corporações de bombeiros, para além das autarquias, num lavar de mãos onde se fareja sempre a sujidade. Parece a velha história dos muros e da água, onde irmão guerreia irmão, por este país fora. As fronteiras, meus amigos, são obra humana. Não inaugurem, por favor, a delimitação da fronteira das nossas dores. Talvez a partir daí se possa começar uma discussão séria sobre agregação, seja lá do que for.   

Oh, mas onde é que eu tenho a cabeça?



Ricardo Salgado esqueceu-se de declarar 8,5 milhões de euros ao fisco.
(Daqui)

(o verdadeiro artista sacado aqui)

Ora essa, não tem importância sr. Salgado, por quem é?...

[mula sem cabeça]

sábado, janeiro 19, 2013

A metafísica da agregação das freguesias

Vem sempre tarde ou a más horas.
A discussão não é pertinente, a coisa mais premente, "há questões bem mais importantes a tratar, por exemplo, o desemprego."

O despropósito da reforma administrativa manifesta-se em manifestações, associações e solidariedade, reivindicações identitárias, apelos à história.
Bem mais grave que isso, é - claro está, que é disso que se trata - a transferência dos poderes e dos órgãos de decisão ou, melhor, dos institutos e centros de apoio às populações.
Que vivem ali.
E não noutro sítio.

Por exemplo, por haver zonas demograficamente pouco densas,

(aquilo a que os nossos jornalistas e os nossos governantes, quais deles os primeiros papagaios: isto é, quem reproduz a imprecisão geográfica: desertificação difere, e muito, de despovoamento...pronto, esta não íamos deixar passar no branqueamento habitual da estupidificação)

- um tribunal, 
- um centro de saúde, 
- uma repartição de finanças, 
- um centro de dia

e outros instrumentos de apoio social que não dependem - nem necessariamente, nem devem, de todo - do intuito lucrativo que está a destruir tudo o que é colectivo

fecham e transferem-se, em nome da racionalização de recursos, ou da chamada reorganização austera e sinistra (mas, no caso, feita pela direita) em tempos de escassez de meios (e excesso de cabeças bem-pensantes), para áreas...
(aha! lá está!)
... mais povoadas.

Em suma, quando estes organismos passam 
- sim, adivinharam! - 
a ter um comportamento de implantação ou de organização geográfica idêntica a empresas.
Pois, com o lucro.
Em nome da poupança, que é disso que se trata, no fim de todas as contas orçamentais.

Isso são as implicações directas.
Isto são as dificuldades acrescidas que as agregações de freguesias trazem para quem vive nelas.
E não é pouco.

Os hiper-nomes (em tempos de já tudo dito, feito, misturado e deslavado) das paróquias assim daí paridas são mais um folclore de pouca ou nenhuma montaria.
Por exemplo, o concelho com mais freguesias no país, Barcelos, (89 freguesias) dará à luz a linda menina de nome "União das Freguesias de Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Pedro e São Martinho), como podemos ver nesta proposta.
Barcelos já teve mais que aquelas 89.
Não é engraçado?

Vá, deixemos isso para depois.


Na era das comunicações virtualizadas,
- a mãe a chamar o filho pelo feicebuque para ir jantar,
- o amigo a enviar uma mensagem à moça da fila da frente, 
- o amante de futebol a ler as estatísticas da época da equipa húngara de Zalaergeszeg, 
- acordar às 7h da manhã e ler as notícias no La Vanguardia, no Deutsche Zeitung, no Herald Tribune ou no Monde Diplomatique, para não perder pitada do que se passa lá fora, "que a coisa aqui tá preta...", como cantava, ao meu amigo, o Chico),
- o comentário "lol" à fotografia daquele moço que foi apanhado a fugir, nu, à frente de uma galinha em fúria,
-

Na era da desestruturação social, laboral, familiar, associativa,
- muros de estradas pagáveis que separam pessoas que tiveram que ir trabalhar, sob ameaça de despedimento, para uma sucursal no extremo do país, com as excelentes condições psíquicas e de integração social,
- casais que não têm filhos (sei lá, estéreis por causa dos químicos na porcaria de janquefude que conseguem pagar para comer, que é a mais barata e que serve para aniquilar as "classes inferiores"), que não podem ter filhos (que a vida está cara), a juntarem-se cada vez mais tarde (que não há condições para suportar uma renda, quanto mais pedir crédito a um banco para ficar agarrado o resto da vida a pagar a estúpida da casa em que vais morrer enjaulado), com pouco tempo para socializar, sair à noite (que há consumo mínimo),
- o abandono dos pais depois das férias. Não, o abandono dos pais no HOSPITAL, não no canil,
- o despedimento fácil, barato e a dar milhões a quem não pode perder um bocadinho de tempo a olhar para o outro, que "taime ij mónei", dizem os padres do só funcional mundo utilitário moderno,
- o entretenimento imposto e sorrateiro a criar divisões, desinteresse, a esvaziar ideias e a desestruturar, pela base, qualquer possibilidade de agregação de esforços em prole para lá da limpeza do cotão teu do umbigo. Ah!, viva a a liberdade de associação! Viva a Democracia!
- as horas tão infrutíferas e mal-pagas de vida que perdemos a trabalhar para ganhar a vida. Para trabalhar. E as horas escassas do dito descanso-rentabilização-das-forças-para-amanhã-vergares-de-novo-e-bem, produtivamente-a-mola-que-serve-para-a-máquina-em-que-nunca-te-revês-e-onde-te-perdes-todos-os-dias, que te não deixam espaço senão para dizeres que estás farto e que só queres estar sozinho e que os amigos e os familiares e as viagens e os passeios nos parques que tu não tens na tua cidade podem ficar para outra altura, ok? depois ligo-te, sim?.

Na era da mobilização autocrática
- a da obrigação de deixar o apartamento
- a da obrigação de não permanecer no local
- a da ordem para sair do bairro, que vai ser demolido, a do campo, que vão começar as obras para o futuro e novo aeroporto de Notre-Dame-des-Landes, 
- a da obrigação de sobreviver noutra terra, "plena de oportunidades"
- a da transferência de pessoal para serviços para os quais não estavas preparado e se não te adaptares vais prà rua.

Na era dos fluxos instantâneos
- do dinheiro virtual à pressão de um "enter"
- do lixo humano escravo e emigrante à pressão de um "out!" (por xenofobia ou ordem dos serviços de estrangeiros e fronteiras.. bah!, fronteiras...!)
- dos objectos de consumo que mandas vir pela net do outro lado do mundo, mas que vieram da China, sempre da China, ou de um outro país onde fica sempre mais fácil produzir e é mais fácil poluir, que ninguém vai saber e todos lucramos com isso: eles, porque lhes damos trabalho, tu, porque tens a coisa a sair-te mais mais barata, e eu, que tive a brilhante ideia de congregar esforços virtuais e liguei uma coisa à outra, aqui sentado em frente a este computador brilhante e cheio de cristais líquidos,
- do lixo que antes não o era e só agora que já usaste e desembrulhaste o objecto é que te apercebeste que é... lixo, que envias - chamando as forças de limpeza, 24 horas por dia, sempre ao teu dispor, em nome da saúde pública - para longe dos teus olhos cada vez mais mirrados


Nestas eras todas, em que, devido à liquidez, não consegues formalizar uma teoria, pois quando terminas a frase já tudo parece ter mudado e o que querias dizer já aí vem contradito pelo que agora se te apresenta;
nestas eras todas, em que devido à comunicação, física ou informacional, os efeitos já não se restringem a este ou àquele sítio, lugar, zona, região, país...

nós observamos que...

a fusão das freguesias é uma decorrência normal da perda de fronteiras que figuram apenas como ideias ou traços num mapa, também ele desenhado com base em ideias.

A agregação de freguesias é a materialização da enxurrada do capitalismo e dos valores da economia a sobreporem-se a tudo o que possa ser expropriado, esvaziado, explorado, transformado, vendido e transferido.

Na era dos assaltos que ficaram por fazer ninguém sairá seco deste planeta azul de cores misturadas.
Viva a riqueza cultural: enquanto eu profito, (fico com o graveto, 'tás a ver?) tu ficas a ver navios.
Pois, pá, é para isso que...Viva a riqueza cultural e coloral do planeta das notas verdes e do fitoplâncton em redução abismal.

Globalização é o mundo a rodar tão rápido quanto uma batedeira: para misturar bem.
Para desorientar bem.
E envolver tudo.
Mas... sempre a bater no mesmo lado.
E sempre o mesmo a bater bem.
Às claras.
Sem interrupção que nos valha.

A metafísica da agregação das freguesias acaba mesmo aqui: nas fronteiras, vistas, agora sim também aí, como um anacronismo. Barreira finalmente derrubada pela racionalização económica sob a capa do bem comum que fica sempre para depois.

A reformulação de fronteiras e a renomeação ocorrem quando o poder é outro, sendo outro porque assim impõe mudanças, assim se afirmando como novo poder. Numa pescadinha-falácia de rabo-na-boca que não conseguirás comer.

Trata-se, simplística e kuhnianamente, de mudança de paradigma.
A meta deixa de ser física, passou a ser objectivo. 
But, em francês, goal, em inglês, understand silly oldman?

Ou talvez não seja outro paradigma.

Porque este último assalto era um dos assaltos que faltavam depois do despojamento que tem vindo a ser praticado pela rapina secular dos bancos.
Agora que se proporcionou e todos estamos com a corda no pescoço, incluindo os porcos capitalistas dos banqueiros de todo mundo, unidos e divididos, eis o momento.
Vem tarde e a más horas!!!

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Olha, estes chutam para o lado que estão virados



FMI admite risco de falhanço da ajuda a Portugal e contágio à zona euro

Mas afinal em que ficamos, senhor professor: bom aluno, mau aluno, assim-assim, não está a correr bem, vamos indo, falta isto, temos muito daquilo, cábulas, marrões? Não interessa, pois não? No final o resultado já se sabe.

[imagem

quarta-feira, janeiro 16, 2013

Agora os lugares de estacionamento são propriedade de uma empresa

"A Câmara Municipal de Braga aprova quinta-feira, em reunião de executivo, a minuta do contrato referente à concessão de exploração de estacionamento pago na via pública a celebrar com a empresa Britalar — Sociedade de Construções, SA. Na mesma reunião, a autarquia deve aprovar ainda a autorização para que a Britalar cesse a posição contratual a favor da E.S.S.E., uma empresa do mesmo grupo com sede em Espinho, no distrito de Aveiro.
Quatro milhões cento e dez mil euros é quanto o Município de Braga vai encaixar de imediato com esta concessão, a título de adiantamento. O prazo de concessão é de 15 anos, contados a partir do início da exploração, mas prorrogável. A concessionária fica obrigada ao pagamento de uma renda mensal da concessão equivalente a 51,5% das receitas brutas de exploração.
 
Recorde-se que foi em Setembro último que a Britalar ganhou o concurso público relativo à concessão de estacionamento."
 
Notícia do Correio do Minho, um acólito mais do poder
 
 
Uma das empresas do costume, a quem dão o bonito e peneireiro nome de "concessionária".
 
Relembre-se que a Britalar ganhou o concurso...
Concurso? Qual concurso? Não ouvi falar de concurso "nenhum"!
 
- Ouvisses!
O guito já cá vai cantar!
 
 
Ah, convém dizer que agora que há menos centímetros quadrados com relva (que fosse!) na cidade, para onde foram eles senão ocupados com pedra estacionável ou pedra pura e simples.
 
Ah, na paisagem já esventrada e no horizonte perdido a olhar para as paredes, dizemos que esta região vai ficando cada vez e palpavelmente menos interessante para viver.
É o capital, o tal do gostinho especial.
 
E porque é que são sempre as mesmas empresas a ganhar os consórcios e as empreitadas que a Câmara, a troco do interesse dos munícipes, claro, leva a cabo na cidade cada vez menos verde?
 
Fica a pergunta.
A pergunta a que apenas os corruptos podem responder com precisão e cavalgadamente.
Mas não o fazem.
 
Já que quem o quer não o pode.
Fica, portanto, a curta pergunta interminável.

Continuemos a comer produtos processados para troçarmos desta moça, então.



(Desculpem lá qualquer coisinha, que vem em Inglês)

terça-feira, janeiro 15, 2013

Depardieuvsky foi aquele que realizou o "Paris-Bamako", não foi?

Enquanto andamos enchufados, quais bonecos de palha, com as porcarias-foles que nos chegam - e nós comemos - via impérios vis, há que saber separar o trigo do joio.
 
Para isso, convém evitar pesticidas e - sobretudo - as multinacionais do sector agro-industrial.
E prosseguindo no paralelismo agrícola, vamos ter a Bamako, vindos directamente de Texas. Ou Paris, dá no mesmo.
 
A paisagem é desoladoramente monocromática, cansativa, homeofóbica, fascista e - pasme-se - até engraçada e gira, que disso se encarregam os verdugos da informação nossa de cada puto de dia.
 
Aqui há uns meses, os tuaregues reclamaram a independência de parte do território maliano.
Parece que
- o chamado "diz que..." anónimo e que dá para todas as partidas à partida já perdidas (quando não podemos verificar por nós mesmos e apenas acreditamos. Juntando-nos, assim, à enorme massa obediente dos fiéis mandados contra as paredes das traseiras do mundo dos pobres ricos) -
 
agora há para lá uns fundamentalistas, assim apelidados pelos ocidentalistas de islamistas, que foram mexer - claro está! - numa ferida sensível e
 
AI!!!
 
aí não podes!, se fazes favor.
 
E o senhor ministro, com o beneplácito da população a quem ele deve responder, que foi muito auditada - fizeram referendos e consultas apuradas por trabalhosos inquéritos estatísticos veiculados pelos média oficiais e não reconhecidos ("estamos nisto, juntos", parecem querer dizer)* - decidiu:
 
- para o Mali e em força!
 
E lá foram eles.
 
Nas televisões fala-se em guerra.
Tal como na Somália se falava em pirataria e afinal até eram bons moços, aqueles criminosos valentes que tentam afrontar o poder do complexo agro-mediático-bélico europeu (o leitor chegou mesmo a ver este vídeo?).
 
Ou seja, se lhes for pedido - MAS SÓ SE LHES FOR PEDIDO, ouviste bem, ó Miguel Relvas lá do sítio? - invocam um motivo estapafúrdio qualquer, assim, daqueles muito bem enquadrados na problemática do terrorismo global, que parece que está muito na moda e está a vender muito bem
 
- Veja só, consegue tirar nódoas do Iraque, do Irão, no Afeganistão...
- e então aqueles tecidos da Síria e do Paquistão, tem-se falado muito deles, como é que está aquilo?
- Sim, repare, estamos ainda a trabalhar nisso com o maior afinco. Não tem de se preocupar com nada. Não tem, isto é, se não for você a nódoa que caíu naqueles maus lençóis...
 
(agora a metáfora virou para as lavagens. Melhor que ainda nada têm que ver com as Ilhas Caimão, que, essas, coitadas, estão ameaçadas pelo aquecimento anti-global que vai acabar com todos os paraísos fiscais deste mundo e dos que mais vierem a ser processados por computador...!)
 
e que os rebeldes (os rebeldes são sempre os inimigos, tal como os inimigos são sempre os que estão do outro lado, o que os faz ter interesses divergentes e até inconciliáveis... ou será o contrário?) estão a oprimir as populações;
 
b) estão a perpetrar-se crimes horrendos contra a Humanidade (sim, toda ela ali concentrada no Mali)
c) foram presos cidadãos ocidentais em missões de paz e ajudas humanitárias
d) "causaram" um golpe militar e a destituição do governo DEMOCRATICAMENTE eleito
e) ... (é pá! inventem lá mais chorradas que isto já cansa de tantas omissões e mentiras; vós já sabeis como isto do Poder funciona, etc, etc.)
 
 
Blá, blá, blá.
 
A quase nota de rodapé

- sei que não foi descuido, porque, lá está outra vez a fé!, acho credível o canal -
com que adornaram a reportagem foi bem mais esclarecedora que a porcaria de horas e horas - se horas houvesse (aquilo é só prar encher a hora nobre dos nossos jantares de fome) dedicadas pela televisão cá do Portugal dos pequeninos - com que temos levado em cima sobre o assunto.
 
Há quem se desvie (e mude de canal).
 
Dizia algo como isto, tal rodapé:
 
"a região centro do Mali é rica em urânio e tem fábricas exploradas pela França e pela China"
 
E já está.
Era só isto que queríamos dizer.
 
 
Isto enquanto víamos imagens, gentilmente cedidas pelo ministério da defesa respectivo - de balas para canhão a rebolar no chão e a manusear armas da pesada, que eles não produziram, que talvez tenham tido que comprar ao amigo espanhol, ao amigo israelita, ao amigo russo, ao amigo inglês, ao amigo estadunidense - sim, que lá parece que eles têm uma indústria militar muito bem desenvolvida...
 
Tomara a nós não termos que importar!, diriam os nacionalistas, os austeros e tripartidos gauleses.
 
E depois vêm mais países e nações - também elas consultando os seus povos, como é normal nos Estados democráticos - apoiar e juntar as suas tropas para intervenções consertadas e com o baptismo da nobelizada ONU.
 
Pois, que o urânio é o futuro.
 
 
Para haver equilíbrio no mundo em de haver paz num hemisfério e guerra no outro.
(O mundo é o teu umbigo e o mundo é tanto mais mundo quanto maior for a tua capacidade de impores o teu umbigo aos umbigos dos outros.)
 
Onde foi que lemos isto?
Terá sido no "1984", do Orwell?
 
Ah, não, foi na marca d'água da nota que trago no bolso...



* - foi só uma piada: nenhum governo decide intervir num país longínquo baseado na vontade do seu povo. A não ser quando já lhe trataram da saúde e fizeram a habitual lavagem emocional e cerebral perpetrada pelo... ai!! completo complexo de inferioridade... não, pelo complexo militar e mediático nacional.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

De olhos em bico (o resto está tapado pela máscara)



Poluição atinge novos máximos em Pequim:

Durante o fim-de-semana, a poluição na capital chinesa registou níveis nunca antes vistos e considerados perigosos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a OMS, a média de concentração de minúsculas partículas de poluição – Tiny Particulate Matter – (100 vezes mais finas do que um cabelo humano) não deve ultrapassar os 25 microgramas por metro cúbico. Acima dos 100, o ar é considerado não saudável e ao atingir os 300 as crianças e os idosos devem permanecer dentro de casa.
Leituras oficiais chinesas revelam, no entanto, que, no sábado, os níveis de poluição em Pequim ultrapassavam os 400 microgramas por metro cúbico, diz a BBC. Monitorizações não oficiais da embaixada dos Estados Unidos registaram valores superiores a 800 microgramas.

(ler mais AQUI)

A desenfreada industrialização chinesa não olha a meios para apanhar o comboio em andamento, queimando literalmente etapas, entre outras coisas. Associada a esta, a rápida urbanização acompanha o progresso a toque de caixa, saltando para o comboio com o êxodo rural às costas. Os automóveis rodeiam o cortejo. Milhões e milhões de pessoas assistem de cátedra e máscara na cara. Os resultados estão à vista e não são surpresa para ninguém. A queima, todavia, irá continuar.

[smog]

sexta-feira, janeiro 11, 2013

É isto.




Mas cabe perguntar... 

Em nome de quem?

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Diz que é um relatório bem feito (?)


FMI propõe corte de 20% dos funcionários públicos e de 7% nos salários do Estado.[e muito mais]
 (sacado daqui)




Quase tão bem feito como aqueloutro que dizia que há limites para a austeridade. Para estes tipos, meus amigos, não há limites, ou melhor, os limites estão balizados ao nosso bolso. O capital, esse, é pecúlio alheio, intocável, já se sabe. 

[obey]