segunda-feira, dezembro 31, 2012

A continuar (o intervalo foi só para corroborar as partes)

Braga, capital do fiasco (e da pedra, da corrupção e destruição do betão...)
24.12.12, Foto de Edward Soja
 
Até prò ano, amanhã.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

sexta-feira, dezembro 21, 2012

A Intocável República dos Miguéis Frasquilhos



"Todos os anos é publicado o IPC, o Índice de Percepção da Corrupção e todos os anos também as Nações Unidas publicam o IDH, o Índice de Desenvolvimento Humano.

[Portugal: 33º Lugar no IPC.

Somos melhores que Itália, onde há Máfia, e somos melhores que a Grécia, que está completamente desestruturada. É isto que os nossos governantes devem dizer lá fora, nas reuniões sobre corrupção, com grande orgulho.]

E se se derem ao trabalho de comparar as tabelas dos dois índices, ou, se quiserem, os mapas do IDH e os do IPC, vão ver que eles decalcam exactamente.
Vê-se a olho nu, mas mesmo que não se vissem, já há muitos trabalhos académicos que demonstram que há uma correlação negativa forte entre corrupção e desenvolvimento. Ou seja, a corrupção desenvolve-se ao contrário do desenvolvimento. 
Pelo que, se não há países corruptos desenvolvidos e nem há países desenvolvidos corruptos, nós sabemos que se na próxima geração queremos ter algum desenvolvimento, temos de combater a corrupção. E só combatendo a corrupção, combatemos também a crise em que estamos. Porque se foi a corrupção que gerou a crise, a única forma de evitar a crise é combater a corrupção."



Se os nossos corruptozinhos de tigela-cheia adoram mostrar gráficos lá para casa de alguém, alguém devia pintar mapas de IPC e IDH nas paredes das suas casas. 

Há alguém com capacidades de "bombing" informativo por aí?

(calma, não é "bombing" neles... Ide aprender a gíria, que é linguagem tecnocrática...)

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Meus amigos, anda alguém a gastar à barão e não somos nós...

mas já se imaginava, não?



Quando alguém lhe disser que “gastamos acima das possibilidades” poderá recomendar a quem o diz a leitura de um estudo do Banco de Portugal e do INE chamado “Inquérito à Situação Financeira das Famílias 2010”, publicado em Maio de 2012.

O estudo está aqui  (sacado daqui)

terça-feira, dezembro 18, 2012

Óculos escuros?



Privatizações. Governo esconde há cinco meses relatório sobre a EDP
(Daqui)

Não se trata de esconder. O que se verifica, na prática, é a abertura dos bolsos dos consumidores aos novos (?) transeuntes da modalidade eléctrica. O negócio da privatização, em si mesmo, não esconde mesmo nada, antes liberta (eu diria isenta). E essa (suposta) liberdade, meus amigos, é que encapota o rabiosque da questão.  Mas se calhar não é bem isso. 

domingo, dezembro 16, 2012

Meus amigos, asfixia é isto

PORTUGAL


Paula Montez, activista defensora da “estratégia da não violência, da desobediência civil e da resistência pacífica”, foi constituída arguida sem provas, tem termo de identidade e residência e foi notificada por telefone registado em nome de outra pessoa?
(Sacado DAQUI)

Seja quem for, activista ou (das)activista. É absolutamente inaceitável. Não vai lá com a minha bomba da asma, pois não? Bom, sempre a podemos mandar à cabeça de alguém. 

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Centro de emprego natalício



Desempregados fazem de Pai Natal por 43 cêntimos/hora.

(Ler mais aqui - sacado daqui)

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Braga: apareçam, cá vos espeeeeeeramos


Vidal, Rua Quinta Armada, Braga (Dez. 2012)

A festa de encerramento do CEJ marcada para dia 15 de Dezembro aqui no burgo foi cancelada. Anunciada há semanas, de repente, não se sabe bem porquê, a labita mudou. Já não se vai ver Orelha Negra? Calma, não é bem assim. Afinal, a coisa foi adiada por premonição de chuva para o próximo fim-de-semana, e a fundação Bracara Augusta, após ter consultado a opinião fidedigna de S. Pedro, não fosse Braga uma das suas cidades de eleição, chegou à conclusão que deveria adiar o evento para o dia 22 de Dezembro, concluindo-se sem mais delongas que nesse dia teremos, obviamente, céu limpo ou pouco nublado.

Nada disto destapará mais uma questão resolvida em cima do joelho e ao pé-coxinho, segundo as conveniências conformes a uma agenda encapotada e, pelos vistos, (pre)vidente. Nada relacionado, nem com dinheiro, nem com a outra capital (elas são tantas) que também tem a sua festa de encerramento a 22 de Dezembro (embora já se saiba que tem prolongamento de 3 meses – o carcanhol logo se vê), tudo a bem do quadrilátero cultural e do planeamento regional.

Entretanto, do quartel das forças criativas (ainda) aguardamos o seu términus e respectivos resvalamentos. Entretanto, a pousada da juventude envelhecida em cascos de carvalho fica adiada sine die, por motivos de achamentos maiores, lá teremos um sucedâneo, mais um fazer de conta plano b, sem se rirem. Entretanto, as instalações da antiga fábrica dos sabonetes arderam mais um bocadinho, cozem em lume brando, enquanto se mastigam planos fabulosos e se engendram negociatas no interior dos gabinetes previdentes. Entretanto, paga-se a bucha de natal aos professores/técnicos das AEC fora de horas, sem dar cavaco, porque sim, já não é mau uma bucha.

Entretanto, encerram estabelecimentos comerciais por entre as quiméricas obras de adornamento adiado: veja-se o encerramento das obras na cidade, anunciadas após sucessivos adiamentos para 14 de Dezembro, adiadas lá para 21 de Dezembro, ou proximidades. Entretanto, outras ruas, as traseiras do comércio viçoso, jazem esquecidas no limbo das prioridades: note-se a Rua da Quinta da Armada, um sólido exemplo da mais profunda indiferença, deteriorada e com cada vez mais automóveis a simularem bermas, um singular exemplo da inexistência de qualquer ideia de planeamento urbano nesta cidade, para mais congestionada, sendo mais uma das ligações ao novo Hospital, já para não falar da ligação privilegiada a uma escola primária e a um ATL.
Entretanto(…)

segunda-feira, dezembro 10, 2012

A poc a poc

A poc a poc els nens s'adormen
A poc a poc, Pi de la Serra 




Centro Paroquial e Social de São José de São Lázaro, Braga
Foto de Edward Soja, 15.11.2012


"Pouco a pouco", cantava o Pi de la Serra (e aqui o Serrat) a canção popular catalã, "os pequenos vão adormecendo".
Diz o Kundera (e o Anselm Jappe) que a sociedade assiste à infantilização.
Crianças a assistir a criançados.
(Há dias uma notícia dizia que proliferava na publicidade o tutubear - ou seja, apelar ao consumidor tratando-o por tu: coisa que vai no mesmo sentido do que aqui vamos falar).

O império da criança - não no que tem de sonho, liberdade etológica e inquirição descobridora - não veio para retemperar uma ameaça de insustentabilidade no sistema do mal-estar capitalista a cair no precipício do consumo "negativo" (consumo negativo ocorre quando era "esperado" que ele crescesse x e só cresceu y: isto é, cresceu menos, mas cresceu!).
Veio para afirmá-lo.
Depois da criança - já estamos a ver - não há mais nada.

Passamos a explicar.

A criança é o ser humano com menos memória criada.

Pronto, está explicada.
O bebé ainda não existe, praticamente.
O condicionamento de que fala o Huxley está em curso, por exemplo, nos cursos de inglês na pré-primária: quer dizer isto que, ainda antes de aprender Português, já estão - para uma integração plena na sociedade do futuro - a aprender outra língua.

A língua materna quer dizer o quê?

Aliás, com tantos ésse-éme-ésses como forma quase preponderante de comunicação - à distância e distanciada - dos nossos alunos até aos secundário (nem queremos ir mais longe), a língua sofre uma transformação que, noutros lugares, conseguimos apelidar de "crioulização".
Há piadas sobre os pais não entenderem o que dizem as mensagens dos filhos.
E chegam a casa e é toda uma nova aprendizagem para os entender e... controlá-los (que é isso a que chamamos educação, não é?)

- Atualiza-te, velhota!

(dizem eles - e nós - sem o "c")
(ah, repararam no "velhota" e escandalizaram-se, foi?
Pois, tudo é relativo, não foi isso que te ensinaram?)

A liberdade que associamos à infância - talvez devida àquela inocência que provém da falta de memória e esta de conhecimentos e, portanto, da capacidade de relacionar e formar juízos e "explodir" em ideias - é coarctada, no que aqui nos concerna, por exemplo, na limitação espacial.

O condicionamento ambiental é palpável, visível.
Só que, como vai sendo pouco a pouco, talvez nem nos apercebamos.
Às vezes, o que está mais longe dos nossos olhos é o que está mesmo à frente do nosso nariz.

Igreja e Creche de São Lázaro, via gúgal
(conservada para memória futura,
Se o mesmo paizinho gúgal assim o quiser. $alvé!)


O pátio onde gritavam e corriam - experienciámo-lo por diversas ocasiões - os miúdos no Centro Paroquial e Social de São Lázaro, que podemos ver na ainda disponível imagem de satélite do paizinho gugle (as perspectivas são distintas, mas permitem a comparação) ficará agora reduzido a insignificância. Apenas ao espaço em que já não faça sentido correr.
Apenas a uma área onde já não caibam todas as crianças na hora do recreio.
E brincarão lá dentro.
Talvez para um dia (esta é das nossas falácias predilectas!, a do "efeito bola-de-neve") estarem acostumadas a viver sem sol.
Como aliás já muitos "aprendem", obrigados, a "colaborar" (antigamente dizia-se "trabalhar"), dentro de caixotes que são autênticas cidades de consumo e destruição dos mundos além-olhos.

Com o turismo barato a crescer, normal é que aumentem e destruam mais espaço com aeroportos.
Mas, sob que pretexto estão a ampliar a creche?
Afixadas nos tapumes das obras - em todas - apenas nos informam do "quê", mas nunca do "porquê".

Como se tudo o que acontecesse tivesse que acontecer e tudo fosse irreversível ou irremediável.
E como se tudo pudesse acontecer e mudar com a condição de estarmos de acordo com os valores que presidem a essas mudanças.
E é por ainda não sermos todos crianças - elas não podem defender-se, e cada vez menos poderiam... - que não somos todos quadrados e encaixotados nas ideologias dominantes que nos fazem dizer
Amén.

Não somos todos gregos, nem somos todos troianos.
Eis porque os motivos são sempre a maçã das maiores discórdias.

Uma coisa é visível - estas mudanças têm impactos.
Nesses impactos não económicos não estão os patos bravos a pensar, que isso... "não é da sua competência"

(Eles só agem à maneira de empresas: visam o lucro.
E se mostrarem obra aos pacóvios, todos aplaudem o vício.
Assim se compram as pessoas, assim são alienadas as pessoas.

Próximo!!



domingo, dezembro 09, 2012

Praticar Geografia é descrever para dar sentido às coisas

"One more tree will fall
how strong the growing vine
turn the earth to sand
and still commit no crime"
John Lodge, "One More Time to Live"
Moody Blues, 1971
Sabemos que não é a primeira vez que estes versos aqui são partilhados.
Quem há-de defender os direitos de outrem?
Quem há-de defender melhor os direitos de outrem senão esse mesmo "outrem"?
Imagem provinda daqui

Centenas de ouriços-cacheiros morrem, fora outras causas, atropelados pelas estradas deste país cada vez mais alacatroado, abandonado, especulado, comprado, vendido, desertificado, desordenado, desbaratado, delapidado. 

Quando eu era mais pequeno, via com alguma frequência na freguesia onde vivia uma ou outra cobra. Essa oportunidade foi escasseando cada vez mais. Há anos que não vejo uma cobra.
Sim, já parámos para pensar nisto? Nesta constatação tão simples e prática?
Já parámos para pensar e ter esta constatação?

Lembramo-nos de que a tendência, pelo que fomos observando à nossa volta, foi sempre a da desaparição de árvores. Dali, dali, dali, dali e dali.
Seja porque estorvava o trânsito, porque levantava o alcatrão, porque dificultava a visão, porque era um bom sítio para construir uma casa...

Quantas vezes acontece o contrário?
Quantas pessoas - assim chamadas de defensoras do público (do que é de todos ou para benefício de todos ou da maioria), serão precisas para fazerem valer as acções sobre este e aquele e aquele e o outro - assim nem sequer apelidado de privado- ?

Isto é política.
Política que, por prevalência de uns ou outros valores, por omissão ou por acção, se vai materializando no espaço à nossa volta.

Quem regula o abstracto, assim chamado / caluniado ao que não tem consequências observáveis, "para já", ou "para ontem"?
Quem defende os direitos dos animais?
Os animais têm direitos?
(que sexos dos anjos andamos nós a discutir enquanto não aprendemos nada...)
(Olha, aqueles homens ali estão a decidir se te podem matar ou não, diz o coelho bravo para a avestruz...)

É só uma área equivalente à do Reino Unido.

O genocídio de um povo, como o que uns tentaram fazer com alguns e estes alguns tentam, a pretexto de segurança nacional, fazer com outros, é condenável, não é?

"Pois, todos temos culpas no cartório, não foi isso que te ensinaram?"

O que significa a extinção de uma espécie?
A extinção de uma espécie humana (ou raça ou lá o que a nomenclatura convencionar chamar-lhe) é bem mais condenável e alvo de críticas que a extinção de uma espécie - olha, lá vai mais uma!... - ups... - não-humana, não é?

Pois, e já sabemos que a partir daí nada a fazer para essa.

"Agora é irreversível. Irreversivelzinho a dar c'um pau."

Se o John Lodge e os Moodies eram visionários, não queremos dizê-lo, envergonhados talvez estejamos.
O que me parece é que a baixeza moral e ética talvez já existisse à altura em que o escreveram e cantaram. E o pior é que, na esperança da evolução, não evoluir significa, comparativamente, andar literalmente para trás.
No caso, espacialmente são os seus elementos que existiam e já não existem.
Anos e anos de trabalho lento da natureza literalmente sumidos.
Manchas e elementos da paisagem a recuar.
Recuar.

E, ideia que tive há pouco e que me fez cá vir reflectir, já repararam que o recuo dos elementos ditos naturais - aqueles que existem independentemente de nós os colocarmos lá - vai a par do aumento dos produtos transformados que comemos e com que vamos lidando no quotidiano?

Se o leite já não é bem leite porque as vacas já não pastam e têm de dar as tetas a máquinas com uma periodicidade absurda, que mudou senão a transformação e o uso que fazemos dos recursos?

Se a porcaria que vamos ingerindo, à pressa nos nossos intervalos de tranalho (vulgo "maior fatia do nosso dia"), é resultado da "optimização" do tempo, tais como "comer é divertido" ou "aproveite a vida" ou ainda "sensação de viver",... que mudou senão a forma como vamos rastejando nestes cimentos à beira-mares implantados?

Se dizem que preferimos,
ou,
se nos destinam caixotes epilhados para nos aglormerarmos
(partindo daquele princípio biológico tão escondido que diz que "juntos sobrevivemos com menos dificuldades face às - vejam só - ameaças da natureza),

não significam a desorientação e a maquinização uma consequência necessária da transformação dos modos de vida?

Vêde bem: os sinais estão por todo o lado.
Saibamos analisá-los: isso também é fazer / praticar Geografia.
E estamos a precisar muito para encontrarmos o equilíbrio.
A natureza parece que anda sempre à procura do equilíbrio.
O homem, que ela pariu e ele parece rejeitar, parece andar sempre à procura de (__________________________)
(preencher este espaço vazio)

sábado, dezembro 08, 2012

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Meus amigos, atenção a isto:


A editora da Tinta-da-China Bárbara Bulhosa será constituída arguida no processo contra o jornalista angolano Rafael Marques, por ter publicado o seu livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola". 
(ler mais AQUI)




Fabuloso: territórios e fronteiras da Europa desde o Séc. XI ao XXI




Muito mais em  The Centennia Historical Atlas: AQUI

(sacado daqui)

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Quando o avanço da técnica corrobora o atraso moral

1
Prà rua ia üa figura, Nuno Santos, assim lhe chamaram da banda de lá, da banda da GNR, a tal do Um Dó Li Tá, quem está preso preso está.
Assi lhe preguntaram:
- Qu'é isso, compadre irmão de todos os que cá 'stavam e para lá foram: agora tu também vais prò céo?
Ao que o home respondeo:
- Eu num vou: elles me lleban. Bela prisão esta, a que convostedes me juntam.
Para mais sclarecimentos u informaciones, cunbém tirar provas com o Relvas e sua cu-mandita-mandada.

2
O pugrama Clara Câmera está prestes a atingir o orgasmo: a coroação é o fim e as palmas que se erguem são para o calar. A voz enserenadora de Luís Caetano é a rainha a morrer: viva a rainha, aplaudem da Ponte os Senhores Doutores Albertos das Cervejas e os amigos dos Compáis.
Assi também se fuíram o Coelho que Acontecia e mais o Rosa Mendes e a Raquel Freire, que tiveram que emigrar, porque iesta tierra num é par bós. Ah, esperai um cachico, que o Rosa Mendes já 'staba lá fuora.
Mas agora que os processos submarínicos de privatização da nossa retrete pública estão concluídos e que a venda de 49% da RTP eliminará, diz o rei Borges (outro doutor que os cegos num puderam eleger) a “extraordinária tentação que tem o poder público de intervir na televisão”, agora, íamos dizendo, vamos ver finalmente a "a extraordinária tentação que tem o poder privado de intervir na televisão".
Passa a redundância e a troca, sem possibilidade de escrutínio...

3
Também a escolha, obscura, da Rosa Veloso para correspondente em Madrid cheirou tão mal que levou o Rodriguinhos a sair do cargo que aquele primeiro inforcado de cima foi ocupar.
E se as pressões por algo que o Marcelo, não o Caetano, mas o sobrinho, tenha dito também levou a uma comissão de inquérito parlamentar que em nada deu, agora vem a TVI querer meter o bedelho no Governo Sombra, razão pela qual também este pode bem chegar ao fim.
Que se estará a passar dentro da fortaleza do Eixo do Mal para nengun turpedo atingir aqueles ímpios?


4

Na Madeira, o senhor Raimundo Quintal foi acusado judicialmente por uma empresa de construção, a BRIMADE - Sociedade de Britas da Madeira, S.A., por estar a ofender o seu bom nome. Motivo: Quintal aponta a extracção de pedras e britagem na ribeira de Santa Luzia. Como os seus apontamentos não extravasam o direito de liberdade de expressão e são críticas cientificamente fundamentadas, o juíz não lhe pôde apontar qualquer pena. Caramba! o poder dos que querem fazer dinheiro ainda não conseguiram atingir o direito de falar... Pelo menos neste caso não foi suficiente.


5

Em Braga, enquanto os velhotes de Diário do Minho na mão vão, parados, olhando as obras que o cimento armado tece contra o espaço privatizável...
- a estrada é de quem a usar, sim, mas os materiais que lá puserem são de algures, foram extraídos e trabalhados pelas empresas costumeiras do compadrio corrupto e foi para elas que se dirigiu, canalizado sem podermos mexer a nossa palha, o dinheiro que indirectamente para lá atirámos - 
... as ruas continuam escuras, a iluminação da época consumista consome muito e ainda não foi ligada - para bem de todos os bracarenses, que protestam em risos desbragados com os dentes amarelos do desemprego e do desamparo, o ruído e o pó imperam e, mesmo em frente dos nossos olhos contentes, vão substituindo as flores dos canteiros do cimo da Liberdade. Bela forma de renovar o contrato com os jardineiros (coitados, não têm culpa, não é?), rentabilizar a negociata "verde" e chupar mais um bocadinho do sangue dos contribuintes que podem contribuir só pra dar dinheiro mas não para escolher o que fazer com ele.
É idêntica a acção medieval que repetem no Porto do Funchal, ao despejar recursos que o mar insiste em levar enquanto a lei de meios insiste em pagar e os burgomestres insistem em aplicar.


6

O Dióxido de Cloro é um produto desinfectante, usado em muitos Estados europeus e americanos para tratar as suas águas, que, ao contrário do hipoclorito de sódio (lixívia), não provoca metabolitos cancerígenos. Embora esta seja usada em toda a Espanha.
O Império ataca sempre três vezes e por isso Andreas Kalcker enfrenta pena de prisão e uma multa entre 90 e 100 mil euros. "Não querem argumentos, usam a força" do dinheiro. Para vergar a razão.

7
"Portugal subiu oito lugares no índice sobre desempenho nas alterações climáticas, sendo o 3.º entre 58 países, um comportamento justificado pela crise e pela política energética", desta notícia nos encheram os ouvidos, mas "as previsões de seca são as piores para Portugal e por isso são necessárias políticas para reduzir a vulnerabilidade. Neste momento 28% do território está em seca, enquanto 21% está em boas condições. O número e a intensidade das secas tende a aumentar, durante o seculo XXI, especialmente nos cenários com maior aumento dos gases de efeito de estufa." 
"Portugal tem das maiores variações do índice de produtibilidade hidroelétrica da Europa, o que coloca desafios à produção de energia elétrica com necessidade de um sistema de apoio por outra fonte de energia. Este ano Portugal já perdeu 250 milhões de euros pela importação de combustíveis fósseis e de eletricidade devido à seca do início do ano." (Quercus)

E com as construções na zonas húmidas dos nossos litorais e com a submersão de muitas zonas ribeirinhas com "potencial de negócio" via chupistas da electricidade... de Portugal, dizem eles, que estamos nós a fazer para inverter ou travar isso?
Somos melhores, mas não é por nossa mão: é por desleixo.
E se pioramos nos indicadores de qualidade ecológica, não é por desleixo, mas por acções. Erradas.
Donde se depreende que era bem melhor morrermos todos e deixarmos a Terra em paz.
Recuperaria no seu ritmo, mas era um instantinho comparado com as porcarias que andamos a fazer desde a revolução industrial.

8
Apesar da tentativa (e da parvoíce na cerimónia dos Prémios da Gazeta) o presidente de alguns portugueses continua calado.

9
Em Alberta, no Canadá, está à espreita o negócio da extracção de petróleo a partir de areias betuminosas. Os chacais, venham eles donde vierem, estão prontos a abocanhar os lucros e a deixar por lá, a espalhar-se, os detritos e seus problemas ambientais. Que não é nada com eles. Nem connosco. Uma reportagem fotográfica do Daily Mail mostrava imagens de meter medo, mas por algum motivo que desconhecemos "the page you search does not exist".
Mas há esta notícia, com algumas imagens.
E as forças da autoridade, já habitual e esperadas, controlam manifestantes.

10
No bairro de Santa Filomena, na Amadora, mais pessoas foram desalojadas sob as forças policiais. As forças da ordem, braço armado da força do dinheiro.
Para desalojar e poder demolir sem matar ninguém. 
Para rentabilizar o espaço. Com o espaço já cuidadosamente trabalhado pelo poder económico, lá mais não conseguirão entrar. Paredes económicas limitativas, segregacionistas os afastam do sítio donde foram expulsas.
Fizeram o mesmo para construir a barragem das Três Gargantas e fazem o mesmo para expandir as cidades, quando estas, infladas pela pobreza dos que a ela chegam, crescem demasiado rapidamente.
Saber mais aqui.

11
A polícia aguentou horas, não quis dissuadir os davids e deu-lhes, aos davids e a outras personagens que nada tinham que ver com aquela história nada bíblica, com uma "carga de serenidadezinha". Como se o uso da violência fosse apanágio das forças que estão do lado da Democracia. 
Parabéns aos polícias, então.

12
Como é bom viajar a preços baixinhos, nas companhias de baixo custo tão na moda, os tráfegos nos aeroportos e a massificação do turismo aumenta de ano para ano. Malgrat a perda de poder de compra. Ou, melhor, DEVIDO à perda do poder de compra. Por isso, em Nantes se preparam para - oh! consequência impensável! - construir um aeroporto. Na luta contra está a ZAD - Zone a Défendre, cuja página na internet foi "classificada por uma autoridade" (?, qual? porquê? para quê?) como não segura.
Desejamos prosseguir?

13
"Os cidadãos das democracias antigas, que passavam o dia em discussões sobre os negócios da cidade, em debates públicos, ao ar livre, escutando o orador do momento, passeando no fórum, não se poderiam conceber no clima húmido e enevoado de Londres ou de Hamburgo, que, pelo contrário, favorece a vida interior, no club e no lar.
A construção rápida de cimento armado está mudando a fisionomia das cidades, tanto pela demolição dos bairros velhos e pitorescos como pelo alastrar de subúrbios industriais e dormitórios, de altos e insípidos edifícios, tristes símbolos da vulgaridade de uma civilização universal, arrogante nos seus recursos mecânicos mas empobrecida no conteúdo humano. Nada o mostra melhor que a aviltante renovação das cidades."

Orlando Ribeiro, "Portugal, O Mediterrâneo e O Atlântico
(primeira edição em 1962)


Deseja prosseguir?

terça-feira, dezembro 04, 2012

Aí está a passagem do tempo num muro de Braga



Muro do Liceu Sá de Miranda, Braga - Vidal (Dez. 2012)


(Primeiras fotografias: aqui e aqui)

domingo, dezembro 02, 2012

Não é preciso ser bruxo…


Observatório da ONU conclui que OE2013 conduz Portugal à situação grega: os resultados vão ser "catastróficos" se não mudar radicalmente a atual política.

(ler mais aqui)


Mas por via das dúvidas coloquem o Zandinga a comentador e analista político, pior que os habitués que por lá andam a disseminar a voz do dono, seja ele qual for, será difícil.

terça-feira, novembro 27, 2012

Se for preciso a gente colabora



Madeira gasta 1,2 milhões nas iluminações e no fogo-de-artifício.

(ler mais aqui)

quinta-feira, novembro 22, 2012

Roma e Pavia não se fizeram num dia, mas isto demorou:


O corredor verde de Monsanto, um projecto com mais de três décadas concebido pelo arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, vai ser inaugurado a 14 de Dezembro(…)

Segundo a autarquia, o corredor verde vai contar com 6,5km de comprimento e 51 hectares de área. Este espaço irá englobar duas pontes ciclopedonais, vários jardins, uma área experimental de prado biodiverso de sequeiro, 2 hectares de seara, dois miradouros, um quiosque com esplanada e cinco parques: um juvenil, outro de skates, dois de manutenção física e um hortícola (…)

 De acordo com a mesma fonte foi ainda construída uma nova ponte pedonal e ciclável sobre a Avenida Calouste Gulbenkian, que une a Universidade Nova ao Jardim da Amnistia Internacional (ex-jardins de Campolide), além da ponte de madeira que foi iniciada em Novembro sobre a Rua Marquês de Fronteira e que estará concluída nas próximas semanas. No Jardim da Amnistia Internacional foram ainda criados vários talhões hortícolas. 

Ler mais aqui

terça-feira, novembro 20, 2012

Em que ficamos?


Menezes defende redução do número de vereadores para "poupança significativa" (Ler mais AQUI)

ou

Menezes anuncia criação de dois prémios internacionais superiores ao Pritzker. (Ler mais AQUI)



Meus amigos, lamento informar, mas eles andam aí. Tiranossauros Rex das autarquias contornam a lei que (supostamente) limita os mandatos dos autarcas, nada e criada cheia de interstícios para ser toureada a preceito. Apenas para quem sabe. Apenas para quem pode. De nenúfar em nenúfar, sai daqui arranja ali. Tudo para o bem comum. E ainda dá para ser criativo. 


segunda-feira, novembro 19, 2012

Toca a todos (Braga no dia nacional sem restaurantes)


Restaurante junto à Universidade do Minho, Braga - Vidal (19-11-12)
(clicar na imagem)

Mais dia, menos dia, já o dissemos aqui, toca a todos. Calhando, o melhor é verificar os telhados, não vão estes ser de vidro. Mais importante que fazer ou participar numa greve, mais importante que participar numa manifestação, estejamos ou não de acordo, em parte ou na totalidade com o seu objecto, o mais importante mesmo é sermos solidários. Não confundir com compreensivos: isso é o mínimo. Desta vez, foi a restauração. Mas, alguém se lembra de algo semelhante nesta área? Não nos parece. Mesmo sem saber do impacte efectivo, em Braga, por exemplo, lográmos observar vários casos de restaurantes e snack-bares encerrados, sendo que existem variadíssimos estabelecimentos que servem refeições mas que são funcionalmente cafés e pastelarias, e portanto se enquadram noutra lógica operante. E também notámos que alguns estabelecimentos estavam a funcionar aparentemente de forma normal. 

domingo, novembro 18, 2012

Imprensa: mais bordoada e os supostos “profissionais da desordem”


Gorjetas e subsídio de alimentação vão pagar IRS. 
ler mais Aqui

Meus amigos, os tais ditos profissionais da desordem (clicar na imagem para aumentar)
[fonte Público - daqui]


Desapossados de poesia

Não há poesia nenhuma.
A fome destruiu-a toda.

Teremos de criá-la a partir do fogo e das cinzas que criámos no estômago vazio.

 

quinta-feira, novembro 15, 2012

Dos amadores falará a história?

"Eles não aprendem nada", por Víctor Belanciano (não escreve apenas sobre música):


Não levei com bastonadas, mas ao meu lado, pais com filhos suportaram-nas. Não caí quando corria, em fuga, pelas ruas fora, mas vi quem caísse e fosse agredido violentamente pela polícia.

Sim, minutos antes, também assisti ao arremesso de pedras por parte de manifestantes e repudiei-as, como tantos outros fizeram. E sim, também vi caixotes do lixo incendiados depois pelas ruas.

Não foi a minha primeira vez num contexto daqueles. Sei como é. É como é. A impotência dos manifestantes desemboca em provocação. E do lado da polícia aproveita-se o pretexto para manifestar a força, o poder, indiscriminadamente. Isso não vai mudar nunca. Ambos os lados são o espelho da mesma encenação.

À violência de quem protesta responde o poder com mais violência, numa demonstração de força que serve para se reafirmar. Fomos atacados, dizem, limitámo-nos a responder legitimamente. É a história mais antiga do mundo. O resto são muitas bastonadas.

É uma tentação, a subida de tom dos manifestantes. Só não percebe quem não quer. Como forma de protesto, é discutível a sua eficácia. À violência do poder baseado na força deve responder-se com não-violência vigilante. A história mostra que quando um colectivo supera o medo sem violência, tende a unir-se mais, e a impor a sua vontade. O poder não está nos bastões, nem nas pedras, está na cabeça. Mas isso é a minha cabeça que pensa.

Neste momento de crispação não me parece que existam muitos que pensem da mesma forma. Ontem percebi-o. E hoje compreendi, ao ouvir as reacções, que não se tiraram quaisquer ilações. Ontem custou-me ver amigos com a cara ensanguentada, mas se querem saber o que custa mais é hoje ouvir polícias, sindicatos e políticos repetirem, também eles, as mesmas frases de circunstância, sem nenhuma novidade, nenhuma dedução nova, um enorme vazio, entre a desvalorização a roçar o paternalismo e o repúdio sem nenhum pensamento estruturado por trás. Algo que nos faça pensar, finalmente, para além do folclore habitual.

Será que esta gente não percebe que a próxima vez vai ser pior? E a que virá a seguir a essa, pior será. Porque vai acontecer. É claro que vai acontecer. E das próximas vezes não serão apenas “profissionais do protesto”, como o paternalismo vigente os trata.

Da próxima vez não serão jovens com cartazes de frases “giras”. Da próxima vez não serão “profissionais do protesto”, tratados assim como se fossem a hierarquia da disseminação da violência.

Lamento informar, mas quem pensa assim, está enganado. Não são esses os mais tumultuosos. Os mais violentos, prestes a explodir, são os muitos homens e as mulheres à beira do desespero. Quando essas pessoas pegarem fogo às ruas não o vão fazer com os caixotes do lixo colocados, apesar de tudo, a meio da rua, para as chamas não chegarem aos prédios. Vai tudo a eito. Como faz a polícia.

Alguns deles estavam lá ao lado dos “profissionais do protesto”. Eu vi-os. Não têm a cara tapada, não senhor. São pessoas crispadas, com as veias do pescoço dilatadas de gritar irados, à beira do desespero, gritando como se fosse a primeira vez, e para alguns deles até é capaz de ser verdade. Deixemo-nos de histórias. Os diversos poderes adoram “profissionais do protesto”. Dá-lhes jeito. Mas ontem foi mais do que isso. E da próxima vez será pior.

Da próxima vez, se ninguém tirar ilações, esperemos que não seja tarde de mais.

Sacado daqui (originalmente publicado AQUI)

quarta-feira, novembro 14, 2012

VIII Jornadas de Geografia e Planeamento - Campus de Azurém, Guimarães








Entre quinta-feira, 15-11-2012 e sexta-feira, 16-11-2012.

Consultar todo o programa AQUI 

domingo, novembro 11, 2012

Como diria o banqueiro Ulrich: eles aguentam, então não aguentam


Meus amigos, o que aquela senhora, a senhora Jonet, em contraponto à ovelha choné, mas sem nada de choné (não se iludam), a senhora presidente do Banco Alimentar Contra a Fome transmitiu com as declarações que proferiu na SIC, não é nada fora do penico da sua vivência social e política, seja no salão de chá, seja nos corredores bem convividos da (sua) sociedade. Enquadram-se bem, basta reflectirmos um pouco, nas políticas que geram (e engendraram) o determinismo da austeridade, fundamentadas numa ideologia de base que assenta fundamentalmente em três pilares: aviltamento do trabalho (a história começou como flexibilização), e consequente perda de quaisquer direitos adquiridos; a destruição metódica do estado social; a total dependência e subordinação do pensamento e da vida das pessoas aos ditames do credo neoliberal, o mesmo que criou o monstro que agora finge tourear.

Meus amigos, a pobreza é uma condição sine qua nom para as suas políticas. A mão estendida, exposta pela genética social, a mola vergada, condição sine qua nom para as suas políticas. A culpa! – os pobres apenas se podem culpar a si próprios – dizem-nos, é condição sine qua nom, os pobres são uns estoura-vergas, precisam de ser aconselhados, claro, como o foram até aqui pelos bancos, os mesmos bancos que agora são fortalecidos pelos seus impostos. Os pobres precisam de quem lhes indique o caminho. Eles precisam de/dos pobres, e os pobres precisam – dizem-nos – precisam, ou vão precisar de caridade, da caridade deles. Substituir a solidariedade pela caridade: eis o significado último do vamos ter que empobrecer muito, vamos ter que viver mais pobres. Mais ainda?


[cartoon do Angeli sacado daqui]

sexta-feira, novembro 09, 2012

Como, digam lá outra vez?



FMI alerta que austeridade pode tornar-se “socialmente insustentável”:
O Fundo Monetário Internacional (FMI) avisa que a austeridade em países da periferia da zona euro, como Portugal, corre o risco de se tornar política e “socialmente insustentável”, numa altura em que cresce a contestação interna às medidas de contenção nas economias em dificuldades.

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Mas ainda haverá por aí alguém que tenha a mais pequena sombra de dúvida que estes tipos andam a gozar com isto? Uns e outros. E que não fazem a mínima ideia como a coisa vai estourar, mas sabem que os espera uma qualquer sinecura algures, isso sabem. Entretanto…

terça-feira, novembro 06, 2012

Imprensa de Guimarães

Numa semana Guimarães ficou sem metade da imprensa local:

Os jornais Notícias de Guimarães e Expresso do Ave não resistiram à crise e já não saíram para as bancas na semana passada. Há mais dois semanários na cidade, onde os diários com sede em Braga nunca se afirmaram. 

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domingo, novembro 04, 2012

Para uma geografia urbana da religião: Braga

Um dia apenas? 
Faculdade de Teologia, Rua de Santa Margarida, Braga - Vidal (03-11-12)


Já expusemos uma imagem semelhante aqui (mas ainda não tinha a rasura nem o acrescento em baixo a verde) 
Muro do Liceu Sá de Miranda, Braga - Vidal (03-11-12)


Pormenor da imagem de cima (clicar na imagem)
Vidal (03-11-12)

sexta-feira, novembro 02, 2012

Todos os nomes *


Não embarcando nesse ideal do primado capitalista do tempo é dinheiro, reconheço-lhe (ao tempo) importância suficiente para não o dissipar em bagatelas. Ainda assim, mais uma vez, dei por mim a assistir (ainda aguentei um bom pedaço) pela TV ao (hipotético) debate do orçamento de estado na Assembleia da República.

Debalde. Já conhecíamos a roupagem néscia, o carneirismo seguidista, a verborreia torrencial, o vazio de ideias, a aflição egoísta pelo poder, mas aquilo que observamos foi uma verdadeira infâmia. Os do costume, as bancadas atreitas ao poder (e são três), ou que apontam acima de tudo ao poder, a digladiarem-se infantilmente como na escola primária, a sacudirem a água do capote: “a culpa é dos senhores”, não “desculpe, a culpa é toda dos senhores”, não desculpe, os senhores isto, os senhores aquilo, numa demonstração miserável de total desdém pelo país, e sobretudo pelas pessoas, sim, os cidadãos que os elegeram.

Para além disso, é imperativo sabermos os nomes dos que aprovaram o orçamento, e respectivo círculo eleitoral. Já alguém o havia feito:

Adão Silva (Bragança), Adriano Rafael Moreira (Porto), Afonso Oliveira (Porto), Amadeu Soares Albergaria (Aveiro), Ana Oliveira (Coimbra), Ana Sofia Bettencourt (Lisboa), Andreia Neto (Porto), Ângela Guerra (Guarda), António Leitão Amaro (Lisboa), António Prôa (Lisboa), António Rodrigues ( Lisboa), Arménio Santos (Viseu), Assunção Esteves (Lisboa), Bruno Coimbra (Aveiro), Bruno Vitorino (Setúbal), Carina Oliveira( Santarém), Carla Rodrigues (Aveiro), Carlos Abreu Amorim (Viana do Castelo), Carlos Alberto Gonçalves (Europa), Carlos Costa Neves (Castelo Branco), Carlos Páscoa Gonçalves (fora da Europa), Carlos Peixoto (Guarda), Carlos Santos Silva (Lisboa), Carlos São Martinho (Castelo Branco), Clara Marques Mendes (Braga), Cláudia Monteiro de Aguiar (Madeira), Conceição Bessa Ruão (Porto), Correia de Jesus (Madeira), Couto dos Santos (Aveiro), Cristovão Crespo (Portalegre), Cristovão Norte (Faro), Cristovão Simão Ribeiro (Porto), Duarte Marques (Santarém), Duarte Pacheco (Lisboa), Eduardo Teixeira (Viana do Castelo), Elsa Cordeiro (Faro), Emídio Guerreiro (Braga), Emília Santos (Porto), Frenando Marques (Leiria), Fernando Negrão (Braga), Fernando Virgílio Macedo (Porto), Francisca Almeida (Braga), Graça Mota (Braga), Guilherme Silva (Madeira), Hélder Sousa Silva (Lisboa), Hugo Lopes Soares (Braga), Hugo Velosa (Madeira), Isilda Aguincha (Santarém), Joana Barata Lopes (Lisboa), João Figueiredo (Viseu), João Lobo (Braga), João Prata (Guarda), Joaquim Ponte (Açores), Jorge Paulo Oliveira (Braga), José de Matos Correia (Lisboa), José de Matos Rosa (Lisboa), José Manuel Canavarro (Coimbra), Laura Esperança (Leiria), Lídia Bulcão (Açores), Luís Campos Ferreira (Porto), Luís Leite Ramos (Vila Real), Luís Menezes (Porto), Luís Montenegro (Aveiro), Luís Pedro Pimentel (Vila Real), Luís Vales (Porto), Margarida Almeida (Porto), Maria Conceição Pereira (Leirie), Maria da Conceição Caldeira (Lisboa), Maria das Mercês Borges (Setúbal), Maria Ester Vargas (Viseu), Maria João Ávila (fora da Europa), Maria José Castelo Branco (Porto), Maria José Moreno (Bragança), Maria Manuela Tender (Vila Real), Maria Paula Cardoso (Aveiro), Mário Magalhães (Porto), Mário Simões (Beja), Maurício Marques (Coimbra), Mendes Bota (Faro), Miguel Frasquilho (Porto), Miguel Santos (Porto), Mónica Ferro (Lisboa), Mota Amaral (Açores), Nilza de Sena (Coimbra), Nuno Encarnação (Coimbra), Nuno Filipe Matias (Setúbal), Nuno Reis (Braga), Nuno Serra (Santarém), Odete Silva (Lisboa), Paulo Batista Santos (Leiria), Paulo Cavaleiro (Aveiro), Paulo Mota Pinto (Lisboa), Paulo Rios de Oliveira (Porto), Paulo Simões Ribeiro (Setúbal), Pedro Alves (Viseu), Pedro do Ó Ramos (Setúbal), Pedro Lynce (Évora), Pedro Pimpão (Leiria), Pedro Pinto (Lisboa), Pedro Roque (Faro), Ricardo Baptista Leite (Lisboa(, Rosa Arezes (Viana do Castelo), Sérgio Azevedo (Lisboa), Teresa Costa Santos (Viseu), Teresa Leal Coelho (Porto), Ulisses Pereira (Aveiro), Valter Ribeiro (Leiria), Vasco Cunha (Santarém), Abel Baptista (Viana do Castelo), Adolfo Mesquita Nunes (Lisboa), Altino Bessa (Braga), Artur Rêgo (Faro), Helder Amaral (Viseu), Inês Teotónio Pereira (Lisboa), Isabel Galriça Neto (Lisboa), João Gonçalves Pereira (Lisboa), João Paulo Viegas (Setúbal), João Pinho de Almeida (Porto), João Rebelo (Lisboa), João Serpa Oliva (Coimbra), José Lino Ramos (Lisboa), José Ribeiro e Castro (Porto), Manuel Isaac (Leiria), Margarida Neto (Santarém), Michael Seufert (Porto), Nuno Magalhães (Setúbal), Raúl de Almeida (Aveiro), Telmo Correia (Braga), Teresa Anjinho (Aveiro), Teresa Caeiro (Lisboa) e Vera Rodrigues (Porto).

Levantamento sacado aqui. Um a um, todos os deputados aqui.

[imagem]


*Frase título tirada, com a devida vénia, de um romance de Saramago: “Todos os Nomes”, de 2007.