sexta-feira, novembro 30, 2007

WC Patos...

Vidal: Praça Mouzinho de Albuquerque, Braga, Novembro

Como praticamente não vejo televisão, olho o mundo…

Ambiente. Palavra (vã) que, como a Pasta Medicinal Couto, anda na boca de toda a gente. Até engasgar. É uma correria de ambiente que o mais desconfiado dos sofistas contemporiza com um sorriso. Ambiente, assim como, Ambipur, Ambi(valente), ou ambi qualquer coisa, faz parte do repuxo publicitário actual.
É artigo de toilette. Ou de WC. Como neste particular, que se espalha por Braga inteira….

Vidal: A mesma praça, sem comentários

Não será por falta de aviso, ou limpeza, já que, justiça seja feita, a praça e jardim são limpos periodicamente por funcionários, julgo, da Câmara Municipal. Todavia, não raro, a ocupação do espaço público por estes intrusos atinge proporções inusitadas.
O tempo medieval do água vai já está para trás? Não cremos. E tudo isto num país onde é frequente ler "Proibido pisar a relva"...

quinta-feira, novembro 29, 2007

Trilhos dos Açores





Ora aqui está uma bela proposta.
Nesta época de bulício e desnorteio intelectual, porque não fazer caminhadas?

Trilhos dos Açores parte de uma iniciativa "glocal" do Gabinete de Apoio ao Turismo Rural e de Natureza dos Açores Rede de Percursos Pedestres Classificados pelo Governo Regional dos Açores


Será apenas uma proposta de evasão, esta que vos lançamos?
Não, no centro de tudo está o contacto com a forma primordial de equilíbrio: o contacto com a natureza (que Caeiro dizia que não existe...) é talvez a melhor pedagogia para a reaprendermos como nossa, aprendendo a respeitá-la.

Como disse a Maria Filomena Mónica (a tal que Ricardo Araújo Pereira diz estar urgentemente a precisar de um apelido...), quando lutámos por uma coisa, desenvolvemos músculo, e se no-la vierem tirar, temos o músculo - não deixamos!
(Esta ideia serve também explicar o desinteresse pelos valores da liberdade, que os jovens não prezam. Isto choca aquelas pessoas que estiveram do lado da revolução dos cravos...)


Na página Trilhos dos Açores encontramos todas as informações de que necessitamos para umas boas jornadas. Informações como as relativas à descrição dos diversos percursos, às da sua dificuldade, lugares onde ficar alojado, onde comer, como arrendar viatura, mapas em imagem e ficheiros em GPS...

Aliciante, não é?
Penso tratar-se de uma forma saudável e sustentável de valorização do património natural e do mundo mais ou menos rural com que as ilhas nos encantam.

quarta-feira, novembro 28, 2007

500 Artigos



Desde que demos início a este projecto, a 29 de Junho de 2005, o Georden vem de publicar o seu 500º artigo. E aconteceu ter sido com um livro do mês, rubrica que criámos com toda a pertinência, pois "está tudo nos livros"!.

Como podemos atestar pelos marcadores ali ao lado, as temáticas mais frequentes que temos abordado têm sido as de:

* Ambiente, com 126 artigos;

* Cidades, com 92;

* a publicitação de Eventos, 80 até hoje;

* Ordenamento do Território, com 70;
...


Por cá, a isenção mantém-se.

O espírito de discussão também. Mas este só faz sentido com o envolvimento de mais e mais participantes. Para evitar os monólogos, nos quais temos sido especialistas em matéria de "mexer" no espaço e naquilo que - indirecta ou directamente - afecta a todos.

Parabéns, Georden.
E obrigado a todos os que continuam a acreditar nesta ideia.

Vamos continuar.
Sustentando o sustentável, claro.

segunda-feira, novembro 26, 2007

"Vulcão Aberto", de António Silveira e Maria Brito


Prefaciado pelo Professor Doutor Victor Hugo Forjaz, do Departamento de Geociências da Universidade dos Açores e apresentado pelo Professor Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, durante a semana Cultural "Outono Vivo", na Praia da Vitória, Ilha Terceira, este livro de António Silveira (fotógrafo) e Maria do Céu Brito (Vereadora da Cultura da Câmara Municipal da Horta),analisa, pela imagem, pela poesia e pela paixão os 50 anos de um jovem vulcão.

"É ciência, é arte, é poesia e inegavelmente registo e história."

O livro , é uma obra transdisciplinar.


António Silveira e Maria do Céu Brito
“Vulcão Aberto”

Uma questão de espaço

Ver em grande plano


Enviado por correio electrónico



Porque é que coisas tão simples nos fazem pensar tanto?

(se não fazem, deviam...)


Em três opções (a diversidade é sempre a saída mais correcta...) tantos aspectos que mudam a maneira como teríamos de conceber o espaço e os modos de vida.


Desde a poluições atmosférica, sonora, física (as sucatas...),

à qualidade de vida,

aos gastos no saúde por parte dos Estados e dos privados,

ao consumo de recursos (combustíveis, água, borracha, petróleo...),

ao espaço necessário para circularem,

às habitações e vias, pensadas para poder estacioná-los,

ao tempo útil das nossas vidas,

à necessidade de vias de comunicação...


Um mundo por pensar.

Um mundo a pensar.

Mundos por agir.

domingo, novembro 25, 2007

"Falar para o boneco"

Clica para aumentar Por LEM, 2005.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Conferências Faro 2020

Clica para aumentar

No âmbito do ciclo de Conferências Faro 2020, o Município de Faro recebe dia 23 de Novembro, pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal o Prof. Dr. António Câmara (fundador da Y-Dreams) para uma sessão subordinada ao tema: "Faro: Cidade Universitária e do Conhecimento".

No dia 12 de Dezembro, pelas 21h30, é a vez de receber o Prof. Dr. João Ferrão (Sec. Estado do Ordenamento do Território e das Cidades) para uma sessão subordinada ao tema: "Novas Políticas Urbanas e de Cidades".

terça-feira, novembro 20, 2007

Festival P/ARTES – Algarve 2007

Clica P/AUMENTARVai decorrer nos dias 7 e 8 de Dezembro o «FESTIVAL P/ARTES – ALGARVE 2007» uma organização do Terminal Studios e da Direcção Regional do Algarve do IPJ - I.P.

Este Festival, pioneiro no país, será uma mostra colectiva de várias áreas artísticas e a sua propagação na formação e captação de novos públicos, vai desenvolver um programa de actividades com especial incidência nas áreas da BD , Cartoon, Caricatura, Ilustração, Vídeo, Música e Artes Performativas.

Durante 2 dias, vários "artistas" de todo o país, apresentam e divulgam o seu "trabalho artístico".

Do diversificado programa chamamos, desde já, a atenção para os ateliers dirigidos aos mais jovens, para a Feira de Artesanato, Livros 2ªBDmão e Mostra de Fanzines, actividades de participação gratuita mas sujeitas a marcação prévia.

As actividades vão decorrer entre espaço da entrada principal e a sala de exposições da Direcção Regional do Algarve do IPJ, entre as 14h00 e as 20h30.

O Programa detalhado com actualização da lista de participantes no «FESTIVAL P/ARTES – ALGARVE 2007» pode ser consultado no site http://www.drmakete.com/
.

Para mais informações e inscrições, deverão os interessados contactar a Direcção Regional do Algarve do Instituto Português da Juventude, na Rua da PSP - Faro (junto à Alameda), telefone 289891820 ou e-mail ipj.faro@ipj.pt
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DIVULGAÇÃO
Para poderem divulgar evento pelos vossos contactos podem fazer de várias maneiras:
BANNERS (promoção online)
http://www.drmakete.com/2007_eventos/banners.html

CARTAZ
(impressão para divulgação em escolas ou espaços públicos)
http://www.drmakete.com/2007_eventos/festival_cartaz_a4.jpg

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CONVITE
p/ artistas e editores interessados em participar nas exposições ou na Feira de Fanzines, Livros 2ªBDmão e Artesanato...
Ainda é possível participar no evento..., apressem-se a contactar a organizaçao ou fazer pré-inscrição!!
p/ participar na "Banda Sonora", os músicos e as bandas devem enviar o link do vosso projecto no "myspace".
Depois entraremos em contacto convosco para mais detalhes.
(Também aceitamos sugestão de projectos musicais de quem não for músico...).
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PRAZOS
até 30 Novembro
» envio de trabalhos p/ exposição e inscrição nas actividades.
até 3 Dezembro
» envio de músicas para a Banda Sonora.
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Agradecemos a vossa atenção,
Fernando Madeira
terminalstudios@gmail.com

segunda-feira, novembro 19, 2007

A arte de navegar...

Clica para aumentar

Foto de Rogério Madeira, Vilamoura, 17.11.2007.

Os dias são tamanhas confusões
Nada me liberta em terra firme.
Sinto falta da linha azul do horizonte
E da doce maresia do mar.
No cais aguarda-me o barco dos dias e das noites,
Que podia ser mais um entre tantos outros,
Mas navegar requer uma certa arte
E quero reconciliar-me com o oceano.
Parto em busca de desafios
Navegarei por mares calmos e bravios.
Terei como companhia o grasnar das gaivotas
E o balançar agitado das ondas.
Parto deste porto que me viu chegar.
Navegarei cedo para uma longa jornada.
Comigo levarei novas alternativas,
Que desbravarão outros olhares.

Gaivota, 18.Nov.07

domingo, novembro 18, 2007

"Justiça social"

Clica para naufragar Por LEM, 2005.

quinta-feira, novembro 15, 2007

À volta do mundo por um planeta melhor...

A embarcação EarthRace estará ancorada nos dias
15 a 18 de Novembro na Marina de Vilamoura.

terça-feira, novembro 13, 2007

Onde há fumo...

Hoje é que é dia 13 mas quem viu ontem o Jornal 2 (não deve ter havido muita diferença para os que lhe antecederam...) é que deve ter assistido a algo muito preocupante. A saber, e todas encadeadas:

- Um incêndio na Petrogal;
- Não um, nem dois, mas TRÊS (já dizia o Carlos Cruz...) acidentes rodoviários com camiões-cisterna. Será preciso dizer que levavam produtos tóxicos? ("a poluição ou a toxicidade dependem da capacidade de assimilação do meio", penso eu ter aprendido numa aula de Poluição Aquática...);
- Outro incêndio com grande nuvem de fumo, mas em Londres;
- A tomada de contacto visual de algumas consequências do derrame de chapapote na costa da Ucrânia (por um petroleiro fluvial!)


Ultimamente, se temos estado atentos, sabemos da frequência anormal e numerosa de incêncios florestais no nosso país. Somem-se os da Califórnia, mais um outro derrame em Coimbra, mais isto e mais aquilo...


Quer-se dizer, a vida corre. Vamos vivendo normalmente. Com os desastres do dia-a-dia não nos vamos preocupando, porque não são notícia. Notícia é um cão morder um homem...
Vamos vivendo a nossa vidinha, enquanto pelas nossas costas, às nossas custas, vamos alimentando as actividades que propiciam estes acidentes e estas notícias. Nós não somos notícia. Ninguém nos explica. Não pode haver relações de causa. Das consequências a longo prazo também pouco nos vêm falar. Ou se nos falam, persiste a sensação de que não é nada connosco, e que já cá não estaremos e (o pensamento estúpido de) "em que é que eu, SOZINHO, contribuo para isso?"

Sozinhos não é, semanticamente, uma palavra paradoxal?
Se há duas pessoas sozinhas, elas estão juntas. O botão que pode mudar isto tudo é pô-las a remar para o outro lado. Mas onde está o BOTÃO?

Os riscos existem. Os riscos ambientais, como os climáticos (cheias, secas, ondas de calor...), e os antrópicos (como os tecnológicos) fazem-se sentir. Ou será que estamos mais predispostos a reparar neles?

O fogo existe na natureza. É um dos 4 elementos. Assim, o fogo que causa o fumo somos nós quem o atiça.

segunda-feira, novembro 12, 2007

domingo, novembro 11, 2007

"Com a saúde não se brinca"

Clique para naufragar

Por LEM, 2005.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Tu virás a seguir...

One more tree will fall
How strong the growing vine.
Turn the earth to sand
And still comit no crime.

One More Time to Live, The Moody Blues


O comunicado é este. Para ler, claro!

Pronto, eis um resumo, para os mais preguiçosos:

A Câmara de Setúbal quer destruir (eu ia dizer construir, mais por esse verbo, de tão habituados, já passamos por cima).
Para isso cria um Plano de Pormenor que, et voila, trata de tudo. Pormenor: infrige leis. Nomeadamente, e como de costume,

- abate e arranque de sobreiros, espécie protegida (700 dos 1700);
- a não realização de Estudo de Impacto Ambiental, obrigatório;
- a classificação da obra (privada) como projecto de imprescindível utilidade pública sem justificação legal
- a não observância da necessidade de apresentar alternativas

MAS...

O Governo dá o seu aval.


Trata-se de uma mega-urbanização (com 7500 apartamentos). Para quem? Ah!, para os turistas, pois é... Não chegará para mais carteiras?
As habitações dão dinheiro às autarquias. É um sistema perverso, anda toda a gente a dizer. Até o presidente da associação de municípios...


Mas porque serão tão importantes os sobreiros?
Será que têm algum papel ecológico de que beneficiamos?

e
Porque é que se fazem as leis?
Para se saber quais é que foram infringidas?



O particular nunca poderá alcançar o universal.
Mas estamos a ser demasiado mesquinhos com o que nos mantém cá.
Um tempo maior que nós não cabe em nós. Mas a se a sua ideia não cabe, porra! temos a cabeça mesmo muito pequena!
É por isso que nos vamos deixando enganar.
Estamos a destruir os espaços para onde vamos querer fugir.

terça-feira, novembro 06, 2007

Escapadinha a Ponte de Lima

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Foto 1 - O Jardim das Avestruzes
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Fotos 2 e 3 - Como o Lixo Entra nos Jardins
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Foto 4 - O Homem que Plantava Árvores
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Foto 5 - Jardim Reciclado
Fotos de Eduardo F. - 06.07.07


Aqui há meses anunciámos a 3ª edição do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima. O Georden marcou presença e deixa-vos as principais ideias do que viu.

A tarde estava ensolarada (coisa que não nos tem faltado, aqui para cima) e convidava a um passeio pelos jardins. Alguma afluência, no dia em que os visitámos, como se pode perceber em algumas fotos. Como sabemos, o tema deste ano era o lixo, a reciclagem e a paisagem.

O Jardim das Avestruzes obrigava-nos a reflectir sobre o destino que acaba por ter o lixo que vamos produzindo: vai entranhar-se em tudo. Não só debaixo da terra, mas, em última análise, dentro de nós. "Que fazer face à perigosa acumulação de lixo e de embalagens que temos à nossa volta? Espetar a cabeça na areia como faz a avestruz? Fechar os olhos e virar as costas aos problemas não costuma dar qualquer resultado…Imaginem que neste jardim as árvores adoptaram a política da avestruz e, virando-se, trocaram a copa pela raiz."

Hiperbolização relembra-nos que, em caso de necessidade última, a construção dos nossos espaços podem / terão de incluir materiais recicláveis, produto existente em abundância.

Em Lixo - A Arte é Evitá-lo os jardins em fim de vida, ou abandonados (porque a Natureza criadora não dá fins, mas fins de ciclos), deixam os materiais com que foram tratados: máquinas de cortar relva, tesouras... que, assim, não passam de lixo. Cuidando dos espaços verdes evita-se o desperdício, parece ser a mensagem.

No Jardim de Cartão elucidou-se para a valorização e importância da reciclagem do papel, através de uma série de utilidades que acabam por fazer parte do nosso dia-a-dia e do nosso meio comum.

Em Metamorfose um conceito interessante que nos falava sobre a perspectiva: caminhando numa direcção (que pode ser lida como, "para o futuro") o jardim é uma realidade. Porém, quando fazíamos o percurso inverso, reparávamos que esse jardim escondia aquilo em que assentava. Correcto, lixo. Também pode ser lido como fazendo o lixo parte estruturante da evolução cíclica da natureza, que, se lhe dermos o tempo de que necessita, trata sempre de reciclar para nós.

O Homem que Plantava Árvores era mais eficaz. Porque as semeava. E podia utilizar, como qualquer um de nós pode, garrafas de plástico, que permitem as condições perfeitas para que cada rebento vingue e faça do nosso coração um mundo mais verde.

Jardim Reciclado chamou-nos à atenção para o que implica a produção de algo. Um determinado volume de recursos explorados e transformados implica uma produção de tantos quilos em lixo. Este ciclo destrutivo daquilo que a Natureza demora tantos anos a elaborar tem um preço altíssimo.

Como o Lixo Entra no Jardim é uma luta que temos de travar pelo destino adequado que devemos dar ao lixo (nos caixotes), para que o jardim europeu (por sinédoque, problema comum a todos os países) continue limpo e saudável. Por vezes, esse destino não é atingido. Por isso, entra o lixo no nosso jardim.

Para contactar com os trabalhos de tantos artistas, com plantas e ervas aromáticas dispostas em cada uma das instalações e para nos determos um bocadinho que seja nesta problemática, valeu a pena a visita. Para o próximo ano há mais. Dessa vez, 2008 será dedicado às energias!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Fronteiras Brancas

Running Fence, Sonoma and Marin Counties, California 1972-76
de Christo e Jeanne-Claude
Fonte: ChristoJeanneClaude.net

Uma vez, numa aula de Expressão Gráfica, disciplina que, pela orientação que a docente lhe deu poderia ter tido o nome de Educação Visual (o que eu agradeço), vi uma foto parecida com esta. É da autoria do famoso artista de origem búlgara Christo.

Educação Visual porquê? Ora, o nome di-lo claramente. E para não estarmos a dizer asneiras (quando não se sabe, procura-se saber), consultámos a página da Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica onde podemos ler que um dos objectivos da dita é desenvolver o sentido crítico. E passo a citar:

Estruturar uma posição de receptor consciente e crítico no sistema de comunicação em que está inserido, designadamente perante as solicitações visuais da publicidade. (do documento da Organização Curricular e Programas, p. 6)

O que Christo quis dizer com aquela sua obra foi denunciar a construção de fronteiras (representadas pelo seu querido celofane) convencionadas pela população colonialista (presente na cor do celofane). As fronteiras impostas pelo homem não passam de convenções - e mesmo assim, não aceites unanimemente. Os exemplos mais demonstrativos desse carácter estão na África "desenhada" pelos europeus que nela iniciaram o saque e a escravatura desde o tempo dos descobrimentos.
Outras fronteiras há que não são tão invisíveis, ou seja, que se materializam nos elementos do espaço, que trazem decorrências sociais ou históricas. São obstáculos que mudam vidas e modos de vida:
- uma parede em Berlim,
- uma rede de arame farpado virado para o México,
- um muro da vergonha na faixa de Gaza
- um oceano
- um deserto
- uma montanha
...


No meio de tudo (não literalmente...) estão as distâncias e tudo o que isso implica. Por vezes, é possível contornar essa condicionante, tornando-as virtuais. A virtualidade (lá vem outra vez essa questão) em pouco se identifica com a realidade. E seguem-se dois exemplos:

1 - Se a distância entre Portugal e os Estados Unidos é igual à que separa os Estados Unidos de Portugal, então os estadunidenses deveriam ver tantos filmes portugueses como nós vemos os filmes deles (e já não falo da língua, pois temos a terra-mãe ali mais em cima...)

2 - Os meios de comunicação (isto é, os que nos põem em contacto físico e linguístico) encurtam as distâncias. Claro. Mas, por outro lado, exclui e afasta aqueles que não dispõem deles.

Enfim, virtualidades do mundo moderno e da globalização.
Estas são implicações que não parecemos muito preocupados em combater. Consequências já não palpáveis, que possamos agarrar, com a nossa força braçal.

Há poucos meses, numa entrevista ao DN (de que podemos ler um excerto), José Saramago, profetizou a integração dos povos de Espanha com os de Portugal, nascendo daí a Ibéria, nome que não é novo para ninguém.
Que consequências adviriam dessa união?
A manter-se o clima de paz, que ameaças representaria tal feito histórico (e cartográfico, já agora)?

Depois de ler a notícia e reflectir sobre este assunto, convidamos o leitor a participar no inquérito que temos ali do lado esquerdo. As votações estão abertas!
Alguém tem medo do debate?

domingo, novembro 04, 2007

"Aqui há gato"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sábado, novembro 03, 2007

A nossa escola pública

Esquecida a perspectiva
da história colectiva
todos falam sem temer
que os possam desdizer.

Sem futuro nem passado
o presente é instante,
a outro instante colado
sem futuro nem passado.

Não se pode aferir
se nos estão a mentir
se há mesmo novidade
ou se é truque de mercado.

Não sabendo a verdade
do problema colocado,
não se pode definir
a estratégia a seguir.

O Fim da História, Adolfo Luxúria Canibal



sexta-feira, novembro 02, 2007

Transferência de atribuições do IGP para a R.A.Açores


Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional aprova a transferência de atribuições do Instituto Geográfico Português para a Região Autónoma dos Açores, no respectivo âmbito regional.

Açores entre as melhores ilhas do mundo

No artigo "Destinations Rated: Islands", publicado pela revista National Geographic Traveler, as ilhas dos Açores foram classificadas como as segundas melhores ilhas do mundo para o turismo com uma classificação de 84 pontos (numa escala de 0 a 100), ficando atrás das ilhas Faroe (Dinamarca) com 87 pontos.

“Distantes e temperados os Açores permanecem levemente turísticos. O perfil dos turistas é de turistas independentes que ficam em regime de “bed & breakfast”. O ecosistema está em grande forma. As baleias são ainda uma visão comum. A cultura local é forte e vibrante. É comum ser convidado para a casa das pessoas para jantar, ou ser recebido com uma refeição comunal durante um festival”, escreve Jonathan B. Tourtellot, autor do texto.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Foi no Dia de Todos os Santos

Foi num Dia de Todos os Santos que a terra tremeu (três vezes) em Lisboa. Corria o ano do senhor de 1755. Consoante as modas, já se sabe, o dia este ano parece passar ao lado. Seria bom que assim não fosse, este será precisamente um daqueles dias para reflectir, ou pensam que apenas acontece aos outros?...