domingo, dezembro 30, 2007

"Peixe frito com arrozinho de tomate..."

Clica para naufragar Por LEM, 2005.



Este é último cartoon da série "Nau Fragos", feitos por LEM em 2005. No próximo ano 2008 haverá mais novidades artísticas. Estejam atentos.


Se és autor de BD/Cartoon e se estás interessado em publicar a tua obra no Georden, entra em contacto connosco georden@gmail.com.

sábado, dezembro 29, 2007

Roteiros Sonoros

Aqui fica uma boa proposta pela rede. (Mas não esquecer, fazer o trabalho de casa e depois ir para a rua, para o campo,para tirarmos as nossas impressões)

O site
Cinco Cidades traça um perfil sonoro de vários lugares de cinco cidades do continente. Braga, Porto, Lisboa, Guarda e Torres Vedras têm as suas histórias, as suas pessoas, os seus sons. O projecto está a cargo do Folk Songs Trio, que pretende usar os registos nas suas performances.


Clique na imagem para aceder ao Cinco Cidades


A propósito disto, ouvi aqui há uns tempos, num programa na Rádio 3 (RNE) chamado La Ciudad Invisible, uma ideia que vinha na mesma linha. Os convidados da edição desse dia tinham registado em fita magnética, caminhando e a diferentes horas do dia, os sons da plaza mayor de Salamanca. O resultado foi difundido no programa e traduziu um grande momento de rádio, apelando à imaginação e à vivência do lugar e das pessoas que por lá passam.

É uma leitura possível para a vivência dos espaços. Neste caso, através da componente auditiva, que Lynch também considera importante para estruturar a nossa imagem da cidade. Interessante e recomendável.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Queimar as pestanas

Já nem pestanejamos.

(Vai ficar um bocado descredibilizado por não apresentar-vos a fonte aqui e agora, mas foi num jornal local. Ou o Diário do Minho, ou o Correio do Minho, um deles. De há uns dias atrás, pouco antes
destoutro artigo, com o qual tentámos lançar o tema de tertúlia deste mês. Como sabem, ou para quem não está a par, sobre Novas Centralidades.)

O motivo do artigo do jornal era a criação de mais um espaço comercial. Mais propriamente um supermercado. Onde? Em Famalicão. E quais foram, então, as linhas que não me fizeram pestanejar?

Em resumo dizia isto:

A empresa x espera espera ter o novo espaço construído já em ________ (não me lembro... isto parece tudo hipotético... mas não desmobilizeis, que já vereis como e em que é que é perfeitamente verosímil). Primeiro vai realizar o estudo de impacto ambiental e depois avançará com as obras...

(que pena não ter aqui o texto à mão...)
Ou seja, a empresa que quer construir o espaço comercial é a mesma que vai fazer o estudo de impacto ambiental...
Isto para além de neste país os EIA serem um procedimento a preencher. Pressupõe-se sempre que não haverá quaisquer problemas que entravem o processo.

A promiscuidade já é assim tão grave para não ser (a) notícia ?

quinta-feira, dezembro 27, 2007

gvSIG


O gvSIG é uma ferramenta "open source" de manipulação e edição de dados geográficos.

Permite uma fácil utilização dos principais formatos raster e vectoriais e a visualização, em simultâneo, de dados de origem local e remota através dos serviços WMS, WCS e WFS.

É um aplicativo de "interface" amigável (o que torna a sua utilização bastante intuitiva) que se assume como uma possível alternativa ao ArcView, com a vantagem de ser totalmente gratuito e de permitir o seu desenvolvimento por qualquer pessoa.

Fazer download aqui.

terça-feira, dezembro 25, 2007

Outro dado adquirido...

Capitalismo = Democracia

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Dado Adquirido

Capitalismo = Desenvolvimento

domingo, dezembro 23, 2007

"Uma luz... de Natal"

Clica para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Adamastor de Molho

Ler atentamente Ler conscientemente
Notícias Magazine, 14.10.07, pp. 124-125

O artigo é simples, bem escrito e conciso. Chama-se "Só se sabe o que é grande" é convido todos a lê-lo. Trata-se do poder que temos. Poder que tem sido mal usado.

Um prenda para nós, neste Natal e nos que aí vêm.

O Natal vai ser quando o Homem não quiser.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Filme do Festival P/ARTES Algarve 2007

Olá a todos. Para quem não compareceu ou para quem quiser recordar, aqui está a reportagem fotográfica do "Festival P/ARTES Algarve 2007".


Festival P/ARTES / Algarve

aconteceu dia 7 e 8 de Dezembro no IPJ / Faro...

Graças ao empenho de todos esta iniciativa conjunta
com o IPJ de Faro foi um SUCESSO!!

OBRIGADO A TODOS!

Registo fotográfico e sonoro já está disponível no sítio do costume
[ www.drmakete.com ]


cumprimentos e até já!

Terminal Studios
núcleo de Banda Desenhada

Nota: Os participantes e colaboradores que queiram alguns recuerdos deverão entrar em contacto connosco para receber as coordenadas.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Em que rua fica o Canadá?

Sei, por alguns amigos professores, que se afigura, hoje por hoje, tarefa quase impossível reprovar meninos na escola. Torna-se necessária uma data de explicações, justificações e papelada, não esquecendo o desejo (e amor) legítimo do governo pelas estatísticas, para consolo da OCDE. Mesmo assim, só o ano passado, lê-se no Público, mais de 120.000 alunos chumbaram no ensino básico. Mesmo assim. É claro que com as “novas oportunidades” poderão fazer em quinze dias, três anos, com ou sem lobotomia, a bem das estatísticas, menos da preocupação com verdadeira formação.

Todo o sistema se alicerça no facilitismo. Alguns pais, também o sei, não concordam nada com isso. Deveríamos, nesse sentido reflectir por que cargas de água, só nos últimos vinte anos existiram umas 300 mudanças de paradigma e umas 150 nos métodos de ensino, avaliação, e nem sequer UMA reforma concertada.
Como diria Al Capone: Em que rua fica o Canadá?

Na demanda do controlo da populaça (apanágio de sistemas acabados?), e de um mundo asséptico e forever young lá teremos o cartão único, a vídeo-vigilância, (que já aqui falamos), a propaganda oficial em constante desfile de vaidades a mostrar um país que não existe e, por fim, imagino os velhos cafés, tertúlias e bares, livres de fumo. E um bufito a cada esquina, já agora. Até existirá uma linha de denúncia desses bandidos. É verdade.

Já agora, para espreitar grandiosa e escorreita prosa, podem ler sobre o Grande Irmão, a crónica do Batista-Bastos no DN. Para quem sabe onde fica o Canadá, ou pretende saber, pelo menos.

"A Imagem da Cidade", de Kevin Lynch

Ver maior
KEVIN LYNCH
A Imagem da Cidade
Tradução de Maria Cristina Tavares Afonso
Edições 70, Colecção Arte e Comunicação, 2005


De Kevin Lynch, o livro "A Imagem da Cidade" (The Image of the City, 1960, no original) é, ainda hoje, uma pedra basilar naquilo a que hoje se chama Geografia da Percepção.

Através de um estudo de três cidades dos Estados Unidos (Boston, New Jersey e Los Angeles), Lynch tentou esboçar qual a imagem que os seus cidadãos faziam das mesmas. Para tal, a sua equipa realizou inquéritos e viagens com transeuntes, conhecedores ou não das suas cidades.

Com isso pretendia aperceber-se da imaginabilidade que os habitantes fazem do lugar onde vivem. Ou seja, perceber, através da expressão verbal e de circuitos pela cidade, quais os elementos que marcam a memória das pessoas. Porque é com essa memória que as pessoas organizam mentalmente o espaço e nele aprendem a delocar-se.

O objectivo é entender de que forma os edifícios, os monumentos, as vias, os obstáculos e os cruzamentos (aquilo a que Lynch chamou os elementos da cidade, isto é, que são comuns aos espaços urbanos) ajudam a criar a familiaridade com o espaço em que vivemos. No fundo, está em questão, mais uma vez, a identidade do espaço e o sentido de lugar. Com o qual criamos laços emotivos e vivenciais.

Daí as áreas principais tratadas ou subjacentes à obra serem a psicologia, a linguagem, o urbanismo e a arquitectura. O objectivo último é o de entender como o urbanista e o planeador pode ajudar a tornar mais viva e memorável a imagem de uma cidade.

O livro acaba por ser muito interessante, mesmo para quem, como eu, começar por torcer o nariz à tradução. E, claro, temos de ter sempre presente que o estudo se reporta aos anos 50 e ao imaginário estadunidense, bem diverso do europeu. No entanto, os princípios estão lá. Pensando o espaço para o tornarmos melhor.

Nota: Envie a sua sugestão de leitura para georden@gmail.com, que posteriormente publicaremos neste mesmo espaço.

terça-feira, dezembro 18, 2007

O Retábulo das Maravilhas

Clica para aumentarDe JACQUES PRÉVERT - Te-Atrito

20 e 21 de DEZEMBRO 2007 21h30
Teatro Lethes

Direcção Artística, tradução e encenação: Pedro Monteiro
Interpretação: André Canário, António Salvador, Filipa Rei, Igor Martins, Pedro Monteiro, Rita Neves
Assistente de encenação e operação de luz: Tânia Silva
Direcção musical: Igor Martins
Consultor artístico: José Manuel Ávila Costa
Desenho de luz: Pedro Monteiro
Assistente de produção: Isadora Justo
Design gráfico: Pedro Bolito
Guarda-roupa: Pelcor

«É um espectáculo tão espectacular, de uma beleza tão bela e de uma emoção tão emocionante que me faltam as palavras para falar dele» (Chanfalla)
Os artistas chegam à cidade pelos caminhos escritos nos cata-ventos. Como é tradição, trazem uma criança raptada que toca música enquanto apresentam aos notáveis da terra o verdadeiro, o único, o singular, o admirável Retábulo das Maravilhas de que toda a gente culta já ouviu falar… mas tais maravilhas só são visíveis para quem tiver a consciência tranquila.

PRODUÇÃO: Te-Atrito

+ info
www.teatrolethes.pt

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Já nem pestanejamos...

Ver em pormenor
Foto 1 - Telhado do Braga Parque - Feira Nova

Fonte: Eduardo F. - 17.12.07

Como deverão estar lembrados, a tertúlia deste mês é dedicada a novas centralidades. Ou seja, vamos discorrer um bocadinho sobre a construção de grandes superfícies, a criação de áreas dedicadas ao comércio e ou serviços.

Como cada um saberá, temos vindo a assistir, tão normalmente que até chateia, ao aparecimento de novas superfícies onde as pessoas, sobretudo aos domingos, costumam enfiar-se para... "manejar os cotovelos e o olhar".

O mundo é globalizado por causa da economia e "o que está a dar" é o comércio, talvez o mais visível sinal dos investimentos municipais e administrativos. A lógica "desenvolvimentista" baseada no vazio.
(Outro sector-fole é o turismo. Não, não negamos a existência, a relevância e o seu papel, fundamentais para o tecido económico e, já agora, para funcionarmos enquanto sociedade. Trata-se tão somente de ocultar, com grande movimento de capitais e agitação frenética, os desequilíbrios e a grande dependência económica do sector produtivo do país... mas essa é outra matéria.)

O consumo de espaço por que era responsável a indústria nas periferias das cidades, em tempos não muito distantes, pertence hoje, podemos dizê-lo, à construção de habitações, vias de comunicação e áreas de comércio.

É até por isso que costumamos deparar-nos com aquela típica megalomania provinciana do
"A maior superfície comercial" daqui e dali. Aliás, parece que todas essas obras precisam, sine qua non para avançarem, de um slogan desse género. Se repararem bem na foto 2 (área ainda em construção, à saida da N101 - Braga-Guimarães), podemos ler algo como "O maior centro de comércio de Braga", frase sintomática do estado a que o concelho e, até, o distrito chegou: é que com tantas superfícies, os solgans parecem estar esgotados, restando a esta nova área o "miserável" título de "centro de comércio". (Não sei em que difere esta expressão da de "centro comercial", mas aqui fica a minha dúvida.)

Ver em pormenor

Foto 2 - "O maior centro de comércio de Braga"!
Fonte: Eduardo F. - 17.12.07

O eixo retratado aqui é uma autêntica catedral do consumismo municipal, canalizando ele magotes de carros e grandes romarias de bichinhos fim-de-semaneiros. Agora, além da MediaMarket, do Carrefour, do Feira Nova (cujo telhado é retratado na primeira foto), do Aki e do Staples e do novo "retail center" (porque em Inglês é mais bonito), há também a "pseudo-elitista" Fnac.

Mas não se fica por isto. Ao longo do eixo Braga-Barcelos, já se prepara aquele que dizem vir a ser, imagino, "o maior Eleclerc do país", ou coisa que o valha. E depois há uma loja de móveis que, aquando da sua inauguração, escolhida para um domingo (lá está, nada é escolhido ao calhas...), apanhou este escriba desprevenido (de tão informado que andava destas coisas...). De qualquer forma deu para retratar um típico eixo rodoviário em terra de ruminídeos de lã virgem (fotos 3 e 4).

Ver melhor Ver melhor
Fotos 3 e 4 - Panorama paranormal - Sequeira
Fotos: Eduardo F. - 17.02.07

Mas, estarão estas novas áreas a criar espaços úteis para o desenvolvimento? Integrados e planeados? Que vai acontecer quando a oferta for (e parece que há muito já o é) maior que a procura? Que utilidade terão esses edifícios? Que novas potencialidades trazem para as regiões?

Há mais perguntas a fazer. Aproveitamos, por isso e aqui, para renovar o apelo à participação de quem nos visita e lê. Problematizemos, pois!

domingo, dezembro 16, 2007

"A recta final"

Clica para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

26º GeoForum

Ver em detalhe

Programa do 26º GeoForum
Difundido via correio electrónico

Este ano o GeoForum debruça-se sobre a Protecção Civil. Em discussão vão estar as suas abordagens e ferramentas científicas.


A entrada é gratuita e pode ser feita através de geografia@ulusofona.pt.
A todos os interessados aqui fica esta proposta.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Inquérito Encarnado

Servem estes breves linhas como chamada de atenção para a pergunta deste mês.
E a pergunta é:

O que faz o Pai Natal?

'Bora lá a escolher a resposta que achais mais acertada?

Com a vossa ajuda tornamos mais real a interactividade que queremos para o Georden.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Entorses e Vazios

Ler o quase vazio
Povo de Guimarães - 7-12-2007, p.3


Está bem, está bem. Serve para divulgar o evento, sobre o qual pouco se diz. Os média gostam é de tricas. Se lhes retirarmos a frasezinha polémica vai-se a ver e não há nada.
Até o insuspeito Povo de Guimarães...

domingo, dezembro 09, 2007

"Melhor que a cafeína..."

Clica para naufragarPor LEM, 2005.

sábado, dezembro 08, 2007

Plastificados

Caio nesse hipnótico abraço
Desta viagem entre flores plásticas (flores plásticas)

Primavera de Destroços,
Mão Morta



Luís Goes - Canções de Amor e de Esperança
Canções de Amor e Esperança - Luís Goes, 1971
(Não me importa que a imagem tenha pouca qualidade. Além de, como dá para perceber, retratar uma lixeira, serve também para lembrar o grande cantor do fado e balada de Coimbra que foi e é
Luís Goes)


Hoje apetece-me divagar sobre polímeros, mais concretamente sobre o plástico, que é o mais popular dos seus materiais.

Aqui há tempos, vi um documentário no canal francês TV5, que se debruçou sobre o plástico. Peço desculpa por não mencionar fontes e pela possível consequência que tal pode gerar no leitor (nomeadamente a falta de credibilidade).

Começou assim. Estava um investigador a olhar para as ondas baixas de uma praia (penso que era Plymouth, ou Bath... já não posso precisar. Mas, sem "subterfugir", isso não é o mais importante) e nelas rolava uma garrafa de plástico. Dessas, de água. O que acontece às garrafas vazias numa onda? Rolam ali e dali dificilmente saem.

Começou ele por dizer que o plástico demora não sei quantos anos a degradar-se e essas coisas e tal... o "tanto bate até que fura" e o "roça que desgasta" estão na base dessa degradação.

A questão é que o plástico não se degrada. Chamamos degradação à sua multidivisão em partes cada vez mais pequenas, até se tornar invisível a olho nu. A fibra de plástico continua lá, diminuta, mas não há processo natural que o degrade e o transforme num material inócuo.
Eu aprendi nas aulas de Poluição Aquática que o plástico é um material sintetizado por processos artificiais. E que é essa mesma transformação, tão díspar daquilo que encontramos no meio ambiente, que o torna tão resistente aos seus agentes degradativos: isto é, "são fraquinhos", mal o beliscam.

Ora, o investigador pôs-se a analisar a areia da praia mencionada e concluiu que 1/3



- vou repetir: 1/3 -



da areia era plástico. Só isso. Depois o documentário seguia, com estudos associados ao mesmo tema, mas noutros locais. Entre os quais o mar Mediterrâneo. Há mergulhadores que vão ao fundo do mar para encontrar tesouros e, quando não se procura uma coisa, quase sempre não o vemos. O que foi dito é que o Mediterrâneo - agravado pela sua condição de mar com pouca circulação de água - está cheio de lixo. E depois falava-se do turismo - as costas de Valência, acima de Barcelona, as de França, da Grécia, da Turquia, etc... são óptimas fontes de lixo e poluição - que assim o tornava num vazadouro de excelência.



... Onde é que eu ia? Ah, já sei. Ora - prosseguia o mesmo investigador - se o plástico se decompõe em pedaços cada vez mais pequenos, até à escala de fibras microscópicas, o que acontece é que ele vai acabar por ser tragado pelos animais marinhos (deu-se o exemplo dos moluscos), uma vez que o vão encontrando em cada vez mais quantidades e num espaço cada vez mais amplo. Daí decorre que, nós, que não vivemos fora do mundo, vamos acabar por comer esses animaizinhos.



A conclusão é esta: ESTAMOS A PLASTIFICAR-NOS POR DENTRO. Não, não, não é brincadeira nem um jogo de palavras. É isto que está a acontecer. É isto que estamos a provocar.



Vim partilhar isto convosco a propósito de, há dois dias atrás, o Governo querer impor uma lei que obrigue ao pagamento dos sacos plásticos aquando a sua compra nos supermercados. (Nos Estados Unidos - vemo-lo nos filmes - usam-se sacos de papel. Tenho conhecimento de que na África do Sul se usam sacos de pano, de grande resistência e capacidade volumétrica. Pode ser uma solução.)
Alguns supermercados já tinham
implementado essa regra, sem serem obrigados, o que se saúda. O objectivo é obviamente ensinar - indo à carteira, última esperança para a pedagogia ética - para diminuir o consumo - LOGO, a produção - de plásticos e reduzir as toneladas de lixo a que temos de dar um destino.

Ou seja, o Governo quer legislar uma coisa tão simples e quase insignificante (sim, é um passo, mas... ainda vamos aqui???) e logo no mesmo dia vêm os interesses instalados protestar??

Assim não vamos a lado nenhum.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

República de bananas

Relativamente à famigerada, como se diz, festa, da cimeira UE/África, sem tabus, apenas uma nota, digna de um repasto de estrelas decadentes: Um descer de calças envolto em pragmatismo míope (é assim que eles falam, no seu sentido desmentido). Ou, como refere aquele gajo das direitas do tempo do “antigamente” João Gonçalves, com quem eu nunca iria à bola, Tudo fecha para ver passar os beduínos nas suas viaturas à prova de humanidade. Na Europa não somos melhores. Mais nada!

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Rotas da Tortura e da Memória


Porta da prisão de Caxias - Fonte: Resistir.info


Ontem, na 2:, no programa Sociedade Civil, estiveram a debater a questão da memória e da nossa relação com a ditadura salazarenta que nos oprimiu e privou durante 48 anos. Isto, a propósito do Movimento Não Apaguem a Memória.

Como disse Fernando Rosas, a memória é um processo de construção social, que se faz no PRESENTE. A memória do passado constrói-se HOJE.
Portugal, sobretudo Lisboa, foi palco dos mais memoráveis acontecimentos da nossa história recente. Onde exactamente, perguntamo-nos? Por aí...

Em praças e ruas da cidade.
- Quem não viu já aquela gente toda em alegria, aqueles "sete rios de multidão", como canta o Zé Mário, a descer a Rua do Alecrim logo nos primeiros dias da revolução? Hoje em dia, passam carros. E se a memória não estiver nas pessoas, essa atenção não poderá ser dada à via.
- A praça do Carmo, na qual se foram refugiar os diversos governantes em fuga, uma praça repleta de gente, naquele dia maravilhoso. Hoje, está cheia de carros. Construídos todos eles após esse dia. Qual a memória do principal palco da revolução para quem lá passa?

Na sede de Lisboa da PIDE, na rua António Maria Cardoso, estão a construir um empreendimento de luxo. Foi esse o motivo por que o Movimento Não Apaguem a Memória se criou. Há dias, o mesmo enviou uma carta aberta ao Parlamento a reivindicar o papel do Estado no seu dever de preservar a memória.

A democracia não pode ser indiferente à história que a possibilitou. Por isso, o dever da memória é um dos deveres do Estado democrático.

Toda a memória tem de ter uma manifestação física. As praças e os edifícios estão - ou estavam - ali, ou algures, mais ou menos por estas ou aquelas bandas.
Um condomínio de luxo é o carimbo paradigmático dos poderes que nos regem: o poder económico e particular toma conta do espaço colectivo, sem que ninguém o detenha. Perde-se a memória. Limpa-se o horrendo lugar. Limpa-se a negritude, as coisas más por que passámos.

Um dia, a PIDE será considerada a melhor e mais zelosa polícia que os portugueses tiveram. Tal como Salazar foi algures considerado um bom governante, pacato, modesto, simples e inofensivo.

Fernando Rosas, Rúben de Carvalho e Nuno Teotónio Pereira disseram que António Costa e Cavaco Silva aceitaram a proposta de criar em Lisboa um itinerário dos palcos dessa e de outras histórias. E com a criação de um museu da polícia política não se pretende enclausurar a memória num espaço para poucos. Daí a importância daqueles itinerários. Por onde as pessoas normalmente passam, nos seus trajectos quotidianos.
Claro, os espaços dos acontecimentos não se limitam à capital.

Pátio do Forte de Peniche - Fonte: Arte Photographica


Eu nunca estive em Auschwitz. Nem tenho qualquer desejo mórbido. Mas aconselho ao leitor uma visita a Peniche, à prisão onde alguns morreram e muitos sofreram. Lá, além do museu etnográfico, está instalado o museu da resistência. E vai ver coisas inimagináveis. Não me refiro só aos sinais das atrocidades lá cometidas, mas a coisas espantosas que os presos conseguiram fazer.

Aproveitando a sugestão do programa, faça uma viagem à memória. E traga um pouco dela para sua casa. Consigo.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Prémio Internacional Almirante Gago Coutinho

"No âmbito dos 50 anos sobre a morte de Gago Coutinho e 140 anos sobre o seu nascimento, a realizar em 2009, a Sociedade de Geografia de Lisboa decidiu atribuir no ano de 2009 o Prémio Internacional Almirante Gago Coutinho, no valor de 2.500 Euros, destinado a galardoar trabalhos originais de investigação no âmbito das Ciências da Terra, que, por algum modo, contribuam para o avanço do conhecimento nessa área científica. Podem concorrer a este Prémio cidadãos nacionais ou estrangeiros, devendo os trabalhos ser redigidos em português, francês ou inglês.

Os trabalhos a concurso devem ser inéditos e dar entrada na Secretaria da Sociedade de Geografia de Lisboa até ao dia 30 de Setembro de 2008."

Consultar regulamento

Mais informações:
Tel.: 21 342 54 01 / 21 342 50 68
E-mail: soc.geografia.lisboa@clix.pt

terça-feira, dezembro 04, 2007

Uma (ainda) criança com 11 anos.

Vidal: R. Mouzinho da Silveira, centro histórico do Porto, Nov 07

Comemora-se (comemora-se?) hoje a elevação (ou será reconhecimento?) a Património da Humanidade do centro histórico do Porto, com a cortesia UNESCO. Foi a 4 de Dezembro de 1996. Bem, na realidade, a área classificada equivale apenas a cerca de 49 hectares (correspondendo aos limites da muralha Fernandina edificada no séc XIV mais o Mosteiro de Santo Agostinho) englobados nos 102ha de Centro Histórico (cidade do Porto), e cerca de 130ha na denominada área protegida que engloba parte da zona ribeirinha de Gaia e o Mosteiro de Santo Agostinho na Serra do Pilar. Digo comemora-se, mas deveria dizer recorda-se, já que os políticos vestem traje de gala nas apresentações mediáticas e depois é o que se vê. E o que se viu o ano passado foi nada, já que a Câmara Municipal achou por bem não assinalar condignamente a data. Porque será? Este ano para não passar em claro, um movimento independente denominado “Cidadãos do Porto S.A” lançou um manifesto de discussão e mobilização para os problemas da baixa e centro histórico, como pode antever em A Cidade Surpreendente.

Em verdade, muito terá já sido feito, revestido ou não, de vã aparência, esse manto que tudo asperge, apanágio de “modernidades” discutíveis; todavia, a prática do dia a dia, alicerçada em estudos recentes demonstra, não apenas passividade, como um certo desleixo irresponsável na abordagem de tão sensível temática. Prova-o, não apenas a roupagem decadente de algum edificado, compreensível (até) à luz de difíceis relações público/privado e a uma malha urbana de traçado medieval, mas também esse esquecimento envolto em taipais envergonhados e, enfim, o despovoamento (cerca de 13.000 residentes, seriam perto de 45.000 na década de 1950) envelhecimento e empobrecimento acelerado. Embora se reconheça que esta área não padece (ainda) de Museolização celerada ou da doença da “parque tematização”, revelando apenas alguns laivos de gentrificação, normal destes espaços, o que releva dos nossos passeios é uma tristeza miudinha (até mesmo na noite IRRECONHECÍVEL da ribeira), uma decadência mansa com roupagem de turismo uniformizado. O Porto é mais que isso.

Não li ainda os jornais do dia. Não sei por isso, de comemorações “oficiais” ou oficiosas. Sei que, no ano passado o Jornal de Notícias publicava uma reportagem muito pouco abonatória, 10 anos passados, aliás, reconhecido nas palavras de um responsável da SRU (sociedade de reabilitação urbana), Porto vivo.

Uma (ainda) criança de 11 anos. Para o ano há mais…

Descubra as diferenças...

No dia 2 de Julho de 2007 escrevi sobre um passeio em forma de cascata com 4 faixas de rodagem. Imaginei-me numa cadeira de rodas e o que pensaria ao ver tal obstáculo. Hoje mostro-vos duas fotos do mesmo local e peço-vos para descobrirem as diferenças. As diferenças são muitas, mas há uma fundamental que facilitará a vida a muito povo.

O Portugal Provisório precisa de muita coisa, mas principalmente de paciência...

Obrigado...

Clica para aumentarQuarteira, 01.07.2007.

Clica para aumentar Quarteira, 02.12.2007.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Aldeia "global" em compras



Somos anjos de pureza
evadidos dos lazeres
carregamos a tristeza
não trazemos mais haveres

Era tudo em vão
um brincar sem dor
sem qualquer paixão
que nos desse ardor

Nosso sonho era o arrepio
deste mundo a ser mudado
Só tivemos o fastio
de um objecto a ser comprado

(...)
Foi apenas um lugar
onde à falta de faca
aprendemos a manejar
os cotovelos e o olhar

Anjos de Pureza, Adolfo Luxúria Canibal


(Então a DECO viu o seu número de associados aumentar por causa da naturalização do jogador...)
Muita gente diz não gostar de política. E dos políticos. Sobretudo destes. Compreende-se.
Fora de discussões já tidas, hoje apetece-me falar da política comum.


No longo processo industrial - que alguns dizem que ainda atravessamos, outros dizem que agora estamos na fase pós-industrial...

Estas concepções são sempre centradas no espaço. O que quer dizer aquela expressão? Que já não há indústrias? Talvez não seja isso. Mas o que acontece actualmente é que os países ricos transferiram a produção para os países pobres. Como uma fábrica suja que vende os seus equipamentos bem limpinhos na parte da frente e se pudéssmos ver por uma nesga, lá atrás a realidade arrepia e repele - as traseiras da aldeia global, já alguém lhe chamou...

... - vimos povos a ser enjaulados, em nome da sobrevivência e do lucro (impondo esta forma de "funcionamento" fica a parecer que nenhuma outra existe!), vimos povos a lutar por um bocadinho de dignidade e respeito. Depois pelo exercício da sua opinião, pela escolha da sua vontade, a conquista dos direitos, árdua e sangrenta, com tanto fascismo e barbárie em forma de governos políticos e repressão militar...


("- Haver emprego duradouro era dantes. Agora JÁ NÃO PODE ser assim.")


Hoje, a aldeia global (aquela, esta, que Adolfo diz ter sido sempre "sinónimo de isolamento e conformismo, de mesquinhez, aborrecimento e mexerico e que, de qualquer modo, o que verdadeiramente importa se mantém secreto") tomou conta das nossas vidas e em todos os aspectos da sociedade recebemos instruções para não a questionarmos (a propósito disto, tenhamos atenção ao livro "A Formação da Mentalidade Submissa, de Vicente Romano (Ed. Deriva, 2006).

Perdemos os direitos políticos. E para constatarmos isto, basta querermos usá-los. Basta isso. E logo nos veremos confrontados com pensamentos de resignação (tais como "Não compensa", ou "Não tenho tempo nem dinheiro para pagar a um advogado que me defenda...").

A violência por parte do cidadão é reprimida, agora com violência pura e dura só se for realmente preciso (que é para isso, tantos estímulos mediáticos servem. Para nos amolecer e limpar de pensamentos perigosos). As manifestações e os confrontos nas reuniões dos 7 países (mais os que se, coitados, querem em bicos de pés, fazer parte da face criminosa do mundo) comprovam isso. Porque os maus são os manifestantes, não as forças militarizadas que reprimem as ideias que os movem. Já não há guerras no mundo rico. Essas foram também transferidas. Para os países que tenham recursos que nos interessam, recentemente descobertos, ou porque agora a sua exploração compensa e dá lucro. Transferimo-las, se ainda as não tinham.

Perdemos os direitos. Já não podemos exercê-los. E nada trazemos (os tais haveres, da canção em epígrafe) senão o mimetismo do acto de consumir. Aqui está a nossa última esperança. E é aqui que venho falar de política. A verdadeira política. Pelo menos enquanto os poderosos conseguirem controlá-la. Depois arranjam outra "linguagem" que não possamos entender e, por consequência, dominar.

No processo de produção, e falo de tudo aquilo que consumimos, necessário à vida ou perfeitamente dispensável à sobrevivência, estão envolvidas muitas organizações e concepções da sociedade. Assim, lentamente, com o desenvolvimento da tecnologia, o crescimento demográfico e o das cidades, fomos transferindo a produção daquilo que comíamos. Passaram dos nossos campos, para os campos d'além muralhas urbanas. Dos nossos quintais para as fábricas e plantações, lá longe da poluição e dos solos alcatroados e estéreis das cidades.

Mais uma vez, um processo de troca. Demos isso, perder o poder e a consciência da produção, em troca da facilidade e da rentabilidade. Porque na cidade não há espaço, nem temos tempo para isso e é muito mais fácil (leia-se barato) apenas comprar que produzir.

(A transferência é o contra-argumento aos que acusam que o poder se perdeu. Não. Nós é que o deixamos escapar e voltar para as mãos dos carrascos que decidem sobre as nossas vidas.)

Da mesma forma, como "o que verdadeiramente importa se mantém secreto", e não podemos averiguar as condições de produção, vamos engolindo e calando. Calando-NOS, porque não se deve falar quando se engole, ou corremos o risco de nos engasgarmos. E morrer, até. (também podia funcionar como metáfora, sim...).

Vêm as instituições, no sistema democrático (sim, sabemos bem o que significa a democracia: pode significar pena de morte, a decisão de ir para a guerra, a coexistência de tetramilionários com milhões de crianças e idosos na miséria, a auto-flagelação para ter pretexto para fazer o que se quer, coitadinhos deles e tal...), e criam algo como o Rótulo Ecológico. Está bem. Não negamos a sua importância. É aliás com isso que temos de jogar. Mas depois vem a parte da informação. E quem no meio desta confusão pode averiguar a veracidade daquilo que lhe dizem ser desta e ou daquela maneira?

De alguma forma, teremos de sair daqui.
Tem de haver uma saída.

E "a erva daninha deve ser arrancada de novo e de cada vez que nasce sobre a fronteira" que nos divide entre cidadãos da democracia participativa e cidadãos da democracia virtual. Agora no campo económico. Porque tudo é economia. E não há mais campos em que batalhar. Não com facas, que é proibido, mas com a consciência.

Em tempo de compras, será que apelos anti conseguem fazer-se ouvir?
E no dia 25, mesmo que as lojas estejam abertas até às 19 horas, nós já teremos saído à rua. Com o nosso silêncio e a nossa força da negação.
De cotovelos e olhares fechados.

domingo, dezembro 02, 2007

"Num conto de fadas sem reis nem rainhas"

Clica para naufragar Por LEM, 2005.

Inquérito

Pois é, caros amigos. Aqui há tempos falámos de fronteiras.
Com isso quisemos lançar o debate, entre nós, sobre ideia - para uns visionária, para outros com algum sentido - da união dos povos da Ibéria numa única pátria.

O inquérito que lançámos foi, infelizemente, pouco participado, como podeis constatar aí ao lado.
Daí podermos tirar poucas ou nenhumas conclusões.

Assim, e para que fique registado no Georden (que não se junta à volatilidade da memória), à pergunta

És a favor da criação da Ibéria de J. Saramago?

14 pessoas responderam, das quais:
7 a favor
6 contra
e
1 sem opinião


Interprete quem puder. Novas perguntas se seguirão.
Estejam atentos ao Georden, sustentando o sustentável.

sexta-feira, novembro 30, 2007

WC Patos...

Vidal: Praça Mouzinho de Albuquerque, Braga, Novembro

Como praticamente não vejo televisão, olho o mundo…

Ambiente. Palavra (vã) que, como a Pasta Medicinal Couto, anda na boca de toda a gente. Até engasgar. É uma correria de ambiente que o mais desconfiado dos sofistas contemporiza com um sorriso. Ambiente, assim como, Ambipur, Ambi(valente), ou ambi qualquer coisa, faz parte do repuxo publicitário actual.
É artigo de toilette. Ou de WC. Como neste particular, que se espalha por Braga inteira….

Vidal: A mesma praça, sem comentários

Não será por falta de aviso, ou limpeza, já que, justiça seja feita, a praça e jardim são limpos periodicamente por funcionários, julgo, da Câmara Municipal. Todavia, não raro, a ocupação do espaço público por estes intrusos atinge proporções inusitadas.
O tempo medieval do água vai já está para trás? Não cremos. E tudo isto num país onde é frequente ler "Proibido pisar a relva"...

quinta-feira, novembro 29, 2007

Trilhos dos Açores





Ora aqui está uma bela proposta.
Nesta época de bulício e desnorteio intelectual, porque não fazer caminhadas?

Trilhos dos Açores parte de uma iniciativa "glocal" do Gabinete de Apoio ao Turismo Rural e de Natureza dos Açores Rede de Percursos Pedestres Classificados pelo Governo Regional dos Açores


Será apenas uma proposta de evasão, esta que vos lançamos?
Não, no centro de tudo está o contacto com a forma primordial de equilíbrio: o contacto com a natureza (que Caeiro dizia que não existe...) é talvez a melhor pedagogia para a reaprendermos como nossa, aprendendo a respeitá-la.

Como disse a Maria Filomena Mónica (a tal que Ricardo Araújo Pereira diz estar urgentemente a precisar de um apelido...), quando lutámos por uma coisa, desenvolvemos músculo, e se no-la vierem tirar, temos o músculo - não deixamos!
(Esta ideia serve também explicar o desinteresse pelos valores da liberdade, que os jovens não prezam. Isto choca aquelas pessoas que estiveram do lado da revolução dos cravos...)


Na página Trilhos dos Açores encontramos todas as informações de que necessitamos para umas boas jornadas. Informações como as relativas à descrição dos diversos percursos, às da sua dificuldade, lugares onde ficar alojado, onde comer, como arrendar viatura, mapas em imagem e ficheiros em GPS...

Aliciante, não é?
Penso tratar-se de uma forma saudável e sustentável de valorização do património natural e do mundo mais ou menos rural com que as ilhas nos encantam.

quarta-feira, novembro 28, 2007

500 Artigos



Desde que demos início a este projecto, a 29 de Junho de 2005, o Georden vem de publicar o seu 500º artigo. E aconteceu ter sido com um livro do mês, rubrica que criámos com toda a pertinência, pois "está tudo nos livros"!.

Como podemos atestar pelos marcadores ali ao lado, as temáticas mais frequentes que temos abordado têm sido as de:

* Ambiente, com 126 artigos;

* Cidades, com 92;

* a publicitação de Eventos, 80 até hoje;

* Ordenamento do Território, com 70;
...


Por cá, a isenção mantém-se.

O espírito de discussão também. Mas este só faz sentido com o envolvimento de mais e mais participantes. Para evitar os monólogos, nos quais temos sido especialistas em matéria de "mexer" no espaço e naquilo que - indirecta ou directamente - afecta a todos.

Parabéns, Georden.
E obrigado a todos os que continuam a acreditar nesta ideia.

Vamos continuar.
Sustentando o sustentável, claro.

segunda-feira, novembro 26, 2007

"Vulcão Aberto", de António Silveira e Maria Brito


Prefaciado pelo Professor Doutor Victor Hugo Forjaz, do Departamento de Geociências da Universidade dos Açores e apresentado pelo Professor Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, durante a semana Cultural "Outono Vivo", na Praia da Vitória, Ilha Terceira, este livro de António Silveira (fotógrafo) e Maria do Céu Brito (Vereadora da Cultura da Câmara Municipal da Horta),analisa, pela imagem, pela poesia e pela paixão os 50 anos de um jovem vulcão.

"É ciência, é arte, é poesia e inegavelmente registo e história."

O livro , é uma obra transdisciplinar.


António Silveira e Maria do Céu Brito
“Vulcão Aberto”

Uma questão de espaço

Ver em grande plano


Enviado por correio electrónico



Porque é que coisas tão simples nos fazem pensar tanto?

(se não fazem, deviam...)


Em três opções (a diversidade é sempre a saída mais correcta...) tantos aspectos que mudam a maneira como teríamos de conceber o espaço e os modos de vida.


Desde a poluições atmosférica, sonora, física (as sucatas...),

à qualidade de vida,

aos gastos no saúde por parte dos Estados e dos privados,

ao consumo de recursos (combustíveis, água, borracha, petróleo...),

ao espaço necessário para circularem,

às habitações e vias, pensadas para poder estacioná-los,

ao tempo útil das nossas vidas,

à necessidade de vias de comunicação...


Um mundo por pensar.

Um mundo a pensar.

Mundos por agir.

domingo, novembro 25, 2007

"Falar para o boneco"

Clica para aumentar Por LEM, 2005.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Conferências Faro 2020

Clica para aumentar

No âmbito do ciclo de Conferências Faro 2020, o Município de Faro recebe dia 23 de Novembro, pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal o Prof. Dr. António Câmara (fundador da Y-Dreams) para uma sessão subordinada ao tema: "Faro: Cidade Universitária e do Conhecimento".

No dia 12 de Dezembro, pelas 21h30, é a vez de receber o Prof. Dr. João Ferrão (Sec. Estado do Ordenamento do Território e das Cidades) para uma sessão subordinada ao tema: "Novas Políticas Urbanas e de Cidades".

terça-feira, novembro 20, 2007

Festival P/ARTES – Algarve 2007

Clica P/AUMENTARVai decorrer nos dias 7 e 8 de Dezembro o «FESTIVAL P/ARTES – ALGARVE 2007» uma organização do Terminal Studios e da Direcção Regional do Algarve do IPJ - I.P.

Este Festival, pioneiro no país, será uma mostra colectiva de várias áreas artísticas e a sua propagação na formação e captação de novos públicos, vai desenvolver um programa de actividades com especial incidência nas áreas da BD , Cartoon, Caricatura, Ilustração, Vídeo, Música e Artes Performativas.

Durante 2 dias, vários "artistas" de todo o país, apresentam e divulgam o seu "trabalho artístico".

Do diversificado programa chamamos, desde já, a atenção para os ateliers dirigidos aos mais jovens, para a Feira de Artesanato, Livros 2ªBDmão e Mostra de Fanzines, actividades de participação gratuita mas sujeitas a marcação prévia.

As actividades vão decorrer entre espaço da entrada principal e a sala de exposições da Direcção Regional do Algarve do IPJ, entre as 14h00 e as 20h30.

O Programa detalhado com actualização da lista de participantes no «FESTIVAL P/ARTES – ALGARVE 2007» pode ser consultado no site http://www.drmakete.com/
.

Para mais informações e inscrições, deverão os interessados contactar a Direcção Regional do Algarve do Instituto Português da Juventude, na Rua da PSP - Faro (junto à Alameda), telefone 289891820 ou e-mail ipj.faro@ipj.pt
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DIVULGAÇÃO
Para poderem divulgar evento pelos vossos contactos podem fazer de várias maneiras:
BANNERS (promoção online)
http://www.drmakete.com/2007_eventos/banners.html

CARTAZ
(impressão para divulgação em escolas ou espaços públicos)
http://www.drmakete.com/2007_eventos/festival_cartaz_a4.jpg

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CONVITE
p/ artistas e editores interessados em participar nas exposições ou na Feira de Fanzines, Livros 2ªBDmão e Artesanato...
Ainda é possível participar no evento..., apressem-se a contactar a organizaçao ou fazer pré-inscrição!!
p/ participar na "Banda Sonora", os músicos e as bandas devem enviar o link do vosso projecto no "myspace".
Depois entraremos em contacto convosco para mais detalhes.
(Também aceitamos sugestão de projectos musicais de quem não for músico...).
...........................................................................................

PRAZOS
até 30 Novembro
» envio de trabalhos p/ exposição e inscrição nas actividades.
até 3 Dezembro
» envio de músicas para a Banda Sonora.
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Agradecemos a vossa atenção,
Fernando Madeira
terminalstudios@gmail.com

segunda-feira, novembro 19, 2007

A arte de navegar...

Clica para aumentar

Foto de Rogério Madeira, Vilamoura, 17.11.2007.

Os dias são tamanhas confusões
Nada me liberta em terra firme.
Sinto falta da linha azul do horizonte
E da doce maresia do mar.
No cais aguarda-me o barco dos dias e das noites,
Que podia ser mais um entre tantos outros,
Mas navegar requer uma certa arte
E quero reconciliar-me com o oceano.
Parto em busca de desafios
Navegarei por mares calmos e bravios.
Terei como companhia o grasnar das gaivotas
E o balançar agitado das ondas.
Parto deste porto que me viu chegar.
Navegarei cedo para uma longa jornada.
Comigo levarei novas alternativas,
Que desbravarão outros olhares.

Gaivota, 18.Nov.07

domingo, novembro 18, 2007

"Justiça social"

Clica para naufragar Por LEM, 2005.

quinta-feira, novembro 15, 2007

À volta do mundo por um planeta melhor...

A embarcação EarthRace estará ancorada nos dias
15 a 18 de Novembro na Marina de Vilamoura.

terça-feira, novembro 13, 2007

Onde há fumo...

Hoje é que é dia 13 mas quem viu ontem o Jornal 2 (não deve ter havido muita diferença para os que lhe antecederam...) é que deve ter assistido a algo muito preocupante. A saber, e todas encadeadas:

- Um incêndio na Petrogal;
- Não um, nem dois, mas TRÊS (já dizia o Carlos Cruz...) acidentes rodoviários com camiões-cisterna. Será preciso dizer que levavam produtos tóxicos? ("a poluição ou a toxicidade dependem da capacidade de assimilação do meio", penso eu ter aprendido numa aula de Poluição Aquática...);
- Outro incêndio com grande nuvem de fumo, mas em Londres;
- A tomada de contacto visual de algumas consequências do derrame de chapapote na costa da Ucrânia (por um petroleiro fluvial!)


Ultimamente, se temos estado atentos, sabemos da frequência anormal e numerosa de incêncios florestais no nosso país. Somem-se os da Califórnia, mais um outro derrame em Coimbra, mais isto e mais aquilo...


Quer-se dizer, a vida corre. Vamos vivendo normalmente. Com os desastres do dia-a-dia não nos vamos preocupando, porque não são notícia. Notícia é um cão morder um homem...
Vamos vivendo a nossa vidinha, enquanto pelas nossas costas, às nossas custas, vamos alimentando as actividades que propiciam estes acidentes e estas notícias. Nós não somos notícia. Ninguém nos explica. Não pode haver relações de causa. Das consequências a longo prazo também pouco nos vêm falar. Ou se nos falam, persiste a sensação de que não é nada connosco, e que já cá não estaremos e (o pensamento estúpido de) "em que é que eu, SOZINHO, contribuo para isso?"

Sozinhos não é, semanticamente, uma palavra paradoxal?
Se há duas pessoas sozinhas, elas estão juntas. O botão que pode mudar isto tudo é pô-las a remar para o outro lado. Mas onde está o BOTÃO?

Os riscos existem. Os riscos ambientais, como os climáticos (cheias, secas, ondas de calor...), e os antrópicos (como os tecnológicos) fazem-se sentir. Ou será que estamos mais predispostos a reparar neles?

O fogo existe na natureza. É um dos 4 elementos. Assim, o fogo que causa o fumo somos nós quem o atiça.

segunda-feira, novembro 12, 2007

domingo, novembro 11, 2007

"Com a saúde não se brinca"

Clique para naufragar

Por LEM, 2005.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Tu virás a seguir...

One more tree will fall
How strong the growing vine.
Turn the earth to sand
And still comit no crime.

One More Time to Live, The Moody Blues


O comunicado é este. Para ler, claro!

Pronto, eis um resumo, para os mais preguiçosos:

A Câmara de Setúbal quer destruir (eu ia dizer construir, mais por esse verbo, de tão habituados, já passamos por cima).
Para isso cria um Plano de Pormenor que, et voila, trata de tudo. Pormenor: infrige leis. Nomeadamente, e como de costume,

- abate e arranque de sobreiros, espécie protegida (700 dos 1700);
- a não realização de Estudo de Impacto Ambiental, obrigatório;
- a classificação da obra (privada) como projecto de imprescindível utilidade pública sem justificação legal
- a não observância da necessidade de apresentar alternativas

MAS...

O Governo dá o seu aval.


Trata-se de uma mega-urbanização (com 7500 apartamentos). Para quem? Ah!, para os turistas, pois é... Não chegará para mais carteiras?
As habitações dão dinheiro às autarquias. É um sistema perverso, anda toda a gente a dizer. Até o presidente da associação de municípios...


Mas porque serão tão importantes os sobreiros?
Será que têm algum papel ecológico de que beneficiamos?

e
Porque é que se fazem as leis?
Para se saber quais é que foram infringidas?



O particular nunca poderá alcançar o universal.
Mas estamos a ser demasiado mesquinhos com o que nos mantém cá.
Um tempo maior que nós não cabe em nós. Mas a se a sua ideia não cabe, porra! temos a cabeça mesmo muito pequena!
É por isso que nos vamos deixando enganar.
Estamos a destruir os espaços para onde vamos querer fugir.

terça-feira, novembro 06, 2007

Escapadinha a Ponte de Lima

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Foto 1 - O Jardim das Avestruzes
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Fotos 2 e 3 - Como o Lixo Entra nos Jardins
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Foto 4 - O Homem que Plantava Árvores
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Foto 5 - Jardim Reciclado
Fotos de Eduardo F. - 06.07.07


Aqui há meses anunciámos a 3ª edição do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima. O Georden marcou presença e deixa-vos as principais ideias do que viu.

A tarde estava ensolarada (coisa que não nos tem faltado, aqui para cima) e convidava a um passeio pelos jardins. Alguma afluência, no dia em que os visitámos, como se pode perceber em algumas fotos. Como sabemos, o tema deste ano era o lixo, a reciclagem e a paisagem.

O Jardim das Avestruzes obrigava-nos a reflectir sobre o destino que acaba por ter o lixo que vamos produzindo: vai entranhar-se em tudo. Não só debaixo da terra, mas, em última análise, dentro de nós. "Que fazer face à perigosa acumulação de lixo e de embalagens que temos à nossa volta? Espetar a cabeça na areia como faz a avestruz? Fechar os olhos e virar as costas aos problemas não costuma dar qualquer resultado…Imaginem que neste jardim as árvores adoptaram a política da avestruz e, virando-se, trocaram a copa pela raiz."

Hiperbolização relembra-nos que, em caso de necessidade última, a construção dos nossos espaços podem / terão de incluir materiais recicláveis, produto existente em abundância.

Em Lixo - A Arte é Evitá-lo os jardins em fim de vida, ou abandonados (porque a Natureza criadora não dá fins, mas fins de ciclos), deixam os materiais com que foram tratados: máquinas de cortar relva, tesouras... que, assim, não passam de lixo. Cuidando dos espaços verdes evita-se o desperdício, parece ser a mensagem.

No Jardim de Cartão elucidou-se para a valorização e importância da reciclagem do papel, através de uma série de utilidades que acabam por fazer parte do nosso dia-a-dia e do nosso meio comum.

Em Metamorfose um conceito interessante que nos falava sobre a perspectiva: caminhando numa direcção (que pode ser lida como, "para o futuro") o jardim é uma realidade. Porém, quando fazíamos o percurso inverso, reparávamos que esse jardim escondia aquilo em que assentava. Correcto, lixo. Também pode ser lido como fazendo o lixo parte estruturante da evolução cíclica da natureza, que, se lhe dermos o tempo de que necessita, trata sempre de reciclar para nós.

O Homem que Plantava Árvores era mais eficaz. Porque as semeava. E podia utilizar, como qualquer um de nós pode, garrafas de plástico, que permitem as condições perfeitas para que cada rebento vingue e faça do nosso coração um mundo mais verde.

Jardim Reciclado chamou-nos à atenção para o que implica a produção de algo. Um determinado volume de recursos explorados e transformados implica uma produção de tantos quilos em lixo. Este ciclo destrutivo daquilo que a Natureza demora tantos anos a elaborar tem um preço altíssimo.

Como o Lixo Entra no Jardim é uma luta que temos de travar pelo destino adequado que devemos dar ao lixo (nos caixotes), para que o jardim europeu (por sinédoque, problema comum a todos os países) continue limpo e saudável. Por vezes, esse destino não é atingido. Por isso, entra o lixo no nosso jardim.

Para contactar com os trabalhos de tantos artistas, com plantas e ervas aromáticas dispostas em cada uma das instalações e para nos determos um bocadinho que seja nesta problemática, valeu a pena a visita. Para o próximo ano há mais. Dessa vez, 2008 será dedicado às energias!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Fronteiras Brancas

Running Fence, Sonoma and Marin Counties, California 1972-76
de Christo e Jeanne-Claude
Fonte: ChristoJeanneClaude.net

Uma vez, numa aula de Expressão Gráfica, disciplina que, pela orientação que a docente lhe deu poderia ter tido o nome de Educação Visual (o que eu agradeço), vi uma foto parecida com esta. É da autoria do famoso artista de origem búlgara Christo.

Educação Visual porquê? Ora, o nome di-lo claramente. E para não estarmos a dizer asneiras (quando não se sabe, procura-se saber), consultámos a página da Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica onde podemos ler que um dos objectivos da dita é desenvolver o sentido crítico. E passo a citar:

Estruturar uma posição de receptor consciente e crítico no sistema de comunicação em que está inserido, designadamente perante as solicitações visuais da publicidade. (do documento da Organização Curricular e Programas, p. 6)

O que Christo quis dizer com aquela sua obra foi denunciar a construção de fronteiras (representadas pelo seu querido celofane) convencionadas pela população colonialista (presente na cor do celofane). As fronteiras impostas pelo homem não passam de convenções - e mesmo assim, não aceites unanimemente. Os exemplos mais demonstrativos desse carácter estão na África "desenhada" pelos europeus que nela iniciaram o saque e a escravatura desde o tempo dos descobrimentos.
Outras fronteiras há que não são tão invisíveis, ou seja, que se materializam nos elementos do espaço, que trazem decorrências sociais ou históricas. São obstáculos que mudam vidas e modos de vida:
- uma parede em Berlim,
- uma rede de arame farpado virado para o México,
- um muro da vergonha na faixa de Gaza
- um oceano
- um deserto
- uma montanha
...


No meio de tudo (não literalmente...) estão as distâncias e tudo o que isso implica. Por vezes, é possível contornar essa condicionante, tornando-as virtuais. A virtualidade (lá vem outra vez essa questão) em pouco se identifica com a realidade. E seguem-se dois exemplos:

1 - Se a distância entre Portugal e os Estados Unidos é igual à que separa os Estados Unidos de Portugal, então os estadunidenses deveriam ver tantos filmes portugueses como nós vemos os filmes deles (e já não falo da língua, pois temos a terra-mãe ali mais em cima...)

2 - Os meios de comunicação (isto é, os que nos põem em contacto físico e linguístico) encurtam as distâncias. Claro. Mas, por outro lado, exclui e afasta aqueles que não dispõem deles.

Enfim, virtualidades do mundo moderno e da globalização.
Estas são implicações que não parecemos muito preocupados em combater. Consequências já não palpáveis, que possamos agarrar, com a nossa força braçal.

Há poucos meses, numa entrevista ao DN (de que podemos ler um excerto), José Saramago, profetizou a integração dos povos de Espanha com os de Portugal, nascendo daí a Ibéria, nome que não é novo para ninguém.
Que consequências adviriam dessa união?
A manter-se o clima de paz, que ameaças representaria tal feito histórico (e cartográfico, já agora)?

Depois de ler a notícia e reflectir sobre este assunto, convidamos o leitor a participar no inquérito que temos ali do lado esquerdo. As votações estão abertas!
Alguém tem medo do debate?

domingo, novembro 04, 2007

"Aqui há gato"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sábado, novembro 03, 2007

A nossa escola pública

Esquecida a perspectiva
da história colectiva
todos falam sem temer
que os possam desdizer.

Sem futuro nem passado
o presente é instante,
a outro instante colado
sem futuro nem passado.

Não se pode aferir
se nos estão a mentir
se há mesmo novidade
ou se é truque de mercado.

Não sabendo a verdade
do problema colocado,
não se pode definir
a estratégia a seguir.

O Fim da História, Adolfo Luxúria Canibal



sexta-feira, novembro 02, 2007

Transferência de atribuições do IGP para a R.A.Açores


Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional aprova a transferência de atribuições do Instituto Geográfico Português para a Região Autónoma dos Açores, no respectivo âmbito regional.

Açores entre as melhores ilhas do mundo

No artigo "Destinations Rated: Islands", publicado pela revista National Geographic Traveler, as ilhas dos Açores foram classificadas como as segundas melhores ilhas do mundo para o turismo com uma classificação de 84 pontos (numa escala de 0 a 100), ficando atrás das ilhas Faroe (Dinamarca) com 87 pontos.

“Distantes e temperados os Açores permanecem levemente turísticos. O perfil dos turistas é de turistas independentes que ficam em regime de “bed & breakfast”. O ecosistema está em grande forma. As baleias são ainda uma visão comum. A cultura local é forte e vibrante. É comum ser convidado para a casa das pessoas para jantar, ou ser recebido com uma refeição comunal durante um festival”, escreve Jonathan B. Tourtellot, autor do texto.