quinta-feira, novembro 30, 2006

Coisas do arco-da-velha

Os últimos 15 dias são sintomáticos (apenas surpreendentes para quem não conhece nada de história de Portugal) e, espelham, (desnudam) um país casuístico, sombrio e, sobretudo, ignorante. Refiro-me ao espectacular (sem rir) temporal que assolou o país. O temporal existiu: as consequências também! O caos instalou-se, com o “povo” a bradar aos céus (incompreendido), disparando em todos os sentidos. Logo os políticos, esses iluminados, vislumbram uma série de causas, mordaças ( impostas por outros), irresponsabilidades (de outros) e coisas para comissões independentes. Os telejornais rejubilam com tantas Venezas. Triste realidade, mais que sabido: (des)ordenamento do território (estudos no valor de 7 milhões de EUROS para o Douro na gaveta); construções em leito de cheia; degradação dos solos e protecções naturais ( ainda alguém se recorda dos incêndios?)… e mais estudos, claro. Andámos a estudar há séculos!

Também se soube, ó diabo, que os terrenos do futuro elefante branco, perdão, aeroporto da Ota, estão completamente alagados. Construção em leito de cheia. Estava previsto, claro! Será necessário um aterro de 25 metros; a consolidação das pistas pode exigir estacas com 50 metros? Substituição por areias do material argiloso do leito?
Quanto vai custar? Justifica-se? Quem paga?...

“Todos vivem na dependência: nunca temos por isso a atitude da nossa consciência, temos a atitude do nosso interesse?” Isto foi escrito no sécXIX! Por Eça de Queirós.

Coisas do arco-da- velha!

DESTINOS: Mina de Diamantes de Mirna (Sibéria)

Com cerca de 1,5 km de diâmetro e 525m de produndidade, esta é a maior Mina de Diamantes do Mundo, e localiza-se na cidade de Mirna (Sibéria Central).

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Nota: Difundido via e-mail

Através do Flash Earth poderão encontrar a maior mina de diamantes do Mundo.

Coordenadas:
Latitude: 62° 31' 42" N
Longitude: 113° 59' 34" E

quarta-feira, novembro 29, 2006

Novos links

Olá a todos.

Informo que foram inseridos novos links no GEORDEN.
Estão assinalados com a etiqueta "(novo)".

Saudações Geográficas

Roger

Caminhadas com história

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terça-feira, novembro 28, 2006

Espaços Perdidos e Achados

Só para nos lembrar que andamos a dormir...
(Ei! Ressona mais baixo, senão não consigo dormir!)

segunda-feira, novembro 27, 2006

À hora x, no Café Portugal

Mário Cesariny"À hora x, no café Portugal
À mesa Z, é sempre a mesma cena:
Uma toupeira ergue a mãozinha e acena...
Dois pica- paus querelam, muito entusiasmados:
Qua a dita dura dura que não dura
A dita dita dura - dura desdita!
Um pássaro canta isto assim é pena
E um senhor avestruz engole ovos estrelados."

Rua 1ºde Dezembro
Mário Cesariny (1923-2006)

Mário, poeta e pintor e surrealista e tudo!
Mário poeta de todas as geografias Lisboetas e do corpo.
Tudo faz " puum"! até o universo!

domingo, novembro 26, 2006

ARQUITECTURA: Justizzentrum Leoben (Áustria)

O "Justizzentrum Leoben" do Arq. Josef Hohensinn, situa-se na Áustria. À primeira vista parece-nos um hotel, um moderno conjunto habitacional, ou até um edifício de escritórios vanguardista. No entanto, é um estabelecimento prisional.
Com jardins à entrada, ginásio, pavilhão desportivo, quartos muito bem equipados, etc. esta prisão é mesmo um verdadeiro paraíso para quem está privado da sua liberdade durante uns tempos. Espero que este novo edifício não seja motivo para alguém cometer um crime.

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Fotos difundidas via e-mail (Autor desconhecido)

sábado, novembro 25, 2006

ESPAÇOS PERDIDOS E ACHADOS: Abandono e Funcionalidade

Clique para aumentar Rua do Carvalhal, na intersecção da Rua do Carmo e Rua Pereira de Castro

Vejam lá se esta não é uma imagem que vale mil palavras. No entanto, gastaremos apenas 326. Reparem como, nas nossas cidades, coexistem os espaços abandonados com as funcionalidades que lhes são requeridas.
Analisemo-la apenas em três aspectos:

a) Circulação
Esta é uma rua estreita de Braga. E é sintomática a presença de automóveis estacionados. Braga tem automóveis a mais. É um facto, não baseado em estatísticas, mas sim na percepção como cidadão comum. E qualquer condutor ratificará esta opinião. Claro que os problemas de circulação não podem ser desligados de factores como a rede de transportes públicos (que no centro da cidade é quase anedótica, por lenta e com utentes muito específicos) ou o “sentido de propriedade” dos habitantes.

b) Comunicação
Este é o pormenor que me incentivou a tirar a fotografia. Repare-se na quantidade de papel de parede acumulado. Também o uso que dão a estas paredes parece evidenciar uma falta de espaço. Um contexto civilizacional propagandístico está como “pano de fundo” a esta paisagem tão comum nas nossas cidades. É uma selvajaria! E é também sinal de degradação e abandono. Basta pensar que nas zonas ricas das cidades, tudo se pauta pela descrição e beleza!

c) Habitação
S. Vicente, freguesia a que pertencem as ruas mencionadas acima, viu crescer o número de edifícios em cerca de 6,6% entre 1991 (com 1254) e 2001 (com 1337). Mas aumentos destes verificam-se nas zonas “ainda não ocupadas” ou “reabilitadas”. Enquanto os centros, os velhos centros, são desprezados. Os utilizadores, que vivem estes espaços da cidade, não têm muita hipótese senão “passar”, porque aqui não há nada para fazer ou que atribua função dinâmica à cidade. Neste sentido, verificamos que os subúrbios nascem cada vez mais nos centros das cidades. Ou por aí começam. Por isso, não admira que se criem protecções como as que da imagem. As plantas, aqui sinal da batalha entre homem citadino e homem rural, representam a vitória da outra selvajaria: a primitiva.

sexta-feira, novembro 24, 2006

FERRAMENTA ÚTIL: Observatório de tarifários

"O Observatório de Tarifários é um simulador que permite consultar e comparar, gratuitamente e de forma interactiva, os tarifários do serviço telefónico móvel (STM) que se encontram em vigor para os consumidores individuais, a nível nacional, para as chamadas de voz, mensagens escritas (SMS) e mensagens multimédia (MMS)."

Através do seu computador simule chamadas e mensagens virtuais e descubra qual a rede móvel e o tarifário que melhor se adequam ao seu caso (para consumidores individuais). Com toda a transparência.

quinta-feira, novembro 23, 2006

"As cidades querem-se mais humanas"

Para quem não leu a última edição do Mundo Universitário (20 Nov. 2006), aqui vai uma sugestão de leitura. Uma entrevista do Arq. João Miguel Duarte Ferreira, vencedor do "Prémio Valmor de Arquitectura".

Clique para ler

para mais informações www.mundouniversitario.pt

quarta-feira, novembro 22, 2006

Coisas da noite e do dia

Leituras por casa: O Idiota de Fiódor Dostoiévski e Tentar Perceber, conjunto de textos (críticos) sobre o século XIX português, da pena de Vasco Pulido Valente.

Sons: The Night, by Morphine.

Frases Perdidas(?):“As felicidades haviam de vir: e para as apressar eu fazia tudo o que devia como português e como constitucional:- pedia-as todas as noites a Nossa Senhora das Dores e comprava décimos de lotaria”

Teodoro in Mandarim
Eça de Queirós

"Condomínios..."

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"Condomínios..." (Francisco Amaral in Arquitectura & Construção, nov. 2006, p. 10 e 12) .

terça-feira, novembro 21, 2006

A cidade: lugar comum de equívocos

A estratégia da cidade assenta no seu contrário – logo se vê! A espera normalmente é elucidativa: caos urbano, ausência de hierarquias e delimitações, divergência de espaços e, crescimento, secundado por contínuos de áreas residuais, ora em expansão, ora esperando melhores dias da construção civil.

Em Braga (e em outras cidades), a área envolvente, por exemplo, do hiper Feira Nova (podia ser outro qualquer), corresponde, ao vivo e a cores, à personificação da anarquia urbanística, “moderna” e actual. Ruas, ruelas, estradas sem sentido, vias rápidas, ausência de qualquer hierarquia; inexistência de passeios; estacionamento em qualquer (literalmente) local. Espaços (?) exíguos, residuais, ocupados ou para ocupar, guetos de raiz. E, sobretudo, ausências!

O pensamento dos cidadãos sobre estes assuntos é inócuo: Comissão de moradores?
Observadores privilegiados e participação pública, onde? Tudo se passa com “normalidade”, como aliás se impõe.
A cidade cresce, não desenvolve. Esconde, não cria!

O Projecto Humano em "Os Filhos do Homem"

Clique para entrar

Ontem fui ao cinema ver "Os Filhos do Homem" (Children of Men) do realizador mexicano Alfonso Cuarón, numa sala com capacidade de 300 espectadores apenas estavam 7 "gatos pingados". É o reflexo das grandes superfícies com 10 salas de cinema, com 10 filmes diferentes, com 10 sessões em horários diferentes e com pipocas em 10 sabores diferentes.
Uns podem achar o filme um desperdício de tempo/dinheiro, para mim o filme vale bem a pena. Deixo-vos o Trailer e alguns links para aliciar-vos a vê-lo. Aviso desde logo, para os que sejam mais sensíveis, que há cenas chocantes. O que se passa neste filme, em Inglaterra no ano 2027, é que o se passa actualmente no Iraque (pelo que vejo nos telejornais diários).

CLique para entrar no Projecto Humano
TRAILER: "2027, os últimos dias da raça humana. O planeta caiu na anarquia total, provocada por um problema de infertilidade na população. A Humanidade enfrenta a possibilidade da sua própria extinção. Em Londres, cidade dividida pela violência de grupos nacionalistas, Theo (Clive Owen), um desiludido burocrata, torna-se no improvável defensor da sobrevivência do planeta, quando se vê obrigado a enfrentar os seus demónios e a proteger Kee, uma mulher grávida."

Difundido via e-mail: "Ciências de Informação Geográfica nas Escolas"

Clique para entrar"Caros colegas,

O projecto de divulgação científica "Ciências de Informação Geográfica nas Escolas" está já em funcionamento para o ano lectivo de 2006/2007. As escolas interessadas em receber o referido projecto poderão obter mais informações sobre o projecto e fazer a sua inscrição através do endereço "Ciências de Informação Geográfica nas Escolas"

Com os melhores cumprimentos,

Cidália Costa Fonte
(Coordenadora do Projecto)


Grupo de Engenharia Geográfica
Departamento de Matemática
Faculdade de Ciências e Tecnologia
Universidade de Coimbra
Apartado 3008
3001 - 454 COIMBRA

segunda-feira, novembro 20, 2006

Livros e achados

Como sugestão inicial, o lançamento de uma obra do historiador e professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade Nova de Lisboa, João Medina, intitulado “Portuguesismo(s) – Acerca da Identidade Nacional”. O próprio, em entrevista ao Público, refere que o português, ou melhor PORTUGAL, já não viaja “antes andávamos a naufragar longe, ao largo de Moçambique ou na Indochina. Agora naufragámos aqui, no mar da palha, em frente à cidade de onde antes partimos…” Para ler e reflectir.

O achado é uma pérola, uma curiosidade, um mundo legado, que não estando muito longe (temporalmente), já não é o nosso. Trata-se de “ O Mundo em Números” de Artur Parreira, lançado em 1971, com a chancela Editorial Verbo (colecção RTP).As capas da colecção são lindas!
No capítulo dedicado à Europa, encontramos Portugal… no seu cantinho.
Alguns dados curiosos: Produto Nacional Bruto per capita- 500 dólares;Tractores- 21000;adubos por Hectare-37kg;População activa- 3 086 000; 33,4% na Agricultura e 33,95 na indústria, por exemplo.
Encontramos dados e estatísticas de todo o mundo, num misto de curiosidades e factos; um pouco de Geografia e História, num livro de bolso, acessível a todos. Num alfarrabista perto de si!
O número “ ao lado da palavra, foi um instrumento precioso de desenvolvimento das civilizações, balizando os domínios da actividade humana…”

Seminário: Rota das Ribeiras do Algarve

Sexta, 24 de Novembro de 2006 às 10:00
Local: Universidade do Algarve, Campus de Gambelas - Anfiteatro Azul

No âmbito do Projecto Rota das Ribeiras do Algarve.
Organização: CCDR - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.
Contactos: 289895200 ou info@ccdr-alg.pt ou www.ccdr-alg.pt

Entrada livre.
Ver programa aqui.

domingo, novembro 19, 2006

"O templo do apocalipse" in Notícias Magazine, 19 nov. 06

Deixo aqui mais uma sugestão de leitura: "O templo do apocalipse". Para uns, esta "Mansão do Caos", é um atentado urbanístico, para outros, é uma forma de arte. Para o proprietário é também o local do seu trabalho.
Para mim, é uma ideia interessante. E pergunto: porque não criar um parque lúdico, de lazer, de recreio que nos "mostre" (sempre uma representação) o verdadeiro caos, a guerra, a morte, a fome, o desespero da vida humana? O mundo é feito disto, porquê que criamos apenas parques de diversão onde só nos mostra a fantasia?
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Clique para ler artigo

"O templo do apocalipse" in Notícias Magazine, 19 nov. 06, pp. 60-64.
Ler o artigo aqui

"Orlas Costeiras: A cobiça chega aos Açores?"

Na sequência do anterior artigo, de Eduardo F., gostaria de mostrar-vos o artigo de José Monteiro que saiu no número deste mês da revista Arquitectura e Vida.

Clique para ler artigo"Orlas Costeiras: A cobiça chega aos Açores?" (José Monteiro in Arquitectura e Vida, Nov.2006, p. 14.

sábado, novembro 18, 2006

Uma verdadeira obra de arte!

Temos espécimes por toda a parte!
Este é um anúncio a um empreendimento turístico. Eis um excerto do texto que acompanha a sugestiva imagem:

Venha descobrir porque tantos portugueses estão investindo no litoral do sul da Bahia.

Este exclusivo destino oferece condomínios de alto luxo com casas prontas de 2 a 4 suites, ou terrenos de 1400 a 4900 m2, para construir o projecto dos seus sonhos, integrados ao mais espectacular campo de golfe da América do Sul e cercados pelo mar azul turquesa e a Mata Atlântica preservada.”


Ora, sobre isto, apraz-me dizer algo. Comecemos pela imagem. Veja o leitor quão frágil é o substrato rochoso, se é que lhe podemos chamar assim. Para além de ser de pouca coerência, e também por essa mesma razão, encontra-se em avançado processo de erosão. Estando desprovido de qualquer vegetação que o proteja minimamente, está, aliás, exposto aos agentes erosivos (vento e água, sobretudo), que muita acção exercem nas zonas costeiras. Os ravinamentos do terreno são a prova cabal dessa erosão em curso.
Ora, sabemos que a erosão é um processo natural. Mas a acção antrópica potencia ou acelera esse processo.

Como vem sendo costume vermos, estes malandros, promotores imobiliários, que não olham a quem nem sem, vêm “plantar” campos de golfe nas zonas de fragilidade elevada, e que devem estar reservadas aos processos naturais. Pensais que se rega a relva com água salgada, tão abundante, no “mar turquesa” já ali à frente? Quanto consumo de água doce para uma actividade de ricos… Para um tipo de vegetação que cumpre um papel manifestamente residual em termos biofísicos… Não protege o solo, não permite biodiversidade (isto já a contar que não a cortassem para os senhores de pança alegre fumarem um charuto de taco na mão), e, dada a sua reduzida capacidade de retenção de água, não evita o escoamento dos excessos, factor potencial de erosão hídrica.

Mas calma, que há espaço, para habitar e construir, entre o “mar azul turquesa e a Mata Atlântica preservada”! Quanta indecência! Fazem atropelos deste calibre, aproveitando o fraco poder dos cidadãos e da sua cultura democrática. A vitória particular de uns é a derrota prolongada de todos.

Fartos da porcaria em que transformámos os nossos litorais, “Ei! Olha ali! Que belo sítio para construir!”, vamos todos para lá. Se a zona está “cercada pela Mata Atlântica preservada”, o que quer isso dizer? Que está iniciada a selvajaria humana! E a resposta ao “porque tantos portugueses estão investindo no litoral do sul da Bahia” não está lá. Está na nossa falta de zelo e de exigência, na nossa ignorância e no nosso umbiguismo! Se alimentamos o crime, que faz isso de nós senão criminosos? Ah! Que prazer imenso nos dá destruir…

Vejam como se promovem coisas destas assim, sem pejo algum, e nós dizemos “Ai, que lindo!” Que revela da nossa parte uma expressão como esta?

sexta-feira, novembro 17, 2006

Conversa com Miguel Bandeira

Esta quarta-feira, dia 15 de Novembro, a Velha-a-Branca teve como convidado para as suas habituais conversas no tanque o professor Miguel Bandeira.
Estas conversas trazem como pretexto um livro ou um disco. O professor escolheu um livro clássico, a Ilíada, de Homero. Após uma longa passagem do livro, apenas para descrever o escudo de Heitor, a conversa passou a ser outra. E o interesse do pouco público (dia de futebol, quarta-feira, tempo de chuva...) também se notou ser outro.
Aí, o professor, interpelado pela questão "Seguindo o ritmo das taxas de natalidade, qual vai ser a evolução da cidade de Braga?" começou a discorrer, sempre à sua maneira, com imensos -e por vezes extensos- apartes, sobre o ordenamento, e as preocupações da qualidade de vida. E mencionou uma frase célebre, de um autor cujo nome já não se lembrava, que dizia: "Se a tua voz não se ouvir às portas da cidade, é porque já está demasiado grande para quem a vive".
As preocupações com o equilíbrio, a justa medida e com as finalidades da polis -preocupações muito discutidas pela cultura grega-, levaram-no a enveredar pela defesa da ideia de que os centros de média dimensão se constituem como as âncoras para um certo desenvolvimento nas zonas normalmente apelidadas de "deprimidas".
E essa desmesura é patente por exemplo na circulação de tráfego. Um grande eixo, no qual ocorre a maior concentração de centros comerciais no país (rodovia de Lamaçães, a prolongar-se para S. Vítor), cruza-se com a Av. João Paulo II, numa mistura explosiva que dá muitas dores de cabeça aos condutores.
E mais, Braga é uma cidade cujos eixos viários não têm hierarquia, por eles circulando as pessoas que vão à mercearia da esquina, as que vão prò trabalho e as que vêm de longe e para longe vão. Mais um problema que por exemplo a cidade do Porto soube resolver razoavelmente e a tempo.
Mas o (des)ordenamento a que temos assistido até agora não augura nada de satisfatório...

Geografias da pobreza - 1

A pobreza e a exclusão apresentam uma expressão territorial. Pretende-se, deste modo, activar a discussão com alguns apontamentos para um estudo sistemático.

Estudos recentes, mas fragmentados, expõe uma realidade sinistra. Ontem como hoje, existem espaços em constante perda de população, investimento e riqueza.
No Douro, lia-se no Jornal de Notícias de ontem que as "aldeias vinhateiras perdem gente"(novidade?);estamos perante perdas que oscilam entre os 10 e os 33%(!).
Com atraso relativamente à Galicia, por exemplo, apresenta-se um plano estratégico que passa pelo marketing territorial, nomeadamente com os projectos "aldeias vivas" e "aldeias vinhateiras". Tudo isto surge com décadas de atraso, quando a realidade é já o despovoamento, solidão e uma população idosa, com uma economia(ainda!) rural e industria praticamente inexistente.
O marketing e o turismo rural ou cultural, não é solução para tudo. Teme-se
que os benefícios, atrasados, sejam apenas para alguns!

Ciclo de Palestras em Ordenamento do Teritório e Desenvolvimento Sustentável

No âmbito do Ciclo de Seminários e Palestras de Arquitectura Paisagista 2006, vão decorrer no próximo dia 20 de Novembro, a partir das 16h00, duas palestras de denominação geral:
- Articulação do Planeamento Municipal Territorial
- Desenvolvimento Sócio-Económico - Os Planos Estratégicos de Barcelos e de Faro.
Oradores: Prof.ª Isabel J. Ramos do Departamento de Planeamento Biofísico e Paisagístico, Universidade de Évora e Arq. António Porfírio Maia, ex-Vereador da Câmara Municipal de Faro, Coordenação do Plano Estratégico de Faro (1996).

Para mais informações contactar Prof. André Botequilha Leitão (aleitao@ualg.pt).
Organização: Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais da Universidade do Algarve.


Local: Universidade do Algarve, Campus de Gambelas - Anfiteatro 1.8.1 da Faculdade de Engenharia de Recuros Naturais

quinta-feira, novembro 16, 2006

Espaços Perdidos e Achados

"Especialistas preveêm que as ameaças climáticas podem custar até 1 bilião de dólares ( cerca de 780 mil milhões de euros) por ano a partir de 2040, refere um estudo hoje apresentado na 12ª Conferência sobre alterações climáticas, em Nairobi"

O próprio antigo secretário geral da ONU- Kofi Annan,referiu-se a um " ponto de não retorno". Por onde este senhor tem andado?
Embora longínqua, como a coisa começa a ser quantificada, isto é, vai sair do bolso de alguém, talvez possa existir esperança para as gerações seguintes.
De qualquer forma, quem tiver dinheiro sempre pode ir para marte (já existe turismo espacial!).
Entretanto, soubemos pelo jornal Público de 10 de Novembro, que a esperança média de vida em África...regrediu nos últimos 30 anos. Pelo menos alguns não vão chegar a 2040 para ver, nem que queiram! Ironia?...

Lançamento da Revista "Aurora Geography Journal"

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"O periódico Aurora é um fórum internacional de investigação e análise crítica nos domínios da geografia social, económica, política, cultural, ambiental e física, no planeamento e suas ramificações com disciplinas afins. Os autores devem ter uma postura crítica não devendo ser demasiadamente descritivos ao sintetizar a investigação numa determinada área. Devem avaliar o significado geral da investigação até à data, considerando aplicações práticas quando relevantes. Todos os artigos serão submetidos a double-blind review."

10 Anos do Curso de Geografia e Planeamento da Universidade do Minho

Hoje, dia 16 iniciam-se as comemorações dos 10 anos do Curso de Geografia e Planeamento, com a apresentação da Revista "Aurora - Geography Journal", a Conferência do Prof. Doutor Mário Vale e a inauguração da exposição dos "100 Anos da Geografia".

Programa

14:30h
Abertura das Comemorações dos 10 Anos da Licenciatura em Geografia e Planeamento
Reitor da Universidade do Minho - Prof. Doutor Guimarães Rodrigues
Presidente do ICS- Prof. Doutor Moisés de Lemos Martins
Director do Curso em 1996/97 - Prof. Doutor Manuel da Silva e Costa
Directora do Departamento - Profª Paula Remoaldo
Director do Curso - Prof. Doutor Paulo Nossa
Director do NIGP - Prof. Doutor João Sarmento

15:00h
Conferência intitulada "Conhecimento e Criatividade na Competitividade Urbana" proferida pelo Prof. Doutor Mário Vale, Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

15:45h
Lançamento da Revista AURORA - Geography Journal - Apresentação pelo Prof. Doutor Mário Vale, Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

16:30h
Biblioteca Interactiva de Azurém (B.In.)
Abertura da Exposição "100 Anos de Ensino de Geografia em Portugal" pelo Prof. Doutor João Carlos Garcia, Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto



contactos
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Departamento de Geografia
Campus Universitário de Azurém
4810-058 Guimarães
Telf. 253 510560
Fax: 253 510569
sec@geografia.uminho.pt
geoplanum@hotmail.com

quarta-feira, novembro 15, 2006

Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos


Já está disponível o novo portal do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos com conteúdos permanentemente actualizados sobre ocorrências relacionadas com a actividade sismovulcânica e outros perigos naturais registados no arquipélago dos Açores.

Este portal surge no âmbito do projecto de assessoria técnica e cientifica ao Governo Regional dos Açores, através do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores.


terça-feira, novembro 14, 2006

GIS DAY: Dia Internacional dos Sistemas de Informação Geográfica na U.Algarve

Clica para aumentarVer programa aqui
Ver nota de imprensa aqui

Local: Universidade do Algarve, Campus de Gambelas - Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais

quinta-feira, novembro 09, 2006

Comunicado

Recentemente procedemos à alteração do nosso endereço electrónico.
Novo E-mail: georden@gmail.com

quarta-feira, novembro 01, 2006

FOTO DO MÊS: "Ninho de Gaivotas ou uma Favela de Ricos?"

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Clique para aumentarFotos de Rogério Madeira, Carvoeiro (Lagoa), 01.11.06.
Ligação no GEOramio


Ó mãos alheias que não tendes consciência!
Que construís refúgios em falésias,
E albergais espécies migratórias indignas e egoístas!

Ó arribas imponentes e frágeis!
Que deixais outros ninhos pousar,
E revelais umas costas desgastadas e sofridas!

Ó águas salgadas que chorais!
Que rebentais de tristeza contra a costa,
E mostrais a vossa revolta e fúria!

Ó Lusitânia que não quereis ver!
Que deixais meus sentidos indignados,
E não lutais por este nosso litoral!

Gaivota, 23/out.06

Na verdade, logo que o meu olhar teve o privilégio de contemplar “tão linda paisagem”, veio-me logo à cabeça a pergunta: o que é isto? Um Ninho de Gaivotas? Ou uma Favela de Ricos?
Assim, pensei: nas falésias encontram-se muitos ninhos e esconderijos de gaivotas mas nenhum é como este. Ao contrário do normal, de paus ou de lamas, este é feito de betão. Não pode ser um ninho de gaivotas!
Ao mesmo tempo, pensei: será uma Favela de Ricos? O ricos encontrando-se marginalizados nas nossas cidades procuraram refúgio junto do mar atlântico e foram construindo as suas casas, uma a uma, desordenadamente criando o efeito de “Favela”. Será verdade? Não! Claro que não!
A verdade chama-se Hotel Colina Sol. Está destinado a acolher todo o “tipo de espécie migratória de papo cheio”.

* O Hotel Colina Sol encontra-se na praia de Centeanes, perto do Cabo Carvoeiro (Algarve).