domingo, junho 29, 2008

"CYBER-BUTEKIM" 2

Clica para aumentar Por Toni Stalker, 2005.

sábado, junho 28, 2008

"Quadrilátero urbano do Minho"

imagem via baixocalao.com/shimabukuro/caos

Engloba quatro municípios, designadamente, Barcelos, Braga, Guimarães e Famalicão. Segundo o Público (sem link), de 25 de Junho, esta foi a forma encontrada para possibilitar a candidatura ao Programa Operacional Regional. Este assenta essencialmente em três eixos principais a desenvolver, a saber: em primeiro lugar, estabelecer parcerias para a regeneração urbana; em segundo, a formação de uma rede urbana para a competitividade e inovação; e por último, a implementação no terreno de acções inovadoras para o desenvolvimento urbano. Já aqui defendemos a cooperação (inevitável) regional e o estabelecimento de parcerias com objectivos concretos planeados para o terreno. Esperemos não estar na presença de mais um fogo-fátuo, uma nebulosa dirigida ao eleitorado. Estamos copiosamente cheios de palavras e planos e estudos. De sentenças como, “parcerias”, “implementação de redes”, e de “acções inovadoras” está o mundo cheio. Veremos.
E já agora, onde está o debate público e a...informação?

terça-feira, junho 24, 2008

Carro movido a água no Japão

"A solução existe para os transportes urbanos, porque é que as companhias de automóveis não aderem à tecnologia? Porque as petrolíferas também são accionistas das companhias de automóveis e andam a enriquecer ilicitamente à custa do empobrecimento dos outros. Porque é que os governos não incentivam estas soluções mais ecológicas? Quanto mais bloqueios e manifestações serão necessárias? Os governos europeus são coniventes com o petróleo. Não querem ver as soluções."

Difundido por e-mail.

Vejam o vídeo aqui.

domingo, junho 22, 2008

"CYBER-BUTEKIM" 1

Clica para aumentarPor Toni Stalker, 2005.

terça-feira, junho 17, 2008

Passos Contados

Clica para contares os passosPróximo passeio de interpretação da paisagem "Passos Contados" será no dia 21 de Junho, com o percurso:

Quintas, pomares e hortas do Barrocal
Farms and orchards of the Barrocal
Com as arquitectas Marta Santos e Marta Almeida
21 de Junho /June 21st
Ponto Encontro: 9H30 em Santa Rita


"Ao Barrocal Algarvio correspondeu um povoamento diferenciado nas formas de habitar em relação à serra e ao litoral. Caracterizado pela dispersão dos núcleos familiares, a organização dos conjuntos edificados e a estrutura da propriedade foi favorecida pela exploração agrícola. Largas, planas e regulares, em encostas perto de ribeiras, as propriedades com paisagem arborizada e solos férteis beneficiaram o sequeiro e o regadio associado aos engenhos hidráulicos – noras, aquedutos, tanques, levadas – que garantiram a manutenção de hortas e pomares. A organização dos conjuntos edificados, os modelos arquitectónicos e sistemas construtivos testemunham vivências e costumes, que descobriremos num percurso pelas quintas, pomares e hortas do Barrocal.

Passos Contados... porque os caminhos, os lugares contam estórias. O Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela / CMVRSA propõe este ano novas experiências de interpretação e descodificação das paisagens culturais do sotavento algarvio. Nesta segunda edição vamos à descoberta de plantas medicinais e aromáticas, da fauna e flora da Ria Formosa; atravessaremos quintas, hortas e pomares no barrocal; conheceremos saberes-fazeres da serra, testemunhos megalíticos em Cacela, e memórias da pesca e indústria conserveira em Vila Real de Santo António."

Clica aqui para visualizar o programa do "Passos Contados".

Informações
Deverá trazer merenda, cantil com água, calçado confortável, roupa leve e apropriada, chapéu e protector solar. Sugerimos que traga também um pequeno bloco de notas, lápis e binóculos. A organização reserva-se o direito de anular a realização do percurso caso se verifiquem condições climatéricas adversas.

Inscrições
Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela
Antiga Escola Primária de Santa Rita
Tel. / Fax: 281 952600
ciipcacela@gmail.com
www.ciip-cacela.blogspot.com
As participações são gratuitas e limitadas.

Inscreva-se com antecedência, deixando o seu nome e contacto.

Organização
Câmara Municipal de Vila Real de Santo António
Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela Velha

segunda-feira, junho 16, 2008

"As Cidades Invisíveis", de Italo Calvino

Clica para aumentarAs Cidades Invisíveis
Italo Calvino [*]



Título original:
Le città invisibili

Edição: 1990
Editora: Editorial Teorema
Tradução: José Colaço Barreiros
P.V.P.: Aprox. 10€ (numa feira do livro)
Páginas: 166


Li este livro durante a viagem de comboio entre Faro e Guimarães. Para dizer a verdade não estava muito motivado a lê-lo, mas conforme fui avançando páginas apercebi-me que já estava a fazer duas viagens ao mesmo tempo: a do comboio e a do livro, proporcionada pela escrita de Italo Calvino.
A narrativa do autor prende-nos a um conjunto de descrições de cidades imaginárias (que ele apelida de invisíveis), mas na realidade são bem visíveis no nosso subconsciente.


Para aguçar ainda mais o vosso apetite de leitores, deixo-vos a ligação do texto de Patrícia Canha, “O Senhor Calvino e as Cidades Invisíveis”, e transcrevo um dos 55 capítulos:


As cidades e a memória. 5.

"Em Maurília, o viajante é convidado a visitar a cidade e ao mesmo tempo a observar certos velhos postais ilustrados que a representam como era dantes: a mesma idêntica praça com uma galinha no lugar da estação dos autocarros, o coreto da música no lugar do viaduto, duas meninas de sombrinha branca no lugar da fábrica de explosivos. Para não desiludir os habitantes o viajante tem de gabar a cidade nos postais e preferi-la à presente, com o cuidado porém de conter o seu desgosto pelas mudanças dentro de regras bem precisas: reconhecendo que a magnificiência e prosperidade de Maurília transformada em metrópole, se comparadas com a velha Maurília provinciana, não compensam uma certa graça perdida, a qual contudo só poderá ser gozada agora nos velhos postais, enquanto outrora, com a Maurília provinciana debaixo de olhos, de gracioso não se via mesmo nada, e igualmente não se veria hoje se Maurília houvesse permanecido tal e qual, e que no entanto a metrópole tem mais esta atracção, que através do que se tornou se pode repensar com nostalgia no que era.
E nem pensem em dizer-lhes que por vezes se sucedem cidades diferentes sobre o mesmo chão e sob o mesmo nome, nascem e morrem sem se terem conhecido, incomunicáveis entre si. Às vezes até os nomes dos habitantes permanecem iguais, e o sotaque das vozes, e até mesmo os delineamentos dos rostos; mas os deuses que habitam debaixo dos nomes e sobre os locais partiram sem dizer nada a ninguém e no seu lugar aninharam-se deuses estranhos. É inútil interrogarmo-nos se estes são melhores ou piores que os antigos, dado que não existe entre eles nenhuma relação, tal como os velhos postais não representam Maurília como era, mas sim outra cidade que por acaso se chamava Maurília como esta."

CALVINO, Italo (1990), "As Cidades Invisíveis", Colecção Estórias, Editorial Teorema, pp. 33-34.


Boas leituras geográficas.

[*] Ítalo Calvino nasceu em Santiago de las Vegas (Cuba), a 15 de Outubro de 1923. Faleceu em Siena, a 19 de Setembro de 1985. Concluiu a licenciatura em Letras. É um dos maiores escritores italianos contemporâneos.

Nota: Envie a sua sugestão de leitura para georden@gmail.com que posteriormente publicaremos neste mesmo espaço.

domingo, junho 15, 2008

"Câmara oculta do posto de vigia da torre de controlo"

Clica para contemplarPor Phermad, 2007.
[Cartoon publicado originalmente no jornal Barlavento
]

Este é último cartoon da série "Quadros Nucleares", criados por Phermad em 2007. Na próxima semana haverá mais novidades artísticas. Estejam atentos.

Se és autor de BD/Cartoon e se estás interessado em publicar a tua obra no Georden, entra em contacto connosco georden@gmail.com.

sábado, junho 14, 2008

Solo permanentemente gelado...

Alterações climáticas e o solo gelado da Antárctida.
Portugal no centro de um programa científico internacional.
Programa Gulbenkian Ambiente
17 Junho 2008
Auditório 3, 18.00h
Sessão aberta ao público


Clica para aumentar "Perfurações no permafrost"
Localização da perfuração GULBENKIAN/PERMADRILL 2 no Monte Reina Sofia
Ilha Livingston, Antárctida.
De Vanessa Batista, no Arquivo fotográfico do Portal Polar.


"No âmbito do Ano Polar Internacional 2007-2008, o Programa Gulbenkian Ambiente apoiou um projecto de investigação liderado pelo Professor Gonçalo Vieira da Universidade de Lisboa. Este projecto envolveu várias componentes, sendo uma delas o projecto PERMADRILL-2007 (Permafrost Drilling in the Maritime Antarctic) visando a monitorização do permafrost (solo permanentemente gelado) e da camada activa (parte superficial não gelada) nas ilhas Livingston e Deception, Ilhas Shetland do Sul, próximo da Península Antárctica. Esta componente consistiu na instalação e manutenção de duas perfurações de 20 a 25 metros de profundidade para monitorização das temperaturas do permafrost. Estas perfurações serão registadas com a designação de Gulbenkian 1 e Gulbenkian 2 no quadro da Global Terrestrial Network for Permafrost.

Em toda a Antárctida só existem, actualmente, 4 estruturas de tipo e profundidade semelhantes. O estudo do permafrost é um dos meios mais seguros para detectar a evolução do processo de alterações climáticas, que é particularmente relevante numa zona do globo como a Antárctida, onde a temperatura média aumentou 2,5ºC no último meio século."

Programa
18.00 - Sessão de Abertura com o Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian - Emílio Rui Vilar (a confirmar)
18.10 - Documentário: "+ a Sul. Em busca do solo gelado da Antárctida" de Gonçalo Vieira e Cristina Teixeira.
18.30 - Vanessa Batista - A campanha de perfurações em permafrost na ilha Livingston no âmbito do projecto PERMADRILL-PERMAMODEL
18.50 - Gonçalo Vieira - A importância global do estudo do permafrost e o contributo da investigação portuguesa na Antárctida
19.10 – Debate
19.30 – Sessão de Encerramento


+ info
portalpolar.com

--
EQUIPA LATITUDE60!
Educação para o Planeta no Ano Polar Internacional
Centro de Estudos Geográficos - Universidade de Lisboa
Faculdade de Letras, Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa, Portugal
+351 217940218
email: projecto.latitude60@gmail.com

sexta-feira, junho 13, 2008

Bom dia!

Fernando Pessoa

Dia de Santo António, de aniversário de Fernando Pessoa e sexta-feira 13. Perfeito. Pessoa, o poeta de Lisboa, com a sua geografia: Baixa, Martinho da Arcádia, Rossio, Brasileira. Deambulações intermináveis. Fazia hoje 120 anos.

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores ...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.

Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.


Lisboa – Álvaro de Campos

quinta-feira, junho 12, 2008

Mecanismos de Desenvolvimento Sustentável

Clica para entrarConferência sobre Mecanismos de Desenvolvimento Sustentável
19 Junho 2008, Vila Real, 9H15

«Nesta conferência, responsáveis nacionais e internacionais de empresas, organizações não governamentais, responsáveis políticos e institucionais, abordarão, directa e indirectamente, temas associados aos mecanismos potenciadores de desenvolvimento: “Mecanismos de Desenvolvimento Sustentável” Ler mais.

Contactos
Av. Carvalho Araújo, 71
5000-657 Vila Real
Telefone: 259 309 210
Fax: 259 309 219
E-mail:
conservatorio@cm-vilareal.pt


CIGA/Carbonnus
Rua do Rossio, Nº 28, 1º C
5000-668 Vila Real
E-mail:
evento@carbonnus.com

Telefone: 259 327 764

+ info

quarta-feira, junho 11, 2008

Vamos dar baile aos Checos, mas sem cerveja!

Clica para aumentarAcabei de falar com a minha mana por telefone, diz ela que na nossa zona todos os postos de combustíveis já não têm gasosa para vender, os supermercados já não têm alimentos para vender... Se continuar a falhar o abastecimento alimentar, o exército terá que intervir nas zonas mais afectadas com rações de combate...
A situação é preocupante, mas mais de metade dos portugueses ainda não têm noção da realidade...

A que horas joga Portugal?

O abastecimento de cerveja não pode faltar...

Vamos lá Portugal! Força Ronaldo!

"Como uma força que ninguém pode parar..."

domingo, junho 08, 2008

"Europa?... Não!!!"

Clica para contemplarPor Phermad, 2007.
[Cartoon publicado originalmente no jornal Barlavento
]

sexta-feira, junho 06, 2008

Braga Romana

Se estiver por perto, ou nem por isso, vale a pena dar uma saltada à Braga Romana (até ao próximo domingo). Há de tudo um pouco e vale quase tudo. Para além disso é de borla (o passeio, claro!). Entretanto, em qualquer dia, pode visitar os sítios arqueológicos, resquícios de um grande império, nem sempre (bem) conhecido.



Imagem (planta) retirada do panfleto promocional

segunda-feira, junho 02, 2008

O que acontece numa longa viagem...

...quando tentamos pensar em tudo, mas acabamos por não pensar em nada. Apenas, pensamentos vagos...

“Senhores e senhoras, estamos a chegar à estação da Funcheira. Mudam de comboio os passageiros com destino a Beja e a Évora. Os passageiros com destino a Beja e a Évora mudam de comboio!”

É sempre bom reformular a frase para que todos percebam, mas servirá de alguma coisa para um surdo?
“Ah! Ele que olhe pela janela!”
E se for cego?
“Esperamos que não seja surdo...”
E se for um turista estrangeiro?
“Ele que vá para o país dele!”

Não percebo porquê que o serviço Intercidades pára em algumas aldeias e vilas de Portugal.
“Porque são estações de entroncamento de várias linhas, como Tunes, Funcheira...”
E Messines?
“Bem, essa não é cidade nem zona de entroncamento, mas é como se fosse...”

O maquinista está a dar-lhe gás!
Sinto-me agora num Ferrari público.
Neste momento dávamos bailinho aos índios.


Sempre que ando de comboio lembro-me dos filmes de “Cinema Western”. Espera! Vejo duas crianças em triciclo a acompanhar o comboio, suponho que querem imitar os índios. Não! Suponho mal. Fazem-me manguitos e mostram-me a língua!
Seus selvagens pá!
Serão índios?

Agora é que estamos na velocidade cruzeiro!
Pela instabilidade da carruagem devemos ir a 400 km/hora. Vamos levantar voo.
“Nem o meu carro dá isso, vai este comboio dar.”
Vá... cento e picos...

Pára... Escuta... e Olha... é um portátil a ligar-se...
O comboio terá rede wireless?
Deixei de pensar, comecei a sonhar...

Adormeci...

Minutos mais tarde...

Acabamos por passar perto de uma bomba de gasolina e até deu para ver o preço dos combustíveis:
Gasolina sem chumbo 95 – €1.509
Gasolina sem chumbo 98 – €1.649
Gasóleo – €1.434
Gasóleo + – €1.509
GPL Auto – €0.570
Bilhete da CP – Sempre mais barato do que o transporte individual (automóvel).

“This is a Bairro Alto, Lisbon?"
No! É também um “bairro de Lisboa”, mas chama-se Setúbal.
“What?”
Never mind. You has more three train station for Lisbon.
“Oh! God. Thank you!”

Em Lisboa, diz uma senhora...
“Só vandalismo”. Enquanto aponta para as carruagens estacionadas.
Vandalismo? Chamo-lhe o lado radical dos transportes colectivos.
Depois das tatuagens, só lhes faltam os piercings.
Tatuagens = graffitis.
Piercings = passageiros.

Já no comboio para o Porto...

“Polto? Polto?”
Não, aqui é Aveiro. Deve ter entrado no comboio errado.
“Non Polto Campanha?”
AH! PORTO. Ainda falta um bocado.
“Xi! Xi! Polto.”
P O R T O! Com R. Ora diga P O R T O...
“P O L T O...”
Porra mais os chineses!
“Polla mais os chineses...”

OBRIGADO CP
pela viagem que me proporcionaram. Pago um pouco mais do que o Expresso, mas vale bem a pena por tudo: Sossego, conforto e qualidade do serviço.

domingo, junho 01, 2008

A classe média em "A última ceia"

Clica para contemplarPor Phermad, 2007.
[Cartoon publicado originalmente no jornal Barlavento
]