quinta-feira, dezembro 22, 2011

domingo, dezembro 18, 2011

Por exemplo, Gonçalo Ribeiro Telles: “Talvez os governantes queiram destruir o país”

Essa ideia – que passou também pela construção de muitas auto-estradas ou dos estádios de futebol – é uma ideia nossa ou um problema europeu?

É um problema muito nosso, de não fazer um planeamento coordenado. Temos auto-estradas, mas não temos caminhos locais de relação com a vida local. Vê-se a vida passar na auto-estrada, mas não se sente. Desprezamos as aldeias porque não fazem parte desse modelo. O próprio povoamento do país não faz parte desse modelo e portanto não há que tratar sequer da sua dignidade como pessoas. É preciso que acabem.

Já passou essa euforia, principalmente porque acabou o dinheiro para construir.

Hão-de vir mais euforias. Já viu alguma política económica e social que vá ao encontro da recuperação económica e social do mundo rural? O que me aflige é termos um país de alto a baixo, principalmente no Interior, despovoado e apodrecido.


Se calhar, a não perder toda a entrevista de Gonçalo Ribeiro Telles ao Jornal I, AQUI.

domingo, dezembro 11, 2011

Cimeira onde? Sobre quê? Não, não vi no telejornal, não...

Durban deu um passo em frente para um tratado global mas continuamos num caminho para um aumento de temperatura de 4 ºC em relação à era pré-industrial e portanto acima de um aumento de 2 ºC que constituem o limite acima do qual as alterações climáticas serão catastróficas. O denominado “Pacote de Durban” tem falta de ambição, não apresenta um caminho claro de redução de emissões e concordou com um fundo climático que está vazio. As conversações nas Nações Unidas sobre o clima apenas são fortes se as políticas forem igualmente fortes. Houve uma importante e positiva aliança da União Europeia, países menos desenvolvidos e países pequenas ilhas. Os EUA conseguiram impedir muitos dos países progressistas de tomarem as acções desejadas, e nesse sentido foram apoiados pelo Canadá, Austrália e Nova Zelândia. O Japão e a Rússia não desempenharam o papel que podiam ter assumido.

Via Quercus
Continuar a ler aqui.

terça-feira, novembro 22, 2011

Petição contra os chacais que por cá nos vampirizam e destroem

Ajude-nos a combater a construção de uma Mini-Hidrica no rio Mondego!

A Trans Serrano está envolvida através da Plataforma Mondego Vivo numa luta para evitar a construção de uma Mini-Hidrica no rio Mondego (Foz do Caneiro) pela Mota-Engil. O projecto preve a instalação da infraestrutura em pleno sector das descidas.

Caso se concretize, as descidas do rio Mondego, tal como as conhecemos hoje, irão terminar ou ficar severamente afectadas, assim como serão afectadas as desovas das lampreiras e de outros peixes, irá alterar todo o ecossistema e prejudicar as populações ribeirinhas... tudo em prol de um processo que apenas foi criado para reduzir o défice do Estado em 2010 vendendo uma licença por 3,5 milhões de euros à Mota-Engil... só agora é que estão a fazer os estudos técnicos e a medir o Impacte Ambiental. E tudo apenas para produzir apenas escassos 9 MW. Por 9 MW o último troço do rio Mondego navegável acaba!

Como nossos clientes e amigos, apelamos ao espirito altruista de todos no sentido de assinarem a petição on-line, para que no início do ano consigamos reunir as 4.000 assinaturas necessárias para levar este processo à Assembleia da República e aí obrigar o Estado a parar este crime ambiental e económico.

Ajude-nos a acabar com este processo! Ajude-nos a censurar o Estado pelas "negociatas" que faz com empresas que têm vastas ligações ao mundo da política e que destroem uma mais valia da região e do país.

Assine e divulgue a petição pelos seus amigos...

Pela equipa de gerência da Trans Serrano

Paulo Silva

Link da petição

Faça-se amigo no facebook da Plataforma (www.facebook.com/plataformamondegovivo) e consulte o nosso blogue plataformamondegovivo

Vai tudo lá ter

"Durante a Revolução Industrial, a partir do século XVIII e no século XIX, a contaminação disparou exponencialmente.

Hoje em dia, a concentração de arsénico é mil vezes superior ao nível normal e o chumbo 250 por cento superior."



Sobre a poluição no mar Mediterrâneo, notícia de CiênciaHoje


Este é um modelo de desenvolvimento constrangedor.
Se é um modelo constrangedor, o que é este desenvolvimento?

domingo, novembro 13, 2011

sábado, novembro 12, 2011

Uma bandeira que vale por sete

Descobre as sete bandeiras:
Exercício proposto no blog, há 1 semana.

Resolução:


sexta-feira, novembro 11, 2011

You destroyed this city


Ei-la que avança como mancha de óleo (foi assim que ouvi caracterizar a expansão urbana portuguesa, ao longo dos eixos rodoviários...) e nós estamos sequiosos do líquido negro da morte!!


A insustentabilidade é pura e cruamente assim.
A reconversão é uma necessidade.
Para um modelo que recupere a vida.
Enquanto andarmos desviados dessa direcção, tudo é paleio de pop xula...

A democracia não é incompatível com o capitalismo (...Pois... é a isto a que chamamos e os capitalistas adoram chamar democracia): É CONTRÁRIA àquele.

Que sentido faz andar a acumular, a acumular -

(bens, capital, meios de produção, difusão, de trabalho... sim!, pessoas que tornam escravas para seus usos... em nome da "produtividade" e do "crescimento económico"... os economistas nunca se descuidam nos termos e não os ouvimos proferir a palavra "desenvolvimento" que se refira à melhoria das condições humanas. De convivência e não de acesso ao puto do consumo... é só isso que lhes interessa??!)

- sempre, mais e mais depressa?


Seduzido pelo rodopio
Embriagado de vertigem
Os néons ferindo como gritos
Deixo-me possuir pelo frémito da multidão
Num desejo de girar sem parar
Até cair...
Até cair...

Tudo são sombras difusas
Incertezas, especulações sem sentido...
(Uma mulher disforme e cara esborratada,
Insiste para que lhe apalpe os seios flácidos)
Quero mais é o rodopio
A lascívia sem fim deste carrocel atroz


"Até Cair", Mão Morta,
(há tantos anos que o dizem...)

Até onde? Para quê?
Para todos? Não faz sentido ser para todos.
Viva a concorrência, porque senão, advogam os defensores, o homem deixava-se estar...
Viva a concorrência, que nos move para a frente, "move forward" (até já me põe a pensar em inglês, este cabrão...) e nos dá a solução para o enigma do absurdo da acumulação...

Uns têm, outros não.
Uns têm para outros não terem.
Uns produzem para OUTROS terem e viverem à grande.
Os que produzem - pois é, isto é filosofia básica marxista, mas quem me leu até aqui vai continuar a ler - não conseguem juntar.
Dos que gerem, a sua função, o seu trabalhinho, é juntar, acumular. Para fazer frente à concorrênciazinha, onde, espreitando ameaçadores, estão os capitalistas que te querem comer...
Coitado, logo tu, que és tão liberal... e até gostas dos pobrezinhos... e não queres fazer mal a ninguém,

"Fazes o que tens a fazer"...

Como o escorpião, que te pica.
Porque é a sua natureza, nem esperes outra coisa.

Pois é, coitados, perdoai aos escorpiões pois não sabem atacar o que os faz ser escorpiões...


etc. etc. etc (blá, blá, blá).


Este sistema está a dar de si e os seus beneficiários estão a tentar mudar alguma coisa para que tudo continue na mesma. Apodrecido está o capitalismo e ainda nos exige que lhes apalpemos as tetas??

Continuemos, pois.
Que esta onda de construção destrutiva (natureza virgem, se ainda a há, ou já há muito ocupada, que vai sendo arrasada para dar lugar a um rosto lavado, "

...mas nem por isso fraco,
eis a imagem on the rocks do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco...

(FMI, tens citação para toda a ocasião...)

Estamos a transformar-nos em fantasmas, porque nos estamos a carcomer por dentro e, expansiva, imperialística e antropofagicamente, aos outros.
Vamos todos emigrar. Como o fazem todos os refugiados que nós não queremos e produzimos.
Vamos todos emigrar e não queremos. Mas temos de sobreviver!...
Vamos todos emigrar... mas, para onde? Se está tudo tomado pela podridão do consumo, da alienação frenética do consumo e da pobreza mental, corporal.

"O capitalismo precisa da erosão espiritual para prosperar", mais ou menos nestas palavras falava o Antonioni.

Será o deserto compatível com a sobrevivência do Homem?
Não é evidente que... um mundo fantasma é já sinal da desaparição do mundo?

Blame de economy, stupid I am...
É a economia estúpida, estúpido que eu sou...

quarta-feira, novembro 09, 2011

Isto tem um nome. Chama-se "Política"

Porque a política é a escolha de uns valores.

Em detrimento de outros, claro está.
Como a redundância já o fazia prever, por exclusão de partes.

Pelos valores descobrimos quem temos pela frente.
É sempre isso que julgamos. Ou devemos julgar.

"I am the love you try to hide,
but which all can understand;
I am the hate you still deny,
though the blood is on your hands"

Whatever would Robert have said?, Peter Hammill

Assim:

O Governo português tenciona utilizar as receitas do leilão de licenças de emissões para financiar produção de electricidade poluidora.


Ler mais aqui

terça-feira, novembro 08, 2011

Preços da habitação por metro quadrado

Acaba de ser publicada a Portaria n.º 291/2011. D.R. n.º 212, Série I de 2011-11-04, que Fixa, para o ano de 2012, os preços da habitação por metro quadrado, consoante as zonas do País, para efeitos de cálculo da renda condicionada.


A determinação da renda condicionada, regulada pelo Decreto-Lei n.º 329-A/2000, de 22 de Dezembro, em vigor por força do disposto no artigo 61.º da Lei n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, assenta no valor do fogo, ao qual é aplicada uma certa taxa de rendimento.
Um dos factores de determinação do valor actualizado do fogo em regime de renda condicionada é, nos termos do n.º 2 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 329-A/2000, de 22 de Dezembro, o preço da habitação por metro quadrado (Pc), o qual, de acordo com o artigo 4.º do mesmo diploma,
é fixado anualmente, para as diferentes zonas do País, mediante portaria.

Assim:
Atento o disposto no artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 86A/2011, de 12 de Julho, e ao abrigo do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 329-A/2000, de 22 de Dezembro:
Manda o Governo, pela Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, o seguinte:

Artigo 1.º

Preços da habitação por metro quadrado de área útil
Os preços da habitação por metro quadrado de área útil
a vigorarem durante o ano de 2012 são os seguintes:
a) Na zona I — € 767,42;
b) Na zona II — € 670,84;
c) Na zona III — € 607,77.


Artigo 2.º

Zonas do País
As zonas a que se refere o artigo anterior são as zonas do País constantes do quadro anexo à presente portaria, que desta faz parte integrante.

A Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Maria de Assunção Oliveira Cristas Machado da Graça, em 2 de Novembro de 2011.



QUADRO ANEXO
(a que se refere o artigo 2.º)

Zonas do País Concelhos

Zona I
Sedes de distrito bem como Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Gondomar, Loures, Maia, Matosinhos, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Póvoa do Varzim, Seixal, Sintra, Valongo, Vila do Conde, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Gaia.

Zona II
Abrantes, Albufeira, Alenquer, Caldas da Rainha, Chaves, Covilhã, Elvas, Entroncamento, Espinho, Estremoz, Figueira da Foz, Guimarães, Ílhavo, Lagos, Loulé, Olhão, Palmela, Peniche, Peso da Régua, Portimão, Santiago do Cacém, São João da Madeira, Sesimbra, Silves, Sines, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Vila Real de Santo António e Vizela.

Zona III
Restantes concelhos do continente.

segunda-feira, novembro 07, 2011

Guia da sustentabilidade urbana


Equipa LFTC.
Equipa LFTC.

Edifício passa a integrar problemas do seu ambiente


Uma equipa do Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho (UMinho) está a preparar um sistema de certificação da sustentabilidade urbana em Portugal, após já o ter feito ao nível do edifício. A avaliação das áreas citadinas incidirá entre o valor "excelente" e"insustentável", segundo parâmetros como a proximidade a serviços, a coerência urbanística e o respeito ambiental, segundo revelaram os professores Luís Bragança e Ricardo Mateus.

É preciso gastar um litro de gasolina para ir comprar outro de leite em Lisboa? Que potencial energético gratuito é desperdiçado com a má orientação solar de um loteamento em Gaia? Qual é o impacto socioeconómico de construir sobre linhas de água na Madeira, se numa cheia o esforço de anos pode vir a ser destruído? Estas são alguns casos elencados no guia que está a ser elaborado no Laboratório de Física e Tecnologia das Construções (LFTC) da UMinho, em Guimarães. O manual aplica à realidade e lei portuguesas o sistema internacional «Sustainable Building Tool - SBTool», desenvolvido pela International Initiative for a Sustainable Built Environment (iiSBE).
“Deixámos de analisar apenas o edifício e passámos a integrá-lo nos problemas do seu ambiente urbano. Esperamos concluir esta ferramenta complexa em dois anos”, avançou Luís Bragança. A delegação iiSBE Portugal vai depois formar os avaliadores e promover a certificação da sustentabilidade urbana.

Pioneiros em construção sustentável à escala do edifício
O grupo do LFTC foi pioneiro no país a estudar a construção sustentável à escala do edifício, em 1998, e lançou o livro «Tecnologias Construtivas para a Sustentabilidade da Construção» em 2004, considerado uma referência para os projectistas. Em 2009 criou o certificado de sustentabilidade do edifício, desenvolvendo a versão portuguesa do SBTool. A terceira fase da investigação (certificação da sustentabilidade urbana) está em curso. Esta equipa organizou ainda em Portugal a primeira conferência mundial no domínio da construção sustentável, «Sustainable Building», em 2007, e acaba de editar a obra«Avaliação do Ciclo de Vida dos Edifícios».
Diversas autarquias têm já acordos com a iiSBE ao premiar e dar benefícios relativamente a edifícios de nível superior de desempenho (“A” ou ‘A+’). O ranking incluirá critérios existentes e outros em desenvolvimento, comparando dezenas de situações de referência e ponderando que categorias podem compensar ou anular outras, para definir o comportamento global. “É importante ver o local que usamos diariamente (casa, escritório, escola) face a serviços como correio, farmácia, café, banco, comboio, shopping. Isso evita deslocações, poluição e traz qualidade de vida”, realça o investigador.

Luís Bragança nota que a receptividade para regenerar cidades “é sempre boa”, mas ao chegar à prática esbarra na conjuntura económica. “Estamos a sensibilizar cidadãos, municípios, associações, empresas e, em particular, os governos, só com estes se avança para a regulamentação clara e para intervenções gerais”, sublinhou. Nas intervenções localizadas, o perito elogiou Guimarães, Património Mundial desde 2001 e Capital Europeia da Cultura 2012.

Preocupações actuais

As urbes dos países desenvolvidos atingiram o limite do edificado, acumulando fogos devolutos e fogos novos sem comprador. A preocupação actual é não deixar degradar o ecossistema construído e reabilitar de modo agradável, duradouro, sem grandes impactes. “Isto devia ter sido feito a montante, mas as sociedades ocidentais desenvolveram-se pela iniciativa privada e individual. As manchas urbanas expandiram-se para terrenos mais baratos, como manchas de óleo, razão pela qual se ocupou solo agrícola e ecológico e porque a maioria do povo vive nos subúrbios, exigindo movimentos pendulares diários de/para o centro, com consequências nefastas”, reflectiu ainda.

Certificação irá definir comportamento global.
Certificação irá definir comportamento global.
Os projectos do LFTC têm associado entidades como o Instituto Fraunhofer (Alemanha), Centro Técnico de Investigação da Finlândia, Centre Scientifique et Technique du Bâtiment (França) e universidades como Flórida (EUA), British Columbia (Canadá), UNAM (México) ou Santa Catarina (Brasil).

A nível europeu, basta citar um estudo recente coordenado por Luís Bragança que envolveu 28 países. “Concluímos que a intervenção no ambiente natural e construído deve ser integradora a nível tecnológico, da vivência sociocultural, da memória futura. Não construímos para amanhã, mas para 50 a 100 anos”, realça. A UMinho tem 18 mil alunos, um milhar dos quais em cursos de Engenharia Civil.


quarta-feira, outubro 26, 2011

Para hoje há...



Mais previsões e ideias sobre os modelos usados em ESTOFEX.

segunda-feira, outubro 24, 2011

A Natureza é assim



Desabamento de parte de arriba na Cornualha, às 5 da tarde de 6ª feira, 23 de Setembro de 2011.

sábado, outubro 22, 2011

O que os Cepos não nos fazem saber sobre o PNB

Plano Nacional de Barragens

1. O total das 10 barragens deste Plano (duas delas já foram anuladas) produziria o equivalente a 3,2% da energia consumida em 2009 (em condições hidrológicas favoráveis), insuficiente sequer para cobrir o aumento do consumo entre 2009 e 2010 que foi de 4,7%;

2. O investimento neste Plano não vai ser Privado, mas sim PÚBLICO: o total anual de subsídios do Estado à produção de energia eléctrica vai valer às concessionárias 48 milhões de euros por ano – muito além do que estas terão de pagar pelos direitos de exploração das novas barragens – para além do que o Estado irá garantir às concessionárias 30% das receitas sobre a produção de cada barragem, tornando este Plano na 3ª Parceria Público Privada mais cara de sempre;

3. Os encargos totais a pagar pelos consumidores e contribuintes portugueses chegará aos 16 mil milhões de euros (o TGV Lisboa – Madrid, recentemente anulado, custaria 1,7 mil milhões de euros), o que significa que cada família terá de pagar € 4.800 para financiar esta loucura, ou o correspondente a um aumento contínuo da tarifa de electricidade de 10%;

4. O potencial de poupança de energia eléctrica chega aos 12,6 TW/h/ano, o que se conseguiria atingir a um custo 10 vezes menor ao deste Plano, o qual no conjunto só atinge a fasquia de 1,7 TW/h/ano de produção de energia eléctrica (sete vezes menos que o potencial de poupança de energia eléctrica);

5. O reforço de potência da barragem da Venda Nova consegue um período de funcionamento 65% maior, a um investimento comparativamente menor de 58%, e produzir o equivalente a 77% de todo o conjunto de 10 novas barragens do Plano Nacional de Barragens (existem mais barragens a receber reforços de potência em Portugal);

6. O país tem instalados 16.736 MW de potência, enquanto nos picos de procura necessita apenas de 9.000 MW;

7. A capacidade de bombagem das barragens existentes, 2507 MW, já é superior ao necessário para manter a gestão e equilíbrio da rede eléctrica nacional;

8. Considerando a relação entre bombagem reversível, perdas nas turbinas e geradores, e o consumo de energia de origem eólica, o total destas barragens irá na verdade acrescentar ZERO energia na rede;

9. O turismo ecológico e cultural (proposto já para o vale e a Linha do Tua em projectos concretos) gera 11 vezes mais postos de trabalho por milhão de euros investido, que a construção de uma barragem, sendo que a maior parte das grandes barragens de Portugal foi implantada nas regiões mais pobres, contribuindo ainda mais para o despovoamento e depressão socio-económica;

10. A navegabilidade do Douro entre a foz do Tua e a barragem da Valeira (rio Douro) será posta em causa com a barragem do Tua, o que em última análise significará a interrupção definitiva dos cruzeiros do Douro até ao Pocinho e Barca d’Alva, na fronteira espanhola. Para além disso, tanto o paredão como todos os edifícios e construções anexas à barragem e linhas de alta tensão estarão situadas dentro da área classificada pela UNESCO como Douro Vinhateiro Património da Humanidade, o que poderá levar à sua imediata desclassificação.


Mais informações no FB:

quinta-feira, outubro 20, 2011

Cepos Infiltrados. Em nome do Estado, dizem-nos

Continuamos a ser nós quem os infiltramos (vulgo pomos) a comandar o Estado.

Eles não são o Estado. O Estado somos nós.
Eles são o contrário do Estado, pois só o usam para aproveitar a minorias.
Eu nunca votei nas empresas que comandam o Estado.
E enquanto assim for temos toda a legitimidade democrática - tal como aqueles que a invocam para terem ido para lá dizer que nos representam - para os derrubar. Pelo protesto. Pelo voto. Ou pela violência.

Ai a violência retira-nos a legitimidade?
Pois.... E que nome se dá ao que nos faz sofrer na pele a pobreza calculada e decidida?



Fraude no Plano Nacional de barragens, segundo o Biosfera, RTP2, de 12 de Outubro de 2011: (YouTube 22:42)
(1) A EDP, a Iberdrola e a Endesa vão receber anualmente 49 milhões de euros apesar das 10 barragens previstas irem produzir 0% de energia líquida, o que representa 16.000 milhões de euros, um aumento de 10% na factura de electricidade nos próximos anos;
(2) as barragens compram energia eólica de madrugada, tendencialmente a custo zero, e depois vendem-na ao consumidor a 9,5 cêntimos kW/h;
(3) o Governo prepara-se para subsidiar os produtores de energia em 20 milhões de euros por megawatt instalado, mesmo que nunca produzam nada, o que representa 49 milhões de euros por ano;
(4) 33,4% do valor da factura eléctrica representam apoios recebidos do Estado, sendo as energias fósseis as que comem a maior fatia deste bolo;
(5) o distrito de Bragança nada lucrou com as duas barragens que já tem, Miranda do Douro nada lucrou, o que recebe nem dá para pagar a iluminação do concelho, por isso não vai lucrar nada com as futuras barragens;
(6) as barragens servem acima de tudo para viabilizar a energia eólica;
(7) a potência instalada nas barragens já existentes ultrapassa a energia necessária para instalar o sistema de bombagem que dizem que é preciso instalar nas futuras barragens;
(8) o caderno de encargos do Plano Nacional de Barragens previa uma certa potência mas depois os valores contratados revelaram-se muito maiores do que os que constam do caderno de encargos, o que significa que as concessionárias não vão produzir mais energia porque, de facto, não precisamos de mais energia;
(9) o Plano Nacional de Barragens não passou de uma negociata para sacar o máximo de dinheiro ao Estado através do subsídio de garantia de potência.


Via Ondas3

terça-feira, outubro 18, 2011

Cepos e companhia

«Quase três vezes o défice de Portugal é quanto o Estado vai pagar à EDP e à Iberdrola, as concessionárias das futuras barragens na bacia do Douro, durante os próximos 70 anos.

Um “desastre económico, social e ambiental”, que é como define uma dezena de grupos ecologistas e locais que enviaram à ‘troika’ um estudo que demonstra por que é que o “Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) deveria ser imediatamente suspenso e revogado”.

As concessionárias das futuras barragens vão produzir “metade da energia prevista” no plano, com o dobro do investimento pedido, mediante o pagamento anual de um subsídio do Estado de 49 milhões de euros e ainda de 20 mil euros por megawatt produzido, assegurado pela lei da “Garantia de Potência”, que o ex-ministro Mira Amaral apelidou de “escandalosa” e recomendou “acabar, sob pena de ficar inviabilizada qualquer recuperação económica do país”.

“Isto é uma fraude sobre o Estado e sobre os cidadãos portugueses”, resume João Joanaz de Melo, presidente do GEOTA, um dos signatários da missiva à ‘troika’ e autores do estudo, que aguarda a sensatez vinda de fora para salvar o país.

“Positivo é o facto de ainda ninguém ter desmentido a nossa exposição, a ‘troika’ já ter começado a questionar o Governo sobre as barragens e o actual Ministério da Economia e o do Ambiente terem-nos dito que estão preocupados com este assunto e que estão a estudar o problema”, revelou a mesma fonte, apontando que “é preciso que a opinião pública reaja e faça parar as barragens, como aconteceu com Foz Coa”.

O défice nacional era de 6.687 milhões de euros, em Agosto passado. Durante as concessões das barragens, um total de 16 mil milhões de euros serão pagos às empresas de electricidade, que produzirão apenas 0,5% da energia consumida em Portugal, representam só 2% do potencial de energia que poderia ser obtida através de um programa de eficiência energética e respondem por 3% do aumento das necessidades energéticas do país.

“Se fossem feitos investimentos para obter uma eficiência energética equivalente ao que as novas barragens vão produzir, as contas de electricidade baixariam 10%. Mas, se fossem feitos investimentos com vista a obter o potencial máximo de eficiência energética, as contas dos consumidores baixariam 30%”, explica o estudo enviado à ‘troika’. Os investimentos em causa, na versão mais intensiva e dispendiosa, rondariam os 410 milhões de euros e teriam retorno em menos de três anos.

Além dos efeitos económicos, as barragens têm demonstrados prejuízos para o património natural e cultural e para a economia da região. “Ao contrário do que diz a propaganda oficial, as barragens geralmente não geram desenvolvimento local. Criam empregos na construção, mas muito menos do que noutros tipo de investimento, e apenas temporariamente. Por exemplo, projectos de eficiência energética ou de renovação urbana beneficiam toda a economia (famílias, Estado e instituições privadas, pequenas e grandes empresas) e geram cerca do dobro de empregos por milhão de euros investidos, em comparação com barragens ou outras grandes obras públicas”, argumentam.

"A quem é que aproveita o crime?”, questiona Joanaz de Melo. “Estas decisões não foram tomadas no interesse público, mas é do interesse público parar o programa nacional de barragens. Temos de parar este desastre”, concluiu.

A Comissão Europeia alertou o Governo português para os “sérios impactos ambientais”, no caso dos estudos efectuados no âmbito das barragens do Baixo Vouga e de Foz Tua, que “violam a legislação europeia, incluindo a Directiva dos Habitats e a Directiva da Qualidade da Água”. O Governo invocou o interesse nacional para anular a lei comunitária.

O parecer do Instituto Marítimo-Portuário, invocando ameaças reais à navegabilidade do Douro, andou “desaparecido” no estudo de impacto ambiental, pelo que, segundo Manuela Cunha, do Partido Os Verdes, “não ficaram acauteladas responsabilidades e ficou a EDP isenta de pagar as obras que venham a ser necessárias para garantir a navegabilidade”.»

sacado daqui.

Portugal - Sempre a superar marcas

Pelo que ouvi ontem de manhã (17.10.11), já não foi quinta-feira, dia 14.10.11, o dia com mais fogos este ano.


Foi anteontem, domingo, 16 de Outubro.

Olhemos para longe para não vermos o que se passa aos nossos pés.
Somos o particular, extensão do mundo e exemplo do que nele está a acontecer.

Alguém disse já que a crise ambiental vai apanhar-nos na pior altura: depauperados e nus.
Assim, nem tratamos da crise social e de valores - queimar todo o dinheiro e os seus produtores e aduladores num vulcão -, nem nos vamos resolvendo a mudar os nossos comportamentos e inacções.

Nem vamos precisar de guerras.
A fome e a destruição do ambiente à nossa volta causam muito mais mortes.

sábado, outubro 15, 2011

"Decepar", por Cepos

Barragem da Foz do Tua
Governo autoriza abate de milhares de sobreiros e azinheiras
O Governo, para viabilizar a construção da barragem da Foz do Tua, vem agora emitir um Despacho para autorização do abate de milhares de sobreiros e azinheiras no Vale do Tua, afectando de modo irremediável o património natural do Vale do Tua, um dos melhores conservados de Portugal.

A barragem estará situada dentro da Paisagem Cultural do Douro Vinhateiro, classificada como Património Mundial. Após um controverso processo de Avaliação de Impacte Ambiental, foi efectuada uma queixa à UNESCO, alertando para a desactivação da linha do Tua e para a afectação negativa da paisagem com a construção da barragem.

A publicação do Despacho n.º 13491/2011, de 10 de Outubro do Ministério da Economia e Emprego e do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, com a necessária Declaração de Imprescindível Utilidade Pública, vem viabilizar à EDP S.A., o abate de mais de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras em povoamentos e núcleos de valor ecológico elevado no Vale do Tua.

Questionamos a consideração da inexistência de alternativas válidas para a construção do empreendimento, quando as mesmas não foram estudadas ao nível da Avaliação de Impacte Ambiental.

Lamentamos o avanço do processo de construção da barragem, a qual a ser construída, produzirá o equivalente apenas a 0,07% da energia eléctrica consumida em Portugal em 2006 (Dados da Rede Eléctrica Nacional). Mais uma vez andamos em contraciclo, construindo barragens irrelevantes quando os países mais avançados já iniciaram a demolição das barragens com pouca utilidade.

Num momento em que cada vez mais vozes se levantam contra o desperdício e o buraco económico que representa a construção de novas barragens, este despacho representa uma inaceitável subserviência à política de publicidade enganosa e facto consumado promovida pela EDP. É também um desrespeito vergonhoso às promessas feitas pelo Governo de reavaliar o programa nacional de barragens.

Lisboa, 11 de Outubro de 2011

QUERCUS, GEOTA, CAMPO ABERTO, ALDEIA, LPN, FAPAS, COAGRET, MCLT, ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO VALE DO RIO TUA



A Georden junta-se àquelas associações.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Deixar arder


Estou FARTO!

Depois dos grandes incêndios de há dois anos da Galiza, pude testemunhar, não in loco, mas pela televisão, nos noticiários da televisão regional (TVG), como as pessoas, organizadas, foram capazes de se mobilizar para reflorestar as enormes áreas perdidas (vulgo ardidas).

Depois dos incêndios da Madeira, vamos recebendo boas novas de uns quantos - não são super, mas simplesmente - bons homens, a quem boicotam os trabalhos em prol da defesa do ambiente (ver aqui e ler aqui), que é mais de todos nós que apenas de uns poucos.

A Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal vai lutando para repor o que o fogo destruiu em curtos esfreganços de olhos.

Com certeza que as associações florestais por este país fora devem lutar também.
Não quero falar desses casos. E cada um saberá de si, excluindo-se do grupo.
Sem alibis e com segurança.


A verdade é que, ciclicamente, os montes deste deserto que estamos a plantar à beira-mar, vão ardendo.
O abandono continua a ter consequências escaldantes. Arrasadoras.

Modos de vida alterados. Abandono da agricultura. Falta de limpeza do mato. Afastamento da terra. Natureza meramente explorada. Utilitária.
Aceleramos o processo dessa utilidade (todos gostamos do nosso papel. Literalmente! Que seria de nós sem ele?) aumentando árvores mais aptas a essa negociata.

Em cada eucalipto - rai's parta!! - que arde, novos eucaliptos florescem.
Por cada incêndio de eucaliptais, novos incêndios se reproduzem.

Cabe ao homem intervir.

A ciclicidade dos incêndios decorre do desordenamento e da não-intervenção.
Tal como na economia, para haver justiça e justeza, não haverá nenhuma mão invisível que nos venha resolver o problema dos incêndios.
Será que este sistema serve alguém?
Será que esta postura está a servir alguém?

E se sim, quem?

Não culpem os bombeiros, por favor, quando eles decidem, nas suas estratégias, deixar arder.
Falta muito pouco, na nossa incúria e desleixo, para os apontarmos como os culpados do que acontece.

Porque "Se não tivermos cuidado, a ignorância, a propaganda far-nos-ão odiar os inocentes e louvar os carrascos." (Malcom X, sempre reciclado, sempre válido...).

Lembramo-nos dos incêndios quando os vemos na noite.
Quando eles nos batem à porta, lamentamo-los.
Quando os vemos pela televisão, é um espectáculo triste. Às vezes também assustador e desolador.

"O tempo vai passando, vai passando..."
mas não vemos nenhum incêndio a lavrar quando as marcas do fogo vão ficando tapadas pelo verde mentolado dos eucaliptos.

Que estamos a fazer nesse intervalo?
Porque se trata, de facto, de um intervalo.
Enquanto não interviermos, inconsciente e desleixada, estúpida e culpadamente, estamos a aguardar o fim do intervalo.

E lá vem novo incêndio.
A cena repete-se.
Talvez até lá construam uns loteamentozitos
(e perguntamo-nos, talvez, se o fogo "Ah e tal, será que...?")
e então aquela área - temos a certeza - não arderá mais.

Ai é?? Então, olha, plantem casas por todos os eucaliptais deste país e temos o assunto resolvido!
- Não, não, não... porque eu, eu é que s'... eu, eu é que sou o persedente da portucel...

E não pode ser.
Sim, porque as grandes "urbanizações ortogonais" de eucaliptos para produção de pasta do papel - que cheira tão bem ao longe e brilha tão bem ao perto (sobretudo quando porta uns números, umas instituições que fingem representar-nos e quando está no nosso bolso) - ao longo das nossas belas auto-estradas não ardem. Essas manchas - vejam lá como lhes chamam os jornalistas - florestais (!) estão controladas, vigiadas, protegidas se for preciso. O dinheiro pode muito, não pode?

PORRA!
Estou farto da inacção e da desmemória renovada.
FARTO dos incêndios.

Não é com deixar estar que as coisas vão ao sítio.
Mas se calhar é esta a ideologia que grassa até à ponta dos nossos cabelos queimados.
Portanto, é deixar andar.

A ver aonde é que vamos parar.
Palpita-me que não vamos nem sair daqui, nem vamos muito longe.

Estais fartinhos também, não é? mas é do teor das minhas mensagens!
Que aborrecido estou, que aborrecido sou.
Também estou farto de ser chato.
Mandem-me à fava.
Que para eucaliptal não vou...

quarta-feira, outubro 12, 2011

terça-feira, outubro 11, 2011

A estrada como individualismo legal

Imagem extraída daqui

Enjaulados nos cubículos vamos.
Com muito cuidado para não tocarmos.
Nem deixarmos que nos toquem.

Porque tememos a solidariedade.

As nossas vidas passam demasiado tempo nas linhas rodoviárias.
De tanto lá consumirmos as nossas vidas, tornamo-nos uma extensão dessas sensibilidades.
Transpomos as estradas para os outros caminhos quotidianos.

Quando o que importa é bater.
(sim, às vezes há mortes, se o desequilíbrio é notório...)

Parar, tomar contacto. Observar a paisagem que apenas está lá e cuja presença apenas sentimos se no-la tirarem. Tarde de mais, insensível...

Importa não já reconhecer, nem apenas, a pessoa do outro lado dos vidros
- o que temos perante nós, o que ela tem perante ela -
mas conhecer a pessoa que nos está vedada enquanto apenas passamos.
Ignóbeis, ignaros, eternos estranhos.

Alimentamos esta roda que nos atropela aos poucos.
Até termos um acidente.

Já vivemos cem mil anos neste sistema.
Parecemos estar a dar-nos bem.

Mas se o afastamento matasse,
quantos não teríamos já morrido?

segunda-feira, outubro 10, 2011

Ainda havemos de ir à Monção

Um dia, a comunicação será melhor e ajudar-nos-á a perceber melhor as coisas que se vão passando por aqui e por ali.


#PrayforAyutthaya #ThaiFlood on Twitpic

Como é possível dizer-se que vivemos - há anos! - na era da informação e tão pouco termos ouvido falar das cheias daqui, dos terramotos dali, dos desastres dacolá, das manifestações de além e nunca aquém-mar...?

Será - ups... - que informação é diferente de... comunicação?
Hum...

De qualquer forma aqui fica a ligação para alguns mapas das inundações mais recentes (porque vai haver mais: não ouvimos já falar no termo "refugiados ambientais"?) na Tailândia.


domingo, outubro 09, 2011

Quando virarmos as costas às costas, é tarde. Como sempre.

Porque as coisas se passam nas nossas costas.
E não é que não tenhamos interesse ou preocupação por estas matérias.
A questão é que...
(desculpas...

desculpas...

desculpas...)

- E tu, que fizeste para evitar?
- Eu?... nada.
- E tu, fizeste alguma coisa? Estás aí com essa basófia, sim, diz lá, e tu?, fizeste alguma coisa? Porque não me avisaste??
- ...
- Sei lá, podíamos ter feito alguma coisa...

Etc. etc...


O Projecto Hidroeléctrico do Sistema Electroprodutor do Tâmega (SET) compreende as infra-estruturas hidráulicas dos Aproveitamentos Hidroeléctricos de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões, cuja construção está prevista no Plano Nacional de Barragens, que contempla um total de 10 barragens (8 das quais encontram-se já adjudicadas).

Este projecto apresenta impactes ambientais muito significativos, entre os quais a transformação, fragmentação e degradação dos ecossistemas na bacia do rio Tâmega, incluindo a criação de barreiras incontornáveis para espécies migradoras como a enguia (já dizimada nas bacias do Douro e do Tâmega) e a degradação dos habitats de algumas das últimas alcateias do lobo – espécie classificada em Portugal como “Em Perigo”.A Quercus considera pois que o Projecto Hidroeléctrico do SET apresenta um balanço negativo de interesse público em termos ambientais e sociais – devido em parte aos impactes negativos, como as perdas irreversíveis de habitats de espécies ameaçadas ou a retenção dos sedimentos, com graves consequências na erosão costeira, para os quais não foi ainda realizado um verdadeiro estudo do balanço custo/benefício. A base de argumentação para o benefício de interesse público (geração de renováveis e redução da dependência energética externa) não está devidamente comprovada e carece de um estudo de alternativas para estes efeitos, que não foi efectuado. Será colocado em causa, de forma permanente e irreversível, o cumprimento dos objectivos de bom estado ecológico noutras sub-bacias das bacias do Tâmega e do Douro devido aos impactes cumulativos sobre a qualidade ecológica das águas.

Via Quercus.

Continuar a ler aqui.


Enquanto uns senhores tratam da sua vida, vamos ficando divididos e com os ambientes destruídos.
Será que há uma relação (entre os ambientes destruídos e o andarmos cada vez mais divididos) ?

sábado, outubro 08, 2011

A Rua da Parede como antonomásia



And a man is working steady, it’s good money he receives
But he’s thrown out of work for the wrong things he believes.
He didn’t have the thoughts most everybody shares.
I know that couldn’t happen here,
So it must have been another country --
Yes, it must have been another land.
That couldn’t happen in the u.s.a.
We’d never treat a man that way.

Another Country, Phil Ochs


As maiorias abandonaram as redomas,
e, cada vez mais expurgadas pelos papás bancos,
desencaixotam-se do lucro, da desmemória e da estupidez.

As ruas são casa dos injustiçados.
E onde se constroem casas, ruas emergem por dentro delas.

sexta-feira, outubro 07, 2011

Um buraco na cabeça (lá dentro...)

Este ano, a camada de ozono sobre o Ártico ficou tão rarefeita que, pela primeira vez, se pode considerar um novo buraco, a juntar ao da Antártida. Na faixa dos 20 km de altitude, a perda do gás chegou aos 80%, garante um estudo publicado na revista Nature. Os culpados foram os ventos de alta altitude, que baixaram as temperaturas na estratosfera, durante vários meses. A camada de ozono protege a superfície da Terra de raios ultra-violeta - e, ao contrário do buraco da Antártida, que não tem uma população residente, o do Ártico deixa muita gente vulnerável.

Visão, 6.10.2011, p.85


1 - Com que então os culpados foram os ventos... Muito bem. Continuemos, então, a deixá-los ser, coitado...

2 - A nossa preocupação para com o buraco do ozono mede-se com a existência de seres humanos que podem sofrer com ele. ... Se nós pudéssemos, fazíamos uma permuta e colocávamos o buraco todo lá em baixo, então. Assim, já não deixaria ninguém vulnerável.


... Ah... mas que interesse tem isto tudo, quando, num canal de economia, 4 pessoas em torno de uma mesa discutem quanto vai custar a reconstrução da Líbia e do dinheirinho, vampiros, que poderão ganhar com isso?

quinta-feira, outubro 06, 2011

Geografia das Revoltas


A "violência" é o receio de qualquer governo.
Porque estão já ultrapassadas as tentativas de diálogo da parte dos violentados.

Há já muito que nesta latrina o ar anda irrespirável...


Situações relatadas (por alguma imprensa) a 28 de Setembro de 2011
Retirado da página Worldatprotest.com


O antropólogo francês Alain Bertho tem dedicado anos a documentar e analisar as revoltas que vão acontecendo pelo mundo. O seu blogue não é muito complexo, (http://berthoalain.wordpress.com/), mas nele reúne-se uma base de dados de artigos de imprensa sobre manifestações e protestos de todo o género (estudantis, laborais, cívicas), rebeliões e tumultos sociais diversos, incluindo os que tiveram lugar na costa mediterrânica espanhola neste Verão.

Antes deste ano, Bertho já documentar as insurreições e manifestações ocorridas entre 2007 e 2009, e constatou que, de facto, assistíamos a um aumento na quantidade, e com diferente intensidade, das formas de protesto e de revolta. Escreveu um livro e elaborou um mapa (clicar para ampliar):

http://berthoalain.files.wordpress.com/2007/04/mappemonde-carte-generale.png

Destacam-se as chamadas "rebeliões da fome" de 2008 pelas subidas dos preços dos cereais em África, nas Caraíbas e noutras regiões, e a quantidade de mobilizações que se deram na Europa durante esse período. Como Bertho se baseia principalmente em fontes jornalísticas, é possível que haja uma sub-representação do que acontece nesse continente, mas mesmo assim não podemos deixar de notar o fervilhar europeu num momento em que muitos se perguntavam porque é que as pessoas não saíam à rua. Mas na Europa verifica-se uma grande densidade de organizações e movimentos sociais, nas quais a manifestação ou a folga não deixa de ser uma forma de acção habitual e até rotineira. A classificação de Bertho não faz grande distinção entre as formas de acção, mas é um bom ponto de partida. Compare-se, por exemplo, com a escassez de mobilizações nos Estados Unidos (onde os protestos talvez sejam mais registadas pela imprensa local que pela imprensa nacional) ou na Austrália. Outro elemento a destacar são os pontos vermelhos, que indicam que "assassínio de jovem" e que estão na origem de muitos distúrbios. Na Europa aparecem bastantes pontos vermelhos. Muitos deles correspondem a imigrantes ou a nacionalidades de ascendência imigrante, o que explicaria a relativa invisibilidade mediática, excepto quando se dão distúrbios de uma determinada entidade.

Tanto na Europa como em África e na Ásia, Alain Bertho atribui a muitos conflitos uma forte componente identitária e há temas que são recorrentes, apesar das diferenças geográficas e culturais:
- contra o aumento do custo de vida,
- a corrupção dos governos,
- as fraudes eleitorais,
- a violência policial,
- a deficiência dos serviços públicos básicos (electricidade, habitação, água),
- as "deslocalizações" dos mais pobres,
- as condições de escolarização e a educação...


Continuar a ler (Castelhano)

+ Info:

quarta-feira, outubro 05, 2011

Novos Edifícios em Colapso



À medida que os edifícios crescem erguem paredes.
Perdida a dimensão humana, uns ficam de fora e querem entrar.
Ou ultrapassar.
Porque para cada vez mais os edifícios se transformam em obstáculos para atingir aquilo que eles tentam meter lá dentro: as pessoas.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Ela, paciente, espera...

Foto de Eduardo F.
Lamas de Mouro, Arcos de Valdevez, 28.09.11

Ups, ele não devia ter dito aquilo... (II)

Primeiro foi este:




Depois veio isto:




Calculo que este moço vai ter um "ataque cardíaco" muito brevemente.
Nós, estamos a seguir, na fila da fome.

Um sistema de crenças desmascarado, o sistema monetário, não vai cair de maduro: somos nós os anunciadores do raio!

terça-feira, setembro 27, 2011

A desestruturação do indivíduo em nome da "sociedade"


"I don't expect you to understand
After you've caused so much pain
But then again, you're not to blame
You're just a human, a victim of the insane"

John Lennon, Isolation



Mas quantas teses teremos de escrever para percebermos que a técnica é sempre a mesma:

Estupidificar para aceitar,
Dividir para controlar,
Atemorizar para bloquear...
(etc. etc...)

No isolamento, a subjugação.
O afastamento do outro é - o que é está a impedir-nos de ver o óbvio?? - o contrário desta coisa a que chamamos SOCIEDADE...

E se a sociedade é reproduzida para ser controlada por ímpios e insustentavelmente, então, DESTRUAMOS ESTA SOCIEDADE E CONSTRUAMOS OUTRA!
Porque a nós, esta não serve.


"Esta m... não anda, porque a malta não quer que esta m.... ande! Tenho dito!
A culpa é de todos, e a culpa não é de ninguém, não é isto verdade?
Quer-se dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular!", como dizia o Zé Mário.

Mas...
...analisemos quem anda a EMPERRAR a evolução e a libertação dos povos.
E - AQUI É QUE ESTAMOS NÓS - quais das nossas acções e não-acções estão a alimentar o imobilismo, a acumulação e o obscurantismo...



"Capitalism stole my virginity"
Londres, 1 de Abril de 2009
Partilhada daqui


"Quando culpabilizamos o sistema financeiro de ser o causador da presente crise, não nos apercebemos que individualmente contribuímos para o sistema financeiro ser o que é.

- Onde depositamos voluntariamente as nossas poupanças?

- Quem gere o nosso salário e cobrança de produtos, folhas salariais, alugueres, serviços, etc.?

- Onde se depositam todos os nossos impostos quando são cobrados pelos Governos?

- Onde se depositam as nossas pensões de reforma?

Ou seja:

- Criticamos o sistema financeiro, ao qual pedimos que mantenha as nossas poupanças protegidas do “ladrão”.

- E criticamos o mesmo sistema ao qual pedimos o maior benefício quando temos poupanças para investir, enquanto exigimos taxas de juro mais baixas para esse dinheiro quando queremos especular com algum negócio.

O nosso problema é que criticamos a especulação financeira das elites e nós, desde a pequenez das nossas economias, fazemos o mesmo.

A sociedade adoeceu de cima a baixo e de baixo pra cima por seguir os critérios baseados na ambição (que são muito bem vistos por quase todos) e no egoísmo.

Se os mais humildes (milhares de milhões no mundo) não acreditássemos na história de que um dia também podemos vir a ser ricos e ter "poder", a historinha acabava e o actual sistema cairia com um castelo de cartas.

Mas tememos que isto aconteça, porque se o sistema económico actual e injusto desaparecesse, cairíamos no desconhecido e o desconhecido sempre infundiu medo.

- Porque é que nestes momentos não exigimos com solução básica para muitos dos nossos males a criação de Bancos Públicos geridos democraticamente pelos próprios cidadãos e não pelos nossos representantes políticos profissionais?

- Porque é que não depositamos as nossas poupanças na chamada banca ética?

- Porque é que não levantamos todas as nossas poupanças, pequenas ou grandes, das entidades financeiras e as guardamos em casa? Não estariam mais seguras?

Talvez tenhamos medo de que qualquer das três opções feita por um número suficiente de pessoas possa provocar movimentos descontrolados e desestabilizadores dos interesses mafiosos que mexem os cordelinhos das nossas vidas.

Acho que é aqui que está o problema: o MEDO ou TEMOR do que POSSA acontecer e, pelo contrário, não do que ESTÁ a acontecer e acontece de cada vez que nos demitimos de fazer o que nos parece acertado.

Comecemos portanto a fazer coisas que nos parecem as correctas, ainda que pensemos que as nossas pequeninas acções não possam alterar o caminho das inevitabilidades, porque o temor ou a falta de amor por nós mesmos só pode acabar em violência.

Esta violência que nós mesmos estamos a semear quando estamos à espera de algo inevitável que temos de enfrentar e que na maioria dos casos acaba por não acontecer.

Não estejamos à espera de acontecimentos negativos, passemos à acção e confiemos no "efeito borboleta" das nossas pequenas acções positivas. Sejamos parte da "teoria do caos" onde pequenas acções positivas nos permitirão fluir harmoniosamente dentro do caos em que este sistema nos mantém subjugados.

Façamos as contas do que seria auto-gerir e bem as pequenas poupanças de milhões de pessoas de boa fé, que deixamos sem pensar nas mãos de bancos que especulam com a fome e a morte.

Estas pequenas poupanças, ainda que não pareçam, são um GRANDE CAPITAL, o único real, que deixamos impunemente nas mãos de gananciosos."


LIGAÇÕES PARA INVESTIGAR:

Efeito Borboleta:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_borboleta

Teorias do caos:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_caos

(em Castelhano)

http://es.scribd.com/doc/2914038/Las-siete-leyes-del-caos-john-briggs-y-f-david-peat

Banca ética:

http://www.triodos.es/es/particulares/

http://www.proyectofiare.com/default.aspx?tabid=28

http://www.bancaetica.com/Lang/Content.ep3?LANG=ES


Extraído daqui.
Traduzido por Eduardo F.