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quarta-feira, abril 06, 2016

"E se fosse eu?", por Rogério Madeira

Tive conhecimento deste desafio #esefosseeu através da Associação dos Escoteiros de Portugal #esefosseeuaep e achei na hora um desafio interessante e com uma questão pertinente: “E se fosse eu?” Realmente só nos colocando no lugar dos outros, poderemos tentar responder a tal questão. E hoje, por vezes, tenho assistido a cada comentário infeliz de muitas pessoas que parecem que não conseguem colocar esta mesma questão: “E se fosse eu?” Em tempo de paz, muito dificilmente sentiremos e saberemos como será partir da nossa terra, por esta se encontrar em guerra, em total colapso.

Ter que partir e deixar tudo para trás, com apenas uma mochila?

Ao tentar pensar nisso, não cheguei a nenhuma conclusão a não ser pegar nas minhas duas mochilas que estão sempre prontas para mochilar, por motivos da minha vida pessoal atualmente.

Felizmente, a minha Terra ainda é o meu País e o meu País ainda é a minha Terra...


... e como tal percorro-o de Norte a Sul com regularidade. Fico em casa de família, de amigos, em hostels, na sede dos escoteiros, em parques de campismo e até em praias, em jardins, em pinhais, etc. Tudo em tempo de paz. Com conforto ou desconforto... tudo em tempo de paz! A minha cama e almofada começam a ser uns estranhos para mim. Sendo assim, se tivesse que partir iria provavelmente pegar nas minhas duas mochilas que se convertem numa, quando meto a pequena dentro da grande. A pequena está preparada para 24 horas. É uma mochila que está pronta para as minhas caminhadas e retiros de fim de semana, para me orientar pessoalmente e ao mesmo tempo para dar apoio à formação no Grupo 250 de Mafra.


Que contém (no sentido dos ponteiros do relógio):
  • Mochila com elásticos/mosquetões e com a minha identificação com grupo sanguíneo;
  • Marmita com talheres de campanha.
  • Enlatados e bolachas/barritas energéticas (normalmente tenho apenas 1 ou 2);
  • Telemóvel não iria na mochila, provavelmente no bolso, mas quando ficasse sem rede ou sem bateria iria para a mochila. Também não é fundamental numa situação de refugiado, mas hoje não consigo viver sem ele. Até consigo! Mas quando não o tenho, sinto falta...
  • Carteira com todos os meus documentos e algum dinheiro (tenho fotos da família e também selos postais, para quando quiser matar saudades e enviar notícias à família);
  • Relógio também não iria na mochila, iria no pulso;
  • Panamá. Sempre me acompanha quando prevejo uma jornada de caminhada.
  • Água (ando com água e quando termina serve sempre de recipiente para voltar e encher de água de uma fonte, torneira ou até ribeiro desde com água límpida);
  • Abafo. Serve para proteger o pescoço, boca e nariz do vento e frio. Para mim é útil;
  • Apito com conta passos. Poderá servir para muita coisa: Chamar atenção! Alertar perigo! Informar localização! E quem sabe arbitrar um jogo… :P
  • Caneta e bloco de apontamentos. Sempre andam comigo, para apontar tudo o que achar necessário e/ou partilhar info escrita com alguém;
  • Aspirinas. As que estão na foto eram 4, só foi usada uma porque dei ao meu pai. Podem ajudar-nos a nós próprios e aliviar a quem nos solicita ajuda.
  • Canivete multifunções tipo Suiço. Para tudo e mais alguma coisa.
  • Isqueiro. Para fazer fogo;
  • Produtos de higiene (normalmente apenas escova e pasta dentes pequena e papel higiénico);
  • kit 1.º socorros (que neste momento até está incompleto).

Caso soubesse que teria que partir por muito mais tempo, como é o caso que se verifica neste desafio. Levaria então também a mochila grande.


E esta contém:
  • Tenda. Não é importante, mas em tempo de chuva e frio, pode dar jeito;
  • Esteira de campismo. Coloquei na foto, mas nunca vai nas minhas viagens!
  • Saco-cama. Um bem quentinho é fundamental!
  • Camisola e roupa interior. Normalmente só levo uma muda. Quando tenho que mudar, lavo e vai a secar na mochila.
  • Toalha. Não é fundamental, mas serve como toalha de praia, de toalha de banho, de toalha de mesa, de saia, de cachecol, de chapéu/gorro viking e aconchegar um bébé, etc.



Esta seria a minha mochila!

Normalmente pesa até 10kg. Ficaria a faltar muita coisa... roupa, calçado e comida... Ficaria a faltar provavelmente objetos de valor sentimental e material... mas que não são importantes nestas situações...

Provavelmente esperaria que poderia contar com ajuda de outras pessoas... voluntárias e anónimas... que me dariam a mão... e eu em jeito de gratidão aceitaria sem hesitar...

Gostaria de enaltecer a organização deste desafio #esefosseeu, à Plataforma de Apoio aos Refugiados. Que pelo que vejo nos OCS e acompanho na internet têm feito um trabalho imenso/enorme, mesmo contra a hipocrisia que se ouve nas nossas praças e ruas. Têm sempre feito um papel de educação/sensibilização da nossa Comunidade. Um bem haja a todos vós. Força nisso! Sustentem sempre o Sustentável. À Associação dos Escoteiros de Portugal #esefosseuaep, por se ter associado a este projeto, muito bem. Sempre prontos! A nossa missão também é esta mesmo... Canhota!


segunda-feira, março 14, 2016

FOTO DO MÊS: "Clipes Urbanos"


Foto de Rogério Madeira. Palmela, 21.02.2016.

domingo, novembro 09, 2014

Fome e Miséria Internacional (sendo os muros uma sua expressão)

"Como posso eu dizer que te amo, 
se não encontro amor em mim?
Apenas mágoa, de tanto calar a raiva
e o nojo da minha condição.

Enxovalhado no trabalho,
maltratado na doença,
humilhado no salário,
aviltado na dignidade,
resta pouco para gostar de mim
e ainda menos para amar."

"Hipótese de Suicídio", Mão Morta


O suicídio é um forma de controlo da população.
As vacinas também o são.
As guerras e guerrinhas.
Também a má alimentação e a sua falta  a que o capital condena milhões.
Exclui seres, ditos inferiores, e inacessibiliza o outro lado, onde, refastelados, os acumuladores consomem.
Sociedade esmigalhada, desvalorizada, esvaziada, ao sabor do rodopio.


Exclusividade e exclusão como formas de violência social
Foto de E. Soja, São Lázaro, Braga, 19.09.2014

São muros da vergonha, onde ainda não cheira a anacronismo.
Pois que a mente tem muitos muros no pensar.



Os ventos uivam, morres pela lei.
E até já vais preso se alimentares um desses halbermensch.

Não, nós não estamos mortos.
pois quanto menos resta,
menos há a perder.
E é a saltar muros que se morre a viver.

domingo, março 23, 2014

Para além de toda a ironia

Erguem-se Muros


Os patos-bravos 
são árvores migratórias.
Cucos que expulsaram dos ovos 
os ninhos da imaginação.





Ossos do nosso corpo a definhar, 
ficamos atrofiados 
depois de explodirmos em esporas, 
cogumelos sem tempo.


"O mundo é mudo / pertence às cobras /
que trepam escadas / no arvoredo"*





Adormecemos de espectadores
em cefaleias sobretudo oculares, 
destruidores do dia,
esvaziadores de lugares.










E as escadas são cobras / a trepar o mundo
no arvoredo-mudo...
E se dos anteriores vazios
andamos faltos
será talvez por já nascermos velhos.


Que as ânsias da juventude
são febre passageira,
diz o sensato, 
sensanto, 
senhor santo.







Um campo de concentração,
sob o olhar da técnica
E sem saberes
nem poderes querer,
transformaram-te também em pato,
via farelo de engorda.




O mais barato 
é o que te convém
que o fim do mês
roubou-te já o palato.


O que fica bem
ao teu dente
é o que o teu dente
finca bem.

Deu Deus dentes
a quem não tem posses
e ele não te faz andar prà frente,
prisioneiro dos desejos possíveis...





E todos os dias tropeças
em metáforas incríveis
a que não achas já
qualquer graxa,

Tu!, que estás aquém
do mundo da ironia, 
da fantasia,
em agonia.

Um passeio que ficou pelo caminho




São difusos teus pensamentos transeuntes.
Dizes-lhes olá para mais bem os ignorares
e és tu que te esqueces de migrar,
aclorofílico de brilho azeviche.



Não podes fugir: arfas de cansado.

A ideologia é um jugo
e tu és a bolinha a saltitar 
na roleta OMC/OIT
que também pões a girar.




A escola legitima 
e passa certidão às desigualdades.
E o produto da subtracção
foi ficares sem vinho,
e sem pão.
Mas com a religião 
(de falsas necessidades)
Que só te desanima.

 O direito à habitação sucumbe a muros...

...para que enquanto houver pessoas sem casa 
possa continuar a haver casas sem pessoas...


Todas as fotografias captadas em Braga (São Lázaro e Fraião) na tarde de domingo de 23.3.2014 por Edward Soja.

* Excerto do poema "A Noite dos Poemas", de António Barahona da Fonseca e cantado por Adriano Correia de Oliveira

domingo, dezembro 22, 2013

O amor do Zé Povinho por Lisboa...


Avenida Praia da Vitória, Avenidas Novas, Lisboa, 22.12.2013.

domingo, julho 07, 2013

És a Economia, Estúpido!

Braga, exemplo multi-exemplar à sombra e a reboque de uma esquina predial
Foto de Edward Soja - 08.05.13

Ui, que tem estado um calor!
Úfia...!

Que estranho, há dias, terem decretado ("está decretado!") alerta laranja para 3 distritos do Continente.
E quais eram eles? Évora? Beja? Viseu?
Bragança? Sim, co...rrecto!!
E os outros dois?
Leiria...

Espera, Leiria?! Leiria porquê??
Sei lá!

e qual falta?

Braga!

Ah, sempre na mó de cima.
E com certeza que não é Braga todo o distrito. Por exemplo, Esposende não contribuirá muito.
Nem Barcelos.

Encaminhemo-nos para o centro do distrito. Sim, para o concelho-sede.
Como as fronteiras são arbitrárias e podem ser desconstruídas e analisadas e então percebidas - mais uma vez  - como arbitrárias, também certas intervenções e modos de "desenvolvimento" territorial produzem seus efeitos.

Mas para mais questões ide perguntar aos acólitos que temos sustentado e que têm sustentado os políticos do betão e do cimento, da construção porca, desordenada e miserável em altura, da rarefacção das árvores e dos espaços verdes dignos desse nome, da concessão aos privados e dos favores em cadeia, da trucidação e do esvaziamento do espaço público e de intervenção cívica e democrática. Na Polis.

Braga é excelente.
É bom viver em Braga, mas à medida que nos viramos para outras formas de ver o mundo e de nos apropriarmos dele, vamos verificando que não é isto que nos está a faltar.
O cidadão de Braga sofre.
Os popós de topo com vidro fechadinho no calor abrasador são o outro lado das pobres pessoas que têm de caminhar ao sol sem sombra nem clemência que alguns destinaram, por incúria, desplaneamento, cabeça-tontismo, estupidez, inépcia, corrupção, para nós, a cloaca dos seus apetites parcos em ética e respeito.

E, mal podendo, milhares (a cidade está silenciosa e deserta e alguém pode escrever o teu nome em qualquer parte, que o calor derretê-lo-á...) se desolocam em massa para a praia, tentando sobreviver.
É o comportamento animal, entendível, e, assim, facilmente previsível. E, então, controlável e provocável.

E é destas "racionalidades" comportamentais que se faz a economia da destruição.
Esperam os titeriteiros do capital que o nosso comportamento não sofra desvios. Tal como eles planearam com todo o amor e dedicação para nós.

E assim vamos, atropelando valores que (estão em planos distintos pois criámos um modelo de existir que, para permanecer, teve de ser criado à força e afastar-se do plano original) não se regem pelo mínimo denominador comum que é o lucro.

Olhai como o lucro na imagem se materializa: poupança de tempo, compactação do solo e perda do verde.

É preciso uma análise que nem é difícil, basta... ui... ter memória para termos capacidade de antecipação... e aprendermos com a história mil vezes, mal, repetida, para gáudio de alguns.
Que questione os valores pelos quais nos comportamos como nos comportamos.

E esta economia não é um deus.
Porque mesmo os deuses... és tu que os crias num momento de demissão de ti mesmo.

Tu és o que queres que a economia seja.
Certo, ela não muda toda só por tu mudares todo, mas muda o bocadinho que mudares. 
E é agora que muitas pessoas se manifestam contra a economia que ela está a mudar mais.
Não demos ainda os passos inteligentes que esta lucidez requer.
Mas estamos a recomeçar.

Deixa de ser estúpido: ou tens de mudar o caminho, ou tens (crítica mais profunda, crítica da estrutura) de mudar o destino. 
Sendo que, mudando o caminho, mudarás o destino ou o que lá irás encontrar.

Vê lá o que preferes: o paradigma da auto-estrada ou a sustentabilidade.

sábado, março 09, 2013

Área obrigatória para ovelhas...

Indicação de que os condutores de rebanho são obrigados a conduzi-lo para esta área especialmente reservada para esse fim.

Foto de Rogério Madeira, Dublin, 05.03.2013.

segunda-feira, dezembro 31, 2012

A continuar (o intervalo foi só para corroborar as partes)

Braga, capital do fiasco (e da pedra, da corrupção e destruição do betão...)
24.12.12, Foto de Edward Soja
 
Até prò ano, amanhã.

segunda-feira, dezembro 10, 2012

A poc a poc

A poc a poc els nens s'adormen
A poc a poc, Pi de la Serra 




Centro Paroquial e Social de São José de São Lázaro, Braga
Foto de Edward Soja, 15.11.2012


"Pouco a pouco", cantava o Pi de la Serra (e aqui o Serrat) a canção popular catalã, "os pequenos vão adormecendo".
Diz o Kundera (e o Anselm Jappe) que a sociedade assiste à infantilização.
Crianças a assistir a criançados.
(Há dias uma notícia dizia que proliferava na publicidade o tutubear - ou seja, apelar ao consumidor tratando-o por tu: coisa que vai no mesmo sentido do que aqui vamos falar).

O império da criança - não no que tem de sonho, liberdade etológica e inquirição descobridora - não veio para retemperar uma ameaça de insustentabilidade no sistema do mal-estar capitalista a cair no precipício do consumo "negativo" (consumo negativo ocorre quando era "esperado" que ele crescesse x e só cresceu y: isto é, cresceu menos, mas cresceu!).
Veio para afirmá-lo.
Depois da criança - já estamos a ver - não há mais nada.

Passamos a explicar.

A criança é o ser humano com menos memória criada.

Pronto, está explicada.
O bebé ainda não existe, praticamente.
O condicionamento de que fala o Huxley está em curso, por exemplo, nos cursos de inglês na pré-primária: quer dizer isto que, ainda antes de aprender Português, já estão - para uma integração plena na sociedade do futuro - a aprender outra língua.

A língua materna quer dizer o quê?

Aliás, com tantos ésse-éme-ésses como forma quase preponderante de comunicação - à distância e distanciada - dos nossos alunos até aos secundário (nem queremos ir mais longe), a língua sofre uma transformação que, noutros lugares, conseguimos apelidar de "crioulização".
Há piadas sobre os pais não entenderem o que dizem as mensagens dos filhos.
E chegam a casa e é toda uma nova aprendizagem para os entender e... controlá-los (que é isso a que chamamos educação, não é?)

- Atualiza-te, velhota!

(dizem eles - e nós - sem o "c")
(ah, repararam no "velhota" e escandalizaram-se, foi?
Pois, tudo é relativo, não foi isso que te ensinaram?)

A liberdade que associamos à infância - talvez devida àquela inocência que provém da falta de memória e esta de conhecimentos e, portanto, da capacidade de relacionar e formar juízos e "explodir" em ideias - é coarctada, no que aqui nos concerna, por exemplo, na limitação espacial.

O condicionamento ambiental é palpável, visível.
Só que, como vai sendo pouco a pouco, talvez nem nos apercebamos.
Às vezes, o que está mais longe dos nossos olhos é o que está mesmo à frente do nosso nariz.

Igreja e Creche de São Lázaro, via gúgal
(conservada para memória futura,
Se o mesmo paizinho gúgal assim o quiser. $alvé!)


O pátio onde gritavam e corriam - experienciámo-lo por diversas ocasiões - os miúdos no Centro Paroquial e Social de São Lázaro, que podemos ver na ainda disponível imagem de satélite do paizinho gugle (as perspectivas são distintas, mas permitem a comparação) ficará agora reduzido a insignificância. Apenas ao espaço em que já não faça sentido correr.
Apenas a uma área onde já não caibam todas as crianças na hora do recreio.
E brincarão lá dentro.
Talvez para um dia (esta é das nossas falácias predilectas!, a do "efeito bola-de-neve") estarem acostumadas a viver sem sol.
Como aliás já muitos "aprendem", obrigados, a "colaborar" (antigamente dizia-se "trabalhar"), dentro de caixotes que são autênticas cidades de consumo e destruição dos mundos além-olhos.

Com o turismo barato a crescer, normal é que aumentem e destruam mais espaço com aeroportos.
Mas, sob que pretexto estão a ampliar a creche?
Afixadas nos tapumes das obras - em todas - apenas nos informam do "quê", mas nunca do "porquê".

Como se tudo o que acontecesse tivesse que acontecer e tudo fosse irreversível ou irremediável.
E como se tudo pudesse acontecer e mudar com a condição de estarmos de acordo com os valores que presidem a essas mudanças.
E é por ainda não sermos todos crianças - elas não podem defender-se, e cada vez menos poderiam... - que não somos todos quadrados e encaixotados nas ideologias dominantes que nos fazem dizer
Amén.

Não somos todos gregos, nem somos todos troianos.
Eis porque os motivos são sempre a maçã das maiores discórdias.

Uma coisa é visível - estas mudanças têm impactos.
Nesses impactos não económicos não estão os patos bravos a pensar, que isso... "não é da sua competência"

(Eles só agem à maneira de empresas: visam o lucro.
E se mostrarem obra aos pacóvios, todos aplaudem o vício.
Assim se compram as pessoas, assim são alienadas as pessoas.

Próximo!!



segunda-feira, outubro 29, 2012

Braga cidade capital


Vidal (Outubro 2012)

Alguns se recordarão, por certo, da piscina coberta a que aqui (já) nos referimos. De momento, parece, está vazia, como podemos ver pela imagem, talvez para manutenção e limpeza, porventura porque esteja a ser pensada a sua requalificação, ou talvez porque o São Pedro não tem ido aos treinos e não tem chovido o suficiente. Entretanto, o andar inferior, o tal que não servia para nada, a não ser para criar girinos, e por isso se encontrava tapado, parece que aos poucos começa a ganhar vida e a ter outra serventia, assim a humidade o permita.

O que mais salta às vistas, todavia, nem será isso: mas a incúria que permite que o novo nasça já decadente, desaproveitado, escondido e degradado. Isto num espaço comercial relativamente recente, sito ao lado de outro espaço comercial bem conhecido de todos. Não aludimos apenas aos edifícios nem apenas ao sítio onde foram construídos, mas a todo o espaço envolvente, principalmente a sua retaguarda, paredes meias com a antiga fábrica de sabonetes, a cair aos pedaços. Lixo e abandono.


                                                     Vidal (Outubro 2012)

Agora que (supostamente) as autoridades desviam o olhar para o centro, empedrando e embelezando (eles lá o saberão) algumas praças, a moda assim o pauteia, e já cheira a eleições, talvez fosse necessário encarar os grandes desígnios, os grandes projectos urbanísticos das décadas anteriores, o celebrado crescimento. Atentem bem nesta zona, meus amigos. Lá que Braga cresceu, cresceu… topograficamente, como diria o Camilo Castelo Branco.
   

domingo, setembro 30, 2012

O que eles fizeram à Economia Portuguesa...


Foto de Rogério Madeira, Lisboa, 29.09.2012.

quarta-feira, julho 11, 2012

Braga: religião no espaço público

Vidal: São vicente, Braga (10-07-12)


Parece que há grafitis e grafitis. Este está por ali nas paredes da Escola Secundária Sá de Miranda. E resiste. Ficamos definitivamente a saber que as plantas não rezam. E será que estudam?

domingo, maio 20, 2012

Piscina coberta


Vidal, Braga (20/05/12)

Recordo-me bem. Final da década de 1990, numa conversa de final da tarde em Barcelos, um professor de geografia falava-me do absurdo de algumas construções em Braga, executadas em cima de linhas de água, ou com o recurso a desvios e verdadeiras operações cosméticas de ocultação. Anos mais tarde, não precisei de lupa para ver alguns dos efeitos produzidos, ali ao braga parque e arredores, por exemplo. Garagens inundadas, com muita ou pouca chuva, e parques de estacionamento que nunca chegaram a ser utilizados, alguns dos quais com bombas permanentes a sacarem água. Assisti em camarote presidencial ao desaparecimento de um ribeiro junto ao retail parque, bem perto da 4ª torre, a tal que prometia o paraíso, e demorou 12 anos a ser concluída. E qualquer pessoa em Braga já experienciou a rotunda da feira nova em dia de chuva. As imagens que aqui deixamos pertencem ao imenso parque de estacionamento de uma superfície comercial relativamente recente, entalada entre o braga parque e o prédio verde. A piscina, com parte funda e zona para crianças, corresponde a uma entrada para (mais um) andar inferior, neste caso fechado por razões óbvias. Imaginemos agora em conjunto esse andar inferior. Conseguem imaginar?

Vidal, Braga (20/05/12)


Construir deveria obedecer sempre ao conceito de adaptabilidade ao espaço onde sita: geologia, topografia, geografia, ecossistema, clima, construções envolventes, acessos, pessoas; associados aos materiais a utilizar e arquitectura. Acabava por ficar, de certeza, mais barato.

terça-feira, março 13, 2012

"Piramiza, filho. Piramiza!"

Foto de Eduardo F.
Lisboa, 7.03.2012


Canta bichos da treva e da aparência
Na absolvição por incontinência
Cantai cantai no pino do inferno
Em Janeiro ou em Maio é sempre cedo
Cantai cardumes da guerra e da agonia
Neste areal onde não nasce o dia

Cantai cantai melancolias serenas
Como o trigo da moda nas verbenas
Cantai cantai guizos doidos dos sinos
Os vossos salmos de embalar meninos
Cantai bichos da treva e da opulência
A vossa vil e vã magnificência.
"Coro dos Caídos", José Afonso, 1964

sábado, janeiro 21, 2012

Todo um mundo

Zona de Dalston, Nordeste de Londres
Vidal (14-01-12)

quinta-feira, setembro 29, 2011

Ela, paciente, espera...

Foto de Eduardo F.
Lamas de Mouro, Arcos de Valdevez, 28.09.11

sexta-feira, maio 20, 2011

Retrato de Cidade na Cidade


Foto de Rogério Madeira, Cork (Irlanda), 13.05.2011.


+ info: m-city.org

quarta-feira, abril 20, 2011

Casinhas de Santana


Foto de Rogério Madeira, Santana (Madeira), 17.04.2011.

segunda-feira, agosto 16, 2010

As Cidades




Fotos de Rogério Madeira, FIESA - Pêra, 11.08.2010.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Mergulhar na lama...

Clique para aumentar

Foto de Rogério Madeira, Ribeira Brava, 26.02.2010.