quarta-feira, julho 22, 2009

Inquérito sobre as Questões Significativas da Água

Comunicado

Exmo. Sr.

O período de participação pública das Questões Significativas da
Gestão da Água (QSIGA) está a terminar e a ARH do Norte, I.P. gostaria
de contar com os seus contributos.

Envio em anexo um inquérito que visa recolher a sua opinião sobre os
principais problemas da água na sua região e que deve ser preenchido e
remetido à ARH do Norte, I.P. através do e-mail: partipub@arhnorte.pt,
ou por correio para Rua Formosa, 254, 4049-030 Porto.

Desde já agradeço a sua disponibilidade e fico a aguardar o seu
importante contributo.

Com os melhores cumprimentos,
Dora Barros


Departamento de Planeamento, Informação e Comunicação
Rua Formosa, 254 4049-030 PORTO
GPS: 41º08'53.4''N | 8º36'20.1''W
Telf: 22 340 00 00 Fax: 22 340 00 10

www.arhnorte.pt


Descarregar o ficheiro (pdf)


A data-limite é 31 de Julho.
Participemos!

Difundido por correio electrónico

domingo, julho 19, 2009

O Vale do Tua - A importância do Património no Desenvolvimento Regional

Clica para aumentar

A Associação dos Amigos do Vale do Tua, em colaboração com a Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto, promove um debate no Porto, no próximo dia 23 de Julho de 2009 (quinta-feira), às 21h00, subordinado ao tema "O Vale do Tua - A importância do Património no Desenvolvimento Regional".

A Linha do Tua, uma das maiores riquezas do Vale do Tua, é parte integrante da paisagem e uma das mais belas linhas ferroviárias da Europa.

Com as eleições legislativas no final de Setembro e as eleições autárquicas no inicio de Outubro, é necessário que a Linha do Tua e o futuro de toda a região façam parte da agenda politica e do discurso dos candidatos aos diversos órgãos, locais e nacionais.

Contamos com a sua presença e participação em mais um encontro em defesa da Linha e do Vale do Tua!
Segue convite em anexo. Agradecemos divulgação.


Local de realização do debate:
Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto
Rua de Costa Cabral, Nº1037, Porto


Nota: O debate será antecedido de jantar convívio na Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto. Para informações e marcações, devem contactar através dos telefones: 917534991 / 967434803 ou do email: valedotua@gmail.com.

Atentamente,

Movimento Cívico pela Linha do Tua

sábado, julho 18, 2009

"Esta noite sonhei com Mário Lino"

"Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!"

Miguel Sousa Tavares
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

sexta-feira, julho 17, 2009

II SASIG

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O Capítulo Português da OSGeo realiza de 2 a 4 de Novembro de 2009, as II Jornadas de Software Aberto para Sistemas de Informação Geográfica (II SASIG), na Universidade de Évora. A organização conta com o apoio da AMDE, Departamento de Paisagem, Ambiente e Ordenamento da UE, Departamento de Informática da UE e Faunalia.pt.

Como forma de divulgar o evento e manter os inscritos e interessados a par de todas as novidades, a organização do II SASIG decidiu dar início uma newsletter de carácter ocasional, cuja publicação ocorrerá sempre que hajam novidades ou deadlines importantes a divulgar.

Índice:

a) inscrições abertas

b) convidados internacionais

c) workshops

d) workshop world wind

e) sessão INSPIRE

f) OpenStreetMap mapping party

g) sessão académica

h) patrocinadores

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a) Inscrições abertas

Avisam-se todos os interessados que estão abertas as inscrições para o II SASIG, a ter lugar em Évora nos próximos dias 2 a 4 de Novembro 2009. Para mais detalhes consulte o site.

Datas importantes:

Pré inscrições – 15 Setembro
Apresentação de Abstracts (comunicação oral e posters) – 31 Julho
Resposta aos autores – 15 Setembro
Inscrições – 20 Outubro
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b) Convidados internacionais

O SASIG II contará com a presença de ilustres convidados internacionais, nomeadamente:

Lorenzo Becchi - Membro da fundação OSGEO
Paolo Cavallini - Presidente do GFOSS.it - Capítulo Italiano da OSGEO
Patrick Hogan - Coordenador/Gestor do projecto World Wind no Ames Research Center (NASA)
Patrick Murris - Consultor em tecnologias de informação e multimédia; developer project World Wind
Jorge Gaspar Sanz Salinas - Coordenador do Comité de Direcção Técnica do projecto gvSIG
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c) Workshops

Os interessados em participar nas workshops deverão inscrever-se o quanto antes, já que o nº de lugares é limitado (15) e alguns workshops estão já quase esgotados. Existirá uma lista de espera até 5 lugares, onde se poderá inscrever, no caso de desistência de algum dos inscritos.

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d) Workshop World Wind

As Jornadas contam com um convidado muito especial, Patrick Hogan, pela primeira vez em Portugal para apresentar o Projecto NASA World Wind. Patrick Hogan, além de nos apresentar a visão da NASA sobre a disponibilização de informação geográfica, traçará o rumo do desenvolvimento do globo virtual World Wind, que é um globo open source, ao contrário das soluções similares da Google e da Microsoft. Para além do director do projecto da NASA, estará em Évora um dos principais arquitectos e programador do World Wind, Patrick Murris, que realizará uma workshop técnica no dia 3 de Novembro das 14h às 18h. É uma oportunidade única para se familiarizar com o SDK deste globo virtual e, quem sabe, disponibilizar o seu próprio globo virtual.

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e) Sessão INSPIRE

No decorrer das Jornadas realizar-se-á uma sessão dedicada à Directiva INSPIRE - Infrastructure for Spatial Information in the European Community, promovida pelo GT INSPIRE do Instituto Geográfico Português. Esta sessão pretende incidir sobre os desenvolvimentos mais recentes associados à aplicação da directiva, centrando-se nos tópicos prioritários em termos de implementação (e.g. metadados, especificações de dados do Anexo I e geowebservices). A sessão, que decorrerá no dia 3 de Novembro das 14h30 às 17h30 tem entrada livre, mas carece de inscrição.

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f) OpenStreetMap Mapping Party

No dia 1 de Novembro, dia anterior ao início dos trabalhos das II Jornadas, irá decorrer uma Open Street Mapping Party. O projecto OpenStreetMap é um projecto open source contributivo com objectivo de mapear todo o globo. Com esta mapping party, pretende-se mapear o centro da cidade de Évora contribuindo para o projecto OpenStreetMap, dando aos participantes um bom motivo para passear pela magnífica cidade de Évora, e uma oportunidade de convívio com os restantes participantes das jornadas. Este evento é de participação livre (mesmo para quem não esteja inscrito nas Jornadas), mas requer inscrição.

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g) Sessão académica

O SASIG será também um espaço de intercâmbio científico, com uma nova sessão académica dedicada à apresentação de trabalhos de mestrado, onde se usam tecnologias FOSS4G em projectos de investigação. Nesta sessão serão apresentados 6 trabalhos do Mestrado de C&SIG do ISEGI, o primeiro a incluir uma cadeira de "Geospatial Free Open Source Software".

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Secretariado:

Luisa Carvalho (AMDE)
Telefone/Phone: 266 749 420
Fax: 266 749 425

quinta-feira, julho 16, 2009

Clark Labs anuncia blog "EARTH SYSTEM TRENDS"

A GEOSFERA, distribuidora dos produtos SIG Clark Labs em Portugal, vem por este meio divulgar a apresentação do blog criado pela Clark Labs intitulado "Earth System Trends". Este blog tem por intuito demonstrar a capacidade de análise das variações do sistema terrestre segundo a nova aplicação "Earth Trends Modeler" (ETM), incorporada na mais recente versão do IDRISI Taiga.

O "Earth System Trends" foi concebido especialmente para a análise de diferentes séries temporais de imagens recolhidas de sistemas observatórios terrestres e inclui um conjunto de ferramentas de extrapolação de tendências e variabilidade do sistema terrestre, de importância cimeira para domínios como a análise das variações climáticas e a dinâmica de ecossistemas.

Convidamo-lo desde já a visitar o blog "Earth System Trends" (www.earthsystemtrends.org) e a verificar em primeira mão as potencialidades desta aplicação desenvolvida pela Clark Labs e que está integrado no novo IDRISI Taiga".

GEOSFERA Lda
Drawing the future in Geographic Information Systems
Tel. 21 1502004

sexta-feira, julho 03, 2009

Eu por aqui, tu por aí...

Pode perder-se uma indústria mas também se pode reconstruí-la. Na natureza, se perdermos uma espécie, perdemo-la para sempre. Nunca mais poderemos recuperar esse capital
Jean-Christophe Vie *


Vamos por escalas, como nos filmes que logo começam por contextualizar a nossa pequenez...


Em Portugal há 159 espécies ameaçadas, a maioria moluscos (67 espécies), mas também mamíferos (11), aves (8), peixes (38), plantas (16), invertebrados (16), répteis (2) e anfíbios (1).


Agora, porque o aqui é um reflexo do global, num assunto onde não há nem nunca houve fronteiras, eis o contexto.

O planeta tem cerca de 17 mil espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção, revelou hoje a UICN (União Mundial para a Conservação da Natureza), através da sua Lista Vermelha. Nos últimos 500 anos já se extinguiram 869 espécies.

E para nos ajudar a levantar o moral, ou a força de mudar:

Actualmente, as alterações climáticas não são a maior ameaça à biodiversidade do planeta. Mas isso pode mudar, avança o relatório. Ao analisar 17 mil espécies de aves, anfíbios e recifes de coral, a UICN identificou uma proporção significativa de espécies que são muito vulneráveis às alterações climáticas e que ainda não estão ameaçadas. Deste grupo fazem parte 30 por cento das aves, 51 por cento dos corais e 41 por cento dos anfíbios.

O que quer dizer que estes números vão subir.
"Cada vez mais depressa"

"Cada vez mais depressa"




Ah, os ecologistas e tal.
Pois, mas o que aqui está em causa é, antes de tudo, a perda de biodiversidade. E esta devido, além das alterações climáticas, à destruição de habitats.
E esta devido nosso modelo de desenvolvimento.
E este relaciona-se com o tipo de ordenamento e de planeamento que aplicamos.
E estes, por fim, traduzem os valores para os quais nos vamos sentindo sensibilizados.
Nós, os decisores dos usos do solo.

As distintas opiniões revelam distintas posições, distintos interesses.
Os decisores que têm, efectivamente, decidido sobre os destinos do uso do solo, têm tido como valores algo - podemos designa-lo como quisermos - que, obviamente, não preza o longo prazo.
Reflictamos sobre isto. Sobre quem somos e o que somos.
Ou SE somos.

Regressemos a casa. Ao chão. A terra.
Já há muito tempo que é tempo.


Fonte: Público
* Responsável pelo estudo apresentado.

quarta-feira, julho 01, 2009

Inquérito do mês

A Comissão Europeia anunciou ontem [12-11-2008] que 26 tipos de frutos e produtos hortícolas vão poder passar a ser comercializados independentemente do seu tamanho e forma, após os Estados-membros terem votado favoravelmente propostas de Bruxelas nesse sentido.

Os produtos abrangidos são os damascos, alcachofras, espargos, beringelas, abacates, feijões, couves-de-bruxelas, cenouras, couves-flores, cerejas, aboborinhas (courgettes), pepinos, cogumelos de cultura, alhos, avelãs com casca, couves-repolhos, alhos franceses, melões, cebolas, ervilhas, ameixas, aipo de folhas, espinafres, nozes comuns com casca, melões e chicórias whitloof.

Todos estes 26 produtos poderão passar a ser vendidos mesmo “deformados”, tendo a comissária da Agricultura, Mariann Fischer-Boel, comentado que, “na actual conjuntura de preços elevados dos produtos alimentares e de dificuldades económicas generalizadas, os consumidores devem poder escolher entre a mais vasta gama de produtos possível” e “não tem qualquer sentido eliminar produtos de perfeita qualidade, apenas porque têm uma forma «errada»".

"Esta decisão marca o início de uma nova era para os pepinos curvos e as cenouras nodosas", ironizou.

As normas de comercialização relativamente ao tamanho e forma manter-se-ão todavia para outros 10 tipos de hortofrutícolas, que representam 75 por cento, em valor, das trocas comerciais da UE: maçãs, citrinos, kiwis, alfaces, pêssegos e nectarinas, peras, morangos, pimentos doces, uvas de mesa e tomates.

No entanto, mesmo para estes 10 tipos de produtos os Estados-Membros poderão, pela primeira vez, autorizar os estabelecimentos comerciais a vender produtos que não respeitem as normas, desde que sejam rotulados de forma adequada, de modo a distingui-los das classes "extra", "I" e "II".

Estas novas normas serão aplicadas a partir de 1 de Julho de 2009.

Fonte: Abolsamia


Assim, durante o mês de Julho, queremos saber a vossa opinião sobre este assunto.
Qualquer outro tipo de resposta, não presente no inquérito ao lado, pode ser colocada nos comentários deste tópico. O espaço está aberto.

Participem!

Nota: este inquérito não implica que vamos deixar de virmos dar-vos música.