segunda-feira, julho 30, 2007

Biodiesel

Clique para aumentar “The use of vegetable oils for engine fuels may seem insignificant today.
But such oils may become in the course of time as important as the Petroleum and coal tar products of the present time.”

Rudolf Diesel, 1912

"O Biodiesel é um combustível produzido através de óleos vegetais, gorduras animais ou do próprio óleo doméstico usado. É completamente seguro, biodegradável, e liberta inequivocamente menos poluentes atmosféricos, quando comparado com os actuais combustíveis fósseis.
Tendo em conta que a sua fonte é de origem natural (predominantemente a planta da soja), pode ser considerado um combustível renovável.

Um facto curioso e importantíssimo no ciclo produtivo do biodiesel, é que este permite que se estabeleça um ciclo fechado de carbono no qual o CO2 é libertado aquando da combustão da sua combustão, e absorvido quando a planta que dá origem ao óleo vegetal cresce
Clique para aumentarEste combustível não contém nenhuma fracção de petróleo, mas pode ser misturado com este até uma fracção de 20% da mistura, sem qualquer tipo de restrições e problemas no motor. Apartir deste valor, e até aos 100% do uso do Biodiesel, podem ser necessárias algumas pequenas e simples modificações nos motores. Estas modificações prendem-se essencialmente com o tipo de filtros usados.

Tecnicamente, este produto é obtido através de um processo químico denominado por Transesterificação. Da mistura do óleo com um álcool simples (metanol, na maior parte dos casos) resulta o biodiesel e resíduos de glicerina.

Diversos lares americanos equiparam já as suas garagens com instrumentos para produzirem os seus próprios combustíveis através dos óleos gastos na cozinha. São cada vez mais os sites na internet com instruções de produção e equipamento à venda. O seu êxito de vendas é também cada vez maior.

Cá por Portugal, irão aparecer dentro de pouco tempo as primeiras misturas Gasóleo + Biodiesel para os motores diesel. A nomenclatura usada pelos postos de abastecimento para identificar este novo produto será a letra “B” seguida da percentagem de biodiesel presente no composto Neste caso, a mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100."

Artigo de João Silva, estudante de Engenharia e Gestão Industrial.

Fonte da imagem das emissões: National Biodiesel Board

A Georden agradece ao autor por ter aceite o desafio efectuado por Rogeriomad.

domingo, julho 29, 2007

"Pesca de arrastão"

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Por LEM, 2005.

sábado, julho 28, 2007

Curta distância

Observar

Irish Jig - 1974

Bem, eu queria uma imagem para ilustrar este artigo e não vi motivo para não pôr a capa deste disco dos Bretões Gwendal (qualquer dia ainda vamos ouvi-los por cá...)

Podemos ler o desenho de várias formas. Contudo, aquilo em que pretendo focar-me é na questão do tamanho e do chão. Não, não vou falar de pegadas ecológicas (acho que se vai tornando difícil distanciar-me da imagem de ambientalista que tenho vindo a alimentar...), nem do tamanho desmesurado que o Homem atingiu. Soaria a palavras requentadas. Embora necessárias.


Aquilo que queria dizer prende-se mais com a relação intrínseca entre o Ser e o Meio. Sei que a ideia não é nova, mas pelas experiências por que vamos passando e por andarmos "no campo" / "em campo" começamos a aperceber-nos que a relação entre o Homem e o Meio onde vive e trabalha torna-os indissociáveis. As actividades económicas demonstram os usos e explorações que fazemos do solo. Refiro actividades económicas pois parecem-me ser as que mais exigem e transformam o espaço.


Se na cidade a agricultura ou não existe ou é escassa, isso diz-nos muita coisa sobre as pessoas, o solo e a maneira como elas a ele se ligam.
Claro, ser mais alto implica muitas vezes ver estas relações como coisas pequeninas, e que nos aparecem como pouco relevantes.
É daí que, em caso de problemas com o que se passa cá por baixo, temos de nos agachar e tentar descobrir como resolvê-los

A distância é curta. E as disfuncionalidades fortalecem e reestreitam os laços que nos prendem ao chão. Aquilo que sempre pisamos.

terça-feira, julho 24, 2007

Burj Dubai

A Torre Dubai, iniciada em 2002 é, neste momento (não está ainda terminada), o edifício mais alto do mundo. Prevê-se o seu término para 2009, atingindo então, aproximadamente 700 a 800 metros(!) de altura. Será constituída por residências, hotéis, parques(?), entre outros. O seu custo: oito biliões (não é bidões) de dólares. Super condomínio de luxo para cidadãos que ganhem mais que o ordenado mínimo.

Portugal, acossado, prepara terrível resposta. Depois da maior feijoada do mundo na ponte Vasco da Gama, da construção de uma dezena de estádios para gáudio de olhares bovinos, e da maior francesinha em prato, confeccionada em Maximinos, Braga; consta que, estará para breve, a maior sandes de queijo limiano do mundo, transportada pela população de Ponte do Lima (onde se produzia o queijo original), até ao novo gigantesco aeroporto internacional de Lisboa, localizado em local incerto(?).Eles não perdem por esperar.

segunda-feira, julho 23, 2007

Por aí não vais

Ver com mais detalhe

Foto: Kyodo News, em Visão de 19-07-2007, p. 32


Segunda-feira passada, dia 16 de Julho, ficou (também) marcada por um sismo que chegou a atingir os 6,8 na escala de Richter. Ocorreu no noroeste do Japão, região fértil neste tipo de eventos naturais.

Agora que já esquecemos a "notícia" (nem era preciso passar tanto tempo...), convém lembrar que o mesmo provocou uma fuga de águas radioactivas do reactor central de Kashiwazaki Kariwa, que é só a maior central nuclear do mundo.

O Homem cresceu demasiado, tornou-se maior que si próprio e parece não ter controlo sobre si mesmo. E o tipo de desenvolvimento que temos é apenas um reflexo e uma forma de fazer face a esse crescimento. Visando mantê-lo. Mas... a que preço?

Temos vivido com sobressaltos desde a Revolução Industrial. Mas sempre soubemos dar a volta, saltar por cima, e, rindo por último, dizendo:
- A evolução tecnológica não é para deitar fora.

Claro que não.

As necessidades de recursos, entre os quais a energia, cujo consumo se prevê que continue a aumentar (acompanhando o crescimento demográfico), levam-nos a descobrir cada vez mais formas de as satisfazermos, numa espiral que terá de ser invertida. Necessariamente. Porque o que temos vindo a fazer tem sido consumir produtos não renováveis à escala humana.
Falando também sobre a energia, exige-se uma descida do seu consumo, uma diversificação das suas fontes, e um crescimento das energias limpas.

No fim de contas, é tudo uma questão de tempo.
Só para relativizar um bocadinho, apetece-me dizer que o tempo de residência da água (*) é:

- de algumas horas, nas células vivas;
- de cerca de 16 dias, nos rios;
- de 8 dias, no ar;
- de 1 ano, no solo;
- de 17 anos, nos lagos de água doce;
- de 1400 anos, nos mares interiores;
- de 1600 a 9700 anos, nos glaciares;
e
- de cerca de 2500, nos oceanos.

O que querem dizer estes números e o que quero eu dizer com tudo isto?
Em primeiro lugar, aqueles números querem dizer que a água, como elemento móvel, tem o seu ritmo. Em segundo, essas águas radioactivas hão-de chegar a todo o lado. E sendo o decaimento radioactivo coisa para durar milhares de anos, então é tudo uma questão de tempo.


Queremos ir pelo nuclear?
É uma energia limpa?

ah-ah ah ah ah ah

(Sabeis o que aconteceu à saúde dos seres vivos, incluindo a nossa espécie - não nos excluamos disto! -, na zona em redor de Chernóbil? Efeitos semelhantes aos que ocorrem em áreas de "treino de guerra" por parte dos Estados Unidos da Amnésia... Infelizmente, a lista será sempre demasiado extensa). (E apenas falando do nuclear, que de chapapotes é bastante mais gordinha)

Gaia está a libertar-se das tensões que lhe temos vindo a infligir sobretudo desde a Revolução Industrial. Não em forma de sismos, claro está.
Está a dizer-nos muita coisa, mas nós temos ido à escola. E ainda não dominamos a sua linguagem. Está a dizer-nos por onde é o caminho. Por exclusão de partes.

- Não sei se vais longe, ou para onde vais, mas sei que não vais por aí.


(*) - Extraído de World Ressources 1990-1991, citado em MARSILY, Ghislain de (1994), "A Água", Ed. Piaget, p. 17

domingo, julho 22, 2007

A pardalar no rio...

Vidal:Rio Cávado. Barcelos

Sinto falta do rio (Cávado), onde aprendi a nadar, onde as mulheres lavavam a roupa, onde se passava parte do verão. Local de piqueniques épicos, esconderijos insondáveis, amores fugazes. Depois, em nome de um tal de desenvolvimento, INSUSTENTADO, vararam o rio de balas. Debalde. O “desenvolvimento” esmoreceu. O rio ali está. Sem gente. A cidade de costas voltadas…

"Concentração internacional de motos d'água"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, julho 20, 2007

A pardalar por aí

Expansão do centro comercial Braga Parque. Maiores cinemas(?) e FNAC. Ou talvez o aumento da concorrência, na zona norte da cidade, onde deverá surgir mais um CC, e, obviamente, mais uma “urbanização de luxo”. Nesta área de expansão localizava-se um minúsculo “ringue” sem luz à noite e, dizia-se, estar prevista(!) a construção de espaços infantis. Sem rir. A zona azeda-se e despovoa-se (embora com mais edifícios). O pouco que resta, refila um “deixem-me em paz” encoberto. Fica apenas um burburinho que é o silêncio mais vazio…


quarta-feira, julho 18, 2007

Vamos acabar com o mito das MÁS BOLEIAS!

Clique para pedir boleiaVamos acabar com o mito das "más boleias"...
Ao andarmos à boleia estamos a diminuir o número de automóveis particulares que circulam apenas com o condutor...

Ide para festivais à boleia... ide a entrevistas à boleia... ide visitar a namorada num bom carro à boleia... ide praticar naturismo numa praia longínqua à boleia... ide ver a bola à boleia... ide para um combate de cães ilegal à boleia... ide para a escola ou trabalho à boleia...

Se não der para se deslocarem a pé, bicla ou transportes públicos...
OFEREÇAM ou PEÇAM BOLEIA, na rua ou via online:



Por um ambiente melhor, desloquem-se de uma forma mais sustentável... ;)

Abraço a todos

Rogério

terça-feira, julho 17, 2007

O Pardal

O pardal: Espécie de “flâneur” à portuguesa. Onde o outro deambula pela Paris novecentista (até hoje), este calcorreia (ou voa) palas ruas das nossas cidades. Incansavelmente.

A linguagem perdida das cidades- I

Vidal: Junto ao Braga Parque. Julho. Braga

Votação on-line no IX PortoCartoon

De Grzegorz Gzumowski"Arrancou a votação on-line PRÉMIO DO PÚBLICO no Museu Virtual do Cartoon, uma iniciativa integrada no IX PortoCartoon-World Festival, do Museu Nacional da Imprensa.

Os cibernautas podem votar em 35 concorrentes para escolher o seu melhor cartoon, independentemente da escolha feita, em Maio passado, pelo júri internacional do concurso, presidido pelo cartunista francês. G. Wolinski.

Os candidatos são os premiados, as menções honrosas e os finalistas do IX PortoCartoon. Os desenhos em disputa foram enviados de países tão diferentes como a Bulgária, o Brasil, a China, a Itália, a Indonésia, o Irão, a Polónia e a vizinha Espanha, entre outros. A representar Portugal está o cartunista amarantino António Santos com uma caricatura da pintora Paula Rego.

Para além do tema principal deste ano, "A Globalização", os trabalhos em votação abordam também outros assuntos da actualidade como a fome, a guerra e a religião.

O autor do desenho mais votado será convidado pelo Museu Nacional da Imprensa para uma exposição individual em 2007.


Esta votação decorre também na Galeria Internacional do Cartoon, do Museu Nacional da Imprensa, onde está patente a exposição do IXPortoCartoon, com mais de 400 desenhos patentes.

A votação vai decorrer até 30 de Setembro, na sede do Museu e até 31 de Dezembro no Museu Virtual do Cartoon."

Para mais informações clique aqui.

segunda-feira, julho 16, 2007

Por um Google mais eficiente energeticamente...

Clique para entrar"Quando o monitor está todo branco (uma página do Word, por exemplo), o computador consome cerca de 74 watts. Quando está todo preto, utiliza, em média, 59 watts.
Partindo deste princípio, há alguns meses atrás, Mark Ontkush escreveu um artigo sobre a economia que poderia ser feita se a página do Google possuísse um fundo preto em vez de branco.
Levando em conta a altíssima popularidade do site, seriam economizados, segundo os cálculos de Mark, cerca de 750 megawatts/hora por ano.
Em resposta ao post, o Google criou uma versão toda escura do seu search engine chamada
Blackle.com , que funciona exactamente igual à versão original mas consome menos energia."

Para mais informações:

Pensando na eficiência energética, ora aqui está uma coisa interessante, será verdade?
Vou investigar...

domingo, julho 15, 2007

Sem luz as pedras não reflectem

Hoje é domingo, "dia do senhor".

Sem luz as pedras não reflectem.

E "sem reflexão, as coisas tendem a reproduzir a opacidade".

"O isco das autárquicas" intercalares...

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sábado, julho 14, 2007

Com tanta sujidade as pedras não reflectem bem...

Observar atentamente


Em Visão, 12 de Julho de 2007, p. 122


(Não me interpretem mal, até porque hoje não se pode publicamente indicar tendências. Eu só queria dizer que as pedras, quando sujas, não reflectem bem... E logo calcário, que é tão brilhante...
Ah!...mas tão fácil de sujar... )

sexta-feira, julho 13, 2007

"An Introduction to Geographical Information Systems", de Ian Heywood, Sarah Cornelius e Steve Carver

Clique para aumentar

Introdução simples e clara aos princípios dos Sistemas de Informação Geográfica na perspectiva de um novo utilizador. É um livro que aborda o tema dos SIG's com bastante profundidade podendo ser benéfico para utilizadores experientes.

Essencial para quem se quer iniciar no mundo dos SIG's.

Ian Heywood, Sarah Cornelius, Steve Carver
"An Introduction to Geographical Information Systems"
Prentice-Hall; 3Rev Ed edition (11 May 2006)

Comunidade

Relançou-se, nos últimos dias, o debate acerca da criação de uma comunidade geográfica, a começar nos estudantes de geografia. Nada de novo. À pertinência do tema, acresce a sua relevância na formação de uma "real" futura classe de geógrafos. Não apenas um fórum. Por isso, julgamos importante ligar a “comunidade” a um outro tema em pousio: a criação de uma verdadeira Ordem dos Geógrafos. A Georden associa-se ao debate na internet, principalmente no portal Geographus e na sua mailing-list. Participe. Aqui ou ali. Não vai doer nada.

quinta-feira, julho 12, 2007

"Um dia, vão dar-me razão."

Ler faz bemLer faz bem Ler faz bem Ler faz bem

Em Visão, 12 de Julho de 2007, pp. 94-98

Costumo dizer que uma das melhores provas de que se está vivo é a capacidade para aprender. E, claro, de agir em conformidade. O que também passa pela liberdade.

Parece-me que na história recente da humanidade tem ocorrido, ciclicamente, um facto. Talvez soe a novo e espantoso. E mais espantoso por soar a novo:
Os loucos, os visionários (e não me refiro a megalómanos, porque para esses já não há paciência), foram aqueles que tiveram ideias fantásticas, às vezes simples, que, na altura, lhes valeram aquele depreciativo e "herege" estatuto.
Resultado: as suas ideias foram "excumungadas" e os seus autores condenados (à lei da morte ou do esquecimento), retirando-lhes qualquer propensão a um debate analítico sobre o que propuseram.

Isto, no seu tempo. Porque passados uns anos valentes, alguém tem semelhante ideia e até fica contente por descobrir, lá nas catacumbas empoeiradas do conhecimento registado, que "diz que" ou "parece que" outro alguém já tinha pensado nisso.

No meio disto tudo, pergunto-me:
Onde está a nossa capacidade de aprender?
Não é já longo o caminho para termos memória destes ciclos de esquecimento e redescoberta?

O desenvolvimento sustentável tem de passar - necessariamente - por uma proximidade com a Terra. Relação que quebrámos, mas que agora, com o rabo entre as pernas, vamos - muito discretamente - tentando reatar. (Convém não dar um ar muito quixotesco, que, tal como no passado, pode ser mau...)

Estaremos cada vez menos vivos?

quarta-feira, julho 11, 2007

Seminário sobre Sistemas de Alerta Precoce

15 a 18 de Julho 2007, Albufeira, Algarve

"Os Sistemas de Alerta Precoce são reconhecidos no Quadro de Acção de Hyogo como um elemento importante na redução dos riscos e, por esta razão, para o desenvolvimento sustentável. Esses sistemas devem ser centrados nas pessoas e integrar quatro elementos: conhecimentos dos riscos; equipamento técnico de alerta e de monitorização; difusão de alertas significativos às pessoas em risco; sensibilização pública e preparação (em The Global Survey of Early Warning Systems; Nações Unidas, Setembro 2006).

A nível europeu, é reconhecida a necessidade de melhorar ou estabelecer novos Sistemas de Alerta Precoce. Estes sistemas devem ser edificados sobre capacidades nacionais ou regionais e complementar iniciativas mais amplas que se destinem à preparação e mitigação de catástrofes. Adicionalmente, os sistemas devem também ser capazes de disseminar avisos aos Estados-Membros, de um modo expedito."

Inscrições (gratuitas) e mais informações

http://www.prociv.pt/ews/index.htm

terça-feira, julho 10, 2007

A Festa da Geografia

Clique para entrar na festaMirandela, de 14 a 22 de Julho

"Geógrafos portugueses e espanhóis, professores e alunos de Geografia, planeadores, urbanistas, paisagistas, cientistas naturais e sociais, simples cidadãos, todos interessados no território e nos seus problemas, irão encontrar-se em Mirandela, para tratar de Geografia, apresentar os resultados dos seus trabalhos, ensinar e aprender, trocar conhecimentos e experiências, fortalecer laços de amizade, procurar descobrir novas realidades e discutir soluções dos novos e velhos problemas que nos afectam enquanto indivíduos.Num ambiente de festa e de alegria, em que se juntam os jovens e os menos jovens, os especialistas e as pessoas comuns, irá acontecer em Mirandela a saudável troca de experiências, aspirações e novas descobertas dos nossos e dos outros territórios."

Para mais informações

Esta festa/evento já foi promovida aqui no Georden, no entanto, como estamos mais próximos da data anuncio, novamente, A Festa da Geografia.
Consultem o programa e façam uma escapadinha em Mirandela.

segunda-feira, julho 09, 2007

"Todos os edifícios, um dia, serão verdes..."

"Entrou esta semana em vigor o Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE) e, por conseguinte, uma nova fase da actual legislação, publicado o ano passado, sobre eficiência energética dos edifícios em Portugal". Para saber mais, clique no seguinte artigo:

Clique para aumentar
Em Jornal da Construção, 05 de Julho de 2007, pp. 04-05.

domingo, julho 08, 2007

"Conservadorismo"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, julho 06, 2007

Projectos de Novas Energias

Modelo: VanA tertúlia deste mês versa sobre as “Novas Energias” e aproveito esta oportunidade para promover um projecto inovador, o carro a ar comprimido MDI.
O que são?
“São carros que não utilizam combustíveis líquidos nem o gás que conhecemos. Movem-se pura e simplesmente a ar, e os gastos são de cerca de 1-2 euros de luz por carregamento das botijas que dão para cerca de 200 km.
A velocidade máxima é de 110 km/h, mas poupam-nos multas e levam-nos sem gastos onde mais nenhum conseguiu levar.
Os preços rondam os 5 a 9 mil euros, dependendo do tipo de carro.
Temos de deixar de sustentar os árabes à custa do nosso suor.
O carro deve a sua autonomia graças aos tanques de 90m3 de ar comprimido a 300 bars. A expansão do ar comprimido que entra no motor move os pistões que dão força ao motor.
O ar que sai do escape é ainda mais limpo do que entrou, pois é filtrado na hora de comprimir. O sistema de ar condicionado é baseado na reciclagem do ar. Devido a ausência de combustão a troca do óleo ocorre somente a cada 50.000Km.”

Para mais informações:


Gostaria, também, promover dois blogues relacionados com o tema:
- BioTerra: Espaço cibernético de debate de ideias sobre educação ambiental, muito bem conduzido/gerido por João Soares. Um espaço a consultar/visitar, em particular, o dossier sobre Eficiência Energética.

- Energias Renováveis: Para um melhor conhecimento sobre novas energias, este é o blogue ideal. Vale bem a pena visitá-lo. Consultando a sua nota editorial: “este blog é criado com o intuito de compilar diversas informações sobre Energias Renováveis, bem como partilhar conhecimentos.” Para além de todos os links e categorias que dispõe, gostaria de salientar a categoria sobre “Biocombustíveis” (tema muito em voga).

Há 2, 3 anos tomei conhecimento de um excelente estudo sobre a produção de Biodiesel. Para falar melhor sobre esse estudo desafiava o jovem Eremita a participar no Georden, com a publicação (posterior) de um artigo-resumo. Será que estás com energia para aceitar o nosso convite?

quinta-feira, julho 05, 2007

30 Anos de Geografia e Ordenamento do Território em Democracia

Ver pormenores


No âmbito das comemorações do 20.º Aniversário da Associação Portuguesa de Geógrafos (APG), dá-se continuidade ao ciclo de conferências “30 Anos de Geografia e Ordenamento do Território em Democracia!”.

O próximo evento decorre no Funchal, no Café Golden Gate-Funchal, às 17:45 de Sexta, dia 6 de Julho, e será subordinada ao tema "Planeamento territorial, administração regional e administração local: competências e meios"

Quem puder...

quarta-feira, julho 04, 2007

Quem Te Vê ?

Não sei se tendes visto os documentários que a RTP tem passado, a propósito do evento do próximo dia 7, o Live Earth. Bem, na segunda o tema do programa foi interessante e enervante, se se pode dizer assim.

Falaram das tentativas de o Homem, não de prever, mas de controlar os estados do tempo. Os Estados andaram muitas vezes por trás dessas façanhas, quase nunca por bons motivos.

Houve (e há) um pouco de tudo, recorrendo a tecnologias das mais simples às mais evoluídas:

- a famosa técnica de lançar iodeto de prata para, com esses núcleos de condensação, precipitar a formação de nuvens;
- o lançamento de um produto sintético (que absorve não sei quantas vezes o seu peso em humidade) em furacões e tempestades, para diminuir a sua energia;
- a criação de uma fina película de uma substância no oceano atlântico, que impediria a evaporação e alimentação dos furacões, condicionando a sua formação e direcção;
- a detonação antecipada de explosivos junto a nuvens (pois os geofísicos concluíram que os furacões se alimentam da energia dos raios), para impedir estragos em zonas mais graves;
- o aquecimento da ionosfera (diziam que podiam aquecê-la até 50 mil graus célsius) através de ondas de rádio, o que faria as correntes de jacto elevarem-se em altitude (não percebi muito bem este estrategema...)

Enfim...
E pergunto-me: como é que somos capazes de acreditar que podemos modificar os estados do tempo, com tudo isto, e não somos capazes de acreditar que podemos modificar os estados do tempo?

Acho que ficamos confusos, não foi? Pois é absurdo. Uma contradição.
Ou seja, está provado (para quem é céptico, digo de outra forma: é cada vez mais consensual) que o Homem contribuiu (e continua a fazê-lo) para o aquecimento global. Parece que nisso já muitos acreditam.

Que diferença vemos então entre "acreditar que podemos mudar" e em "acreditar que podemos mudar"? Eu não vejo diferença alguma. Apenas vejo energias a serem mal canalizadas. A querermos um estado mais natural e equilibrado de formas artificiais e forçadas.

Isto tem, mais uma vez, que ver com as concepções que temos do mundo. E parece-me que muitas delas entrarão em extinção a breve prazo. Mas que vê isso?...

terça-feira, julho 03, 2007

Dos últimos dias..

No âmbito de, um suposto, mês das cidades, o Expresso publicou na sua última edição algumas curiosidades, designadamente na política de solos urbana (entre outros), dando voz, a alguns geógrafos. Em outro sentido, a despeito de qualquer estratégia equilibrada e sustentável, as cidades, continuam o seu crescimento rumo à esquizofrénica cidade global: a anti-cidade. O jornal, tendo como fonte a Ecoline- Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, refere que em 2005, 48,7% da população vivia já em áreas urbanas. A ONU estima que em 2010, esse número ultrapasse, pela primeira vez na história da humanidade, os 50%. 33 milhões, por exemplo, (sobre)vivem na aérea metropolitana de Tóquio e mais de 20 milhões em São Paulo, Brasil. Até quando? Não são apenas as questões de sustentabilidade ambiental e qualidade de vida (variando esta entre países mais ou menos ricos), mas também questões logísticas de (gigantescas) infra-estruturas (água, electricidade, saneamento, rede de fibra óptica, metro, etc..etc..) e, respectivos impactes sociais. Os relativamente constantes “apagões” em Londres e Nova Iorque, a ameaça terrorista, a dependência total das pessoas das estruturas que as rodeiam, os desastres naturais, revelam-se uma incógnita (in)controlável (?) . Tudo isto é de um gigantismo incomensurável.

No fim-de-semana, a geopolítica interna, na sua caminhada inexorável, rumo à Coreia do Norte, revelou, mais uma vez, a sua face brejeira e autoritária. Desta feita, foi o Ministro Campos da “nossa” famigerada saúde, a presentear a directora de um centro de saúde (Vieira do Minho), com a exoneração, por esta, alegadamente, não ter retirado um cartaz (anónimo) onde se liam “jocosamente”(?) alguns comentários, saídos de falsete, do próprio Ministro. As críticas, desta vez, vieram (ténues) até do próprio partido (Alegre e Soares).

Hoje mesmo, um outro, Sr. Ministro da Agricultura e Pescas (isso ainda existe?), interrogado na Lota de Matosinhos por pescadores, afirmou, (legitimamente) que quem (pescadores) não estivesse bem, que saísse da UE. Como Sr. ministro? -Vão à fava- deve ter pensado.

Entretanto, começou lampeira e explosiva, a nossa presidência, grandiosa presidência, da UE. Já ninguém fala da constituição que, afinal, se pariu tratado. Ninguém questiona ou discute os novos poderes desta. Ninguém estica o assunto para referendo. Depois queixem-se ao Sr. Abade. Eu, sair daqui, não saio!

segunda-feira, julho 02, 2007

Passeio em forma de cascata com 4 faixas de rodagem

Clique para circular Foto de Rogério Madeira, Quarteira, 01.07.07.

Houve tempos em que eu era mais ágil.
Houve tempos em que não precisava da diferença.
Houve tempos em que tudo era mais fácil.
Houve tempos em que tinha a minha crença.

Mas tudo mudou...
Agora, eu sou a diferença.
Esta insustentável cidade,
Já não faz parte de mim.

Houve tempos em que caminhava.
Houve tempos em que subia.
Houve tempos em que me desviava.
Houve tempos em que descia.

Mas tudo mudou...
Agora, procuro outros acessos.
Não quero barreiras.
Procuro largos passeios.
Não quero escadas.
Procuro rampas.

Quero que me vejam
E pensem também em mim.
Mas houve tempos em que também fui assim,
Igual a tantos outros...

Gaivota, 01.Jul.07


Julho é mês de debate sobre “Novas Energias” no Georden e o que pretendo mostrar com a foto do mês é que são precisas “novas luzes” (ideias) para resolver um dos principais problemas das nossas cidades, a mobilidade (ou a falta dela).

Será isto um bom exemplo de passeio público pedonal? Ou estaremos a criar passeios para provas de trial outdoor?
Desafio todos a analisarem esta foto como se tivessem de cadeiras de rodas, ou com qualquer outro modo que torne a mobilidade condicionada/reduzida:

Ora...
-Uma faixa de rodagem com canteiros de flores (inútil! Para que queremos canteiros de flores num passeio? Ali até passava, mas iria “lavrar canteiros e colher flores”...);
-Outra para colocação dos postes de iluminação (útil à noite! Mas ali não passo! Talvez um roda em cada faixa. Seria radical... mas melhor não, posso capotar...);
-Outra totalmente “desimpedida” (Se eu não tivesse esta maldita cadeira, passava ali num brinquinho. Raios partam a escada. Espera! E se fizesse cavalinho? Seria radical... mas melhor não, posso cair para trás. Mas porquê aquela escada? Ah! A cota do edifício está muito mais alta que a da estrada... então convém equilibrar desnível com escadas... “estes projectistas/construtores são burros como portas”);
-Por fim, a quarta faixa de rodagem (oh! Seria sempre um sonho para mim... Subir 3 degraus? Será que consigo? Nunca. Uma rampa aqui fazia jeito, porque sempre sonhei circular num piso encerado (que lembra-me o do meu quarto) num edifício com passeio sob a forma de túnel, para além de poder ver montras. Ah! É bom sonhar...).
Pensamentos... apenas pensamentos... que não deixam de ser reais...

Continuando...
Recentemente assisti às obras de requalificação das Avenidas Mota Pinto e Sá Carneiro (Quarteira)*, ao nível do trânsito, estacionamento, espaços arbóreos e travessia de peões, e o que tenho a dizer sobre isto é que muito ficou por fazer. Preocuparam-se essencialmente com o trânsito e estacionamento.
Melhoraram as travessias de peões, mas certamente foi a pensar no trânsito. As pessoas atravessam a “avenida que rasga a cidade” em qualquer sítio, daí a importância de criar espaços/canais de atravessamento para peões, pensaram eles... (suponho eu...).
Numa cidade que tem apenas 8 anos e que pretende assumir-se como tal, terá que resolver questões como esta. Será que quem pensou/projectou a requalificação da avenida se esqueceu de locais como este que a foto mostra? Ou o orçamento era escasso? Ou projectaram no gabinete e nem saíram dele? Na volta até usaram apenas o Google Earth... Enfim...
Contudo, quero mostrar o meu agrado pelo esforço que tem sido feito na cidade de Quarteira, ao nível da mobilidade. Mas convém lembrar que muito há a fazer... mas mesmo muito, para se atingir a mobilidade sustentável.

Saudações geográficas,

Rogériomad

* Brevemente publicarei um artigo no Georden sobre esta obra e outras na cidade de Quarteira. Por agora não tenho tido tempo para nada...

domingo, julho 01, 2007

"Corrente marítima da UE"

No dia em que Portugal assume a presidência da União Europeia, o Georden lança uma nova série de cartoons. Criados em 2005, os "Nau Fragos" mostram-nos um pouco do ambiente natural dos oceanos.

Humor e ambiente, a não perder, semanalmente, aqui no blogue!

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Por LEM, 2005.