quinta-feira, dezembro 26, 2013

Os ermos onde, julgando que nos compramos, nos vendemos.

O crânio é uma carcaça por causa dos abutres. 
Chama-lhes burros!



A Associação Comercial de Braga 
deseja-lhe boas festas e compras felizes. (+*+)


As duas funções primeiras de muitos lugares (a comercial e a religiosa) foram exercidas em espaços contíguos, pois o mercado começou por se realizar no adro da igreja ao domingo, dia em que os camponeses que viviam mais ou menos dispersos nos arredores se dirigiam à povoação central, à sede da freguesia. De igual modo, as grandes feiras e romarias coincidem frequentemente com as festas religiosas importantes. Ao longo dos tempos a Igreja Católica procurou afastar as duas actividades. Um certo desprezo que a sociedade medieval votava à actividade comercial que associava à usura, explica mesmo diversas interdições colocadas à realização de mercados, feiras e outras actividades comerciais ao domingo, restrição que, nos países de cultura católica, foi transposta para o hábito de os estabelecimentos comerciais encerrarem nesse dia.

Teresa Barata Salgueiro, in "A Cidade em Portugal", 1992, p. 299
Edições Afrontamento, 3ª ed. Junho de 1999.

As propagadoras de som (+*+) espalhadas pela parte pedonal da paróquia são as correias de transmissão do poder e das suas linguagens (conducentes à acumulação do capital), para crermos definitivamente que a época festiva é propriedade de estadunidenses (mais que anglófonos).
E se quem assim pensa passar a gostar de tanta americanice, então a época festiva é propriedade dos estadunidenses. E deixaremos definitivamente de notá-lo.
...Mas na verdade é actualmente mais chinesa que outra coisa, embora tal não se reflicta nas musiquinhas-muzaque que insistimos em difundir nos lugares propensos "à servil condição de demanda."

A publicidade coloniza os espaços abertos, até pelas ondas hertzianas!, como o lixo se multiplica e avoluma sob a forma de produto sólido das actividades desperdiçadoras em que vamos empregando o nosso tempo e a nossa energia.

E todo este encarrilar na rodinha do consumo-destruição, com direito a banda-sonora (sobrevive, infantilmente decadente, o Coro de Santo Amaro de Oeiras), reflecte o poder imperante do capital. Aquele em que toda a festa, dos contentinhos do capital, agora equivalentes aos contentinhos da liberdade, serve de pretexto para mais umas negociatas.

Braga, a idólatra, "jubilante por albergar em seus domínios" o tão ilustre fait-divers em que transformámos esta data [basta atender ao conteúdo, vazio, sem notícias, dos... noticiários do dia 25 de Dezembro...], "iniciara preparativos para uma grande festa em sua honra que, a pretexto de o apresentar à sociedade bracarense, se revelava a ocasião propícia para ela própria se mostrar influente e bem relacionada. E ademais, não menosprezando a fama que sempre o acompanhava, o evento até podia proporcionar excelentes deixas à sua carente alcovitice."

"O Divino Marquês", Mão Morta


Quanto à produção material mais ou menos fixa da cultura na cidade de Braga, temos presentemente um panorama confrangedor. Não que andemos em concorrência com outras urbes, a actividade cultural não está ao nível da dimensão física, económica ou demográfica da cidade de Braga. 
O que talvez seja indicativo de que o ar empestado e cheiro a verdete das capelas nunca foi suficientemente "varrido", nesta aldeia da mesquinhez, do isolamento, dos sitiados e do mexerico.
Isto talvez a propósito do senhor Paulo Brandão, que não vai salvar a cidade, ter sido reconduzido a director do Theatro Circo, destronando o rei Rui.

Um pequeno levantamento dos espaços por mim conhecidos, onde já estive (excepto os marcados com asterisco) torna-se útil e pertinente. No total dos abaixo listados (30 espaços), 19 são privados / com fins comerciais. Acontece que, para atrair público, se servem (onde é que já vimos este menosprezo?) da oferta cultural, misturando ou tentando conciliar as actividades.

E também por aí se confunde o carácter: é público ou privado?
O Centro Cultural Braga Viva e o auditório Galécia (em centros comerciais) são públicos?
O auditório Vita e a Velha-a-Branca são privados?

Dos restantes 11 associados ao erário público ou a instituições e associações sem fins lucrativos, esboroam-se no horizonte as aspirações a que tais espaços conseguem responder. Dizemos, e queremos dizê-lo, estão desaproveitados, desocupados, ou usados timidamente. Vazios ou esvaziados da sua razão de ser: as actividades que neles podem / poderiam ter lugar.

A classificação que se segue não é arbitrária: é só uma possível, para começar o desenho. Assim, temos como espaços (sobretudo) fechados que podem albergar actuações musicais em Braga:

Grandes Auditórios (espaço para mais de 50 lugares sentados, com assentos móveis ou fixos):

Auditório do Conservatório Calouste Gulbenkian (R. da Fundação Calouste Goulbenkian)
Audtório Galécia (no C. C. homónimo)
*Auditório Vitta (R. de S. Domingos, 94B)
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (R. de S. Paulo, 1)
*Centro Cultural Braga Viva (no Bragashopping, Av. Central)
*Centro Cultural e Social de Santo Adrião (R. do Centro Cultural e Social de Santo Adrião)
GeNeRation (Pç. Coronel Pacheco, 15)
Instituto Português da Juventude (IPJ) (R. Sta. Margarida, 6)
Museu D. Diogo de Sousa (R. dos Bombeiros Voluntários)
Parque de Exposições de Braga (PEB) (Av. Dr. Francisco Pires Gonçalves)
Salão Medieval da Biblioteca Pública de Braga (Largo do Paço)
Salão do Museu Nogueira da Silva (Av. Central, 61)
Theatro Circo (Av. da Liberdade, 697)
Universidade do Minho (Gualtar) (vários anfiteatros)

Pequenos espaços (com ou sem lugares sentados; menos de 50 lugares, normalmente com um pequeno palco que pouco mais dá que para umas actuações de dois / três músicos, sobretudo sem amplificação):

Casa dos Crivos (R. de São Marcos, 94)
*Casa do Professor (Av. Central, 106-110)
Centésima Página (Av. Central, 118-120)
Fnac (no C. C. Braga Parque) (Quinta dos Congregados, S. Vítor)
*Mercado Cultural do Carandá (Rua Dr. Costa Júnior)
*Museu da Imagem (Campo das Hortas, 36-37)
*Posto de Turismo (Av. da Liberdade, 1)
*Torre da Menagem (R. do Castelo)
*TOCA (Av. Central, 33)
Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural (Largo Sra. a Branca, 23)

Bares (espaços que vivem sobretudo do consumo de bebidas):

Espaço Quatorze (Rua dos Chãos, 14)
Estúdio 22 (Rossio da Sé, R. Dom Paio Mendes, 22)
Insólito Bar (Av. Central, 47)
Live Rock Bar (agora denominado Barco Negro) (R. do Raio, 6)
Pëste - Espaço Cultural (antigo CUSP) (R. Nova de Santa Cruz, 236)
*Projectil (Travessa do Caires, 39)

Excluímos, por um lado, os salões paroquiais, que bem mereciam maior actividade conhecida. Cada freguesia dispõe deles, pelo que não podemos falar de falta de equipamento, ou de centralização da oferta. Pela frequência de passagem, ou por "tropeçar" na divulgação (daí ter falado em "actividade conhecida", destaco com alguma oferta as sedes das juntas de Freguesia de Panoias (com concertos de metal), e de S. Vítor (conferências, por vezes concertos de fado...)

Por outro lado, por não terem, talvez, ainda rompido muito bem a barreira de círculo em que se encontram, i.e., também as escolas secundárias dispõem de bons auditórios (vide o Auditório Sebastião Alba (na Escola Secundária Alberto Sampaio) (R. Álvaro Carneiro)), mas a sua actividade cultural (no caso, teatro, sobretudo) não atinge grande raio de influência, atraindo sobretudo a população escolar e docente das mesmas.

Por outro lado, se analisarmos outro ramo comercial / cultural (a cultura transformada em mercadoria é discussão aqui apenas pressentida), verifica-se que os valores da lentidão, do auto-recreio, da lucidez e da instrospecção de que o livro permanece paradigma, "vendem" cada vez menos.

Livrarias / Alfarrabistas:
(uma vez fechadas, não há muito, a Braga Books e a Capítulos Soltos, restam, actualmente na cidade, 12): 

Augusto Costa (R. Frei Caetano Brandão, 76)
Bertrand (no C. C. Liberdade Street Fashion, Rua do Raio)
Bracara (R. do Forno, 11)
Bracara Alfarrabium (R. de Janes)
Centésima Página (Av. Central, 118-120)
Culturminho (R. Francisco Duarte, 319)
Fernando Santos (alfarrabista) (R. dos Chãos, 121)
Fnac (no C. C. Braga Parque) (Quinta dos Congregados, S. Vítor)
Librobraga (R. de S. Vítor, 182)
Minho (Largo da Sra.-a-Branca, 66)
Oswaldo Sá (R. 25 de Abril, 435)
Páginas da Sé (R. Frei Caetano Brandão, ?)

Conhecemos ainda uma, na Rua D. Diogo de Sousa, que se dedica apenas a livros infantis; e um alfarrabista na cave do C. C. Santa Cruz, que após algumas visitas...nunca vi aberto, não estão contemplados.


Outro campo, a música: transformada por um lado em mais uma mercadoria, e acessível (com a pirataria), é, por outro, esvaziada das suas capacidades mobilizadora (muitos não concordarão, pois continuam a arrastar multidões para os concertos) e sensibilizadora (basta atender à repetição de refrões e linhas vocais desprovidas da melodia, lugar ocupado pela alienação e pela gritaria).
A paixão desvanece-se e rui, vencida portanto pela mercadoria e pela alienação do seu ouvinte.
Resultado: lívida amostra dos mostruários que em nada se compara à criatividade e produção musical que vamos tendo nos tempos que correm (visitem o sítio A Trompa e vejam quantas edições nacionais saíram a cada ano desde que existe a página... em 2009 foram apenas... 393 (!) lançamentos, entre álbuns e epês...)


Lojas de Discos (são 4, senhor...)
(lojas com alguma amostra onde se pode ainda adquirir música gravada em suporte físico):

Centésima Página (Av. Central, 118-120) (sim, também tem discos)
Fnac (no C. C. Braga Parque) (Quinta dos Congregados, S. Vítor) (a melhor oferta, ainda assim...)
Media Markt (R. da Senra) (coitada...)
Worten (no C. C. Minho Centre) (coitadinha...)

Os espaços que restam, à semelhança das livrarias, são uma pálida amostra do que já existiu, por exemplo na transição das décadas de 80 para a de 90...
A Beat Records, que estava no Bragashopping, está em suspenso, com reabertura, noutro lugar, para este ano que aí vem. A Carbono foi a última a fechar. Antes tinha sido a ex-Grafonola. Antes desta, outras como as Valentins de Carvalho, a Scorpius, a Strauss, uma que havia no C. C. Galécia (clube de vídeo), a Duartes, a Elepê,  e outras que já não são do meu tempo, como a Sonolar...


Outro exemplo é o de uma actividade de interesse público, a Saúde, mas aproveitada pelo esvaziamento das funções do Estado, que gostamos de depauperar. Ah, já agora, acredito que haja muita gente para quem Governo e Estado são a mesma coisa... e é por confusões assim que metemos tudo no mesmo saco do obscurantismo calcinante)
Assim, numa cidade que ostracizou um hospital, e viu ("isto anda tudo ligado") nascer um grande hospital privado e aquele passar a gestão mista (investimento privado e público, lucros para o capital), temos na cidade 25 farmácias 
...(são 25, senhores): 

Alvim (Pç. Conde S. Joaquim,45)
Amado Braga (R. da Lameira, 115)
Beatriz (R. Dr. Francisco Duarte, 192) 
Brito (Av. da Liberdade, 777)
Central (R. dos Capelistas, 34)
Coelho (Pç. do Município, 66)
Cristal (Av. da Liberdade, 571)
Henriquina (R. de S. Víctor, 92)
Instituto Galénico (R. Carlos Lloyd Braga,18)
Lima (R. dos Chãos, 166)
Marques (R. de S. Marcos, 44)
Martins (Av. Central, 20/22)
Misericórdia (Lg. Carlos Amarante)
Nuno Barros (Cç. de Real, 4/6)
Lamaçães (Av. Dr. António Palha, 37)
Peixoto (Pç. Dr. Francisco Malheiro, 36)
Pimentel (R. Dr. Elísio de Moura, 66)
Pinheiro (R. do Caires, 82)
Pipa (Av. D. João II, 394)
Rodrigues (R. D. Diogo de Sousa, 41 )
Roma (R. dos Chãos, 111)
S. João (Av. da Liberdade, 143)
Santos (R. de S. Vicente, 202)
Silva (Lg. Senhora-a-Branca, 27/8)
Sousa Gomes (R. D. Frei Caetano Brandão, 22/40)

Excluímos a da freguesia de Ferreiros, numa listagem constante do último Boletim Cultural de Braga, Dezembro de 2013.


Mas cada coisa é avaliada não pela fachada e sim pelo que nela vai dentro.
Se quisermos enveredar pela di-visão de que falávamos há dias, separando forma e conteúdo.

Se não quisermos, resta-nos perceber que as paredes que circundam espaços servem - têm servido - para embrulhar o vazio.
No império do valor monetário que tudo toma, eis a melhor prenda que o capital vai deixando para nós, a cada dia que passa.

(Talvez voltemos a isto.
Parece-me é que nunca conseguimos abandoná-lo...)

domingo, dezembro 22, 2013

O amor do Zé Povinho por Lisboa...


Avenida Praia da Vitória, Avenidas Novas, Lisboa, 22.12.2013.

sábado, dezembro 14, 2013

A Gaia Sapiência (também de Reclus)

A acção do homem dá a maior diversidade de aspecto à superfície terrestre. Por um lado ela destrói, por outro, melhora; segundo o estado social e os progressos de cada povo, ela contribui para degradar a natureza ou para a embelezar. 

Acampado como um viajante de passagem, o bárbaro pilha a terra; ele explora-a com violência sem lhe devolver em cultura e cuidados inteligentes as riquezas que lhe tomou; acaba, inclusive, por devastar a região que lhe serve de moradia e torná-la inabitável.

O homem verdadeiramente civilizado, compreendendo que o seu próprio interesse se confunde com o interesse de todos e o da própria natureza, age de forma completamente distinta. Repara os estragos perpetrados pelos seus antecessores, ajuda a terra em vez de se encarniçar brutalmente contra ela; trabalha pelo seu embelezamento tanto quanto pela melhoria da sua extensão. Não só ele sabe, na qualidade de agricultor e de industrial, utilizar cada mais os produtos e as forças do globo, como aprende, como artista, a dar às paisagens que o cercam mais encanto, graça ou majestade.

Tornado "a consciência da Terra", o homem digno da sua missão assume por isso mesmo uma parte de responsabilidade na harmonia e na beleza da natureza circundante.



Élisée Reclus, 
"Da Acção Humana Sobre a Geografia Física", 1864.*


Para muitas coisas com que o ser pensante se confronta ele pode vê-las de dois lados, portanto opostos. Os nossos escritos enformam, quase sempre, essa metodologia - a de um maniqueísmo insuficiente: para podermos concluir que, vistas de dois prismas apenas, muito do mundo em questão nos fica por explicar (coisas que caem fora do entendimento). Este maniqueísmo insuficiente deve sê-lo, isto é, devemos construir o olhar até percebermos onde ele consegue chegar. Ora, é esse "até" a expressão mesma da sua insuficiência.

O nosso cérebro sente-se incapaz e pobre. Mas tal pobreza deriva de um esforço de compreensão, activo, e não de uma imersão, exaustão, nos factos indistintos, nos dados, intratados (não-crivados, não tratados) com que o mundo, uno e materialmente indivisível, nos afoga.

Este é, portanto, um primeiro passo para nos lançarmos sobre ele e o agarrarmos.
É apenas um. 
E é necessário dá-lo.

A passagem do geógrafo francês, de olhar atento e tão cedo (1864!) com tão grande alcance, emprega este método: o da abordagem da postura do homem face à natureza, na relação que ele mantém com o espaço e a transformação e utilização dos seus elementos (vulgarizados pelos economistas como "recursos").

Por um lado, a do passageiro: quem não conhece não pode amar. Pode apaixonar-se, sim. Conquanto que essa paixão o leve a conhecê-la, ela dará inspirá-lo-á positivamente.

Por outro, a do que cria raízes e sabe da sua dependência: quem precisa, cuida. Pode entrar numa relação de submissão, também. Mas essa consciência, necessária, está já nele. 
E ele não deve perdê-la.

Se quisermos, podemos tentar "encaixar" os espaços com boa e má qualidade ambiental (repararam em mais estes dois antónimos? : também é por isso que o argumentário depois funciona) como os resultantes destas duas posturas.

De um lado o interesse no lucro, que é privado, pois então! (sementes transgénicas, petróleos, curas para doenças fabricadas e doenças fabricadas para as curas, incêndios para pasta de papel, expropriação e construção, rentabilização do espaço...)

Do outro, o prejuízo, que é um somatório que se rege por outros parâmetros.
E que é colectivo, pois então: saúde, educação, transportes, segurança social, democracia, ambiente...

(Que se der lucro, é privatizado: assim se vê de que lado estão os que vão dirigir o que é de todos.
Que é, dizíamos, colectivo, e que não tem de dar prejuízo. Mas que é normal que dê: são funções que têm de ser asseguradas... mas estou a desviar-me...)

É o prejuízo colectivo é o económico. E assim se aferem os valores por que nos regemos.
É colectivo no sentido de "colectivizado".
Para que todos paguemos e alguns não tenham que pagar o mal todo que causaram. Ou, melhor dos mundos, se der, e dá sempre, ainda beneficiar com tal "estatização", "publicação" dos prejuízos.


Apesar de "Eco-nomia" ser a "lei" da "terra", esta disciplina foi mal-entendida por uma besta, o homem já afastado da verdadeira lei da terra: a Ecologia.
Aprendeu mal a lição e profetiza há séculos que só saibamos tirar negas.
Pois só "passa", só vence, quem conseguir maus resultados: em nome do "crescimento", da prosperidade, do capital.
Oremos, irmãos.
Ajoelhemo-nos e glorifiquemos o deus guito e os seus propaladores.

O mundo invertido.

Em suma, se quisermos, podemos tentar encaixar a acumulação da riqueza e do poder, na balança já inicialmente desequilibrada do mundo, nestes dois últimos parâmetros: privado e público.

Vão ver: não cabe lá tudo.
Mas o que lá cabe é demasiado.


*Editora Imaginário / Edição Expressão & Arte, 2010, São Paulo
Tradução, adaptada, de Plínio Augusto Coêlho