terça-feira, junho 28, 2011

Em mudanças?

Neste momento, está em curso uma autêntica operação de manipulação da opinião pública, procurando fazer crer que a antecipação de fundos comunitários constituiria uma importante ajuda a Portugal, pois contribuiria para diminuir as dificuldades actuais. Essa eventual antecipação é até apresentada, de uma forma clara ou velada, como já uma vitória do novo governo e uma prova de que a Comissão Europeia, leia-se Durão Barroso, está empenhada em ajudar Portugal. Comentadores com acesso privilegiado aos media, por falta de informação ou intencionalmente, estão a participar nessa campanha multiplicando os “benefícios” de tal eventual antecipação. Mas a verdade sobre os fundos comunitários, que é ocultada aos portugueses, é bem diferente. Até 31 de Março de 2011, Portugal não tinha utilizado 7.071 milhões € de fundos comunitários que a U.E. tinha posto ao dispor do País até a essa data; dito de outra forma, até ao fim de Março de 2011, Portugal só tinha conseguido utilizar 44,8% dos fundos comunitários programados para serem utilizados no período compreendido entre Janeiro de.2007 e Março de 2011.

Se a análise for feita por programas a gravidade da situação ainda se torna mais clara. Até 31 de Março de 2011, não foram utilizados, podendo-o ser, a nível do Programa Factores de Competitividade, designado também por COMPETE, que tem como objectivo o apoio à inovação e modernização das empresas, 1.054 milhões €; no Programa Potencial Humano (POPH), que visa o aumento da qualificação dos portugueses não foi utilizado 1.397 milhões €; no programa Valorização do Território, que tem como objectivo combater às assimetrias regionais e desenvolver as diversas regiões do País, nomeadamente as mais atrasadas, ficou por utilizar, até ao fim de Março de 2011, 1.717,9 milhões €; em relação aos Programas das Regiões Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve ficaram por utilizar 2.387,2 milhões € de fundos comunitários; na RA da Madeira ficaram por utilizar até 31.3.2011, podendo-o ser, 220,5 milhões e; e na RA dos Açores, ficaram por utilizar 240,7 milhões € de fundos comunitários até 31.3.2011.

E a pergunta que naturalmente se coloca é a seguinte: Por que razão isto aconteceu, quando era tão necessário que os fundos comunitários do QREN fossem utilizados atempadamente no combate à grave crise que o País enfrenta? Que razões terão impedido até Março de 2011 a não utilização de 7.071,8 milhões € de fundos comunitários quando isso era possível pois constava da programação aprovada pela Comissão Europeia? Para além das razões que estão associadas à falta de eficácia e eficiência das entidades públicas e privadas na utilização dos fundos comunitários, a causa mais importante da não utilização, neste momento, de um montante tão elevado de fundos comunitários prende-se com o facto dos beneficiários tanto privados como públicos não disporem de meios financeiros para suportar a parte que lhes cabe na despesa total. Como estão profundamente endividados e como a banca está a cortar no crédito e a não financiar a economia, entidades públicas e privadas estão cada vez mais impossibilitadas de utilizar os fundos comunitários porque não dispõem de meios financeiros para suportar a sua parte. Isso só não acontece no Programa Potencial Humano, onde os beneficiários privados são financiados a 100% com fundos públicos (fundos comunitários mais fundos públicos nacionais) e por essa razão a taxa de utilização é de 61,6%, enquanto no COMPETE, que é um programa fundamental de apoio às empresas, a taxa de utilização dos fundos comunitários foi apenas de 42,5%, e no Programa de Valorização do Território (desenvolvimento das diferentes regiões) atingiu apenas 37,6% até 31.3.2011. Um exemplo, para mostrar a gravidade da situação. No Programa Factores de Competitividade, no Eixo 3, existiam 628 milhões € de fundos comunitários destinados à modernização da Administração Pública. Como até 31.12.2010 tinham sido utilizados apenas 3,2% devido ao facto dos serviços públicos enfrentarem graves dificuldades financeiras, na última reunião da Comissão de Acompanhamento em que participamos, a autoridade de gestão apresentou uma proposta com o objectivo de transferir, da Administração Pública, 400 milhões € para sistemas de incentivos a privados. Fala-se muito da necessidade de modernizar a Administração Pública para diminuir os “custos de contexto” suportados pelos cidadãos e pelas empresas, mas depois a prática governamental é totalmente contrária às declarações oficiais.

Uma solução para a escassa utilização dos fundos comunitários seria conseguir que a U.E. aumentasse a comparticipação comunitária no financiamento dos projectos que, excepto o POPH, varia de reembolsáveis, 50%, máximo 85%, diminuindo a dos beneficiários assim como criar linhas de crédito bonificadas de apoio a projectos com participação comunitária. Mas por isto o governo não se interessa e os comentadores oficiais nos media não falam, preocupando-se com a antecipação de mais fundos comunitários, quando já não se consegue utilizar atempada e totalmente os que já estão disponíveis. Tal só pode ser entendido como fruto de um grande desconhecimento e como mais um acto de propaganda e de manipulação da opinião pública.

sacado daqui: 5dias.net

sexta-feira, junho 24, 2011

O reino da Dinamarca espalhado aos quatro ventos*

* e não, não é nenhum trocadilho ou alusão à energia eólica...






"Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente."
Jiddu Krishnamurti

sábado, junho 18, 2011

Mapa de fluxos de informação - 15M

Na natureza das sociedades humanas, a informação propaga-se de formas muito diferentes. A forma como se propaga tem uma importância vital tanto para a própria existência da vida como para o tecido social. No BIFI [Instituto Universitário de Investigação Biocomputação e Física de Sistemas Complexos, da Universidade de Zaragoza] perguntamo-nos como foi o processo de propagação da informação, se é ou não parecido com outros processos e se podia ter sido previsto.*





O estudo realizado em colaboração com Cierzo Development tinha como objectivo investigar, por um lado, as propiedades estatísticas da informação difundida e, por outro, como são os padrões de conectividade entre aqueles que emitem essa informação e entre aqueles que a recebem.

O estudo compreende o período entre o 25 de Abril e o 26 de Maio de 2011. A partir das 70 palavras-chave relacionadas com o movimiento 15M, fez-se o rastreio de todas as mensagens trocadas entre usuários que continham uma destas. No total detectaram-se e usaram-se 581.749 mensagens provenientes de 87.569 usuários. Os dados aqui analisados representam aproximadamente um terço de todas as mensagens e posts gerados no mundo. A partir destes dados, espera-se contar com novas fontes e colaborações para aprofundar ainda mais o estudo deste tipo de redes complexas.

Através de ferramentas computacionais e da teoria das redes complexas, na qual o BIFI é uma referência mundial, analisaram-se e relacionaram-se as palavras-chave que se foram criando através de uma popular rede social.nonosvamos ou democraciarealya, foram as primeiras a ser criadas. Seguiu-se um mais genérico genérico 15M, fazendo referência à data da primeira concentração. Posteriormente, a reunião de pessoas na Puerta del Sol de Madrid deu lugar a acampadasol, e a esta logo se seguiram outras em toda a geografia espanhola, as quais deram lugar a acampadabcn, acampadavlc, acampadagranada, acampadazgz, acampadabilbao e um extenso etc..., para chegar finalmente a globalcamp.

Poder obter uma quantidade suficiente de dados estatísticos em tiempo real é uma oportunidade única. Outros eventos de seguimento massivo -como os desportivos- tendem a estar demasiado concentrados numas poucas horas. Outros temas com muita estatística costumam ser de variação lenta. Algo como o 15M é uma situação perfeita para os estudos de formação e propagação de redes. E a sua presença online permite obter una informação que depois se poderá extrapolar a outras redes similares das quais não se podem obter dados directos.


Fonte: 15Mbifi.es
Tradução de Eduardo F.

* - O objectivo é prever para controlar.
Já se sabe. Não é despiciendo, portanto, com quem fica esse saber.


E por cá, como seria?

E amanhã, 19 de Junho de 2011 - dia em que em mais de 800 cidades no mundo se vai sair à rua - como será por cá?
(A normalidadezinha mesquinha do costume, já tememos...)


Não olhes
(apenas)
:
Junta-te.

quinta-feira, junho 16, 2011

Vejam quem tem sempre escolta

Este vídeo tem de ser divulgado.







Com cara de bons amigos...

Este método é velhinho....
Já aparecia descrito n'"As Vinhas da Ira", do Steinbeck.

Porque somos mais, mesmo que estejamos errados, a nossa versão irá prevalecer.
Agora é a nossa vez.
Estamos a construí-la.


E no fundo, esta é mais uma tentativa falhada de nos desacreditarem.
Mas não é assim que o vão conseguir.

Por isso, aguardaremos - sabemo-lo - novas formas de nos destruírem.
Tal como pressentimos no artigo anterior, isto vai acabar muito mal.
Porque a razão não pode nada contra a violência das armas.

Em fila, encostados à parede, ou cercados pelas polícias do mundo,
disparados de prédios, ocultos, ou disparados do ar, inacessíveis e ocultos, só a nossa morte nos calará.

Porque a razão e a dignidade está do nosso lado.
Nós somos vida.
A violência é contra nós.

terça-feira, junho 14, 2011

Sinfonia Surreal em construção

São estes os que assassinam - Víctor Jara


"Devem ser treinados para a violência
e não para o apaziguamento."


Junte-se
a indignação daquela septuagenária
com
o grito de Raimon,
uns olhos de Llach,
aquele sorriso e a Crucificação de Ochs,
as mãos (desfeitas...) de Jara,
os óculos de Lennon
e a voz de King...






Primeiro andamento:
- Eu tive um sonho


Há uma barreira que nos separa,
entre os que estamos deste lado e os que estais desse lado.
E chove muito.
Os vendedores da fruta estão indignados.
Talvez discutam para perceber o porquê de os preços que os produtores recebem serem tão baixos.
Talvez exijam melhores salários.
E se nós e os produtores recebêssemos mais que esta miséria?
Para onde vai o dinheiro que nós não recebemos, que nós nunca recebemos?
Para quem...?

Um desses vendedores, irado, de vassoura em riste, escorraça-me dali pra fora, como quem quer varrer o chão.
Não, amigo - pensei -, tu não estás a perceber.
Eu nem pude manifestar a minha posição.
Eu não estou contra ti.

Fujo, deixando-os para trás.

Chove muito
e trepo até um lugar mais ermo,
protegido
e mais só comigo,
mas completamente encharcado pela chuva que cai.

Descemos a Avenida da Liberdade.
Sim, pelo meio da estrada: não há mais carros - o trânsito somos nós.
Os prédios à nossa volta esmagam-nos.
Grito para trás,
para as janelas fechadas e vazias,

"Temos de sair prà rua,
juntos,
muitos,
quantos mais melhor."

[Porque levo isto, vivo, revivo, na memória que nunca me deixam morrer:

Dás-te conta, companheiro,
que pouco a pouco nos vão pondo o futuro
atrás das costas;
Dás-te conta, amigo.

Dás-te conta, companheiro,
que no-lo vão roubando cada dia que passa;
Dás-te conta, amigo.

Dás-te conta, companheiro,
que há já muitos anos
que nos escondem a história
e nos dizem que não a temos;
que a nossa é deles;dás-te conta, amigo.

Dás-te conta, companheiro
que agora querem o futuro
pouco a pouco, dia a dia, noite a noite;
dás-te conta, amigo.

Dás-te conta, companheiro,
não querem argumentos,
usam a força,
dás-te conta, amigo.

Dás-te conta, companheiro,
que temos de sair à rua,
juntos, muitos, quantos mais melhor,
se não queremos perder tudo,
dás-te conta, amigo

Dás-te conta, companheiro,
Dás-te conta, amigo?

(e isto foi escrito em 1972 e continua em carne viva...)
]

Ao fundo da avenida, há uns degraus para uma piscina gigante
À chuva e ao frio, desobedecemos à razoabilidade:
alguns mergulham na água gelada, rindo.

Vêde! Temos sede de infinito!
Não tememos a morte.
A vida não é um crime.


Saímos da redoma,
saímos do cubículo
[era uma universidade, ou uma escola...] em que estamos a pensar.
Queremos ir ver o parlamento.

Não temos pé-de-cabra.
Umas mãos surgem na esquina e nos dão uma chave-mestra.
Porque há amigos que, caladamente, já sabem que isto não vai dar a lado nenhum.
Que daqui não saímos.

Subimos as escadas para o parlamento
e reparamos que está convertido numa sala de jogo,
em cuja sala principal mais parece um casino...

Vejo um compartimento que me interessa mais que as peças que se ganham e perdem:
uma sala com música.
Mas os discos que têm e temos para ouvir e recriar são de outras canções,
que nada nos dizem.
Ah, como nos faltam canções do agora...


Eu vi-te, miúdo.
Vi como tu és pequeno - tão pequeno...! - e enfrentaste os cassetetes dos fardados.
És a força da vida.
A morte que te deterá é parcial.
Porque em ti, a luta continua.
Para além de ti.

E eu ergo-te no ar e abraço-te.
Tu fumas, em sinal de desobediência à vida que te quer matar.



São estes os que assassinam - Martin Luther King


Segundo andamento:
- Eu tenho um sonho


Hoje acordei com o coração a bater.
Hoje voltei a sentir que tenho um coração a bater.


Aos polícias que ao silêncio pesado e aos corpos em festa respondem com violência:

Podeis espancar-nos.
Podemos sangrar muito.
Podemos morrer de tanto sangrar...

Eu tenho um sonho.

E no dia em que fores ao supermercado,
para alimentares a tua familiazinha,
o vendedor da caixa
vai recusar-se a passar a fruta que queres comer, invocando:

- Tu espancaste um amigo meu.

Nesse mesmo momento, o responsável, o capataz do supermercado, virá.
E o vendedor será suprimido e apagado dos registos.
Dos registos do supermercado.
Menos um.
Sim, menos um.
("Se me falares de destruição, não contes comigo.")

Será substituído por outro.
Mas nada mais mudou.
E as condições que produziram a objecção de consciência continuam a produzir vítimas.
Vivências e sentimentos de raiva.
Contra.

Da próxima vez, tu, polícia, político, empresário, bancário, bolsista, porco capitalista
vais dirigir-te a um supermercado e vais ter de enfrentar - adivinha! - um "colaborador".
Que vai dizer-te, baixinho:

- Tu espancaste um familiar meu.

E da próxima vez,
seremos mais,
ouvirás, sem to dizerem,
eu conheço o sujeito que tem aquele hematoma
- fui responsável por ele
(Oh yeah! A man's got a do what a man's got a do... e tretas do género
dirty work... dirty job...
- Ganho a vida a espalhar a morte...

E da próxima vez,
seremos mais ainda,
verás um familiar teu num hematoma...


E então, tu, polícia, já cansado, vais propor, lá na tua esquadra, a produção de fruta só para vós.
Para não terdes de enfrentar o mundo fora de horas.
Fora do horário de expediente.
"Somos pessoas", querereis argumentar.

Sereis? - perguntamos.

O que faz uma pessoa ser uma pessoa
senão a relação com os outros?
O que faz um humano ser humano
senão ser humano para com os outros?


E aí estaremos já a ganhar.

E aí estarás a caminhar rumo à independência.
Rumo a nós.
Calada e inconscientemente a ti próprio.

Tu não poderás viver cá fora.
Serás privado do contacto com as pessoas e o quotidiano.
Viverás entre os polícias e perderás, de vez, aquilo que te faz ser um homem entre os homens.
Estarás prestes a tornar-te numa máquina quando te perguntares:

- Mas que sentido é que isto faz?
Porquê tanta divisão?
Porque é que estou a afastar-me do mundo?
O que é que eu estou a servir?

Se não sou eu quem sai beneficiado com o que faço,
para que estou eu a fazer isto?
Sou polícia de quem?
Quem é que eu sirvo?
Para que é que eu sirvo?


Terceiro andamento:
- Eu tenho uma distopia*

São estes os que assassinam - John Lennon


O polícia não veste a farda: a farda veste o polícia.
O polícia não tem a arma: a arma tem o polícia.
O polícia é uma máquina.
E as máquinas são sempre telecomandadas.

E o investimento em segurança será reforçado.

- a segurança deles
eles,
os poderosos do poder de Estado,
do poder da finança,
da bolsa,
das grandes potências
e do dinheiro,
eles,
que têm a terra para produzir as coisas deles,
que têm as sementes que se lançam na terra que é deles,
que têm os "colaboradores" que as lançam na terra, que é deles,
que têm os mercados onde vender a sua fruta,
que têm os meios de distribuir a fruta, que é deles e que usam para reforçar o poder que têm,
que têm os combustíveis para os carros distribuírem a fruta deles
para eles...

eles,
que se servem de nós há séculos
via formas e exercícios do poder
para aumentarem
perpetuarem
e transmitirem
o seu poder
e a sua falta de valores,

eles
investirão e aumentarão a vigilância
"contra o poder legítimo e democrático".

E nós,
nas nossas praças e outros lugares onde não temos tecto nem onde cair mortos,
nós,
gota a gota (negada e poluída),
grão a grão (ogêémanipulado),
bala a bala (perdida),
tiro a tiro (mal dirigido),
guerra a guerra (sempre "inevitável" e sempre disseminada como qualquer das outras doenças fabricadas em laboratório... que também é deles)

then,
nós,
"crucificados",
seremos assassinados.
Como já o fomos e temos sido desde há séculos.

Mas a história continuará.
Mesmo que continue a não ser a nossa.

Porque ninguém vai sair daqui.
E nós não vamos parar.

O mundo é a nossa praça.
E a vida não é um crime.


Os grandes revolucionários não são os que pegam em armas.
Mas sim aqueles que pensam e sonham a vida e o amor dos homens.
Para a vida e o amor dos homens.
Nós estamos deste lado.

Escolhe o teu.


* - não, não confundas "distopia" com "miopia".

São estes os que suicidam - Phil Ochs


Face ao momento histórico a que chegámos,
concluamos uma coisa muito simples:
numa crise ecológica, social e biológica sem precedentes,
ou ultrapassaremos juntos isto
ou não ultrapassaremos isto.
Todos.

SÊ A MUDANÇA QUE QUERES VER NOS OUTROS




You say you want a revolution
Well you know
We all want to change the world
You tell me that it's evolution
Well you know
We all want to change the world
But when you talk about destruction
Don't you know you can count me out

Don't you know it's gonna be alright
Alright Alright

You say you got a real solution
Well you know
We'd all love to see the plan
You ask me for a contribution
Well you know
We're doing what we can
But when you want money for people with minds
that hate
All I can tell you is brother you have to wait
Don't you know it's gonna be alright
Alright Alright

You say you'll change the constitution
Well you know
We all want to change your head
You tell me it's the institution
Well you know
You better free your mind instead

But if you go carrying pictures of Chairman Mao
You ain't going to make it with anyone anyhow
Don't you know know it's gonna be alright
Alright Alright



(Lennon / McCartney, 1968)