terça-feira, novembro 22, 2011

Petição contra os chacais que por cá nos vampirizam e destroem

Ajude-nos a combater a construção de uma Mini-Hidrica no rio Mondego!

A Trans Serrano está envolvida através da Plataforma Mondego Vivo numa luta para evitar a construção de uma Mini-Hidrica no rio Mondego (Foz do Caneiro) pela Mota-Engil. O projecto preve a instalação da infraestrutura em pleno sector das descidas.

Caso se concretize, as descidas do rio Mondego, tal como as conhecemos hoje, irão terminar ou ficar severamente afectadas, assim como serão afectadas as desovas das lampreiras e de outros peixes, irá alterar todo o ecossistema e prejudicar as populações ribeirinhas... tudo em prol de um processo que apenas foi criado para reduzir o défice do Estado em 2010 vendendo uma licença por 3,5 milhões de euros à Mota-Engil... só agora é que estão a fazer os estudos técnicos e a medir o Impacte Ambiental. E tudo apenas para produzir apenas escassos 9 MW. Por 9 MW o último troço do rio Mondego navegável acaba!

Como nossos clientes e amigos, apelamos ao espirito altruista de todos no sentido de assinarem a petição on-line, para que no início do ano consigamos reunir as 4.000 assinaturas necessárias para levar este processo à Assembleia da República e aí obrigar o Estado a parar este crime ambiental e económico.

Ajude-nos a acabar com este processo! Ajude-nos a censurar o Estado pelas "negociatas" que faz com empresas que têm vastas ligações ao mundo da política e que destroem uma mais valia da região e do país.

Assine e divulgue a petição pelos seus amigos...

Pela equipa de gerência da Trans Serrano

Paulo Silva

Link da petição

Faça-se amigo no facebook da Plataforma (www.facebook.com/plataformamondegovivo) e consulte o nosso blogue plataformamondegovivo

Vai tudo lá ter

"Durante a Revolução Industrial, a partir do século XVIII e no século XIX, a contaminação disparou exponencialmente.

Hoje em dia, a concentração de arsénico é mil vezes superior ao nível normal e o chumbo 250 por cento superior."



Sobre a poluição no mar Mediterrâneo, notícia de CiênciaHoje


Este é um modelo de desenvolvimento constrangedor.
Se é um modelo constrangedor, o que é este desenvolvimento?

domingo, novembro 13, 2011

sábado, novembro 12, 2011

Uma bandeira que vale por sete

Descobre as sete bandeiras:
Exercício proposto no blog, há 1 semana.

Resolução:


sexta-feira, novembro 11, 2011

You destroyed this city


Ei-la que avança como mancha de óleo (foi assim que ouvi caracterizar a expansão urbana portuguesa, ao longo dos eixos rodoviários...) e nós estamos sequiosos do líquido negro da morte!!


A insustentabilidade é pura e cruamente assim.
A reconversão é uma necessidade.
Para um modelo que recupere a vida.
Enquanto andarmos desviados dessa direcção, tudo é paleio de pop xula...

A democracia não é incompatível com o capitalismo (...Pois... é a isto a que chamamos e os capitalistas adoram chamar democracia): É CONTRÁRIA àquele.

Que sentido faz andar a acumular, a acumular -

(bens, capital, meios de produção, difusão, de trabalho... sim!, pessoas que tornam escravas para seus usos... em nome da "produtividade" e do "crescimento económico"... os economistas nunca se descuidam nos termos e não os ouvimos proferir a palavra "desenvolvimento" que se refira à melhoria das condições humanas. De convivência e não de acesso ao puto do consumo... é só isso que lhes interessa??!)

- sempre, mais e mais depressa?


Seduzido pelo rodopio
Embriagado de vertigem
Os néons ferindo como gritos
Deixo-me possuir pelo frémito da multidão
Num desejo de girar sem parar
Até cair...
Até cair...

Tudo são sombras difusas
Incertezas, especulações sem sentido...
(Uma mulher disforme e cara esborratada,
Insiste para que lhe apalpe os seios flácidos)
Quero mais é o rodopio
A lascívia sem fim deste carrocel atroz


"Até Cair", Mão Morta,
(há tantos anos que o dizem...)

Até onde? Para quê?
Para todos? Não faz sentido ser para todos.
Viva a concorrência, porque senão, advogam os defensores, o homem deixava-se estar...
Viva a concorrência, que nos move para a frente, "move forward" (até já me põe a pensar em inglês, este cabrão...) e nos dá a solução para o enigma do absurdo da acumulação...

Uns têm, outros não.
Uns têm para outros não terem.
Uns produzem para OUTROS terem e viverem à grande.
Os que produzem - pois é, isto é filosofia básica marxista, mas quem me leu até aqui vai continuar a ler - não conseguem juntar.
Dos que gerem, a sua função, o seu trabalhinho, é juntar, acumular. Para fazer frente à concorrênciazinha, onde, espreitando ameaçadores, estão os capitalistas que te querem comer...
Coitado, logo tu, que és tão liberal... e até gostas dos pobrezinhos... e não queres fazer mal a ninguém,

"Fazes o que tens a fazer"...

Como o escorpião, que te pica.
Porque é a sua natureza, nem esperes outra coisa.

Pois é, coitados, perdoai aos escorpiões pois não sabem atacar o que os faz ser escorpiões...


etc. etc. etc (blá, blá, blá).


Este sistema está a dar de si e os seus beneficiários estão a tentar mudar alguma coisa para que tudo continue na mesma. Apodrecido está o capitalismo e ainda nos exige que lhes apalpemos as tetas??

Continuemos, pois.
Que esta onda de construção destrutiva (natureza virgem, se ainda a há, ou já há muito ocupada, que vai sendo arrasada para dar lugar a um rosto lavado, "

...mas nem por isso fraco,
eis a imagem on the rocks do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco...

(FMI, tens citação para toda a ocasião...)

Estamos a transformar-nos em fantasmas, porque nos estamos a carcomer por dentro e, expansiva, imperialística e antropofagicamente, aos outros.
Vamos todos emigrar. Como o fazem todos os refugiados que nós não queremos e produzimos.
Vamos todos emigrar e não queremos. Mas temos de sobreviver!...
Vamos todos emigrar... mas, para onde? Se está tudo tomado pela podridão do consumo, da alienação frenética do consumo e da pobreza mental, corporal.

"O capitalismo precisa da erosão espiritual para prosperar", mais ou menos nestas palavras falava o Antonioni.

Será o deserto compatível com a sobrevivência do Homem?
Não é evidente que... um mundo fantasma é já sinal da desaparição do mundo?

Blame de economy, stupid I am...
É a economia estúpida, estúpido que eu sou...

quarta-feira, novembro 09, 2011

Isto tem um nome. Chama-se "Política"

Porque a política é a escolha de uns valores.

Em detrimento de outros, claro está.
Como a redundância já o fazia prever, por exclusão de partes.

Pelos valores descobrimos quem temos pela frente.
É sempre isso que julgamos. Ou devemos julgar.

"I am the love you try to hide,
but which all can understand;
I am the hate you still deny,
though the blood is on your hands"

Whatever would Robert have said?, Peter Hammill

Assim:

O Governo português tenciona utilizar as receitas do leilão de licenças de emissões para financiar produção de electricidade poluidora.


Ler mais aqui

terça-feira, novembro 08, 2011

Preços da habitação por metro quadrado

Acaba de ser publicada a Portaria n.º 291/2011. D.R. n.º 212, Série I de 2011-11-04, que Fixa, para o ano de 2012, os preços da habitação por metro quadrado, consoante as zonas do País, para efeitos de cálculo da renda condicionada.


A determinação da renda condicionada, regulada pelo Decreto-Lei n.º 329-A/2000, de 22 de Dezembro, em vigor por força do disposto no artigo 61.º da Lei n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, assenta no valor do fogo, ao qual é aplicada uma certa taxa de rendimento.
Um dos factores de determinação do valor actualizado do fogo em regime de renda condicionada é, nos termos do n.º 2 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 329-A/2000, de 22 de Dezembro, o preço da habitação por metro quadrado (Pc), o qual, de acordo com o artigo 4.º do mesmo diploma,
é fixado anualmente, para as diferentes zonas do País, mediante portaria.

Assim:
Atento o disposto no artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 86A/2011, de 12 de Julho, e ao abrigo do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 329-A/2000, de 22 de Dezembro:
Manda o Governo, pela Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, o seguinte:

Artigo 1.º

Preços da habitação por metro quadrado de área útil
Os preços da habitação por metro quadrado de área útil
a vigorarem durante o ano de 2012 são os seguintes:
a) Na zona I — € 767,42;
b) Na zona II — € 670,84;
c) Na zona III — € 607,77.


Artigo 2.º

Zonas do País
As zonas a que se refere o artigo anterior são as zonas do País constantes do quadro anexo à presente portaria, que desta faz parte integrante.

A Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Maria de Assunção Oliveira Cristas Machado da Graça, em 2 de Novembro de 2011.



QUADRO ANEXO
(a que se refere o artigo 2.º)

Zonas do País Concelhos

Zona I
Sedes de distrito bem como Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Gondomar, Loures, Maia, Matosinhos, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Póvoa do Varzim, Seixal, Sintra, Valongo, Vila do Conde, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Gaia.

Zona II
Abrantes, Albufeira, Alenquer, Caldas da Rainha, Chaves, Covilhã, Elvas, Entroncamento, Espinho, Estremoz, Figueira da Foz, Guimarães, Ílhavo, Lagos, Loulé, Olhão, Palmela, Peniche, Peso da Régua, Portimão, Santiago do Cacém, São João da Madeira, Sesimbra, Silves, Sines, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Vila Real de Santo António e Vizela.

Zona III
Restantes concelhos do continente.

segunda-feira, novembro 07, 2011

Guia da sustentabilidade urbana


Equipa LFTC.
Equipa LFTC.

Edifício passa a integrar problemas do seu ambiente


Uma equipa do Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho (UMinho) está a preparar um sistema de certificação da sustentabilidade urbana em Portugal, após já o ter feito ao nível do edifício. A avaliação das áreas citadinas incidirá entre o valor "excelente" e"insustentável", segundo parâmetros como a proximidade a serviços, a coerência urbanística e o respeito ambiental, segundo revelaram os professores Luís Bragança e Ricardo Mateus.

É preciso gastar um litro de gasolina para ir comprar outro de leite em Lisboa? Que potencial energético gratuito é desperdiçado com a má orientação solar de um loteamento em Gaia? Qual é o impacto socioeconómico de construir sobre linhas de água na Madeira, se numa cheia o esforço de anos pode vir a ser destruído? Estas são alguns casos elencados no guia que está a ser elaborado no Laboratório de Física e Tecnologia das Construções (LFTC) da UMinho, em Guimarães. O manual aplica à realidade e lei portuguesas o sistema internacional «Sustainable Building Tool - SBTool», desenvolvido pela International Initiative for a Sustainable Built Environment (iiSBE).
“Deixámos de analisar apenas o edifício e passámos a integrá-lo nos problemas do seu ambiente urbano. Esperamos concluir esta ferramenta complexa em dois anos”, avançou Luís Bragança. A delegação iiSBE Portugal vai depois formar os avaliadores e promover a certificação da sustentabilidade urbana.

Pioneiros em construção sustentável à escala do edifício
O grupo do LFTC foi pioneiro no país a estudar a construção sustentável à escala do edifício, em 1998, e lançou o livro «Tecnologias Construtivas para a Sustentabilidade da Construção» em 2004, considerado uma referência para os projectistas. Em 2009 criou o certificado de sustentabilidade do edifício, desenvolvendo a versão portuguesa do SBTool. A terceira fase da investigação (certificação da sustentabilidade urbana) está em curso. Esta equipa organizou ainda em Portugal a primeira conferência mundial no domínio da construção sustentável, «Sustainable Building», em 2007, e acaba de editar a obra«Avaliação do Ciclo de Vida dos Edifícios».
Diversas autarquias têm já acordos com a iiSBE ao premiar e dar benefícios relativamente a edifícios de nível superior de desempenho (“A” ou ‘A+’). O ranking incluirá critérios existentes e outros em desenvolvimento, comparando dezenas de situações de referência e ponderando que categorias podem compensar ou anular outras, para definir o comportamento global. “É importante ver o local que usamos diariamente (casa, escritório, escola) face a serviços como correio, farmácia, café, banco, comboio, shopping. Isso evita deslocações, poluição e traz qualidade de vida”, realça o investigador.

Luís Bragança nota que a receptividade para regenerar cidades “é sempre boa”, mas ao chegar à prática esbarra na conjuntura económica. “Estamos a sensibilizar cidadãos, municípios, associações, empresas e, em particular, os governos, só com estes se avança para a regulamentação clara e para intervenções gerais”, sublinhou. Nas intervenções localizadas, o perito elogiou Guimarães, Património Mundial desde 2001 e Capital Europeia da Cultura 2012.

Preocupações actuais

As urbes dos países desenvolvidos atingiram o limite do edificado, acumulando fogos devolutos e fogos novos sem comprador. A preocupação actual é não deixar degradar o ecossistema construído e reabilitar de modo agradável, duradouro, sem grandes impactes. “Isto devia ter sido feito a montante, mas as sociedades ocidentais desenvolveram-se pela iniciativa privada e individual. As manchas urbanas expandiram-se para terrenos mais baratos, como manchas de óleo, razão pela qual se ocupou solo agrícola e ecológico e porque a maioria do povo vive nos subúrbios, exigindo movimentos pendulares diários de/para o centro, com consequências nefastas”, reflectiu ainda.

Certificação irá definir comportamento global.
Certificação irá definir comportamento global.
Os projectos do LFTC têm associado entidades como o Instituto Fraunhofer (Alemanha), Centro Técnico de Investigação da Finlândia, Centre Scientifique et Technique du Bâtiment (França) e universidades como Flórida (EUA), British Columbia (Canadá), UNAM (México) ou Santa Catarina (Brasil).

A nível europeu, basta citar um estudo recente coordenado por Luís Bragança que envolveu 28 países. “Concluímos que a intervenção no ambiente natural e construído deve ser integradora a nível tecnológico, da vivência sociocultural, da memória futura. Não construímos para amanhã, mas para 50 a 100 anos”, realça. A UMinho tem 18 mil alunos, um milhar dos quais em cursos de Engenharia Civil.