domingo, setembro 30, 2007

Hoje | Convívio e Pequenique Vegetariano

30 DE SETEMBRO, DOMINGO - 14h00 às 18h00
NO PARQUE EDUARDO VII EM LISBOA
A 200 metros da estação de Metro do Parque -
Ver Mapa

A Associação Vegetariana Portuguesa, convida vegetarianos, familiares, amigos, simpatizantes ou curiosos do vegetarianismo a participarem neste piquenique e convívio vegetariano. O intuito é o de comemorar o Dia Mundial do Vegetarianismo (1 de Outubro) e o da divulgação do vegetarianismo num espírito de salutar convívio entre todos os participantes, vegetarianos e não-vegetarianos, com partilha de comida vegetariana, divulgação de informação sobre vegetarianismo, troca de experiências, opiniões e ideias, muita animação e boa disposição.

LEVE PARA O PIQUENIQUE:
- comida vegetariana (ovo-lacto vegetariana e vegana) para partilhar
Sugestão de alimentos: fruta fresca, frutos secos (ex: figos, damascos, ameixas, amêndoas, nozes, avelãs, amendoins), salgados (ex: pastéis, piza, empadas), sandes, tostas, galetes de arroz ou milho, patés, sumos naturais, bolos, bolachas, compotas, gelatinas vegetais. Nota: por favor leia com atenção os rótulos dos produtos que comprar para confeccionar alimentos ou e os rótulos dos alimentos que comprar já prontos para levar, certifique-se de que são vegetarianos.
- toalhas de piquenique ou afins
- utensílios reutilizáveis (copos, pratos, tigelas, talheres) de plástico rígido ou outro material lavável e reutilizável
- instrumentos musicais para animar o convívio
- muitos familiares e amigos!

LOCALIZAÇÃO:

PARQUE EDUARDO VII, EM LISBOA.
Perto de um lago com aves, entre a Av. Sidónio Pais e a Alameda Cardeal Cerejeira (topo do Parque)
Sair na estação de Metro do Parque
Ver mapa do local de realização do piquenique


Se estiver interessado/a em participar ou para mais informações, avise-nos para os contactos:
Email: avp@infonature.org
- Telemóveis: 964362223 (João) / 933468986 (Sofia)

Associação Vegetariana Portuguesa
Pela sua Saúde, pelos Animais, pelo Ambiente… Por um mundo melhor!
www.avp.org.pt

"Saber comunicar a desgraça pelo seu lado mais optimista"

Clique para naufragarPor LEM, 2005.

sábado, setembro 29, 2007

Negociatas de nós

Então a Lusoponte é que detém o Tejo?
Só ela é que dá a permissão de passagem de uma para o outra margem?
Já que o Governo decidiu outra concessionária para a nova ponte, quer uma percentagem do dinheiro de cada carro que vier a passar por ela?

Mas que é isto?

(Algumas estradas, já há muito se sabe, são das Brisas, Aenores e não sei quem mais.

A água dos rios é da EDP. As sementes são das multinacionais, com registo patenteado, autorizado e legal.
A guerra é da indústria de armamento (para destruir) e das empresas de construção ("para reconstruir os países", à imagem e semelhança dos vencedores, claro está).
A nossa identidade, a língua, os hábitos e o tempo são dos média internacionais.
O chão é de quem consegue agarrá-lo (explorando-o, fazendo dinheiro com ele).
A memória colectiva é dos jornais e do ciberespaço.
O ar... bem...)

A lei é aquilo que é por nós aceite.
(O voto é nosso enquanto nos servir de muito pouco)

sexta-feira, setembro 28, 2007

Design da cartografia

Ontem estive a dar uma olhada no tmn.pt e encontrei estes mapas bem porreiros. Conciliam a informação com simplicidade do desenho cartográfico.

Clique para aumentar

quinta-feira, setembro 27, 2007

Querido Oceano...

Clique para contemplar Praia da Arrifana (Aljezur)

Foto de Rogério Madeira, 02.09.07.
Ligação no GEOramio


"Escrevo-te hoje para dizer-te o quanto lamento os erros de toda a geração “não pensante”. Talvez por falta de tempo ou até por puro egoísmo. Eu sei que não posso remediar esses mesmos erros com confortantes palavras e nem mesmo moldá-las nas tuas empobrecidas profundezas. Mas a verdade é que já não consigo ficar calada; e no quentinho do meu sofá assistir às maiores barbaridades. Carrego num simples botão, e em alguns segundos assisto à destruição total. Enormes áreas do teu calejado corpo ficam enegrecidas, milhares de baleias dão à costa todos os anos, outras tantas raras belezas adormecem tragicamente ao sabor da corrente. Isto para não falar das espécies em extinção, que cada vez são mais! É chocante. Depois de uma época balnear, percorrer uma pequena extensão de areal ressequido e ficar obstruída por degradantes “seres” de várias espécies. Começando por enlatados, passando por papéis garridos e acabando nos dolorosos vidros abscônditos; tudo não passa de uma lamentável falta de civismo.

Tens razão, existem imensas pessoas que lutam por ti, utilizando os mais variados meios. Outras que dedicam-se a estudarem os teus ilimitados segredos (muitos para sustentarem as desgraças que outros causaram). Outras que sonham com um tão esperado encontro contigo. E que muitas delas ainda aprenderam amar-te. Mas até quando vou debater-me com imagens catastróficas? Querido oceano, os teus olhos outrora cintilantes, estão agora a tornar-se irremediavelmente de um azul fosco!

O que torna tudo isto irónico, é que tu no meio desta calamidade toda, ainda presenteias o meu amargurado olhar com inimagináveis conchas coloridas. E ao carregar noutro botão, deparo-me com paisagens indescritíveis, que tu gentilmente deixas a descoberto nas profundezas.
Agora senti vontade de rir e não imaginas porquê! Devias ver o quanto é engraçado observar a raça humana (incluindo eu) a babar-se perante a tua deslumbrante finita beleza... desde os recifes de coral até aos cardumes de todas as espécies, tamanhos e cores. Mas o mais engraçado é quando nós, os humanos, recuamos bruscamente do nosso sofá, perante o olhar temido dos tubarões, que casualmente chocam contra as câmaras de filmar.

Sabias que depois de um dia chuvoso, escuto o teu inconfundível som revolto num enorme búzio acastanhado? E assim adormeço com uma esperança no coração... e para o novo alvorecer de amanhã..."

Gaivota
04.Nov.97

quarta-feira, setembro 26, 2007

terça-feira, setembro 25, 2007

segunda-feira, setembro 24, 2007

Estratos de mobilidade

Clique para movimentar-se Clique para movimentar-se
Diário de Notícias, 18.09.07, p. 21 e 23.

sábado, setembro 22, 2007

Outra forma de circular no Dia Europeu sem Carros

Motard local O Segway
O Eco-Power O Velotaxi

Rogério Madeira, 22.09.07.

Brevemente será publicado no Georden alguns filmes e fotos da prova "Algarve Green Vehicle Challenge 2007", uma organização do Clube Automóvel do Algarve, Associação Portuguesa dos Veículos Eléctricos, Quercus, CMFaro e CM Loulé, em conjunto com outras entidades.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Tem dias...

Mais dia menos dia. Este é especial: dia da paz e do cessar-fogo global. Diga lá isso outra vez...


Bartoon- Luís Afonso in Público 21-09.07

quinta-feira, setembro 20, 2007

Urbanidades

Flanando pela cidade (quais são as nossas rotas diárias na urbe? Que mapas mentais construímos através delas?) deparamo-nos por vezes com certas frequências. O nosso cruzamento com determinados tipos de pessoas varia no tempo e nos espaço. De manhã, à tarde, à noite, de madrugada são distintos os lugares que visitamos e aqueles que neles encontramos (o que faz alguém ficar num lugar que não habita? Em que medida o “Onde estamos” faz de nós aquilo que somos?).

Características filtradas por diversos factores societais. Associações de caras a lugares, de ambientes a estilos de vida - processos identitários e espaços de consumo (e que significa consumir o espaço? Pressupõe necessariamente uma postura activa?)

De antropologia urbana nada sei, mas espero não dizer nenhuma asneira ao estabelecer relações entre móveis (pessoas, animais, automóveis) e imóveis (ruas, edifícios, praças, jardins - lugares, espaços, sítios). Não devemos, como já dito, descurar o factor tempo, que os torna inteligíveis ao ser pensante. Desta forma, o hábito, as leituras e as sensações escrevem as seguintes colagens (atenção: não pretendo instituir maniqueísmos ou reducionismos, pois a sociedade é complexa, híbrida e não se deixa “agarrar” assim tão facilmente…):

- gatos que se escondem debaixo de carros, que “jantam” junto a contentores do lixo e portas das traseiras, ou dormem nos becos do cimento (será que ainda chegam aos telhados, cada vez menos de telha?);
- prostitutas à face da estrada, da esquina ou do semáforo (será que, ao longo dos anos pós-revolução industrial, elas têm vindo a alargar o seu “espaço vital”?);
- idosos que habitam nos “cascos” envelhecidos, que dormem e lêem nos bancos das praças públicas (é um facto que alguns desses bancos têm vindo a ser trasladados para a praça privada; mediante os espaços comerciais, esta tem vindo a diversificar a sua oferta e, com isso, a sua capacidade de atracção de novos públicos consumidores;
- jovens (dos 10 aos 35, hip-hopers, metaleiros, punks…) em bares, esplanadas de café, discotecas, “parques radicais”, eventos musicais… mas também remexendo em adereços de moda, entrando e saindo das lojas de roupa, perfumes, sapatos, pulseiras, malas e relógios…
- domingueiros a passear no supermercado, entre encontrões e o trânsito das “ruas” ladeadas pelas estantes coloridas;
- homens de negócio, os engravatados, os corruptos, agentes imobiliários e construtores de obras públicas e privadas… tomando decisões na sua secretária, ao telemóvel, ou com outros homens de negócio, com engravatados… em locais “normais”, invisíveis aos olhares da comunidade e da ética;
- polícias a prestar informações a turistas, forasteiros ou a “charlar” com o cidadão amigo, a passar multas ao carro em estacionamento proibido, de olhar sereno e sério, firme e horizontal;
- uniformes armados (de intercomunicador) à porta das lojas comerciais, ou acolitando operações de recolha dos sacos de dinheiro do banco, com seus carros blindados de tom hostil;
- arrumadores e seu tilintar metálico em mãos escuras em qualquer viela ou espaço para estacionar a sacrossanta viatura a combustível fóssil;
- mendigos que dormem às portas de balcões da Caixa;
- pedintes que pedem por entre os passantes repentinamente apressados, ou na pausa do semáforo demasiado lento;
- inquiridores duvidosos em cruzamentos pedonais;
- “aqueles a quem chamam classes inferiores” nos subúrbios desqualificados e sujos, jogando à bola ou à macaca por entre os longos intervalos em que não passam carros…

Pode este texto ter-se convertido numa descrição exagerada de algumas partes das nossas cidades? Foi apenas um espaço de reflexão, longe do ruído e do bulício alienante.

Critiquem, acrescentem e contradigam nos comentários.

terça-feira, setembro 18, 2007

Mobilidade Condicionada

Ver melhor

Foto de Eduardo F., Braga, 10.05.07
Ligação no Georamio

Apanhando o comboio da tertúlia em debate, a foto deste mês retrata um dos nós viários mais conturbados da cidade de Braga. É pelo eixo que se vê, as ruas Padre Júlio Fragata e Frei Bartolomeu dos Mártires (orientação Norte-Sul), que se acede às maiores superfícies comerciais existentes no concelho (Feira Nova, Carrefour, Makro, Media Markt, Aki, um Retail park, com a futura FNAC-Braga já na calha…e sabe-se lá o que mais virá… Vede outros pormenores deste “subúrbio no centro da cidade”, como lhe apelida o Vidal, aqui).

As vias que com elam se cruzam, avenidas Dom João II e João Paulo II (direcção Este-Oeste, formam um contínuo que rasga a cidade ao meio e serve de escoamento rodoviário para a parte este, em direcção ao campus de Gualtar (da Universidade do Minho), Amares, Chaves, etc.
O mais fácil é ter de pôr lá as rodas. Os pés, esses, se puderem, evitam os seus passeios.

Estas duas avenidas são vias de duro atravessamento pedonal (devido ao seu comprimento, à intensidade e velocidade do trânsito, bem como ao ruído e poluição que esta causa). Parece absurdo pensá-las de outra forma que não para veículos motorizados.

Lembremo-nos de que as ditas vias se situam entre duas zonas indiciadas ou escolhidas pela ASPA para a eleição das maravilhas e pesadelos de Braga (P19 - Urbanização envolvente do Feira Nova e P20 - Urbanização de Lamaçães). Ver mais
aqui.

A intensidade do tráfego, a densidade de construção (em altura, para habitação, como
estas belezas) e de espaços comerciais tornam este eixo uma das maiores dores de cabeça a quem por ali tem de passar. Os momentos altos do “festim” dão-se, claro, nas horas de ponta e em certos domingos.

Mobilidade sustentável: necessidade de revisão do Código da Estrada!

Rogeriomad, Utrecht, 02.06.06.Informo a todos que o programa do II ano tertuliano foi alterado.
Uma vez que nos encontramos na Semana Europeia da Mobilidade, o tema da tertúlia deste mês será sobre a "Mobilidade sustentável".

Para lançar este tema, gostava de publicar uma conversa (escrita online), mantida entre mim e
Mário J Alves no Bicicleta Portugal, sobre a necessidade de novas regras de circulação rodoviária e consequente revisão do código da estrada, na qual transcrevo apenas o início da discussão.

A conversa já tinha começado e a certa altura eu escrevi, após a leitura da documentação presente no site da Plataforma para a Promoção do Uso da Bicicleta:

"Em relação à posição de marcha:
- Qualquer veículo deve ser circular na faixa mais à direita;
- Qualquer veículo deve circular o mais próximo da berma (não colocando em risco a sua circulação nem a de terceiros);

Interligado com a posição de marcha está a distância entre veículos:
-Qualquer veículo deve manter entre o seu veículo e o que procede uma distância de forma a evitar acidentes;
-Qualquer veículo em marcha deve manter uma distância lateral suficiente para evitar acidentes;"

Penso que estamos todos de acordo…

Continuando…
Em relação ao artigo 90.º li e reli, várias vezes, e não encontro qualquer justificação para o adjectivar de perigoso (pelo menos para se lançar uma petição). Concordo com todo o artigo 90.º que por acaso desconhecia… (nas aulas de categoria B não aprofundamos a circulação dos velocípedes, o que está errado).

Outra regra geral…
Só quando pretendemos mudar à esquerda é que assinalamos, convenientemente, a nossa intenção, usamos o eixo da via ou, em caso de via sentido único, usamos a faixa mais à esquerda. Para todos os veículos…

Quando o artigo diz: “os condutores de velocípedes devem transitar o mais próximo possível da berma…”
O que quererá dizer “mais próximo possível”?
Por exemplo, para mim o mais próximo possível é o mais próximo possível (tendo em conta a minha segurança, a da minha bicla, a de terceiros, etc.), quando não for possível coloco-me no meio da via sem qualquer problema (não subo o passeio, como muitos). Quando se encontram carros estacionados na berma… redobro atenção porque pode acontecer imprevistos e deixo uma distância lateral de forma a proteger-me de eventuais imprevistos… Todos fazem isto, ou não? O exemplo que dão… é real… mesmo havendo uma ciclovia… Por exemplo, muitas das vezes, a ciclovia é projectada entre o passeio e o estacionamento, sem haver uma separação física e sem deixar uma distância mínima entre os tipos de via, não prevendo situações como a que ilustram na página 4. O que fazer?

Depois… a ilustração que mostram na página 5…
Também aprendi nas aulas de código… que o automóvel pode ultrapassar um veículo de duas rodas (com linha contínua e com linha descontínua), DESDE que não COLOQUE EM PERIGO a sua circulação, a do motociclo ou velocípede, e a dos veículos em sentido oposto. Quando a via tiver linha contínua, este pode ultrapassar veículos de duas rodas, mas não pode pisar nem transpor a linha e DESDE que NÃO COLOQUE EM PERIGO a sua circulação, a do velocípede, etc… blá blá… caso contrário é contra-ordenação muito grave.

Se repararem na página 5. o Right e o Wrong são duas imagens diferentes, completamente:
-No “right” está certo… a faixa da esquerda está desimpedida, usamos sempre a faixa da esquerda para ultrapassar…
-No Wrong o automóvel azul nunca poderá ultrapassar o velocípede porque já se encontra um automóvel a efectuar a manobra de ultrapassagem… O exemplo que dão existe, é real e acontece muito, mas não é a lei que faz que aconteça coisa destas! É a falta de civismo e o esquecimento do código por parte dos condutores… No caso do trânsito lento a questão de segurança nem se põe em questão.

Por isto digo…
O artigo 90º estará obviamente a incluir/considerar a segurança… peca porque oculta informação e não vai de encontro às exigências dos velocípedes, mas se fosse… depois teríamos “velocípedes armados em veículos pesados”, ou seja, no meio da estrada a entupir o trânsito que, infelizmente, é demasiado nas nossas cidades, mas é real!. Repito… há muita falta de civismo dos velocípedes… (Não sou anti-ciclista. Atenção! Estou do vosso lado…).
Nos países nórdicos, Benelux, entre outros, resulta, e devemos seguir o exemplo deles, mas aqui não resultaria, por enquanto.

Quanto à prioridade cruzamentos…
Ao ler o código da estrada e ao ler o seu artigo/manifesto…
Sou da opinião que Portugal não está preparado para adoptar regras idênticas às dos outros países (desconheço as regras dos outros países, escrevo segundo o que dizem), porquê?

Na falta de sinalização, a circulação nos cruzamentos se faz através da regra geral de prioridade (respeitando sempre a direita). Certo?
E porquê que esta regra não contempla os velocípedes?
Para mim há uma razão suficientemente forte: “A lei do mais forte predomina”! (E na realidade portuguesa faz sentido). Porquê?
O Código da Estrada apenas é leccionado a partir dos 18 anos. Para QUEM QUER e para QUEM PAGA! (Não devíamos aprender o código para tirar carta de condução=carro, mas por uma questão de bom cidadão, aprender para saber bem circular e respeitar restantes utentes da via pública. No entanto, isto não acontece em Portugal). As escolas de condução são um negócio que devia acabar… Sabem quanto custa a carta em Guimarães=NORTE? 600euros na escola mais barata. E em Quarteira=SUL? 1200euros! Com negociação (se não fizermos metade das aulas, fazem-nos por 1000euros). Pormenores… bem mais complicados de se resolver… (porque convém a alguns a realidade existente continuar…)
Mas continuando…

Se a aprendizagem do CE é apenas para QUEM QUER (ou inscreve-se numa escola ou vai á internet e consulta documento CE) e para quem PAGA… ora…
Se perguntarmos a um jovem velocípede que nunca estudou/tirou o código, será que ele sabe o que é respeitar a direita nos cruzamentos? NÃO!
Convém mudar mentalidades através regulamentos, mas através do suporte base: Educação.
Regulamentar sem educar, não resulta! Código na estrada deve constar na escolaridade obrigatória. Não sei como é nos outros países. Como é? Mas, também, lá fora a tradição já é uma forma de educação…

Agora analisando a vossa ilustração da página 7. Bem! Não é bem assim, como tentam ilustrar… E digo isto, não apenas opinião pessoal, mas também porque acabei de mostrar a ilustração a outras pessoas… e elas concordam comigo.
Analisando a ilustração da esquerda para a direita…
- O primeiro ponto de embate: Só existe quando arrogância do condutor prevalece. Na mudança de direcção o condutor perde a prioridade perante o peão. Logo redobra sempre a atenção e reduz velocidade e nunca quererá atropelar um velocípede! (Não sejam radicais!)
- O segundo ponto de embate: Idem, idem…
- O terceiro ponto. É DE FACTO UM PERIGO. Mas relembro uma frase: por mais que tenhamos prioridade, ELA NUNCA É ABSOLUTA. Compete a todos os utentes saber atravessar os cruzamentos respeitando as regras do CE.
- O quarto ponto: idêntico ao 1º e 2º.

Agora pergunto-vos, o velocípede também não deve assegurar a sua protecção?
Eu, numa bicicleta, mesmo com prioridade, num cruzamento nunca passo tranquilo… redobro a atenção e não tenho qualquer problema dar a prioridade ao automóvel. Prefiro dar a prioridade (como um “velocípede cavalheiro”) do que saber (convencido) que a tenho e depois levar com um carro em cima! Pensem nisso…
A PRIORIDADE NUNCA É ABSOLUTA.
Porque será que nós, os velocípedes, queremos prioridade nos cruzamentos?
Será que pensamos mesmo nisso? Ou queremos afirmar-nos numa sociedade que ainda não está preparada para tal?
Antes de tudo, precisamos de educação. A educação não passa por regras/regulamentos.
Vejo muitas associações, e agora autarquias (cada vez mais), a promover o uso bicicleta. Este blog, também, é um exemplo disso…
O nosso combate deve passar por isso…

Relembro…
Todos os veículos que circulam na via devem circular, tendo em conta a sua segurança e a de terceiros. Devemos circular de uma forma cívica e respeitar/aceitar os erros dos outros. “Dentro do carro somos automóveis, a pé somos peões, montados na bicicleta somos velocípedes, etc…”
Somos todos utentes da via pública/privada, o respeito deve ser mútuo…
(Sempre pequenas ideias… recordações das aulas…).
Quando recebi a carta de condução vinha uma frase:
“respeite as regras do código de estrada e conduza com prudência”…
O que é conduzir com prudência? Será que sabemos?



Mário J Alves, responde e esclarece:

"Agradeço ter tomado o tempo de ler, pensar e comentar com energia um assunto importante. Antes de tentar responder às suas dúvidas e opiniões, gostaria de lhe fazer um apelo de carácter geral:

Porque é que estas e outras regras só existem no Código da Estrada português? Há várias hipóteses:
1) O nosso Código da Estrada é mais correcto que todos os outros códigos europeus. O que convenhamos é difícil de acreditar. :-)
2) O nosso Código da Estrada responde a um contexto cultural próprio e especifico de Portugal e está correcto para o nosso país - parece ser esta, em traços gerais, a sua opinião.
3) O nosso Código da Estrada está antiquado e reflecte uma visão das regras de trânsito já ultrapassadas no resto da Europa - é esta a minha opinião.

Sobre 2) só devo acrescentar os seguintes pontos: a) a nossa vizinha Espanha, com um contexto cultural muito semelhante ao nosso, tem um Código da Estrada muito mais moderno e adequado à protecção e dignidade do ciclista. Talvez mesmo, neste momento dos mais modernos da Europa e que inclui os princípios defendidos no documento que comenta. b) durante muitas décadas disseram-nos algo do género - ideias muito interessantes, até concordaria com elas noutro contexto, mas o nosso país não está preparado para elas. O grave foi que uma dessas ideias era a democracia. Na minha profissão, ligada à mobilidade e sustentabilidade, é o argumento que mais oiço - tudo muito certo concordo, mas Portugal não está preparado para isso. :-)

Não é o seu caso, porque até nem diz "tudo muito certo", porque com grande frontalidade não concorda com muitos dos pontos do documento. Mas não deixo de notar que sempre que concorda um bocadinho - lá vem outra vez o - ok, mas Portugal não está preparado para isso. :-)

Em abono da teoria 3) devo acrescentar que a evolução dos CE europeus, inclusive o espanhol, vão na direcção do defendido pelos documentos da Plataforma para a Promoção do Uso da Bicicleta. Existe uma direcção - uma evolução - um sentido.

Então, vamos lá por partes:

O Art. 90º Posição de Marcha:

Concordamos ou não com estes pressupostos?

São só necessários três elementos no código da estrada de forma a regulamentar a circulação de bicicletas:

1. As regras básicas consequentes de considerar os ciclistas condutores de veículos;

2. As regras que protegem a bicicleta porque é um modo de transporte vulnerável mas que importa incentivar.

3. As regras especificas à bicicleta sobre equipamento (por exemplo luzes e reflectores);


Se sim, o artigo 90º, que descrimina os velocípedes, restringido especificamente os seus direitos, não cabe em nenhuma das alíneas acima.

Só por esta razão o Art. 90º não deveria existir e todos os veículos (inclusive a bicicleta) deveriam cumprir simplesmente o Art. 13:


Artigo 13º
Posição de marcha

1— O trânsito de veículos deve fazer-se pelo lado direito da faixa de rodagem e o mais próximo possível das bermas ou passeios, conservando destes uma distância que permita evitar acidentes.

2— Quando necessário, pode ser utilizado o lado esquerdo da faixa de rodagem para ultrapassar ou mudar de direcção.


Foi esta a posição adoptada pelo artigo que comenta.


No entanto, acredito agora que os veículos de duas rodas, por serem veículos mais vulneráveis, não deveriam sequer ter que cumprir o Art. 13º tal como está redigido.

Para evitar apertões laterais, se conversar com qq utilizador experiente de motociclo ou se consultar qq livro de segurança rodoviária além Badajoz, reparará que se aconselha a que a circulação não seja feita "mais próximo possível das bermas ou passeios", mas sim alinhado com a posição do condutor de um veículo automóvel - isto é a 2/3 da faixa para a esquerda. Isto é, o motociclista para garantir a sua segurança não deveria cumprir o Art. 13º do CE.

No caso dos ciclistas é um pouco mais complicado. Como aconselha, por exemplo o livro cyclecraft (recomendado pela Royal Society for the Prevention of Accidents do Reino Unido), mesmo os ciclistas mais lentos deverão ocupar o centro da faixa de rodagem da direita como a sua posição primária. Se houver veículos a quer ultrapassar e/ou o ciclista avalia que é possível uma ultrapassagem segura (isto é, se a largura permite uma distancia lateral segura entre ele e o veiculo), o ciclista deverá adoptar a posição secundária (ligeiramente para a direita, mas sempre mantendo em relação ao lancil ou carros estacionados uma distancia de segurança). A razão de ser deste posicionamento na faixa é que os ciclistas são mais visíveis e previsíveis quando circulam na posição primária que quando adoptam a posição secundária (atenção às portas!). Ora, este tipo de posicionamento do ciclista na faixa é ilegal tanto de acordo com o Art. 90º como o Art. 13º.

Por estas razões, parece-me melhor alterar tb o Art. 13º, para permitir mais liberdade para os veículos de duas rodas adoptarem a posição na faixa que estes, e de forma subjectiva, considerem mais segura.

Como re-escrever o Art. 13? Quer ajudar?

Agora em relação à prioridade nos cruzamentos (Artigo 32º Cedência de passagem a certos veículos e Artigo 31º Cedência de passagem em certas vias ou troços).

Mais uma vez, ao discriminar restringindo direitos especificamente aos ciclistas, o Art. 32º e 31º não cumprem os pressupostos de que falei à pouco (nem é 1., nem 2. nem 3.). Por isso mesmo esta discriminação deve desaparecer. Digo isto só porque se não, o melhor era discutir primeiro este pressuposto e só depois então discutir os detalhes do CE.

A prioridade nunca é absoluta, mas em situação de responsabilidade perante a lei o CE português, contrariamente aos outros, põe a responsabilidade no mais fraco em vez de por a responsabilidade no mais pesado. É que as situações de conflito em cruzamento que refere que só existem "quando arrogância do condutor prevalece" são as mais frequentes e mais perigosas para os ciclistas. Porque a arrogância do condutor é uma aquisição cultural que é mais frequente em países onde a lei põe a responsabilidade de protecção no mais vulnerável - isto até é contra o Principio de Justiça de Rawls.

Mas não deixo de concordar com muitas coisas que diz. Nomeadamente na importância da educação e da prudência. Por isso mesmo, na proposta de Alteração do Código que tb está na página, propomos à cabeça propostas fundamentais, tais como:

O Código da Rua que integraria "O Principio da Prudência" a exemplo da recente revisão do Código Belga.
Educação para a segurança rodoviária obrigatória nos currículos escolares.
Regras e sinalética de gestão das velocidades em meio Urbano.
"


Para que o artigo não se torne extenso, aconselho os leitores a acompanhar a restante parte da conversa no excelente blog Bicicleta Portugal, um espaço de reflexão e debate sobre mobilidade ciclável, na Etiqueta Legislação acedam à respectiva caixa de comentários do artigo "Petição pelos direitos dos ciclistas".

Aconselho a leitura dos documentos disponíveis nos sites da Plataforma para a Promoção do Uso da Bicicleta e do Mário J Alves.

Saudações geo,

Rogériomad

Exposição “Energias Renováveis, Fornos Solares, Mobilidade Sustentável"

Clique para aumentarData: 19 a 22 de Setembro de 2007
Localização: Praça da Pontinha (Faro)
Horário: 11h00-23h00
Organização: Clube Automóvel do Algarve/ CMFaro

Descrição: Presença de stands de entidades públicas e privadas- demonstração de tecnologias de aproveitamento das energias renováveis e de mobilidade mais amigas do ambiente.


+ info:
964144312

segunda-feira, setembro 17, 2007

Mais um salvador...

Lá está ele, o homem que quase chegou à casa-branca; o homem que, certamente, irá salvar o planeta; o homem do qual os média "agradecem" que tente salvar qualquer coisa. O homem: Al Gore; o rapaz que não teve direito a charuto. Se chegasse à presidência (de qualquer coisa) provavelmente faria como o Moita Flores: geria o "negócio" pela televisão, local onde passa normalmente o tempo. O homem ganhou mais um(!) prémio.

The man who saved the world
Cortesia oBitoque

domingo, setembro 16, 2007

"Mau tempo"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sábado, setembro 15, 2007

Marchas Passeio do Algarve, 2007-2008

Marchas Passeio do Algarve, 2007-2008
Programa Nacional de Desporto para Todos



“Quem das Marchas desfrute
O Mundo que nos dá a conhecer
Tem para a saúde um bom contributo
E mais qualidade na forma de viver

É o convívio alegre e são
São os percursos da natureza
É o bem-estar do coração
Um melhor vida, concerteza!

Hoje é Lago, S. Brás ou Portimão
Amanhã Faro, Albufeira ou Alcoutim
Pela estrada, pela falésia, pelos caminhos de Olhão
Pela mata, pelas salinas de Castro Marim

As Marchas Passeio do Algarve
Muito mais que marchas são
Convívio, amizade e desporto
Saúde, prazer e diversão”

Hélder Oliveira, 2007


Clique para ver o calendário Clique para ver o calendário

Calendário 2007-2008 Clique para consultar

sexta-feira, setembro 14, 2007

Amanhã: Passeio Pedestre em Cacela (Algarve)

Autor Desconhecido, s.d.Uma viagem no tempo observando rochas e fósseis em torno de Cacela

Com o geólogo Hélder Pereira
15 de Setembro

A time travel observing rocks and fossils around Cacela
With the geologist Hélder Pereira
15 de Setembro


"A Jazida fossilífera de Cacela, de reconhecido valor científico e patrimonial, localiza-se na extremidade nascente do Parque Natural da Ria Formosa e está sobretudo exposta nas margens da ribeira de Cacela situada a nascente de Cacela Velha. Ali afloram rochas sedimentares do Miocénico superior, com cerca de 7-9 milhões de anos (Ma), em que ocorre uma grande diversidade de fósseis de moluscos, bivalves e gastrópodes em excelente estado de conservação.
A presença de fósseis de espécies típicas de águas quentes indica que a região de Cacela há cerca de 7-9 Ma seria banhada por águas mais quentes do que as actuais, com temperaturas semelhantes às encontradas hoje nas regiões tropicais. Um percurso em torno da região de Cacela irá permitir realizar uma viagem no tempo recuando alguns milhões de anos atrás.

Passos Contados... porque os caminhos e os lugares contam estórias – a fonte da moura, o forno para cozer a cal, sinais dos romanos, árabes e outros povos – e ouvi-las passo a passo, conduzidos pela voz de guias especializados (cientistas ou detentores de saberes particulares), é o desafio destes percursos.
O ciclo anual de passeios pedestres temáticos no concelho de Vila Real de Santo António e especialmente em Cacela, é uma proposta do Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela / Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Nesta primeira edição vamos à descoberta dos últimos barcos de Cacela, de plantas medicinais e aromáticas no sopé da serra, de fontes, canhas e noras nas hortas do barrocal, das marcas do passado em Cacela Velha, das arquitecturas do Algarve rural e finalmente de fósseis na ribeira de Cacela (ver programa para 2007)."

Informações

Ponto Encontro (Meeting point): 9:30 nem Cacela Velha.
Deverá trazer merenda, cantil com água, calçado confortável, roupa leve e apropriada, chapéu e protector solar.
A organização reserva-se o direito de anular a realização do percurso caso se verifiquem condições climatéricas adversas.

Inscrições

Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela
Antiga Escola Primária de Santa Rita
Tel. / Fax: 281 952600
ciipcacela@gmail.com
http://www.ciip-cacela.blogspot.com/

As participações são gratuitas e limitadas. Inscreva-se com antecedência, deixando o seu nome e contacto.

Organização
Câmara Municipal de Vila Real de Santo António
Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela Velha

Apoio
PROALGARVE

Participe e divulgue!


Difundido via e-mail

quinta-feira, setembro 13, 2007

"Cidade e Democracia: 30 Anos de Transformação Urbana em Portugal", de Álvaro Domingues (coord.)

Clique para aumentarCidade e Democracia: 30 Anos de Transformação Urbana em Portugal
Álvaro Domingues (coord.)

Produção do Projecto: Fundação da Juventude
Coordenação Editorial: Ordem dos Arquitectos
Direcção Editorial: ARGUMENTUM Edições
Edição Bilingue: Português/Espanhol
Lisboa, Junho de 2006
P.V.P: Aprox. 50€ (na FNAC estava a 49.50€, se não estou em erro)



A publicação “Cidade e Democracia: 30 Anos de Transformação Urbana em Portugal” resume anos de investigação e de estudos desenvolvidos pelos bolseiros do Programa Nacional de Bolsas para jovens finalistas ou licenciados em Arquitectura que a Fundação da Juventude promoveu, durante o período 2000-2004, sobre 24 cidades médias portuguesas: Amadora, Aveiro, Barcelos, Barreiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Chaves, Coimbra, Covilhã, Évora, Figueira da Foz, Guarda, Guimarães, Horta, Leiria, Penafiel, Póvoa do Varzim, Santa Maria da Feira, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Nova de Famalicão, Vila Real e Viseu.

Sob a coordenação do geógrafo Álvaro Domingues, que começa por fazer uma introdução ao projecto de investigação desenvolvido e termina com uma descrição do Portugal dos anos 90 no que se refere, ao sistema urbano, às políticas urbanas desenvolvidas, aos projectos e programas de incentivo de carácter sectorial ou territorial para o desenvolvimento urbano, à eficácia (ou não) dos instrumentos de gestão territorial, etc. Após as suas notas conclusivas disponibiliza uma bibliografia variada, essencialmente, sobre Geografia Urbana, Políticas Urbanas, Planeamento Urbano, Urbanismo. Para quem procura bibliografia temática para aprofundar conhecimentos (como eu) aqui está uma boa solução (confesso que foi útil quando procurava algo sobre povoamento, padrões de ocupação do solo, sistema urbano, etc.).

Com a participação da geógrafa Teresa Sá Marques que caracteriza o Portugal Urbano: cada vez mais heterogéneo e mais desequilibrado. A sua escrita faz-se acompanhar de vários mapas temáticos que mostram o Portugal no período 1950-2001.

A terceira parte da obra ficou destinada a apresentar os casos de estudo das 24 cidades já referidas. Para cada uma é feita uma breve descrição histórica, tendo em atenção a sua evolução demográfica e o seu desenvolvimento urbano mais recente.
Para ajudar na interpretação das transformações urbanas ocorridas nos últimos anos, cada caso de estudo apresenta:
- Fotografias aéreas inéditas dos aglomerados urbanos, das áreas de expansão, das áreas especializadas (industriais, comerciais, desportivas, tecnológicas, inovação e conhecimento), da rede de infra-estruturas e logística, dos centros históricos, das áreas rurais e de edificação dispersa, etc. Confesso que a fotografia que mais tempo passei a contemplar foi a da cidade de Guimarães nas páginas 154-155 (“- Ah! Saudades daquele centro histórico fabuloso. Comprar uma frutinha em pleno centro urbano, já não é para todos”). As fotografias são um trabalho do Arq.º Filipe Jorge, autor das colecções “Visto do Céu”;
- Duas plantas actualizadas: uma com a identificação dos espaços edificados por período de construção e outra com a localização dos equipamentos colectivos. Sugiro que dêem uma olhada na planta da cidade de Braga, p. 147. Aquilo cresceu bem! Eu escrevi “cresceu”? Não devia ter escrito “desenvolveu”?
- Uma ficha de caracterização e diagnóstico dos principais indicadores demográficos e económicos (com a confrontação dos indicadores entre a cidade e a área do concelho, através de quadros e gráficos).

A quarta parte é denominada de “Metamorfoses do Urbano” e são abordados os conceitos das infra-estruturas de mobilidade (as estradas que moldam o território), dispersão (Depois do rural e urbano, o difuso é “um terceiro estado de formação recente”), aglomeração e polaridades (novas centralidades ligadas ao automóvel), o território não construído (em parte, de encontro ao que foi escrito no livro Não-Lugares, também, livro do mês no Georden) e da regulação urbanística (esta é essencial para controlar a especulação da construção, ou se quiserem, a construção especulativa).

As suas páginas finais mostram-nos algumas perspectivas temáticas dos autores:
-Nuno Portas, com o artigo “Vistas de Cima, Vistas do Chão”;
-Manuel Fernandes de Sá, “O Processo de Planeamento em Portugal, Relatos de uma Experiência";
-António Pérez Babo, “O Papel das Infra-Estruturas Viárias na Evolução das Formas Urbanas”;
-António Manuel Figueiredo, “Uma Abordagem Económica das Dinâmicas e Formas Urbanas do Portugal Recente”;
-Cláudio Monteiro, “Cidade, Democracia e Direito. A Autonomia do Poder Local em Matéria Urbanística.

Convém referir que esta obra tem 400 páginas, com tratamento gráfico e impressão de qualidade. É apresentada num formato bilingue: Português/Espanhol. Por vezes temos dificuldades na tradução de termos técnicos que se encontram em espanhol, esta publicação pode servir como um autêntico dicionário técnico.

Boas leituras geográficas,

Rogeriomad


Nota: Envie a sua sugestão de leitura para georden@gmail.com que posteriormente publicaremos neste mesmo espaço.

terça-feira, setembro 11, 2007

Em Setembro

Em Setembro há mais "morte" depois de Madeleine.Foi há seis anos num cantinho perto de nós.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Carfree Cities


Plano para um distrito: ruas,edifícios, praças, jardins

Mais um sítio verdadeiramente imperdível, para se navegar aos poucos, e sem pressas: http://www.carfree.com.

Não se trata de mais um qualquer manifesto pseudo-ambientalista, ou de radicalismo acéfalo. Não. Pessoalmente recorda-me, embora encarado noutra perspectiva, algumas das grandes Utopias do Séc XIX, nomeadamente, New Lanark e New Harmony (Robert Owen) e os projectos de Charles Fourier.

Outros projectos, como a cidade-jardim de Howard seriam desenvolvidos com relativo sucesso, por exemplo, Letchworth, cujo papel foi determinante, menos significativamente na sua total aplicação e transmissão, mais, na apresentação de uma perspectiva sustentável e humana, com repercussões na forma futura de pensar e projectar a cidade.

Carfree apresenta-nos algumas propostas e desenvolve-as. O seu mentor é J.H. Crawford.

domingo, setembro 09, 2007

"Viva a crise"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Animação turística no Norte de Portugal

Clique para fazer turismoA Oficina da Natureza é uma empresa com uma vasta experiência na área da animação turística e um conhecimento profundo do território minhoto, que aposta na oferta de proposta criativas e inovadoras ligadas ao turismo Cultural e de Natureza, com o objectivo de dar a conhecer a riqueza paisagística, património histórico, gastronomia e tradições da região do Minho e Norte de Portugal.

Através de um conjunto diversificado de programas apelativos, flexíveis e personalizados, procuramos oferecer experiências únicas de lazer, de descoberta e interpretação dos espaços visitados.

Para além do calendário das actividades mensais, a Oficina da Natureza também desenvolve fins-de-semana personalizados ou programas de incentivos para empresas. Para os momentos de lazer dispomos de um leque variado de ofertas.

Para mais informações visite o nosso site em
www.oficinadanatureza.pt



Com os melhores cumprimentos
Paulo Almeida Lopes

quinta-feira, setembro 06, 2007

Plano Nacional de Barragens

O Plano Nacional de Barragens será apresentado pelo governo na segunda quinzena do mês de Setembro, noticia o Diário de Noticias de hoje. Dez novas barragens na forja (até 2020), sem contabilizar a do Sabor já aviada à EDP.

Saliente-se que, não raras vezes, os objectivos propostos e resultados decorrentes ficaram aquém das expectativas menos optimistas, já para não falar dos impactes ambientais, sociais e económicos nas regiões privilegiadas(!?) com o advento das barragens. Afinal sempre são 1,5 a dois mil milhões de euros, previstos (já se sabe dos imprevistos e remedeios) para a brincadeira.

Relativamente ao Sabor já foi aqui tudo dito.

Ecocartoons 2007

Clique para entrar

quarta-feira, setembro 05, 2007

Passeios alegres


Vidal: Apúlia. Setembro

Mais um passeio alegre e moderno. Uma marginalzinha.
Pardalei na Apúlia da minha infância(?), e identifiquei uma emenda que peca por tardia. Por lá se queixam de olvido camarário. Não sei se olvido se ouvido. Não interessa para o caso. A reabilitação(?) ocorre depois do desaparecimento da praia, isto é, da areia, em frente à Vila.
Coisa lenta, com aviso de décadas.

Aqui e ali, praticamente na marginal, surgem os inevitáveis prédios. Com propriedade, podemos afirmar que os residentes não vão necessitar de piscinas, bastando, para mergulhar, principalmente no Inverno, assomar-se à janela.
Mais a norte (e a Sul), vários pontões pontificam (penteando a costa), protegendo(?) outras praias e torres. Ma
is torres que praias.

Nada de novo. Mas entristeceu-me a fealdade, os remendos, o abastardamento dos espaços. Ficou o peixe, os produtos hortícolas, algumas pessoas e muito mar.

segunda-feira, setembro 03, 2007

A mentalidade do cimento...

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Fotos de Eduardo F., Lamego, 20-08-07

Por cá, as estradas e as barragens têm de ser feitas a todo o custo. Não se acautelam os problemas que as podem afectar. E, com elas, aqueles que por elas passam ou que com elas têm de conviver. Já tínhamos aludido a uma situação parecida com esta aqui.

Estas fotos referem-se a uma zona de expansão urbana da cidade de Lamego, com novos prédios que não distam mais de 20 metros de um grande declive (do qual podemos ter uma ideia na segunda foto).

Se o muro que ali vemos (vejam o seu estado e quanto interesse se deposita num muro...) foi erguido para resolver alguma coisa ou para impedir o desabamento do suporte da estrada... acho que não está a conseguir... A quem temos de nos dirigir? Aos engenheiros?

Vede como é sintomático da nossa mentalidade aquele cimentozinho a tentar tapar à superfície a instabilidade estrutural...

domingo, setembro 02, 2007

sábado, setembro 01, 2007

II Ano Tertuliano

A GeordenAnunciamos que está oficialmente aberto o II Ano Tertualiano do Georden. Podem participar através dos ecopontos ou via e-mail: georden@gmail.com
Lembramos que os temas discutidos nunca deixarão de estar actualizados e estarão sempre, disponíveis online, no Georden com o marcador "Tertúlias".

O II Ano Tertuliano está programado da seguinte forma:

2007, Setembro - Mobilidade sustentável [Debatida]
2007, Outubro - Uma Ordem ou uma (des)Ordem? [Não debatida]
2007, Novembro - Ordenamento e mundo rural [Não debatida]
2007, Dezembro - Novas centralidades [Debatida]
2008, Janeiro - Educação ambiental [Debatida]
2008, Fevereiro - Artes e expressões culturais urbanas [Não debatida]
2008, Março - Nova arquitectura do espaço público [Debatida]
2008, Abril - Cultura e economia global [Não debatida]
2008, Maio - Qualidade de vida [Não debatida]
2008, Junho - Turismo sustentável
2008, Julho - Desertificação e erosão

Se quiserem participar no próximo ano tertuliano, com a publicação de pequenos artigos, façam-no através do seguinte endereço de e-mail: georden@gmail.com
com o assunto "Tertúlia - (Tema)" e enviem-nos a informação a publicar com os repectivos dados/fontes. Na altura certa toda a informação será publicada online no www.georden.blogspot.com/

Lembramos que o programa pode estar sujeito a pequenas alterações.
Estejam atentos e participem.

Saudações geo,

A Georden