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segunda-feira, janeiro 30, 2017

Rede de bicicletas partilhadas chega a Lisboa em Junho

A partir de Junho, Lisboa vai ter uma rede de bicicletas partilhadas. Em Março, o projecto avança para a zona do Parque das Nações ainda num registo experimental. A novidade foi partilhada por Luís Natal Marques, presidente da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), que informou que a rede vai contar com 1410 bicicletas por toda a cidade.

Destas 1410 bicicletas, 940 serão eléctricas e 470 convencionais, e estarão distribuídas por 140 estações ao longo da cidade. 92 bicicletas estarão no planalto central da cidade, 27 na baixa e frente ribeirinha, 15 no Parque das Nações e 6 no Eixo Central, nas avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade. Em Outubro de 2015, a EMEL lançou um concurso público para “aquisição, implementação e operação do Sistema de Bicicletas Públicas Partilhadas na cidade de Lisboa”. 23 milhões de euros serão investidos nesta nova rede de bicicletas partilhadas, com a empresa Orbita a ficar responsável pela aquisição do sistema e pela manutenção nos próximos nove anos.

Via Greensavers



Finalmente Lisboa vai parecer-se mais, no domínio da mobilidade, com outras cidades europeias. Estivemos há uns meses em Madrid e o seu projecto, BiciMAD, pareceu-nos perfeitamente consolidado e eficaz, com inúmeros utilizadores. Podem saber mais aqui, mas o BiciMAD dispõe de uma rede de 2028 bicicletas eléctricas (todas) distribuídas por 163 estações.

Ao lado, foto de quando fomos a Zaragoza (junto à Estação Ferroviária de Delicias), aquando da Expo, em 2008. A cidade, magnífica, também dispõe de aluguer gratuito de bicicletas (convencionais, à data). Andámos alguns dias nelas e entregámo-las no fim do prazo.


Recordemos o vídeo que fizemos na altura:




segunda-feira, janeiro 26, 2015

Os Mapas Possíveis


O RSOE EDIS, serviço de informação de situações de emergência, apresenta, numa representação mapeada legível e simples, as situações de risco que estão a ocorrer (quando noticiadas, obviamente).

Como riscos são contemplados os naturais e antropogénicos. Isto é, não só sismos, tufões, cheias, deslizamento de terras, mas também riscos biológicos, radioactividade, desastres industriais.

Outros mapas haverá de conflitos militares, económicos e religiosos.
E hoje, alguns, receosos - quais guardiões da democracia - deverão estar a imaginar o alastramento da esquerda nos países com eleições vindouras.

Como outrora o perigo vermelho.
Ou a ameaça imperialista nazi.

Desculpem lá a mençãozita mas, só para quem não souber:
aquando das primeiras eleições livres por cá, em 1976, se o Partido Comunista tivesse tido a maioria, os EUA estavam prontos para entrar no país com uma intervenção militar. Frank Carlucci, o tal embaixador que negava sempre ser da CIA (mas que era), dixit. Está nos livros. Procurem.

Ah, os tempos eram outros, quando havia a divisão mundial em dois blocos ideológicos.
Ainda bem que isso pertence ao passado.
Hoje só pode haver um bloco.
E se só há um, não há bloco.
Somos um todo.

Cuidado com as ovelhas tresmalhadas.
Logo os mercados e suas regulações-estrangulações se põem em marcha.
Para as pôr na fila.

Arbeit macht frei, diz a nossa divina austeritária providência financeira mundial sem rosto e de braço armado.

Que pobreza andarmos ainda a viver na pegada destruidora do século XX.
A evolução e o modernismo são meramente tecnológicos.
Pois miséria real, a da fome, do ambiente, da economia e a da mente aí persistem, sussurrantemente anacrónicas.

domingo, novembro 09, 2014

Fome e Miséria Internacional (sendo os muros uma sua expressão)

"Como posso eu dizer que te amo, 
se não encontro amor em mim?
Apenas mágoa, de tanto calar a raiva
e o nojo da minha condição.

Enxovalhado no trabalho,
maltratado na doença,
humilhado no salário,
aviltado na dignidade,
resta pouco para gostar de mim
e ainda menos para amar."

"Hipótese de Suicídio", Mão Morta


O suicídio é um forma de controlo da população.
As vacinas também o são.
As guerras e guerrinhas.
Também a má alimentação e a sua falta  a que o capital condena milhões.
Exclui seres, ditos inferiores, e inacessibiliza o outro lado, onde, refastelados, os acumuladores consomem.
Sociedade esmigalhada, desvalorizada, esvaziada, ao sabor do rodopio.


Exclusividade e exclusão como formas de violência social
Foto de E. Soja, São Lázaro, Braga, 19.09.2014

São muros da vergonha, onde ainda não cheira a anacronismo.
Pois que a mente tem muitos muros no pensar.



Os ventos uivam, morres pela lei.
E até já vais preso se alimentares um desses halbermensch.

Não, nós não estamos mortos.
pois quanto menos resta,
menos há a perder.
E é a saltar muros que se morre a viver.

quarta-feira, abril 30, 2014

Hoje como outrora

"O programa escolar do 9.º ano em Portugal faz a apologia dos OGM's."

(Acabei de tropeçar neste comentário.)

Hoje como outrora, a propaganda tem de ser difundida, se possível de maneira difusa.
Para que não saibamos um dia saber a fonte e ir indagar os porquês.

Hoje como outrora, o entretenimento tem de ser massivo.
Venha ele sob a forma de produtos mediáticos ou amplificados pelos média, 
da satisfação de "necessidades falsas" (como diz o Marcuse), 
da compra de corpos e almas (via corrupção ou miséria, através dos "bananas" e dos manda-chuvas que cacicam e calcinam as hierarquias).
Para que nunca nos interroguemos como inverter as relações desiguais do Poder e dos exercícios desequilibrantes das instituições do Poder.

Hoje como outrora, os saudosistas gostariam de impor aos outros o que desejam para si.
Para que terminemos mais uma conversa fiada a dizer "que tudo é relativo".

Hoje como outrora, a distribuição do poder que vale e se faz valer é uma montanha que pare os ratinhos que somos.
Para que se encarne no Largo do Carmo o que a Assembleia da República já não representa.

Hoje como outrora, a distribuição geográfica da riqueza de Portugal é visível e chocante.
No desordenamento (florestal, urbanístico, ...).
No povoamento (o des- e o sobre-).
No analfabetismo funcional.
E, agora, no alfabetismo disfuncional.
Na fome e na opulência.
No acesso (económico e geográfico) à justiça, à saúde, à educação, à habitação (sequer digna), à cultura (mercantilizada).
Para que se constitua como escola e todos achemos normal e inevitável.

Hoje como outrora, os institucionalizadores da violência são os que dela excluem a violência económica.
Para que os marginais de baixo, violentos ou não, sejam condenados pelos marginais, não violentos, claro está, que os superintendem, com o poder do bom-senso social, das "discriminações positivas" e demais termos novilinguísticos.

Hoje como outrora, o fascismo.
Para substituir suprir a consciência e instalar a lei da concorrência e do "antes ele que eu".

Hoje como outrora, o hoje como outrora, a história aos círculos fechados ou em espirais metálicas que se estendem e contraem.
Muitas vidas retalhadas pelos ferros durante os iô-iôs dos jogadores profissionais do poder.

Hoje como outrora, o silenciamento.
Agora, no excesso.
Porque tudo é excessivo. Até a crença na abundância, propalada sobretudo aos carentes.

Excesso de informação, de desinformação, do "não há mais pachorra", da fadiga psicológica e dos cansaços mentais e corporais, excesso de riqueza e de pobreza.

Estaremos mais pobres?, Mais ricos?, - hoje que outrora?
Mais conscientes?, mais inconscientes?, - hoje que outrora?

Às expensas do mundo que gira, inevitável mas cada vez mais destruído, vamos fazendo perguntas.
Mais (perguntas)?, Menos? - hoje que outrora?

"Portugal não é um país pequeno".

Pois não.
Pois não.

segunda-feira, agosto 26, 2013

In Memoriam



Epitáfio para mais um sujeito que não foi eleito:

Tu que viveste ao largo, no offshore do FMI,
E descansas agora num espaço apertado.
Dá-te por contente: 
É privado.

quarta-feira, junho 05, 2013

Não são prenúncios, senhor: são já a coisa propriamente dita.


Ao analisar a temperatura da superfície da terra, a NASA apurou que 2012 figura como o nono ano mais frio desde 1880. Os cientistas da NASA do Instituto Goddard para os Estudos Espaciais (IGEE) comparam a média global da temperatura de cada ano com a normal climatológica que vai de 1951 a 1980. O período de 30 anos permite uma base de análise a partir da qual se pode medir o aquecimento que a Terra tem sofrido devido ao aumento de concentração de gases com efeito de estufa. 2012 foi o nono ano mais frio mas os dez anos mais frios analisados pelo IGEE foram registados desde 1998, continuando a ter temperaturas bem acima da média das registadas durante o século XX.

As medições fazem-se desde 1880 pois foi a partir dessa data que passou a haver estações meteorológicas suficientemente distribuídos no mundo para apurar a temperatura global.


Vídeo e texto da Agência Nacional Norte-Americana


Ah, para quem reparou, hoje é Dia mundial do Ambiente, mais um dia a maltratá-lo.
Malgrat os esforços dos Davids que lutam pela calada contra os engenhos da destruição.

terça-feira, abril 09, 2013

Fafenses: somos todos Madeirenses! Terceirenses, Micaelenses, etc. etc.

Quando os erros não são pagos pelos que já se puseram a andar,

isso tem nomes: corrupção, prepotência, usurpação, desrespeito, abuso de poder, manipulação e outros procedimentos da mesma índole com que os nossos empreiteiros / autarcas / políticos / empresários sem escrúpulos e valores que não os do bolso e da bolsa aprenderam a viver, impunes.

Ordenamento do território desordenado, território vilipendiado, uma vítima é uma vítima a mais.




Para funcionar bem e fazer da prática um sistema, não basta haver corrupção nas altas instâncias que beneficiam com as infracções ao que a lei quer salvaguardar: é preciso que as bases alimentem e sustentem essa corrupção. Por exemplo, com a ignorância dos riscos, indo alimentar erros.
Depois sofrem as consequências.
Que de nada adiantará procurar culpados se o desastre já tiver destruído vidas.

Quereremos apanhá-los, nós, por entre os despojos e os detritos que deixaram para nós. Só para nós.

 Imagem do Jornal de Fafe




Imagem do Jornal Público

Importa em tudo o que tem carácter geográfico o que em si está implícito: o enquadramento. Por isso, a imagem do jornal Público é elucidativa do desnível a que as casas estão.

Isso é só a topografia. 
Que, para a força gravítica, é quase tudo.

Mas depois vem o historial daquelas terras: se eram dali, se resultaram de aterros, se eram só terras, se se encontravam solidificadas, se continham rocha-mãe...

Quanto ao clima, devemos sempre lembrar-nos que há uma quantidade de precipitação a que os sólidos passam a comportar-se como líquidos.
Esse comportamento pode ser coadjuvado pela topografia e pela composição.

Há ainda outros factores a ter em conta: 

- o impacto que o terreno estava a suportar (fundações das casas, peso por área...)

se o mesmo tinha alguma força que as contivesse face ao desnível (muro, paredão...).

- se o Plano de ordenamento vedava a construção, devido à classificação da área e face ao declive. Claro que não devia ser o caso, como já não é assim tão óbvio.

(nem vamos referir a vibração da circulação rodoviária, ou outra, pois se um terreno sofresse solifluxões assim por essa palha, seria como estarem os construtores a tentar erigir castelos na areia...)


Mas quando as coisas correm mal vamos então observar se as regras foram cumpridas, para perceber o que pode ter ajudado à destrutiva festa.
Ou seja, temos o proverbial e péssimo hábito de procurar depois o que devia ter sido salvaguardado no devido tempo e em sede própria.
Na altura das intervenções humanas no terreno e modificações da paisagem e  dos usos do solo.

É o pla-ne-a-men-to!, estúpido!

E assim vai o funcionamento dos países das cabeças pequeninas.

Talvez nos contraponham:

- Cabeças pequeninas, as deles, que os meus bolsos estão cheios.
E numa terra de burros, quem tem olho prò negócio é o rei da máfia.

Assim tem dito e escrito a lei, o corrupto-tipo imperante, cabeça-de-altifalante, propagandista-asfixiante, comprador-de-almas-alienante.

Não percamos a lucidez: a posterior solidariedade para com as vítimas ou os familiares das vítimas não é justiça.

quinta-feira, agosto 23, 2012

Vomitivo, o Poder

Em Novembro do ano passado, o furacão Michelle açoitou as Caraíbas e assanhou-se com Cuba. Segundo Ben Wisner, do Instituto de Desenvolvimento da London School of Economics, o furacao que afectou quase 25 mil habitações, destruiu totalmente 2800, causou apenas cinco mortos entre a população cubana. O governo cubano evacuou 700 mil pessoas, 6,36% da sua população, em apenas 24 horas. As Forças Armadas Revolucionárias de Cuba foram para o sul da ilha ajudar a população, e fizeram-no. Não levaram ordens de disparar a matar para «manter a ordem».

Imagem via Wikipédia

Há uma semana, o furacão Katrina assolou o Estado do Louisiana e os mortos contam-se aos milhares. A maior parte são negros e latinos, e os seus corpos flutuam nas ruas inundadas de Nova Orleães, muito perto do Superdome, o gigantesco estádio que viria a servir de centro de refúgio e evacuação. O presidente Bush estava de férias. Condoleeza Rice comprava sapatos numa loja exclusiva para mulheres como ela.

Era uma tragédia previsível. No ano 2001, a revista Scientific American chamou a atenção para o estado lastimável dos diques que continham as águas do rio Mississipi, para a obsolescência dos sistemas de bombeamento em caso de inundação, para o crescimento sem controlo de habitações em zonas de alto risco e para a insuficiência das vias de evacuação. Nesse mesmo ano, a Agência Federal de Controlo de Emergências avisou o governo de que, a não serem tomadas medidas imediatas, um furacão traria consequências catastróficas para Nova Orleães. Os engenheiros militares dos Estados Unidos recomendaram a aprovação urgente de um orçamento de 27,1 milhões de dólares para reparar os diques. O governo de Bush aprovou-o, mas, na hora de enviar o dinheiro, decidiu desviar 80 por cento para solver as despesas da ocupação do Iraque, maiores a cada dia que passa. Assim se planificam as catástrofes imperiais. Assim se condenam centenas de milhares de pessoas a morrerem de sede, por falta de assistência médica, esmagadas debaixo dos escombros, afogadas debaixo das águas, ou devoradas pelos jacarés do Mississipi. Vomitivo.

As televisões do mundo inteiro mostravam náufragos em cima dos telhados das suas casas, alguns  deles - nunca faltam - mostrando a bandeira das riscas e estrelas que nem sequer lhes serviu de toalha. Vomitivo.

Quando o Estado nos abandona, quando a necessidade se impõe, quando a sede e a fome ameaçam de morte, o instinto de sobrevivência manda violar as leis que não servem. É legítimo saquear um supermercado se a ajuda não chega. E a governadora do Estado do Louisiana, Kathleen Blanco, em vez de acelerar a ajuda humanitária, armou com espingardas M16 três mil soldados da guarda estadual. «Sabem como disparar, estão mais do que desejosos por fazê-lo e espero que o façam.» As suas palavras fazem parte da história norte-americana. Essa mulher é uma republicana de pura cepa. Vomitivo.

E o preço do petróleo sobe e volta a subir. Alguns governos, entre eles o espanhol, decidem ajudar, não os Norte-Americanos, mas Rumsfeld, Dick Cheney, a Shell, a Texaco, a Halliburton, ao enviarem milhões de barris para que a minoria opulenta dos Estados Unidos não veja alterada a american way of life. Vomitivo.


Carne de blog (1), pp. 31-37, por Luís Sepúlveda, incluído em Crónicas do Sul (Ed. Asa, 2008).
Tradução de Henriques Tavares e Castro.


O artigo foi publicado originalmente aqui (em Castelhano, do Chile, claro está), a 4 de Setembro de 2005.

Hoje passam 7 anos que alguns ficaram com o Katrina nos ouvidos e demasiados com o seu desastre nos pulmões.

sexta-feira, junho 29, 2012

"O mundo é de quem manda e o resto é propaganda"*



E hoje o Georden faz 7 anos...

*  "Canção dos Despedidos",
José Mário Branco

quarta-feira, abril 25, 2012

A nossa revolução...



Foto difundida via e-mail.

terça-feira, abril 10, 2012

Adriano


E Alegre se fez Triste
Poema de Manuel Alegre
Orquestração de José Calvário
Música de José Niza


Adriano, que guiavas o leme dourado,
longe da cidade das cobras que trepam o arvoredo
onde a fome escondida e o lixo não condizem
com os engravatados de secretária e pilim.

Guitarra agrilhoada rompida pela amargura
pela raiva e a ternura em luta contra a distância,
a emigração, a exploração do homem feito lobo,
afastadora dos iguais e o enfraquecimento.

Cantador do medo, da secura, da procura, da paixão,
o roubo, a pobreza dos corpos e almas...
porque por toda a parte vias tudo
em corrupção sobre a terra a esterilizar-se.


Altaïr, 10.04.2012

Acaba de sair o livro da autoria de Mário Correia "Adriano - Trovador da Liberdade", apresentado ontem, dia 9, no Porto.
70 anos de contra-tendência deste tempo e desta terra cada vez mais pequenina e mirradinha...

Saibam mais aqui, aqui e aqui e por mais cantos de quem o quiser continuar a cantar...

Como a chaimite a parar no semáforo vermelho...


Emprestada daqui, sobre o projecto Es.Col.A

quarta-feira, abril 04, 2012

Salgueiro Maia: 20 Anos Depois do Adeus

Faz hoje 20 anos que faleceu o Tenente-Coronel Salgueiro Maia.
Para recordar esta efeméride, deixo-vos este pequeno excerto:

"Madrugada de 25 de abril de 74, parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém:
Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!
Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas da forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura."

Ler mais aqui.

Imagem de 21.º Artigo

terça-feira, abril 26, 2011

Reduzir a população

Destruindo os habitats.


Há 25 anos, num dia assim.





"But for now one million bombs are stored,
But they keep building more and more."

"Rivers of the Blood", Phil Ochs

sábado, abril 23, 2011

Dias da Terra

"Para salvar o planeta, livre-se do capitalismo."


(Foi ontem, dia 22 de Abril, está a ser hoje e terá de ser amanhã.
Pelos melhores e piores motivos.)

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

As ribeiras são corpos vivos

"Numa primeira fase, concordei que se tivesse escolhido a praia para fazer o depósito provisório da pedra e da areia transportada pelas ribeiras. Simplesmente, esses inertes foram ficando. Continua a destruir-se a paisagem lindíssima da Madeira para extrair mais pedra, quando se podia usar a que está ali. Foi por isso que aderi ao cordão humano. Esta foi a primeira vez que os madeirenses vieram para a rua sem haver um artista convidado ou espetadas - vieram em defesa da baía do Funchal."


Raimundo Quintal, numa curta (curtíssima) entrevista à Visão, que aparece na edição de hoje, dia 24.2.11, p.88

Ouvir também uma entrevista que o geógrafo deu à Antena 1, há dias, a propósito da passagem da data que afectou muitos madeirenses. Aqui.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Andarilho e Cantor



Bendito sejas tu.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Enterrar o aterro

A intenção de deixar estar e,

"Já agora aproveitamos e transferimos mais umas massas dos contribuintes a uns determinados privados, que é para isso que cá estamos, que é quem representamos, que é para isso que cá viemos e temos ficado."

PIOR,
usar o aterro de materiais acumulados pelas cheias de há um ano para fazer uma tal obra supostamente bonita e bem-intencionada (ler penúltimo artigo do Georden, aqui), juntou ontem, domingo, 20 de Fevereiro, cerca de 2000 cidadãos que se expressaram formando um cordão humano.

Unidos contra mais um retrocesso em matéria ambiental.
Nenhum destes retrocessos é um retrocesso qualquer.
É um retrocesso mais no desrespeito pelo que deve voltar a ser e temos contínua e estupidamente impedido.

A intenção de fazê-la bonita nada tem que ver com desrespeito pelas pessoas que perderam a vida na enxurrada.
Mas tem que ver com desrespeito pelas vítimas futuras, porque aterrar uma praia não vai no sentido de evitar mais (é mais uma forma de interferir no processo natural).

Tem que ver com desrespeito pelos cidadãos que querem a praia como estava.

E tem que ver com - menos relevante - com o facto de esta intenção e esse projecto ser pago com o dinheiro da Lei de Meios [verba que o Governo português deu à Madeira para ajudar as vítimas da catástrofe e reconstruir as zonas afectadas], segundo o geógrafo Raimundo Quintal, um dos mobilizadores desta iniciativa cívica.
(excerto da notícia da VisãoOnline)

Ler mais na notícia do Público.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Portugal, O Capitalismo e Eu

Eu sou parvo, ou quê?!?
Quero ser feliz, porra!!!





Em tempos de FMI, vem à luz este relato histórico, este conto do fantástico, inédito para quem não está familiarizado com estes assuntos, para quem não anda - ainda - por dentro.
De mim.




Há um fio por dentro do indivíduo e da comunidade.
Que a ambos une e lhes devolve o sentido.
O sentido de um e outra, no sentido de todos.





(E um sorriso nasce de dentro deste último verso...)


Sinto pena e sofro na pele este cão da morte a bafejar nas nossas costas.
Deixámo-lo invadir tudo,
destruir tudo,
Tirar-nos tudo.
Até os espaços íntimos, como navalha até ao osso.


E que sobrou de nós?
Que estamos nós a ser?
Uns grandessíssimos filhos do capitalismo, é o que estamos a ser.


O sistema de troca, baseado na exploração do outro, no desrespeito pelo outro
- como os outros animais.
Na utilização do outro para fins só próprios,
como uma propriedade.


A vozearia que invade toda a praça onde estamos.
Fomos apanhados no meio da azáfama mercantil
- onde tudo se compra,
onde tudo se vende...



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Como fomos belos, aquela noite...
Naquela clara madrugada
por que tanto esperávamos...


O mundo pareceu-nos infinito
porque desapareceu nas nossas mãos
enlaçadas...


Numa ânsia de tudo fecundar...
Terra. Mar.
Mãe.


Catarse individual e colectiva,
a de quem quis tudo
por não ter nada,
a de quem andou tantos "anos"
a falar pela calada,
a de quem quis a vida cheia
quando a tinha parada...


Como no quadro do Manta,
o mundo pôs os olhos em nós,
a ver o que ia acontecer...


E o mundo éramos nós,
Éramos esta terra que habitávamos...



Passado pouco tempo...
... já estávamos divididos
E nós não queríamos isso....

Crises políticas,
cisões partidárias,
corações partidos,
cortes com o passado...

Já nada seria como antes.
Irreversível, não é?

Eu sou parvo, ou quê?!?
Quero ser feliz, porra!!!


Um dia, a História vai dar-me razão!
- pressentiu o Carvalho.


Ah!, esta constituição portuguesa,
Ah!... esta capacidade de previsão,
esta coacção contra a penitência
- Caminhar é preciso,
Porque o mar nos ensinou a sonhar alto...

-----------

Vê o absurdo em que caímos,
o absurdo em que nos tornámos.

Se nos tirarem um pé de apoio a cada um de nós, com quantos pés de apoio ficamos?
- Bem, isso depende de quantos pés temos à partida.

Vem o riso em potencial,
levanta-se da cadeira
e dá um valente pontapé no traseiro do capitalismo.

Ah! como é bom rir...
Como é bom expulsar este peso de dentro de nós...

No meio da dor e das lágrimas,
começamos a dançar.
Somos nós que dançamos no escuro.
Somos a luz e nele sempre desenhamos o nosso futuro.

Um filho a rebentar
a clamar por nascer...
Olá, somos nós, o riso.

Reencontrei-te
e hoje é dia de festa.


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Viro novamente a página
e tenho novamente uma página em branco,
neste caderno em que escrevemos,
tu e eu.

Sim, compreendo-te:
As armas assustaram-te.
Mas lutar é sempre um acto político.

E não queríamos ser isto ou aquilo
- Não queríamos imitar ninguém.
Queríamos ser nós e...
Nós.

Porque aquilo que queríamos ainda não foi inventado.
Nem pode ter nome.


O capitalismo é que come criancinhas ao pequeno-almoço.
(E manda-nos lavar as mãos antes de ir prà mesa...!)
O sistema de troca que sempre busca o lucro.

Ele que fique bem ciente disto:

Enquanto as relações comerciais se sobrepuserem às relações humanas,
não baixaremos as armas.
Não daremos tréguas.

As armas que levam cravos são feitas para lutar.
E quando essa luz se retirou
Foi para essa força que apontou...

As armas de que brotaram cravos
foram feitas para lutar. Por eles.
Vermelho vivo
a renascer de novo.

E de novo.

E de novo.

E enquanto estivermos vivos
É por eles que lutaremos,
Que não merecem menos de nós
que nós mesmos.

Aquela madrugada,
- dádiva tão grande...
em que entendemos o mundo da mesma maneira,
em que todos os planetas se alinharam,
em que os nossos corações nos ergueram acima das nossas cabeças...



E se nós não escolhemos a terra que nos encontra
(- está aquém de nós,
está para além de nós...),
podemos ainda escolher acolher
a terra que nos encontrou e viu nascer.

E eu honro essa terra
jurando fidelidade a mim mesmo:

A disponibilidade e a clareza,
a vontade e a paixão,
o alimento e a companhia...

A ternura de um amor tão grande,
filha,
para a ternura de um amor tão grande,
mãe.

Vale a pena a travessia?
Vale, pois!

Não tem nome aquilo que nos une.


E tu, Portugal
(De que é que estás à espera?)
Temos de pôr FIM ao FMI!


Ah, but in such an ugly time,
the true protest is beauty.

Que o amor é de quem o trabalha.


quinta-feira, janeiro 13, 2011

Falha desconhecida pode ter estado na origem de sismo no Haiti

Sismo do Haiti deriva de deslocação das placas das Caraíbas e norte-americana


Os geólogos procuram uma explicação para aquilo que aconteceu faz precisamente hoje um ano no Haiti. A questão do cenário é importante para prever a frequência e intensidade de próximos sismos.

Quando a terra tremeu, os geofísicos não ficaram surpreendidos, tendo em conta que Port-au-Prince se encontra numa zona sísmica activa, próxima da falha Enriquillo-Plantain Garden (EPG), mas a origem precisa do terramoto permanece um mistério. Uma falha setentrional, a fronteira entre a placa das caraíbas e a norte-americana, faz com que estas escorreguem uma contra a outra a uma velocidade de dois centímetros por ano.
Segundo um estudo publicado na «Nature Geoscience», o cenário não é totalmente inofensivo. Aliás, uma boa compreensão do fenómeno permitirá prevenir sobre novos sismos, saber a sua frequência e estimar a probabilidade da intensidade.

Um tremor de terra deriva do efeito de uma manifestação brutal de um movimento tectónico progressivo. Quando duas placas se deslocam, ficam soldadas pelas forças de fricção ao nível das falhas. Acabam por se deformar tal como uma pastilha elástica muito dura. Passado algum tempo, a contracção torna-se maior e toda a energia acumulada ao longo dos anos é lançada de uma vez só: a falha rompe-se e dá o tremor de terra.

O sismo do Haiti está ligado à deslocação das placas das Caraíbas e norte-americana, mas a crosta não se rompeu na superfície tal como pensavam os investigadores e, por isso, continuam a analisar imagens de satélites de “antes” e “após” a medições de GPS de pequenas deformações que seguiram o tremor. A partir daqui, formularam-se três cenários distintos.

A ausência de desnível poderia ser explicada pela ruptura de uma falha, até agora desconhecida e situada nas profundezas da EPG. Outra hipótese é o sismo ser resultado de pequenas falhas na superfície. Os especialistas sugerem ainda que pequenas deformações observadas sejam compatíveis com a ruptura gigantesca da EPG, mas sem ligação a pequenas falhas secundárias.

Até agora, nenhuma das três possibilidades foi comprovada e os geólogos temem um novo tremor de terra devastador a curto prazo.



Informação via CiênciaHoje, 12.01.2011