segunda-feira, abril 18, 2016
sexta-feira, dezembro 04, 2015
Do they know it's... a Republic?
Reciclado por
Edward Soja
às
sexta-feira, dezembro 04, 2015
0
Ecopontos
Reciclagens: Manifestos, Portugal Provisório
segunda-feira, janeiro 26, 2015
Os Mapas Possíveis
Reciclado por
Edward Soja
às
segunda-feira, janeiro 26, 2015
0
Ecopontos
Reciclagens: Efemérides, História, Manifestos, Mapoteca, Riscos
quarta-feira, julho 16, 2014
Espezinhados na maratona
A precariedade laboral é equivalente à fragmentação e ao esboroamento do território.
Linhas ténues como ferrovias ao abandono com os sitiados acoplados ao apodrecimento.
As notícias a nu, cozidas a frio:
O trabalho temporário já representa quase ¼ da força produtiva do país.
Festa!
O Pingo Doce mudou de sede fiscal.
Suíça!
Iupi!!
Vêem
uns sinais inequívocos da retoma da economia onde apenas medra a
precariedade, a negação de possibilidades e o cerceamento do médio
prazo.
O salário médio salário
destes trabalhadores precários está um pouco acima do salário mínimo,
sendo 33 euros mais baixo para as mulheres (em relação aos homens). E a
diferença é ainda maior para os mais jovens (em relação aos mais
velhos).
Poupam uns trocos os
patrões. Poupam uns patrões uns trocos. Patrocinam uns trocos os
patrões, à custa de uns milhões que não podem pensar noutra estranha
forma de vida.
O senhor BESford Salgado vendeu acções e fez umas massas valentes: cotovelinhos para todos!
Falta a carne?
Querias!!
O
mundo laboral continua a ser o prolongamento da regra da história
divisória. Entre oprimidos e opressores, entre quem trabalha e quem
manda trabalhar. Mesmo que também trabalhe, julga-se no poder de tirar
ao outro para juntar para si. E assim é a pestilência da acumulação.
Capital económico, capital humano (o que é isso? Um campo de
concentração repleto de lenha verdinha para novos crematórios?), capital
cultural… E todos caímos ou queremos lá cair. Para alimentar o sistema
moral que tanto dizemos querermos enfraquecer.
Ou, em novilíngua, restruturar.
E
os desmandos do poder político que ajudámos a eleger, todos
contentinhos embebidos na propaganda, baixam os valores para a
atribuição para o Rendimento Social de Inserção (em dois anos foram 116
mil cidadãos a perderem-no: ), o Complemento Solidário de Idosos, o
Abono de Família, inventam descontos sobre os Subsídios de Desemprego e
Doença. Para salvar a economia, a tal economia lusa que está melhor à
custa dos portugueses, que estão pior. Cortam nos portugueses em nome da
economia portuguesa? Ou será da economia de alguns portugueses?
Ganhar o salário mínimo, porque as empresas a isso são obrigadas.
Na
Suíça não aprovaram a existência do SMN pois, argumentam os próprios
trabalhadores e candidatos a tal, isso impediria a contratação para um
primeiro emprego.
Outro problema: a necessidade de ter experiência.
Pescadinha
de boca no rabo a cheirar mal, juntar mais prà acumulação do capital,
mar a demandar que nele se semeie sal, tanto faz e tanto vale, etc. e
tal.
O problema de esperar um filho. A baixa que corre o risco de ser definitiva, pois uma grávida não produz.
A
vida sem ser vivida também é mais barata, mulheres mortas também não
abortam, idosos acamados também são mais sossegados, e um rol de
facilidades.
Querem ter mais filhos?
Este país não é para filhos.
Também não é para jovens.
Também os adultos têm dificuldade em viver cá. Com 47 anos você já só serve para a reforma.
Este país também não é para velhos.
Aguardam a variante dos canos cerrados numa maca, num lar, sob uma ponte ou pior.
Mas
este Verão não abandone os seus idosos. Uma informação do Ministério da
Saúde Pública e da Segurança Social, ministério completamente inventado
do raiz até ao osso.
Durante a sua vida activa não abandone o seu país.
Durante a sua governação não abandone os seus eleitores.
O ganha-pão perde-se nos tabuleiros das pontes que cá vivem e morrem.
Somos as pontes para o poder dos outros. Não conduzimos a nós próprios, não conduzimos a nada. |
Reciclado por
Edward Soja
às
quarta-feira, julho 16, 2014
0
Ecopontos
Reciclagens: Manifestos, Média
quinta-feira, junho 26, 2014
Os Jogos da Cabeça
É a chamada Insegurança Social.
Quando esperamos uma coisa e não sabemos o que nos espera.
E esta intenção que ainda não é notícia, mas que estamos ajudar a denunciar, é contrária ao espírito democrático e, contrariamente ao que designa, descentralizador que levou à criação das Lojas do Cidadão pelo país fora.
Andar aos caídos é andar com uma cabeça que ninguém, nem nada suporta.
Estes jogos da cabeça darão cabo da cabeça.
* Volto a insistir, prefiram a tradução de Carlos Grifo Babo e esqueçam as outras.
Reciclado por
Edward Soja
às
quinta-feira, junho 26, 2014
0
Ecopontos
Reciclagens: Cidades, Manifestos, Minho, Planeamento/OT, Pólos, Portugal Provisório
domingo, março 23, 2014
Para além de toda a ironia
![]() |
| Erguem-se Muros |
Os patos-bravos
são árvores migratórias.
Cucos que expulsaram dos ovos
os ninhos da imaginação.
Ossos do nosso corpo a definhar,
ficamos atrofiados
depois de explodirmos em esporas,
cogumelos sem tempo.
![]() |
| "O mundo é mudo / pertence às cobras / que trepam escadas / no arvoredo"* |
Adormecemos de espectadores
em cefaleias sobretudo oculares,
destruidores do dia,
esvaziadores de lugares.
![]() |
| E as escadas são cobras / a trepar o mundo no arvoredo-mudo... |
andamos faltos
será talvez por já nascermos velhos.
Que as ânsias da juventude
são febre passageira,
diz o sensato,
sensanto,
senhor santo.
![]() |
| Um campo de concentração, sob o olhar da técnica |
nem poderes querer,
transformaram-te também em pato,
via farelo de engorda.
O mais barato
é o que te convém
que o fim do mês
roubou-te já o palato.
O que fica bem
ao teu dente
é o que o teu dente
finca bem.
Deu Deus dentes
a quem não tem posses
e ele não te faz andar prà frente,
prisioneiro dos desejos possíveis...
E todos os dias tropeças
![]() |
| Um passeio que ficou pelo caminho |
São difusos teus pensamentos transeuntes.
Dizes-lhes olá para mais bem os ignorares
e és tu que te esqueces de migrar,
aclorofílico de brilho azeviche.
Não podes fugir: arfas de cansado.
A ideologia é um jugo
e tu és a bolinha a saltitar
na roleta OMC/OIT
que também pões a girar.
A escola legitima
e passa certidão às desigualdades.
E o produto da subtracção
foi ficares sem vinho,
e sem pão.
Mas com a religião
(de falsas necessidades)
Que só te desanima.
Reciclado por
Edward Soja
às
domingo, março 23, 2014
0
Ecopontos
Reciclagens: Cidades, Economia, Foto do mês, Fototeca, Manifestos, Planeamento/OT, Urbanismo
domingo, fevereiro 16, 2014
Não propriamente a discussão sobre o sexo dos anjos...
Reciclado por
Edward Soja
às
domingo, fevereiro 16, 2014
0
Ecopontos
Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Antropologia, Economia, Manifestos
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
Edward W. Soja - A Perspectiva Postmoderna de Un Geógrafo Radical (III)
Como pudemos deixar que o espaço socialmente construído não fosse considerado central na leitura das sociedades capitalistas, economicistas, desequilibradas, transformadas e urbanizadas contemporâneas?
Reciclado por
Edward Soja
às
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
0
Ecopontos
Reciclagens: Cidades, Ciência, Geógrafos, Livro do mês, Manifestos
quinta-feira, janeiro 30, 2014
Os Executores
A noite passada um paredão emergiu e eu senti que me afundava.
Afixaram a propaganda em todas as paredes
para dar de comer aos olhos dos papalvos,
que para isso os mandaram ir à escola.
Aos poucos se foram dirigindo para a praça pública.
Estavam lá e estavam espalhados,
desconhecendo os porquês de não estarem sozinhos,
mas assim continuando.
Os caídos paravam pelos cantos
pedindo a moeda dos outros.
O seu maior erro foi acreditar
e isso é algo muito profundo
com que se brincar.
Aos poucos uma e outra arma
a eles apontada
arma-partida-perdida
de todo o lado erguida pelo pelotão invisível.
E o medo a instalar-se
ergueu paredes por dentro dos corpos
Cada vez mais nítidos, identificáveis, concentrados,
culpados, os caídos juntavam-se mais,
como combatendo um frio que não parava de vir.
A única forma de escaparem era
pagarem para sair daquele buraco,
mas era precisamente a eles a quem isso era negado,
sem moeda para que os entendessem.
E homens chegaram e se puseram
atrás das armas (por quem?) apontadas.
De olho na mira, tapado.
O outro, fechado
e eram anónimos,
sem identificação
ou apelo possível.
Mas já nada disso interessava.
Armas-pinkerton,
pistolas-panópticas do medo
que petrificam os corpos.
Milhares de armas
assim apontadas na praça pública
assim transformadas em campo de concentrados.
Os pobres corpos
sem protecção
amalgamavam-se, todos iguais,
numa massa cor-de-creme.
E quando um momento certo
chegou, alguém deu ordem para abater
e o gado do interior usava os corpos de fora como escudos.
No vórtice do metralhar sem descanso
os golpes perfuravam, certeiros,
Unidos por baionetas sem tempo
eram espetadas no fogo cruzado.
E os que estavam à volta
iam passando, indiferentes,
E cavavam trincheiras
cada vez mais fundas,
cada vez mais longe do mundo
para se abrigarem
dos estilhaços que choviam.
Num grito de raiva
vociferavam todos os executores
VÓS SOIS O MILAGRE ECONÓMICO!!!
e nos seus esgares riam
como trovões contínuos.
EU SOU O SISTEMA, gritavam, irados,
e assim se sentiam fortalecidos no seu poder.
Prescindiam dos pobres humanos pobres
não prescindindo de os chacinar.
E os caídos nunca chegaram
a saber dos porquês:
eram o milagre económico.
Nós somos executores, hierarquizados,
cumpridores,
estrategicamente distribuídos.
Em cada cidade uma praça pública.
- Todos os quarteirões foram privatizados,
restam as vias e as praças públicas,
onde podem penar, pernoitar, sangrar livremente,
a cada dia,
os caídos.
A justiça virada do avesso,
feita crime sob forma de lei a executar
na sociedade fascista.
São perigosos os grupos assassinos
que emergem na sociedade,
sempre à espreita,
prestes, prontos para atacar,
esquadrões da morte
com as mãos à espera nos coldres
e nos lança-chamas para limparem as cidades.
Já não são perigosos,
já deixaram de ser perigosos
os executores que fazem escola
e são organizados e previsíveis,
para eliminar não a pobreza mas os pobres.
São anónimos
Não lhes vemos os olhos.
Uns não se salvam,
outros, por eles, por isso,
são saneados.
"E tu ficas aqui
e tu morres aqui
e daqui ninguém sai!"
A noite passada foi um sonho mau que não passou.
Somos anónimos
e não nos vemos nos olhos.
Reciclado por
Edward Soja
às
quinta-feira, janeiro 30, 2014
0
Ecopontos
Reciclagens: Cidades, Economia, Manifestos
terça-feira, janeiro 07, 2014
Boa Educação
Reciclado por
Edward Soja
às
terça-feira, janeiro 07, 2014
0
Ecopontos
Reciclagens: Cidades, Economia, Globalização, Manifestos, Média














