domingo, setembro 30, 2012

O que eles fizeram à Economia Portuguesa...


Foto de Rogério Madeira, Lisboa, 29.09.2012.

sábado, setembro 29, 2012

Mais uma MANIF... ou será mais um arraial?

A MANIF de hoje, (des)organizada pela CGTP, demonstrou uma vez mais a falta de consciência política e, também, de civismo, por parte dos Portugueses.
Desde os meus tempos de universitário que não participo nem assisto a qualquer MANIF, a não ser na TV...
Hoje por me encontrar bem próximo da Praça do Comércio, cruzei-me por grupos de portugueses, maioria vindo em autocarros desde o norte do País (Porto, Viseu, Aveiro, etc...)...

O pouco que vi, NÃO GOSTEI!
MANIF destas?
Centrais sindicais, líderes, cabecilhas, pastores, padres e gangsters e/ou raios os parta, tenham vergonha pá!


A receita das nossas MANIF, resumem-se:
Colocar milhares de pessoas em autocarros e rumar a Lisboa, num sábado, gastar dinheiro (em cartazes, transportadoras, em combustível, etc) beber uns canecos, poluir a cidade e o rio Tejo por completo, mandar uns bitáites, como se fosse mais um encontro de futebol entre SLBenfica-FCPorto.
"Compra o pacote MANIF e terás direito a uma viagem a Lisboa, uma camisola, uma bandeira, um boné, comida e bebida, arraial e garraiada, com música dos super estrelas comerciais Palhaços da Luta!"
Quando será a próxima? 05 de Outubro? próximo Sábado?
Podíamos pré-combinar uma a cada primeiro sábado do mês...
Se os Palhaços da Luta forem, eu vou!

"Lutai! Lutai! Lutai!"

Nunca vi lutar deste modo...
Em nenhuma luta/combate/guerra/revolução se luta desta forma!

Em nenhum lugar do mundo...

sexta-feira, setembro 28, 2012

Meus amigos, não é preciso dizer mais nada!


O Ministério da Saúde recebeu um parecer que dá luz verde para poupar na despesa com os tratamentos mais caros para doenças como cancro, sida ou doenças reumáticas. Público online

Carne para canhão, já sabíamos. Mas isto ultrapassa tudo. 

quinta-feira, setembro 27, 2012

O Futuro da Memória [produz-se no Presente...]

Jornadas Europeias do Património 2012, o Futuro da Memória.
 

Clicar para ampliar
 
O património natural e cultural dos vales do Águeda, Côa e Douro Internacional foi, nos últimos anos, objecto de acções de conservação e valorização que permitem hoje a sua fruição, através de diversos itinerários pelo território.

As várias entidades que tutelam a conservação e a valorização da natureza e do património edificado e arqueológico na região, em articulação com a Territórios do Côa, os municípios e diversas associações de âmbito regional, propõem, nas Jornadas Europeias do Património 2012, um itinerário em que se articula um parque natural e vários monumentos arquitectónicos, um museu de arte, sítios arqueológicos e uma aldeia histórica, procurando trazer as mais antigas memórias dos monumentos, dos sítios e dos parques para o presente e futuro da região, promovendo a sua fruição patrimonial, cultural e turística.

Primeiro pagam e depois pedem explicações?


Surpreendidos? Por acaso, alguém assinalou a manipulação, evidentemente que isso tinha que acontecer, mas tenho para mim que que o cenário era ver se a coisa passava. Afinal é um vídeo premiado e no restante está limpinho. Dizem eles. 


[ou então lá no turismo ninguém reparou no(s) detalhe(s), o que ainda é bem pior...]

quarta-feira, setembro 26, 2012

Imprensa do dia: reparem bem nisto


Simular é fingir ter o que não se tem 
Baudrillard

Chama-se "A Beleza da Simplicidade", mas é na realidade um caso complexo. O vídeo do Turismo de Portugal que foi multipremiado internacionalmente promove o país, mas com a geografia de Lisboa adulterada via manipulação de imagem - in Expresso online



Não se trata apenas de dinheiro (a coisa já vem de 2011), mas certamente também de dinheiro, num momento de cortes significativos na cultura (até me custa escrever esta palavra que perdeu todo o seu sentido em Portugal), ou no que resta da cultura, seja ela qual for; e revela-nos, obviamente, o patrocínio ao mais alto nível da simulação, do simulacro, da parquetematização das nossas cidades, das nossas vidas, tudo devidamente empacotado e condimentado a preceito. Parece que é para o bem público e para o nosso bem. Não tarda, não sabemos onde e como vivemos, o que é muito conveniente, já que a próxima paragem será parquetematizar o nosso cérebro, até este se transformar numa massa informe. A infantilização já está em curso.

terça-feira, setembro 25, 2012

Atenção a isto:

Regime da Reserva Ecológica Nacional vai ser repartido por outras leis:

Segundo um comunicado ontem divulgado pela Secretaria de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, as áreas tuteladas pela legislação da REN serão repartidas por instrumentos legais já existentes ou em elaboração. Tudo o que tenha a ver com as zonas de protecção do litoral e dos recursos hídricos - dunas, arribas, praias e rios - será integrado na Lei da Água e na sua legislação complementar. Já as áreas susceptíveis de acidentes naturais - como leitos de cheia ou zonas sob risco de erosão - ficarão tuteladas por um plano de prevenção e redução de riscos, que está a ser elaborado pelos ministérios do Ambiente e da Administração Interna. 
Ler tudo no Público online


Eles andem aí. Assim mesmo, eles andem aí: uma data de coisas passam incólumes de qualquer debate público. O país não é só contabilidade (não raro, nem isso) e economia. Os tentáculos desta (des)governação pairam sobre todas as estruturas que sustentam o país: as privatizações avançam (já nem se ouve falar dos estaleiros de Viana com encomendas de trabalho recusadas), a agricultura está completamente paralisada, e agora até o bacalhau sofre recomendações da EU, com o governo manifestamente a dormir, ou a fazer de conta.  


[cartoon Luís Afonso]

Artigo 37º



 
Artigo 37.º
Liberdade de expressão e informação
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
 
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
 
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.
 
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.
 
 
Da CRP
 
 
 
Desculpai lá as cores, alusivas a uma bandeira reduzida a trapo.
 
O direito à informação é aqui chamado por causa do vídeo acima. Ai ui, que medo, a Catalunha quer independentizar-se! Ui, que medo.
 
Se não se trata a independência de nos autonomizar-nos de quem nos quer usar, para os quais, quaisquer sejam, empresas, indivíduos, instituições ou Estados, apenas servimos para... servir.
 
As reformas, sempre para extorquir as mesmas ovelhas crentes em pastores que sempre tratam de pôr nos píncaros e nos poleiros, e depois se põem ou a tocar flauta, ou a falar / adormecer pausadamente ou a cantar canções do Paulo de Carvalho, enquanto as ovelhas tratam de ir ao futebol, para espairecer...
 
as reformas, dizíamos, não nos são ditas para que servem, em que vai ser gasto ou aplicado o dinheiro que elas vêm retirar-nos. Em nome da lei e do direito, dizem, em nome da estabilidade financeira...
 
Em nome da estabilidade financeira... de QUEM?
 
Dos pobres coitados dos bancos e demais fiduciários falsários facínoras financeiros que se esqueceram que o sistema capitalista foi criado para não ser sustentável e que o dinheiro, sempre acabando por cair nas mãos dos mesmos, acabaria por lhe pôr fim ao deixar de o terem os assim e de muitas mais formas escravos que lhes servem de sustento e alimento.
 
O direito de sermos informados não é dizerem que vamos ser... cortados.
É explicar-nos, minuciosamente, COMO vai ser aplicada a colheita desses cortes.
 
E o prejuízo que daí advém, já a perda de independência e a miséria vão no adro, será responsabilizada - quando?, não sabemos - criminalmente.
 
Não fazemos incitações ao ódio.
Mas a violência não está só em quem reage.
Cabeças rolam pelo chão.
Mas ainda não as que interessam.
As que NOS interessam.

segunda-feira, setembro 24, 2012

A própria fuga é uma prisão

"Mais nenhuma outra indústria conseguiu a proeza de tornar o seu objecto de oferta o inverso do objectivo daquele que o procura: o turismo é o reflexo fiel da sociedade de que o turista pretende evadir-se.
 
 
Para ordenar e lucrar com esse ímpeto de evasão, o turismo definiu-se como um produto empacotado de coisas e experiências a ver, que à semelhança da diversidade da realidade internáutica, não pára de aumentar. E desde a invenção do guia turístico a oferta do lazer e das férias tornou-se cada vez mais condicionada à produção em série e à lógica das massas (o que a sopinha de massas humanas das nossas praias bem o testemunha). Foi essa “turistificação” do território que remeteu, face às potencialidades ambientais únicas de Portugal, este país à condição de empregados de mesa ou à tendência geriátrica e acolhedora dos reformados da Europa do norte."


Ler artigo completo sobre o horror turístico, por Filipe Nunes


Enquanto se tratar de consumo recorrendo à forma cambial do dinheiro, do dinheiro que nada ensina, nem cria, estaremos tomados pelo negócio. Estaremos à deriva. Dano colateral do consumo sob dominação capitalista.

domingo, setembro 23, 2012

Propostas alternativas


Ficamos a saber que ao recuo de uma medida (por exemplo a TSU - vamos ver), seguir-se-á a implementação de outras, cujo raio de alcance é o bolso dos mesmos de sempre. Devemos chamar as coisas pelos nomes: ao saque segue-se a rapina. Por isso propostas precisam-se. As que seguidamente se transcrevem em parte, não parecem nada descabidas, à excepção talvez da 4ª, cuja percepção, alcance e concretização, duvidamos. Impõe-se a reflexão: 


1 - Criação de uma taxa sobre as transacções financeiras
A criação de um novo imposto, com uma taxa de 0,25%, a incidir sobre todas as transacções de valores mobiliários independentemente do local onde são efectuadas (mercados regulamentados, não regulamentados ou fora de mercado), excepcionando o mercado primário de dívida pública.

2 - Introdução de progressividade no IRC
A criação de mais um escalão de 33,33% no IRC para empresas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros, de forma a introduzir o critério de progressividade no imposto. A incidência deste aumento é inferior a 1% do total das empresas.

3 - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos
A criação de uma sobretaxa média de 10% sobre os dividendos distribuídos, incidindo sobre os grandes accionistas (de forma a garantir um encaixe adicional de 10% sobre o total de dividendos distribuídos), com a suspensão da norma que permite  a dedução constante sobre os lucros distribuídos (art. 51º do CIRC), o que permite às empresas que distribuem dividendos deduzir na base tributável esses rendimentos desde que a entidade beneficiária tenha uma participação na sociedade que distribui pelo menos 10% do capital.

4 – Combate à Fraude e à Evasão Fiscal
A fixação de metas anuais para a redução da economia não registada, com objectivos bem definidos e a adopção de políticas concretas para a sua concretização.

In jornal Público. Proposta completa aqui


Nota: Em breve avançaremos com outras propostas alternativas, de vários quadrantes. Envie-nos a sua

sexta-feira, setembro 21, 2012

Subscrevo integralmente!

Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores
Liga para a Protecção da Natureza e Quercus lançam hoje petição contra nova proposta de regime de arborizações
Hoje, dia 21 de Setembro, comemora-se o “Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores”, que tem como objectivo principal alertar a opinião pública para os impactes associados à alteração do uso do solo, como a afectação da flora e fauna locais, erosão dos solos e assoreamento de linhas de água.
Em Portugal, a principal espécie de árvore utilizada para plantações em monocultura é o eucalipto, cultivado para produção de pasta de papel, o qual apresenta, segundo o Inventário Florestal Nacional em 2005-06, uma área de cerca de 740 mil hectares e com tendência a aumentar.

Liga para a Protecção da Natureza e Quercus lançam petição

No seguimento da proposta de novo regime de arborizações e rearborizações, que esteve em consulta pública recentemente, e dada a gravidade da desregulação que esta proposta apresenta, a LPN e a Quercus apresentaram e lançaram hoje uma petição “Contra a eucaliptização - proposta de revisão da legislação das arborizações”, onde fundamentam os seus motivos para a oposição a esta proposta.

A petição estará disponível para assinatura nos sítios electrónicos das duas Associações, bem como no sítio
http://www.peticaopublica.com/?pi=PCE2012

Espera-se com esta iniciativa mobilizar a sociedade portuguesa no seu todo para tomar posição em relação à referida proposta e incentivar o Governo a efectuar na mesma as necessárias alterações.



Lisboa, 21 de Setembro de 2012

A Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Subscreva quem achar por bem.

quinta-feira, setembro 20, 2012

Imprensa do dia (23): dois bons exemplos de notícias que podem ser pseudo notícias


Cientistas relatam aumento alarmante da mortalidade em ratinhos alimentados com rações de milho modificado. Especialista português admite que nunca a segurança dos transgénicos foi tão abalada como ontem mas duvida dos resultados.
in I online

A área mínima de gelo em 2012 é menor em 760.000 quilómetros quadrados do que a de 2007. O recorde anterior de 2007 já tinha sido batido a 27 de Agosto, mas o gelo no Árctico continuou a diminuir e a 16 de Setembro terá chegado ao mínimo deste ano, e ao mínimo de sempre desde que começaram os registos de satélite em 1979
. In Público online


Ambas as temáticas são nota de rodapé nas televisões. Apenas interessam quando são minimamente explosivas ou, quando os efeitos colaterais, digamos assim, nos atingem de alguma forma. A semântica conta: um recorde, qualquer que seja, é algo que nos diz muito. Quanto aos transgénicos, dificilmente são conversa para café ao lado dos recordes, embora às vezes transpire qualquer coisa sobre produção de combustível, provavelmente saída do canal National Geographic. Todavia, a questão dos transgénicos encaixa na listagem das traficâncias mais mal contadas das multinacionais. Isto para não lhe chamar outra coisa.

"Entretém-te, filho, entretém-te..."

Via rede

quarta-feira, setembro 19, 2012

Não me digam…e em Braga também?


Parece que a coisa chamada crise chegou aos centros comerciais, último grande elo da cadeia alimentar consumista. Imaginam-se as razões: a coisa precisa de pessoas, ou melhor, de consumidores. De qualquer modo, como tudo isto estava ligado não apenas ao consumo, mas à construção e aos terrenos (solos), não apenas onde se localizam os centros comerciais, mas toda a área em redor, percebe-se que a bolha rebentou. Mais uma. Como escreveu Baudrillard, e não no cansamos de mencionar: “o hipermercado [ou centro comercial] precede a urbanização". Não me digam que agora é que vamos voltar ao centro das cidades?


A notícia é do dinheiro vivo, transcrevemos parte:

Há cada vez menos centros comerciais novos em Portugal e para 2012 as previsões apontavam para três aberturas, mas neste momento só houve uma inauguração e "não se perspectiva mais nenhuma para este ano", reparou a responsável da área de estudos de mercado da da consultora imobiliária Cushman & Wakefield(…).

O Dolce Vita Braga, cuja data de abertura já derrapou pelo menos três vezes, voltou a ser adiado e não há agora nenhuma data prevista para a inauguração, até porque, de acordo com a responsável da área de estudos de mercado da Cushman, Marta Costa, as obras têm estado paradas.

Ler tudo aqui.


Relativamente ao Dolce Vita de Braga, a situação é no mínimo grotesca, arrastando-se interminavelmente e sem fim à vista.


imagem

O outro buraco...


 
O "outro" buraco...
 
não o orçamental, criado pelos corruptos salta-pocinhas,
não o dos nossos bolsos, o dos "endividados", assim nos acusam,
 
mas o buraco do ozono,
 
...o outro buraco, dizíamos, só regrediu, isto é, só se tornou menos... gigante... por um bocadinho.
 
Por um bocadinho de tempo e de espaço mensurável lá no alto, em suspensão...
 
A notícia é-nos dada pelo CiênciaHoje
 
As condições de temperatura e a magnitude das nuvens estratosféricas polares este ano indicam que o grau de perda da camada será menor do que em 2011 mas, provavelmente, maior do que em 2010”, diz a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em comunicado. O buraco sobre a Antárctica mede, actualmente, 19 milhões de quilómetros quadrados."
 
Isto é sol de pouco raiar.
Como se, paralelamente, metaforicamente - mas grave é-o, de certeza, bem mais - o saque continuasse e os corruptos, corrompíveis, corrompidores andassem, folgazões, de óculos escuros, a passear-se na nossa praça porca.
 
E isto - questão de consumo, produção e destruição - só talvez se tenha dado por um decréscimo de cada uma dessas coisas que tu e eu, como consumidores numa sociedade de consumo, consumista, consumida legitimamos, alimentamos,  mais ou menos, a cada dia que vamos vivendo, matando, morrendo.

terça-feira, setembro 18, 2012

É o prato do dia: polvo à portuguesa

Os sacrifícios impostos nos últimos meses tinham um nome: défice [orçamental]. Um valor acordado com a troika: 4,5%. Um calendário: final de 2012. O objectivo, obviamente, falhou, como falharam todas as políticas, sendo necessário recorrer a artifícios mais ou menos notórios, que culminaram obviamente em mais austeridade - para alguns, bem entendido. A TSU é apenas mais um desses ardis, tipo deixa ver se passa. Uma infâmia.


Aqui chegados, não se acredita: As Parcerias Público-Privadas (PPP), por exemplo, absolutamente desastrosas para o estado continuam praticamente intocáveis. Hoje, o ex-ministro das Obras Públicas Cravinho enquanto afirmava, por um lado, que a redução da contribuição dos empregadores para a Segurança Social "é um erro colossal" e "uma espécie de 'Robin' dos Bosques ao contrário"; por outro, admitia (ao menos este admite!) numa comissão parlamentar que houve um "erro" na previsão da procura do comboio da Ponte 25 de Abril, no contrato de concessão com a Fertagus, admitindo que podia ter sido evitado. E não foi porquê? Simplesmente porque se achava que ia haver uma transferência maciça do modo rodoviário para o ferroviário. E pronto, fica assim. Quem ganhou com isso?


Para tentar perceber o polvo de caldeirada, deixo aqui uma intervenção de Paulo Morais, ontem, sobre corrupção: PPPs, urbanismo, BPN, etc. Muito esclarecedora. Facilmente encontram todo o programa no you tube (pena que é com o Medina Carreira a tiracolo).



Nota 1: O estudo sobre o emprego e a TSU, do qual falamos ontem, pode ser consultado na sua totalidade em:

http://www3.eeg.uminho.pt/economia/nipe/docs/Policy%20Papers/2012/NIPE_PP_01_2012.pdf

(publicado aqui)


Nota 2: Entretanto, a Benetton lançou uma campanha para encontrar o desempregado do ano. Não acreditam? Sacado daqui.


segunda-feira, setembro 17, 2012

Imprensa do dia (22): estudos

PJ alarga investigação a negócios dos Transportes Urbanos de Braga. – in Jornal de Notícias


Alterações na TSU podem gerar até 68 mil desempregados. – in Jornal de Notícias (publicado originalmente no sítio dinheiro vivo)


Nem por partes lá chegamos. Sobre a famigerada TSU, o estudo é da Universidade do Minho e não resistimos a avançar com algumas conclusões curiosas:

"Considerando um intervalo de confiança de 95%, os nossos resultados sugerem que a perda de empregos pode ser na ordem dos 68.000. Por outro lado, na melhor das hipóteses, o impacto sobre a criação de emprego é praticamente nulo, apenas criaria 1000 empregos", refere o estudo "Emprego e TSU" elaborado por quatro economistas da Universidade do Minho e um da Universidade de Coimbra. Outro dos efeitos prende-se com o aumento do desemprego de longa duração (um ano ou mais).


Com estudo, ou sem estudo, e muito antes da TSU, o saque - porque é disso mesmo que se trata - instalou-se comodamente no país. Uns poucos, avisados, lá tentaram dizer qualquer coisa, logo apelidados de perigosos radicais, enquanto os verdadeiros fanáticos se acomodavam na gestão da cartilha (neo)liberal, se é que nestes existirá algum lastro ideológico, seja ele qual for. De qualquer modo, a coisa vem de trás, as negociatas não são de hoje, e algumas até estão bem próximas de nós, não estão?

domingo, setembro 16, 2012

O homo-estatísticus


Portugal é o país da União Europeia, com excepção da Letónia e Lituânia, a ter maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos das famílias, revela um estudo que vai ser apresentado na sexta e no sábado em Lisboa.

O estudo da 'Accenture', que vai ser divulgado no Centro Cultural de Belém num encontro promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, revela que, embora tenha vindo a decrescer, as desigualdades na distribuição dos rendimentos pelas famílias portuguesas "são mais elevadas em Portugal do que em todos os países europeus, excepto Letónia e Lituânia".

De acordo com o estudo, os 20% mais ricos têm um rendimento seis vezes superior ao dos 20% mais pobres, embora a diferença tenha sido mais alta um ponto, entre 1995 e 2005.

O risco de pobreza atinge os 43,4% e é atenuado por apoios sociais, cifrando-se nos 17,9%, ou seja, uma em cada cinco pessoas é considerada pobre e uma em cada três pessoas com mais de 65 anos vive só e é considerada pobre (35%), números que estão abaixo da média europeia, que é de uma em cada quatro pessoas (24%).

A discrepância entre ricos e pobres (também designada por Índice de Gini), que se situa nos 33,7%, em contraponto com os 30,5% da média europeia, ajuda a explicar as assimetrias existentes entre quem vive em áreas urbanas de quem vive em zonas rurais. Por isso, o estudo conclui que "o despovoamento do Portugal rural em favor das áreas urbanas e do litoral é uma tendência prevalecente".

Assim se explica que as regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto, que ocupam apenas 2,4% do território, concentram 31,5% da população residente. 

No sector económico, Lisboa, Porto e Albufeira (Algarve) são os municípios do país onde se registam mais pagamentos por habitante através das caixas de multibanco. Da mesma forma, entre os 558 ecrãs de cinema existentes no país, 80 estão em Lisboa, 31 em Vila Nova de Gaia e 21 em Oeiras, enquanto 198 dos 308 municípios não têm nenhum.

Na saúde, um médico de família tinha, em 2010, em média 145 utentes no Grande Porto e 757 no Alentejo Litoral. Em relação ao índice de envelhecimento, o número de idosos por cada cem jovens era, em 2011, de 179 no Alentejo e 118 na região de Lisboa, o mesmo se verifica em matéria de densidade populacional: Alcoutim, Mértola e Idanha-a-Nova têm menos de sete habitantes por quilómetro quadrado, ao passo que na Amadora, Lisboa e Porto existem 5.000.

O despovoamento das zonas rurais tem contribuído para a redução do número de explorações agrícolas (de 785.000 em 1979 para 305.000 em 2009) e para o abandono dos campos, aumentando assim o número de incêndios florestais (2349 em 1980 e 22.026 em 2010).


 
Notícia, ipsis verbis, aqui.

sexta-feira, setembro 14, 2012

Imprensa do dia (21): entretanto e aquilo que (ainda) não se sabe?

Recessão vai destruir mais de 55 mil empregos em 2013: Queda do emprego será o dobro da prevista no próximo ano. Mais de 55 mil empregos serão destruídos. Governo acredita que as alterações na Taxa Social Única (TSU) vão impedir um cenário ainda pior. in Público online




[imagem]

A economia atrofia

Não, não devem ter percebido bem o título.
A economia atrofia, e não "é atrofiada". Que isto ainda é Português.
... mas se ninguém já mais pensa, então qualquer tentativa de comunicação está morta à nascença.
 
A economia desideologizou-se (g'anda palavrão!), dizem.
Que quer isso dizer?
 
Se até a sacrossanta lei da oferta e da procura, que tanto nos asseveram que "é mesmo assim" e "sem perceberes isso, não entenderás nada"...
 
[direi melhor: se não entender aquilo, não entro no reino da manipulação pela estupidez!]
 
...pode ser questionada quando questionamos... o valor.
É a este que temos de atender, é este que devemos analisar e criticar.
Se o preço (não confundir com valor) não passa de uma convenção à qual nem nos perguntaram, primeiramente (instituição), se acedíamos... e à qual acedemos de cada vez que, pobrérrimos, apenas dispondo da miséria do dinheiro, o trocamos pelos produtos que mantêm os nossos cadáveres obedientes e adiados por cá, por mais uns tempos da rentabilização e engrandecimento do capital.
 
Sim, a nós ninguém nos pergunta nada.
A nós não nos chamam para irmos a referendo sobre as coisas que nos afectam directamente a vida e as formas e nos reduzem as possibilidades de viver.
 
 
A Política foi primeiro a arte de impedir as pessoas de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito. Numa época posterior, acrescentaram-lhe a arte de forçar as pessoas a decidir sobre o que não entendem.
Paul Valéry
 
Não entendem, e quanto menos lhes for explicado, melhor!
Porque o Poder mutante, mutante para permanecer Poder - há séculos - sabe bem que ninguém nasce ensinado.
 
E quando acedemos a alguma forma de poder que pode destronar a máquina desse poder vigente, então lá se trocam as voltas, mudam-se umas coisinhas para tudo o que trabalhaste nada ou pouco voltar a valer. Num jogo do gato e do rato em que és sempre tu, indivíduo solitário entre os milhões que fazem de ti rolo de carne para canhão a ir para a frente da batalha, a levar e amortecer os tiros que eles próprios estimulam a que dispares, tu do outro lado da barricada de ti mesmo, inimigo de ti próprio, vendido e comprado, parasitado e dependentizado pelo veneno do Poder.
 
Querem-te para produzires.
"O que interessa é que os proles se propaguem; tudo o mais é indiferente", assim preza o grande irmão que é o paizinho a que vais dar de comer todo o santo dia, todo "o patrão nosso de cada dia".
Se a máquina está bem montada e a tua vida é uma roldana mais para a levar ao bom porto onde nunca atracarás para descansar,
então....
 
mata-te!
 
Tu és a base e a cadeira salazarenta, mas amnésica, do poder.
Se tu serrares as tuas pernas, o ditador cai.
Sem ser de podre!

 
Mas isso não é solução, não é suficiente.

Terás de fazer estragos durante a tua passagem.

Não estejas à espera que ele caia: empurra-o como e o mais que puderes!
É isso que te é implorado pela liberdade e negado pelo Poder e as instituições atrofiantes de merda cá do vil e torpe burgo terrestre.


 
"White man came / across the sea / He brought us pain / and misery", já cantava o Bruce Dickinson, vindo com a Dama de Ferro dois anos antes do 1984, ou seja, migalha de tempo metafórica e proporcional à instalação do império da porcaria que nos atola, quais atóis em que fazem experiências atómicas a ver se resistimos, a ver como reagimos, anotando os seus troikistas-cientistas as suas estatísticas a publicar para os manuais do aperfeiçoamento do poder que há-de vir, se este que vigora chegar a partir ou virar de casaca.
 
 
"Em meados de Julho de 1945, quando o general Dwight Eisenhower, então comandante das forças aliadas, é informado pelo secretário de Estado da Guerra americano, Henry Stimson, que a bomba atómica será de qualquer maneira lançada, a sua reacção é também digna de nota:
Enquanto ele expunha os factos, a senti um terrível mal-estar. Comuniquei-lhe as minhas apreensões, baseadas na convicção de que o Japão já estava vencido e que a bomba não tinha utilidade nenhuma."
John Hersey, Hiroshima (Antígona, 1997, p.215)
 
Nós já estamos vencidos, mas o ódio e o mesmo ressentimento que ergueram Hitleres querem criar feridas e furúnculos nos nossos joelhos. de peregrinos aos altares do capitalismo-comunismodoconsumo. E é por isso que ninguém assalta bancos para destruir o dinheiro: assalta bancos para fundar e comprar mais bancos e, aí sim, e assim, roubar mais a quem eles subjugaram.
De vez e até à última gota do suor e do sangue que só te disseram servirem para fazer guerras.
As guerras deles, mas a morte tua, só tua e dos milhares que seguem a teu lado para o abismo que inventaram para ti dizendo que era o possível cèuzinho de merda. (Sim, viram bem, ali está um acento grave, não porque era para esse lado que viravam os acentos quando os determinatizavam, mas porque a palavra deixa de ser aguda... e explicação, quiçá estúpida, era mesmo necessária?)
 
E assim, vais ser tido num hospital que eles compraram e privatizaram e, se puderes, pagas!
Do que não se lembraram antes de ti foi de não ter que poder e deixar esses fazedores de dinheiro à espera do Hulot que tu não serias.
 
E assim, vais crescer com fraldas descartáveis que duram sei lá quantos anos a degradar-se nas condições parcamente ambientais que os teus anteriores permitiram e te deixaram.
E assim, vais andar num carrinho que custou sei lá quantos luxos imbecis e de suores de camisolas.
É fixe a vista? Cospe prà frente, a toda a velocidade!, que não tarda vais levar contigo no focinho!
E assim vais papando a papa que o papa professa para ti, depois de converter o papá e a papisa sentados frente à tvwc, water-closet da propaganda das multinacionais sem rosto decifrável e apagável da alimentação, do vestuário, da educação, da habitação, do imobiliário, do amém serviço de Estado e seus acólitos municipais esbanjadores de alcatrão.
 
E assim, vais aprender bem as lições da história vistas sempre pelo lado do vencedor na tua escola por ele comprada, na tua escola da vida formadora para o "mercado de trabalho", seu colaborador amestrado prometedor e com grande potencial. Da mesma educação que, se for para renovar ou mudar, em nada te ajudará senão a te manteres à parte e não seres integrado e seres um "desleixado" e "vai trabalhar, malandro!", "desnaturado", "marginal", ou até "desempregado".
 
E assim, ao longo do teu crescimento, vais comer, vestir e... UI!!! TRABALHAR!! ao serviço deles, para eles, por eles, que te puseram no seu lugar a fazeres-lhes as vezes.
Eles é que põem as tuas mãos à obra, a tua boca à disposição do próximo produto de laboratório, o teu corpo à mercê das próximas vacinas antigripais e anti-ratinhos, anti-cancros, ratinho-orelhas-nas-costas da tua miséria ligada à máquina...
Eles é que têm motivos de sobra para te adularem, mas também para te rejeitarem se a tua maré de descontentamento subir e os encharcar.
 
E tu, mesmo assim, não vês em que é que o seu Poder está manifesto.
Mas basta olhares já, já tão alargado o seu domínio senhorial, para qualquer coisa tornada produto comprável e vendável, qualquer que seja o resultado não-natural que é erigido à tua volta.
 
 
 
Há muito que eu via este símbolo pelos campos de milho e me perguntava, na dúvida, se não seria isto obra do deus mafarrico que compra, ocupa, manipula (palavra-chave) e faz de cada agricultor-base gato-sapato dos seus pés fedorentos a arder no brómio do dinheiro.
Ainda ontem vi mais uma - estão por todo o lado!, não é na lua!, na lua não há manipulados, portanto não há manipuladores... mas tão-somente porque não há manipuláveis...,triste pena de alguns - e me lembrei de vir investigar.
Hoje ao ver esta imagem, cedida pelo Ondas3, me caíram os queixos da dúvida e se me abriu a boca da ira, ao perceber que esta MERDA está por todo o lado, invadiu tudo, com o beneplácito da ignorância, claro está, sempre ela no pódio a vencer-nos a corrida escorregadia.
 
Atentai bem, seus terroristas, na bela e verde palavrinha do canto inferior direito da placa na imagem e aí tereis as dúvidas estilhaçadas.
 
Não há estatísticas que aguentem o peso deste poder, do poder destruidor do dinheiro e do poder atrofiador da economia que o cria e sustenta.
Não há recenseamento possível para fixar o vento venenoso a semear doença. Imperialmente.
 
Que droga foi que venderam aos agricultores para que eles comprassem esta merda??
Sim, foi a vida.
A vida-doença, a vida-morte.
 
E talvez uma manipulação destas seja, como as ilhas de plástico flutuante e microscópico, o maior progresso da ciência bélica dos tiranos: injectaremos os chips no nosso corpo e um dia lá vamos, accionados a um clique da claque do Poder, para nos desligar. A seu bel-prazer.
Ou plastificados por dentro e aos poucos, ou então teorias da conspiração para o futuro e sempre a merda do futuro, sempre a merda do futuro a ameaçar sem sustentação, dizeis? mas se o futuro não vos serve de explicação, que me dizeis ao poder que é cumprido aqui e agora, sem precisar do futuro para nada? Digam lá?
 
Emprestado do mesmo Ondas3, deixemos então o futuro para o domínio das vossas, dizeis, teorias da conspiração - que isso, acusais, não passa de "ideologia" - e vejamos algumas formas de controlo dos corpos e almas, AQUI E AGORA:
 
- Se um agricultor quiser semear algodão, milho, soja ou colza só o pode fazer comprando sementes transgénicas, uma vez que os gigantes dos transgénicos dominam 90% do mercado; muitos agricultores foram processados e acusados de roubo de patentes de sementes transgénicas quando de facto as suas culturas foram contaminadas por sementes e pólen de culturas transgénicas espalhadas pelo vento; eles não roubaram sementes nem patentes, eles foram vítimas de trespasse, de invasão de propriedade e, por isso, têm tentado fazer aprovar leis que os defendam da invasão de sementes transgénicas;
- São tretas as garantias dadas pelo ministério da Agricultura dos EUA de que os produtos alimentares transgénicos são seguros e que não precisam de rótulo; o próprio ministério já admitiu que essas garantias se baseiam em testes levados a cabo não por entidades independentes mas pelas próprias corporações que lideram o mercado dos transgénicos; o consenso científico mundial diz que os transgénicos não são seguros e, por isso mais de 40 países exigem a sua rotulagem e alguns até os proibem por comprovadamente serem maus, por exemplo, para o fígado e para os rins e contribuirem para a obesidade; se as gigantes das biotecnologias não se cansam de propagandear que os seus produtos vão eliminar a fome, reduzir a aplicação de pesticidas e de fertilizante químico, aumentar a tolerância à seca e a produção, então por que razão acham que rotular uma embalagem que contém transgénico vai confundir o consumidor? se estão assim tão seguros do seu sucesso, se realmente acreditam que os seus produtos são melhores, por que têm medo de os rotular? 
O que a realidade tem mostrado é que o cultivo de transgénicos tem aumentado a necessidade da aplicação de cada vez mais pesticidas, tem aumentado o aparecimento de parasitas cada vez mais resistentes aos químicos aplicados, para não falar do endurecimento das plantas do trigo e do algodão transgénicos a tal ponto que chegam a furar os pneus dos tractores.

Outras reflexões e desmontagens aqui 
 
 
Que foi que nos venderam, a nós, consumidores, para continuarmos a comprar esta merda invasiva??
Sim, foi a vida.
A vida doente.

A morte fingida.
 
Estou cansado de ver esta porcaria e esta economia-açougueiraprofissional a arregimentar os homens em varas.
De empalar e (varas) de porcos.

quarta-feira, setembro 12, 2012

Isto é sobre uma das falácias mais perversas do capitalismo



Para ver com legendas basta clicar em “cc” no vídeo

Nick Hanauer é um milionário americano especializado em capital de risco. No dia 1 de Março de 2012 deu esta palestra numa das famosas conferências TED e os responsáveis desta organização sem fins lucrativos recusaram-se a publicá-la.

Nesta palestra Nick Hanauer desmorona um dos mitos mais malignos associados ao capitalismo: de que os ricos merecem ter privilégios tais como impostos reduzidos para que possam continuar a desempenhar a sua suposta função social num sistema capitalista que é a de criar postos de trabalho.

Nick afirma que é falsa a ideia de que “os ricos são criadores de emprego e que por isso não devem pagar impostos”. Afirma antes que o verdadeiro criador de emprego é o consumidor da classe média.

Sacado daqui.

São leituras...



Em nome da verdade, preferimos outras.
Porque é preciso nomear as coisas.
Sim, porque os palavras querem dizer coisas.

domingo, setembro 09, 2012

“Eurovegas”: até admira em Portugal ninguém se ter lembrado disso (e nós em Braga com cantinhos tão jeitosos)


A operadora de jogo norte-americana Las Vegas Sands anunciou ter escolhido a Comunidade de Madrid, em detrimento da Catalunha, para avançar com a construção do seu projeto de entretenimento e jogo "Eurovegas". JN

O nosso mundo é um parque temático [novo conceito velhas práticas].

Sacado daqui.


Não se trata já (apenas) de um conceito: a aplicação da parquetematização avança a olhos vistos, mesmo em momentos de penúria (para alguns), de retrocessos sociais, de estagnação e recuo da economia real. A economia financeira, em todos os seus formatos, não vacila. Note-se que, no caso específico do Eurovegas, até a legislação espanhola será contornada para que se abram EXCEPÇÕES, por exemplo, relativamente ao fumo ou à construção, criando-se, por outro lado, uma verdadeira zona franca (e um paraíso para o jogo). Note-se o gigantismo extraordinário do projecto (e a quem se dirige?), a disputa deste por duas comunidades (ou quem as representa), Catalunha e Madrid, e os capitais públicos ou benefícios fiscais, que serão aplicados no empreendimento. Note-se mais uma importação de um modelo avulso, e atente-se em quem o coordena e dirige. Para além disso, temos a importantíssima questão ecológica, a não menos importante questão turística (estamos a falar de jogo, hotéis, centros comerciais e por aí fora), e a questão do trabalho. A velha questão da (suposta) criação de postos de trabalho, normalmente precário.

Podemos começar bem e seguir a questão aqui.




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