domingo, novembro 30, 2008

"O Casanova"

Clica para aumentarPor LEM, 2006.

sábado, novembro 29, 2008

Oferta de emprego...

Um desempregado compareceu no Centro de Emprego, em Lisboa, para ver se havia alguma coisa. Ao chegar, viu um cartaz que dizia 'Precisa-se de assistente de ginecologista'. Foi ao balcão e perguntou:
- Pode dar-me mais informações sobre este trabalho?
E o funcionário:
- Com todo o gosto. O trabalho consiste em preparar as pacientes para o exame. Você deve ajudá-las a despir-se e lavar cuidadosamente as suas partes genitais. Depois faz a depilação dos pêlos púbicos com creme de barbear e uma 'Gillete' novinha. A seguir esfrega gentilmente óleo de amêndoas doces, para que elas estejam prontas para ser observadas pelo ginecologista. O salário mensal é de 2.500 Euros. Mas o senhor tem de ir até ao Carregado.
- Mas isso ainda fica a 40 km de Lisboa! O emprego é lá?
– Não, é lá que está o fim da fila!

quarta-feira, novembro 26, 2008

A vida normalmente...


Não sei se viram ontem a Tia Preta? Foi no programa “A Vida Normalmente” (último episódio de 10 que passa(va) antes do City Folks perto da meia-noite), este sobre o Bairro da Quinta da Flamenga em Chelas, Lisboa. O bairro em questão é a coisa mais parecida com uma prisão (curiosamente americana) que já vi. Pela sua arquitectura e organização, pelas pessoas  e  de parecer ter caído do espaço no nada. A impressão não foi apenas minha. Seria interessante reflectir-se sobre a insistência nestas ilhas e, já agora, na questão de saber o que pensam aqueles tipos sobre os outros…lá fora.

A não perder, sobre biclas (em Lisboa), esta posta que foi resposta a esta (embora a coisa já se prolongue…)

terça-feira, novembro 25, 2008

"Fundamentos de Informação Geográfica", de João Matos

"Fundamentos de Informação Geográfica"
5º Edição Actualizada e Aumentada

João Matos

LIDEL, 2008

segunda-feira, novembro 24, 2008

Empreender viagens

 W. G. Sebald na paisagem Inglesa (retirado de "Os Anéis de Saturno")


Quer voemos sobre a Terra Nova ou ao anoitecer sobre a profusão de luzes que vai de Boston até Filadélfia, sobre os desertos nacarados da Arábia, sobre a região do Ruhr ou a cidade de Frankfurt, é sempre como se não houvesse pessoas, como se houvesse só o que as pessoas criaram e aquilo onde se escondem. Vemos as casas e os caminhos que as ligam, vemos o fumo que sai das suas habitações e instalações industriais, vemos os veículos em que vão sentadas, mas as próprias pessoas não as vemos. E no entanto há-as na terra inteira, são cada vez mais a cada hora que passa, movem-se nos alvéolos das altas torres e estão metidas em redes de complexidade que ultrapassa a compreensão de cada indivíduo, desde os milhares de cabos e roldanas de outrora nas minas de diamantes da África do Sul até à rede de informação que circula hoje incessantemente à volta do globo terrestre através dos escritórios das bolsas e agências. Quando nos vemos lá de cima, é terrível perceber quão pouco sabemos de nós próprios, do nosso propósito e do nosso fim, pensava eu enquanto íamos deixando a costa para trás e sobrevoávamos o mar de um verde gelatinoso.

“Os Anéis de Saturno”, W.G. Sebald, Teorema, 2006, pp 92/93

Em breve seguirão, dentro das limitações, algumas postas sobre/com literatura de viagens (eu prefiro a designação literatura de lugares mas concedo que nem toda a literatura de viagens seja efectivamente de lugares), alguns romances históricos, sendo sempre estes (e são-no normalmente) necessariamente geográficos. Pelo meio, ou em sequência, algumas obras de cariz “inclassificável”, onde, arriscamos, navega a obra de Sebald, e algumas surpresas agarradas.

domingo, novembro 23, 2008

sexta-feira, novembro 21, 2008

Dinheiro honesto

Não sei se entre os caros habituais leitores do Georden se encontram ex- ou ainda actuais leitores de banda desenhada da Disney. Bem, quem isto escreve pertence ao grupo dos que foram (e já não são).

E a propósito deste pequeno texto lembrei-me de uma história dessas, em que a figura principal era um dos Metralhas. Tomado por uma espécie de cegueira (para desenfastiar; e para mostrar aos pequenos de que lado está o bem e o mal) que nos leva a desviar-nos do normal caminho, um dos Metralhas foi interpelado por um miúdo (um patinho...) a pedir dinheiro para um fim caridoso. E o Metralha lá lhe deu, com todo o desafogo do momento, a notinha (verde, como se ainda estivesse coberta de clorofila...).

O miúdo então logo lhe perguntou:
- Sr. Este dinheiro é dinheiro honesto?
É que se não for, não quero.

A memória não é a que sempre desejamos quando a invocamos, por isso já não me lembro do que o ladrão disse. Mas voltou a ficar com a nota e prometeu a si mesmo que iria resolver aquela situação.

Ponto.

Cada nota ou moeda devia conter um chip com todo o seu currículo. Já temos uns carolas que se dedicam a detectar as notas de euro pelo mundo. E isso é um bom começo para percebermos em que mãos anda o dinheiro que nos chega às mãos.

Mas o dinheiro é dos objectos mais despersonalizados que existem. Isto, apesar do número de série de cada nota, que a torna única (sem falar das falsas, claro).

Diz-se que o dinheiro faz o mundo girar. Mas é o mundo humano, relembremo-lo. Porque o mundo gira sem haver dinheiro (pareceu-nos bem ir ao bê-á-bá da coisa...). E é por isso que se sucedem os dias e as noites num dado lugar. Em ciclos mais ou menos longos e dependendo da região, da inclinação do eixo terrestre e da época do ano (que é, por conseguinte, consequência destas alterações astronómicas. E não o contrário...).

O dinheiro é o motor deste mundo que criámos e vamos destruindo.

Como peças do mercado, a maquinação do mundo que só não nos esmaga para a mantermos a funcionar, damos atenção ao que imediatamente se nos segue. É por esse motivo que tanto nos fascinamos e cegamos com as luzes publicitárias; é por esse motivo que compramos lixo (sim, vimos bater sempre na mesma tecla, porque o mercado é o cerne da questão) sem ter noção disso. Sem termos noção do lixo, pois importa-nos o que vem dentro do lixo. E as embalagens, por assim dizer (quando não a totalidade do que compramos), são os "danos colaterais" do fantástico e existencializador acto de comprar.

Viramos a cara aos enormes buracos que deformam serras e montanhas do nosso país?

Em busca do granito para as bancas das nossas cozinhas, e da sílica para o cimento das nossas vivendas, cada vez maiores...

Viramos a cara à desflorestação das regiões equatoriais?

Porque adoramos aquele móvel fantástico feito de madeira tropical, raríssima, valiosíssima...

Aprendemos a viver a vida que o mercado nos destinou.
O dinheiro sujo, já se sabe, basta ir parar a pessoas honestas, e torna-se dinheiro honesto, por um qualquer toque de Midas que torna a criação semelhante ao criador.

É daí que vem a expressão "lavagem de dinheiro". Todas as máculas e cadastro que lhes ficariam a pesar no currículo, de repente, soltam-se, ganham asas e voam para o buraco do esquecimento.

O petróleo; a escravatura sexual, laboral, infantil; as armas, importante sector produtivo de vários países (como a Espanha, a França, os EUA... "se eles são bons, nós também podemos - se a produção de armas cria postos de trabalho, isso é bom. Se a matança de uns permite a sobrevivência de outros, isso é bom. Tudo depende de que lado estão uns e outros. Nós, somos os honestos. Matai-vos uns aos outros, que - QUANTA ARROGÂNCIA! - não temos nada a ver com isso: sois livres e povos soberanos e não vamos imiscuir-nos na vossa vida"); o desordenamento, as indústrias poluidoras do ar, da terra, da água, a energia nuclear e os seus imortais e mortíferos resíduos radioactivos...

Quanta vergonha! E pensar que são as mãos dos homens, honestos, que mexem nisso tudo.

O direito de expressão e a liberdade de informação são para não encher as panelas de pressão que somos em potencial para rebentar com isto tudo. Criar um mundo novo. Onde o consumismo seja consciente e não tenhamos vergonha (só falaremos verdadeiramente de vergonha quando houver consciência) daquilo que usamos, daquilo que compramos, daquilo que desperdiçamos, daquilo que queremos comprar.

O meu telemóvel, o meu ordenador portátil, o meu sistema de alta-fidelidade, o meu aipode... fontes de liberdade pessoal, esquecida a liberdade colectiva... remetidos a um canto, onde não incomodemos nem nos incomodemos com o canto em que nos pusemos...

Guerras, matanças e atrocidades da mais infindável imaginação não passam de notícias de telejornal. Nos países dos homens honestos.

Nos países dos homens honestos, os mesmos homens-palhaços que saem sempre pela porta dos fundos, carregados com a massa e as matérias-primas para irem fazer o seu negócio, justo e honesto... rasto de destruição nas suas costas... atravessadas as fronteiras da barbárie física e militar, não se pensa mais nisso... o que passou, passou. Vamos lá vender. Ninguém distingue duas notas de mesmo valor. Como as paredes, não podem falar.

- Sabeis por que eu já passei? - perguntar-nos-ia essa nota.

- Quanto sangue, quantos mortos, quantos deslocados, quantos refugiados estão dentro desta nota? - perguntar-nos-ia a nossa consciência.

Os nossos aparelhos tecnológicos, que nos chegaram às mãos, são limpinhos. Vêm embalados e imaculados. De onde vêm as matérias-primas? Quem as transformou? De que forma foram tratados esses transformadores?

Os nossos aparelhos tecnológicos são como as paredes. E aqueles que no-los vendem não se chegarão à frente a falar por eles. Revelar essas respostas é mau para o negócio. E manter empregos é bom para a economia. Tudo a favor da economia, nada contra a economia. Para as casas dos consumidores, e em força!

Coitadinhos dos primatas da floresta congolesa. Com sorte, a BBC ainda consegue fazer mais uns documentários, antes que desapareçam. Com sorte, muitas ONG's têm mais argumentos para conseguir fundos para a protecção dos primatas da floresta congolesa. E para a criação de parques nacionais e reservas de protecção especial. E com sorte a UNESCO virá com as suas certificações e prémios. Para continuar a lutar por um mundo melhor. Até aí chega a sua mão. Interferir nas empresas sem rosto é que não. Isso, nunca! Cruzes, credo, que blasfémia.

Somos os justos e os honestos que financiamos a extracção do tântalo para os nossos portáteis, aipodes, aifais... a destruição dos habitats não passa de danos colaterais.

E a tudo isto se chama globalização da corrupção. Ou simplesmente o normal funcionamento do capitalismo.

Depois não nos venham perguntar se as notas são verdes.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Em sentido...

Clica para aumentarFoto de Rogério Madeira, Faro, 26.10.2008.

domingo, novembro 16, 2008

"Clube de Combate"

Por LEM, 2007.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Como construir / destruir uma sociedade

Ciclos viciosos num sistema de reprodução diária e chocantemente absurdo como o da acumulação da riqueza são dos pratos que temos de comer.

O sociólogo diria, para nos calar, que
"Tudo tem que ver com tudo"
e daí não sairia nada, que é como quem diz, na gíria popular
"Muita parra, pouca uva".

Este breve pensamento anárquico começa com as razões que levam os populações a fixarem-se num dado espaço (ora aqui está a disciplina - a biogeografia ou a geografia - numa das suas questões basilares).

Sim, há as razões históricas que todos evocam. Mas convém desmontar este item, vazio se tomado só por si. A História é o pano de fundo: são os outros factores que a explicam e lhe dão sentido. Depois, sim, a História já pode condicionar - e não pode deixar de fazê-lo - a própria História.

Mas há, em primeiro lugar, os "suportes físicos": a geologia e o clima, que permitem os solos aráveis, e estes permitem, à custa de séculos de esforço pela sobrevivência, a comidinha que temos de ingerir para cá continuar.

Depois, assegurada a necessidade básica que é a alimentação, virá talvez uma panóplia de factores com os quais a sociedade É, e pelos quais se rege (ou devia). Como por exemplo as dependências mútuas entre as pessoas. A divisão do trabalho, dir-nos-ia quem anda mais por dentro, é o cimento dos laços sociais, da própria sociedade e do progresso, ou não, desta.

Assim, e começando pelo fim,

- o coveiro (e suas empresas) é necessário para que os vivos não se misturem com os mortos;
- o alfaiate, necessário para não andarmos ao frio a envergonhar a moral que construímos;
- o professor, para nos ensinar a aprender e a questionar os professores que nos ensinam sem nos fazer pensar;
- o construtor, para termos infra-estruturas que nos protejam das adversidades naturais (ai era para isso que se devia construir? Nos primeiros tempos, sim.);
...
- o comerciante, o grande cimentador (ou demolidor, se analisarmos a questão por outro prisma - aquele que nos conduz à razão última da acumulação do capital) para distribuir aos que não têm certos produtos, mas têm algo com o qual adquiri-lo. (Tomara que não fosse uma coisa tão desprovida de valor como o dinheiro... Porque utilidade, acabamos de relembrá-lo, tem... e demasiada!)

Falta uma profissão básica, não falta?
Sim, faltam imensas. Mas além desta que falta, não serão elas derivadas do desenvolvimento e da especialização da sociedade?

Essa profissão é a do médico. A Saúde, necessidade básica que antes ainda do estadunisticamente apelidado "Estado do bem-estar" se tentava administrar às pessoas. Isso de usar os corpos, vivos ou mortos, para fins medicinais e científicos, só deve ter "renascido", como prática industrial, aí nos fins da Idade Média (sei lá, que digo eu?). Depois é que lá se percebeu que, pronto, quem traz o dinheiro de volta ao dono são as pessoas e lá se convencionou que era dever dos Estados mantê-las vivas para assim irem consumindo. Nem que seja comprimidos para adiar a vinda da decisiva parca. (A indústria farmacêutica é bem lucrativa, di-lo-nos a bolsa de valores.)

Ora bem, o médico, o que faz?
Trata da saúde das pessoas. Resposta mais simples que esta não pode ser dada. E nem queremos ir por segundos sentidos.

E voltamos ao início. Onde estão os médicos? Numa aldeia ideal, em que houvesse solidariedade, como nos filmes quando acontece algo que intervala ou desestabiliza o funcionamento de um organismo, sempre saltaria de uma fila ou de um magote de pessoas alguém a dizer
"Eu sou médico".

E nessa "aldeia ideal" haveria sempre um médico para valer às pessoas.
Logo, uma sociedade de "aldeias ideais" teria sempre um médico por perto (atente o leitor neste termo geográfico, em si relativo).
Portanto, a conclusão última deste raciocínio válido (mas não verdadeiro) é que onde há pessoas, há um médico. Faltaria calcular quantos médicos per capita haveria nessa "sociedade ideal".

Indo mais atrás. São do domínio público e do senso comum os contrastes deste país: não se trata só de meros antónimos (litoral-interior, norte-sul, cidade-campo...), que, como aludimos acima, podem posteriormente gerar mais desequilíbrios. As desigualdades existem realmente, e gritantes. Na população, na distribuição, nos recursos naturais e transformados, no rendimento per capita, na densidade de construção...

Há menos população nas montanhas. Há menos população nas zonas rurais. Há menos população onde não há solo arável (haverá? E então as cidades, verdadeiros desertos ocultos pelo alcatrão e o cimento? ah... pois... então há aqui alguma coisa que não bate certo...). Há, em suma, menos gente onde há menos gente.

"Como? Desculpe, não percebi. Podia repetir?"

O que queríamos dizer é que há menos possibilidade de vida social onde há menos interdependência entre as pessoas. Uma outra forma de dizer aquilo, rebuscando a historinha do professor, do coveiro, do agricultor, do alfaiate, do construtor... e do médico, não esqueçamos o médico.

Onde é que íamos?... Ah! Quantos médicos per capita é preciso haver na sociedade portuguesa? Isso é tarefa de estudiosos, especialistas e decisores com poder executivo. Mas não um poder executivo qualquer! É preciso que a lei que valha seja concordante com as necessidades que os estudos apurariam / apurarão. Senão, pouco nos vale algo que não nos ajuda. De uma coisa já sabemos: as estatísticas dizem-nos que estamos muito mal.

Não estamos a insinuar que há médicos a mais. Longe disso: (e vem sempre a bela frase que se segue) estão é mal distribuídos. Em questões de distribuição há várias formas de resolver o problema. Uma delas consiste em dividir um dado território em parcelas iguais. Geometrica e matematicamente falando, essas pequenas parcelas só podem ser quadrículas. Isto, obviamente, para abranger a totalidade do território. (Com círculos, ficavam muitos "cantinhos" de fora...). E, além do factor orográfico, que complica as contas, ainda temos de nos lembrar que, devido à irregularidade desse mesmo território (por causa dos recortes dos limites e das fronteiras), algumas regiões teriam que ficar com umas quadrículas um bocado esquisitas e nada parecidas com quadrados.
E também teríamos de decidir quanto de lado teria cada um desses quadrados.

Bem, esta era uma forma. Atribuir uma malha quadriculada ao país e fazer com que em cada quadrícula houvesse um x número de médicos.
Mas isto não podia ser assim. Pois haveria quadradinhos com mais pessoas que noutros, motivo do qual resultaria uma menor densidade de médicos por pessoa.

Há uma outra forma, muito usada em economia (a disciplina que não é ciência...), que se baseia no conceito de "raio de influência" ou "raio de acção". Aqui, a tal malha, mais condizente com a realidade, assumiria formas mais... "arredondadas": há um centro, prestador de serviços, de onde "saem" linhas rectas, "em busca" das pessoas que precisam ou das pessoas que deles podem usufruir.

Imagem retirada daqui

Num território orograficamente desigual e urbanisticamente desorganizado, as manchas encontradas seriam talvez parecidas com estrelas do mar (o centro corresponderia ao "coração" da estrela e as ramificações, gordas, à concentração das pessoas ao longo dos eixos viários... sei lá, digo eu!) Um maior raio de influência achado pesaria na escolha dos decisores.

Entre os tais decisores figuram sempre economistas. E quando se trata de instalar empresas, bem sabem eles se será rentável instalá-las naquele ou noutro sítio. Sim, muitas vezes os resultados são um desastre. Mas baseiam-se sempre na existência de consumidores. Logo, de mercado.

E aqui é que está o busílis da questão: duas concepções opostas sobre o que deve ser o Estado. Se o Estado age à maneira de empresas, que apenas se procupam com a sustentabilidade económica (e já nem falamos no lucro, que está acima disso), então não serve de nada. A palavra Estado, em regimes democráticos, tem de ser sinónima de "bem comum". E se a economia pesa mais que as pessoas isoladas que não têm sequer um médico de família, então esqueçamos esse "Estadozinho" que pretende representar-nos.

Como costuma acontecer (isto está tudo ligado, dizia o sociólogo, não é?), é em regiões com população envelhecida e longe dos centros (note uma vez mais o emprego destes termos geográficos), que falham serviços básicos de dependência de outrem. Como os da saúde. (Pesquise o leitor pelas palavras "sem médico de família", por exemplo, e verá quantos resultados se encontram escritos na rede). E muitos outros serviços, claro. Porque as pessoas "da terceira idade" figuram entre os mais pobres (como não produzem, e se não o tiverem acumulado, não têm dinheiro. Logo, não tendo dinheiro não atraem as empresas...).

Nessas regiões, talvez nem os coveiros se safem. Mas se não fizerem o seu trabalho, mais cedo precisarão do trabalhinho de um seu colega de profissão.

Sem funções sociais essenciais se vai erodindo e carcomendo, apodrecendo isso a que chamamos "sociedade".

Conjuguemos formas de administrar o território. Façamos o que fizermos, não nos esqueçamos NUNCA das pessoas. Onde houver pessoas temos de estar lá. Que não seja preciso fazer quilómetros e perder minutos vitais. E a Saúde como os transportes públicos, a Educação, e muitas outras necessidades humanas.

Vamos pensar nisto?
Ou já não podemos contar contigo, Estado,?

domingo, novembro 09, 2008

quarta-feira, novembro 05, 2008

Já não é mistério é burrice

Vidal, Braga, Outubro 08: a garagem está fechada ao sábado

Da primeira vez, o mistério, estávamos em 2006. A segunda, em Abril de 2007, o mistério era já loucura: a lojinha de pronto-a-vestir tinha encerrado e a garagem, o último reduto gaulês, parecia que, ao contrário da tradição, não tinha medo que o céu lhe caísse em cima. Estamos a terminar 2008, o cartaz já velhinho, ainda anuncia o perigo de desabamento. A garagem, intrépida lá continua, a observar o quartel da GNR do outro lado da rua.

domingo, novembro 02, 2008

"E tudo o Governo levou"

Clica para aumentarPor LEM, 2006.

sábado, novembro 01, 2008

Entrevistas tendenciosas...

Um candidato está numa entrevista para emprego. O psicólogo dirige-se ao candidato e diz:
- Vou fazer-lhe o teste final para a sua admissão.
- Perfeito!
– diz o candidato.

O psicólogo pergunta:
- Você está numa estrada escura e vê ao longe dois faróis emparelhados a virem na sua direcção. O que acha que é?
- Um carro.
– diz o candidato.
- Um carro é muito vago. Que tipo de carro? Um BMW, um Audi, um Volkswagen?
- Não dá para saber, não é?

- Hum...
Vou fazer-lhe outra pergunta: Você está na mesma estrada escura e vê só um farol a vir na sua direcção. O que é?
- Uma mota
– diz o candidato.
- Sim, mas que tipo de mota? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki?
- Sei lá, numa estrada escura, não dá para saber…
(já meio nervoso)

- Hum..., diz o psicólogo. Aqui vai a última pergunta:
- Na mesma estrada escura você vê novamente um só farol, menor que o anterior, e você apercebe-se que vem mais lento. O que é?
- Uma bicicleta.
- Sim, mas que tipo de bicicleta? BTT, estrada, passeio…?

- Não sei.
- Lamento, mas reprovou no teste!
– diz o psicólogo.

Aí o candidato dirige-se ao psicólogo e fala:
- Interessante esse teste. Posso fazer-lhe uma pergunta também?
- Claro que pode. Pergunte.
- Você está à noite numa rua iluminada. Vê uma mulher com maquilhagem carregada, vestidinho vermelho bem curto, a girar uma bolsinha… o que é?
- Ah!
- diz o psicólogo - é uma **ta.
- Sim, mas que **ta? A sua irmã? A sua mulher? Ou a **ta que o pariu?

Difundido via e-mail

Nota:
Estava para não publicá-la, mas espero que os leitores percebam o lado humorístico da questão.