quarta-feira, outubro 31, 2007

C.V.A.R.G. - Nova plataforma

http://www.cvarg.azores.gov.pt/Cvarg/CentroVulcanologia/actividadesismovulcanica/


O Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (CVARG) da Universidade dos Açores (UA) disponibiliza desde o ultimo sábado (dia 27 de Outubro) a nova plataforma tecnológica baseada no ArcGIS Server.

Para além de fornecer informação geográfica sobre a actividade sísmica registada na Região Autónoma dos Açores, permitirá consultar uma listagem de todos os eventos associados a informação complementar sobre as diferentes áreas sismogénicas.

A selva urbana...

Vidal: Braga, 2007

Eu sabia que existia...eu sabia!

terça-feira, outubro 30, 2007

A nossa praça pública

Praça dos Restauradores, Lisboa

Foto de Eduardo F., 12.12.05
Ligação no Georamio

É um jogo
a que não podemos jogar
um jogo de que somos os espectadores
um jogo de desconhecidos jogadores
um jogo a que nunca iremos ganhar

Olha a menina a dançar
tão bela no seu saltitar
canta a roleta a rodar
mistérios da sorte e do azar
olha a menina a dançar
quem vai com ela ficar?
canta a roleta a rodar
mistérios da sorte e do azar

É um jogo
feito para nos comandar
um jogo de que desconhecemos as regras
xadrez de que se retiraram as negras
um jogo feito para nunca acabar

Olha a menina a dançar
tão bela no seu saltitar
canta a roleta a rodar
mistérios da sorte e do azar
olha a menina a dançar
quem vai com ela ficar?
canta a roleta a rodar
mistérios da sorte e do azar

É a nossa a vida que está em jogo
É a nossa a vida que outros jogam

É Um Jogo, Adolfo Luxúria Canibal

O professor Miguel Bandeira sempre citava o exemplo de que, na França do séc. XVIII se ordenou mudar o piso das praças para evitar que os populares tivessem pedras para arremessar. Hoje em dia, se o “mal” já vai no adro, chega a força militar, os canhões de água, as armas de ondas de calor e os altifalantes de infra-sons. Conseguem assim DESMOBILIZAR a manifestação. Mas, como disse Che Guevara ao soldadinho que o calou, em 67, com instruções da CIA (Operação Condor):

- Dispara, cobarde! Só matarás um homem.

Isto é, conseguem assim ADIAR a manifestação.


Para que serve uma praça hoje em dia? Um espaço amplo, acessível, que permite um projectar de vistas, rodeado de edifícios, não raras vezes com um monumento na sua parte central, historicamente utilizado para grandes concentrações e manifestações, comícios políticos…

Com estas características (disposição dos elementos, posição, carga histórica e/ou emotiva…), porque não representa a praça das nossas cidades um papel fundamental, mais interventivo e activo no espaço democrático? O que mudou?

Os valores que a praça representa, simbólica ou fisicamente (a amplitude e diversidade de perspectivas, a fruição, a liberdade, a discussão das ideias, como na Grécia antiga, as ideias fundaram a Europa das luzes e as que verdadeiramente que nos irmanam…) foram esvaziados, tornaram-se virtuais. Algo virtual é como um holograma – parece-nos que está lá, mas se passarmos para além dele, vemos que não passa de um simulacro. E como não damos esse passo, isto é, como não chegamos a praticar a liberdade, o simulacro passa pela sua existência efectiva, as sombras são o ser. Será sintoma de agorafobia?

A palavra valor passou a ser entendida como algo que pode ser transaccionado (mesmo aqueles outros, os éticos, são-no já, quando buscamos as cunhas e vendemos a honra, a rectidão e a integridade moral.). Fala-se muito de valores nos centros comerciais.

O excesso e a rapidez da informação desmobiliza, intoxica, obstrui;
O consumismo concentra, manipula, domestica;
O ruído esgota, confunde, anestesia;
A precariedade enfraquece a luta, mina a discussão, impede o debate.
Vamos discutir numa “praça de restauração” de um centro comercial? Com aquele ruído todo? Sob a vigilância dos seguranças? Com tanto apelo publicitário? Porque é que não sentimos claustrofobia?

O sentimento de medo é alimentado mediaticamente. A chuva incomoda, e entramos pela porta das lojas. Lá dentro sentimo-nos mais seguros, o que compensa (sempre a análise custo-benefício nas nossas cabeças...) ou anula a perda de “liberdade”. Apesar disso, todos juntos, mas juntos na solidão, separados, isolados, anónimos. Connosco lá dentro, o privado vem privar-nos do público, com seus edifícios iguais que se podem encontrar em qualquer cidade "desenvolvida" do mundo.

Pois é, a opinião pública e essas coisas imateriais e que ninguém sabe muito bem o que são, como o novo tratado europeu, a comunidade internacional, as taxas de “spread”, o “emagrecimento” das empresas… Ideias, tudo são conceitos mais ou menos aéreos, uma linguagem que não dominamos – e que não nos ensinam para não a dominarmos – , que, se se fala, é muito levianamente, em frases feitas, ideológicas, estáticas, cristalizadas, com a duração (e os erros!) de mensagens de telemóvel ou das notas de rodapé dos telejornais que insistimos em comer pelo meio da comida malsã que vamos pondo no nosso prato.

À praça muito pouco pública veio parar a seguinte informação:

Como assinala o semanário francês Bakchich, o assassinato de mais um deputado libanês da facção anti-síria permitiu aos EUA e a Israel acusar de novo a Síria (aliada do Irão) de ser responsável por “desestabilizar” a região. O último raide israelita a Dair el-Zor, na Síria, não terá visado uma instalação nuclear, como foi dito, mas testar os radares e as defesas anti-aéreas sírias (o raide foi acompanhado por aviões-radar norte-americanos Awacs). Contra o que é usual, o ataque palestiniano com mísseis à base militar israelita de Trilim, que causou 70 feridos, não motivou reacção do exército israelita, que “se reserva para uma operação ulterior de maior envergadura”, segundo informações dos serviços secretos militares.
Retirado do jornal Mudar de Vida nº1, Outubro de 2007, p. 12

Consequentemente, as manifestações contra “o estado do mundo” que têm vindo a ganhar expressão têm continuado a vir tarde, quando tudo já está engrenado, quando o mecanismo já vai àquela grande velocidade que trucida quem quiser pará-lo.

O exercício da liberdade não passa pelas acções que dia-a-dia vamos tomando, tais como escolher este ou aquele produto (aquilo a que podemos chamar a liberdade de remar COM a corrente). A liberdade que temos e a que não temos sente-se e sabe-se quando tentamos remar CONTRA a corrente., quando pomos à prova a força que afinal temos ou não temos. Quando, em vez de optar por dizer SIM a este ou àquele, escolhemos, peremptoriamente, dizer NÃO aos dois.

Dizer NÃO faz-se na praça pública, nos espaços abertos, do lado de fora da opressão das paredes e do papel variegado da publicidade ruidosa.
Dizer NÃO a este sistema, que nos consome e corrói, que nos ignora e marginaliza.
Calculo que seja difícil mobilizar tanta força fraca que cada homem representa para a roda do mundo. Calculo que qualquer manifestação está com as pernas cortadas à nascença.

A vivência da praça pública passa pelo exercício da liberdade, pelo remar CONTRA a corrente, contra o pensamento mesquinho, obscuro, interesseiro e destruidor, contra o vazio dos valores humanos da fraternidade e da igualdade.
Vamos lançar a bomba que há-de destruir o holograma em que nos obrigam a viver, nós, sombras do que PODEMOS ser.

E aqui lanço o apelo ou a ideia, mesmo sabendo que não pode ter impacto (o meu grito não se ouve entre tanta gritaria comercial ou de encher foles): a melhor demonstração do nosso poder de nos expressarmos é negar o evidente e a corrente. Dizemos não à guerra bélica, dizemos NÃO ao fortalecimento da hegemonia. Vamos tomar o poder, vamos lançar a bomba, desmascarar o caos, abreviá-lo com a nossa força até aqui desmobilizada.

Dia 25 de Dezembro de 2007 manifestemo-nos contra a guerra e contra o consumismo. Onde? Nas praças públicas das nossas cidades!
Está proibida a entrada em lojas! E ficar em casa também está proibido!

Vamos acender o rastilho e arremessar a bomba.
Isto há-de cair.
Mais cedo ou mais tarde, ISTO VAI CAIR!

segunda-feira, outubro 29, 2007

Universidade dá bicicletas a estudantes

Foto ideiabiba.pt"A Universidade do Minho (UM) quer implementar ainda este ano lectivo, nos "campus" de Braga e Guimarães, o transporte da bicicleta estudantil, conhecida por "Bute" (Bicicleta de Utilização Estudantil), já em prática em várias cidades europeias. O projecto, da responsabilidade dos Serviços de Acção Social, tem por objectivo a distribuição gratuita aos estudantes de 2000 bicicletas até Julho de 2008.

O arranque desta iniciativa está já programado para o próximo mês de Novembro, com a entrega das primeiras 200 bicicletas a estudantes bolseiros, dando-se prioridade, nesta fase, segundo Carlos Silva, dos Serviços de Acção Social da UM, a alunos colocados nas residências universitárias.

A ideia, segundo aquele responsável, é proceder, mensalmente, à entrega de 200 bicicletas. O projecto será implementado em cooperação com uma empresa de Aveiro, a "Ideia Biba", liderada pelo antigo futebolista bracarense José Nuno Amaro, que concebeu a chamada "Bute".

Os estudantes receberão por um período de três anos este equipamento considerado "pessoal e intransmissível", podendo, contudo, optar pela aquisição da bicicleta, mediante o pagamento de uma quantia dita "simbólica", a rondar os 25 euros.

O projecto, segundo apurou o JN, terá a "experiência-piloto" na cidade de Braga, onde existem já condições de implementação do corredor do transporte de bicicleta, após a criação, há dois anos, da ciclovia de Lamaçães e Rodovia, zonas, de resto, próximas da UM e que registam significativa concentração de estudantes da academia.

Pedro Soares, presidente da Associação Académica da UM, desconhece, em pormenor, o projecto universitário, mas adiantou ontem ao JN tratar-se de uma "boa alternativa" à mobilidade urbana, a par de novo conceito de qualidade ambiental, ao nível de transportes. "Estamos curiosos por saber, em concreto, como este projecto vai funcionar, mas não deixa de ser uma iniciativa inovadora que aplaudimos", disse.

O projecto do "Bute", que será apresentado na próxima quarta-feira, em Braga, terá o seu investimento assegurado a partir de receitas publicitárias."


Magalhães Costa em jn.sapo.pt, 29.10.07.

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domingo, outubro 28, 2007

"Morder o isco"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Outono do mundo

Vidal: Outono em Braga

Estava a ler o Público de hoje à pressa quando me deparei com uma reportagem (?) no caderno P2 intitulada “Vinte anos não bastaram para curar o planeta”. Continuei, porque sou facilmente influenciável e li: Em 1987, um relatório de uma comissão da ONU pôs no papel a ideia do desenvolvimento sustentável e declarou que era preciso agir rápido. Agora, um novo relatório das Nações Unidas diz que nesses vinte anos houve avanços, mas no essencial mantêm-se os problemas ambientais mais importantes.

Isto, porque é de um “isto” que se trata, dada a irrelevância como se palra sobre estas coisas, fez-me lembrar um relatório a que tive acesso, uns tempos atrás, realizado por investigadores da Universidade do Minho em 1984, sobre o rio Cávado. Lá se afirmava sem rodeios que o rio, principalmente no seu curso a partir de Prado (Vila Verde) estaria a sofrer alguma degradação (poluição, dejectos, tinturarias, matadouro) mas, perfeitamente a tempo de, responsavelmente, promover-se o desenvolvimento sem matar o rio. O rio encontrava-se ainda vivo. Na década de 1990, já ligado à máquina, esperneava qualquer coisa. Depois moribundo esqueceu-se. Parece que tem havido avanços, mas no essencial…

Sempre as mesmas histórias, para nos lembrar, consoante as modas, a vacuidade das palavras. Algumas já não querem dizer nada, à força de tanto utilizadas.

Gosto do Outono, mas não do “Outono” do mundo.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Agir - Intervir

Ler Ler

Povo de Guimarães, 05-10-2007, pp. 12-13

Encontro-me a ler - muito espaçadamente, é certo... - "A Imagem da Cidade", de Kevin Lynch (Edições 70, cuja tradução, da autoria de Maria Cristina Tavares Afonso, deixa algo a desejar...), que é um bom estudo sobre Geografia da Percepção, envolvendo, claro, Arquitectura e Urbanismo e outras ciências.

Pelo já lido retive a ideia da importância da organização das ruas e de lugares "marcantes" para a imaginação mental das cidades. Em linhas gerais são esses dois factores que nos permitem uma maior ou menor "legibilidade" do espaço, e a consequente melhor ou pior orientação que temos quando nele temos de nos mover.

No fim de contas, trata-se da questão de identidades. E, num mundo globalizado, em que as diferenças que não se esbatem e se afirmam acabam por constituir uma "mais-valia" que "vende" bem em termos turísticos,

("Tudo assenta
no consumo e produção...",
daí o jargão económico)

as intervenções que os nossos engenheiros e arquitectos imprimem à paisagem urbana revestem-se de grande importância.

Já próximo de se assumir como Capital Europeia da Cultura, Guimarães apresenta propostas que podem alterar a "percepção" da cidade por parte de quem a visita ou nela vive. Daí que, como se diz na notícia, a sessão de apresentação tenha mobilizado muitos vimaranenses.

O futuro parece polémico (é só ler as notícias). Por isso, cabe perguntar:
Estará na mão dos cidadãos?

quarta-feira, outubro 24, 2007

O Senhor Verde

Clica para ouvi a históriaNo Centro Ciência Viva de Proença-a-Nova

"É um conto de Nuno Garcia Lopes e vai ser o ponto de partida para uma sessão protagonizada pelo escritor e elemento do grupo O Contador de Histórias, domingo, dia 28 de Outubro, pelas 15 horas, no Centro de Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova , integrado na actividade Contos da Floresta.

"A História do Senhor Verde" fala de um Senhor Verde pequenino que habita na floresta, estimulando a imaginação dos mais novos que ali podem ver um duende, ao mesmo tempo que lhes é contada a história da bolota e do seu ciclo de vida até criar uma nova árvore. O objectivo é dar a conhecer às crianças o ciclo da vida vegetal, especialmente àquelas que vivem mais afastadas da natureza.

Escrita no final do Verão de 2005, após a trágica época de incêndios que estiveram a poucos metros da sua casa e lhe queimaram dezenas de árvores que ele próprio plantara, Nuno Garcia Lopes pretende ao mesmo tempo que esta história ajude a valorizar a importância e a privilegiar a plantação de sobreiros, carvalhos e outras espécies endógenas da floresta portuguesa, fundamentais para o equilíbrio ecológico mas também para ajudar a controlar a rápida propagação das chamas nos incêndios florestais, aos quais são muito mais resistentes.

Escritor e contador de histórias, Nuno Garcia Lopes é autor, entre outros livros, da colecção Lua do Mar, onde as divertidas aventuras de três amigos são o pretexto para aprender noções importantes, como a da reciclagem.

O grupo O Contador de Histórias é oriundo de Tomar e está actualmente a comemorar dez anos de actividade, promovendo em simultâneo a literatura, a cidadania e o ambiente. "A História do Zeca Garro", de Filipe Lopes e Carla Goulart Silva, é o livro mais recente deste colectivo, tendo por base a salvaguarda do cagarro, uma ave que nidifica nos Açores mas que corre alguns riscos no arquipélago."


Mais informações, imagens ou entrevistas pelo e-mail nuno@ocontadordehistorias.com ou pelo telefone 914 961 072.

O Contador de Histórias - Apartado 139 - 2304-909 Tomar
Telefones: 91 4961072 e 91 2568944
Correio electrónico:
geral@ocontadordehistorias.com

Internet: www.ocontadordehistorias.com

Blog: historiasdocontador.blogspot.com

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Incêndios Florestais na Galiza e Norte de Portugal

Ver em pormenor


À boleia da conferência que se realiza amanhã, dia 24 de Outubro, no campus de Gualtar da Universidade do Minho (cortesia do blogue Registos Geográficos), aproveitamos também para fazer indagar

- sobre a ocorrência de um incêndio de grandes proporções
-> num dia de pouco calor
-> numa zona de grande sensibilidade e diversiade ambiental

- sobre a escassez de meios aéreos para o combate (segundo notícia de um jornal nacional)
- as empresas responsáveis por / detentoras desses meios aéreos.

(Há bem pouco tempo tomámos conhecimento
- claro, é do foro público, mas é preciso que a "dica" chegue até nós para começarmos a reflectir sobre o assunto... - de que uma empresa têxtil da zona norte - como muitas, em crise - começou a investir em helicópteros para transporte de doentes e combate a incêndios...).
...

Alguém mais tem perguntas?
Amanhã, a aula continua. Estão todos convidados.

domingo, outubro 21, 2007

"Um negócio dos diabos"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

Morte ao sol

Vidal: Tomar, Janeiro 2007

Castelo de Tomar. Convento de Cristo a insinuar-se. Que a sombra dos Templários nos salve deste verão eterno...

sábado, outubro 20, 2007

A Comboio Passou...

The train's always on time
When you're late.
Lori Carson, Greener

Até há uns meses atrás, não se falava noutra coisa. Novo Aeroporto, Ota, TGV... TGV, Ota, Margem Sul, deserto, Alcochetes, etc. Tanto paleio envolto em tanta polémica e tal. Isto, antes de haver decisão.

Faz-me sempre lembrar a propaganda que se faz nas campanhas eleitorais. Mesmo que se discuta muito (às vezes...), o que é salutar, depois, uma vez vencida a meta, uma vez termos vendido o nosso poder ("Vais votar? Depois não te queixes", já li eu numa parede da cidade...), chega o deserto. Não se ouve mais falar do assunto.

Estaremos destinados a isto? Sem outra hipótese? Será censura nos média, os que nos esmagam o pensamento quotidiano,?

Pronto, são deixas para vos deixar com esta notícia, de... um média (JN). Para ler e... talvez rir? Fazer pensar.

Ler

Jornal de Notícias, 06.10.2007, p.35

sexta-feira, outubro 19, 2007

"História da Geografia", de Paul Claval

Um pequeno grande livro, indicado para especialistas e seus sucedâneos com escassa biblioteca ou muita pressa para uma consulta, ou ainda, por preguiça, gosto, desleixo, claro está. Indicado para todos os outros à volta, num périplo bem escrito, um pouco tocado, talvez, pelos tiques e "verdades" da Escola Francesa. Voilà.

Paul Claval
“História da Geografia”

Colecção biblioteca 70 - Edições70, Lisboa, 2006
(140 páginas)

quarta-feira, outubro 17, 2007

Pensamento pobre...

- "Só se fala em pobreza quando não temos trocos para mais uma cerveja..."

- "Venham mais cinco que eu pago depois..."

- "Quero uma mini e cinco copos para reparti-la com os amigos"

Tudo sinais de abrandamento da economia portuguesa...

2 milhões de pobres? Num país de 10 milhões? Só?
Mas os benfiquistas não são 6 milhões? :)

Eu não sei o que é pior...
Um país com 2 milhões de pobres ou um país com 6 milhões de benfiquistas?
Pior é ter as duas coisas... poxa, tenho de emigrar...

terça-feira, outubro 16, 2007

"O território tem que se adaptar..."

...às mudanças das sociedades" por José Catarino, Administrador da Parque Expo.
Clique para aumentarJornal da Construção, 01.10.2007, pp. 8-9.

De olhos em bico...

Já se sabia, mas o Público publicou ontem uma reportagem sobre a poluição na China. O ceptro de maior poluidor do planeta é agora sua pertença, destronando os E.U.A. Não interessa se não leu. Avanço penas com alguns números. Esclarecedores:

400 milhões de chineses são atingidos pela desertificação;

10 por cento da terra arável está poluída;

66 por cento da água vai para a agricultura, e mais de metade é desperdiçada;

2/3 dos esgotos domésticos são despejados sem tratamento;

190 milhões de chineses estão hoje doentes devido a água contaminada;

750 mil morrem prematuramente todos os anos devido à poluição;

14 mil novos carros entram diariamente nas estradas chinesas;

Fonte: Público (Elizabeth Economy, Foreign Affairs)

domingo, outubro 14, 2007

"Sonhos de infância"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Fórum "Pela Saúde - 10 Anos em Rede"

Clique para entrarPara comemorar o seu X Aniversário, a Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis organiza o II Fórum, em Viana do Castelo, de 25 a 27 de Outubro de 2007.

Este fórum promete três dias de trabalho e de partilha de experiências em áreas temáticas do Projecto Cidades Saudáveis, mas também de convívio e de "festa", porque a promoção da saúde também se constrói com afectos e boa disposição.

PARTICIPE. Junte-se a nós, "PELA SAÚDE"

Na secção das Iniciativas deste site encontram-se mais informações sobre o II Fórum, bem como o seu Programa e ficha de inscrição.

Informações, Programa e Inscrição

Há coisas fantásticas não há?


Vidal: entre a Oliveira e Santiago. Guimarães, Setembro

Portugal terá mesmo nascido aqui? O Georden, nasceu. Ou talvez mais abaixo, num tal de não sei que ElRock…bar.

quinta-feira, outubro 11, 2007

II Encontro Convergir

Clique para convergir19, 20 e 21 de Outubro

Ambiente, natureza e cidadania, nas cidades, serras e campos.

"Convida-se o público interessado, incluindo todos os dirigentes associativos, associados, voluntários, activistas, simpatizantes ou simplesmente curiosos para o II Encontro Convergir.
Este encontro irá decorrer em 3 dias independentes mas interligados pela vontade de reunir a população e associações (integrantes ou não desta plataforma) em volta de múltiplas questões fundamentais de ambiente e sustentabilidade da Região Norte/Noroeste."

Poster, ficha de inscrição e programa (pdf)
Poster, ficha de inscrição e programa (word) - permite preencher directamente no documento

Para mais informações e inscrições:

Telemóvel:
931 620 212
Seg-Sex 9h-17h e Sab 9h-13h

Apartado 4051
4000-101 Porto

encontro@convergir.org

terça-feira, outubro 09, 2007

Visões sobre um Portugal sem Fumo

Não fume"O Fórum Hospital do Futuro anuncia que estão oficialmente abertas as candidaturas ao Concurso de Fotografia "Visões sobre um Portugal sem Fumo".

A iniciativa Portugal sem Fumo pretende prolongar-se no tempo através do lançamento de um Concurso de Fotografia que tem como principal objectivo promover e divulgar medidas anti-tabágicas. Sob o tema do combate ao tabagismo, a organização do Portugal sem Fumo convida todos os Profissionais de Saúde em Portugal a concorrer com uma fotografia original e criativa, associada ao tema “Visões para um Portugal sem Fumo”, que possa ser a face dos benefícios de uma vida livre sem tabaco, mostrando as vantagens e o lado positivo desta atitude e estilos de vida associados.

A melhor fotografia receberá um prémio sob a forma de um Gift-Voucher no valor de 1.500€ para aquisição de material fotográfico e uma selecção das melhores fotografias será publicada em http://www.portugalsemfumo.org/ podendo algumas ser seleccionadas para integrar exposições, campanhas ou iniciativas relacionadas com o tema.

As candidaturas podem ser entregues até ao dia 31 de Outubro de 2007 por correio ou e-mail. O prémio será entregue no V Fórum Hospital do Futuro, a decorrer no dia 26 de Novembro, em Lisboa.

Mais informações no Regulamento - clique aqui.

Com os melhores cumprimentos,

Joana Branco

____________________________________

Fórum Hospital do Futuro
Departamento de Comunicação
Pólo Tecnológico de Lisboa, EE3
1600-546 Lisboa
Tel.: (+351) 217 120 547
Fax: (+351) 217 120 549
E-Mail:
joana.branco@groupvision.com

Web: www.hospitaldofuturo.com


Difundido por e-mail

Abandonos


Vidal, Setembro. Famalicão.

Café Garantia. Centro de Famalicão. Refúgio de esplanadas in, ali ao lado da Fundação Cupertino de Miranda. Um cinema (paraíso?) antigo? Lá chegará o dia de, de fachada, recuperar a fachada. Ou aproveitá-la. Garantido.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Geografias da cultura

Vidal, Outubro: Jardins do Palácio do Freixo


Num destes dias de vagar pachorrento, pode ir para fora cá dentro e visitar o Porto. Mais não seja, o olhar do Outono
que só essa cidade tem. Depois, uma saltada à freguesia de Campanhã (hoje decrépita e silenciosa, esquecida na sua alma palaciana e industrial), descer em direcção ao rio até encontrar o renovado palácio do Freixo (e só por isso já valia a visita), entrar com alguns euros na carteira e espraiar-se na exposição inédita“ Dali no Porto”. Estão expostas algumas das mais emblemáticas obras de Salvador Dali, da Colecção Colt, com a organização Fondazione Metropolitan de Milão. A mostra inclui esculturas monumentais, gravuras, desenhos, ilustrações. Não será o melhor Dali mas é seguramente Salvador Dali.

"Santiago de Compostela", da série "Hippies"

Horários: Segunda a quinta das 10h às 22h e de sexta a domingo das 10h às 24h, até 11 de Novembro

À saída, deliciado mas disponível, ainda poderá, mesmo ao lado, visitar o Museu Nacional da Imprensa onde por esta altura já perdeu o Porto Cartoon. Mais tarde se tiver sorte e estômago, após um repasto com Francesinha ou tripalhada (se tiver sorte como o escriba), ainda encontra uma feirinha do livro, alguma chuva miudinha e um cansaço saboroso que só tem paralelo na alcofa que é a nossa casa…

domingo, outubro 07, 2007

"Marvão sublime"

Clique para contemplarCastelo de Marvão

Foto de Rogério Madeira, 22.01.2007.

"Certa manhã ao acordar, sentiu-se vazia.
Olhou o azul céu e nada viu.
Nada sentiu, nada encontrou.
Imagens desfocadas por ela passaram,
E seu melancólico corpo reagiu.
Eram apenas retratos.
Retratos de um ontem que já não existia.
Partiu.
Partiu em busca de algo que desconhecia.
Numa ânsia desenfreada de ao limite chegar.
Por momentos inspirou.
Inspirou a leve brisa que até ela chegava.
Escalou montes e desbravou montanhas,
E no cimo, tocou no instante da magnitude.
Na imponência do belo e infinitamente mágico.
O vento gelado daquele Inverno,
Fustigava-lhe a eloquência.
E o fugaz silêncio derrotava-lhe as abismadas palavras.
Mas os seus olhos encontraram a perfeição da conquista,
O deslumbre do encantamento.
Os seus dedos cravaram as pedras do real.
Os seus pés pisaram o pulsar de uma vila.
Uma vila abscôndita por muralhas avassaladoras.
E no limiar do infinito,
Entre o tímido céu e a longínqua terra do nunca,
Os seus batimentos apressados revelaram-se o Não Sonho."

tonsdeazul
04.Jun.2007

"Kits de sobrevivência"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sábado, outubro 06, 2007

Fórum Cultural o Estado do Mundo

Clique para entrar Um Atlas de Acontecimentos
7 Outubro – 30 Dezembro 2007

"A exposição Um Atlas de Acontecimentos encerra o programa internacional e multidisciplinar que foi o Fórum Cultural O Estado do Mundo, no âmbito das comemorações dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian. A exposição é constituída por obras, em muitos casos produzidas especificamente para esta mostra, de 28 artistas vindos de muitos países e diferentes regiões culturais.

Num contexto de incerteza intensa, sentido a nível individual, local, regional e internacional, propomos Um Atlas de Acontecimentos, uma exposição colectiva de artistas oriundos de diferentes partes do mundo, cujas abordagens pessoais e sociais às suas respectivas práticas artísticas sublinham dilemas, histórias, narrativas e perspectivas que poderiam, de outra forma, ser negligenciadas ou ignoradas. Esta exposição não tenciona ser, de modo algum, totalmente abrangente. Isso seria, claro, uma tarefa impossível. Em vez disso, trata-se de um esforço modesto e, esperamos, significativo para juntar visões do mundo muito diferentes, apresentadas por artistas que nos oferecem reflexões cuidadosamente observadas, que revelam a complexidade da forma como o «político» é sentido de um modo simples e quotidiano, pedindo a cada um de nós que repensemos as nossas suposições acerca das condições que estão para lá das nossas experiências.

Os artistas presentes na exposição são: Adel Abdessemed, Ângela Ferreira, Camila Rocha, Eduardo Sarabia, Erinç Seymen, Josephine Meckseper, Kelley Walker, Mai-Thu Perret, Michael Rakowitz, Minouk Lim, Mircea Cantor, Nasan Tur, Nontsikelelo ‘Lolo’ Veleko, Paul Chan, Paulo Nozolino, Pieter Hugo, Robin Rhode, Rodney McMillian, Rosana Palazyan, Rui Toscano, Santiago Cucullu, Sebastián Díaz Morales, Seifollah Samadian, Sergio Vega, Sophie Ristelhueber, Sze Tsung Leong, Yael Bartana e Yun-Fei Ji.

Curadoria de António Pinto Ribeiro, Debra Singer e Esra Sarigedik Öktem."

Mais informações:
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Fórum Cultural O Estado do Mundo
Fundação Calouste Gulbenkian
Av. de Berna 45 A
1067-001 Lisboa
Tel. 21 7823536
Difundido via e-mail.

sexta-feira, outubro 05, 2007

"Espaços Urbanos Criativos para a Competitividade"

Clique para entrarOlá a todos.

Reencaminho a seguinte mensagem de e-mail:

"Exmos. Senhores,


Temos o prazer de convidar V. Exas. para participar no Seminário Final do projecto “Cidades Inteligentes”, sob a designação “Espaços Urbanos Criativos para a Competitividade”, que irá ter lugar em Faro (Antiga Fábrica da Cerveja), nos próximos dias 18 e 19 de Outubro de 2007. No evento serão abordados casos internacionais e nacionais de “espaços urbanos criativos”, assim como o papel da criatividade e inovação na definição das políticas urbanas. Além do mais, o seminário contará com a presença do Senhor Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Professor João Ferrão, assim como de um representante da Comissão Europeia e do Banco Europeu de Investimento.
Junto enviamos programa do seminário, sendo que as inscrições on-line poderão ser efectuadas em
intelligentcities.net. Para qualquer esclarecimento adicional poderá ser contactada Fátima Franco (fátima.f@inteli.pt; Tel.: 21 711 22 10).

Com os nossos melhores cumprimentos,
Catarina Selada

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quinta-feira, outubro 04, 2007

Somos todos A N I M A I S...

Clique para domesticar O Homem, o pequeno urso e a gaivota...

Foto de Rogério Madeira, Setembro de 2007.

Regresso ao passado

Clique para regressar ao passadoFoto de César, Ilha das Flores - Açores
(Aldeia da Cuada)

No tempo em que a correria é constante e o telemóvel faz parte do nosso corpo, lugares como a Ilha das Flores são autênticos oásis onde podemos beber um pouco de calma.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Azonet - Açores no estudo das alterações climáticas

No passado dia 27 de Setembro do corrente ano, o docente do departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Paulo Fialho, em palestra integrada nas Jornadas sobre Mudança Global organizadas pelo Comité da Comunidade Nacional para a Mudança Global, demonstrou a importância da localização do arquipélago dos Açores para o estudo das alterações climáticas mundiais.


Com o titulo de “Azonet - AZores Observation NETwork. Porquê apostar num supersite em Portugal?”, Paulo Fialho chamou a atenção para a localização privilegiada do Arquipélago dos Açores no Atlântico Norte, localização que se assume de elevada importância no contexto mundial para a monitorização atmosférica, dando especial relevo ao potencial do topo da montanha do Pico para o estudo dos mecanismos de reacção química e transporte sobre a região do Atlântico Norte Central.


Montanha do Pico (Ilha do Pico - Açores)

Actualmente a rede de estações Azonet trabalha parceria com o Instituto de Meteorologia e é constituída por três estações localizadas na ilha Terceira e uma na montanha do Pico, que monitorizam a presença na atmosfera de dióxido de carbono, ozono, monóxido de carbono ou hidrocarbonetos, entre outros, a radiação solar e a meteorologia clássica.


"O objectivo destas estações é a monitorização dos constituintes da atmosfera em áreas remotas, nomeadamente o transporte de poluição intercontinental, por exemplo entre o continente americano e o europeu”, Paulo Fialho, em declarações ao DI.

Diário Insular|AZORESdigital


terça-feira, outubro 02, 2007

Vulcão dos Capelinhos - 50 Anos

No dia 27 de Setembro de 1957 iniciou-se uma erupção submarina no alinhamento tectónico-vulcânico de orientação WNW-ESE a 300 metros da Ponta do Capelinhos, freguesia do Capelo na costa Noroeste da Ilha do Faial (Açores) e que se iria prolongar até ao dia 24 de Outubro de 1958. Estávamos perante o nascimento do vulcão dos Capelinhos.

Clique para aumentarFig 1:Localização Vulcão dos Capelinhos

Os eventos vulcânicos iniciados 27 de Setembro de 1957 foram antecedidos por uma importante actividade sísmica registada entre os dias 16 e 27 de Setembro de 1957, registando-se centenas de sismos de intensidade sempre inferior a grau 5 na Escala de Mercalli.

A erupção vulcânica iniciou-se com a emissão de gases e explosões com projecção de piroclastos que viriam a diminuir as partir do dia 3 de Outubro dando lugar a violentas explosões onde eram expelidas bombas e cinzas vulcânicas com a ocorrência, em simultâneo, de derrames lávicos que iam escorrendo para o mar, formando a 10 de Outubro uma primeira ilha com cerca de 800 metros de diâmetro e 99 metros de altura a que se denominou de “Ilha Nova” e que viria a desaparecer no final desse mesmo mês.


Fig 2: Inicio erupção vulcão Capelinhos


No inicio de Novembro a actividade vulcânica ganhou novo fôlego com a formação de uma nova ilha que no dia 12 desse mesmo mês se ligou à Ilha do Faial por um istmo, havendo depois um progressivo aumento da actividade vulcânica até atingir o seu máximo na primeira quinzena de Dezembro. A partir dessa altura (16 de Dezembro) cessou a actividade explosiva iniciando-se a efusão de lava, verificando-se um aumento o tamanho da nova ilha até aos 2,5 km2 devido à erupção de materiais entre os meses de Maio e Outubro de 1958.

Durante e após a erupção vulcânica os Estados Unidos da América aprovaram legislação especial que permitiu a deslocação de milhares de residentes na ilha que almejavam fugir às condições extremas vividas nesta altura na ilha do Faial, ficando assim a ilha com uma população reduzida para cerca de metade dos seus efectivos que antes da erupção era de cerca de 30 000 pessoas.

Actualmente a área do vulcão dos Capelinhos, que era de 2,5 km2, está reduzida a cerca de 600 m2 devido à acção dos agentes erosivos onde se inclui a acção humana. A acção do vento, as ondas do mar, as visitas descontroladas e dragagem de areias são actualmente os principais factores que contribuem para a diminuição do vulcão dos Capelinhos, havendo mesmo o risco de num futuro próximo este voltar ao estado de ilhéu se não se tomarem as devidas precauções.


Fig 3: Vulcão dos Capelinhos

A zona dos vulcão dos Capelinhos é actualmente uma zona de paisagem protegida devido à sua importância geológica, pertence à Rede Natura 2000 e é um dos principais pontos turísticos dos Açores que deverá ser alvo de investimento público com a construção de um centro de interpretação.

No dia 27 de Setembro deste ano iniciaram-se as comemorações do 50º aniversário do Vulcão dos Capelinhos que se devem prolongar até ao Dia 24 de Outubro, período onde se deverão desenvolver cerca de uma centena de actividades que visam assinalar a efeméride nos Açores, Canadá e Estados Unidos.


CVARG - AçoresWikipédiaDiário Insular