quinta-feira, maio 31, 2007

É Proibido?

Hoje, de soslaio, assisti, não sem um sentir de repulsa, a uma reportagem no telejornal da RTP1, sobre a “geração 500 Euros”, do recibo verde e uma mão à frente e outra sabe-se lá onde. Malta licenciada, ou por aí, outra nem por isso, a estatelar-se na vida deste país adiado. Uns, recusavam mostrar a cara (o que é estranho neste mundo de reality show) com medo de represálias(?), já que se encontram em regime precário. Alguns eram funcionários do estado e temiam (apenas e só) abrir a boca para falar da sua situação. Porque será?

"A Nova Lei do Tabaco é uma espécie..."

Clique para apagar o cigarro

Por LEM.

quarta-feira, maio 30, 2007

Centro de Atenções

“Vila Real de Santo António – Centro de Atenções”
Concurso de Fotografia e Junho e Julho

«A Associação de Desenvolvimento da Baixa de Vila Real de Santo António (ADB-VRSA) organiza o I Concurso Internacional de Fotografia de Vila Real de Santo António, durante os meses de Junho e Julho de 2007.
Sob o tema “ Vila Real de Santo António – Centro de Atenções”, o concurso pretende atrair à cidade todos aqueles que se interessem por fotografia (nacionais e estrangeiros), despertando os olhares para as particularidades do centro urbano pombalino, um centro de características únicas.
Ao longo daqueles dois meses, os concorrentes podem fotografar livremente o centro da cidade, sem necessidade de inscrição prévia, e enviar os trabalhos, de acordo com o regulamento para a sede da ADB-VRSA.
Em Setembro terá lugar a entrega de prémios (estadias na hotelaria do concelho) e a exposição dos trabalhos, que decorrerá em vários locais e estabelecimentos dentro da área a fotografar.
A ADB-VRSA é uma associação recentemente constituída, na sequência de uma candidatura ao Programa URBCOM e tem como sócios fundadores a ACRAL, A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e a Associação GUADIREAL. Tem por missão promover a requalificação do centro urbano, tanto no que diz respeito ao espaço público, como no que se refere à estrutura económica privada.

Esta associação tem em preparação diversas acções, na sua maioria co-financiadas através da referida candidatura ao URBCOM, visando unir os agentes económicos, sociais, culturais e institucionais num esforço comum de requalificação do centro urbano e do reforço da sua competitividade, sob a imagem de marca já definida como “Centro de Atenções”.
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Associação de Desenvolvimento da Baixa de Vila Real de Santo António

R. Dr. António Passos, n º 76 8900 – 251 Vila Real de Santo António
Telf: 281511509
e-mail: adb_vrsa@hotmail.com

Metafísica e Ciência

Ah… a velha questão que tem servido para dividir as pessoas…
Qual a relação da metafísica (e, embora não seja necessariamente a mesma coisa, aqui incluo o fé e a crença) com a ciência? Há muitas, claro. A começar por aquela da Ciência sempre ter tentado descobrir a origem da Humanidade. Ou os limites do Universo. Essas são questões interessantes, sim, mas sobre as quais não me vou deter.

Eu costumo reparar nas lutas que durante os últimos 3 séculos têm sido travadas entre os apologistas e apoiantes da Ciência e os da Fé.

Daí decorre também um grande divórcio. Pois, como as concepções ontológicas da Natureza são distintas, apesar de aproximações, há terrenos que muitos não ousam pisar. Ou seja, nas questões de fé, os cientistas não querem (talvez bem) meter-se por aí e, em questões essenciais para a Igreja (Católica-Apostólica-Romana), sem as quais talvez alguns dos seus pilares saiam abalados, a Igreja não quer imiscuir-se no domínio da Ciência.

Mas há algures no meio um terreno difuso (que mania temos de ver as coisas a preto e branco! coitadinhos de nós se não vemos assim, que logo ficamos desorientados... mas sobre o maniqueísmo falaria noutra altura...) que envolve fé e razão (por assim dizer). Se não é fé (ou crença) a palavra certa inventem outra, mas está presente na base da investigação científica. E onde está então? É que nenhum cientista parte para uma experiência ou um estudo sem acreditar que dali possa extrair algo de importante para o conhecimento.

Por outro lado, e como a ciência está sempre a construir-se, porque mesmo com um conjunto de conhecimentos já alcançados por anos e anos de trabalho, a ciência não explica tudo. Não estou necessariamente a inclinar-me para o lado do cepticismo na razão. Estou sim a salvaguardar dois princípios por que costumo orientar o meu pensamento. E são eles:

1 - O da racionalidade limitada, segundo o qual toda a razão que possamos ter, decorre das limitações da nossa razão (não é só pleonasmo, se atendermos ao segundo factor, que é:) e do conhecimento de que dispomos (pois este está na base daquela);

2 - O princípio da precaução, prática comum pelos defensores e praticantes da ética. Segundo este princípio, se não sabemos o futuro, devemos precaver-nos, mudando o rumo se nos apercebemos já que não está a ser o melhor.


Ver com olhos de ver

Amplitude de resposta face à concentração de CO2 atmosférico.
Retirado do livro "Alterações Climáticas em Portugal - Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação - Projecto SIAM II", p. 27

Conclusão: a mim não me interessa que parte de alarmismo é que é para levar a sério e qual não é. Nós devemos, isso sim, agir. Acreditando que é melhor que nada fazer. Mesmo que saibamos que os resultados poderão ser uma miragem. Para cada um de nós, digo, devido à nossa curta duração.

(Caso não queira ter trabalho em ler a legenda acima, resume-se a isto: se atingirmos o máximo de emissões de CO2 - ou seja, a partir de então elas serão sempre decrescentes - nos próximos 100 anos, a temperatura continuará a subir, estabilizando-se apenas daqui a cerca de 160 anos. Serve para exemplificar a razão de ser deste artigo.)

terça-feira, maio 29, 2007

3.º Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima

Clique para aumentar"Abrir as portas ao público para que venha apreciar uma nova edição desta iniciativa ímpar em Portugal, é um facto de que nos orgulhamos e que se deve à perseverança de um número significativo de pessoas que se dedicam a este evento de alma e coração.Permitir a criação, anualmente, de onze novos jardins efémeros, com conceitos diferentes e com diversas formas de encarar a realidade dos jardins, é uma tarefa árdua e que carece de muito empenhamento e dedicação de concorrentes, organizadores, trabalhadores, patrocinadores…Há que destacar aqui alguns impulsos que nos levam a atingir os objectivos propostos. A enorme adesão do público que, no ano passado, ultrapassou o número de 70 000 visitantes durante os cinco meses do certame. A fantástica adesão de concorrentes com projectos diversos e variados, tendo, para este festival, sido apresentadas trinta propostas, das quais foram seleccionadas as onze previstas no regulamento.Aquando do lançamento do presente festival, encaramos o desafio da temática – O Lixo na Arte dos Jardins – com confiança, pois tínhamos a plena consciência que a adesão seria grande e a temática motivadora para inspirar conceitos de instalação e de criação inovadores e vanguardistas..."

É a política seus...

Já o havíamos abordado aqui, agora, finalmente, se reconhece o busílis da questão. O primeiro ministro afirmou " que ninguém seria penalizado por delito de opinião(!)" (não era um insulto?) e, ontem, António Vitorino observou eufemísticamente, que a reacção da directora geral da DREN foi "desproporcionada" classificando-a de "excesso de zelo", isto é, errada, para dizer o mínimo. Agora há que "arranjar a mão."É a política.

segunda-feira, maio 28, 2007

Viagem ao Mercado Média

Na TV, para além da vitória fabulosa do Verde, realce para uma entrevista a Helena Roseta, no programa da RTP2 “Diga Lá Excelência”que vai para o ar todos os Domingos. Nada como um político, que seja, ao mesmo tempo, morador e técnico na sua cidade. Estão lá os princípios:” há que trazer mais pessoas para viver dentro da cidade e não continuar a melhorar as entradas viárias na cidade”, já aqui se abordou a Teoria do buraco negro. Por outro lado, evidencie-se as palavras sábias de um arquitecto brasileiro (que foi prefeito de Coritiba) e aqui citado:”o túnel é maneira mais rápida de passar de um engarrafamento para outro”. Política à parte: seria benéfico Braga reflectir…

Dos jornais, coisas que passam ao lado: a região centro não se entende (e sentir-se-á?) como REGIÃO(?). As associações de turismo estão em “clima de guerra aberta”, informa-nos o Público de hoje; manifestamente o evitável se queremos sustentar o sustentável.
Em Arouca “projecta-se” (e bem!) o segundo geoparque português (o primeiro foi o Naturtejo Meseta Meridional, abrangendo os concelhos de Castelo Branco, Idanha, Proença-a–Nova, Vila Nova de Rodão e Nisa); apresenta um conceito dinâmico e vocacionado para as pessoas. Vão-se visitar a frecha da Mizarela, as minas de volfrâmio, fosseis marinhos, as aldeias tradicionais, passando pela doçaria e desportos etc. Para visitar de mochila…

Entretanto, o Norte de Portugal e a Galiza avançam, por exemplo, para a gestão integrada dos aeroportos e dos portos dos dois territórios (a 13 de Abril reuniram-se na cidade de Guimarães); discute-se o Plano Estratégico gerido pelo futuro Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, que virá a substituir o actual eixo Atlântico (ficará localizado no Centro tecnológico do Mar em Vigo); abordam-se parcerias, “cumplicidades”, enquadramentos e ordenamento territorial, abraçam-se culturas comuns. Projecta-se o futuro, dentro do possível. E, sim, também se discute a problemática da OTA no contexto desta Euroregião. Por acaso, alguém tem dado conta?...

Eventos

A Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU) realiza no próximo dia 29 de Maio, no Auditório do Centro Cultural Casapiano, um Seminário subordinado ao tema Gestão Inovadora de Projectos Urbanos.

Este Seminário, organizado em colaboração com a Associação EUROPAN Portugal e o Instituto Nacional de Habitação, insere-se na perspectiva da Política de Cidades recentemente anunciada e utiliza o exemplo dos projectos EUROPAN para sensibilizar os actores directos do desenvolvimento das nossas cidades para formas mais inovadoras de gestão e governação urbana e territorial.

O Seminário tem por destinatários primordiais os eleitos e os técnicos locais, mas também os técnicos particulares e os outros actores directos da transformação das nossas cidades (promotores imobiliários, gestores e mediadores, entidades financiadoras, entidades públicas sectoriais com intervenção territorial relevante), a quem os actuais desafios do desenvolvimento urbano exigem novas formas de actuação, e ainda os alunos e docentes das faculdades de arquitectura e engenharia.

No local do Seminário estará patente a exposição “EUROPAN – Implementações 1998-2007” com as obras premiadas nos concursos e realizadas em 7 cidades portuguesas.
Inscrições e informações em Inscrições e informações em
www.dgotdu.pt/gipu


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Seminário
"Grandes Projectos e Eventos em Frentes de Água"

Quarta-Feira, 30 de Maio 2007, 14h.00 - 17h.00
Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos - Rua General Gomes Araújo, Lisboa

A participação neste seminário é livre, mas limitada a 75 participantes.
A inscrição deve ser realizada mediante formulário disponibilizado no
aqui.

sábado, maio 26, 2007

Camelos...

Clique para aumentarLuís Afonso in Público 25-05-07

"Estudar? ou... não estudar?..."

Parabéns F.C.PORTO! Ah ah! Por LEM.

sexta-feira, maio 25, 2007

Alqueva: Que futuro?

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in Visão, n.º 729, 22.02.07, pp. 70-78.

Os bons:

"Sócrates, com imensa bondade, assegurou à Pátria a liberdade de expressão e o prof. Cavaco, do lugar etéreo onde subiu, espera que o "mal-entendido" (repito: o "mal-entendido") se esclareça. Não chega. Ninguém se lembraria, como ninguém de facto se lembrou, de acusar (ou de punir) alguém por uma graçola ou um "insulto" a outro primeiro-ministro. O crescente autoritarismo do poder e o extravagante culto da pessoa de Sócrates, que o Governo promove e alimenta, é que pouco a pouco criaram o clima em que se vive e que inspirou o "caso Charrua"

Vasco Pulido Valente, in Público

quinta-feira, maio 24, 2007

Os bons e...

O sr. Lino das obras públicas, já tinha dado a sua “graça” relativa à engenharia do chefe, numa conferência; todavia, esta graça ou piada foi das “boas”, em contraponto a outras, consideradas as “más”, jocosas e ofensivas. Feitios. Adiante. Ontem, em defesa da OTA e da localização desta, com urbanizações a caminho (bruxo!), apelidou a zona Sul (não lhe ocorrendo mais nada, tecnicamente falando), e algumas áreas alternativas à Ota, nomeadamente, Poceirão, Rio Frio e Faias de…DESERTO. Isto é, aquilo não interessa nem ao menino Jesus, sendo curiosamente, essas áreas ditas desertas (ou pouco atractivas e com pouco peso, de momento?) que, normalmente, são apetecíveis, como se verá no futuro, com mais obra e mais pontes. Mas para o efeito…

Isto há graças boas e graças más e terras boas e terras más (como os bons e os maus em Hollywood), conforme a perspectiva, claro. Ele há mandar e mandar, ir e ficar.
Hoje, obviamente, a polémica é considerada …artificial

quarta-feira, maio 23, 2007

Eles andam aí

É claro que andam! E ainda a OTA vai no adro...
Imagem com a cortesia Portugal dos Pequeninos

terça-feira, maio 22, 2007

Psicogeografia ou ...

Por onde vão passando, os meus olhos tentam ler / descortinar / interpretar / analisar / decifrar / descodificar o que a eles se mostra. Todos os objectos contêm história, razões de ser e de estar, porquê assim e não de outras maneiras...

A paisagem é constituída por criptossistemas que nos ensinam muito sobre o que há à nossa volta, no tempo e no espaço. E as cidades são fantásticas salas de aula. Se nos esforçarmos por ser alunos, claro. Somos todos professores e alunos.

A psicogeografia é o estudo dos efeitos do entorno no comportamento e sensações do indivíduo (definição aproximada da primeira, por
Ratzel, ou mais tarde, pelos Situacionistas). Partindo desta interessante ideia, julgo estabelecer - bem - a relação entre bem-estar, a atractividade sentidos por um transeunte num dado espaço e os elementos que nele se manifestam.

Uma vez aludi um pouco a este assunto (ver
aqui) e penso que o meu interesse se vai renovando à medida que vou flanando por ruas já familiares e outras não tanto, ou de todo.

Pensemos no seguinte exemplo (e logo demonstrarei aonde pretendo chegar):
Um lugar de passagem (ou
Não-lugar, segundo Augé) numa rua pedestre num espaço degradado (A) e uma vivenda de luxo (B). Atentemos estas duas "entidades" quanto às cores (outros factores sensíveis podem ser analisados, claro. Por exemplo, o som é também muito elucidativo para a leitura da paisagem...):

A apresenta-nos algum lixo no chão, papel de parede com anúncios publicitários, casas abandonadas, pombas e os seus nunca remunerados serviços de pintura minimalista (olhem, em Braga há exemplos de sobra...), etc.
B apresenta-nos, se preciso for, com um jardim com relvado e piscina, talvez um campo de ténis, rodeado (o jardim) por uma fronteira arbórea (cedros, normal e pobremente). A casa pode ser de tons pastel, uma porta vermelha ou castanha, etc.

Assim imaginado (penso que ambos os casos se verificam por aí) reparemos no contraste de cores:
Para o espaço A (e se for em Braga) temos muitas cores, fragmentadas, numa miscelânia repulsiva ou indiferente (na publicidade), sob um pano geral acinzentado (granito) e esverdeado (casas a servir de moradia às pombas).
No espaço B, espaço - repete-se - de estar, as cores vivas dos elementos naturais (no jardim), mistos (água da piscina ou campo de ténis) dão outro ar à coisa. E a quem por lá esteja.

Não em jeito de conclusão, pois essas são sempre insatisfatórias, apetece-me dizer algo que soará como a velha "lógica da batata": espaços degradados tendem a causar sensação de repulsa. Daí serem, muitas vezes, não-lugares. Em relação aos outros, e como temos de nos sentir bem onde moramos, evitamos ao máximo que se tornem naqueles. Salvo se formos pombas.
Também a economia (isto também não é novo) produz espaços diversos e, por consequência, sensações distintas.

Enfim, Psicogeografia ou psicose de ver Geografia em todo o lado?
Mas afinal o que não é a Geografia?

segunda-feira, maio 21, 2007

Seminário: Energias renováveis e a eficiência energética

Terça, 29 de Maio de 2007 às 09:30

No âmbito das comemorações do Dia Mundial de Energia será realizado, no dia 29 de Maio de 2007, no Hotel Vila Galé de Tavira, um seminário sobre a temática das energias renováveis e a eficiência energética. Durante o mesmo dia e, no mesmo local, também estará patente uma exposição de brinquedos e fornos solares, modelos de aerogeradores e de painéis solares térmicos. A organização do evento é da Câmara Municipal de Tavira e do Centro Ciência Viva de Tavira.

domingo, maio 20, 2007

Vergonha!

Em Portugal(!) um professor de Inglês, funcionário da Direcção Regional de Educação do Norte, foi SUSPENSO por ter feito um comentário "jocoso", uma graça, sobre a licenciatura de José Sócrates. Soube-o (apenas) pelos jornais. Trata-se da primeira vez, penso eu, desde o 25 de Abril, que alguém é condenado desta forma. Crime político!?
Já não bastava a promoção de um clima de denúncia na função pública e a propaganda. VERGONHA!

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sexta-feira, maio 18, 2007

"Movimento Algarve Solidário"

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(reutilização de um conceito para uma causa nobre)

Por LEM.

quinta-feira, maio 17, 2007

O que não é Geografia será...

Clique para sonhar longe do alcance de qualquer pensamento/interpretação geográficaAcho que não podíamos arranjar pergunta mais complexa, e numa resposta imediata diria que Geografia é tudo e não é nada ao mesmo tempo. É tudo, se pensarmos de mente aberta e se relacionarmos tudo com a Geografia. É nada, se não pensarmos...

Para começar digo que é mais fácil responder à pergunta “O que é Geografia?”, e apoiando-me na definição básica (mas verdadeira) do dicionário, “Geografia é o estudo dos fenómenos físicos, biológicos e humanos localizados na superfície terrestre.” De acordo com esta definição diria que o que não é geografia encontra-se "fora" da superfície terrestre, ou seja, os astros, as estrelas, etc. (etc. porque não quero alongar-me numa coisa que não estou à vontade), descaindo para o que é Astronomia. No entanto, tudo isto também tem uma dimensão espacial e natural, que são preocupações fundamentais da geografia desde a sua origem. Logo, será também Geografia?

Um ano atrás assisti a um congresso com o tema: “Para que serve a Arquitectura?”. Durante dois dias ouvi respostas variadas: umas lógicas, outras contraditórias, umas imediatas, outras pensadas e, em muitos casos, só podemos responder após compilarmos todas elas. Para responder para que serve, foi necessário perceber o que é Arquitectura. O mesmo acontece aqui, para sabermos o que não é, temos de saber o que é. E será que sabemos o que é? Eu diria que não! A resposta usual é: “Geografia são os continentes e oceanos, os países e regiões, as cidades e vilas, os rios e ribeiros.” Não está errado, mas será só isso?

Não quero afirmar que tudo é Geografia porque, o que diria o Economista? Defenderia com certeza que tudo na vida é Economia. Afinal o que não é Economia? O que somos com e sem Economia?

Muito do que acontece no mundo ultrapassa-nos, é transcendente e não há forma de nenhum Geógrafo saber expressar-se ou saber o que se passou, logo, tudo isso será Geografia? Há coisas fora de alcance, livres da interpretação do Geógrafo. A fé e os sentimentos serão Geografia? Será a Geografia algo inexplicável?

O Vidal falou no sentido de lugar, algo que nos remete para a Geografia, mas será a Geografia capaz de perceber o porquê desse sentido/pertença de lugar sem se auxiliar à dimensão espacial? Há pessoas que vivem anos e anos numa terra, com centenas de “estórias” e vivências e não têm qualquer sentido de pertença de lugar, porque quando morrerem desejam ser enterrados ao lado da mãe ou do esposo numa terra longínqua. O mais importante para eles é afectividade com pessoas e não com lugares (remete-nos para a Geografia Humana, mas não propriamente). Tenho um tio emigrado na França desde os 15 anos, está na idade da reforma e diz ele que quer ser enterrado em Marrocos. Que sentido faz uma coisa destas? Que vivências e estórias tem ele de Marrocos? Nenhumas! Apenas se encontra lá sepultada a sua falecida esposa. Talvez o meu tio veja nela uma sobreposição de signos, vivências e de “estórias” comuns entre eles, mas num sentido mais profundo, como explica a Geografia uma coisa destas? A Geografia consegue interpretar sentimentos, opções ou atitudes? Talvez consiga interpretar as suas consequências de acordo com a análise da sua origem... mas de que forma o Geógrafo consegue “sentir o que os outros sentem”?

Para mim o que não é Geografia será sempre aquilo que eu quero que não seja Geografia. Os meus sentimentos, pensamentos e os meus sonhos podem tornar-se Geografia, mas também podem não o ser, se eu quiser, se eu não os partilhar...

Respiro, vivo e sinto Geografia, mas também respiro, vivo e sinto o que nunca chegará a ser Geografia...

quarta-feira, maio 16, 2007

TERTÚLIA: Mas Afinal O Que Não É...


Há uns tempos recebi via E-mail um vídeo, onde se discutia (muito fashion) o aquecimento global. O geógrafo físico (ele prefere assim) que enviou o mail, insurgia-se contra a expressão "aquecimento global" afirmando que os geógrafos sabem não se tratar de aquecimento mas de "variações climáticas" (que não são de hoje). No fim remata com a previsão, a prazo, de um "fresquinho duma glaciação" futura…

O tal "que não são de hoje" recordou-me um artigo lido numa revista, em que um sociólogo/pensador/professor, referia que os ditos fenómenos de "aquecimento global" surgiram ou acentuaram-se com, e depois da revolução industrial. Disse "direito" mas por linhas tortas: As alterações climáticas não são, de facto, de hoje, evidenciaram-se com o sedentarismo do homem, a agricultura, as queimadas…as primeiras cidades, e aceleraram freneticamente, com a INDUSTRIALIZAÇÂO do séc XVIII, XIX (os geógrafos preferem assim). Essa nova ordem industrial, social, económica, mundial, tecnológica, migratória, deslocalizada ou concentrada, esse novo sistema-mundo (hoje Globalização), foi e é, estudado, teorizado, interpretado, criticado, (e muitas vezes complicado) por Geógrafos. Geografia Humana, física, industrial, económica, demografia, mais recentemente Geo da percepção, saúde, localização de actividades…etc.

A guerra-fria ou a "quente"não vive sem o geógrafo, assumindo este muitas vezes um papel ingrato e condicionador. Que seria hoje do planeamento, da planificação estratégica, sem os manuais e os ensinamentos (tácticos e estratégicos) da guerra? A própria CIA guarda um lugar de honra (honorário) ao geógrafo, pelo seu papel no passado e importância no presente e futuro.

Que dizer das cidades, como as perceber, senão interpretando o território como um todo? E os centros históricos, enclaves de gentrificação, eventos, turismo, condenados à SIMULAÇÃO de si próprios e despovoados; ou centros simbólicos, sim, mas também sociais, comerciais e dinâmicos?

No microcosmos de uma rua do centro, tantas histórias para contar. O sentido de lugar, as mudanças temporais e físicas. A sobreposição de espaços, dimensão abstracta (espacialidade) resultante da sobreposição de signos, vivências, estórias… Neste particular a rua assume várias personalidades: noite-dia; semana/fim-de-semana; espaço de vivência/centro turístico…

Mas afinal o que não é GEOGRAFIA?...

Este espaço é de e para todos. Podem e devem comentar. Os comentários pertinentes e audazes, habilitam-se (quem sabe?) a aparecer como artigos da tertúlia.Tentem!

terça-feira, maio 15, 2007

"A Guerra dos Mapas"

Clique para lerClique para ler
Diário de Notícias, 13.05.07, pp. 33-33.

Até dá pena...

O espaço verde(!) possível, na cidade de Braga.

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Alguns responsáveis políticos, sem rir, falam-nos de espaços verdes, parques e ambiente...em Braga também. E sem rir.

segunda-feira, maio 14, 2007

Disfunções

Clique para aumentarRua Camões (junto à estação da Trindade) - Porto, Abril de 2007
Ligação no GEOramio

Como interpretar o que a imagem nos mostra?

Não querendo condicionar essa mesma interpretação, que é de cada um, apenas ressalto o que está bem à vista: um prédio, abandonado e degradado, comparativamente subdimensionado, entalado entre dois outros que vão gozando de "boa saúde funcional".

Perguntas:

Será necessário que isto aconteça? (Mesmo que seja tão habitual nas nossas urbes...)
Será que fenómenos como estes decorrem simplesmente da incrível e milagrosa mão invisível?
Quem fica a perder com isto?
Alguém está a ganhar com isto?

Venham mais perguntas. A isso vos convidamos, enquanto disfrutais deste sintoma da insustentabilidade. No caso, no meio urbano.

"O Plano Verde do Concelho de Lisboa"

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In Arquitectura & Vida, Abril de 2007, pp. 76-81

domingo, maio 13, 2007

Criatividade e Miolos

Podia ser uma frase GEORDEN mas...

Clique para aumentaré apenas uma "porta" para um atelier/loja de design e criatividade, situado no centro de Braga, numa perpendicular à Avenida Central. Novos tempos, novos centros. Entre.

"Negligência adulta"

Clique para enfardar Por LEM.

sábado, maio 12, 2007

VI Triatlo Sprint Cidade de Quarteira Carlos Gravata

Vê este e muitos mais na Videoteca Georden
www.youtube.com/ageorden

Cidades Inovadoras e Competitivas para o Desenvolvimento Sustentável

Cidades, Conhecimento e Desenvolvimento Regional e Revitalização Urbana Criativa para a Competitividade são os principais temas de debate no workshop que se realiza, no próximo dia 15 de Maio, no anfiteatro 1B da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, no Campus de Gambelas em Faro.

A abertura dos trabalhos, conduzida pelo Prof. Doutor João Guerreiro, Reitor da Universidade do Algarve, e pelo Prof. Doutor João Gata, Director-Geral do Departamento de Prospectiva e Planeamento e Relações Internacionais do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (DPP), conta ainda com a intervenção do Dr. Alain Derevier, Conselheiro-Adjunto para a Ciência e a Tecnologia da Embaixada de França.

Dos painéis de discussão, moderados pelo Prof. Doutor Adriano Pimpão (Faculdade de Economia da UALG) e pela Dr.ª Catarina Selada (INTELI), fazem parte o Prof. Doutor João Guerreiro, Reitor da Universidade do Algarve, e o Dr. José Apolinário, Presidente da Câmara Municipal de Faro, entre outros.

Ver programa
aqui

sexta-feira, maio 11, 2007

Georden no mapmyname.com

Mais um dia

Um dos princípios de Camus era o de que devemos lutar contra a morte e todas as formas em que ela possa manifestar-se, como o ódio ou a doença.

Se uma actividade económica ou produtiva é destruidora...
ACABEMOS COM ELA!

Adaptemo-nos.

O paradigma mudou.

Não vejo como não temos pejo em comprar artigos em cujo processo produtivo (para não falar noutros aspectos, como o transporte ou o destino pós-uso) provoca "acidentes" que nos espantam a boca e nos fazem dizer: "*abrões!"

Se não podemos mudar, então questionemo-nos sobre a liberdade.
Isto, a propósito de mais uma descarga poluente em mais um ribeiro dos milagres, o Alviela.

quinta-feira, maio 10, 2007

Não Venhas Tarde

Finalmente os políticos que gerem os nossos municípios (ou será apenas no âmbito do GAMM?) e "gerem" as nossas generosas contribuições, dicidiram comunicar entre si. Normalmente competem. Normalmente não se entendem, mesmo dentro da "cor" politico-partidária. A Grande Área Metropolitana do Minho (GAMM) vai lançar o projecto "Minho de Eventos", que pretende valorizar os certames locais que tradicionalmente se realizam no território. JN

Aos eventos deveriam seguir-se a gestão de equipamentos (culturais, sociais e saúde,p.e), estabelecimento de sinergias com Universidades, economias de escala na indústria, apresentação de projectos ao poder central em sintonia (e em conjunto)... Enfim, um plano definido, a médio prazo, dentro do razoável, para a região.Temo, todavia, que se fiquem pelos "EVENTOS", nisso são todos muito parecidos.

Mais sobre a notícia do JN AQUI.

"Nacionalismo Embalado"

Clique para comprar o que pode

"Sabemos que a Economia Portuguesa anda pelas vielas da amargura, mas pior que tudo isto é ver certos empresários, já com algum desespero e que unidos vislumbram enriquecer à custa dos mais distraídos. Desculpam-se eles, que procuram a afirmação internacional dos seus produtos a todo e qualquer custo. Até aqui era legítimo, mas pior é que agora procuram ao mesmo tempo condicionar a nossa vontade política e fazem apelos moderados, até ver, ao nosso Patriotismo / Nacionalismo.
Nesta economia global à lugar para todos. Tenham calma e respeitem quem produz e consome neste Planeta!"

cartoon: LEM (cartoonista português)
texto: João Borges (empresário português)

quarta-feira, maio 09, 2007

Os Miseráveis

Clique para aumentarCom ou sem propaganda, com ou sem paliativos, a verdade (e os políticos babam-se por números),vem ao de cima, sempre. A ilusão essa, pode prevalecer. Lia-se ontem no Público e passo a citar:
O poder de compra dos trabalhadores por conta de outrem registou em Portugal, durante o ano passado, a maior descida dos últimos 22 anos, calcula a Comissão Europeia. De acordo com o relatório semestral ontem divulgado, os salários reais portugueses caíram 0,9 por cento. Isto significa que os aumentos salariais foram superados pela evolução dos preços. É necessário recuar ao ano de 1984 para encontrar uma evolução mais negativa.
Público 8 de Maio

Sustentar o insustentável??

Policromia Urban Design

Parede para grafitar"A Policromia é resumidamente um grupo de seis elementos, que trabalham em conjunto para se satisfazerem artísticamente, e também para satisfazerem alguns clientes aquando do seu gosto por esta arte. Criamos, personalizamos, decoramos e custumizamos espaços, roupa e tudo mais...É de salientar que não apoiamos o vandalismo (que tanto se ouve falar em volta do graffiti), não somos criminosos, nem muito menos estragamos património público e/ou privado.Tentamos sim, promover o lado positivo de uma arte que tanto é repugnada pela sociedade."

Quando decidi escrever sobre arte/pintura urbana desconhecia por completo este projecto de 6 jovens, o Policromia. Foi com surpresa que descobri o espaço cibernético deles, através do destaque que deram ao filme da Georden (Graffitis: Vandalismo artístico ou Arte marginalizada?) no www.policromia.org (já se encontra linkado com o Georden no separador "Urbanismo")

À Policromia um muito obrigado por sustentarem o sustentável naquilo que mais gostam. Nós, por cá, continuamos a fazer o mesmo...

Saudações geográficas,
Rogermad

Sociedade e Território - convite

A revista Sociedade e Território vem convidar todos os interessados para a sessão de lançamento do seu último número:
PNPOT, Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território.

O PNPOT encontra-se na fase final de aprovação pela Assembleia da República. No decorrer do período da sua discussão pública criou-se uma dinâmica de debate que abrangeu diversas audiências em todo o território nacional.

É, no entanto, crucial que esta dinâmica se mantenha depois da aprovação do Programa. A pertinência desta sessão de debate, a propósito de um número da revista Sociedade e Território dedicado ao PNPOT, não reside apenas na sua componente informativa. Há todo um processo que levou à criação e à elaboração do PNPOT que, não transparecendo completamente no documento, é revelador de uma enorme dinâmica processual que interessa compreender pela inovação que revela e implica nos procedimentos de planeamento em Portugal.

Adicionalmente, e subjacente a esta discussão, está a mudança que o PNPOT promove na forma de pensar o território nacional e, acima de tudo, a reacção que os múltiplos agentes que nele actuam terão face a este incentivo de mudança.


Mesa Redonda:

Professor Jorge Gaspar

Arq.º Fernando Gonçalves

Eng.º Fonseca Ferreira

Professor Francisco Cordovil.
Moderador: Rui Cardoso, Expresso
Com a presença do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Professor João Ferrão.

Local: Fundação Cidade Lisboa, Campo Grande, n.º 380, 1070- 097 Lisboa,
Data: 9 de Maio 2007, 4ª-Feira, 18:30
Nota: Capacidade da sala limitada, pelo que se agradece confirmação de presença para o endereço sociedade.territorio@gmail.com

Difundido via imeil

terça-feira, maio 08, 2007

"Norte: a crise nunca bateu tão fundo"

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in Jornal de Notícias, 02.05.07, pp. 1-8.

Um Convite Para Passeio e Um Livro Sobre Uma Viagem

Vai ter lugar nos próximos dias 18 e 19 na Moita, uma conferência nacional sobre política dos solos e mais-valias urbanísticas. Trata-se de uma iniciativa do movimento cívico Moradores e Proprietários da Várzea da Moita, e o local escolhido do encontro é a Sociedade Filarmónica Estrela Moitense. Já está confirmada a presença de inúmeros docentes universitários, investigadores, urbanistas, geógrafos, entre outros. Por outro lado estarão também presentes técnicos camarários, políticos (deputados e autarcas, de várias colorações), o provedor de justiça, ambientalistas e numerosos activistas locais. Só assim (e mesmo assim?) se pode aguardar algum “sumo” no final. A iniciativa apresenta uma dinâmica de realçar e conta com um blog que aqui deixamos para “saborear” melhor. http://moita19maio2007.blogspot.com/. É de aparecer.

Está a sair para os escaparates cá na terrinha, um livro do filósofo/jornalista/viajante “Arty”, Bernard-Henri Lévy, ou melhor, BHL, como ele gosta de ser chamado. Esteve por aí três dias, em bom hotel, disponível para a imprensa. O livro chama-se “American Vertigo” (Edições Asa) e resulta de uma viagem que realizou em 2004, maioritariamente de automóvel pelos E.U.A (de“lés-a-lés”), Este-Oeste, Norte-Sul, sem imposição de horários e rotas, a convite da revista “Atlantic Monthly”. O resultado está em livro. Gostei do aperitivo das entrevistas (ao Ípsilon-suplemento do Público de 4 Maio e à RTP2). Para abafar ideias “feitas” e a mania que se sabe porque sim.
Mais sobre o livro AQUI e AQUI (a perspectiva Americana).

segunda-feira, maio 07, 2007

A Roda que Gira por si Mesma

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Trandeiras, Braga - Maio de 2007

Ah, pois é: aí vem a época em que costuma haver as festas do fogo solto. Festas mais comuns no norte que no sul do país, diga-se. Factores históricos, sociais e económicos... blá, blá, blá... E já agora, "diz que" factores naturais também andem aí metidos. Talvez...

Os bombeiros? São voluntários. Os incendiários também. Desde que lhes paguem, claro. Ou se forem os próprios a apanhar as canas.

A montagem com as duas fotos que acima se vêem põe, lado a lado, duas paisagens distintas de um mesmo monte. Sendo que uma foi captada a poucos metros da outra.

Pistas para ler as paisagens:

1 - A da direita mostra uma zona de carvalhos e sobreiros; o chão está atapetado de ervas. A sombra e a temperatura são agradáveis. Espaços como estes estão associados a uma maior humidade relativa. E - pista não menos importante - não foi atingida pelo fogo posto do ano passado. Desconhecemos se por capricho do fogo ou escrúpulo dos incendiários.

2 - A da esquerda mostra-nos uma das partes afectadas. O chão está desprotegido, o que, com a chuva, facilita a erosão hídrica e a perda daquilo que nos sustenta: o solo. Há eucaliptos a proliferar, galinha dos ovos de ouro de alguns e desgraça de todos. Óbvio que,

se arderam e caíram,

ou se arderam e só os ramos ficaram,

ou se arderam ou cortaram,

ou se arderam e cortaram,

ou se queimaram para cortar,

não há sombra e o sol bate com a força que tiver.

Floresta? Quando temos áreas razoáveis com mais que duas espécies arborícolas, aí sim temos floresta. A presença de acácias em Portugal é sintoma de desordenamento, de desmazelo e desrespeito pelo ambiente, de interesses económicos que dão milhões a meia-dúzia de empresários, de falta de uma estratégia para o mundo rural (seja ela qual for), que pauperiza as populações e as "empurra" para ganhos com essa cultura. Além disto, num país mediterrânico, acácias significam - coisa que poucos preocupa, porque somos mal educados - poluição biológica.

Será que há uma relação entre as espécies e as áreas ardidas, ou com propensão para arder? (Os estudos de engenheiros florestais e os biólogos di-lo-ão. Eu, por mim, assisti a um incêndio que se deparou com dificuldades em tragar um sobreiro).

E, depois, será que há uma relação entre as áreas ardidas e novos rebentos (de árvores e/ou de cimento e betão) ? (Obrigado, governo socrático que já não impede que se construa durante um período de 10 anos após o sinistro).

Em suma, incêndios semeam mais incêndios. Entre um incêndio e o seguinte, ao contrário do que os nossos irmãos galegos começaram logo a fazer após a conspiração do ano passado, os montes aguardam a sua vez.

Está descoberta a roda! E gira! E gira, e gira, e gira...

Até ver.

Até deixar de haver.

Até nos começarmos a mexer.

domingo, maio 06, 2007

Retrato Musical de Portugal

Clica para verE se todos pudéssemos contribuir, de forma simples, para conhecermos melhor o que por cá foi havendo, dentro ou fora das garagens, ou das escolas de música?

Agora, convido-vos a visitardes o renovado blogue que dá pelo nome de
Mostrai-vos.

É simples, e podemos todos contribuir. E porquê isto aqui, num blogue sobre Geografia? (Ainda havemos de discutir e sustentar o que é a Geografia...)
Pretende-se recolher informações ditas "caras" em ciências sociais, nas quais, obviamente, a Geografia se inlcui. (Também, claro.) As informações dizem respeito ao tempo e ao espaço. Sem essas duas componentes, qualquer leitura se torna desprovida de sentido.

Será que chega para aguçar o apetite?
Lêde mais
aqui.

sábado, maio 05, 2007

Conferências e outros eventos

Ora, a comunidade científica e associativa não pára. Seguem-se alguns eventos num horizonte próximo:

8 de Maio
EXPOSIÇÃO DOS 10 ANOS da Geografia e Planeamento na Universidade do Minho

Inauguração do Laboratório de S.I.G.
Anfiteatro C2.36 (Campus de Azurém)
(Entrada Livre)

Contactos:
Universidade do Minho - Departamento de Geografia - Campus de Azurém 4810-058 Guimarães
Tel. 253 510 560/ Fax. 253 510 569 - E-mail:
sec@geografia.uminho.pt / geoplanum@hotmail.com


11 de Maio – 14h30

Seminário: “O Estuário como elemento de promoção territorial.”
Fundação Cidade Lisboa

O Estuário do Tejo é um elemento estratégico de identidade regional e simultaneamente eixo de desenvolvimento e de dinamização económica da região.
Referência fundamental na paisagem da Área Metropolitana de Lisboa, o Estuário do Tejo é um importante meio de promoção territorial e de desenvolvimento de actividades ligadas ao rio
Reflectir sobre as potencialidades do Estuário do Tejo é o objecto do Seminário a desenvolver pela Área Metropolitana de Lisboa no dia 11 de Maio de 2007 na Fundação Cidade Lisboa.
Esta iniciativa ocorre no âmbito da Reunião do Bureau Político da Rede Les Esturiales, uma rede Europeia de cidades com estuário, possibilitando a troca de experiências e conhecimento de outras realidades urbanas.


Participação gratuita mediante inscrição prévia através da página
www.aml.pt


23 de Maio
I International Meeting in Cultural Geography
Universidade do Minho, Guimarães.

A entrada é livre mas sujeita a inscrição prévia. Podem obter informações em
http://www.geografia.uminho.pt/cult-g.htm.


25 de Maio

Seminário "Património Paisagístico do Vale do Lima"
Auditório Municipal de Ponte de Lima

O Município de Ponte de Lima e a ADRIL estão a organizar o Seminário "Património Paisagístico do Vale do Lima" que se assume como um espaço de discussão crítica e científica para as grandes questões do património e da paisagem do Vale do Lima e, quiçá, o despertar de sensibilidades para as grandes questões da terra.
Este Seminário irá realizar-se no dia 25 de Maio, no Auditório Municipal.
Os interessados deverão enviar a sua inscrição (gratuita) até ao dia18 de Maio, para os seguintes contactos:


Município de Ponte de Lima
Praça da República 4990 – 062 Ponte de Lima
Telefone: 258 900 400 – ext 423
Fax: 258 900 424
terraricadahumanidade@cm-pontedelima.pt

Geografias Musicais ou o País Pimba

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.Estão em todo o lado. São aceites "democraticamente" ou será "amorosamente"? Os pimbas estão em todo o lado: rádio, TV, TV, TV, jornais, revistas, selos, autocolantes; de Norte a Sul, Este, Oeste, na praia, no jardim, na moda(?), no cão, no gato, na secretária, na GRANDE ENTREVISTA.. Clique para aumentarNo centro comercial, na central de camionagem, no cinema e no baile da paróquia, na política e nas festas e romarias. É polular. É o planeta alegria.
Não terá sido (embora camuflado) sempre assim?...

sexta-feira, maio 04, 2007

Cidade de Utrecht

Vê este e muitos mais na Videoteca Georden
www.youtube.com/ageorden

quinta-feira, maio 03, 2007

Mapas e História

O assentamento (o sítio) de Braga remontará ao período neolítico. Existem indícios de aglomerados populacionais (cividade) desde a idade do bronze. Muito depois a Cidade Romana (BRACARA AUGUSTA), foi uma das mais importantes da Península e capital da GALLAECIA. Este marcante período de tempo (II a.C. III, IV d.C.), foi interrompido pelas invasões vindas do Norte. Os Suevos instalaram aqui a sua Capital, cujo território iria praticamente até ao rio Tejo. A sua influência foi decisiva para Braga e o futuro território português.

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Mapa Medieval de Braga
No séc XI, a cidade reorganiza-se, o mesmo acontecendo com a região a que hoje chamamos Norte de Portugal. É por esta altura que se inicia a construção da (Episcopado de Dom Pedro, 1070-1093) e da muralha primitiva envolvente. Será em torno da Sé que a cidade cresce e se “identifica”, sendo que o seu desenvolvimento se dá no perímetro muralhado, como se pode observar (e imaginar) pela imagem. A “luz divina”, desde muito cedo, influencia e condiciona a organização e o quotidiano da cidade e das suas gentes; ao contrário de outras cidades, onde a organização e estrutura são de cariz mais político-militar ou mercantil. Em 1112, D. Henrique de Borgonha (e sua mulher Dona Teresa) doam a cidade aos Arcebispos, assumindo esta, importância Ibérica. Ainda hoje é, e de muitas formas, a cidade dos Arcebispos.
No reinado de Dom Dinis a torre de menagem é construída e requalificada a muralha.

"Os Riscos do Progresso"

Clique para apanhar choque

Por LEM.

quarta-feira, maio 02, 2007

"A mansão dos Pimpão", de Miguelanxo Prado

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A Mansão dos Pimpão
Miguelanxo Prado

Tradução: Maria José Magalhães Pereira
Edição: 2006
Editora: Edições Asa

Um dia a família Pimpão que vivia na cidade recebeu de herança uma mansão de sonho. Uma mansão na aldeia, com um enorme terreno no qual atravessava um rio. Em pouco tempo esse sonho tornar-se-ia um verdadeiro pesadelo para essa família que sonhava sair da cidade para ir viver na aldeia. A mansão, afinal, não era digna desse nome, ela encontrava-se em ruínas, o terreno pouco valorizado e o rio estava seco. E tudo começa assim...

Na tentativa de arranjarem uma solução para mudarem de vida e fazerem um bom negócio, passam por um conjunto de situações absurdas mas reais. Nas conversas com vizinho, presidente de câmara, construtor civil e geógrafo, o casal Pimpão vê as suas ambições irem por água abaixo. Ao não poderem construir, são obrigados a venderem o terreno herdado abaixo do valor real.

Acabam por fazer um bom negócio para o construtor e presidente da câmara que souberam jogar o jogo que sempre jogaram, o da corrupção imobiliária. Desde logo o presidente classificou o terreno como urbano e num ápice o construtor tratou de erguer mais uma urbanização. Nem mesmo o Castro Celta se salvou, as pedras serviriam para fazer algures um muro.

A família Pimpão passa pelo mundo da exploração, da ilegalidade e da corrupção sem se aperceber. No final com o dinheiro ganho acabam por comprar um novo apartamento na cidade e foram passar férias para um destino turístico balnear de massas. Hoje, são felizes...

Os inocentes são sempre felizes...

A história desenrola-se na Galiza, mas é um exemplo real na sociedade portuguesa. Esta é a minha sugestão de leitura para o mês de Maio: Uma obra bem animada mas, ao mesmo tempo, realista e crítica.

Apresento-vos os personagens para sentirem-se tentados a ler a obra:


Clique para conhecer
Clique para corromper Clique para contratar
Clique para aconselhar Clique para Sustentar o Sustentável

Boas leituras geográficas.

Envie a sua sugestão de leitura para
georden@gmail.com que posteriormente publicaremos neste mesmo espaço.

terça-feira, maio 01, 2007

Pesadelos e Maravilhas de Braga

A ASPA (Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural), promove durante o mês de Maio uma Eleição (mais uma), sobre as Maravilhas e os…Pesadelos da cidade de Braga. O Geógrafo Miguel Bandeira revelou, no lançamento da iniciativa que: Esta é uma das formas, se calhar mais popular, que a Aspa encontrou para promover um debate sobre o estado do património do concelho e, ao mesmo tempo, para divulgar esse mesmo património junto dos bracarenses. JN
Pode ler mais sobre a iniciativa no JN de hoje AQUI.

Algumas das Candidatas a maravilhas:
Mosteiro de Tibães, o Bom Jesus, a Sé Catedral ou as Sete Fontes, Palácios do Raio e dos Biscainhos, Termas Romanas da Cividade, Câmara de Braga, estádios 1.º de Maio e Municipal…

A pesadelo:
Campo da Vinha, Sameiro, Largo dos Penedos, Campus de Gualtar, centros comerciais Santa Cruz e Galécia, novo Theatro Circo e a estátua Santos da Cunha, são alguns dos que figuram como pesadelos. Mas há mais.

Para mais informações e como participar pode consultar o Site da ASPA AQUI.

Participe, quanto mais não seja para (re)lançar o debate nesta cidade adormecida e cada vez mais "afeiada", em todos os sentidos...