quarta-feira, setembro 30, 2009

Trabalho de geólogo da UTAD homenageado em Arouca

Artur Sá com uma trilobite gigante
Artur Sá com uma trilobite gigante
A Câmara Municipal de Arouca atribuiu a Medalha de Honra a Artur Abreu Sá, geólogo e docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e um dos mentores do Arouca European Geopark, integrado na Rede Europeia de Geoparques da Unesco.

O projecto, gerido pela Associação Geoparque Arouca (AGA), que é presidida por Campelo de Sousa, tendo como coordenador executivo o economista António Carlos Duarte, ex-aluno da UTAD, foi idealizado e implementado por Artur Sá, a quem cabe a coordenação científica.


Este especialista tem vindo, há anos, a dirigir trabalhos louváveis em Arouca em torno de um conjunto importante de espécies de natureza única, tais como as designadas “Pedras Parideiras da Castanheira” ou as “Trilobites gigantes de Canelas”.

O Geoparque de Arouca é composto por área de 327 quilómetros quadrados, onde estão inventariados 41 geo-sítios, de rara qualidade no mundo interior e com elevado interesse educacional e paisagístico, onde se destaca, para além das chamadas pedras parideiras, fosseis marinhos com 480 milhões de anos, a cascata da Mizarela, aldeias tradicionais, etc. Trata-se de um verdadeiro livro aberto da história da Terra.

Via CiênciaHoje

terça-feira, setembro 29, 2009

Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna

Portaria n.º 1112/2009. D.R. n.º 188, Série I de 2009-09-28

Ministérios do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas

Cria a Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna

segunda-feira, setembro 28, 2009

A Maninfestação


Eu, nos cartazes que marcam, para em frente do Palácio de Belém, um encontro entre o sr. Presidente da República e a maioria silenciosa, só adianto dúvidas a dois pontos.
Que seja a maioria.
Que seja silenciosa.
De resto, está tudo bem.
Ou quase. Na medida em que, sendo uma regra elementar da vida democrática, e da saúde moral, assumir as atitudes, um cartaz anónimo é uma ambiguidade.
De resto, está tudo bem.
Ou quase. Na medida em que, sendo uma regra elementar da colocação de cartazes numa sociedade democrática, e não só, a utilização da cola, um cartaz colado à ponta de pistola é uma originalidade.
De resto, está tudo bem.
Ou quase. Na medida em que, sendo uma regra elementar do cartazismo uma leitura a razoável distância, e só podendo ler-se esse cartaz à distância de um jornal, o cartaz é um amadorismo.
De resto, está tudo bem.
Ou quase.

É interessante saber que há, neste país, atrás de um cartaz, uma silenciosa maioria.
Até porque, não tendo ainda dito ninguém, nem o sr. Sottomayor Cardia, nem o sr. Manuel Alegria, nem o sr. Octávio Pato, nem o sr. Melo Antunes, que eram a maioria, é extremamente interessante saber que quem tem, consigo, a maioria, é o sr. Quito Hipólito Raposo.
O sr. Quito Hipólito Raposo.
É interessante saber que essa maioria é contra os extremismos mas é a favor do sr. Presidente da República.
Logo, a favor do Movimento das Forças Armadas.
Logo, a favor da democratização.
Logo, a favor do Governo Provisório.
Logo, a favor do sr. Vasco Gonçalves.
Logo, a favor do sr. Álvaro Cunhal.
Uma pergunta:
O sr. Quito Hipólito Raposo é, por acaso, comunista?

Qualquer cartaz pode dizer qualquer coisa.
Que a manifestação.
Que ao Presidente.
Que da República.
Que em Belém.
Que às tantas.
Que ao Caudilho.
Que de Espanha.
Que no Pardo.
Que às tantas.
Que à Rainha.
Que da Inglaterra.
Que em Buckingham.
Que às tantas.
O que um qualquer cartaz não pode dizer é que o papel é da maioria, a cola é silenciosa, a pistola é democrática, as letras são MFA, o boneco é do Quito.
E que o saldo é do sr. Presidente da República.
E isto porque a democracia não é exactamente um carnaval.
E isto porque, podendo, em democracia, qualquer cidadão produzir, e afixar, qualquer cartaz, deve esse cidadão obedecer às regras elementares que são: dizer a verdade, fazer a verdade, ser a verdade.
Onde está a prova de que o sr. Quito Hipólito Raposo tem, consigo, a maioria?
Como é que o sr. Quito Hipólito Raposo, que grita esta cartaz, prova que não grita, e que está silencioso?

O sr. Quito Hipólito Raposo é um fait-divers. Mesmo com cola, e pistola, e maioria, e silenciosa.
O que não é um fait-divers é que a reacção não desarma.
E que não se limita a atacar de fora para dentro mas de dentro para fora.
E que assume a maioria silenciosa.
E que crê dever usar o nome do sr. Presidente da República.
E que crê poder marcar, com o sr. Presidente da República, na Praça do Império, um encontro.
O que não pode ser um fait-divers é a reacção da democracia a esta manifestação.
O que não pode ser um fait-divers é a reacção do sr. Presidente da República a esta manifestação.

A maioria é uma coisa que está para ver nas próximas eleições.
Se é silenciosa ou não é uma coisa que está para ver nas próximas abstenções.
De resto, a democracia não proíbe a abstenção. Torna-a imoral. Pelo que a abstenção é, politicamente, a imoralidade.
Pelo que este cartaz é, talvez, prematuro. Quer dizer, não é.
Que a reacção pense poder usar o nome do sr. Presidente da República levanta alguma inquietação.
O sr. Presidente da República é, neste cartaz, a função ou o homem?
O sr. Presidente da República é, neste cartaz, um alibi ou uma ideologia?
O sr. Presidente da República é, neste cartaz, um desespero ou um investimento?
Claro que o sr. Presidente da República não tem nada a ver com este cartaz.
A não ser com o facto de este cartaz o citar.
A não ser com o facto de, havendo, neste país, algumas leis, e protegendo essas leis, da inverdade, e do ridículo, o Presidente da República, continuar colado, à esquina da Avenida António Augusto de Aguiar, e na base do monumento ao Marquês de Pombal, um cartaz que envolve o Presidente desta República na inverdade do ridículo e no ridículo da inverdade.
A não ser com o facto de, não havendo, contra este cartaz, uma acção clara, imediata, decidida, ninguém poder evitar, amanhã, que o sr. Elmano Alves mande colar, nas estradas deste país, um cartaz marcando encontro com o sr. Marcello Caetano, e São Bento, e que o sr. Henrique Tenreiro mande afixar um cartaz aprazando encontro com o sr. Américo Tomás, e que o sr. Paulo Rodrigues mande apor um cartaz preparando encontro com Oliveira Salazar, no Panteão.
O maior risco de uma democracia excessivamente permissiva não é tanto que os srs. Elmano Alves, Henrique Tenreiro e Paulo Rodrigues sejam autorizados a afixar encontros com os srs. Marcello Caetano, Américo Tomás e Oliveira Salazar, mas que, indo por eles os srs. Elmano Alves, Henrique Tenreiro e Paulo Rodrigues, encontrem, já realmente reinstalados em São Bento, em Belém, e no Panteão, os srs. Marcello Caetano, Américo Tomás e Oliveira Salazar.
Coisa que produziria, no Estádio Nacional, a mais gigantesca enchente de todos os tempos.
Não me refiro a um comício de protesto.
Refiro-me à conversão do Estádio Nacional, de todos os estádios deste país, em gigantescas prisões.
Pelo que é urgente que esta República defina, e faça funcionar, um aparelho legal que defenda, na guerra dos cartazes, as instituições democráticas e a dignidade do Presidente desta República, não apenas contra a agressão, mas também contra a hipocrisia.
Pelo que importa que o sr. Presidente da República desautorize, imediatamente, não apenas este cartaz, que é pobre, e mau, e mal, e frouxo, e rabo escondido com gato de fora, mas tudo quanto ameaça a democracia.
Isto é, a República.
Isto é, a Presidência da Democracia.
Isto é, a Presidência da República.

A democracia não é, só, a maioria, mas é, também, e sobretudo, a maioria.
A democracia não é, só, a voz da maioria, mas é, também, e sobretudo, a voz da maioria.
Uma democracia que seja a minoria, a voz da minoria, o silêncio, o silêncio da maioria, é uma democracia doente.
O cartaz do sr. Quito Hipólito Raposo é um cartaz doente.
Um que aviva, e promove, a doença.
O cartaz do sr. Quito Hipólito Raposo precisa de ser isolado.

A reacção só pode ser uma plasticidade.
Pelo que não é de estranhar que a antidemocracia apoie a democracia.
E que o sr. Álvaro Cunhal, uma destas manhãs, tenha, ao abrir a janela, na rua, o sr. Cazal Ribeiro gritando:
- Pê-Cê-Pê! Pê-Cê-Pê! Pê-Cê-Pê!
E que o sr. Raul Rêgo, uma tarde destas, tenha, à saída deste jornal, ao assestar, no crânio, a bóina basca, o sr. Barradas de Oliveira* berrando:
- Viva a "República". A voz do Povo é a voz do Rêgo!
E que o sr. Francisco Balsemão, uma destas madrugadas, tenha, à saída do "Caberetíssimo", o sr. Kaúlza de Arriaga soltando:
- Francisco, sentiúpe!
Mas se a reacção é uma plasticidade, a democracia tem de ser uma firmeza.
Pelo que é de estranhar que a democracia se deixa apoiar pela antidemocracia.
Porque, se todo o cidadão tem liberdade para apoiar a democracia, nenhum cidadão tem liberdade para se camuflar de democrata com o fim de assestar, na democracia, o seu golpe.

A democracia portuguesa não está feita.
Estamos a fazê-la.
A democracia não é um suicídio.
Tem de ser uma coerência.
A democracia é, simultaneamente, o ódio, e a oportunidade do fascismo.
Não porque a democracia queira ser, fundamentalmente, a oportunidade do fascismo, mas porque, para ser a oportunidade da liberdade, tem de ser a oportunidade de várias liberdades.
Mas não da liberdade de destruir a liberdade.
Mas não da liberdade de desacreditar a liberdade, parodiando-a, caricaturando-a, povoando-a de silêncio, de medo, de ódio.
Colando-a.
À piscola.

Artur Portela Filho, Setembro de 1974
(A Funda, 5º volume, pp. 175-182)

*
Barradas de Oliveira foi fundador do jornal "A Revolução".

Há sempre uma data no presente que nos faz esquecer uma data do passado.
O 28 de Setembro de 1974 será, hoje, esquecido por ser hoje o dia que se seguiu às eleições legislativas. De ontem.

domingo, setembro 20, 2009

Quem cala consente

A maioria é uma coisa que [se] está para ver nas próximas eleições.
Se é silenciosa ou não é uma coisa que [se] está para ver nas próximas abstenções.

De resto, a democracia não proíbe a abstenção.
Torna-a imoral.
Pelo que a abstenção é, politicamente, a imoralidade.


Artur Portela Filho, Setembro de 1974
(A Funda, 5º volume)


Dia 28 de Setembro, o "estrato" integral aqui no Georden.

Imperdível.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Vamos todos virar verdes?



Como as cheias rápidas, que tudo arrasam, não podemos virar verdes assim de repente. Se o verde está na moda, quantas irracionalidades não temos observado nas modas da História?
É que depois há confusão de conceitos.

Verde, sim. Mas com qualidade.
Porque depressa e bem, costuma-se dizer, não há quem.


Mais informações
Vídeo retirado daqui

Como a Wikipédia vai definindo a Eutrofização

quarta-feira, setembro 16, 2009

Vamos Limpar o Mundo 2009

19 de Setembro - Braga
O Núcleo da Quercus de Braga junta-se também à Campanha "Clean up the World" e organiza no dia 19 de Setembro uma iniciativa de limpeza na qual todos podem participar gratuitamente. Basta fazer a inscrição e comparecer no parque de estacionamento da Ex-Bracalância (actual Instituto de Nanotecnologia) pelas 14h.
/



Informações:
Quercus - Núcleo Regional de Braga
Urbanização das Andorinhas, loja 7, 4700-359 Braga
Telf: 253 276 412 (quintas-feiras a partir das 21h)
Tlm: 927 986 133
E-mail: braga@quercus.pt

terça-feira, setembro 15, 2009

LifeCycle - Um curso com pedalada


A campanha 'Lifecycle - Um curso com pedalada', promovida pela Universidade de Aveiro e pela Câmara Municipal de Aveiro, e com o apoio da Associação Académica da UA e do Conselho Salgado, vai ter sua apresentação pública na Universidade de Aveiro no próximo dia 21 de Setembro (segunda) no dia de acolhimento aos novos alunos.


Esta campanha “Um curso com pedalada” insere-se no Projecto Europeu Lifecycle que visa estimular comportamentos de vida saudável, nomeadamente pela utilização da bicicleta (http://www.lifecycle.cc/). Com esta campanha pretende-se alertar os alunos para a importância da utilização da bicicleta, nomeadamente para efectuar pequenas distâncias e também como complemento a outros modos de transporte (em particular o comboio ou autocarro).


A apresentação pública da campanha terá o seguinte conjunto de actividades:

Acção de INFORMAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO dos alunos (em particular os recém chegados à UA) para a importância do uso da bicicleta na cidade e para a necessidade de práticas de condução adequadas;

Lançamento do CONCURSO para selecção de três alunos que irão trabalhar na campanha ao longo do próximo ano lectivo desenvolvendo actividades de promoção do uso da bicicleta na UA e na cidade;

FESTA DA BICICLETA (Programa provisório)


Mostra de tecnologia e produtos associados à bicicleta (desenvolvidos por empresas da cidade/região)


SPORTIS - Projecto ‘Bike Tour’

IDEIA BIBA - Projecto RikBee (bicicleta com materiais recicláveis)

FIRSTEP – Bicicleta e Energia

Reparadora Santa Joana (Sr. João Maio, inventor) – mostra de bicicletas únicas

RN2S – Tecnologias ligada à mobilidade


Venda de bicicletas a um preço mais acessível (estarão presentes vários fabricantes e vendedores da cidade/região)

Passeio de bicicleta ao final do dia (16:30). Para participar no passeio de bicicleta os alunos podem trazer as suas bicicletas, adquirir uma bicicleta no evento ou pedir emprestada uma bicicleta emprestada (a organização tem cerca de 150 disponíveis). A participação está sujeita a inscrição prévia (ver boletim de inscrição em anexo).


PROMOTOR

CÂMARA MUNICIPAL DE AVEIRO

UNIVERSIDADE DE AVEIRO

APOIOS

ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO

CONSELHO SALGADO

IDEIA BIBA

SPORTIS

FIRSTEP

REPARADORA SANTA JOANA

RN2S

terça-feira, setembro 08, 2009

Música das Regiões - Mediterrâneo (conclusão)

Começámos em Maiorca e para concluir este capítulo vamos terminar em Portugal. Há o debate comum e sempre inconclusivo sobre se devemos encaixar o nosso território continental nos países mediterrânicos ou nos países atlânticos. Não há maniqueísmos: somos o fruto de ambos, na história e na língua, no clima e na paisagem. Onde estão as fronteiras? As consensuais continuarão a ser as que separam o mar da terra. É sobre esta questão que podemos contextualizar as canções de hoje. Depois partiremos para outras regiões e territórios.

Lembramo-vos que para ouvir as músicas basta pô-las a reproduzir na AntenaGEO, a caixa de música do Georden, que podeis encontrar à esquerda, um pouco mais abaixo.


Intérprete: María del Mar Bonet
Origem: Espanha (Maiorca)
Tema: Cor Perdut
Extraído do álbum "Anells d'aigua", de 1985

Do único nome repetente, María del Mar Bonet, dissemos que é um concentrado, natural e com muitas vitaminas aliás, da riqueza cultural que sempre procurou beber. Mas não só do Mediterrâneo, pois se já cantou Theodorakis e Livanelli, também já versionou Rolling Stones e Milton Nascimento. E se por vezes persiste a dúvida em considerar o fado como um produto do mar aberto, cremos que com a interpretação de um tema de Amália Rodrigues a resposta, pelo menos aqui, pende mais para o mar interior.


Intérprete: Madredeus
Origem: Portugal (Lisboa)
Tema: Pregão
Extraído do álbum "O Espírito da Paz", de 1994

Com "O Espírito da Paz" os Madredeus obtiveram definitivamente o reconhecimento internacional que parecia estar-lhes destinado. Quando Teresa Salgueiro ainda cantava aqueles agudos com toda a naturalidade do mundo. Deste disco, gravado na Inglaterra, pouca gente se lembrará já desta pérola arabizante que é "Pregão".


Intérprete: Janita Salomé
Origem: Portugal (Redondo)
Tema: Estrela Cadente
Extraído do álbum "Olho de Fogo", de 1987

Terminamos com o cantor português que mais bebe dos ares norte-africanos. E o nosso muito obrigado a quem percebe e pratica o serviço público ao digitalizar discos perdidos ou inacessíveis a quase toda a gente. A verdadeira riqueza está em termos o que pertence a todos.

domingo, setembro 06, 2009

Mapas da Desgraça (IV) - Mondim de Basto

Local:
Zona do sopé do Monte Farinha, mais conhecido como Senhora da Graça
MONDIM DE BASTO

Ocorrência: Pedreiras e extracção de rocha (granito, no caso)
Suspeito / Acusado : Por cá, desconhecemos os seus nomes, mas ao que parece serão mais de 30 as entidades que ali exploram.



Outras informações: Todos os anos a volta a Portugal em bicicleta por ali passa; os postais ilustrados costumam ou ser tirados a partir do lado sul ou a partir de determinada cota, para que o que é feio (ah, mas desenvolve a economia da região!) não fique na fotografia; já morreram trabalhadores nas pedreiras, devido à insegurança das condições.


Ponto da situação:

- A cada ano que passa as covas ficam mais fundas, mais espalhadas.

Crime: destruição da paisagem, delapidação de recursos geológicos, florestais...


Se estas actividades não dão garantias de sustentabilidade (exploração de um recurso não renovável) nem tratam de mitigar os seus impactos (poluição sonora e atmosférica (restrita no tempo e no espaço), degradação das águas (que nunca pode ser apenas local) e poluição visual (sentida a grandes distâncias), pensemos muito bem na hora de escolher os materiais com que vamos ornamentar as nossas casinhas (por fora e por dentro)...

sábado, setembro 05, 2009

Plataforma Sabor Livre saúda decisão do Parlamento Europeu

As associações que integram a PSL saúdam a recente decisão da Comissão das Petições do Parlamento Europeu de convidar as autoridades portuguesas e a Plataforma Sabor Livre, autora de diversas queixas contra a construção da barragem do Baixo Sabor, para uma acareação. A referida comissão analisou duas petições que lhe foram apresentadas, a primeira das quais de 2004 e a segunda de 2006, contra a construção da barragem do Sabor e ouviu a Comissão Europeia sobre a questão.

Nas petições, a PSL solicitou ao Parlamento Europeu que inste a Comissão Europeia (CE) a não atribuir fundos estruturais à construção da barragem e que "vele por que as autoridades portuguesas suspendam o projecto" até que as medidas de compensação previstas sejam devidamente avaliadas pela CE.

A PSL considera que, apesar de a EDP ter dado início às obras de construção da barragem, através dos processos judiciais em curso e das diligências efectuadas junto das instâncias comunitárias é, ainda possível evitar a destruição dos habitats protegidos do Sítio de Importância Comunitária e Zona de Protecção Especial do Sabor.

Lisboa, 02 de Setembro de 2009

Comunicado via Quercus


Que se passa com a página da Plataforma Sabor Livre?
Querem ver que o Governo português ou o ainda presidente da Comissão Europeia ligou para o Yukio Hatoyama a pedir para mexer uns cordelinhos...!

Humm.... Isto cheira mesmo a sabotagem!
Os poderosos são capazes das manobras mais democráticas e inimputáveis....

Não nos deixemos iludir: quando o fim alcançado serve os interesses de alguém, de certeza que esse alguém esteve por trás. E quando esse alguém estiver lá para colher os frutos... é como o suspeito voltar ao local do crime.

Teorias da conspiração?
Que não acredite quem quiser continuar a não saber.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Automóvel eléctrico europeu comercializado na Primavera



Bluecar, do grupo francês Bolloré, começa a ser produzido no final de Setembro.

Ler mais em Ciência Hoje

quinta-feira, setembro 03, 2009

Palavras sobre a Ria

Piratas e mercadores no Sotavento Algarvio
Com Hugo Cavaco

6 de Setembro
Às 19h00, em Cacela Velha (entre a fortaleza e a igreja)

Em Cacela Velha, no Verão, a memória e o presente juntam-se para a partilha da Ria Formosa. É esse o convite. Conversas ao cair da tarde, aos Domingos com o areal da península a enquadrar os azuis da paisagem da Ria Formosa.
Os poemas de Ibn Darraj al-Quastalli, nascido em Cacela por meados do século X, chegaram até nós em Castelos de açucena que “as mãos da Primavera edificaram”, ou no voo de um pato “ a tivessem emprestado as asas da aurora”. Talvez estes versos nos possam servir de inspiração e ponto de partida para uma conversa com Alice Fernandes sobre os vestígios islâmicos no nosso patronímico linguístico, ou com António Baeta sobre esse rumor que o al-Andalus nos trouxe pelo lado da poesia. Com Hugo Cavaco , entretanto, deixaremos desfiar histórias de piratas e mercadores.

Apareça e divulgue!


--
Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela
Câmara Municipal de Vila Real de Santo António
Tel./Fax: 281 952 600

quarta-feira, setembro 02, 2009

Formação em software SIG SuperMap pela GeoPoint

No passado mês de Junho de 2009, a GeoPoint tornou-se parceira de formação da GEOSFERA em software SIG da SuperMap Co. (distribuído em Portugal pela GEOSFERA).
Consulte o cartaz em anexo para conhecer o calendário das formações em SuperMap Deskpro 6, leccionadas pela GeoPoint, a decorrer nos meses de Setembro e Outubro, em Lisboa e Porto. O primeiro curso de formação em software SIG SuperMap (Nível I) em Lisboa (GeoPoint) começa já a 14 de Setembro e está limitado ao número de vagas disponíveis.

Clique para aumentarInscreva-se e venha conhecer em primeira mão o futuro dos sistemas de informação geográfica, a um preço imbatível.
Para mais informações contacte a GeoPoint (www.geopoint.pt / 21 387 95 57) ou consulte a área de formação da GEOSFERA (www.geosfera.pt / geosfera.comercial@geosfera.pt).

----
GEOSFERA Lda
Drawing the future in GIS
Rua General Ferreira Martins, nº10, 8ºA
1495-137 Algés (Portugal)
Tel. 00351 211502004

terça-feira, setembro 01, 2009

Esfregar as mãos em tempo de gripe - CORRECÇÃO

Recebemos nos comentários ao artigo anterior um esclarecimento importante e que transcrevemos na íntegra.


"Eu acho que vai aqui alguma confusão...
O hospital a que te referes, em Nogueira, o Estado nada teve a ver e nem investiu um centimo! É um hospital totalmente privado.
Mas sim, o dia 31 de Agosto foi o limite para o Hospital de S. Marcos que passou para a gestão de privados. Mas esses privados são o grupo Mello e uma construtora de Lisboa. Não tem nada a ver com a Britalar.
"

Reconheço o erro cometido e com este pequeno comentário se precisa a verdade.
Pelo que à luz dele deve ser relido.
Obrigado, amigo Caesar.

Esfregar as mãos em tempo de gripe


Agentes portadores de (uma outra) gripe em Braga.
Montagem de Eduardo F.


Os corpos suados dos jogadores que se abraçam quando marcam golos ostentam nas costas quatro palavrinhas que nos fizeram reflectir. Hospital Privado de Braga, são elas. Vermelho e branco, o equipamento. Futebol, o desporto. S.C.B., o clube.
(Ah! ao lado acompanha-lhes uma outra palavra. Que não vem dicionário mas cujo significado não passará despercebido. Britalar é ela.)

Ontem, 31 de Agosto, foi o dia limite.
A Saúde é de todos. Esfreguemo-nos de contentes. Mesmo em tempo de gripe, dêmo-nos por contentes, que agora o concelho de Braga vai ter melhores e maiores acessos a cuidados de saúde. Todas as especialidades e mais alguma ao dispor dos clientes... perdão!, UTENTES, nós dissemos Utentes.

O Estado apetrechou esta nova unidade com os mais modernos equipamentos e coisa e tal. O Estado investiu. Isto é, nós investimos. Milhares de euros, sabe-se lá quantos. E investir na Saúde é acautelar o futuro.
"A cavalo dado não se olha dente, meu filho."

Foto de Eduardo F., Nogueira, Braga, 12.03.08.


Ontem, 31 de Agosto, foi o dia limite.
Hoje, a empresa do grupo Trofa Saúde pega na administração da unidade.
E já esfregam as mãos de contentes.
Prevêem-se sucessos de gestão estrondosos e lucrativos.
"Para provar que o Estado não sabe gerir e que é sempre preferível, para os portugueses, entregar aquilo que pertence a todos a uns quantos que estão a tomar conta de tudo.
Para comprovar e erguer a bandeira do empreendedorismo com futuro em Portugal.
Vivam os grupos económicos! Abaixo o Estado!
(excepto para abrir nos caminho...)"

Proponho o seguinte: destituirmos não o Governo, mas o Estado.
Assim, só para experimentar. Só durante, vá lá, uns dois mesitos.
Para ver se concluímos que é verdade que o Estado é apenas uma fachada atrás da qual tudo se desenrola com a normalidadezinha em que temos vivido.

O Estado, a acreditarmos neste postulado, apenas existe para garantir a coesão social.
Ao atribuir os subsídios de desemprego, invalidez, ao patrocinar instituições que retiram da miséria um número estatístico de pessoas dando-lhes a esmola com que aguentam a sua vidinha...

Foi a isto que reduzimos o Estado.
O Estado é o primeiro a apoiar as empresas e é o primeiro a ser criticado pelas empresas.

"Não votes para não perder o poder" era uma das ideias escritas nas paredes da cidade nos anos 80. Uma espécie endógena de "Sejamos razoáveis, exijamos o impossível".
Olhem como fazem sentido aquelas palavras!...


Despesas públicas, ganhos privados.
Sementes da plebe, frutos para os reis.
Num tempo de gripe que há muitos, muitos anos assola esta terra mesquinha e podre.

Escandaloso. Degradante. Intolerável.
Inqualificável? Não
Perfeitamente normal.
Perfeitamente normal.

E o actual presidente do SCB ser - vejam lá a coincidência! - o administrador da empresa Britalar nada traz de novo. Nem o hábito de ser a grande / habitual vencedora dos concursos para construção e reconstrução que por cá se fazem. Porque a promiscuidade entre negócios e entretenimento, entre serviços públicos de fachada e interesses privados destruidores, entre política e empresas, é do que mais se semeia por estas terras de betão.
E que frutos bem gostosos elas dão.

Mas nós sabemos bem quem eles são, foram e, por sucessão dinástica, nunca votada, continuarão a ser.
E olhá-los-emos sempre pelas mãos.
Venham eles vestidos de cónegos, padres e bispos, de ministros, vereadores e autarcas, de gestores de empresas, hospitais e bancos, de administradores de construtoras ou de presidentes de clubes de futebol.
As mãos, e o que nelas está, não mentem.

Por mais tempo que demorem a lavá-las sempre transmitirão doenças malignas.
Podem não matar tanto como outras (aprendemos a viver no meio da imundície), mas corroem-nos por dentro até ao tutano.
Braga como laboratório da democracia nacional.
Maior e saudável. Da Democracia falamos.

É bom roubar em Braga!