segunda-feira, outubro 22, 2012

Isto para nós é chinês?


Es indudable que las relaciones de poder asumen una forma
 espacial-territorial, dado que el espacio es el ámbito donde se materializan.
Joan-Eugeni Sánchez *




Em 2011, a proporção urbana da população chinesa ultrapassou os 50% pela primeira vez, tocando nos 51,3%, que compara com um número abaixo de 20% em 1980. De acordo com as projecções da OCDE, a florescente população urbana deverá expandir-se em mais de 300 milhões até 2030 – um aumento quase equivalente à actual população dos Estados Unidos. Com a migração dos espaços rurais para espaços urbanos a uma média de 15 a 20 milhões de pessoas por ano, as cidades-fantasmas de hoje vão rapidamente tornar-se prósperas áreas metropolitanas de amanhã.

A área de Pudong, em Xangai, é o exemplo clássico de como um projecto de construção urbano "vazio" no final dos anos 90 se tornou, de modo acelerado, num centro urbano totalmente ocupado, com uma população de cerca de 5,5 milhões de pessoas. Um estudo da McKinsey estima que, em 2025, a China terá mais de 220 cidades com populações acima de um milhão, superior às 125 de 2010. O estudo prevê que 23 mega cidades tenham, pelo menos, uma população de cinco milhões.

A China não se pode dar ao luxo de esperar para construir as suas novas cidades. Ao invés, o investimento e a construção têm de estar alinhados com o influxo de moradores urbanos do futuro. Os críticos das "cidades-fantasma" esqueceram-se, totalmente, deste ponto.

"A China está bem", Stephen Roach (Ler todo o artigo AQUI




* in "Geografía Política", Editorial Sintesis.

2 comentários:

AMCD disse...

E os adeptos das cidades fantasma esqueceram-se que os camponeses pobres que acorrem às cidades litorais e outras, não vêm com os bolsos cheios de dinheiro para pagar um "loft" ou um apartamento nessas cidades. Ide ver os preços dessas galerias que mais se parecem com colmeias. Geralmente esses camponeses constroem um cortiço nos arredores da cidade ou em terrenos que ninguém quer. Os chineses que vão esperando...Não faltará muito para uma bolha imobiliária ou outra qualquer lá para aquelas bandas, mas isso digo eu.

Cumprimentos.

Vidal disse...

Claro que se esqueceram. Os adeptos esquecem sempre aquilo que não interessa. A revolução industrial chinesa (como aliás as anteriores) faz-se utilizando a carne para canhão (e por ali não há falta de carne), faz-se desbaratando a natureza, o ambiente e os recursos (parte do crescimento chinês é LITERALMENTE a carvão), entre outros. Não existem direitos, o regime dá uma no cravo e outra na ferradura, e um dia, para além do mínimo as pessoas vão querer mais alguma coisa. Claro que um dia rebenta. Rebenta sobre os cadáveres de muitos. Até lá.
[Mas o mais interessante é que deste lado se fecham os olhos. É a economia, dizem.]


Cumprimentos
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