segunda-feira, novembro 19, 2007

A arte de navegar...

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Foto de Rogério Madeira, Vilamoura, 17.11.2007.

Os dias são tamanhas confusões
Nada me liberta em terra firme.
Sinto falta da linha azul do horizonte
E da doce maresia do mar.
No cais aguarda-me o barco dos dias e das noites,
Que podia ser mais um entre tantos outros,
Mas navegar requer uma certa arte
E quero reconciliar-me com o oceano.
Parto em busca de desafios
Navegarei por mares calmos e bravios.
Terei como companhia o grasnar das gaivotas
E o balançar agitado das ondas.
Parto deste porto que me viu chegar.
Navegarei cedo para uma longa jornada.
Comigo levarei novas alternativas,
Que desbravarão outros olhares.

Gaivota, 18.Nov.07

11 comentários:

MS disse...

As novas tecnologias colocadas ao dispor da investigação e do conhecimento encontram realmente novas alternativas que vão ao encontro da sustentabilidade do nosso planeta. No entanto, apesar de haver essas alternativas os custos são sempre extremamente elevadíssimos e acabam por não ser acessíveis a todas as classes sociais. Por isso, fico sempre a pensar até que ponto vale a pena investir em soluções que não são usadas para solucionar os problemas que tem surgido com o passar dos anos.

Rogeriomad disse...

A mim parece-me que tudo o que é "alternativa" tem sempre um custo inicial mais elevado... no entanto, com a maturidade das ideias/projectos poderemos "colher os nossos frutos com melhor qualidade"... ou seja, teremos retorno naquilo que investimos...

A educação é cara... também não é para todas as bolsas. Mesmo sendo excelente aluno, se for pobre nunca chegará longe nos estudos a não ser que receba apoio monetário...

No entanto...
Será que não valerá sempre a pena investir na nossa educação?

MS disse...

Concordo com o seu ponto de vista e claro que deve-se apostar na educação (apesar de nem sempre os nossos políticos assim o acharem) e na formação de todos nós. Bem entendo que a investigação tem um custo muito alto, mas em Portugal também não se aposta ou não se dá o devido valor a ela. No entanto, gostaria que essas mesmas alternativas se tornassem mais acessíveis à sociedade. Afinal sustentar o planeta onde vivemos não é um bem supérfluo!! Apesar de, neste caso do barco posso muito bem passar sem ele. :)

Rogeriomad disse...

Depende... talvez deste barco sim... mas pensa (trato-lhe por tu) que muito dos bens que consomes chegam de barco... eheh

A Arca de Noé salvou o mundo... os petroleiros "aquecem-nos o corpo e provocam marés negras"... os porta-contentores "trazem-nos produtos da China", os porta-aviões "trazem e levam mortes/vidas", os iates dão-nos prazer, as lanchas trazem-nos droga, o barco hidrográfico mostra-nos o mundo subaquático, as "traineiras" trazem-nos o peixinho que todos gostamos... ahah

Será que podes passar sem o barco?

O que te parece supérfulo hoje... pode se tornar amanhã uma necessidade comum...

E concordo contigo... quando dizes as alternativas (tecnológicas) deviam ser acessíveis à sociedade...
Só assim se desenvolve o conhecimento...

Saudações geo,

Rogerio

Eduardo F. disse...

O problema é tornarmos necessárias coisas que terão que ficar para trás, por insustentáveis - logo, anacrónicas.

Eduardo F. disse...

Mas nada que a tecnologia, uma vez mais, não resolva. Nem que seja obrigada a recuar um pouco na sua megalomania de dominar a natureza...

MS disse...

Obviamente que quando falava do barco, referia-me ao da foto e a mim, que não uso nem barco, nem carro, pois utilizo transportes públicos. :)
Claro que os barcos fazem falta, até mesmo os de lazer!
Um dia destes até poderemos necessitar de utilizar a arca de Noé...

Rogeriomad disse...

Eduardo F... ;) Queres coisa mais "tecnológica, inovadora, eficaz" que a natureza? eheh
Todos dias me surpreende...

ms... pois... mas são barcos como o da foto que promovem a mudança... esperemos que mais barcos se movam a biodiesel... e se pensarmos nos de lazer... então deviam ser mesmo a biodiesel...

Tratar alguém por "MS", uma sigla, já parece mais um plano... PDM, PP, PU, PROT, POOC, PE e MS... eheh

Saudações geo,

Rogério

MS disse...

Sem dúvida que sim. Concordo com o teu ponto de vista.
:) Pois... até parece! E pode sempre querer dizer "Mensurar o Sustentável"!! Será que isso é possível? :)

Rogeriomad disse...

Boa pergunta...
Eu respondo que sim...
mas em certa medida... Não! ahah

Malta o que vocês acham?

(inicialmente tinha respondido ao contrário... mas depois pensei melhor e alterei...).

Eduardo F. disse...

A minha resposta vai... no mesmo sentido:

se cada um, por si, fizer a sua parte, então é possível.

Mas como isto é tarefa de todos, que deve ser concertada, então é muito difícil. Por isso, não é possível.

Porque dependemos dos poderes que mudam estruturalmente as coisas. Mas sendo esses poderes os mesmos que, ocupados por interesses particulares e imediatos, fascizantes mesmo, criam a estrutura que temos de mudar, então estamos a perder.

Assim é muito mais difícil. Por isso, acredito que conseguimos fazer mais se cada um fizer por si.

Complicado, não?