sábado, fevereiro 23, 2013

Programa de Emissões da UE ameaçado com descida dos preços*

O esforço europeu para limitar os gases com efeitos de estufa vê-se ameaçado de morte devido ao preço das emissões ter descido drasticamente, enfraquecendo assim o incentivo para as indústrias poluírem menos e forçando as políticas a sopesarem as prioridades ambientais face aos objectivos económicos.

Com o custo das emissões de CO2 por volta de 5€ por tonelada - um terço do que era há 18 meses - fornecedoras de energia na República Checa, na Alemanha e na Polónia reconsideram recorrer a fontes de carvão.

Na terça [19.Fev.2012], a Comissão Ambiental do Parlamento Europeu votará uma proposta para a União Europeia adiar a possibilidade de emitir 900 milhões toneladas pelos mercados durante cinco anos, no intuito de impedir que o preço das mesmas caia ou até para que ele suba.

O abrandamento do mercado - conhecido como Comércio Internacional de Emissões, cujos programas criam custos ou benefícios para quem, respectivamente, polui mais ou menos - está a ser posto em causa como meio de diminuir o aquecimento global e de encorajar o desenvolvimento de alternativas às energias fósseis.

Tornar mais caro poluir por fazer com que as empresas adquiram direitos de emissão é uma estratégia fundamental para a UE reduzir em 20% os valores para 2020, levando-os aos níveis a que estavam em 1990. Mas tal seria um presente envenenado para a competitividade das economias.

Esta questão tornou-se no pomo da discórdia entre os que estão mais preocupados com o crescimento e os defensores de que a UE não deve perder de vista os objectivos ambientais de longo prazo.

"Há uma disparidade entre as prioridades económicas e os desafios que a Europa está a enfrentar para atingir reduções mais agressivas, disse Divya Reddy, analista de Washington para as questões climáticas do Eurasia Group



* Tradução de E. Soja.

A notícia, do Wall Street Journal de Segunda-feira, 18.Fev.2012, prossegue numa outra página, com análises e comentários e a famigerada-obrigatória referência à crise (crise de quem? para quem?) económica, dos "mercados", etc. e tal.

Trata-se de finanças, de compras e de vendas, de botões e de flippers a tilintar na bolinha a dançar sobre as nossas cabeças. 
E não só nossas.

Não sei se foi notícia nas nossas tvs-wcs.
Mas também não interessa.
Já nada parece interessar.

Vamos cantando e rindo.
Alegremente.

Papados, papados, sim.

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