sexta-feira, abril 27, 2007

Tinha que ser um 25 de Abril todos os dias

Portugal (e os portugas) não aprende e merece a classe política que tem. Merece. No Público (sem link) de hoje, regozijo-me com uma crónica de Vasco Pulido Valente, com quem eu nem sempre estou de acordo, mas que neste particular, subscrevo (vai de acordo ao que tenho afirmado) e enfatizo. Cito (o sublinhado é meu):
(...) O governo publicou um "guia" para incitar o funcionalismo à denúncia. Nenhum comentou esta aberração. Que o Ministério da Justiça fabrique de repente um exército de expiões não os comove. Primeiro o dr. António Costa inventou o cartão "5 em 1", que permite a qualquer autoridade investigar comodamente a vida de qualquer pessoa. Não houve quem se ralasse com a ameaça e a indignidade da coisa. A seguir, as polícias passaram para a tutela directa de um secretário-geral(sob o eufemismo de "coordenação") e o secretário-geral ficou sob a tutela directa do primeiro-ministro. Ninguém ou quase ninguém, abriu a boca(...) O país político gosta que o povinho ande vigiado.

Não esquecer que VPV não é propriamente alguém ligado a "esquerdismos". O estranho é os "tais ditos" estarem também calados. Era necessário um 25 de Abril todos os dias, ou trocar de portugueses...

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