quarta-feira, janeiro 30, 2013

Gritar aos moucos!

Está em todas os jornais nacionais de hoje.
(Também, dizem todos mais ou menos o mesmo...)
Mais ou menos escondida, está lá, plasmada.


"Eucalipto destrona pinheiro-bravo como primeira espécie da floresta portuguesa."


O que quer isto dizer?

Quer dizer muuuuita coisa.

Olhemos à nossa volta.
Temos algum papelinho no bolso, por exemplo?
Um papelinho esquecido no fundo do bolso, daqueles que andamos há dias para...

lá está! Zás!

... deitar ao lixo.

A biomassa circulante, a energia transformada, materializada nesta ou naquela - passe a expressão - matéria, a que depois, nós, os achadores de filões, passamos a chamar de recurso.
Que desbaratamos.
Que, para desbaratar, estimulamos a produzir mais e mais e mais.

E tem consequências.
Basta olhar a paisagem, a organização económica, talvez os incêndiozitos do nosso querido Agosto que se vai alargando como o deserto.
Com o empobrecimento dos nossos solos.
Mais a consequente e mais fácil sua erosão.
E os problemas com que as barragens e a édêpê, coitadinha, se deparam devido aos assoreamentos.
E os portos e a navegabilidade e a costa e o litoral e a perda de território nacional...

Aqui del' rei!!

...talvez a rarefacção e pauperização biológica e dos habitats.

- Ei, isso não está comprovado. Faltam estudos.

Faltam estudos para comprovar isso o raio que te parta!!

Pareces mais um denegridor dos que defendem que as ondas electromagnéticas têm impactos na saúde. Ou, mais poderosos-asquerosos-prepotentes ainda, pareces aquelas autênticas instituições empresariais com poder de Estado, do ramo alimentar e agro-químico, que andam a tapar o sol das pragas com a peneira da solução para a fome mais os Organismos Geneticamente Modificados que vos pariram!!

(Ver artigo de amanhã)

Há sempre os preconizadores do status quo.
Abundam os sistematizadores calcitrantes do mundo.
Para que tudo continue a mover-se no mesmo sentido errado em que se tem movido.

Há estudos que vêm meramente comprovar 
(às vezes legitimar, com a forma académica, se ainda damos crédito à ciência e ao saber e ao estudo e ao trabalho e ao pensamento e à organização de ideias e...) 
aquilo que já suspeitávamos.
Se já tivemos tempo para nos deter um bocadinho no assunto.

E agora, Portuguêsl?
De que mais precisas para mudar isto?

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