quarta-feira, janeiro 16, 2013

Agora os lugares de estacionamento são propriedade de uma empresa

"A Câmara Municipal de Braga aprova quinta-feira, em reunião de executivo, a minuta do contrato referente à concessão de exploração de estacionamento pago na via pública a celebrar com a empresa Britalar — Sociedade de Construções, SA. Na mesma reunião, a autarquia deve aprovar ainda a autorização para que a Britalar cesse a posição contratual a favor da E.S.S.E., uma empresa do mesmo grupo com sede em Espinho, no distrito de Aveiro.
Quatro milhões cento e dez mil euros é quanto o Município de Braga vai encaixar de imediato com esta concessão, a título de adiantamento. O prazo de concessão é de 15 anos, contados a partir do início da exploração, mas prorrogável. A concessionária fica obrigada ao pagamento de uma renda mensal da concessão equivalente a 51,5% das receitas brutas de exploração.
 
Recorde-se que foi em Setembro último que a Britalar ganhou o concurso público relativo à concessão de estacionamento."
 
Notícia do Correio do Minho, um acólito mais do poder
 
 
Uma das empresas do costume, a quem dão o bonito e peneireiro nome de "concessionária".
 
Relembre-se que a Britalar ganhou o concurso...
Concurso? Qual concurso? Não ouvi falar de concurso "nenhum"!
 
- Ouvisses!
O guito já cá vai cantar!
 
 
Ah, convém dizer que agora que há menos centímetros quadrados com relva (que fosse!) na cidade, para onde foram eles senão ocupados com pedra estacionável ou pedra pura e simples.
 
Ah, na paisagem já esventrada e no horizonte perdido a olhar para as paredes, dizemos que esta região vai ficando cada vez e palpavelmente menos interessante para viver.
É o capital, o tal do gostinho especial.
 
E porque é que são sempre as mesmas empresas a ganhar os consórcios e as empreitadas que a Câmara, a troco do interesse dos munícipes, claro, leva a cabo na cidade cada vez menos verde?
 
Fica a pergunta.
A pergunta a que apenas os corruptos podem responder com precisão e cavalgadamente.
Mas não o fazem.
 
Já que quem o quer não o pode.
Fica, portanto, a curta pergunta interminável.

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