terça-feira, março 27, 2012

Ainda... a propósito de crescimento

Imagem da pescadinha de rabo na boca (frita!!) replicada daqui


"Biodiversidade – Sobre o assunto, o documento afirma que a perda de espécies deve continuar, especialmente na Ásia, Europa e África austral.

Segundo um estudo científico de referência, a diversidade das espécies terrestres deve cair 10% até 2050, em comparação com os níveis atuais. Cerca de um terço da diversidade de espécies de água doce já foi perdida.

“A tendência atual de declínio da biodiversidade representa uma ameaça ao bem-estar humano e custará muito caro”, alertou o relatório." [da OCDE]


Mencionado no artigo anterior, de notícia extraída aqui.



Uma breve reflexão, cuja ideia básica sabemos não ser nova. Por isso mesmo é básica. (...E reparemos como a fraseologia "custará muito caro" não deixa de estar impregnada do jargão económico que tudo foi colonizando...)

A perda de espécies a dar-se "especialmente na Ásia, Europa e África Austral" faz-me indagar sobre que partes, mais concretamente, sofrerão este declínio de espécies.
Como não vivemos isolados, se destruímos o habitat, é certo e sabido que os "habitantes" acabarão, também eles, destruídos. Todos os especialistas na matança o sabem como lição primeira do domínio do outro. Militares e guerrilheiros, cibernéticos ou não, à cabeça.

Mas, como íamos a dizer (perdoe-se-nos este desvio, que a cabeça, redonda, também é só uma e dá muitas voltas...), julgamos que as espécies podem desaparecer... de - lógica lapalissiana! - onde existem e vivem. E esses lugares estão - a não ser que nem dêmos por ela - fora das grandes aglomerações em que e para as quais vamos sendo empurrados a viver. Simplesmente por desígnios (que palavra bonita...) meramente económicos. À mercê e ao mando de quê ou de quem, perguntamos nós com a resposta na ponta da língua e do nariz.

Prosseguindo neste, se for, silogismo, raciocinemos:
1 - se as espécies desaparecem onde nós - maioritariamente - não vivemos,
e se
2 - há uma relação entre a forma e o lugar onde vivemos com estas extinções

(Conclusão: )
3 - como poderemos nós preocupar-nos com o que acontece longe? / como podemos valorizar o que não conhecemos? / como podemos querer proteger o que vamos perdendo?
(Conclusão da conclusão)
4 - Se não cuidares, não poderás guardar. E, claro, se não puderes guardar, preservar, não poderás cuidar e morrerás.
Porquê? (É isto de que estamos esquecidos) Porque não vivemos isolados.

(É só isto.
Por agora.)

Voltaremos a este "crescimento" produtor de desaparecimentos e pauperizações.

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