Quando "estar lá" não é um pormenor

Temos andado a reflectir sobre as relações que estabelecemos entre nós e os outros.
Mais um exemplo, fresquinho.

Quem não estava lá, não importou.
"Se for preciso, para que não importem, até os expulsámos de lá."
Traduzido:
"Se for preciso, para que não interfiram, fazemos tudo para os tirar de lá.
"


É nisto que reside a violência e a violentação das nossas vontades, dos nossos interesses.

Dizer
NÃO!
Dizer
BASTA!

é expressão de recusa da parte de quem sofre algum tipo de violência.
Violência por parte do meio ou dos que se querem apoderar do nosso meio.
Desconformidade para com o meio ou para com as desigualdades.
E contra isso. Contra estas, sobretudo.




Visão de 17 de Junho de 2010, p.76


Quem está fora, racha lenha.
Quem está fora, não vê, não sabe, tem as costas voltadas.
Quem está dentro também pode rachar lenha, ou tocar viola.
Mas há uma altura em que a luta pelo pouco que nos resta é mais forte.

Reinterpretando o poeta,

Mesmo na noite mais triste
Em tempo de solidão,
Há sempre alguém que resiste,
Há sempre alguma superação.


Gratos devemos estar,
nós, a maioria,
não os vilipendiadores dos nossos interesses,
nós, mesmo que os "outros" também beneficiem por igual (queriam mais, outros valores, menos mediatos e mais visíveis)

para com os que recusaram este episódio de virtualidade,

Liga de Amigos do Jamor.


Mas ficai de atalaia, amigos,
que os vampiros / patos bravos continuam à espreita.
E a sua fome só morre quando morrer a sua natureza de vampiros.

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