quarta-feira, março 06, 2013

Coisas para que queremos chamar a vossa atenção*

* isto é, se ainda tendes atenção ao que se passa à vossa volta.



Começo logo a matar, e quem quiser que saia.


Nada de substancial ou útil se pode dizer se não tiver cabeça - sobretudo cabeça -, tronco e membros.
Por isso, a atenção costuma ficar a rastejar pelo caminho da lucidez e morre logo após o local de partida.
Assim não é que não valha a pena.
Do que se trata é de mais um desperdício de energia, da energia que todos despendemos a cada dia que passa, e que é bem útil para ir construindo caminho.



Feito este aviso, podemos prosseguir.





Gosto muito de livros.


Não gosto de ver os livros tratados como os óculos e os sapatos dos judeus que se preparam ou já foram enviados para os fornos do nazismo censório actual: chama-se democracia elitista.
Sim, um contra-senso, já sabemos. Pois se "demos" é o povo, como pode ser "elitista"?
Lá chegarei.



Estamos em 2013. Portugal.


Em altura de irmos buscar substrato para sustentar os altos castelos que hoje  estão ruídos e estilhaçados, e sem entrarmos em revisionismos ou vontades conducentes a emperros - ainda mais? - da evolução, relembramos que este povo (o que é um povo?) teve, para não ir muito atrás, que perdemos a "emocionalidade" (emoção+racionalidade) que devemos ter para com algo que nos devia ser próximo, 



Monarquia, República aos sobressaltos, uma ditadura fascista de 48 (!) anos e uma revolução, pacífica, organizada, sabedora e segura, que lhe pôs fim.


Tivemos o PREC - Processo Revolucionário Em Curso, ao qual puseram termo, apontam essa a data fulcral para tal, a 25 de Novembro de 1975.
Ou, se quisermos mesmo o carimbo, nas eleições de 25 de Abril de 1976.



E estamos neste sistema há 37 (!) anos.



Terminada a revisão, é nesta relação de 48 anos de uma coisa, 2 anos de outra e 37 desta que quero começar esta crónica crítica.



Portanto,


Eu gosto de livros.
Costumo, sempre que posso, passar o corpo e os olhos por alfarrábios.
Não sei se os caros leitores fazem gosto de fazer o mesmo.
Bem.
Sobretudo nestes e em feiras de venda de livros usados, que é como irmos a museus por explorar, não sei se já repararam que há, por vezes (e quando há, poucos não são), livros sobre política.
Para o leigo, diremos que costumam ter capas vermelhas (isto tem explicação) e versar sobre Marxismo, o salazarismo, o capitalismo, o golpe de Abril, a organização do MFA, a revolução do proletariado, a reforma agrária, a constituição revolucionária, sobre situações políticas na União Soviética, no Chile, em Espanha (sim, ainda tivemos cerca de 3 anos para falar do franquismo), no Biafra, na Grécia, na Checoslováquia, na RDA e na RFA, entrevistas a capitães de Abril, as incongruências destes ou daqueles episódios, etc.



Já nos perguntámos, se já reparámos nisto, como é que estes livros foram ali parar? Porque é que estes livros estão ali à venda, a maior parte deles bem acessíveis (preço),?




Eu tenho uma teoria.


Sim, tem que ver com aqueles anos que relacionei acima.
E, sim, a teoria não está desligada nem da observação da natureza, nem, se assim o quisermos, de uma formulação freudiana do comportamento. Que neste caso, do comportamento humano.



Tivemos um regime opressivo, cerceador das liberdades de escolha e decisão (é por aqui que se afere da democracia, quanto a mim, em primeiro lugar), que nos manteve arrebanhados no atraso material (calma...) e mental de que ainda não só padecemos como parecemos nunca ter deixado de padecer.


Estas dificuldades e estreitamentos aguçaram o espírito, a criatividade e desenvolveram o músculo de combate.
Durante os 48 anos as coisas foram-se acumulando.
A sageza e os entraves funcionam como a água que quer chegar, custe o que custar, ao mar.
E um dia, "a horas certas", a tampa saltou e a panela explodiu.



A ditadura não caiu de podre.


Tivemos de a fazer cair.
Talvez por isso o caso português se diferencie do espanhol, que teve aquilo a que chamaram "transição". 
Não, aqui houve, aqui fizemos uma "Revolução".



É certo e sabido que, se bem que fosse a maioria da população que sofria com a ditadura (escapavam-lhes os seus "instituidores" políticos, económicos e religiosos... e mais os acomodados ou conformados), a revolução foi feita por uma minoria.


Raios!
Quero com isto dizer que os organizados, além da vantagem de terem um instrumento, a instituição militar e seus meios, representando aquela que - veio não a descobri-la mas a formulá-la - era a vontade popular, não eram representativos no número.



E assim partimos para o PREC.


Foram dois anos de conquistas, "as conquistas de Abril!", de muitas alterações estruturais na organização social, política, económica, agrícola, produtiva, demográfica e geográfica e mental de um povo.
Um povo que foi arredado da cultura e da política ("basta-lhe que saiba ler e escrever" e "um copo de vinho alimenta muitos portugueses" e "Fadai-vos, que nos Fartamo-nos de vos Foder", vulgo política dos três FF's, com os instrumentos de manipulação, esvaziamento, desinteresse e amesquinhamento que constituem a religião, o futebol e o fado institucionalizado, autorizado, oco e bacoco) durante 48 anos (mais os que vinham de trás) teve, em 2 anos, de aprender tudo sobre marxismo, comunismo, de saber o que é a democracia, de se organizar em comissões de trabalhadores, de moradores, em sindicatos, em cooperativas...



Ou seja, já estamos a chegar lá, ...toca a instruir-se.


Claro, antes disso ainda tiveram, muitos, de aprender a ler.



Foram 2 anos (não sabíamos que iam ser dois anos) de aprendizagem à pressa, para estar por dentro das mudanças.


A questão não se trata tanto de "depressa e bem não haver quem".
A questão é que o 25 de Novembro pôs fim a essa continuidade revolucionária necessária para consolidar a mentalidade que é o fogo da democracia.
Em 1976, então, entregamos tudo, novamente, com toda a confiança - o povo assim o quis!, dirão uns, talvez a maioria - a uns quantos.



Nós, que nos organizáramos em comissões disto e daquilo para que as decisões fossem tomadas pelos envolvidos, que lutáramos pelo seu esclarecimento para tomarmos nas nossas mãos aquilo que era nosso e que trabalhávamos, que construímos, durante dois anos, uma pirâmide mais equitativa e representativa do poder, fomos, passados esses dois anos, entregar, novamente e confiantes, tudo a uns poucos.




E, confiantes, deitámos aqueles livros fora.


"Já não preciso disto" e "Já li" e ainda "eles agora tratam de tudo, por nós".
Confiantes, enchemos os alfarrabistas com os livros, agora lixo, que deixaram de fazer sentido termos lá por casa a apanhar pó e aliás a ocupar o espaço necessário para as revistas da moda.



E fomos adormecendo.


Esquecendo a história, as nossas capacidades.
Destruindo a criatividade e a força de intervenção.
Esvaziando e substituindo os valores democráticos pelos do umbigo.



E estamos nisto há 37 anos.


37 anos de alternância bipartidária, sempre a insistir, confiantes a cada 4 anos, no mesmo. Ora num, ora noutro.



E a democracia foi tomada de assalto.


Aliás, os partidos, os detentores e organizadores deste país, tiveram, até ao momento, 37 anos para o fazerem.



E nós deixámos.


Porque, adormecidos, confiámos.
Pois é, estar atento e ser lúcido dá trabalho, não é?
Pois, eles que decidam!



Pois, eles decidiram que tu deixaste de decidir.


Que tu deixaste de contar.
Agora só te contam contos e fábulas.



A teoria - não nos perdemos na meada - é a de que o excesso de uma coisa leva ao excesso do seu contrário.


Aos 48 anos de modorra e anti-vida corresponderam 2 anos de força e ter a história na mão.



Freudianamente, podemos dizer que o que é recalcado mais cedo que tarde virá ao de cima. E mais violentamente quanto mais tarde vier.




Gaiamente, diremos que a após à calma sucede a tempestade, o frio ao calor, a chuva ao tempo sem chuva, a dormência do vulcão à - conforme a sua natureza - sua erupção.




Livrescamente, a abundância daqueles livros por ler e à espera de serem lidos em alfarrabistas corresponde a indecência, a nulidade e a estupidez das escolhas que temos vindo a fazer, a cada 4 anos, e a cada 5 (veja-se o maior bacoco desde Amércio Thomaz que fomos eleger, de seu nome Aníbal Cavaco Silva...), durante estes 37 anos, nas eleições.




Ora bem, parece que já temos uns anitos, 37, para andarmos a fartar-nos disto, não acham?




Não se pode enganar um bébé com a mesma brincadeira durante 37 anos!!!, diria o nosso amigo Bradbury.






Pois, mas



Vamos supor que havia eleições em Portugal amanhã. Os eleitores poderiam escolher entre: 
a) uma opção de primeiro-ministro que foi durante muito tempo líder de uma juventude partidária, escreveu um manifesto chamado “Portugal Primeiro” e governaria, naturalmente, de acordo com as indicações da troika; 
e, 
b) uma opção de primeiro-ministro que foi durante muito tempo líder de uma juventude partidária, escreveu um manifesto chamado “Portugal Primeiro” e governaria, naturalmente, de acordo com as indicações da troika.
(Sim, é verdade, copiei e voltei a colar a última frase.)
Evidentemente, isto não é tudo. Os portugueses escolheriam um pouco mais de duzentos deputados, que por sua vez já teriam sido escolhidos por outros cinco portugueses, dois dos quais são os descritos acima na alínea a) e b). Dos cinco partidos a que pertencem estes deputados, sabemos que dois se colocariam imediatamente de fora de qualquer governo — apesar competirem entre si pela intenção de formarem “um governo de esquerda”, num caso, e “um governo de esquerda e patriótico”, no segundo. Se houvesse eleições amanhã, em suma, a grande surpresa consistiria em saber-se com qual dos portugal-primeiristas, ex-jotinhas e atuais troikistas iria Paulo Portas fazer um governo de coligação e, subsidiariamente, em saber quem seria o Miguel Relvas do PS.

(desculpem, mas não consigo senão citar todo o artigo de Rui Tavares.)


Por isso, o cronista ateu e de esquerda acaba por ter de resignar-se à realidade de que, após 700 anos, o cardeal Ratzinger acabou de provar que é hoje mais imprevisível seguir a política do Vaticano do que a portuguesa.
Não é para admirar que, estudo após estudo, os portugueses sejam dados como os europeus que menos acreditam na democracia, menos participam na vida política ou partidária, e em que a degradação desta crença cívica vai avançando mais rapidamente. No Barómetro da Qualidade da Democracia do ano passado só 55% dos portugueses consideravam a democracia superior a outros regimes. Mas somente 15% dos portugueses se diziam favoráveis a um regime autoritário. Que se passa aqui? Muito simples: os portugueses não têm nada contra a democracia em geral, mas contra a forma como esta democracia em particular está a ficar.
A reflexão crucial é a que apareceu numa opinião publicada recentemente neste jornal por João Nogueira Santos e Carlos Macedo e Cunha, segundo os quais 99% dos portugueses nunca votou numa eleição para candidato a primeiro-ministro. Ao contrário dos italianos, dos franceses, e dos cidadãos de muitos outros países onde já se escolhem os candidatos a chefe de executivo em primárias abertas a vários partidos todos os cidadãos.
Em Portugal há alguns alvores de esperança, como agora o movimento de cidadãos de esquerda que, cansados de esperar pelos respetivos partidos, pretende discutir as eleições em Coimbra. No dia em que um destes movimentos decidir escolher os seus candidatos por primárias abertas aos cidadãos, ou em que apareça um partido (existente ou novo) com coragem para fazer o mesmo, estarão abertas novas portas à participação política no país, e as pessoas voltarão a encontrar um sentido para as escolhas em democracia.
Até, e tal como nos EUA o movimento do Occupy Wall Street propôs fazer dos 99% o símbolo da exclusão económica, defendo que deveria fazer-se deste 99% que nunca votaram para escolher os candidatos a primeiro-ministro, ou os candidatos a deputados, o símbolo da exclusão política a que quase todos os portugueses estão sujeitos.

E há uma questão fundamental que era ter a ousadia de fazer um último teste. 
Um último teste ao que nos resta, que é - já repararam, sequer? - estas mesmas eleições que nos dizem ser o tudo e o nada, conforme os apologistas, da democracia que temos.
Esse último teste por fazer - continua por fazer! - já vinha narrado, em tentativa, no "Ensaio Sobre a Lucidez".
Esse teste consiste em votar diferente, mas completamente!, do que temos vindo a fazer nestes 37 anos.

E aqui saltamos para outro exemplo.
Enquanto milhares de milhões de nós andamos, por todo o mundo e  à trela dos média, entretidos com uma mudança que apenas pode ser decidida por menos que os países que esse mundo conhece e em que esse mundo tem de viver, não sei se repararam que houve eleições ali ao lado, a toda a volta do Vaticano, esse estado absolutista criado pelo mui democrático Mussolini.

Vistes quais foram os resultados?
Vá, todos tivestes de ser metralhados com a propaganda!...
E vistes quais foram as consequências / reacções a esses resultados?

Eu vou explicar e chamar-vos à atenção, para o caso de não terdes tido a lucidez de análise.
O candidato que resignou, o mandatado do FMI para aquele país, Monti, teve uns 10% dos votos. O palhaço Berlusconi teve 29%, o outro, Bersani, teve também 29% e a personagem, populista, não tardaram logo os média em fazer-nos cabeça, Beppe Grillo teve uns assombrosos, perigosos 25%.
Populista? Ok, mas não será o único, e não ouvi os "imparciais" jornalistas a usarem dessa palavra para falarem do imperialista palhaço corrupto Berlusconi.

A organização do poder deu num impasse, pois houve maioria de um dos candidatos num sítio e maioria do outro noutro sítio, i.e., Câmara de Deputados e Assembleia.

O país ficou num impasse.
Talvez tenha sido isto o foco principal das notícias.
Mas não descuremos o comediante Grillo.

Agora reparai nesta anedota.
Mal se souberam os resultados, primeira notícia que ouvi:
Os mercados reagiram em baixa.

Os mercados???
Mas o que é que os mercados têm que ver com umas eleições?
Mas porque é que...

No livro do Saramago, a escolha do voto em branco deu prò torto e os instalados do sistema partidário e do poder logo trataram de arranjar um bode expiatório para sanear o problema e repor a "normalidade democrática".

Por cá, sempre que se vota diferente, os mercados reagem.
Assim, diriam eles se fossem entidades concretas e humanas, não vale a pena continuarmos com eleições!
Como se a Democracia não passasse da melhor invenção do Poder oligárquico (que instituiu a Escravatura, o Absolutismo, e todas as demais Idades Médias por todos os tempos) para atravessar e sobreviver aos tempos e aos lugares.

Nós damo-vos a liberdade de elegerdes, mas só se aqueles que elegerdes forem do nosso agrado e confiança!
Tudo o que sair fora desse espectro não conta.

Esta é a última dúvida que temos de tirar. De uma vez por todas.
E era essa, quanto a mim, a reflexão última do livro "Ensaio Sobre a Lucidez".
Temos, para ter a certeza absoluta (para não virem depois acusar-nos que não tentámos...), de tirar essa última prova dos nove: votar, ou na extrema direita, ou na extrema esquerda e não reservar um voto que seja para os partidos siameses do centro estagnado, instalado e manipulado.

Aí veremos o poder que o Poder nos reserva ou realmente nos concedeu para tratarmos da nossa vida.

E, sabeis de uma coisa, acredito há muito tempo que a consequência imediata será uma intervenção militar eivada de libertação. Os poderes que realmente nos governam, se estrangeiros são, logo tratarão de mobilizar os exércitos para intervirem nesta porcaria de jardim à beira-mar podado.
Claro, que, antes, tratam de mobilizar os embaixadores, quais Carluccis renovados, e de pôr, tal como põem os mandatados do FMI, peças fundamentais para que as coisas não saiam do sítio.
As chamadas forças de bloqueio.
A reacção e os "insiders".

Na Grécia, antes das eleições de 1967, houve um golpe militar que pôs o país a ferro e fogo, de que aliás já por cá falámos.
Não deixaram que houvesse eleições.
E sabeis porquê?
Porque de antemão sabiam que a vontade da maioria era um governo de orientação socialista. A história do povo levou a que ele se organizasse e assim pensasse. E portanto, as eleições já não serviriam para a fachada para que servem por cá. Por cá e por muitos desses países que se dizem democráticos.

Os coronéis é que trataram, evitando as eleições, de nos dar, há muitos anos, a razão que teimámos em adiar conhecer: a de que estas não servem para mudar o essencial - só servem para dar continuidade.
Isto pode parecer um raciocínio circular, mas é assim que compreendemos as alternâncias entre os partidos do centro, que não distinguimos os democratas dos republicanos: os interesses que realmente governam e que nós não elegemos estão instalados, legislam e mexem os cordelinhos para que o poder nunca seja repartido ou transferido.

Ui, o poder cair na rua seria o desastre!
(Ouvimos esta de um comentador, depois do sábado passado)
Seria, não seria?
A que desastre estarão eles a referir-se mesmo?
À desacreditação final do sistema?
Ou será à "rebaldaria" e ao "perigo" do populismo e da deriva do poder?

O problema posterior vai ter àqueles livros a ganhar pó.

"It's a large nation, but still very weak", 
acertava o Leonard Cohen no Festival da Ilha de Wight

Mesmo se isto se desse por uma revolta de lucidez (votar só e apenas nos extremos, ou num ou noutro) faltar-nos-ia depois a capacidade de nos organizarmos para podermos tomar conta do nosso destino.
Sem patrões nem senhorios.

E a falta de criatividade e de inteligência que perpassou na manifestação de sábado passado é o mais preocupante de tudo isto.
O poder não é nada sem controlo, dizia um anúncio de pneus de que alguns se lembrarão. Se o viveram e se o guardam na memória (a possível...).
O poder cair na rua será o desastre se se tratar de força bruta, esta força bruta que é sempre tão maleável que basta um qualquer charlatão que cante melhor que o Relvas para a mobilizar a seu favor, crendo, crentes, os indignados ter ali, perante, eles, mais um salvador da pátria saído do nevoeiro que criámos por desleixo.
Tal como Salazar.

A qualidade da democracia está intimamente com a capacidade do seu povo.
E se quiserdes prova cabal disto, FODA-SE, fiquemos e aprendamos com isto:


Porque tiveram um presidente da república que, ao contrário dos fantoches e sucedâneos de Kissingers, preferiu sacrificar a economia em vez da democracia e porque o povo se organizou para decidir o que fazer com o que lhe diz respeito.

As bases da estupidez grassam, alimentadas por quem quer manter as coisas tal como estão. E assim, toda a mudança se vê dificultada ou mesmo impossibilitada.

Lá está, os tais 37 anitos.
Continuamos uns bébés...

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