Segunda-feira, Março 09, 2009
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Apesar da população envelhecida, reduzida, emigrada (para as grandes cidades, ou mesmo para o estrangeiro), o fraco tecido económico da região nada tem que ver com a criatividade desta gente!
Até podemos dizer, estereotipadamente, que tempo não lhes falta...
Como diz Orlando Ribeiro, "viajando muito, notando particularidades locais e comparando analogias distantes, ganhando o treino de observar rapidamente e o golpe de vista que permite, ao primeiro contacto, notar o que há de típico nos lugares e nos modos de vida humanos".
Os habituais senhores, sentados às portas dos cafés, imagem muito frequente para o viajante pelas terras abaixo do Tejo, podem constituir um desses traços característicos de uma região, de um conjunto de população.
Não nos esqueçamos que é nas tascas, nas vendas, nos cafés que muito se confraterniza, se dialoga, discute e onde muitas ideias criadoras se gera(ra)m.
E talvez, não propriamente a expressão que dá nome a esta tasca. Mas também o que ela significa pode dar-nos uma pista do tempo que estas gentes (sobretudo os homens, é sabido, mesmo após a chegada da suposta igualdade legal dos géneros...) passam nestes espaços.
Bem, afinal uma imagem destas até acaba por ser mais geográfica que o que à primeira vista se mostrava, não é verdade?
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