domingo, agosto 22, 2010

Ainda (O costume)

Como não vejo muita televisão, não sei até que ponto isto é considerado importante por quem a gere, mas penso que a abordagem não terá sido incisiva (como, aliás, não costuma ser) nem notória. Ou seja, parece ter passado ao lado, como sempre esperamos que passe um cometa em direcção à Terra...

Mas "diz-se..." que em Córdoba caíram, há uns dias, 200 litros por metro quadrado (m2) durante duas horas (2h).

200 litros.

200 litros.

200 litros.

200 litros.

200 litros.


... por metro quadrado...

...


Precipitação acumulada anual
Mapa extraído do Instituto de Meteorologia


(
...a precipitação média anual, no espaço 1961/1990, nas zonas mais pluviosas de Portugal (Nordeste montanhoso, ali na zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês; podemos ver melhor no mapa acima, ronda os 3000 mm...............
)


Isto vai soar a muito pouco científico da minha (exclusiva) parte, e, com tal postura, "descontribuir" para o crédito junto de quem está a ler-me.
:

Ouvi, aqui há poucos anos, um climatólogo espanhol, na rádio, a falar sobre estes fenómenos de elevadas precipitações e suas consequentes cheias (rápidas).
Lembro-me de ele ter aludido a massas de ar húmido que atravessavam - sem se precipitar, portanto - zonas da Europa que têm sofrido desflorestação.

Isto é muito pouco preciso, eu sei.
Mas lembra-nos, mais uma vez, que o mundo em que vivemos é só um;

Que aquilo a que chamamos "globalização", querendo-nos referir ao processo fundamentalmente (isto é, dos fundamentos sobre os quais outros aspectos assentam) económico, é uma coisa que sempre existiu, no sentido em que as causas são longínquas (dos lugares onde suas consequências se manifestam).

O que isto cria é o sentimento de impotência,
de que estamos sempre longe,
sempre fora de jogo.
Estamos sempre onde não podemos mexer uma palha para alterar aquilo que nos afecta.
Estamos, portanto, onde aquilo que fazemos vai afectar não sabemos quem.
E, umbiguistas despreocupados nem castigados, não percebemos porque havemos parar.

Tão ilógicos somos, que não conseguimos ver as relações causais entre coisas tão afastadas...
É disso que acusam certos cientistas, "iluminados", "catastrofistas"...

Mas...
não será o "globalismo" (preferimos assim) da Terra, uma excelente oportunidade (obrigação) para sermos também "unos", unirmos esforços em prol da...

sobrevivência
?


Continuemos a olhar para o umbigo.
Pode ser que descubramos a causa do mal colectivo.
(o próprio o umbigo, evidentemente)...

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