terça-feira, abril 09, 2013

Fafenses: somos todos Madeirenses! Terceirenses, Micaelenses, etc. etc.

Quando os erros não são pagos pelos que já se puseram a andar,

isso tem nomes: corrupção, prepotência, usurpação, desrespeito, abuso de poder, manipulação e outros procedimentos da mesma índole com que os nossos empreiteiros / autarcas / políticos / empresários sem escrúpulos e valores que não os do bolso e da bolsa aprenderam a viver, impunes.

Ordenamento do território desordenado, território vilipendiado, uma vítima é uma vítima a mais.




Para funcionar bem e fazer da prática um sistema, não basta haver corrupção nas altas instâncias que beneficiam com as infracções ao que a lei quer salvaguardar: é preciso que as bases alimentem e sustentem essa corrupção. Por exemplo, com a ignorância dos riscos, indo alimentar erros.
Depois sofrem as consequências.
Que de nada adiantará procurar culpados se o desastre já tiver destruído vidas.

Quereremos apanhá-los, nós, por entre os despojos e os detritos que deixaram para nós. Só para nós.

 Imagem do Jornal de Fafe




Imagem do Jornal Público

Importa em tudo o que tem carácter geográfico o que em si está implícito: o enquadramento. Por isso, a imagem do jornal Público é elucidativa do desnível a que as casas estão.

Isso é só a topografia. 
Que, para a força gravítica, é quase tudo.

Mas depois vem o historial daquelas terras: se eram dali, se resultaram de aterros, se eram só terras, se se encontravam solidificadas, se continham rocha-mãe...

Quanto ao clima, devemos sempre lembrar-nos que há uma quantidade de precipitação a que os sólidos passam a comportar-se como líquidos.
Esse comportamento pode ser coadjuvado pela topografia e pela composição.

Há ainda outros factores a ter em conta: 

- o impacto que o terreno estava a suportar (fundações das casas, peso por área...)

se o mesmo tinha alguma força que as contivesse face ao desnível (muro, paredão...).

- se o Plano de ordenamento vedava a construção, devido à classificação da área e face ao declive. Claro que não devia ser o caso, como já não é assim tão óbvio.

(nem vamos referir a vibração da circulação rodoviária, ou outra, pois se um terreno sofresse solifluxões assim por essa palha, seria como estarem os construtores a tentar erigir castelos na areia...)


Mas quando as coisas correm mal vamos então observar se as regras foram cumpridas, para perceber o que pode ter ajudado à destrutiva festa.
Ou seja, temos o proverbial e péssimo hábito de procurar depois o que devia ter sido salvaguardado no devido tempo e em sede própria.
Na altura das intervenções humanas no terreno e modificações da paisagem e  dos usos do solo.

É o pla-ne-a-men-to!, estúpido!

E assim vai o funcionamento dos países das cabeças pequeninas.

Talvez nos contraponham:

- Cabeças pequeninas, as deles, que os meus bolsos estão cheios.
E numa terra de burros, quem tem olho prò negócio é o rei da máfia.

Assim tem dito e escrito a lei, o corrupto-tipo imperante, cabeça-de-altifalante, propagandista-asfixiante, comprador-de-almas-alienante.

Não percamos a lucidez: a posterior solidariedade para com as vítimas ou os familiares das vítimas não é justiça.

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