Segunda-feira, Abril 19, 2010
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2 Ecopontos:
Que palavras tão pessimistas e desmoralizadoras, Eduardo, para este Dia da Terra!
«Este Marcovaldo tinha um olho pouquíssimo afeito à vida da cidade: anúncios, semáforos, montras, letreiros luminosos, cartazes, por mais estudados que fossem para chamar a atenção, nunca detinham o seu olhar que parecia correr pelas areias do deserto. Em contrapartida, folha a amarelecer num ramo ou pena pousada numa telha nunca lhe escapavam: não havia moscardo no dorso de um cavalo, buraco de caruncho numa tábua nem casca de figo esborrachada no passeio em que Marcovaldo não reparasse e não fizesse deles objecto de profundos pensamentos, descobrindo a mutação das estações do ano, os desejos da sua alma e a miséria da sua existência.»
Marcovaldo, de Italo Calvino
A busca da natureza no meio de uma cidade será uma tarefa assim tão impossível de concretizar?!
A busca da Natureza é dura quando nos petrificam a paixão.
Na cidade ou no campo.
O mundo desaba ou desaparece até não se sabe quando.
Mas ter sempre a certeza da música, da literatura, das artes...
Tons de Azul.
Obrigado pelas palavras.
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