domingo, dezembro 22, 2013
sábado, dezembro 14, 2013
A Gaia Sapiência (também de Reclus)
Oremos, irmãos.
Ajoelhemo-nos e glorifiquemos o deus guito e os seus propaladores.
Reciclado por
Edward Soja
às
sábado, dezembro 14, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Antropologia, Estratos, Geógrafos, Manifestos
quarta-feira, novembro 20, 2013
Publicar título
O engravatado leva o cão pela mão enquanto passeia o telemóvel.
Antes do seu bulot, o prato principal dos que passam fome existencial...
A fila engrossa de descontentes.
Com papás que, para levar os meninos à escola, atropelam os passeios.
Tanto investimento
- é o seu dever, ai deles que os não os ponham a estudar, logo a sociedade os crucificará, sem direito a mártires.
nas crianças
para que as possamos desprezar e explorar com mais desdém
quando entrarem
se entrarem
para
o mercado
mercado
o mercado
marcado
o marcado
de trabalho
a maternidade
a maternidade
a maternidade...
As paredes dos prédios não impedem
os ruídos.
Quem mora nas nossas cabeças?
os adeptos que vão esperar a selecção
bombos da festa
bobos da corte
da corte dos porcos
quais medievalistas
da idade das trevas
em que a educação e a cultura sofrem cortes
e a curiosidade e o conhecimento são mal-vistos
o fim da civilização
ou o fim do civismo
o fim da cidade
a expensas da privatização
e dos espaços exíguos
remanescentes
que sobraram para entreter as crianças
- cuidado!
que o carro pode atropelá-las!
Vinde brincar para dentro.
Do computador,
Computadores.
Computam
computam,
computam...
autistas
mimados
Como se a única legitimidade aceite para não comprar fosse não poder...
Já não há vontade.
Se somos maquinais infernais
ad aeternum
maleficus
sanctificatus...
Louvaminhas,
tu,
Domingo vais à missa
ou então ficas a ver televisão,
que te é concedida a graça
que te desgraça.
E a martelada sincrónica
à batida do coração em descarga
bílis e sangue venoso
a escorrer pelo alcatrão
do ser humano trucidado
pelo cinzentismo
e pela normalização
dos mercados
marcados
tu!
estás marcado
tira a senha!
põe-te na fila,
sê civilizado.
Sê servilizado
e não digas que não vais daqui,
que o respeitinho é muito lindo
e faz girar as sociedades
. ex-clavas .
Há gado no talho
e porcos no açougue.
E todos os cadáveres cheiram ao mesmo.
Há valores que não têm lugar na sociedade.
Por isso há valores que migram.
Ou definham e morrem.
Uma serra dava jeito para derrubar estas tábuas...
E lá fora ouve-se a melodia
de quem há muito vai afiando a faca.
Será Noé?
Reciclado por
Edward Soja
às
quarta-feira, novembro 20, 2013
0
Ecopontos
segunda-feira, outubro 28, 2013
Um hostel onde podes dormir numa caravana vintage
Reciclado por
Rogeriomad
às
segunda-feira, outubro 28, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Economia, Espaços escritos, Transportes/Mobilidade, Turismo/Lazer, Urbanismo
domingo, outubro 27, 2013
Há mãos portuguesas em projeto que transformou prédio devoluto em arte
Reciclado por
Rogeriomad
às
domingo, outubro 27, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Arquitetura, Economia, Espaços escritos, Planeamento/OT, Urbanismo
sábado, outubro 26, 2013
Bolsa de terrenos para cultivo disponível online
Reciclado por
Rogeriomad
às
sábado, outubro 26, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Desertificação, Economia, Espaços escritos, Regiões
sábado, setembro 28, 2013
As Torres do Técnico
Reciclado por
Rogeriomad
às
sábado, setembro 28, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Arquitetura, Educação, Engenharia/Construção, Humor, Planeamento/OT, Universidade, Videoteca
terça-feira, setembro 24, 2013
O Direito À Cidade, por Henri Lefebvre
2 - Estes dois conjuntos de problemas foram e continuam a ser colocados pelo crescimento económico. A experiência prática demonstra que pode haver crescimento sem desenvolvimento social (crescimento quantitativo sem desenvolvimento qualitativo). Nestas condições, as mudanças na sociedade são mais aparentes que reais. O fetichismo e a ideologia da mudança (dita de outro modo: a ideologia da modernidade) encobrem a estagnação das relações sociais essenciais.
(p.139)
O esvaziamento dos poderes das comunidades, distraídas com os restos dos prazeres (ou impaladas pela cruz da propaganda), vai a par da perda dos espaços de convívio e de outras formas de fazer cidade que não a de consubstanciar e reforçar as práticas... despojadoras do poder. Mediante o servilismo mercantil e suas dependências ocupacionais.
A cidade, tal como ela for e nos aparecer, revela o conjunto dos poderes organizados, espacializados em instituições ou sedes, colonizados em áreas (maiores ou menores) do seu espaço vital visível.
Não existe nenhuma sociedade sem ordem, sem um significado, perceptível e legível no terreno. (p.32)
A materialização do poder organiza-se hierarquicamente, em lógicas que traduzem (convencionámos) a rentabilidade e eficácia da sua acção e pressupostos.
Urge a inversão das práticas que construíram o inferno para a maioria e o céu para os "deuses do Olimpo".
O processo vem desenhando-se desde longe e aparece-nos hoje como dado adquirido, inquestionável e dogmático, e - pior - como se não fosse analisável e desconstrutível.
A transformação do espaço (qualquer espaço) em espaço urbano, na voragem industrial, acarreta externalidades (reparemos na palavra: externalidades, como sugerindo algo que afecta os que estão fora. No caso, fora dos espaços urbanos...) Mas a crise surge quando tais "danos colaterais" assumiram tal dimensão que se anunciam já DENTRO do espaço urbano. É o caso da sustentabilidade alimentar, caucionada pela praxis betonizante dos modos de vida até então óbvios ou intocáveis.
Para o Poder, desde há um século, qual é a essência da cidade? ela fervilha de actividades suspeitas, de delinquências: é um centro de agitação. O poder de Estado e os grandes interesses económicos só podem conceber uma estratégia: desvalorizar, degradar, destruir a sociedade urbana. (p.87)
A crise espacial entrelaça-se / é produto da crise da organização, com a sobreposição dos interesses da maioria pelos interesses da minoria capitalista ou institucional (não necessariamente económica, mas visando uma certa racionalidade que pretende atingir a eficácia, o domínio através da acumulação):
Esta crise da cidade é acompanhada, um pouco por todo o lado, de uma crise das instituições urbanas (municipais) devida à dupla pressão do Estado e da iniciativa industrial. Tanto o Estado, como a empresa, como os dois (rivais ou concorrentes, mas frequentemente associados) tendem a apoderar-se das funções, atributos e prerrogativas da sociedade urbana. Em certos países capitalistas, deixa a iniciativa "privada" ao Estado, às instituições e organismos públicos, algo mais do que aquilo que recusa encarregar-se por ser demasiado oneroso? (p.88)
O mundo da mercadoria tem a sua lógica imanente, a do dinheiro e do valor de troca generalizado sem limites. Uma tal forma, a da troca e da equivalência, mantém apenas indiferença em relação à forma urbana; ela reduz a simultaneidade e os encontros aos que praticam trocas, e o lugar do encontro reduz-se ao lugar onde se firmam contratos ou quase-contratos de troca equivalente: ao mercado. (p.91)
O cerco aperta-se, as fugas, dêem por onde derem, vislumbram-se na loucura e na alienação ao virar da esquina. Seja no património, seja no turismo, seja em qualquer aspecto, transformado, kitchizado, para consumo dos ávidos carentes do real.
De forma muito estranha, o direito à natureza (ao campo e à «natureza pura») entra na prática social desde há alguns anos através do lazer. Esse direito fez o seu caminho através de protestos que se foram tornando banais contra o ruído, a fadiga, o universo «concentracionário» das cidades (enquanto a cidade apodrece ou explode). Estranho encaminhamento, dizemos nós: a natureza entra no valor de troca e na mercadoria. (p.118)
A materialização mais evidente deste conflito de visões do mundo e de valores (públicos e privados) tem, como vimos na primeira citação (que é das últimas passagens do livro), na sua base a discrepância e mútua necessidade (mão-de-obra para escravizar, caixotes para a enfiar, por um lado, e actividades económicas para acumular e reprodução e colonização espacial para crescer e se afirmar, por outro) entre desenvolvimento (social) e crescimento (económico):
As massas, pressionadas por múltiplos constrangimentos, alojam-se espontaneamente em cidades-satélite, em subúrbios programados, em guetos mais ou menos «residenciais», possuindo apenas para si um espaço cuidadosamente medido, enquanto o tempo lhes foge. As massas conduzem a sua vida quotidiana de forma subordinada (sem o saberem) às exigências da concentração dos poderes. Mas não se trata aqui de um universo concentracionário. Tudo isto pode suceder na ideologia da liberdade e sob a capa da racionalidade, da organização e do planeamento. Estas massas que não merecem o nome de povo, de popular, de classe operária, vivem «relativamente bem», tirando o facto de a sua vida quotidiana ser telecomandada, e sobre elas pesar a ameaça permanente do desemprego, o que contribui para um terror latente e generalizado. (p.123)
A materialização conceptual que de tudo isto se releva pode ser lida como paralela à globalização, pois parece ignorar fronteiras e obstáculos. Porque a globalização vigente é a da economia capitalista, não a da cultura da diversidade e da transformação (para melhor) das condições de vida das massas disformes (disformadas) do planeta (cada vez mais cinzento), Lefebvre vê no automóvel o "objecto-piloto no mundo das mercadorias, que tende a levantar [suprimir] esta última barreira: a cidade." (p.129):
Os habitantes do Olimpo, como a nova aristocracia burguesa (quem o ignora?) já não habitam. Eles andam de palácio em palácio ou de castelo em castelo; eles comandam uma frota ou um país a partir de um iate; eles estão em toda a parte e em nenhuma. Exercem assim fascínio sobre as pessoas mergulhadas no quotidiano, eles que transcendem a quotidianidade; possuem a natureza e deixam os seus esbirros fabricar a cultura. (p.119)
Agora não é só a corrosão física das fronteiras jurisdicionais (pelos transportes) que praticam o poder, mas também a das institucionais e mentais, mediante o fluxo de dados e informação via meios de comunicação para as massas. Detidos pelas minorias, claro está.
A salvaguarda da sociedade urbana (da cidade, como o autor a entende) não é (ou nem é, de todo) a mera protecção da memória dos monumentos, ou a organização saudável dos "bairros residenciais", ou a racionalidade (económica) dos comportamentos (visem eles, até, a ecologia), mas sim a prática de valores que contrariem, em todos os domínios da vida social, o valor imperante: o de troca. A apropriação da cidade pelos cidadãos é caminho que desbrava e destrói a privatização da cidade (dos corpos e das almas) pelas empresas e instituições.
É essa a crise basilar que está a inquinar e destruir o mundo.
E Lefebvre, já em 1968, o sabia bem.
* Rurbano refere-se à interpenetração ou hibridização do rural e do urbano, que representa, aliás, uma grande extensão actual do mundo, quer em materialização espacial, quer comportamental. Esta é também a crítica / análise feita por Álvaro Domingues, em "Vida no Campo".
Reciclado por
Edward Soja
às
terça-feira, setembro 24, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Antropologia, Biblioteca, Cidades, Economia, Livro do mês, Urbanismo
sábado, setembro 14, 2013
Meus amigos, o urbanismo à la Odorico Paraguaçu
Reciclado por
Vidal
às
sábado, setembro 14, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Portugal Provisório, Urbanismo
segunda-feira, agosto 26, 2013
In Memoriam
É privado.
Reciclado por
Edward Soja
às
segunda-feira, agosto 26, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Efemérides, Manifestos
quinta-feira, agosto 15, 2013
Meus amigos, diz que não há nada como a vida no campo
[daqui]
Reciclado por
Vidal
às
quinta-feira, agosto 15, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Manifestos
segunda-feira, agosto 12, 2013
Sem direito a publicidade
[estátua]
Reciclado por
Vidal
às
segunda-feira, agosto 12, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Cidades, Minho, Portugal Provisório
quarta-feira, julho 31, 2013
E se for já neste século?
Reciclado por
Edward Soja
às
quarta-feira, julho 31, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Climatologia, Hidrologia, Riscos
sexta-feira, julho 26, 2013
Dos exércitos (e) da farda que não desbota, renovada
Tu és o exército e vens bem munido.
Tu és o exército a recrutar mais exército, a fazer baixar os salários, a fazer aceitar o depauperamento da dignidade no trabalho e a impossibilidade da vida sem o trabalho.
És o promotor dos vendedores da propaganda que cada vez menos gente vai comprar.
Porque cada vez mais há exércitos de gente que não pode comprar tal ideologia.
E é por isso que os supermercados estão cheios de ideias de que cada vez mais desconfiamos, venham elas embaladas em políticos, partidos, empresas, bancos, opinadores e todos os vizinhos do lado e até a tua mãe e o teu pai, que isto é guerra que grassa sem piedade nem olhar a quem.
Aqui não se salva nem Deus: assassinaram-no!
São ideias demasiado caras para as nossas posses.
Por isso há interesse num certo equilíbrio das contas: o tal algo que mude para que tudo fique na mesma.
Mesmo que uma crescente maioria possa ir ficando de fora do sistema...
E chamar-te-ão.
Chamarão a todos.
"Que te compras, que te vendes, é o que pensa o tirano..."
Mas tende cuidado, generais, para manterdes o exército bem ocupado.
E a chacina já se desenha em cada rua, em cada praça.
Onde quer que houver um homem que ficou sem trabalho e conservou a cabeça. E que não quer alimentar uma engrenagem injusta e niveladora, por baixo, alcatrão quente e moldável no calor da crise.
Onde quer que estejas.
Fedes na tua natureza e sabemos onde te encontrar.
Reciclado por
Edward Soja
às
sexta-feira, julho 26, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Economia, Manifestos, Música
quarta-feira, julho 24, 2013
Dos sacrifícios (e) dos sacrificados (e da destruição, esperançosa, da tua casa)
Mas isso terá um preço. Tudo tem um preço, não é?
Reciclado por
Edward Soja
às
quarta-feira, julho 24, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Economia, Globalização, Manifestos
segunda-feira, julho 22, 2013
Da instabilidade (e) dos mercados (e do ensanguentamento, orgulhoso, das mãos com luvas)
Reciclado por
Edward Soja
às
segunda-feira, julho 22, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Economia, Globalização, Portugal Provisório
sábado, julho 20, 2013
Crónica de uma morte anunciada*: cidade de Detroit declara bancarrota
A cidade que é considerada o berço da indústria automóvel norte-americana, e que foi fundada há mais de 300 anos, não consegue sair do poço de dívidas em que tem vindo a afundar-se e, por isso, pediu protecção judicial ao abrigo do capítulo 9 do código de falências, que só se aplica às entidades municipais.
Reciclado por
Vidal
às
sábado, julho 20, 2013
2
Ecopontos
terça-feira, julho 16, 2013
Contra a Terra Queimada
Reciclado por
Edward Soja
às
terça-feira, julho 16, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Erosão, Geologia, Portugal Provisório, Regiões, Riscos
domingo, julho 14, 2013
No problema está a solução: em quase todos os casos, basta inverter os processos que o originam
Reciclado por
Edward Soja
às
domingo, julho 14, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Cidades, Manifestos, Planeamento/OT, Videoteca
sexta-feira, julho 12, 2013
Ó Mái Góde (OMG - Organismos Manipulados Geneticamente)
Reciclado por
Edward Soja
às
sexta-feira, julho 12, 2013
0
Ecopontos
Reciclagens: Ambiente/Ecologia, História, Manifestos













