sexta-feira, fevereiro 15, 2013

O atraso mental paga-se caro (II)

Não sei se viram a "menistra", a menor, a falar, na noite de segunda, no telejornal...


As reportagens sobre o tema do crescimento do eucalipto e respectivo comentário, do minuto 34:30 ao 41m40s.

e passamos a citar a hipocrisia, o atraso mental e a incompetência da senhora Assunção:


"O eucalipto cresce um bocadinho. [SIC]
Temos o declínio do pinheiro, essencialmente ao problema do nemátodo e ao problema dos incêndios...
(...)
Quando nós olhamos para a área arborizada de pinhais vemos que a fotografia não é assim tão má.
(...)
Temos oportunidade de no próximo programa de desenvolvimento rural e aproveitando esta lógica multi-fundos podermos encontrar instrumentos para apoiar a floresta, nomeadamente o pinheiro bravo e nomeadamente o sobreiro, que precisam de ser mais apoiados."


Com que então, apoiar o pobre do pinheiro bravo e - espante-se - o sobreiro!...
E com que então parece ser só o pinheiro que sofre com os incêndios...


Hipocrisia é mandar essas palavrinhas tecnocratas quando a praxis vai no sentido da desregulação, como o Vidal bem chamou à atenção aqui.

E vale a mesmo pena ouvir os comentários de Luís Alves, do jornal 24 Horas de terça, relativo ao dia 11.2.12.
Para quem não pode ver e ouvir, transcrevemos aqui (do minuto 38m19s ao 41m40s):



- Luís, ter mais eucaliptos o que é que pode significar. Falámos aqui do efeito dos incêndios, mas a Quercus diz que vamos ter uma mudança profunda na nossa floresta, com menos água.. por aí adiante.

- E eu concordo com tudo isso e acrescentaria algo mais. 
Aquilo de que se fala, com a nova legislação que o Governo pretende ver aprovada, até agora inédita na Europa, que será possível arborizar zonas com 5 ha ou rearborizar zonas até 10 hectares sem qualquer tipo de licença.
E vai mais longe: permite plantar zonas ardidas - a lei até agora obrigava a plantar com as mesmas espécies que lá estavam - e partir de agora, se esta lei for aprovada, pode-se plantar com qualquer espécie.

- As pessoas lá em casa estão a dizer "Mas eu não tenho nada a ver com isso!". Será?

- Tem, tem, porque a floresta portuguesa produz um conjunto de bens que são do usufruto de todos nós. As pessoas pensam que a floresta funciona só como um rendimento a curto prazo - no caso do eucalipto, em que as pessoas podem retirar rendimento em oito ou dez anos - mas esquecem-se que a longo prazo... eu não sei se as pessoas têm andado a ver a paisagem portuguesa -  ver um eucaliptal em fim de vida é absolutamente assustador, é paisagem lunar.

- É uma paisagem lunar porquê? Porque consome toda a água e seca tudo o que está à volta? É mesmo verdade essa imagem?

- É mesmo verdade. Quem for para a paisagem - não é muito difícil encontrar um destes eucaliptais - nós temos a maior mancha contínua de eucalipto da Europa e somos uma maiores do mundo, somos a quinta maior mancha a nível mundial...

- Isso quer dizer que aquele passeio que nós temos, até dentro duma cidade, debaixo dum pinhal ou doutro tipo de árvores, pode desaparecer?

- Completamente! Repara: é completamente anti-biodiversidade, é muito difícil encontrar seja que espécie for a conviver com um eucaliptal.
Mas eu iria até mais longe. Eu, enquanto jovem agricultor que, por exemplo, ando à procura de terra, vejo com estas medidas ainda mais limitante a opção de encontrar terra disponível. Os optimistas da medida dizem que isto pode promover o emprego e o regresso ao mundo rural, mas eu não estou a ver as pessoas à espera oito a dez anos a ver as árvores...

- Mas pode ter um efeito positivo: produz lucro rápido!

- Pois promove um lucro rápido: fala-se de quatro mil euros por hectare, mas por exemplo não se fala dos custos associados à reconversão do eucaliptal e esses são da responsabilidade do proprietário e podem superar os 750 mil euros por hectare, com a mobilização de máquinas pesadas.
Não se fala, por exemplo, que é absolutamente impossível recuperar um solo a curto prazo...

- Não se fala do que pode acontecer no Verão, com os incêndios: os incêndios dos eucaliptais são coisas dantescas.

- Ó João, eu até arriscaria aqui a fazer futurismo: eu vou fazer futurismo para o Verão de 2013:

Neste Verão nós vamos ter o país a arder, vamos ter pessoas a morrer, vamos ter [gastos de] milhões de euros em meios de combate a incêndios, que nós, contribuintes, pagamos; vamos ter jovens que, como eu, andam à espera do banco de terras, que já foi prometido pelo Governo [*], mas que não têm terras disponíveis porque provavelmente elas vão ocupadas por vinte anos, em contratos que vão servir só alguns, mas não vão servir os propósitos da agricultura portuguesa. 
Portanto, eu espero, para bem de todos nós, que estas medidas não vão de facto avante.


* A proposta do banco de terras, prometida pelo Governo, foi primeiramente feita pelo Bloco de Esquerda. Ao que as bancadas da maioria votaram contra.

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

O atraso mental paga-se caro (I)

Na União Europeia, apenas 8 países (dos 27) produzem OGM's com fins comerciais. No entanto, o cultivo desceu desde 2009, excepto em Espanha e em Portugal, que conheceram este ano um ligeiro aumento. 

Em Espanha e Portugal, as plantações de milho geneticamente modificado cresceram ligeiramente entre 2010 e 2011. Estes dois países são responsáveis por mais de 90% dos OGMs produzidos na União Europeia.


Continuar a ler a notícia (de 23 de Setembro passado e em Inglês) aqui.



Agora peguemos, por exemplo, no artigo de ante-ontem.

A dominação, se assume várias faces é porque precisa de nos enganar. E  isso é um sintoma de que ela continua.
Os interesses há muito que estão instalados onde podem sacar umas maquias a chupar as ovelhas do mundo inteiro.


"Jazem num fosso,
vítimas dum credo.
E não se esgota
o sangue da manada."

(Esta é a passagem fulcral da canção do Zeca.
Pois que todas as manipulações, se requerem de manipulador, só funcionam com o assentimento do, portanto, manipulado.)


A propaganda comercial e as ameaças à sobrevivência, tal como empurram as comunidades mais pobres para a morte na guerra, alistando-se, voluntariamente (ahah) no exército, levam os nossos agricultores a fazer contas à vida.

Contas à vida mas só até certo ponto. 

Pois quando os promotores dos OGM's promovem uma "variedade" (ahah) nunca falam dos efeitos secundários, que devem ser secundários precisamente por não serem os objectivos principais.  E principais de quem vende o produto, claro está.

Entre esses efeitos secundários está o gastar mais que o dinheiro que dizem poupar com as maleitas e a rodinha do consumo das sementes.
E entre esses efeitos secundários - coisa pouca que não parece interessar pevide ao agricultor, mas não tanto ao agente das multinacionais do ramo alimentar (o objectivo é destruir tudo o que não possa ser comercializado única e exclusivamente por eles) - está a contaminação e o decréscimo da biodiversidade .

E se duvidamos que se trata de propaganda = mentiras manipuladoras basta lembrar-nos de que, quando alguém defende e tenta comprovar algo que vai contra, logo os verdugos movem mundos e fundos, policiais até, para capturar esse herege. Seralini, de seu nome.


Como canta o Brassens,

Non, les braves gens n'aiment pas que
l'on suive une autre route qu'eux.


Pero a la gente no gusta que
uno tenga su propia fé.


Mas os outros não gostam qu'eu
siga um caminho sem ser o seu.


Voltaremos a parvoíces destes Portugais dos pequeninos a fazer de pepinos para a salada de outros.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

São valores... cotados na bolsa que não é TUA






Caros amigos do Tua,

Está disponível uma nova petição/manifesto em defesa da Linha e do Vale do Tua, para que todos possam manifestar o seu desagrado pela construção da barragem de Foz Tua.

Esta petição está endereçada às habituais instituições nacionais, Unesco e Parlamento Europeu:






A esta causa, juntaram-se recentemente vários artistas entre os quais se destaca o papel activo da Márcia e da Luísa Sobral que gravaram duas canções durante a sua visita ao Vale do Tua, em Dezembro passado! Ouçam e divulguem, pelo nosso Tua!


É importante a participação de todos e a divulgação da mensagem pelos vossos amigos e contactos. Esta é mais uma oportunidade e um importante contributo para a defesa da Linha e do Vale do Tua. Obrigada a TODOS!

Atentamente,

Célia Quintas 
Pela Linha do Tua

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Ces gens la! *

Moscovo, 10 de Outubro de 1944.

Conferência no Kremlin.

"O momento era favorável para agir, e por isso declarei: 

- Solucionemos os nossos problemas nos Balcãs. Os vossos exércitos encontram-se na Roménia e na Bulgária. Nós temos interesses, missões e agentes nesses países. Evitemos, pois, entrar em choque por questões que não valem a pena. No que respeita à Grâ-Bretanha e à Rússia, que diríeis de uma predominância de 90% na Roménia para vós, de uma predominância de 90% na Grécia para nós, e da igualdade de 50-50 na Jugoslávia?

Enquanto traduziam as minhas palavras, escrevi numa meia folha de papel:


Roménia:

        Rússia..................................................................90
        Os outros.............................................................10

Grécia:

        Grâ-Bretanha 
        (de acordo com os Estados Unidos)................... 90
        Rússia..................................................................10

Jugoslávia..............................................................50-50

Hungria..................................................................50-50

Bulgária:

       Rússia...................................................................75
       Os outros..............................................................25

Empurrei o papel para a frente de Estaline, a quem já fora feita a tradução. Teve um leve tempo de espera. Depois pegou no seu lápis azul, traçou um grande risco à maneira de aprovação e devolveu-o. Tudo ficou resolvido em menos tempo do que o necessário para o escrever... Houve em seguida um longo silêncio. O papel, riscado de azul, conservava-se no centro da mesa. Eu disse, finalmente:

- Não acha um pouco cínico parecermos ter traçado a sorte de milhões de seres de uma maneira tão cavalheiresca? Rasguemos este papel.
- Não, guarde-o. - disse Estaline.



Este excerto das Memórias sobre a Segunda Guerra Mundial de Winston Churchill, citado por Mikis Theodorakis no seu Cultura e Dimensões Políticas (Ed. Europa-América, 1975, p.93-93) é eloquente sobre a gente com que temos de trabalhar.

O poder concentrado.
E as ovelhas circunscritas, leão domesticado.

Imagem daqui


É com esta gente que temos de trabalhar.
É esta gente que temos de trabalhar.

E assim se traçam os mapas e as culturas e as influências, armadas ou colonialistas, em territórios a explorar ou a manter sob jugo.

No tempo dos dois blocos, ainda podíamos tentar descortinar as diferenças que os opunham. Um desses blocos ruíu e já nada há a comparar. E o que ficou a mandar propagandeia, aos sete ventos e em tudo por quanto é ecrã e média, por si controlado, a noção - até ficarmos convencidos de que não há alternativas.

Pois bem, mas tal como está, está mal. Muita coisa.
E se o sabemos, trata-se de irmos no sentido oposto.
Tal como o faziam.



* Canção, magistral, de Jacques Brel.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Quando era puto, os vulcões lá tiveram a sua quota parte na minha cena futura(?) da geografia


Frente a Portugal e Espanha, a alguns milhares de metros de profundidade, o chão do golfo de Cádis está pejado de vulcões de lama. A esses vulcões juntam-se agora outros três, um deles coberto por amêijoas gigantes. Mas, teremos ouvido bem? Vulcões de lama e amêijoas gigantes?

( mais AQUI)

Úfia!, que alíbio!...





Depois da esperança de um novo governo novo, ei-lo! 
Obrigado, senhores excelentíssimos.


Agora vamos, então, fechar as nossas contas do BPI, a ver se o senhor Ulrich aguenta. Aguenta, aguenta. Então depois tomaremos outras medidas. Que os governados também sabem governar. Os governantes só sabem governar-se.

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Geo-interesses (inc. Grécia 67*). Actuais.

Se não gritares bem alto, ainda podes ser enterrado vivo.

Provérbio helénico.



Tem de ser-se grego para se sentir que o significado da palavra "Europa" é algo mais do que um ponto de referência geográfica, que a palavra "Europa" implica progresso, beleza, magnificência. Diz-se: «Vou para a Europa», quando o destino é a Inglaterra, a França, a Suíça ou qualquer outro país do continente, livre e rico, que não a Espanha, a Polónia ou a Checoslováquia - estes serão referidos pelo seu próprio nome, pois nenhum país europeu sujeito a qualquer jugo se pode considerar pertencente à «Europa».

Eleni Vlachou


Se "interesse" é, etimologicamente, inter+est, "o que está no meio", então, a quem age por interesse interessa (passe a expressão) mais o que está no meio que o objectivo que com ele se alcança.
Passando, por consequência automática, este meio a ser o fim da acção.

Isto será, portanto, a tradução suprema do modelo económico que nos esmaga, que faz dos seres humanos um pedaço de carne para matar a fome dos fazendeiros do mundo.

Quando a Polónia entrou para a UE, o ex-presidente da Assembleia, na altura ministro, Jaime Gama, disse, sem qualquer indício de tom (é coisa que se infere) algo semelhante a:

- Agora o país tem de criar legislação para se "alistar" nos princípios da UE.

(Soa bem, não soa?
Sim, mas talvez soe diferentemente para quem está e não está, ou, melhor, para quem quer estar e quem não quer estar na UE.)

Quando Timor Leste foi reconhecido (atentem bem na subserviência que sempre implica este "ser reconhecido"), o senhor Koffi Annan foi captado numa fotografia com um ar que me está a fazer lembrar aquele ar do general quando lhe morreu a mulher no filme "A Casa dos Espíritos".
E quem já pôde ver o filme saberá a que me refiro, se souber o que esse general depois fez.

Bem, se calhar não é isso.

O que me parece é que aos olhos de quem representa o Poder, a entrada de mais umas quantas ovelhas na sua cerca se constitui, sob a falsa ou até autêntica capa da democracia e do Direito Internacional, como mais uma forma de esfolar e escravizar povos para os manter ao serviço dos países "do centro": os também conhecidos por "países do primeiro mundo", "Europa", "Países civilizados", "nações avançadas", e demais nomenclaturas do poder e do exercício linguístico do poder.

Quando em 21 de Abril de 1967, na Grécia se deu um golpe militar que suspendeu os artigos 5, 6 , 8, 10, 11, 12, 14, 18 e 95 da Constituição (não sabemos ao certo o que diziam, mas, já por si, não augura boa coisa...), pensou-se, inferindo-se, que se os estadunidenses ainda não tinham intervindo é porque estavam com os generais. O motivo invocado pelos coronéis era a "ameaça comunista", da qual não havia o menor vislumbre. Mas, com textos e pretextos, lá se vão lavando os contextos. 
Ou "com papas e bolos se apanham os tolos". 
Ou ainda, por outras palavras "Com papas e religião nos engana o burlão".


Mapa daqui


Aviso à população:



"É expressamente proibida a circulação de peões e veículos. Toda a gente deve regressar imediatamente a suas casas. Qualquer indivíduo encontrado na rua depois do sol posto será morto a tiro sem aviso prévio."



"- É verdade que os Americanos estavam ressentidos com [o rei] Constantino?

- A direcção que os Gregos imprimiram à crise no Chipre irritou-os profundamente. Há pelo menos oito anos que os Americanos esperam fazer da Chipre grega uma grande base da OTAN: um porta-aviões insubmergível no seio de um Médio Oriente em chamas. Mas os Turcos impediram-no e os gregos de Chipre perderam a oportunidade. Percebe agora por que razão Constantino queria desembaraçar-se dos «coronéis» e agir como homem forte? Todavia, há quem sustente que desta vez por trás do rei estariam os Ingleses, mais do que os Americanos.

- Admitamos que os «coronéis» voltem as costas aos Americanos. Durante quanto tempo pode o exército grego subsistir sem o auxílio americano?

- Poucos meses. Os Gregos dependem totalmente da OTAN. Bastaria que os Americanos acabassem com as substituições (de armas e de meios de transporte) para que no espaço de dois meses ficassem inactivas as forças gregas, desde os aviões aos carros de combate. Funcionariam apenas as espingardas e, talvez, os canhões. Em toda a Grécia existe apenas uma oficina para carros de combate. Por outro lado, se a América pusesse alternativa à Grécia abriria um vazio na OTAN: um fosso entre a Itália e a Turquia, com a frota russa a navegar no Mediterrâneo. Nem pensar nisso."

Ainda estão a tentar fazer com que a Turquia entre para a UE.
Do mesmo modo que nós alimentamos prazenteiramente a galinha. Porque a vamos comer.

Do mesmo modo que, num movimento vivo e revolucionário, os mantedores da ordem e do status quo logo querem saber quem é a cabeça que por ali anda a "agitar as águas" tão agradavelmente podres em que se movem os porcos do poder.

"Dizei-me quem manda que é para eu saber em quem tenho de mandar."



Somos todos gregos, diria o Nixon.
E o Kennedy, mais o Kissinger, mais o Netanyahu, o Sharon, mais o Gama, mais o Barroso (Duráo, para os amigos), mais todos os lacaios do poder que os foda a todos.

Continuamos todos do mesmo lado.
A Europa, tal como devíamos entendê-la, foi arrastada para o Sul, sem que o Sul tivesse ido para o Norte, onde supostamente está o centro do poder, que é o que define (tem definido) a "Europa".

Talvez a Europa, sob o unilateral jugo económico, com o Homem a penar (dentro e fora desses limites que o Poder considera a Europa), se tenha engolido a si própria. 
E talvez seja por isso que não sabemos muito bem onde estamos agora. E não há ninguém para apontar o caminho, pois estamos todos dentro da gruta.
Já não somos filhos da luta.


Estamos cansados, sem forças, vencidos. Bem sabemos no que está a pensar: em Creta, terra dos orgulhosos e dos indomáveis, berço da liberdade. Em Creta, pátria do escritor Nikos Kazantzakis, que quis que inscrevessem no seu túmulo:

«Não acredito em nada.
Não espero nada.
Sou livre.»

Pois bem: nestes dias, Creta nem pestanejou.



Quem nos fez assim?


* Os excertos a itálico  foram extraídos do Caderno 4 "Grécia 67'", conjunto de textos e notícias, por vários autores (jornalistas e homens das artes), sobre a situação grega. Editado em 1968, pela Dom Quixote.

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Eles também o fazem. Constantemente.

Antes de eleições ou sondagens ou inquéritos (ou nos próprios), costumam inquinar as respostas.
A nossa maneira de o fazer é divertida. Se conseguirmos divertir-nos com a realidade tão bem descrita nesta música.

Muita, mas mesmo muita coisa, em apenas 4 minutos.



Portanto, agora vem a hora de votar.
Leiam o anúncio.
E , caramba!, votem.
Não custa nada, mas pode ser importante para o futuro custar menos.


O Futuro da Agricultura Biológica

Por Direcção de Serviços de Promoção da Actividade Agrícola (DSPAA)



As Instituições comunitárias – Conselho, Parlamento Europeu (PE) e Comissão Europeia - assumiram o compromisso de reavaliar em 2013 as bases regulamentares em que assenta a agricultura e produção biológica da UE.

Neste contexto, e de forma a obter uma visão complementar daquela que institucionalmente os Estados -Membros irão manifestar politicamente em sede de negociação no Conselho e no PE, a Comissão decidiu lançar uma consulta pública dirigida a todos os cidadãos.

Assim, toda e qualquer entidade, privada ou pública, isolada ou associativa, que queira contribuir com a sua opinião sobre a forma que deve revestir o futuro do Modo de Produção Biológico, poderá dar o seu contributo através do sítio:




http://ec.europa.eu/yourvoice/ipm/forms/dispatch?form=orgagric2013&lang=pt




Nesta consulta que decorre entre 15 de Janeiro de 2013 e 10 de Abril de 2013, a Comissão pretende obter opinião relativa à melhor forma de desenvolver a agricultura e a produção biológica, em várias matérias, das quais se destaca: simplificar o quadro legal, garantindo simultaneamente a firmeza e segurança das normas europeias,co-existência de culturas geneticamente modificadas com a agricultura biológica, melhoria do sistema de controlo e acordos comerciais EU- países terceiros para produtos biológicos, o impacto das novas regras de rotulagem 

PARTICIPE E DIVULGUE !
A sua opinião é importante! Com ela poderá contribuir para um melhor 
desempenho do MPB e com isso para a conjunçâo de importantes desígnios da 

sociedade: garantir uma alimentação equilibrada, um melhor ambiente e uma 
maior sustentabilidade dos recursos naturais.




Direcção de Serviços de Promoção da Actividade Agrícola (DSPAA)

Av. Afonso Costa nº 3 1949 - 002 LISBOA
Tel- 218 442 200 Fax - 218 442 202

Meus amigos, já tivemos as malas de cartão, apresento-vos agora: a bicicleta de cartão!



Creada en Israel por Izhar Gafni, tiene como punto fuerte sus bajísimos costos de producción (menos de 10£), ligereza (9Kgs la versión de adultos) y que además, a pesar de ser de cartón reciclado, repele el agua, lo que nos da una bici duradera, barata, ecológica y resistente.

(mais informação AQUI)

[sacado daqui]

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Gritar aos moucos!

Está em todas os jornais nacionais de hoje.
(Também, dizem todos mais ou menos o mesmo...)
Mais ou menos escondida, está lá, plasmada.


"Eucalipto destrona pinheiro-bravo como primeira espécie da floresta portuguesa."


O que quer isto dizer?

Quer dizer muuuuita coisa.

Olhemos à nossa volta.
Temos algum papelinho no bolso, por exemplo?
Um papelinho esquecido no fundo do bolso, daqueles que andamos há dias para...

lá está! Zás!

... deitar ao lixo.

A biomassa circulante, a energia transformada, materializada nesta ou naquela - passe a expressão - matéria, a que depois, nós, os achadores de filões, passamos a chamar de recurso.
Que desbaratamos.
Que, para desbaratar, estimulamos a produzir mais e mais e mais.

E tem consequências.
Basta olhar a paisagem, a organização económica, talvez os incêndiozitos do nosso querido Agosto que se vai alargando como o deserto.
Com o empobrecimento dos nossos solos.
Mais a consequente e mais fácil sua erosão.
E os problemas com que as barragens e a édêpê, coitadinha, se deparam devido aos assoreamentos.
E os portos e a navegabilidade e a costa e o litoral e a perda de território nacional...

Aqui del' rei!!

...talvez a rarefacção e pauperização biológica e dos habitats.

- Ei, isso não está comprovado. Faltam estudos.

Faltam estudos para comprovar isso o raio que te parta!!

Pareces mais um denegridor dos que defendem que as ondas electromagnéticas têm impactos na saúde. Ou, mais poderosos-asquerosos-prepotentes ainda, pareces aquelas autênticas instituições empresariais com poder de Estado, do ramo alimentar e agro-químico, que andam a tapar o sol das pragas com a peneira da solução para a fome mais os Organismos Geneticamente Modificados que vos pariram!!

(Ver artigo de amanhã)

Há sempre os preconizadores do status quo.
Abundam os sistematizadores calcitrantes do mundo.
Para que tudo continue a mover-se no mesmo sentido errado em que se tem movido.

Há estudos que vêm meramente comprovar 
(às vezes legitimar, com a forma académica, se ainda damos crédito à ciência e ao saber e ao estudo e ao trabalho e ao pensamento e à organização de ideias e...) 
aquilo que já suspeitávamos.
Se já tivemos tempo para nos deter um bocadinho no assunto.

E agora, Portuguêsl?
De que mais precisas para mudar isto?

domingo, janeiro 27, 2013

Meus amigos, está aberta a caça (é preciso arranjar graveto para cumprir o orçamento e tapar os buracos)




(clicar na imagem para aumentar)


O Governo decretou caça à multa. A "ordem política" foi ontem assumida pelo ministro da Administração Interna(…) 


(sacado daqui, com imagem e tudo - a partir desta notícia).

terça-feira, janeiro 22, 2013

Granizo em Braga (pedraço a sério)


Vidal  (Braga, 21/22-01-13)

Foi perto da meia-noite, ou talvez um pouco depois, bastaram cinco minutos, nem tanto, conseguimos observar o fenómeno do princípio ao fim, verdadeiramente incrível. No final, antes da verificação de possíveis mazelas, uma observação: a força da natureza é simplesmente poderosa. Não a aborreçam em demasia. 

[também AQUI]

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Reafirmar a pequenez, quem não o faz?

Braga | 9 de Janeiro de 2013 - Qualidade de vida afunda e empurra o concelho de Braga para fora dos 30 melhores.


O concelho de Braga desceu 20 lugares no ranking nacional da qualidade de vida, tendo sido afastado do grupo restrito dos 30 municípios com maior desenvolvimento económico e social, ao ser relegado para a 46.ª posição. A investigação realizada pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior coloca seis dos 24 municípios do Minho entre os 30 piores. Para a “má imagem” da região contribuiu a perda de qualidade de vida na generalidade dos concelhos, que foi mais notória nas economias de maior dimensão. Terras de Bouro foi o município que mais qualidade de vida ganhou e o distrito de Viana do Castelo é o que melhor ficou na fotografia.

O excerto foi retirado da edição do Diário do Minho do passado dia 9 de Janeiro.

Quem teve a oportunidade (e o desperdício de tempo) de ler as duas páginas que o dito "jornal" desbaratou para falar do estudo... ou passou à frente, dizendo para os seus botões "tst tst...", ou... passou à frente a "mandar vir" com o império Mesquita e Associados... ou, ainda, passou à frente dizendo mal do estudo, com pensamento "mas que vem agora um estudo que não é nosso dizer da nossa terra?!"

Queremos extrair e sublinhar algumas expressões que figuram no tão-bem lavrado e promissor "corpo de texto" da "notícia". Só para que tomem conhecimento.  
Exemplos:

"A «auto-denominada» terceira cidade do país (gostámos especialmente desta ironia) (...) surge agora na quadragésima sexta posição";
"No grupo de que a capital minhota foi afastada surge também Coimbra - ocupa a quinta posição -, que é o histórico concorrente de Braga, na disputa do título de terceira cidade mais importante do país.";
"No primeiro trabalho da universidade sediada na Covilhã, a bimilenar Bracara Augusta surgiu na posição 27, tendo melhorado um lugar ao nível da qualidade de vida, segundo o estudo publicado em 2009.";
"No trabalho concluído em 2012, e que já foi alvo de alguma contestação de autarcas, Braga cai a pique para a posição 46, queda que não é apenas explicável pelo facto de o estudo ter agora incluído todos os concelhos do país, quando nas duas edições anteriores incidiu apenas sobre od 278 municípios do continente.";
"À frente da capital minhota ficaram concelhos como Funchal (4º), Marvão, Constância, Cascais, Loulé, Oeiras, Vimioso, Vila do Bispo, Portimão, Lagos, Sines, Alter do Chão, Barrancos, Santa Cruz das Flores, Tavira, Faro, Aljezur, Castro Marim, Vila Real de Santo António, Castro Verde, Lagoa, São João da Madeira, Castelo de Vide, Pedrógão Grande, Góis, Ponta Delgada, Porto Santo, Aveiro, Campo Maior, Matosinhos, Fronteira, Almeida, Évora, Viana do Alentejo, Sardoal, Vila Velha de Ródão, Crato, Figueira da Foz, Nazaré e Miranda do Douro."

Ufa!!! ou seja, apenas não foram mencionadas Lisboa, Porto e Coimbra - que já o tinham sido anteriormente no texto do jornal.

Por isso, o escriba escusava de ter empregue a expressão "ficaram concelhos COMO", bastava-lhe dizer que o de Braga ficou atrás daqueles, que foram TODOS os que ficaram à frente. Eheh. Em termos de Português, esta frase à la palice é péssima, mas aquela expressão, num jornal, lido por mais que  os  habituais quatro ou cinco visitantes do Georden, pode dar azo a interpretações erróneas.

Bem, mas os jornalistas de fraco profissionalismo parece ser mesmo isso que procuram. Já lá iremos com mais uma suspeita.
Bem, mais exemplos não vêm agora ao caso, para não os maçar tanto quanto nós ficámos por ter lido - e esperado, ansiosos - esta prosa vomitiva e vomitada.
Todo o texto trata de subidas e descidas e classificações: quais e em que lugares.

Na página ao lado surgem títulos como "Maioria dos concelhos do Minho perdeu qualidade de vida"; "Vida com mais qualidade nos municípios do Alto Minho", "Terras de Bouro dá salto de gigante e Cabeceiras foge aos últimos" e, por fim, "Seis minhotos estão entre os piores do país".

Não sabemos se depreendem daqueles títulos que o pobre escriba, pensando, coitado, que estava a fazer jornalismo, estava apenas a transferir dados numéricos para texto... Isto é, limitou-se a fazer uma transcrição dos resultados quantitativos do trabalho. Este é o vazio de que enformam os "rânquingues": ordenam, mas não explicam. A explicação e os porquês - trabalho central do jornalismo - não coube aqui. É só mais um caso em que pensámos ter ficado mais bem informados, nós, a opinião pública dos "orinóis". Ou a retrete.
Que leva com toda a porcaria, entenda-se.
Que leva com o que não foi aproveitado e foi importante para um qualquer organismo, entenda-se.

E no texto, somos prendados, mas apenas por uma nesga, com "porquês" que subjazem aos resultados e de tão "precipitada queda" do concelho de Braga. São, parecendo que escaparam à tolice, estas:
"fraco dinamismo económico" e o "envelhecimento da população existente", "entre outras das 48 variáveis analisadas".

Ou seja, o escriba considerou que aquelas duas eram as mais relevantes para explicar - explicação que não parecia ser o que se pretendia (tão só reafirmar o pequenismo de quem, com aquelas expressões acima, gosta de se pôr em bicos de pés e pôr a língua de fora para quem passa - só que desta vez a língua veio o gato e comeu-a...) - a "queda a pique do concelho de Braga".
Como se - talvez a interpretação seja abusiva da nossa parte - não pudesse haver envelhecimento e qualidade de vida compagináveis num mesmo concelho. Ou, pior (porque pode ser sinal de que estamos a interiorizar aquela ideologia fascista do "este país não é para velhos", daí decorrendo os habituais cortes nas pensões e o abandono dos mesmos ao mau-olhado pela sociedade "produtiva"...), como se não pudesse haver lugar a envelhecimento. 
Ponto final, pura e simplesmente parágrafo.

Pode ser que o jornalista, para a tão-boa informação que nos ministrou, a nós, os cidadãos bem-informados, a fonte lhe não tenha relevado mais que aquilo. O que torna a coisa ainda mais censurável: não só não fez o trabalho de apurar e compreender, como, por consequência, limitou-se, como a correia de transmissão em que se tornaram os jornalistas que estão nas mãos do poder económico, a passar a pouca informação que lhe foi dada a saber.
Mas deixemos a notícia e passemos ao sumo do trabalho do senhor Pires Manso e associados.

Está correcto apresentar, primeiramente, a definição (ou as várias) de "qualidade de vida" (objecto do trabalho) e do que por "desenvolvimento" podemos entender coisas diversas, consoante o objectivo do trabalho e do seu "trabalhador".

Os indicadores baseiam-se em dados estatísticos.
Dificilmente poderia ser doutro modo. A questão é que o senhor Pires Manso poderá, mercê da sua visão parcelar como economista, esquecer-se de valorizar indicadores doutra índole. Mas vamos ver (baseamo-nos nos dois estudos anteriores e a crer, face a não termos encontrado o mais recente, que foram nele utilizados):

Condições Materiais
(i) Equipamentos de Comunicação (estações e postos de correio por 1000 habitantes);
(ii) Equipamentos Culturais (número de bibliotecas por 1000 habitantes, número de galerias de arte e outros espaços culturais por 1000 habitantes e número de museus por 1000 habitantes);
(iii) Equipamentos de Saúde (centros de saúde e suas extensões por 1000 habitantes, farmácias por 1000 habitantes, enfermeiros ao serviço dos centros de saúde por 1000 habitantes e médicos ao serviço dos centros de saúde por 1000 habitantes);
(iv) Equipamentos Educativos (estabelecimentos de ensino pré-escolar por 1000 habitantes, estabelecimentos do 1º ciclo do ensino básico por 1000 habitantes, estabelecimentos do 2º ciclo do ensino básico por 1000 habitantes, estabelecimentos do 3º ciclo do ensino básico por 1000 habitantes, estabelecimentos do ensino secundário por 1000 habitantes e escolas profissionais por 1000 habitantes); e
(v) Infra-Estruturas Básicas (população servida por sistemas de abastecimento de água, população servida por sistemas de drenagem de águas residuais e população servida por estações de tratamento de águas residuais).

Condições Sociais:
(i) Dinâmica Cultural (despesas em cultura das câmaras municipais per capita e utilizadores das bibliotecas por habitante);
(ii) Educação (taxa de analfabetismo e taxa de abandono escolar);
(iii) População (taxa bruta de natalidade, taxa bruta de mortalidade e índice de longevidade);
(iv) Saúde (nº de consultas nos centros de saúde por 1000 habitantes e taxa de incidência de doenças de declaração obrigatória);
(v) Segurança (percentagem de crimes contra o património e percentagem de crimes contra as pessoas); e
(vi) Ambiente (despesas das câmaras municipais na gestão de águas residuais por 1000 habitantes, despesas das câmaras municipais na gestão de resíduos por 1000 habitantes e despesas das câmaras municipais na protecção da biodiversidade e da paisagem por 1000 habitantes).
Condições Económicas:
(i) Dinamismo Económico (despesas das câmaras municipais por 1000 habitantes, empresas por 1000 habitantes e sociedades por 1000 habitantes);
(ii) Mercado de Habitação (licenças concedidas pelas câmaras por 1000 habitantes, contratos de compra e venda, em milhares de euros, por 1000 habitantes e crédito à habitação por habitante);
(iii) Mercado de Trabalho (taxa de emprego e postos de trabalho por 1000 habitantes); e
(iv) Rendimento/Consumo (rendimento médio mensal por conta de outrem e valor dos levantamentos nas caixas Multibanco, em milhares de euros, por 1000 habitantes).

A nós é-nos muito cara a ocupação que a população faz dos seus tempos livres e de quanto tempo livre dispõem. Para isso, - coisa que parece escapar à análise dos economistas economicistas - seria interessante aferir o grau de satisfação das pessoas com o seu trabalho e quantas horas do seu trabalho perdem FORA do horário de trabalho. O cansaço é - em si e já - um sinal da qualidade de vida.
Como não?

Parece-nos um bocado hílaro aquela das "despesas das câmaras municipais na protecção da biodiversidade e da paisagem por 1000 habitantes".

Ficam a faltar, por exemplo, a existência de espaços de recreio, a qualidade do ar e um indicador de ruído não ficava nada mal, também. Se as pessoas vivem com tensão e pouca saúde mental - coisa que pode não levar a pessoa ao hospital, mas pode levá-la, lentamente, à tumba - isso não cabe numa análise da qualidade de vida?

Talvez fosse aferidor de qualidade (e de empenho das Câmaras (as tais cujos elementos são - dizem-nos - por nós elegidos) em cuidar dos seus concidadãos um indicador de taxa de ocupação dos edifícios urbanos, do seu estado de conservação; além do número de crimes contra pessoas, também o número de queixas apresentadas por essas mesmas pessoas contra crimes ambientais (perpetrados pelas Câmaras, empresas ou outro tipo de indivíduos). Também o grau de satisfação com as obras que as Câmaras levam a efeito... sempre para o bem-estar das populações...

Talvez fosse também importante avaliar a vontade e possibilidade do uso dos transportes públicos por parte de quem tem a... possibilidade de não os usar. E o tempo perdido, num mesmo percurso, por uma pessoa a pé e um autocarro.

Talvez fosse também relevante avaliar o estado de conservação dos espaços públicos e do grau de utilização destes para iniciativas privadas.
Enfim, mas parece que os indicadores usados bastaram para "quantificar" e "demonstrar" que o concelho de Braga está a ir mal.

E - mesmo que não possam todos ficar em primeiro ou em último - ficámos com uma péssima imagem deste burgozito de burgomestres e pequenos deuses caseiros de meia-tigela.

Se quiséssemos ser mesmo chatinhos, poderíamos puxar pela cabeça e desencantar mais indicadores que um estudo de economistas adora deixar de lado. É trabalho de secretária. Que os economistas usam gravata e não sujam as mãos no terreno para poderem ir à televisão ficar bem na fotografia dos debates da naçãozita.
Enfim, valem o que valem, cada um faz o que pode e cada um aparece onde lhe cheira a guito.
A questão é que, depois, alguns estudos têm certa projecção e acolhimento ou eco na "sociedade" da latrina.
Ou - se forem noticiados com tanto substrato como o fez o jornalista do Diário do Minho - não.

Géografos precisam-se.
E se se precisam geógrafos não é simplesmente por defesa da classe ou da casta ou o que quisermos chamar-lhe: é que os geógrafos têm - cheira-nos - uma tendência a olhar mais que o seu umbigo, integrando saberes doutras áreas, desvalorizadas, assim, pelos ricos economistas, classe dirigente do mundo a ser conduzido para o abismo.
E se precisamos de geógrafos a fazer estudos e a ter uma voz mais activa e crítica na sociedade tal não deriva da posição de subserviência em que se põe quem demanda e reivindica: trata-se de aspirarmos a outro mundo.