sexta-feira, agosto 14, 2009

Batalha de Aljubarrota

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"A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de Agosto de 1385 entre tropas portuguesas, comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano de D. Juan I de Castela. A batalha deu-se no campo de São Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça, no centro de Portugal. O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos, o fim da crise de 1383-1385 e a consolidação de D. João I como rei de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis. A aliança de Portugal com os seus aliados ingleses saiu reforçada e seria selada em 1386, no Tratado de Windsor, o mais antigo tratado activo no mundo. A paz com Castela só veio a estabelecer-se em 1411."

Ler mais aqui.

Sendo D. Nuno Álvares Pereira o Patrono da Infantaria, é neste dia que se comemora o Dia da Infantaria Portuguesa...

Código de Honra do Infante

Ser Infante!
É ser soldado... e como poucos,
É ter a audácia precisa nos lances decisivos,
A resignação estóica nas mais dolorosas crises
A presença de espírito nas situações mais difíceis.

Ser Infante!
É ser justo, simples e verdadeiro.
É renunciar ao capricho, ao egoísmo, à indolência,
Ter por único enlevo a glória
Por único móbil a honra e a dignidade.

Ser Infante!
É no ardor da luta, ver o inimigo cara a cara,
É viver, sofrer, combater na lama, no pó e no sangue,
Enfrentar privações, fadigas e dificuldades de toda a espécie.

Ser Infante!
É usar a inteligência, a vontade e a razão,
A coragem fria e disciplinada,
A sã camaradagem,
A subordinação consciente,
É contribuir para o bem-estar e liberdade do Povo Português,
É ser soldado de Portugal

Ser Infante!
É gritar do coração e com alma, até ao último:
Hora H.
Ao ataque.
Granada de mão.
Ao assalto.
Baioneta calada.
Corpo a corpo.

Infantaria!
Infantaria!
Infantaria!

quinta-feira, agosto 13, 2009

Novas luzes ao fundo do túnel

Portugal a dar passos em frente.


"Torres Vedras foi o primeiro concelho a inaugurar uma rua LED, ou seja iluminada com gasto de menos energia e com menos emissões de dióxido de carbono. A rua LED resulta do projecto PRO-EE (Public Procurement boots Energy Efficiency) que é coordenado pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) e que impulsionou, no início deste mês, a rua pioneira, em Santa Cruz, Torres Vedras.

Espera-se que até ao final do ano apareçam mais duas ruas LED, em Beja e em Cascais, bem como o desenvolvimento de outros projectos inovadores na área da energia."

Notícia retirada daqui.


Ainda mais à frente dos LED (Díodos Emissores de Luz) estão os OLED (LEDs orgânicos):
Cliquem na imagem para depois verem o vídeo (8:30 de duração).


O atraso na industrialização nos finais do século XIX e o regime opressor, atrasado, solitário, pequenino e agrícola que dominou grande parte do séc. XX acabaram por constituir uma espécie de paraíso para os turistas, que viram em Portugal quer a falta da confusão das grandes cidades, quer um meio natural quase intacto.

Depois, percebemos que o turismo até dava umas massas e toca a construir Algarves por esse litoral continental fora (e a Madeira não escapa). O processo está em curso e de boa saúde, apesar da crise na habitação.

Depois, um dia, com tudo ou quase tudo perdido, com o território desfigurado, com os recursos ambientais e paisagísticos irreversivelmente em crise, aperceber-nos-emos (não é uma questão de se, mas uma questão de quando - e aí é que está o busílis) que o turismo sustentável é que é o futuro. E teremos que destruir todo o mal que orgulhosamente continuamos a erguer. Novamente ou ainda pequeninos.

Mas nós ainda estamos no paradigma do crescimento e não no do desenvolvimento sustentável. Chamemos-lhe turismo mas queremos é chamar-lhe ordenamento do território. Sempre.


Portanto, no caso das energias, Portugal parece dar mais um salto em frente. Mas, no caso particular da iluminação pública, a obsolescência criada pelo desenvolvimento da tecnologia não tardará a repor o país na sua situação de atraso crónico em relação ao que já é possível fazer. Daí que Portugal seja sempre provisório. Ou anacrónico.

É nesse limbo que temos morrido.
E é nesse túnel que parecemos sentir-nos bem.

Um pormenor de geopolítica

Talvez haja uma explicação para certos pormenorzinhos surgirem mesmo, mesmo no fim de um texto... Melhor seria escondê-los lá no meio...
E no fim de contas, relativizemos: há alguma novidade nesta história?

Mas vou abster-me de tirar ilações sobre este (nem sei o que ou como dizer... Haverá algum comentário que consiga dizer alguma coisa melhor que o que o comentado já diz?).
Acho, contudo, interessante fazer ressaltar certas palavritas da notícia...
São tão interessantes...!

Imagem retirada daqui

Transcrevo na íntegra o texto aparece na página 53 da Visão de hoje, 13 de Agosto de 2009:


"A mulher de 64 anos que há duas décadas desafia a junta militar da antiga Birmânia [Suu Kyi], vai passar mais 18 meses presa na sua residência, tendo sido condenada pela violação da pena de prisão domiciliária que cumpria, ao ter deixado entrar em casa um cidadão norte-americano (o qual terá de cumprir sete anos de trabalhos forçados). A prémio Nobel da Paz é assim impedida de fazer campanha e de participar nas eleições de 2010. A Amnistia Internacional, a presidência sueca da União Europeia e os EUA manifestaram a sua revolta contra a sentença, e ameaçaram um novo pacote de sanções contra Myanmar, inclusive a imposição de um embargo de armas ao regime."

quarta-feira, agosto 12, 2009

A lenga-lenga que não destrava línguas mas deixa sabor agridoce na boca dos subalternos

Em certos países produtores de petróleo, o único caminho disponível para o enriquecimento pessoal é a apropriação privada de rendas petrolíferas; quem controla a emissão de alvarás de concessão de poços, controla quase absolutamente as fortunas e o destino do país. De Portugal poderia traçar-se uma descrição semelhante: nas últimas décadas, o caminho mais eficaz para o enriquecimento pessoal tem sido, além da especulação com fogos habitacionais, a apropriação privada de rendas (mais-valias) urbanísticas: por isso, quem controla a emissão de alvarás de loteamento controla as fortunas e o destino do país — com efeito, reina sobre os portugueses quem gozar o poder de alterar ou suspender Planos Directores Municipais (PDM), de desafectar terrenos à Reserva Ecológica Nacional (REN) ou à Reserva Agrícola Nacional (RAN), ou de autorizar urbanizações de “Potencial Interesse Nacional” (PIN).

Quem controla esta produção e distribuição de mais-valias urbanísticas tem nas mãos o verdadeiro poder político e económico de Portugal, e goza privilegiadamente das suas riquezas. Tudo o resto — incluindo os rendimentos da indústria, da agricultura e dos serviços, enfim, da genuína produção — são bagatelas comparadas com o valor dos alvarás urbanísticos nos anos de bolha imobiliária.

Se não houver uma tributação do património imobiliário que iniba o subaproveitamento dos imóveis, e uma ampla oferta de imobiliário público para arrendamento (tanto habitações como solos rústicos para cultivo), resulta fatalmente que uma grande parte da terra e dos edifícios são mantidos desocupados pelos proprietários que nem os utilizam, nem os alienam por preço justo a terceiros que desejem aproveitá-los. Um anti-mercado cujos preços são controlados unicamente pelos ofertantes, que os colocam muito acima do custo de produção e os alçam até ao limiar máximo da capacidade de pagamento dos demandantes, deixando-lhes apenas os rendimentos mínimos para subsistir.

Tanto o Estado como os cidadãos acumulam hoje dívidas de montantes raramente vistos na História. Os contribuintes são chamados a nacionalizar bancos falidos pela morosidade imobiliária; cidadãos carregam hipotecas perpétuas muito superiores ao custo real dos imóveis que compraram. Todo este oceano de dívida destina-se, em última análise, a um só fim: pagar a crédito a fortuna desta nova aristocracia — um pequeno grupo social que além de ter ascendido por via da captura política de rendas fundiárias, passou a reter centenas de milhar de imóveis vazios nas nossas cidades e outras tantas centenas de milhar de terrenos devolutos e expectantes em redor delas.

O mapa mais antigo?


Arqueólogos da Universidade de Zaragoza encontraram, em 1993, um mapa gravado em pedra na gruta de Abauntz, em Navarra, Espanha. Após 15 anos de investigações e mediante a datação por carbono 14 concluíram que terá cerca de 13660 anos, tornando-se, até agora, no achado mais antigo do género na Europa Ocidental.


Noticiado aqui.

terça-feira, agosto 11, 2009

A uma Imobiliária???




Portaria n.º 854/2009
de 11 de Agosto

Pela Portaria n.º 529/2008, de 26 de Junho, foi concessionada
a Maria Madalena Luisello Câncio Santarém Matos Gil
a zona de caça turística de Franguins e Vale de Gaio (processo
n.º 4852 -AFN), situada no município de Alcácer do Sal.
Vem agora a LSMG Imobiliária, S. A., requerer a transmissão
da concessão da zona de caça supracitada.

Assim:
Com fundamento no disposto no artigo 45.º do Decreto-Lei
n.º 202/2004, de 18 de Agosto, com a actual redacção:
Manda o Governo, pelo Ministro da Agricultura, do
Desenvolvimento Rural e das Pescas, o seguinte:

Artigo único

Pela presente portaria a zona de caça turística de Franguins
e Vale de Gaio (processo n.º 4852 -AFN) é transferida
para a LSMG Imobiliária, S. A., com o número de identificação
fiscal 504174894 e sede na Rua da Granja, 656,
Quinta da Granja, 4825 -310 Refojos de Riba d’Ave.

Pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural
e das Pescas, Ascenso Luís Seixas Simões, Secretário de
Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, em 30
de Julho de 2009.

Fotografia a arder

Nos primeiros sete meses do ano, arderam cerca de 21 mil hectares de floresta, três vezes mais do que em igual período do ano passado, revelam os dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional. Na Europa, o panorama é idêntico.

Notícia de ontem, 10/08/09, aqui.


Com a perda do equilíbrio (é certo que a máquina da Gaia consiste num equilíbrio sempre precário que origina, por si, todas as transformações do dia-a-dia...), é normal uma maior frequência dos extremos. Enormes cheias pós-períodos de pouca pluviosidade e incêndios de grande magnitude são dois sinais (e riscos, também) desse desequilíbrio.

Ontem, nas notícias das 17h na Antena 2, a notícia foi dada de maneira um bocado diferente. Pelo que a ideia com que fiquei foi outra. Disseram que a área ardida na Europa até ao momento era já superior à área total do ano passado. Primeiro ponto, que este extracto não contradiz.

Mas ao referir-se à situação interna a jornalista disse que até ao momento Portugal não estava mal na fotografia. Ora, uma das duas informações não é verdadeira.

Mas assumindo esta notícia como verdadeira, logo pensei:

Estão a escamotear a verdade.
Porque é que não precisam que "esse sorriso na foto" se deve às condições climáticas que, até ontem (a esta hora, 15h, o IM regista 35º em Braga e 37º em Lisboa), não nos têm incomodado a pele? Ou porque não têm em conta que há cada vez menor área por arder (a alteração do uso de solo, a construção controlada e prevista pelos poucos que vão decidindo, os incêndios do passado... reduzem em grande escala o que aguarda as chamas)?


Se estamos bem, pensamos que é por levarmos a cabo um esforço pela limpeza, manutenção das matas, pelo ordenamento das florestas, pela recuperação de espécies e das áreas ardidas?

Humm... faltam-me informações que façam pensar que é por isso.

Deixemos que nos entretenham assim!
Há demasiado tempo que estamos mudos e quedos.
E com um sorriso estúpido na fotografia.

domingo, agosto 09, 2009

PIN

Os PIN são, apenas e só, o reconhecimento de que o país tem duas políticas urbanísticas para a mesma parte do território: uma para os cidadãos comuns, arrogantemente implacável e restritiva para a mais comezinha melhoria das condições de habitabilidade, e outra para os promotores dotados de elevada capacidade financeira, que permite a ultrapassagem de todas as restrições impostas pelas políticas públicas de conservação da natureza ou pela simples legislação urbanística, tout court.

José Carlos Guinote.

Ler artigo completo aqui.

sábado, agosto 08, 2009

MCLT - Comunicado

Caros amigos,

Estando o Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) a receber ainda mensagens e manifestações de solidariedade, resultantes do impacto e do interesse que a Reportagem Especial "Fim de Linha" suscitou, enviamos agora, para conhecimento de todos os interessados, o extracto do Diário da Assembleia da Republica do dia 22 de Julho, sobre a discussão da Petição pela Linha do Tua Viva, apresentada pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua em 2008.


http://www.linhadotua.net/3w/index.php?option=com_content&task=view&id=489&Itemid=37


O MCLT congratula-se com o largo consenso verificado durante a discussão da Petição pela Linha do Tua Viva e agradece todas as palavras de simpatia que nos foram dirigidas, por vários deputados e bancadas parlamentares.

Mas, por outro lado, o MCLT não pode deixar de lamentar as afirmações do deputado do Partido Socialista, Luis Vaz, que apesar da sua experiência como autarca (Macedo de Cavaleiros) ou como deputado eleito pelo circulo de Bragança há já alguns anos, revelam uma impressionante ausência de responsabilidade cultural, cívica e politica no parlamento, ao não ter capacidade para reconhecer um modelo de desenvolvimento e de futuro sustentavel para Trás-os-Montes, capaz de gerar emprego e riqueza, fixar populações, promover a mobilidade e o turismo.

A Linha do Tua como fio condutor deste desenvolvimento é essencial e evidente!


Atentamente,

Movimento Cívico pela Linha do Tua
www.linhadotua.net

quarta-feira, agosto 05, 2009

Fim de linha

Caros amigos,

A Reportagem Especial "Fim de Linha", apresentada na passada quinta-feira pela SIC, está disponível na web para poder ser vista por quem ainda não teve oportunidade:


Clique para descarregar e ver o vídeo


O Movimento Cívico pela Linha do Tua não pode deixar de felicitar a equipa de reportagem pelo trabalho realizado nem de agradecer as inumeras mensagens de apoio recebidas nos últimos dias, na sequência desta reportagem. A Linha do Tua continua a angariar apoios, todos os dias!

Atentamente,
Movimento Cívico pela Linha do Tua



Algo não se compreende neste país.

Quebrar o ciclo vicioso implica sempre uma petição de princípio. E se um conjunto de factores funcionam para um lado, não vejo dificuldades em perceber que o inverso funcionam para o outro. Não quebrar o ciclo vicioso leva, como as extinções das espécies, ao fim da linha.

Se todas as actividades de atracção de uma região fogem (ou desaparecem), não resta nada a fazer senão observar impotentemente o abandono, o envelhecimento e a degradação das estruturas humanas. Das quais, as vias de comunicação são uma, fundamental para tudo o resto.

Às vias férreas podem acusar de serem (estarem) estruturas antiquadas. Mas importa compreender que aquando da sua implementação, a concepção do mundo era outra. E talvez por isso elas se integrem tão bem e com tão poucos impactos (visuais, pelo menos) na paisagem.

Uma vez abandonadas estas, depois não faltam argumentos válidos para tipos de "desenvolvimento" (como a construção de barragens - limpando liminarmente quaisquer hipóteses de se ir pela recuperação do património ferroviário).

Algo não se compreende neste país.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Legislação do MAOTDR

Eis a legislação do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional referente à criação de dois fundos:


> Decreto-Lei n.º 171/2009. D.R. n.º 148, Série I de 2009-08-03
Cria o Fundo para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade


> Decreto-Lei n.º 172/2009. D.R. n.º 148, Série I de 2009-08-03
Cria o Fundo de Protecção dos Recursos Hídricos


Saber mais em MAOTDR

domingo, agosto 02, 2009

Satélite vai fotografar evolução de cheias e incêndios

"O primeiro satélite de Observação da Terra desenvolvido com a ajuda de uma empresa portuguesa é lançado hoje [29-7-2009] para o espaço. O DEIMOS-1 vai “fotografar” todo o país, permitindo detectar e acompanhar a evolução de incêndios florestais e cheias.

Construído com a ajuda de engenheiros portugueses da empresa Deimos Engenharia, o DEIMOS1 pesa cerca de 100 quilos e ficará no espaço durante os próximos cinco ou seis anos.

Equipado com três câmaras ópticas, que se assemelham às vulgares máquinas fotográficas digitais, o satélite vai armazenar e transmitir dados essenciais para desenvolver aplicações e serviços nas áreas da monitorização do ambiente e recursos naturais.

Nuno Ávila, da empresa portuguesa Deimos Engenheria, apontou algumas das funcionalidades do satélite: “Permite saber qual a taxa de crescimento das plantas, controlar pragas, conhecer o teor de nutrientes no solo, fazer inventários florestais, conhecer a regeneração de uma zona vítima de uma catástrofe natural, entre muitas outras coisas”.

Ao cobrir todo o território português fornecendo imagens actualizadas de três em três dias, o satélite vai permitir ainda “detectar e seguir a evolução de umas cheias ou de um incêndio”, acrescentou o director da empresa.

Mas o grosso do trabalho da equipa de engenheiros portugueses vai começar quando se iniciar o processamento das imagens que chegam do satélite a uma altura de 686 quilómetros.

Segundo a empresa portuguesa o primeiro centro DEIMOS para processamento, arquivo e distribuição de dados vai ser criado na Universidade de Valladolid, ao qual se seguirão outros, nomeadamente na Deimos Engenharia, em Portugal."


Fonte: CiênciaHoje

quarta-feira, julho 22, 2009

Inquérito sobre as Questões Significativas da Água

Comunicado

Exmo. Sr.

O período de participação pública das Questões Significativas da
Gestão da Água (QSIGA) está a terminar e a ARH do Norte, I.P. gostaria
de contar com os seus contributos.

Envio em anexo um inquérito que visa recolher a sua opinião sobre os
principais problemas da água na sua região e que deve ser preenchido e
remetido à ARH do Norte, I.P. através do e-mail: partipub@arhnorte.pt,
ou por correio para Rua Formosa, 254, 4049-030 Porto.

Desde já agradeço a sua disponibilidade e fico a aguardar o seu
importante contributo.

Com os melhores cumprimentos,
Dora Barros


Departamento de Planeamento, Informação e Comunicação
Rua Formosa, 254 4049-030 PORTO
GPS: 41º08'53.4''N | 8º36'20.1''W
Telf: 22 340 00 00 Fax: 22 340 00 10

www.arhnorte.pt


Descarregar o ficheiro (pdf)


A data-limite é 31 de Julho.
Participemos!

Difundido por correio electrónico

domingo, julho 19, 2009

O Vale do Tua - A importância do Património no Desenvolvimento Regional

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A Associação dos Amigos do Vale do Tua, em colaboração com a Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto, promove um debate no Porto, no próximo dia 23 de Julho de 2009 (quinta-feira), às 21h00, subordinado ao tema "O Vale do Tua - A importância do Património no Desenvolvimento Regional".

A Linha do Tua, uma das maiores riquezas do Vale do Tua, é parte integrante da paisagem e uma das mais belas linhas ferroviárias da Europa.

Com as eleições legislativas no final de Setembro e as eleições autárquicas no inicio de Outubro, é necessário que a Linha do Tua e o futuro de toda a região façam parte da agenda politica e do discurso dos candidatos aos diversos órgãos, locais e nacionais.

Contamos com a sua presença e participação em mais um encontro em defesa da Linha e do Vale do Tua!
Segue convite em anexo. Agradecemos divulgação.


Local de realização do debate:
Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto
Rua de Costa Cabral, Nº1037, Porto


Nota: O debate será antecedido de jantar convívio na Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto. Para informações e marcações, devem contactar através dos telefones: 917534991 / 967434803 ou do email: valedotua@gmail.com.

Atentamente,

Movimento Cívico pela Linha do Tua

sábado, julho 18, 2009

"Esta noite sonhei com Mário Lino"

"Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!"

Miguel Sousa Tavares
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

sexta-feira, julho 17, 2009

II SASIG

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O Capítulo Português da OSGeo realiza de 2 a 4 de Novembro de 2009, as II Jornadas de Software Aberto para Sistemas de Informação Geográfica (II SASIG), na Universidade de Évora. A organização conta com o apoio da AMDE, Departamento de Paisagem, Ambiente e Ordenamento da UE, Departamento de Informática da UE e Faunalia.pt.

Como forma de divulgar o evento e manter os inscritos e interessados a par de todas as novidades, a organização do II SASIG decidiu dar início uma newsletter de carácter ocasional, cuja publicação ocorrerá sempre que hajam novidades ou deadlines importantes a divulgar.

Índice:

a) inscrições abertas

b) convidados internacionais

c) workshops

d) workshop world wind

e) sessão INSPIRE

f) OpenStreetMap mapping party

g) sessão académica

h) patrocinadores

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a) Inscrições abertas

Avisam-se todos os interessados que estão abertas as inscrições para o II SASIG, a ter lugar em Évora nos próximos dias 2 a 4 de Novembro 2009. Para mais detalhes consulte o site.

Datas importantes:

Pré inscrições – 15 Setembro
Apresentação de Abstracts (comunicação oral e posters) – 31 Julho
Resposta aos autores – 15 Setembro
Inscrições – 20 Outubro
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b) Convidados internacionais

O SASIG II contará com a presença de ilustres convidados internacionais, nomeadamente:

Lorenzo Becchi - Membro da fundação OSGEO
Paolo Cavallini - Presidente do GFOSS.it - Capítulo Italiano da OSGEO
Patrick Hogan - Coordenador/Gestor do projecto World Wind no Ames Research Center (NASA)
Patrick Murris - Consultor em tecnologias de informação e multimédia; developer project World Wind
Jorge Gaspar Sanz Salinas - Coordenador do Comité de Direcção Técnica do projecto gvSIG
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c) Workshops

Os interessados em participar nas workshops deverão inscrever-se o quanto antes, já que o nº de lugares é limitado (15) e alguns workshops estão já quase esgotados. Existirá uma lista de espera até 5 lugares, onde se poderá inscrever, no caso de desistência de algum dos inscritos.

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d) Workshop World Wind

As Jornadas contam com um convidado muito especial, Patrick Hogan, pela primeira vez em Portugal para apresentar o Projecto NASA World Wind. Patrick Hogan, além de nos apresentar a visão da NASA sobre a disponibilização de informação geográfica, traçará o rumo do desenvolvimento do globo virtual World Wind, que é um globo open source, ao contrário das soluções similares da Google e da Microsoft. Para além do director do projecto da NASA, estará em Évora um dos principais arquitectos e programador do World Wind, Patrick Murris, que realizará uma workshop técnica no dia 3 de Novembro das 14h às 18h. É uma oportunidade única para se familiarizar com o SDK deste globo virtual e, quem sabe, disponibilizar o seu próprio globo virtual.

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e) Sessão INSPIRE

No decorrer das Jornadas realizar-se-á uma sessão dedicada à Directiva INSPIRE - Infrastructure for Spatial Information in the European Community, promovida pelo GT INSPIRE do Instituto Geográfico Português. Esta sessão pretende incidir sobre os desenvolvimentos mais recentes associados à aplicação da directiva, centrando-se nos tópicos prioritários em termos de implementação (e.g. metadados, especificações de dados do Anexo I e geowebservices). A sessão, que decorrerá no dia 3 de Novembro das 14h30 às 17h30 tem entrada livre, mas carece de inscrição.

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f) OpenStreetMap Mapping Party

No dia 1 de Novembro, dia anterior ao início dos trabalhos das II Jornadas, irá decorrer uma Open Street Mapping Party. O projecto OpenStreetMap é um projecto open source contributivo com objectivo de mapear todo o globo. Com esta mapping party, pretende-se mapear o centro da cidade de Évora contribuindo para o projecto OpenStreetMap, dando aos participantes um bom motivo para passear pela magnífica cidade de Évora, e uma oportunidade de convívio com os restantes participantes das jornadas. Este evento é de participação livre (mesmo para quem não esteja inscrito nas Jornadas), mas requer inscrição.

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g) Sessão académica

O SASIG será também um espaço de intercâmbio científico, com uma nova sessão académica dedicada à apresentação de trabalhos de mestrado, onde se usam tecnologias FOSS4G em projectos de investigação. Nesta sessão serão apresentados 6 trabalhos do Mestrado de C&SIG do ISEGI, o primeiro a incluir uma cadeira de "Geospatial Free Open Source Software".

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Secretariado:

Luisa Carvalho (AMDE)
Telefone/Phone: 266 749 420
Fax: 266 749 425

quinta-feira, julho 16, 2009

Clark Labs anuncia blog "EARTH SYSTEM TRENDS"

A GEOSFERA, distribuidora dos produtos SIG Clark Labs em Portugal, vem por este meio divulgar a apresentação do blog criado pela Clark Labs intitulado "Earth System Trends". Este blog tem por intuito demonstrar a capacidade de análise das variações do sistema terrestre segundo a nova aplicação "Earth Trends Modeler" (ETM), incorporada na mais recente versão do IDRISI Taiga.

O "Earth System Trends" foi concebido especialmente para a análise de diferentes séries temporais de imagens recolhidas de sistemas observatórios terrestres e inclui um conjunto de ferramentas de extrapolação de tendências e variabilidade do sistema terrestre, de importância cimeira para domínios como a análise das variações climáticas e a dinâmica de ecossistemas.

Convidamo-lo desde já a visitar o blog "Earth System Trends" (www.earthsystemtrends.org) e a verificar em primeira mão as potencialidades desta aplicação desenvolvida pela Clark Labs e que está integrado no novo IDRISI Taiga".

GEOSFERA Lda
Drawing the future in Geographic Information Systems
Tel. 21 1502004

sexta-feira, julho 03, 2009

Eu por aqui, tu por aí...

Pode perder-se uma indústria mas também se pode reconstruí-la. Na natureza, se perdermos uma espécie, perdemo-la para sempre. Nunca mais poderemos recuperar esse capital
Jean-Christophe Vie *


Vamos por escalas, como nos filmes que logo começam por contextualizar a nossa pequenez...


Em Portugal há 159 espécies ameaçadas, a maioria moluscos (67 espécies), mas também mamíferos (11), aves (8), peixes (38), plantas (16), invertebrados (16), répteis (2) e anfíbios (1).


Agora, porque o aqui é um reflexo do global, num assunto onde não há nem nunca houve fronteiras, eis o contexto.

O planeta tem cerca de 17 mil espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção, revelou hoje a UICN (União Mundial para a Conservação da Natureza), através da sua Lista Vermelha. Nos últimos 500 anos já se extinguiram 869 espécies.

E para nos ajudar a levantar o moral, ou a força de mudar:

Actualmente, as alterações climáticas não são a maior ameaça à biodiversidade do planeta. Mas isso pode mudar, avança o relatório. Ao analisar 17 mil espécies de aves, anfíbios e recifes de coral, a UICN identificou uma proporção significativa de espécies que são muito vulneráveis às alterações climáticas e que ainda não estão ameaçadas. Deste grupo fazem parte 30 por cento das aves, 51 por cento dos corais e 41 por cento dos anfíbios.

O que quer dizer que estes números vão subir.
"Cada vez mais depressa"

"Cada vez mais depressa"




Ah, os ecologistas e tal.
Pois, mas o que aqui está em causa é, antes de tudo, a perda de biodiversidade. E esta devido, além das alterações climáticas, à destruição de habitats.
E esta devido nosso modelo de desenvolvimento.
E este relaciona-se com o tipo de ordenamento e de planeamento que aplicamos.
E estes, por fim, traduzem os valores para os quais nos vamos sentindo sensibilizados.
Nós, os decisores dos usos do solo.

As distintas opiniões revelam distintas posições, distintos interesses.
Os decisores que têm, efectivamente, decidido sobre os destinos do uso do solo, têm tido como valores algo - podemos designa-lo como quisermos - que, obviamente, não preza o longo prazo.
Reflictamos sobre isto. Sobre quem somos e o que somos.
Ou SE somos.

Regressemos a casa. Ao chão. A terra.
Já há muito tempo que é tempo.


Fonte: Público
* Responsável pelo estudo apresentado.

quarta-feira, julho 01, 2009

Inquérito do mês

A Comissão Europeia anunciou ontem [12-11-2008] que 26 tipos de frutos e produtos hortícolas vão poder passar a ser comercializados independentemente do seu tamanho e forma, após os Estados-membros terem votado favoravelmente propostas de Bruxelas nesse sentido.

Os produtos abrangidos são os damascos, alcachofras, espargos, beringelas, abacates, feijões, couves-de-bruxelas, cenouras, couves-flores, cerejas, aboborinhas (courgettes), pepinos, cogumelos de cultura, alhos, avelãs com casca, couves-repolhos, alhos franceses, melões, cebolas, ervilhas, ameixas, aipo de folhas, espinafres, nozes comuns com casca, melões e chicórias whitloof.

Todos estes 26 produtos poderão passar a ser vendidos mesmo “deformados”, tendo a comissária da Agricultura, Mariann Fischer-Boel, comentado que, “na actual conjuntura de preços elevados dos produtos alimentares e de dificuldades económicas generalizadas, os consumidores devem poder escolher entre a mais vasta gama de produtos possível” e “não tem qualquer sentido eliminar produtos de perfeita qualidade, apenas porque têm uma forma «errada»".

"Esta decisão marca o início de uma nova era para os pepinos curvos e as cenouras nodosas", ironizou.

As normas de comercialização relativamente ao tamanho e forma manter-se-ão todavia para outros 10 tipos de hortofrutícolas, que representam 75 por cento, em valor, das trocas comerciais da UE: maçãs, citrinos, kiwis, alfaces, pêssegos e nectarinas, peras, morangos, pimentos doces, uvas de mesa e tomates.

No entanto, mesmo para estes 10 tipos de produtos os Estados-Membros poderão, pela primeira vez, autorizar os estabelecimentos comerciais a vender produtos que não respeitem as normas, desde que sejam rotulados de forma adequada, de modo a distingui-los das classes "extra", "I" e "II".

Estas novas normas serão aplicadas a partir de 1 de Julho de 2009.

Fonte: Abolsamia


Assim, durante o mês de Julho, queremos saber a vossa opinião sobre este assunto.
Qualquer outro tipo de resposta, não presente no inquérito ao lado, pode ser colocada nos comentários deste tópico. O espaço está aberto.

Participem!

Nota: este inquérito não implica que vamos deixar de virmos dar-vos música.

segunda-feira, junho 29, 2009

4 Anos São Passados


Estimados visitantes,

Desde os seus inícios que o projecto Georden assumiu um carácter interventivo, participativo e - dentro das nossas modestas possibilidades - pedagógico. E foi sempre esse o espírito por que nos pautámos e que tentámos estimular em quem nos visita.


São inúmeras as virtualidades desta plataforma de comunicação que usamos, muitos de nós, para propor ideias, acrescentar conhecimentos, divulgar eventos e informações, manifestar - sustentando-as - as nossas opiniões, dar as nossas achegas ao que nos merece destaque e - sobretudo - lançar o debate sobre as questões da sustentabilidade e das concepções de desenvolvimento humano, social, cultural e económico.


Tais virtualidades, a seu devido momento, podem revelar-se inesperadas, fulgurantes na sua rapidez e na sua grandeza. Aí senti(re)mos o poder da comunicação. O rumo que as sociedades levam, ora guinando a bombordo, ora invertendo a estibordo, atirando com tais mudanças de direcção muita gente para fora do barco, assenta na forma como usamos e deixamos usar a comunicação que rege a vida em sociedade.


Nem sempre os dias são contados, nem sempre os dias são vividos intensamente. É o que acontece forçosamente a quem acaba por verificar que, no dia seguinte, afinal ainda cá estava. E se a frequência com que nos empenhamos na actualização nem sempre é a necessária, deixando muitos assuntos passarem ao lado, esmorecerem, isso conforma e dá mais significado ao uso do termo "virtualidades".

Oceanos revoltosos de caracteres, sons e cheiros, picadas dos mais variegados insectos e atropelos das mais belas máquinas que criámos são aquilo que sofremos dia-a-dia, nesta sociedade a que (quem?) chamam "sociedade de informação". Como a dicotomia "crescimento vs. desenvolvimento", que desde sempre assumimos como auto-evidente (mas, se for preciso, estaremos cá para sustentar os porquês de a encararmos assim), temos também uma outra, que nos vai tolhendo o cérebro e, por consequência, os membros: é a dicotomia "sociedade da informação vs. sociedade do conhecimento". Sociedade informada parece sê-lo. Mas será esclarecida? Consciente?


O tempo sempre foi o mesmo. Mas isso é relativo, pois vai rarefazendo-se quando o distribuímos em parcelas cada vez mais numerosas para as diversas tarefas que nos apelam a realizarmos. Tal como quando "sobra mês para pouco dinheiro". E por isso, desde cedo no nosso percurso pessoal, enquanto ser pensantes, a questão dos valores vem inevitavelmente ter ou chocar connosco.


Plantar uma árvore é mais importante que ler um blogue? Talvez. Esse fundamental gesto pode, também, ser consequência de ler um artigo num blogue. Bendito seja aquele que o consegue.

Cabe-nos avaliar (= dar valor, ponderar, retirar daqui para pôr acolá...). Cabe a nós saber avaliar. Cabe a nós (não há mais ninguém) aprendermos a avaliar. E para aprender a avaliar, temos de começar, para não cair numa petição de princípio, com um mínimo de inteligência, para destrinçarmos aquilo que nos vai "in-formando".

Quando um dia acharmos mais importante não ligar o computador para poupar energia, isso resultará (talvez...) de:

a) da mudança do entorno,
b) da mudança de nós próprios,
c) de ambas as mudanças

Compete a cada um de nós ajudarmos a que a) seja mais uma consequência de b) que o contrário. Do resultado desse jogo também se fazem leituras do nosso poder e autonomia enquanto indivíduos numa sociedade.


Durante estes quatro anos que hoje se completam propugnámos o debate e a discussão de ideias. Reciclar é preciso e sempre possível.
Renovamos os votos da participação pois é com essa candeia acesa que vamos prosseguir o nosso caminho.

O Georden está de parabéns, como o estão todos aqueles que nos visitam.
São muitos, alguns ou poucos. E todos podem contribuir, participar, melhorar. A sociedade é também de comunicação!

As possibilidades estão aí.
Usemo-las e tornemos a palavra "virtualidade" um pouco menos risível e desmobilizdora.

domingo, junho 28, 2009

Música das regiões - Mediterrâneo (cont.)

Continuando em torno do maior berço de civilizações, passamos agora pela Itália, pela Tunísia e pelo Líbano. São mais três grandes e representativos nomes da cultura musical aqui no Georden.
Relembramos a quem nos visita que as músicas podem ser escutadas na AntenaGEO, na barra da esquerda, um pouco mais abaixo.


Intérprete: Lucilla Galeazzi
Origem: Itália
Tema: È tempo dell'amore
Extraído do álbum "Amore e Acciaio", de 2005

Lucilla é apenas um dos inumeráveis e espantosos exemplos da riqueza musical da Itália. Nascida em Terni, na região da Úmbria, bem no centro do país, este é ainda o seu álbum mais recente. As suas canções sintetizam várias influências, sempre num espírito de grande vivacidade.


Intérprete: Anouar Brahem Trio
Origem: Tunísia
Tema: Parfum de Gitane
Extraído do álbum "Astrakan Café", de 2000

Anouar Brahem, que esteve no Braga Jazz em 2006, é um dos mais internacionalmente reconhecidos tocadores de "oud". A tal popularidade não pode ser alheio o facto de gravar para a presitigiada editora ECM. O ambiente das suas músicas transmite serenidade e beleza. A descobrir com tempo e paixão.


Intérprete: Fairouz
Origem: Líbano
Tema: Habbou Badoun
Extraído da compilação "Golden Songs"

Podemos quase dizer que Fairouz está para o Líbano como Amália para Portugal. As suas primeiras interpretações editadas datam dos começos da década de 1950 (!), quando acompanhava o ensemble dos irmãos Rahbani. E dizemos quase, pois, entre outras coisas, a cantora é uma lenda ainda entre nós. A sua discografia é extensíssima e a cantora tem um repertório de mais de 1500 canções (!!). Mundialmente famosa pela sua voz, Fairouz é a marca da divisão de eras na música árabe.
Bem tentámos, através do site mais completo sobre a embaixadora da cultura libanesa, mas não conseguimos descortinar de que ano será esta canção nem em que disco terá surgido pela primeira vez. No entanto, não podíamos deixar de a trazer. Deliciem-se. E partam à procura de mais. Vivamos curiosos.

segunda-feira, junho 22, 2009

2.ª Edição da Acção Online de Iniciação ao software SIG SuperMap Deskpro

Em face à elevada afluência de público na 1ª Edição da Acção Online de Iniciação ao software SIG SuperMap Deskpro, a GEOSFERA está agendar a realização de uma 2ª edição da referida acção, com data prevista para os dias 7, 8 e 9 de Julho, com início previsto às 9 horas da manhã e a duração de 3 horas por dia.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas a título pessoal ou em nome de instituições, sendo que no final da mesma serão passados certificados de participação. Para se inscrever envie um email para geosfera.comercial@geosfera.pt com os seus dados pessoais (nome, morada, actividade, instituição, contacto telefónico e email) ou preencha a ficha em anexo com os mesmos dados e remeta para geosfera.comercial@geosfera.pt.
Esta acção online foi concebida tanto para pessoas individuais como para instituições, sendo que todas as instruções pertinentes constam da ficha de inscrição em anexo.

A GEOSFERA deseja que esta acção vá ao encontro das necessidades da comunidade que utiliza os sistemas de informação geográfica e aconselha que as inscrições sejam feitas o mais breve possível (até à data limite de dia 26 de Julho), dado que esta acção terá um máximo de 40 participantes.

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GEOSFERA Lda
Drawing the future in GIS
Rua General Ferreira Martins, nº10, 8ºA
1495-137 Algés (Portugal)
Tel. 00351 211502004

domingo, junho 21, 2009

sábado, junho 20, 2009

Merhaba Istambul!

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Foto de Gaivota, Istambul, 11.06.2009.

O aeroporto Sabiha Gökçen indicava que estavamos do lado asiático e que teríamos de percorrer a cidade por auto-estrada para chegar ao lado europeu.

O primeiro impacto foi que não havia regras na estrada. Faixas de rodagem existiam, mas é como não estivessem lá! Os sinais de sentido proibido eram ignorados! As ultrapassagens tanto podiam ser pela esquerda, como pela direita! Só respeitavam as passadeiras se estas tivessem semáforos. Havia que estar de olhos bem abertos!
A cidade tem 15 milhões de habitantes e com esta dimensão o mais normal é perder-se a direcção. Assim, foi com alguma dificuldade que chegámos a Kumkapi, ao local onde se encontrava o Grand Liza Hotel.

As mesquitas chamavam para a oração. Por todo o lado que olhássemos encontrávamos uma mesquita com os suas torres a perfurar o céu.
Já do lado da Europa, a primeira paragem foi mesmo o Grande Bazar (Kapaliçarşi). Ruas e mais ruas de lojas sem fim à vista. Os comerciantes tinham sempre um sorriso no rosto e para eles éramos sempre espanhóis! Encontrámos um povo aberto e pronto para receber bem.
Nas ruas encontrámos uma mistura de tudo. Os contrastes ressaltavam mais nas mulheres. Ora víamos mulheres quase despidas, ora só com os olhos à mostra. E com o calor que se fazia sentir até nos causava impressão! Connosco andava sempre uma garrafa de água para refrescar a garganta, porque a temperatura era de 35º graus à sombra.

Sultanahmet é a zona histórica da cidade e a mais conservadora. Aqui é possível passear pelos jardins onde se encontra o Hipódromo e o Obelisco Egípcio. Conhecer a Mesquita Azul (Sultanahmet Camii), que é imponente e maravilhosa tanto no interior, como por fora. Em frente encontra-se a Mesquita Sofia (Ayasofya Müzesi), que actualmente é um museu. Também é possível conhecer a cisterna (Yerebatan Sarnici) e o palácio de Topkapi (Topkapi Sarayi).
Ao atravessar a ponte Galata, passa-se para o outro lado da Europa e para uma zona mais moderna. Na principal rua das lojas, a Istiklal Caddesi encontrámos a todas as horas um mar de gente. Esta termina na Torre Galata (Galata Kulesi).

Na hora de comer há que experimentar! Tudo sabe bem, até mesmo os pratos que possam ter um pior aspecto visual. Deixo registado aqueles que ainda me lembro: Izgara Köfte (bolas de carne grelhada); Pilav Üstü Tavuk Döner (peito de galinha com arroz); Kumpir (batata doce gigante com os ingredientes à escolha); Uludag limonata (sumo de limão); para os mais fortes, Yeni Raki; Dil (bolinhas de peixe grelhado) e claro baklava. Com gelado é divinal!

Para conhecer Istambul o melhor mesmo é calcorrear as ruas a pé, mas para quem não é tão resistente pode sempre apanhar um táxi, ou andar de metro, tram (metro de superfície), funicular ou autocarro. O táxi e o tram são os melhores. Também se aconselha um passeio de barco pelo Mar Marmara (Marmara Denizi) ou pelo Bósforo. Já Tophane e Ortaköy são duas zonas de bom ambiente nocturno.

Na despedida há que dizer Hoşça Kalin e regressar a casa.

Escrito por Gaivota