domingo, julho 19, 2009

O Vale do Tua - A importância do Património no Desenvolvimento Regional

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A Associação dos Amigos do Vale do Tua, em colaboração com a Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto, promove um debate no Porto, no próximo dia 23 de Julho de 2009 (quinta-feira), às 21h00, subordinado ao tema "O Vale do Tua - A importância do Património no Desenvolvimento Regional".

A Linha do Tua, uma das maiores riquezas do Vale do Tua, é parte integrante da paisagem e uma das mais belas linhas ferroviárias da Europa.

Com as eleições legislativas no final de Setembro e as eleições autárquicas no inicio de Outubro, é necessário que a Linha do Tua e o futuro de toda a região façam parte da agenda politica e do discurso dos candidatos aos diversos órgãos, locais e nacionais.

Contamos com a sua presença e participação em mais um encontro em defesa da Linha e do Vale do Tua!
Segue convite em anexo. Agradecemos divulgação.


Local de realização do debate:
Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto
Rua de Costa Cabral, Nº1037, Porto


Nota: O debate será antecedido de jantar convívio na Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto. Para informações e marcações, devem contactar através dos telefones: 917534991 / 967434803 ou do email: valedotua@gmail.com.

Atentamente,

Movimento Cívico pela Linha do Tua

sábado, julho 18, 2009

"Esta noite sonhei com Mário Lino"

"Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!"

Miguel Sousa Tavares
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

sexta-feira, julho 17, 2009

II SASIG

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O Capítulo Português da OSGeo realiza de 2 a 4 de Novembro de 2009, as II Jornadas de Software Aberto para Sistemas de Informação Geográfica (II SASIG), na Universidade de Évora. A organização conta com o apoio da AMDE, Departamento de Paisagem, Ambiente e Ordenamento da UE, Departamento de Informática da UE e Faunalia.pt.

Como forma de divulgar o evento e manter os inscritos e interessados a par de todas as novidades, a organização do II SASIG decidiu dar início uma newsletter de carácter ocasional, cuja publicação ocorrerá sempre que hajam novidades ou deadlines importantes a divulgar.

Índice:

a) inscrições abertas

b) convidados internacionais

c) workshops

d) workshop world wind

e) sessão INSPIRE

f) OpenStreetMap mapping party

g) sessão académica

h) patrocinadores

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a) Inscrições abertas

Avisam-se todos os interessados que estão abertas as inscrições para o II SASIG, a ter lugar em Évora nos próximos dias 2 a 4 de Novembro 2009. Para mais detalhes consulte o site.

Datas importantes:

Pré inscrições – 15 Setembro
Apresentação de Abstracts (comunicação oral e posters) – 31 Julho
Resposta aos autores – 15 Setembro
Inscrições – 20 Outubro
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b) Convidados internacionais

O SASIG II contará com a presença de ilustres convidados internacionais, nomeadamente:

Lorenzo Becchi - Membro da fundação OSGEO
Paolo Cavallini - Presidente do GFOSS.it - Capítulo Italiano da OSGEO
Patrick Hogan - Coordenador/Gestor do projecto World Wind no Ames Research Center (NASA)
Patrick Murris - Consultor em tecnologias de informação e multimédia; developer project World Wind
Jorge Gaspar Sanz Salinas - Coordenador do Comité de Direcção Técnica do projecto gvSIG
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c) Workshops

Os interessados em participar nas workshops deverão inscrever-se o quanto antes, já que o nº de lugares é limitado (15) e alguns workshops estão já quase esgotados. Existirá uma lista de espera até 5 lugares, onde se poderá inscrever, no caso de desistência de algum dos inscritos.

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d) Workshop World Wind

As Jornadas contam com um convidado muito especial, Patrick Hogan, pela primeira vez em Portugal para apresentar o Projecto NASA World Wind. Patrick Hogan, além de nos apresentar a visão da NASA sobre a disponibilização de informação geográfica, traçará o rumo do desenvolvimento do globo virtual World Wind, que é um globo open source, ao contrário das soluções similares da Google e da Microsoft. Para além do director do projecto da NASA, estará em Évora um dos principais arquitectos e programador do World Wind, Patrick Murris, que realizará uma workshop técnica no dia 3 de Novembro das 14h às 18h. É uma oportunidade única para se familiarizar com o SDK deste globo virtual e, quem sabe, disponibilizar o seu próprio globo virtual.

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e) Sessão INSPIRE

No decorrer das Jornadas realizar-se-á uma sessão dedicada à Directiva INSPIRE - Infrastructure for Spatial Information in the European Community, promovida pelo GT INSPIRE do Instituto Geográfico Português. Esta sessão pretende incidir sobre os desenvolvimentos mais recentes associados à aplicação da directiva, centrando-se nos tópicos prioritários em termos de implementação (e.g. metadados, especificações de dados do Anexo I e geowebservices). A sessão, que decorrerá no dia 3 de Novembro das 14h30 às 17h30 tem entrada livre, mas carece de inscrição.

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f) OpenStreetMap Mapping Party

No dia 1 de Novembro, dia anterior ao início dos trabalhos das II Jornadas, irá decorrer uma Open Street Mapping Party. O projecto OpenStreetMap é um projecto open source contributivo com objectivo de mapear todo o globo. Com esta mapping party, pretende-se mapear o centro da cidade de Évora contribuindo para o projecto OpenStreetMap, dando aos participantes um bom motivo para passear pela magnífica cidade de Évora, e uma oportunidade de convívio com os restantes participantes das jornadas. Este evento é de participação livre (mesmo para quem não esteja inscrito nas Jornadas), mas requer inscrição.

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g) Sessão académica

O SASIG será também um espaço de intercâmbio científico, com uma nova sessão académica dedicada à apresentação de trabalhos de mestrado, onde se usam tecnologias FOSS4G em projectos de investigação. Nesta sessão serão apresentados 6 trabalhos do Mestrado de C&SIG do ISEGI, o primeiro a incluir uma cadeira de "Geospatial Free Open Source Software".

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Secretariado:

Luisa Carvalho (AMDE)
Telefone/Phone: 266 749 420
Fax: 266 749 425

quinta-feira, julho 16, 2009

Clark Labs anuncia blog "EARTH SYSTEM TRENDS"

A GEOSFERA, distribuidora dos produtos SIG Clark Labs em Portugal, vem por este meio divulgar a apresentação do blog criado pela Clark Labs intitulado "Earth System Trends". Este blog tem por intuito demonstrar a capacidade de análise das variações do sistema terrestre segundo a nova aplicação "Earth Trends Modeler" (ETM), incorporada na mais recente versão do IDRISI Taiga.

O "Earth System Trends" foi concebido especialmente para a análise de diferentes séries temporais de imagens recolhidas de sistemas observatórios terrestres e inclui um conjunto de ferramentas de extrapolação de tendências e variabilidade do sistema terrestre, de importância cimeira para domínios como a análise das variações climáticas e a dinâmica de ecossistemas.

Convidamo-lo desde já a visitar o blog "Earth System Trends" (www.earthsystemtrends.org) e a verificar em primeira mão as potencialidades desta aplicação desenvolvida pela Clark Labs e que está integrado no novo IDRISI Taiga".

GEOSFERA Lda
Drawing the future in Geographic Information Systems
Tel. 21 1502004

sexta-feira, julho 03, 2009

Eu por aqui, tu por aí...

Pode perder-se uma indústria mas também se pode reconstruí-la. Na natureza, se perdermos uma espécie, perdemo-la para sempre. Nunca mais poderemos recuperar esse capital
Jean-Christophe Vie *


Vamos por escalas, como nos filmes que logo começam por contextualizar a nossa pequenez...


Em Portugal há 159 espécies ameaçadas, a maioria moluscos (67 espécies), mas também mamíferos (11), aves (8), peixes (38), plantas (16), invertebrados (16), répteis (2) e anfíbios (1).


Agora, porque o aqui é um reflexo do global, num assunto onde não há nem nunca houve fronteiras, eis o contexto.

O planeta tem cerca de 17 mil espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção, revelou hoje a UICN (União Mundial para a Conservação da Natureza), através da sua Lista Vermelha. Nos últimos 500 anos já se extinguiram 869 espécies.

E para nos ajudar a levantar o moral, ou a força de mudar:

Actualmente, as alterações climáticas não são a maior ameaça à biodiversidade do planeta. Mas isso pode mudar, avança o relatório. Ao analisar 17 mil espécies de aves, anfíbios e recifes de coral, a UICN identificou uma proporção significativa de espécies que são muito vulneráveis às alterações climáticas e que ainda não estão ameaçadas. Deste grupo fazem parte 30 por cento das aves, 51 por cento dos corais e 41 por cento dos anfíbios.

O que quer dizer que estes números vão subir.
"Cada vez mais depressa"

"Cada vez mais depressa"




Ah, os ecologistas e tal.
Pois, mas o que aqui está em causa é, antes de tudo, a perda de biodiversidade. E esta devido, além das alterações climáticas, à destruição de habitats.
E esta devido nosso modelo de desenvolvimento.
E este relaciona-se com o tipo de ordenamento e de planeamento que aplicamos.
E estes, por fim, traduzem os valores para os quais nos vamos sentindo sensibilizados.
Nós, os decisores dos usos do solo.

As distintas opiniões revelam distintas posições, distintos interesses.
Os decisores que têm, efectivamente, decidido sobre os destinos do uso do solo, têm tido como valores algo - podemos designa-lo como quisermos - que, obviamente, não preza o longo prazo.
Reflictamos sobre isto. Sobre quem somos e o que somos.
Ou SE somos.

Regressemos a casa. Ao chão. A terra.
Já há muito tempo que é tempo.


Fonte: Público
* Responsável pelo estudo apresentado.

quarta-feira, julho 01, 2009

Inquérito do mês

A Comissão Europeia anunciou ontem [12-11-2008] que 26 tipos de frutos e produtos hortícolas vão poder passar a ser comercializados independentemente do seu tamanho e forma, após os Estados-membros terem votado favoravelmente propostas de Bruxelas nesse sentido.

Os produtos abrangidos são os damascos, alcachofras, espargos, beringelas, abacates, feijões, couves-de-bruxelas, cenouras, couves-flores, cerejas, aboborinhas (courgettes), pepinos, cogumelos de cultura, alhos, avelãs com casca, couves-repolhos, alhos franceses, melões, cebolas, ervilhas, ameixas, aipo de folhas, espinafres, nozes comuns com casca, melões e chicórias whitloof.

Todos estes 26 produtos poderão passar a ser vendidos mesmo “deformados”, tendo a comissária da Agricultura, Mariann Fischer-Boel, comentado que, “na actual conjuntura de preços elevados dos produtos alimentares e de dificuldades económicas generalizadas, os consumidores devem poder escolher entre a mais vasta gama de produtos possível” e “não tem qualquer sentido eliminar produtos de perfeita qualidade, apenas porque têm uma forma «errada»".

"Esta decisão marca o início de uma nova era para os pepinos curvos e as cenouras nodosas", ironizou.

As normas de comercialização relativamente ao tamanho e forma manter-se-ão todavia para outros 10 tipos de hortofrutícolas, que representam 75 por cento, em valor, das trocas comerciais da UE: maçãs, citrinos, kiwis, alfaces, pêssegos e nectarinas, peras, morangos, pimentos doces, uvas de mesa e tomates.

No entanto, mesmo para estes 10 tipos de produtos os Estados-Membros poderão, pela primeira vez, autorizar os estabelecimentos comerciais a vender produtos que não respeitem as normas, desde que sejam rotulados de forma adequada, de modo a distingui-los das classes "extra", "I" e "II".

Estas novas normas serão aplicadas a partir de 1 de Julho de 2009.

Fonte: Abolsamia


Assim, durante o mês de Julho, queremos saber a vossa opinião sobre este assunto.
Qualquer outro tipo de resposta, não presente no inquérito ao lado, pode ser colocada nos comentários deste tópico. O espaço está aberto.

Participem!

Nota: este inquérito não implica que vamos deixar de virmos dar-vos música.

segunda-feira, junho 29, 2009

4 Anos São Passados


Estimados visitantes,

Desde os seus inícios que o projecto Georden assumiu um carácter interventivo, participativo e - dentro das nossas modestas possibilidades - pedagógico. E foi sempre esse o espírito por que nos pautámos e que tentámos estimular em quem nos visita.


São inúmeras as virtualidades desta plataforma de comunicação que usamos, muitos de nós, para propor ideias, acrescentar conhecimentos, divulgar eventos e informações, manifestar - sustentando-as - as nossas opiniões, dar as nossas achegas ao que nos merece destaque e - sobretudo - lançar o debate sobre as questões da sustentabilidade e das concepções de desenvolvimento humano, social, cultural e económico.


Tais virtualidades, a seu devido momento, podem revelar-se inesperadas, fulgurantes na sua rapidez e na sua grandeza. Aí senti(re)mos o poder da comunicação. O rumo que as sociedades levam, ora guinando a bombordo, ora invertendo a estibordo, atirando com tais mudanças de direcção muita gente para fora do barco, assenta na forma como usamos e deixamos usar a comunicação que rege a vida em sociedade.


Nem sempre os dias são contados, nem sempre os dias são vividos intensamente. É o que acontece forçosamente a quem acaba por verificar que, no dia seguinte, afinal ainda cá estava. E se a frequência com que nos empenhamos na actualização nem sempre é a necessária, deixando muitos assuntos passarem ao lado, esmorecerem, isso conforma e dá mais significado ao uso do termo "virtualidades".

Oceanos revoltosos de caracteres, sons e cheiros, picadas dos mais variegados insectos e atropelos das mais belas máquinas que criámos são aquilo que sofremos dia-a-dia, nesta sociedade a que (quem?) chamam "sociedade de informação". Como a dicotomia "crescimento vs. desenvolvimento", que desde sempre assumimos como auto-evidente (mas, se for preciso, estaremos cá para sustentar os porquês de a encararmos assim), temos também uma outra, que nos vai tolhendo o cérebro e, por consequência, os membros: é a dicotomia "sociedade da informação vs. sociedade do conhecimento". Sociedade informada parece sê-lo. Mas será esclarecida? Consciente?


O tempo sempre foi o mesmo. Mas isso é relativo, pois vai rarefazendo-se quando o distribuímos em parcelas cada vez mais numerosas para as diversas tarefas que nos apelam a realizarmos. Tal como quando "sobra mês para pouco dinheiro". E por isso, desde cedo no nosso percurso pessoal, enquanto ser pensantes, a questão dos valores vem inevitavelmente ter ou chocar connosco.


Plantar uma árvore é mais importante que ler um blogue? Talvez. Esse fundamental gesto pode, também, ser consequência de ler um artigo num blogue. Bendito seja aquele que o consegue.

Cabe-nos avaliar (= dar valor, ponderar, retirar daqui para pôr acolá...). Cabe a nós saber avaliar. Cabe a nós (não há mais ninguém) aprendermos a avaliar. E para aprender a avaliar, temos de começar, para não cair numa petição de princípio, com um mínimo de inteligência, para destrinçarmos aquilo que nos vai "in-formando".

Quando um dia acharmos mais importante não ligar o computador para poupar energia, isso resultará (talvez...) de:

a) da mudança do entorno,
b) da mudança de nós próprios,
c) de ambas as mudanças

Compete a cada um de nós ajudarmos a que a) seja mais uma consequência de b) que o contrário. Do resultado desse jogo também se fazem leituras do nosso poder e autonomia enquanto indivíduos numa sociedade.


Durante estes quatro anos que hoje se completam propugnámos o debate e a discussão de ideias. Reciclar é preciso e sempre possível.
Renovamos os votos da participação pois é com essa candeia acesa que vamos prosseguir o nosso caminho.

O Georden está de parabéns, como o estão todos aqueles que nos visitam.
São muitos, alguns ou poucos. E todos podem contribuir, participar, melhorar. A sociedade é também de comunicação!

As possibilidades estão aí.
Usemo-las e tornemos a palavra "virtualidade" um pouco menos risível e desmobilizdora.

domingo, junho 28, 2009

Música das regiões - Mediterrâneo (cont.)

Continuando em torno do maior berço de civilizações, passamos agora pela Itália, pela Tunísia e pelo Líbano. São mais três grandes e representativos nomes da cultura musical aqui no Georden.
Relembramos a quem nos visita que as músicas podem ser escutadas na AntenaGEO, na barra da esquerda, um pouco mais abaixo.


Intérprete: Lucilla Galeazzi
Origem: Itália
Tema: È tempo dell'amore
Extraído do álbum "Amore e Acciaio", de 2005

Lucilla é apenas um dos inumeráveis e espantosos exemplos da riqueza musical da Itália. Nascida em Terni, na região da Úmbria, bem no centro do país, este é ainda o seu álbum mais recente. As suas canções sintetizam várias influências, sempre num espírito de grande vivacidade.


Intérprete: Anouar Brahem Trio
Origem: Tunísia
Tema: Parfum de Gitane
Extraído do álbum "Astrakan Café", de 2000

Anouar Brahem, que esteve no Braga Jazz em 2006, é um dos mais internacionalmente reconhecidos tocadores de "oud". A tal popularidade não pode ser alheio o facto de gravar para a presitigiada editora ECM. O ambiente das suas músicas transmite serenidade e beleza. A descobrir com tempo e paixão.


Intérprete: Fairouz
Origem: Líbano
Tema: Habbou Badoun
Extraído da compilação "Golden Songs"

Podemos quase dizer que Fairouz está para o Líbano como Amália para Portugal. As suas primeiras interpretações editadas datam dos começos da década de 1950 (!), quando acompanhava o ensemble dos irmãos Rahbani. E dizemos quase, pois, entre outras coisas, a cantora é uma lenda ainda entre nós. A sua discografia é extensíssima e a cantora tem um repertório de mais de 1500 canções (!!). Mundialmente famosa pela sua voz, Fairouz é a marca da divisão de eras na música árabe.
Bem tentámos, através do site mais completo sobre a embaixadora da cultura libanesa, mas não conseguimos descortinar de que ano será esta canção nem em que disco terá surgido pela primeira vez. No entanto, não podíamos deixar de a trazer. Deliciem-se. E partam à procura de mais. Vivamos curiosos.

segunda-feira, junho 22, 2009

2.ª Edição da Acção Online de Iniciação ao software SIG SuperMap Deskpro

Em face à elevada afluência de público na 1ª Edição da Acção Online de Iniciação ao software SIG SuperMap Deskpro, a GEOSFERA está agendar a realização de uma 2ª edição da referida acção, com data prevista para os dias 7, 8 e 9 de Julho, com início previsto às 9 horas da manhã e a duração de 3 horas por dia.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas a título pessoal ou em nome de instituições, sendo que no final da mesma serão passados certificados de participação. Para se inscrever envie um email para geosfera.comercial@geosfera.pt com os seus dados pessoais (nome, morada, actividade, instituição, contacto telefónico e email) ou preencha a ficha em anexo com os mesmos dados e remeta para geosfera.comercial@geosfera.pt.
Esta acção online foi concebida tanto para pessoas individuais como para instituições, sendo que todas as instruções pertinentes constam da ficha de inscrição em anexo.

A GEOSFERA deseja que esta acção vá ao encontro das necessidades da comunidade que utiliza os sistemas de informação geográfica e aconselha que as inscrições sejam feitas o mais breve possível (até à data limite de dia 26 de Julho), dado que esta acção terá um máximo de 40 participantes.

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GEOSFERA Lda
Drawing the future in GIS
Rua General Ferreira Martins, nº10, 8ºA
1495-137 Algés (Portugal)
Tel. 00351 211502004

domingo, junho 21, 2009

sábado, junho 20, 2009

Merhaba Istambul!

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Foto de Gaivota, Istambul, 11.06.2009.

O aeroporto Sabiha Gökçen indicava que estavamos do lado asiático e que teríamos de percorrer a cidade por auto-estrada para chegar ao lado europeu.

O primeiro impacto foi que não havia regras na estrada. Faixas de rodagem existiam, mas é como não estivessem lá! Os sinais de sentido proibido eram ignorados! As ultrapassagens tanto podiam ser pela esquerda, como pela direita! Só respeitavam as passadeiras se estas tivessem semáforos. Havia que estar de olhos bem abertos!
A cidade tem 15 milhões de habitantes e com esta dimensão o mais normal é perder-se a direcção. Assim, foi com alguma dificuldade que chegámos a Kumkapi, ao local onde se encontrava o Grand Liza Hotel.

As mesquitas chamavam para a oração. Por todo o lado que olhássemos encontrávamos uma mesquita com os suas torres a perfurar o céu.
Já do lado da Europa, a primeira paragem foi mesmo o Grande Bazar (Kapaliçarşi). Ruas e mais ruas de lojas sem fim à vista. Os comerciantes tinham sempre um sorriso no rosto e para eles éramos sempre espanhóis! Encontrámos um povo aberto e pronto para receber bem.
Nas ruas encontrámos uma mistura de tudo. Os contrastes ressaltavam mais nas mulheres. Ora víamos mulheres quase despidas, ora só com os olhos à mostra. E com o calor que se fazia sentir até nos causava impressão! Connosco andava sempre uma garrafa de água para refrescar a garganta, porque a temperatura era de 35º graus à sombra.

Sultanahmet é a zona histórica da cidade e a mais conservadora. Aqui é possível passear pelos jardins onde se encontra o Hipódromo e o Obelisco Egípcio. Conhecer a Mesquita Azul (Sultanahmet Camii), que é imponente e maravilhosa tanto no interior, como por fora. Em frente encontra-se a Mesquita Sofia (Ayasofya Müzesi), que actualmente é um museu. Também é possível conhecer a cisterna (Yerebatan Sarnici) e o palácio de Topkapi (Topkapi Sarayi).
Ao atravessar a ponte Galata, passa-se para o outro lado da Europa e para uma zona mais moderna. Na principal rua das lojas, a Istiklal Caddesi encontrámos a todas as horas um mar de gente. Esta termina na Torre Galata (Galata Kulesi).

Na hora de comer há que experimentar! Tudo sabe bem, até mesmo os pratos que possam ter um pior aspecto visual. Deixo registado aqueles que ainda me lembro: Izgara Köfte (bolas de carne grelhada); Pilav Üstü Tavuk Döner (peito de galinha com arroz); Kumpir (batata doce gigante com os ingredientes à escolha); Uludag limonata (sumo de limão); para os mais fortes, Yeni Raki; Dil (bolinhas de peixe grelhado) e claro baklava. Com gelado é divinal!

Para conhecer Istambul o melhor mesmo é calcorrear as ruas a pé, mas para quem não é tão resistente pode sempre apanhar um táxi, ou andar de metro, tram (metro de superfície), funicular ou autocarro. O táxi e o tram são os melhores. Também se aconselha um passeio de barco pelo Mar Marmara (Marmara Denizi) ou pelo Bósforo. Já Tophane e Ortaköy são duas zonas de bom ambiente nocturno.

Na despedida há que dizer Hoşça Kalin e regressar a casa.

Escrito por Gaivota

segunda-feira, junho 15, 2009

Landscape Memories, de Ângelo Encarnação

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Inauguração: 19 de Junho às 16h30
De 19 de Junho a 31 de Julho de 2009
Horário: Junho; 9h30 às 12h30 e 14h00 às 16h30
Julho; 9h00 às 15h00
Encerra: Sábado e Domingo
Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Stº.António
Av. da República, Torreão Sul | 8900-204 Vila Real de Stº.António
Tel. 281510260 | fax. 281510261 | E-mail:
arquivomunicipal@cm-vrsa.pt

"No âmbito de VRSA.XXI, um projecto com o objectivo de tornar acessível ao público de Vila Real de Stº.António, e aos visitantes da cidade, a fruição de arte contemporânea, a Artadentro propõe, como segundo momento, a exposição de pintura Landscape Memories, de Ângelo Encarnação.

Ângelo Encarnação (Tavira, 1976), termina em 2000 o Plano de Estudos Completo do Ar.Co., em Lisboa, onde estudou pintura e gravura e actualmente é professor. Vive e trabalha em Lisboa. Expõe a sua obra desde 1999, tendo participado em exposições individuais e colectivas. Bolseiro da Fundação Carmona e Costa, a sua obra integra colecções publicas e colecções privadas.

A trilogia composta por Artificial-Landscape Garden, em 2007, na Galeria Giefarte, Promised Land, em 2008, na Artadentro, e The Land Beyond the Sun, em 2009, na Galeria Diferença, apresentava trabalhos em que jogos cromáticos encontrados em imagens retiradas de publicações ou do ciber-espaço eram exacerbados, construindo paisagens utópicas, paraísos imaginários que marcaram o retorno de Ângelo Encarnação à linguagem das suas obras iniciais — a Paisagem e a cor.

Se durante esse período, partia de reproduções, de que se servia como estrutura base para as suas obras — paisagens que eram também campo ideal de pesquisa e experimentação —, agora, o artista propõe-nos um conjunto de pinturas a óleo sobre tela, executadas a partir de memórias então acumuladas. Há, portanto, uma progressiva deriva da representação do real (ainda que graficamente reproduzido) para a representação de estados psíquicos veículados por paisagens em que a execução expressiva e, sobretudo, a exploração do poder de indução emocional da cor, são determinantes.

Assim, em Landscape Memories, com passos lentos mas seguros, Ângelo Encarnação prossegue o desenvolvimento da sua obra pictórica explorando com consistência a sua vocação de colorista.

Completando o programa VRSA.XXI de 2009, será apresentada uma exposição individual de pintura de Paulo Brighenti."

Artadentro, Vasco Vidigal


Organização:

Câmara Municipal de Vila Real de Stº.António
Praça Marquês de Pombal | 8900-231 Vila Real de Stº.António
Tel.281510000 | Fax. 281510003 | E-mail. geral@cm-vrsa.pt

Artadentro — Arte Contemporânea — Associação
Rua Rasquinho 7 | 8000-416 Faro
T+F. 289802754 | artadentro@hotmail.com

domingo, junho 14, 2009

"Portugal S.A."

Clica para aumentarPor LEM, 2007.

sábado, junho 13, 2009

HELP - Por uma vida sem tabaco

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HELP - Por uma vida sem tabaco

Para fumadores e não fumadores; dependentes e não dependentes; activos e passivos; os que deixaram, os que ainda não deixaram, os que pensam em deixar e para aqueles que simplesmente nem pensam em deixar; para os que prometem que deixam mas não deixam e para aqueles que não prometem mas deixam...


Enfim, para os que ainda vivem e, se calhar, para os que vão ainda nascer... Só não dá para os que já morreram!

sexta-feira, junho 12, 2009

II SASIG

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"O II SASIG tenciona apresentar casos de estudo de implementação de Sistemas Abertos para SIG na Administração Pública, nas Organizações, na Educação, na Investigação, e diversas soluções Abertas e de Interoperabilidade entre sistemas SIG. Pretende-se ainda potenciar a formação nas diversas tecnologias e programas SIG, baseados em Open Source, existentes. Como objectivo último, reforçar a participação e a comunidade portuguesa de utilizadores de Software Open Source para SIG em Portugal, promovendo o convívio em actividades de cariz cultural e uma reunião com os interessados em formalizar a Associação OSGEO_PT, numa primeira assembleia.
O formato destas segundas Jornadas irá seguir o das Jornadas anteriores, com um espaço de dia e meio dedicado à apresentação teórica dos casos de estudo e especificidades relacionadas com a tecnologia SIG Open Source, e outro tanto dedicado à formação em formato de Workshops (básicos e avançados).

Temos o prazer de anunciar que as inscrições no II SASIG estão abertas, com pré-inscrição (desconto de 20%) até 15 de Setembro de 2009.

Convidamos ainda a todos os interessados a apresentar uma comunicação oral ou poster, a fazê-lo segundo o regulamento descrito em evora.sigaberto.org (menu Envio de trabalhos), até ao dia 31 de Julho de 2009."

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Secretariado
Luisa Carvalho (AMDE)
Telefone: 266 749 420
Fax: 266 749 425

quinta-feira, junho 11, 2009

"Verde para crer" no Zmar - Eco Camping Resort

No passado dia 9, perto da Zambujeira do Mar (Odemira), abriu portas, com uma taxa de ocupação de 15%, o primeiro parque de campismo ecológico português.
O Zmar - Eco Camping Resort, é um parque de 5 estrelas e, pela sua dimensão, é único em Portugal e, provavelmente, na Europa.
Este projecto de turismo de natureza, com 81 hectares e com a capacidade de alojar quase 3 mil pessoas, teve um investimento de cerca de 25 milhões de euros. Todas as suas edificações de madeira foram construídas com pinho de florestas certificadas e todo o complexo apresenta um conjunto de características ambientais, conforme citaremos mais adiante.
Nestes dois feriados e fim-de-semana, os responsáveis pela gestão do parque, prevêem que a capacidade de alojamento atinja os 65%. Convém referir que até finais de Agosto, conta ja com cerca de 21.000 reservas.


"O Zmar - Eco Camping Resort foi concebido para se integrar no cenário natural e conservar os recursos naturais, empregando sempre que possível materiais renováveis tais como a pedra e a madeira.

  • As vantagens da madeira são várias, entre as quais, o conforto térmico, o isolamento acústico, a poupança energética, o baixo teor de humidade, a elevada resistência ao fogo, uma maior capacidade anti-sísmica, uma maior durabilidade, fácil manutenção, um reduzido custo de conservação e a reciclagem da matéria-prima;
  • Toda a madeira usada no Eco Camping Resort veio de florestas certificadas, ou seja, florestas em que a sustentabilidade é garantida pois a taxa de crescimento supera a dos cortes efectuados;
  • É utilizado plástico reciclado em todo o mobiliário exterior e sinalética, plástico este recolhido nos ecopontos nacionais e estrangeiros. A recolha e reciclagem do plástico é a única forma de reduzir a concentração deste material nos oceanos. Este flagelo atingiu níveis inéditos na história, reflectindo-se no ambiente de uma forma muito negativa, matando peixes (que vão fazer parte da nossa dieta) e aves marinhas que ingerem esse lixo pensando tratar-se de comida;
  • Os edifícios estão orientados de maneira a que tenham sombra, e as janelas instaladas de modo a que o ar circule minimizando o uso de ar condicionado;
  • Os edifícios estão assentes em estacas de madeira, anulando assim os efeitos negativos da impermeabilização dos solos;
  • Usamos energia solar recorrendo ao uso de painéis fotovoltáicos, que alimentam os postes de iluminação e luzes de presença das zonas comuns do Eco Camping Resort, diminuindo assim o recurso à electricidade da rede pública;
  • Sensores de movimento em locais de passagem e WC's;
  • A energia térmica é utilizada no aquecimento da água dos chalets, das instalações sanitárias, do restaurante, em suma, de todas as edificações;
  • Todas as sanitas têm descarga dupla para poupar água;
  • O Eco Camping Resort tem a sua própria ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), na qual trata as águas residuais com o objectivo de as reutilizar para a rega dos espaços comuns, diminuindo assim o recurso à água da rede pública ou de outra fonte, reservando-as para usos prioritários. Os benefícios da ETAR são vários: redução imediata dos níveis de bacterias na água, ou seja, a água fica mais limpa, e reduz ainda o risco de contaminação da flora e fauna;
  • O Zmar tem um Centro de Interpretação Ambiental que mostra e explica a flora, a fauna, o clima e os principais vestígios ancestrais da região;
  • Todas as estradas, vias de circulação, estacionamentos e parques de caravanas e autocaravanas são construídos sem impermeabilização dos solos;
  • A circulação de veículos automóveis é limitada dentro do Zmar: utilizamos carrinhos eléctricos para reduzir as emissões de CO2;
  • Utilizamos torneiras economizadoras de água em todos os edifícios;
  • Utilizamos sacos que são feitos a partir de pacotes de leite que foram usados, e reciclados;
  • O óleo utilizado nas cozinhas é recolhido para ser reciclado;
  • Os produtos de limpeza são naturais e biodegradáveis, com o mínimo de componentes químicos possíveis;
  • Os sabonetes são de origem vegetal por serem biodegradáveis;
  • No Zmar procuramos usar o mínimo de papel possível, mas aquele que usamos é papel reciclado;
  • Todas as lâmpadas são de poupança;
  • Sempre que possível, todos os produtos no Zmar são comprados no país, reduzindo assim as emissões de CO2 causadas pelo transporte;
  • Na medida do possível, o Zmar vai usar fontes de energias renováveis como o poder do sol e do vento, e minimizar a quantidade de lixo que é produzido;"
A Natureza está presente no Zmar!

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quarta-feira, junho 10, 2009

Hoje é dia de Portugal

"O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, e também um feriado nacional de Portugal.
O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933 sob a direcção de António de Oliveira Salazar. Foi a partir desta época que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional.
O regime apropriou-se de determinados heróis da república, não no sentido laico que os republicanos pretendiam, mas num sentido nacionalista e de comemoração colectiva histórica e propagandística.
Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944 em memória das vítimas da Guerra Colonial Portuguesa. A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial. Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 1978."

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terça-feira, junho 09, 2009

O Estádio do Dragão torna-se verde

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"A PortoEstádio assinou, esta sexta-feira, um protocolo com a Sociedade Ponto Verde (SPV), tendo em vista a adesão do Estádio do Dragão ao projecto 100R – assente no lema «Reciclagem 100 por cento Garantida» –, no âmbito do qual a empresa azul e branca se compromete a encaminhar para o destino adequado os resíduos gerados no local.

A cerimónia teve lugar no foyer do piso 1 (lado Nascente Norte) do Estádio do Dragão e contou com as intervenções de Eduardo Valente, Administrador da PortoEstádio, Luís Veiga Martins, director-geral da Sociedade Ponto Verde, e Francisco Miranda, Administrador da GNI Events, empresa responsável pela organização da Race of Champions em Portugal.

O mundialmente reconhecido evento de desporto motorizado, que se realiza já este fim-de-semana (6 e 7 de Junho), será, de resto, a primeira iniciativa a decorrer no Estádio do Dragão já com a «garantia ponto verde».

O protocolo celebrado esta manhã entre a PortoEstádio e a SPV motivou algumas palavras de contentamento por parte dos respectivos representantes, com Eduardo Valente a afirmar inclusive que «o F.C. Porto, como clube vanguardista que é, não podia deixar de aderir ao certificado 100R».

O Dragão é o primeiro estádio em Portugal a associar-se a este projecto, que, na opinião do Administrador azul e branco, confere ainda maior credibilidade ao F.C. Porto, que, juntamente com a SPV, vê nesta parceria uma excelente oportunidade de levar mais longe a mensagem dos benefícios da reciclagem.

Para finalizar, de referir apenas que a recolha da totalidade dos resíduos gerados no Estádio do Dragão estará a cargo da Hidurbe – Gestão de Resíduos, S.A., sendo posteriormente entregues na Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto."

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domingo, junho 07, 2009