quinta-feira, maio 15, 2008

Festival Mundial da TERRA 2008

Clica para aumentar"De 5 a 8 de Junho irá decorrer em Sever do Vouga a primeira edição portuguesa do Festival Mundial da Terra, levando assim Portugal a participar numa aliança internacional composta por mais de trinta países que lutam pela preservação do nosso Planeta e pelo respeito dos Direitos Humanos. O Festival Mundial da Terra, iniciado em 2004, é uma iniciativa da Associação francesa Terre Alliance, sediada em Paris, e, decorridos três anos, este evento vai poder realizar-se em mais de 45 cidades, espalhadas pelo mundo.
Privilegiando os temas: ambiente, desenvolvimento sustentável, solidariedade e paz no mundo, o Festival pretende possibilitar uma interacção forte e decisiva entre os diversos grupos (associações, ONGs, empresas, cidadãos, escolas, poderes locais) que, em diversos pontos do planeta, combatem por uma defesa eficaz do meio ambiente, e por um desenvolvimento económico sustentável. O objectivo é sensibilizar as opiniões nacionais e internacionais, incitando-as a acções concertadas para se criar sinergias e encontrar soluções inovadoras."

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Tel.: 234555566

quarta-feira, maio 14, 2008

Por falar em oceanos...

Aqui está uma breve apresentação sobre jurisdição marítima, mais uma questão que não faz parangonas de jornal, e que (ou talvez, portanto...) devia fazer-nos reflectir um bocado. Se não, basta pensar nos motivos que estão na origem da sua problemática.


Clica para ver em detalhe O imenso espaço marítimo
O mar ocupa 71% da superfície do planeta.
O mar tem-se regido há muito pelo princípio da "liberdade de nevegação". Este princípio foi formulado pela primeira vez em 1609 pelo holandês Grotius: "os Estados devem controlar apenas as baías, estreitos ou zonas costeiras ao alcance da vista ou do canhão".

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Para um direito do mar.
Depois da 2ª Guerra Mundial, o princípio da liberdade de navegação foi posto em causa pelo efeito do desenvolvimento da pesca industrial, e pela apropriação, por parte de certos Estados, de zonas de pesca, bem com as explorações de hidrocarbonetos em regime offshore, que representam mais ou menos de 22% das reservas totais estimadas.
Este contexto contribuiu para a formulação do direito sobre o mar. A Convenção sobre o Direito do Mar foi assinada em 1982 em Montego Bay, e ela permite aos Estados exercer a sua soberania sobre os mares e oceanos.

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As delimitações marítimas
Assim sendo, temos os limites das águas marcados pelas marés mais baixas, que servem de linha de base para as delimitações marítimas. Aquém dessa linha de base temos as águas interiores, onde se incluem portos, enseadas, estuários, algumas ilhas costeiras.
A soberania é total, idêntica à praticada em terra. Para além desse limite, temos as águas territoriais, com uma margem de 12 milhas náuticas, um pouco mais que 22 km (uma milha náutica equivale a 1852 metros). Nas águas territoriais, os Estados exercem uma soberania completa, compreendendo os fundos marinhos e submarinos. Mas têm de deixar navegar os navios de outros Estados sem autorização prévia, e apenas os navios com propulsão nuclear e os submarinos devem navegar à superfície e levar o padrão nacional.
A zona contígua estende-se por mais 12 milhas, perfazendo um total de 24 milhas desde a linha de base. Nesta zona, o Estado pode reprimir qualquer infracção à sua jurisdição, nos domínios fiscais, aduaneiros, sanitários ou de imigração...
Só depois vem a Zona Económica Exclusiva, a ZEE, que se estende por 200 milhas marítimas desde a linha de base.

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A ZEE da França
Graças às suas ex-colónias e territórios d'além-mar, a França possui uma das maiores ZEE do mundo: 11 milhões de km2, menos que os Estados Unidos mais claramente mais que a Austrália.
Nas suas ZEEs, os Estados não são soberanos, mas podem explorar, extrair, proteger todos os recursos que aí acharem, bem com nas águas, nos fundos marinhos e submarinos: peixes, vegetais e, claro, petróleo e gás. A liberdade de navegação está garantida para todos os navios, incluindo navios de guerra, e todo o Estado estrangeiro pode fazer passar oleodutos ou cabos submersos.

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O domínio do alto-mar
Para lá dessa ZEE começa o domínio do alto-mar, e é a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, sedeada em Kingston, na Jamaica, que gere os fundos marinhos como Património Comum da Humanidade.

Conflitos marítimos no Golfo da Guiné Clica para ver em detalhe
Existem muitos conflitos que giram em torno da delimitação das zonas de soberania marítima. É o que se passa no Golfo da Guiné, devido à sua riqueza em hidrocarbonetos. Nomeadamente o caso em torno do arquipélago de São Tomé e Príncipe.
Sendo a distância entre o arquipélago e os Estados costeiros do Golfo inferior a 400 milhas náuticas, as zonas sobrepõem-se.
Sao Tomé tem pois de negociar a delimitação da sua fronteira marítima, segundo o princípio da equidistância, com o Gabão e a Guiné Equatorial.

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A delimitação de uma zona comum
Juntamente com a Nigéria, São Tomé decidiu em 2001 fixar uma zona comum de exploração dos recursos petrolíferos e pesqueiros. A questão é que a Nigéria negociou em posição vantajosa, ficando com 60% dos ganhos, não recebendo São Tomé, portanto, mais que 40% do produto da zona explorada.

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A delimitação de fronteiras marítimas da Guiné Equatorial
A Guiné Equatorial possui um território localizado entre os Camarões e o Gabão. Mas administra também a ilha Bioko, onde fica a capital, e a minúscula ilha de Annobon. Tal configuração confere a este pequeno país um espaço marítimo gigantesco.
Para delimitar a sua ZEE, o Gabão assinou vários acordos com São Tomé e Príncipe em 1999, e depois com a Nigéria, mas o estabelecimento definitivo das suas fronteiras prossegue.

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O conflito na baía de Corisco
São Tomé e a ilha guineana de Annobon impedem o Gabão de aceder ao alto-mar, e amputam a ZEE a que Libreville aspira. Além disso, os dois Estados travam um disputa pela ilha de Mbanié. Em Maio de 1999, a Guiné fixou unilateralmente a sua ZEE integrando esta ilha no seu espaço marítimo. Ora, também o Gabão a integrou no seu mar territorial, pois a ilha encontra-se perto da costa gabonesa. Em causa, o potencial em petróleo. Uma intervenção da ONU levou os dois Estados a encetar negociações para alcançar um acordo. Mas em pleno 2008 continua sem fim à vista.

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As ilhas Spratlys
No Mar da China meridional situa-se um arquipélago constituído por 180 ilhéus, recifes, baixios, dos quais apenas 36 ficam submergidos na maré alta: são as ilhas Spratly. Estes ilhéus desabitados são reivindicados por 6 Estados da região: a Malásia, Brunei, as Filipinas, o Vietname, Taiwan e a China, porque essas águas escondem jazidas petrolíferas, cujas reservas estão por confirmar.
A Malásia, Brunei e as Filipinas apenas pretendem a parte das Spratly situada no prolongamento da sua ZEE. O Vietname reivindica quase todo o Mar da China meridional, pois Hanoi crê que herdou as ilhas Spratly, devido a direitos exercidos pelo imperador de Annam. Depois, também a França colonial as reivindica, tal com a China e Taiwan, que consideram que as ilhas Spratly e as Paracel são conhecidas pelos Chineses desde o século II, integrando-as portanto no seu espaço marítimo.
Estas posturas diplomáticas idênticas conduziram à tomada de posição pela posse de diversos ilhéus por Pequim e Hanoi, e até a confrontos militares entre os dois Estados, em 1988, perto do recife Johnson.

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Perto de uma coperação regional?
Se nos reportarmos ao Direito ao Mar, constatamos que a zona das 200 milhas que a China poderia reivindicar não integra senão as ilhas Paracel. As Spratly ficam para lá desse limite. Em segundo lugar, a quase totalidade do arquipélago encontra-se sobre um jurisdição de alto-mar (a escuro no mapa), e não devia, portanto, ser integrada na ZEE dos Estados costeiros.
Como todos os Estados com costa no Mar da China são membros da ASEAN, à exepção da China e de Taiwan, a organização regional encetou diálogos institucionais com Pequim. Os quais culminaram na adopção, em 2002, de um código de conduta dos Estados implicados no Mar da China meridional. Em 2003, uma declaração interditava qualquer nova construção nas Spratly.

Clica para ver em detalhe Novas tensões
Em Março de 2005, empresas petrolíferas chinesas, vietnamitas e filipinas assinaram também um tratado para um estudo conjunto de uma parte do Mar da China. Porém, em Abril de 2007, a China protestou contra o Vietname, que espera explorar jazidas de gaz, próximas da jazida de Lan Tay Lan Do, que Hanoi explora desde 2002.



É desta forma, e girando em torno das questões da geopolítica internacional, que versa o interessantíssimo e famoso magazine "Le Dessous des Cartes", que é exibido, entre outros (ver na secção Geo Tv, na barra lateral), no canal Arte. "As fronteiras dos oceanos" foi o tema da emissão de 3 de Maio de 2008.
Tradução de Eduardo F.

terça-feira, maio 13, 2008

Governação Sustentável dos Oceanos

Clica para descobrir Clica para mergulhar

"A Fundação Calouste Gulbenkian, através do Programa Gulbenkian Ambiente, e o Oceanário de Lisboa decidiram instituir o Galardão Gulbenkian/Oceanário sectores da sociedade civil a apresentar projectos que ajudem a implementar políticas de desenvolvimento sustentável para os Oceanos.

Esta iniciativa conjunta visa estimular a investigação, a inovação, a educação e a sensibilização pública para a temática dos Oceanos, tendo em vista o contributo dos mesmos para um desenvolvimento económico e social mais equilibrado, a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e a preservação e recuperação dos ecossistemas marinhos nacionais."

Difundido via e-mail.

O prazo de envio ou a submissão electrónica das candidaturas:
11 de Abril a 2 de Junho de 2008

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Regulamento
Formulário

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Programa Gulbenkian Ambiente
Av. de Berna, nº 45-A
1067-001 LISBOA
T. 21 782 32 37
E-mail: pgambiente@gulbenkian.pt

segunda-feira, maio 12, 2008

Sempre a subir...

Subir para verPassavam das 9 horas quando nos encontrámos no Coconuts (Largo da Oliveira) para tomar o pequeno-almoço. Logo nos dirigimos para o local marcado, Igreja de N. Sra. Da Consolação e Santos Passos, no campo da feira, onde já se encontrava um grande grupo de caminhantes e bêtêtistas a inscreverem-se para o evento. Ao contrário do anunciado éramos convidados (para não dizer obrigados) a pagar 2 euros (que revertiam para a CERCIGUI, uma boa causa, portanto). E foi-nos oferecido um conjunto de bugigangas alusivas à futura capital europeia da cultura 2012 (assim o esperamos).

Subir para verA partida simbólica foi junto de umas das placas informativas do PR3 – Rota da Penha, onde estava presente António Magalhães, presidente da CM Guimarães, Aurora Cunha, ex-atleta olímpica, natural de Ronfe, entre outras personalidades vimaranenses.

Subir para verOs primeiros metros foram percorridos a um ritmo alucinante, antevendo-se que seria uma caminhada fácil de se fazer, tal como programado no folheto turístico do trilho. No entanto, consideramos que isso não é verdade, pois não prepara os caminhantes para as reais dificuldades de uma subida dos 210 m aos 613 m, com grandes declives. Provas disso foram o espaçamento entre a cabeça e a cauda do grupo, a constante paragem de alguns elementos e a assistência médica a um participante.
Convém referir que durante todo o percurso tivemos o apoio e acompanhamento de elementos da organização, dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, da Polícia de Segurança Pública e dos Escuteiros Católicos Portugueses.

Subir para verAo chegar ao topo do Monte da Penha e depois de assistirmos à partida da prova de atletismo fizemos um pequeno percurso guiado por Manuel Roriz Mendes, Juiz da Irmandade da Penha, onde visitamos a fonte de que nunca secou (acreditamos que sim), a Capela de Santa Catarina, a estátua de Pio IX, o penedo que abana e o do susto.

No regresso viemos de teleférico, uma excelente viagem panorâmica que nos permitiu contemplar a monumental paisagem urbana e natural e observar o crescimento e desenvolvimento da cidade de Guimarães.

Por fim, terminámos a caminhada num belo tasco da cidade.

Mais sobre o trilho clica aqui (aqui não, ali).

Eduardo F.
Rogeriomad

domingo, maio 11, 2008

"Homo-Aquarius"

Clica para contemplar Por Phermad, 2007.
[Cartoon publicado originalmente no jornal Barlavento
]

sábado, maio 10, 2008

Mete o Património no bolso...

Clica para sacar o PatrimónioQuantas vezes ficamos aborrecidos por não haver guias turísticos para nos ajudarem a descobrir o centro histórico? Quantas vezes ficamos desiludidos por termos guias turísticos que nos mostram apenas aquilo que está programado na visita?
Com esta pequena aplicação tecnológica podemos fazer uma visita áudio guiada ao Centro Histórico de Guimarães. E desta forma podemos fazer o trajecto, como, onde e com quem quisermos.


Uma ideia simples e genial! E funciona! Eu já experimentei e funciona. Mais uma boa aposta para promover o Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012.

Para andares com o património no teu bolso, clica aqui.

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sexta-feira, maio 09, 2008

Aventura-te no PR3 "Rota da Penha"

A escadaria verde, Rogério Madeira, 2004A Zona de Turismo de Guimarães apresentará no próximo dia 11 de Maio (Domingo) o novo Percurso Pedestre com o objectivo de dinamizar o turismo cultural, de natureza e de aventura, ao mesmo tempo, que promove o pedestrianismo no concelho de Guimarães. Este novo percurso será apelidado de PR 3 “Rota da Penha” e virá complementar os percursos já implementados, o PR 1 “S. Torcato” e PR 2 “Rota da Citânia”.

Esta iniciativa surge na sequência do Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) e das Orientações Estratégicas para o Desenvolvimento do Turismo no Norte de Portugal - Agenda Regional do Turismo, que apontam o Turismo de Natureza e de Aventura como um Produto Turístico Prioritário para o Norte de Portugal, em especial, para o Minho.

O PR3 “Rota da Penha” é qualificado como um percurso “Histórico-cultural, ambiental e paisagístico” e atinge uma distância de 8,5 km e uma duração de cerca de 3 horas. Está classificado como um percurso de nível de dificuldade baixo, onde há um desnível dos 210 m até aos 613 m.

O promotor é a Câmara Municipal de Guimarães em colaboração com a Irmandade da Penha e Turipenha. A implantação do percurso está a cargo da Ecoturismo, Montanha Viva. Está registado e homologado pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.
O Beijo do Penedo, Rogério Madeira, 2004
O programa de apresentação será o seguinte:

9H30 – Concentração junto à Igreja de N. Sra. Da Consolação e Santos Passos (Campo da Feira)

10H30 – Pausa para café

11H00 – Visita guiada a uma parte do Percurso, com partida junto ao Monumento de homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral (Penedo da Águia)

A caminhada estará aberta a todos os que queiram participar.

Recorde-se que a inauguração do percurso está inserida no programa do “1º Circuito Nacional de Atletismo de Montanha – 1ª Corrida Montanha da Penha”, integrada na “5ª Taça de Portugal de Corrida de Montanha”.


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quinta-feira, maio 08, 2008

Aconteceu no Vila Flor

Clica para encomendarArquitectura em Lugares Comuns
Ideias e projectos para o Vale do Ave

Um dos eventos que perdi (com muita pena) e que só hoje tomei conhecimento (daí, ter perdido). Este evento, composto por um concurso e um seminário de arquitectura, teve o objectivo de "premiar e debater soluções arquitectónicas inovadoras para áreas urbanas que não se inserem nas definições tradicionais de cidade." Da organização deste evento, resultou a edição de um livro que contém os 13 projectos apresentados no concurso que antecedeu o seminário. Podem encomendá-lo aqui.

Uma vez que não estive presente, deixo-vos apenas este breve texto que noticiou o evento:
"Optimistas? Sim, com certeza. Essa terá sido talvez a conclusão mais ampla e significativa do seminário que, nos dias 3 e 4 de Abril, preencheu o grande auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.
Discutia-se como é que a arquitectura pode ser útil e com que instrumentos pode operar nos territórios urbanos que, pelas suas características, contém muitas problemáticas diferentes dos tecidos urbanos ou rurais de formação tradicional. Foram apresentadas obras, teorias, projectos, ideias, propostas, alternativas, fotografias, textos, ilustrações, animações, etc. Foram dois dias de debate intenso e animado do qual, os resultados mais operativos, serão visíveis ou invisíveis conforme o tempo e a memória.
Uma ideia foi conclusiva: os arquitectos vão continuar a projectar e a transformar, com optimismo, para que se consiga uma transformação positiva. Como? Nada como projectar para saber a resposta."
+ info:

terça-feira, maio 06, 2008

Geografia criminal

Clica para verO WikiCrimes é uma ferramenta cibernética que permite a visualização e registo das ocorrências criminais (roubo, furto, homicídio, outros) no computador a partir do mapa-mundí digital (tecnologia Google).
Este projecto foi desenvolvido por Vasco Furtado, professor na Universidade de Fortaleza e tem como objectivo identificar os locais onde ocorrem os crimes, não só, para informar o cidadão, mas, também, para orientar os orgãos e as entidades públicas no que se refere à adopção de políticas de planeamento.

O Wikicrimes segue as mesmas linhas de orientação da enciclopédia Wikipedia, ou seja, tem como princípios a participação individual dos visualizadores que "pode gerar uma sabedoria das massas". O mapeamento criminal é feito de forma colaborativa "e todos terão o benefício de ter acesso às informações de crimes no mapa".

Recordo que Portugal ainda não regista nenhum crime. Somos tão pacíficos. Nem mesmo o suposto rapto de Maddie está registado. Estranho!

+ info:
WikiCrimes: wikicrimes.org
Blog do Prof. Furtado: vfurtado.blogspot.com

domingo, maio 04, 2008

"Uma estranha ilusão de segurança"

Clica para contemplar Por Phermad, 2007.
[Cartoon publicado originalmente no jornal Barlavento
]

sexta-feira, maio 02, 2008

Estes estranhos nomes... (V - Conclusão)

E voltamos nós à toponímia, com o fim do artigo de Miguel Esteves Cardoso que viemos publicando nos últimos tempos. Divirtam-se.

Devia haver uma Comissão para a Decência Onomástica, que tratasse de nomes como Casal do Gorta Rabos (Alcobaça), Mal Lavado (Odemira), Casal da Porcaria (Leiria) e Ripanço (Proença-a-Nova) como problemas. Porque são problemas. O trabalhador que todos os dias se desloca de Proença para o Ripanço não tem de estar sujeito a dizer, até ao fim da sua vida natural: “Bem, lá vou eu para o Ripanço”.
Qual o construtor civil que se sente tentado a empreender a construção de novos fogos em lugares chamados São Paio da Farinha Podre (Penacova), Casal do Esborrachado (Almeirim), Triste Feia (Leiria), Parola (Mafra) ou Farta-Vacas (Lagos)? Não faz sentido estar a empatar capital e mais tarde ter de comprar meia página no Expresso a dizer: “Urbanização Triste Feia - um espaço Alegre-e-Bonito para a sua habitação”. Não seduz.
Para mais, a língua portuguesa é tão bonita que não seria difícil arranjar variantes. Entre os nomes que já estão apanhados, há Água Alta (uma em Figueiró dos Vinhos, outra na Covilhã), Casas Próximas (umas no Funchal, outras no Machico), Chão de Meninos (em Sintra), Alto do Fogo (Lousada), Águas Partidas (Marvão), Amor (Leiria). No capítulo da ciência, há nomes que fazem sorrir. Mesmo assim, para quem mora neles, devem ser muito maçadores. Há em Chaves um Raio-X e, como se isso não bastasse, um Entroncamento do Raio-X. Em Alcobaça, em contrapartida, há uma (mais portuguesa) Engenhoca. A “Bê-dê” continua com Telégrafo (em Tomar) e Arquitecto (em Mafra). Em Grândola, há uma Aldeia do Futuro. Em que outro país europeu é possível sair um dia de automóvel e fazer o trajecto Raio-X - Entroncamento do Raio-X - Engenhoca - Telégrafo - Arquitecto - Aldeia do Futuro??!!
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro (Amarante), depois de ter parado para fazer um chi-chi em Alçáperna (Lousã).
(Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado.)
E basta!

quinta-feira, maio 01, 2008

Maio maduro maio?

Vidal, Braga (01.05.08)

A tradição dos maios (aquelas flores que se observam na imagem) perde-se na imensidão do tempo. Terá começado numa celebração primaveril pagã, representando hoje (também de forma pagã mas num contexto cristão – Deus e o demónio), pelo menos em Barcelos e Braga, uma forma de não permitir ou de afastar, se quisermos, o diabo das casas e das (suas) vidas. Por isso fixam-se os maios em portas e janelas.

Entretanto também é o Maio do trabalhador. Dia primeiro. Para comemorar, os combustíveis subiram pela 14ª vez, apenas este ano; a especulação financeira provoca aumentos nos cereais e café, para melhor garrotear os “não capazes” segundo a sua ordem internacional. Plantam-se cereais (mas não no nosso quintal comum - UE), ainda assim, para alimentar a nossa sede de combustíveis bio, quando existem outras fomes para saciar. Tudo para o “bem comum”, num ciclo vicioso e infame.

Não sei, não sei mesmo, se o diabo não estará entre nós. Se assim for, haverá maio que lhe chegue?...

quarta-feira, abril 30, 2008

Expo Europa e Ambiente 2008

Clica para aumentarJá aqui foi noticiado, no entanto, uma vez que se aproxima da data da sua realização, deixo-vos aqui mais algumas informações sobre este evento.
A Expo Europa e Ambiente terá uma exposição dedicada à União Europeia, às Energias Renováveis e Mobilidade Sustentável intitulada "Expo Europa e Ambiente", animação de rua com a apresentação da peça de teatro "Uma Viagem à União Europeia" e ainda a realização de um seminário subordinado ao tema "A Europa, as Energias Renováveis e a Eficiência Energética" (no dia 9 de Maio). Serão igualmente desenvolvidas acções de limpeza de praia com voluntariado, a pintura de um mural de 20 metros por crianças de 24 países diferentes na Praça do Mar . Está prevista a chegada do II Portugal Lés-a-Lés Ecológico (uma prova em que apenas podem participar veículos amigos do Ambiente, e que começa na Guarda e acaba em Quarteira) e o hastear das bandeiras dos 27 Estados-Membros ao som o hino da Europa com abertura do bolo gigante comemorativo dos 51 anos da UE.
Esta exposição contará com mais de duas dezenas de stands montados na Praça do Mar, em Quarteira, nos quais estarão presentes entidades públicas e privadas empenhadas na divulgação das energias renováveis, mobilidade sustentável e divulgação de energias que ajudem Portugal a atingir os objectivos de Quioto, o desenvolvimento sustentado e a diminuição da nossa dependência petrolífera, de forma a em sensibilizar os cidadãos para os hábitos ecológicos e preservação do ambiente.

Podem consultar o programa de actividades aqui.

+ info
António José Brito
Tel. 964144312

Eu assisti este evento no ano passado e aconselho, vivamente, a todos que gostam (ou não) desta temática a dar um pulinho à cidade de Quarteira para visitar esta exposição.

segunda-feira, abril 28, 2008

E um talk show, não?


"Bartoon" por Luís Afonso
Cortesia "Público" (23.04.08)

domingo, abril 27, 2008

"A legalização de porte de viaturas"

Clica para contemplar Por Phermad, 2007.
[Cartoon publicado originalmente no jornal Barlavento
]

sexta-feira, abril 25, 2008

quarta-feira, abril 23, 2008

21 minutos de lucidez


Clicar na imagem para ver o vídeo

Convido todos os que ainda não viram este engraçado e muito didático vídeo, "A Origem das Coisas", a verem-no !
Perderão 21 minutos da vossa vida, mas estes 21 minutos podem alterá-la.

E depois de o visionarmos, esta é a pergunta que faço:
Qual vai ser a primeira decisão / postura que vamos adoptar daqui por diante?

terça-feira, abril 22, 2008

Portugal é insustentável?

Hoje com o jornal Público, um suplemento especial dia da terra: "Portugal é insustentável. Mas pode mudar". De borla, na compra do jornal, passe a publicidade. Vamos sustentar o sustentável. Para reflectir...todos os dias.

Biocombustíveis: o bom, o mau e o vilão - parte II


"Fome e sede biodisel"
Tom, Trouw Holanda
cortesia "Inimigo Público" (18.o4.08)

segunda-feira, abril 21, 2008

"A Política do Património", de Marc Guillaume

Marc Guillaume - A Política do Património (1980)
Campo das Letras, 2003
Tradução de Joana Caspurro
Apresentação de Vítor Oliveira Jorge



Doutorado em Economia, Mar Guillaume traz-nos um livro intrigante cuja leitura o coloca no capítulo das reflexões urgentes mas que a prática social remete já para o caixote das obras mais desprezadas de todos os tempos.

Segundo o autor, as sociedades modernas ocidentais vivem cada vez mais obcecadas pelo passado e pela conservação. Trata-se de uma prática consensual que, ao “tornar aceitável o desgaste do quotidiano”, acaba por condenar o próprio presente a uma morte antecipada.

“O passado conservado não é só o que existiu há muito tempo; é o conjunto de todos os elementos que são postos de parte porque deixaram de ser operatórios na sociedade presente. Da mesma maneira, o presente preservado hoje, porque se supõe ser o “passado” de amanhã, é composto por elementos que se julga que “vão passar”, ou seja, cessar em breve de ser operatórios”. (p.89)

Essa luta contra a perda da memória - em última análise, contra a morte - exerce-se bem no seio de um sistema produtivo que assenta na obsolescência, no desenraizamento e na destruição acelerados. Abatidos pelo fracasso resultante canalizamos as nossas parcas energias para a conservação “dos objectos materiais, excluindo o que é imaterial e necessariamente colectivo (a língua, a cultura, as instituições…).

Uma entidade externa que colectiviza objectos memoriais e os rituais que lhes estão associados perturba “o curso normal da memória e dos esquecimento, substituindo um passado vivido pelo imaginário de um passado eternizado. De tal modo que estes objectos, ao passarem a ser colectivos, perdem o essencial da sua eficácia simbólica: deixam de poder concluir o luto - particularmente quando eles próprios desaparecem. Carregados de significações novas, podem durar enquanto o Estado os proteger, porque este considera-os elementos úteis à sua própria semiótica. É por essa razão que o espaço social se satura de objectos comemorativos, de aniversários e de cerimónias, sem que a memória colectiva fique mais rica com isso.” (p.85)

Por entre um esforço insuficiente, cada vez mais individualista, de reencontrar nos destroços do passado alguma identidade surge a figura protectora do Estado, ao qual competirá “assegurar para si o monopólio da memória, reduzir a memória do todo à memória inscrita, conservada, autorizada”.

“Inquéritos sobre a toponímia das cidades mostram que as ruas do centro têm, na sua grande maioria, nomes de personalidades (notários, presidentes de câmara, médicos, doadores, vítimas de guerra) ligadas à cidade. Pelo contrário, as ruas das periferias, e em particular os loteamentos, têm sobretudo nomes sem memória (nomes de plantas, de países ou de cidades, etc.)
Estas hierarquias culturais e espaciais, atentamente geridas por múltiplas instâncias, desenham uma topografia rigorosa cujos valores são explícitos; topografia que deixa também transparecer pela ausência, menos nitidamente, as artes populares, como a canção, ou as novas, como o cinema.
Esta memória autorizada, querendo fazer do espaço e da cidade em particular um texto, semeado de citações, não se interessa pelas denotações mas somente pelas conotações que exprime.”
(p.145)


Foto: Eduardo F., Museu D. Diogo de Sousa
Braga, 14.04.2008

Mas mesmo o Estado realimenta a lógica perversa do processo de conservação-destruição. Os dispositivos de conservação em meio aberto (como paisagens, bairros, práticas culturais) “só muito parcialmente podem suspender as contingências económicas, e a tendência pesada da destruição predomina. (…)
Como está fora de questão, nos países industriais, pôr em causa a acumulação de capital e as contingências da competição internacional, a intervenção do Estado apenas pode ser secundária e compensatória, atenuando ou disfarçando os efeitos mais difíceis de suportar.”

Para fornecer uma compensação para a degradação que ameaça uma paisagem urbana, um bairro é classificado como área protegida. Mas esta compensação, já parcial na sua origem, pode ser esvaziada da sua substância pelo facto de o dispositivo regulamentar das áreas protegidas produzir um espaço privilegiado de valorização económica: os imóveis são adquiridos pelos investidores, remodelados, alugados ou vendidos a preços muito mais elevados do que anteriormente à sua classificação: a operação salda-se pela partida das populações presentes e por uma desestruturação profunda do ambiente vital anterior. A conservação reduz-se neste caso a uma pura materialidade de fachada, que serve de suporte, graças a uma injecção de capital, a novas hierarquias do território e segregações sociais.
O mecanismo em jogo neste exemplo é geral: num mundo submetido a uma destruição maciça, a conservação de alguns elementos isolados forçosamente acarretará a sua valorização económica. Quando um objecto vai para o museu, todos os objectos vizinhos são assim valorizados nos mercados de arte ou de antiguidades. Quando um espaço é protegido porque é visto como “antigo”, “tradicional” ou “natural”, adquire valor, tal como a sua vizinhança. E esta valorização faz quase sempre falhar profundamente o propósito visado - ou aparentemente visado - pela conservação
.” (p.133)

Um livro pleno de actualidade.
A ler urgentemente.

domingo, abril 20, 2008

"Os cavaleiros do Golfalipse"

Clica para contemplar Por Phermad, 2007.
[Cartoon publicado originalmente no jornal Barlavento
]

sábado, abril 19, 2008

Balsa, A Cidade Perdida

Clica para descobrir Balsa"O filme documental "Balsa, A Cidade Perdida" está a realizar a segunda parte das filmagens, que se iniciaram na segunda-feira passada, dia 14 de Abril, e se prolongam durante treze dias.

Está a decorrer a produção do filme documental "Balsa, A Cidade Perdida", realizado por José Manuel de S. Lopes e produzido pela Disfarce Filmes, para ser exibido na RTP2, com a duração de cerca de 50 minutos. A segunda parte das rodagens teve início na passada segunda-feira, 14 de Abril e estende-se por treze dias. Além da RTP2, o filme terá apoios da CCDR do Algarve e de outras entidades.

Balsa era a capital do Algarve no período romano, uma cidade portuária.

Querendo dá-la a conhecer, o filme será a junção de duas partes, uma ficcional e outra documental, que se desenvolvem em paralelo e com autonomia e só se unem na última cena, dando assim um sentido multiplicador ao documentário.

A vida em Balsa e o minimalismo do quotidiano de um balsense serão retratados como ficção.

Por outro lado e devido à quase inexistência de ruínas, a parte documental reconstrói a cidade em 3D e terá filmagens subaquáticas e no sítio onde a cidade se situava. Mostra peças arqueológicas que estão, por exemplo, no Museu de Faro e Museu Arquelogógico Nacional; os restos arqueológicos fenícios, em Tavira, onde se encontrava o primeiro núcleo de Balsa; e entrevistas a especialistas da cidade, que serão os narradores. Conta-se com a presença de Luís Fraga da Silva, Maria Garcia Pereira Maia, Manuel Andrade Maia, Vasco Gil Mantas, Luís Filipe Matos Raposo e José Manuel dos Santos Encarnação.

A problemática central estará em torno do futuro que se dará à antiga cidade. Se continua quase desaparecida e submersa em águas e terras, ou se renasce e permite um estudo e conhecimento do passado e segredos que esconde."

sexta-feira, abril 18, 2008

18 abril: dia internacional dos munumentos e sítios

Clica para entrarTema 2008: Património Religioso e dos Espaços Sagrados

"O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado, pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios), em 18 de Abril de 1982 e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. A partir de então, esta data comemorativa tem vindo a oferecer a oportunidade de aumentar a consciência pública relativamente à diversidade do património e aos esforços necessários para o proteger e conservar, permitindo, ainda, sensibilizar para sua vulnerabilidade."


+ info

Ainda a construção...

"Iraque"
Hajjaj, Al-Ghad, Jordánia
cortesia "Inimigo Público"(04-04-08)

quinta-feira, abril 17, 2008

Tropeçar

Ler para crer? Ler para crer
Visão, 17.04.2008, pp 114 e 116


Tropeçar acontece-nos quando apanhamos obstáculos no caminho.


Pensei que tinha ouvido mal quando ouvi, pela televisão (tanto faz por que meio, a fonte é sempre só uma...), que a localização estava escolhida. E que o EIA iria estar concluído daí a não sei quantos meses...

(E bastam dois desses média para passar a acreditar que vai mesmo ser assim? Não. São já os tropeções que se continuam a dar, a querer meter os bois à frente do país - Ah! espera lá... é ao contrário... - que me fazem acreditar que, uma vez mais, vai ser assim...)

Tropeçar é um hábito.
E depois?? Eu tropeço todos os dias. Faz bem à saúde!.

Não era o Churchill que dizia algo como "O tempo dos adiamentos está a chegar ao fim. Agora estamos a entrar numa fase das consequências."?
E depois? Algum dia teremos de dar o último tropeção.


- Mas...
e os que cá ficam?
- Tropeçarão também.
- Mas... mas...
- E depois???


(P.S. - parece-me que ainda não ouvi uma discussão que começasse com uma pergunta assim: "E o que é que a nova ponte sobre o Tejo tem a ver com o novo aeroporto?" ou estoutra: "Como é que o TGV vai fazer entrar pessoas em Lisboa?"...
Mas tenho andado distraído. E, como disse, votado algum descrédito aos meios de comunicação para as massas...)

Definição das unidades territoriais para efeitos de organização territorial


Estabelece a definição das unidades territoriais para efeitos de organização territorial das associações de municípios e áreas metropolitanas, para a participação em estruturas administrativas do Estado e nas estruturas de governação do Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 (QREN)

quarta-feira, abril 16, 2008

Operação: Impermeabilização e betonização total do país!


Vidal: Braga, Abril 08

Este espaço, na imagem, está ainda vivo e recomenda-se à Câmara Municipal de Braga ou a quem de direito, para construção. Sito junto ao Bairro da Misericórdia, oferece uma gama variada de possibilidades e “vistas” para urbanizações modernas, bairros sociais, viadutos e pequeníssimos espaços desportivos devidamente enclausurados entre edifícios e enjaulados para protecção dos transeuntes das feras que por lá circulam. Previna-se, todavia, que poderá encontrar duas ou três árvores e talvez um ou outro tufo de erva, nada de alarmante (e suficiente para WC canino). Pode ainda usufruir de espaços em contexto socio-económico degradado e de expressões artísticas sortidas e em permanente mutação. Acresce, um agradável e constante ruído do tráfego que circula nas várias vias que servem o local, não esquecendo as que por lá passam para outros sentidos. Tudo em prol da modernidade da nossa querida cidade.

Adenda: Depois de sabermos através da última edição do Expresso que Portugal já possui mais quilómetros de auto-estradas (proporcionalmente) que a maioria dos países europeus – não contando com aqueles que nem sequer as tem porque dela não necessitam, nem assenta aí o seu modelo de desenvolvimento, como a “atrasada” Irlanda -soubemos hoje que o presidente da Académica de Coimbra (recentemente reeleito), terá afirmado que estava a pensar construir um novo(!) estádio para a Briosa. Depois da remodelação, que na prática representou a construção de um estádio novo, e depois de vários milhões delapidados em estádios sem qualquer utilidade para a comunidade e às moscas, nada como continuar a pavimentar o país.

Acresce que o Sr. em causa tem vários processos em tribunal por alegados favorecimentos enquanto director municipal da Administração do Território na Câmara de Coimbra ter beneficiado promotores imobiliários em troca de donativos para o clube.

Construir ou não construir, eis a questão?

Como vai este país

"- Olá, Sr. Contente
- Olá, Sr. Feliz.
Diga à gente,
Diga à gente
Como vai este país"


Não me admira que haja senhores felizes e contentes. O mundo é composto da relação de contrários.
A democracia de baixa qualidade que vamos alimentando por incúria, desleixo e inacção destrói a ética com que a política devia ser praticada? (Sim, política para o povo deveria equivaler a ética... mas se calhar sou demasiado ingénuo nestas minhas noções de política...).


Ler para saber mais

Visão, 26.04.2007, pp 64 e 66

Para quem vai, com perdas (há sempre perdas...), poupar-se a ler o texto acima (datado?) deixe-me retirar duas frases sintéticas que ele contém:

"Setenta mil desses hectares jamais verão qualquer contrução. São terrenos reclassificados apenas para fazer subir o seu valor"

e

"Isto [a requalificação de solos] não se faz para obter verbas, mas sim para satisfazer interesses."

Sim. E daí nascem Srs. Felizes e Srs. Contentes.

terça-feira, abril 15, 2008

Diferentes metodologias para a coesão económica territorial...

Ilustração de Fernando Madeira, 2006Tal como prometido na caixa de comentários do artigo "O novo Tratado Europeu" aqui deixo-vos a anedota adaptada, segundo o que o meu pai me contou (de acordo com o que o espanhol, que trabalha com ele, lhe tinha contado):

Com a presidência da União Europeia o Primeiro-Ministro português, José Sócrates, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, decidiram reunir-se com os seus homólogos da Espanha para demonstrar como estão a ser aplicados os fundos estruturais e de coesão da União Europeia.


Os Ministros espanhóis, para demonstrar todo o seu poderio económico, mostraram-se logo disponíveis para receber os portugueses nas suas casas.

Num belo dia, em Espanha, durante um passeio, numa das belas quintas de José Luis Zapatero, vira-se o José Sócrates:
- Caro amigo Zapatero, como conseguiste construir tudo isto?
- Estas la mirar aquela autopista e aquel Hospital?
Pergunta Zapatero.
- Sim, claro. Responde Sócrates.
- Mitad esta ahi. Afirma Zapatero, enquanto aponta para toda a quinta.

No fim da visita a Espanha decidiram marcar nova reunião, mas, desta vez, em Portugal, num dos aldeamentos turísticos de um grande grupo económico português que melhor sabe usar os fundos da União Europeia.

Noutro belo dia, mas em Portugal, a passearem no meio de palácios e palacetes, moradias de luxo, enormes piscinas, vários campos de golfe e courts de ténis, gigantes centros comerciais, e próximos de muitíssimos carros topo de gama dos empresários portugueses, vira-se o Zapatero para Sócrates:
- Hombre, cómo conseguiram construir todo isto?
- Estás a ver aquela auto-estrada e aquele Hospital? Pergunta Sócrates.
- Autopista? Hospital? No, no lo vejo ninguna autopista, tampoco Hospital. Responde Zapatero.
- Pois, está tudo aqui. Afirma Sócrates, enquanto aponta para todo o aldeamento.

Que interessa recebermos milhões e milhões de euros se não sabemos o que fazemos ao dinheiro. Todos de mãos dadas e vamos acreditar que será desta...

Poxa! Isto será mesmo uma anedota? Ou será uma história dramática verídica?

segunda-feira, abril 14, 2008

O Georden entre os nomeados

Após a nomeação do logótipo do Georden no Logo Design Love, foram já vários os comentários que referem o Georden como o melhor. Muito obrigado a todos!

Jacob Cass
Not really a big fan of many of them but if I had to choose one it would be Georden.
Mar 10th, 2008

michael
I can vote for obama “ecogeek” and “georden” clinton for vice president
Mar 11th, 2008

Roberta Seldon
1. Georden
2. Planetsave
3. TreeHugger
4. Going Green
Mar 21st, 2008

Diana H
1. Georden
2. Viropop
3. Ecogeek

Mar 24th, 2008

Chaitanya VRK
Georden is Ok…!!!
Mar 31st, 2008

domingo, abril 13, 2008

"O novo Tratado Europeu"

Clica para contemplar Por Phermad, 2007.
[Cartoon publicado originalmente no jornal Barlavento
]

sábado, abril 12, 2008

Saber viver em comunidade


Coloquei como título "Saber viver em comunidade", mas podia colocar, também, "A união faz a força", "Leões que se tornam gatos", "Búfalos derrotam os Reis da Selva", etc. Filme fabuloso!
Para além do sucesso no YouTube.com e na TV portuguesa, este é um dos filmes favoritos presentes na Videoteca Georden. Visitem-na!

sexta-feira, abril 11, 2008

5 PrOjEcToS na ponta dos dedos...

Clica para conhecer

Ainda bem que se afastaram da denominação "Grandes projectos" ou "Grandes obras", como referiam no anterior site aos projectos que tinham programado. Se antes apelidavam os projectos em curso de "Grandes", que nos leva para a dimensão ou volumetria, hoje estamos a falar de "5 projectos" âncora para o desenvolvimento do Município de Guimarães. Sem dúvida uma mudança súbtil de ver a realidade no que se refere ao planeamento.

Muitos dos projectos já não são uma novidade para ninguém, uma vez que a imprensa local/regional tem vindo anunciar as suas futuras execuções, no entanto, quando consultei o site do Município de Guimarães (faz tempo que não o visitava) fiquei bastante agradado com a disponibilização da informação destes 5 projectos numa palma da mão. Para além de conter os documentos em .PDF, contém, também, uns breves filmes que nos mostram, de forma dinâmica, o que está projectado e o que foi ou é a realidade actual desses espaços urbanos e/ou periurbanos.

Por um lado, espero que estes projectos não fiquem muito tempo na mão e se tornem calos para muita gente. Por outro, espero que ganhem muitos calos com estes novos projectos, será sinal que os desenvolveram com trabalho, tempo, participação e dedicação.

quinta-feira, abril 10, 2008

Biocombustíveis: o bom, o mau e o vilão

TrCom base em novos estudos, o conselho científico da Agência Europeia para o Ambiente defendeu hoje que a União Europeia deve suspender a meta dos dez por cento dos biocombustíveis utilizados nos transportes, até 2020.
Este conselho, composto por 20 cientistas independentes de 15 Estados membros, considera que a meta dos dez por cento é demasiado ambiciosa e terá efeitos “difíceis de prever e de controlar”. Por isso aconselha a sua suspensão e a realização de um novo estudo sobre os riscos e benefícios dos biocombustíveis, bem como a “definição de uma meta mais moderada e a longo prazo, se a sustentabilidade não puder ser garantida”.
In Público online. Ler mais aqui

Seria também interessante reflectir nesse pormenor “colateral”, associado ao facto da UE não ter solo arável, não apenas para cumprir as metas acima referidas, como para ( hoje em dia) plantar seja o que for. É um processo com mil anos. Consequência lógica os EUA e a UE, (para além das sementes e política agrícola), vão querer “ajudar”, os países em África, impondo, claro está, a plantação de cereais. Como referia um cientista recentemente, para alimentar os (nossos) transportes e não pessoas que os produzem. Irónico?
Um questão para se debater por aqui.

quarta-feira, abril 09, 2008

Rubrica semanal de BD/Cartoon estará de regresso

Que vaca será esta?

Olá a todos.

Depois das colecções "R*", "Nau Fragos", a rubrica semanal de cartoons sustentáveis regressa ao Georden. A não perder no próximo Domingo (13.04.08) a publicação do primeiro cartoon da colecção "Quadros Nucleares" de Phermad.