domingo, março 02, 2008

Inquérito defumado

Polémicas à parte (sem que isso sirva de bode expiatório para não discutirmos o que quer que seja), o resultado do nosso inquérito de Fevereiro, sobre a nova lei do tabaco, mostra um posicionamento inequívoco de quem nos visita.

Sim 38 (80%)
Não 8 (17%)
Sem opinião 1 (2%)


De realçar a cada vez mais forte participação por parte dos nossos leitores. Só vós tornais possível e com sentido esta iniciativa.
A todos os que votaran, e em nome da Georden, muito obrigado.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Capelinhos


Foto de César, Ilha do Faial (Vulcão dos Capelinos) - Açores

O Portugal moderno...

Segundo o relatório conjunto sobre a protecção social e inclusão social, que é apresentado na segunda-feira e deverá ser adoptado no dia 29 pelo Conselho de Ministros do Emprego e Segurança Social, em Portugal há mais de 20 por cento de crianças (uma em cada cinco) expostas ao risco de pobreza(…)
Neste caso, Portugal está em penúltimo lugar e é apenas ultrapassado pela Polónia - ambos com mais de 20 por cento de risco de exposição à pobreza - de uma tabela liderada pela Finlândia e Suécia, com sete por cento de risco.

Sol online

sábado, fevereiro 23, 2008

Sacudir a água do capote…

Imagem com a cortesia do Inimigo Público, suplemento do Público de 22.02.08
António Jorge Gonçalves

terça-feira, fevereiro 19, 2008

"A régua e esquadro: novas geografias", de Eric Hobsbawm

A Questão Do Nacionalismo
nações e nacionalismo desde 1780

Eric Hobsbawm
Tradução: Carlos Lains
Edição Terramar


Parece que existe mais um País. Mais uma Nação? Todavia, existem nações dentro de países e países que não fazem uma Nação. Existem Povos que não têm país e acham-se um povo ou uma nação sem terra. Aliás o termo Nação, segundo Hobsbawm é relativamente recente (assoma com o liberalismo há cerca de 200 anos).
Quem sabe um bocadinho de história, observa que antes da “costura” de Estaline e Tito, os Balcãs eram (e continuam) um pedaço de terra em constante polvorosa, polvilhados de povos, ora independentes ora pertença de Impérios (e respectivos desmembramentos e alianças). Sim, e uma manta de retalhos, com várias etnias, povos, raças e credos diferentes (veja-se a Bósnia Muçulmana, a Croácia Católica–limite do império austríaco, a Eslovénia que fora Austríaca e a Sérvia Cristã Ortodoxa, outrora pertença do império Otomano), com os seus aliados históricos e ódios de estimação (também históricos). Tudo isso se diluiu na Jugoslávia de Tito.
A “desmancha” de início da década de 1990 foi um remake (de alguns “assuntos pendentes”- Hobsbawm) do pós - primeira guerra Mundial e dos renovados traçados de régua e esquadro (países e nações), não apenas nos Balcãs, mas em larga medida por todo o Leste europeu. Aliás, a primeira grande guerra teve lá o seu despoletar e não se afigura, de todo, tarefa fácil o entendimento da região. É necessário conhecer a sua história e os seus povos. Na segunda grande guerra estes também se dividiram profundamente na barricada. No caso do Kosovo, importa não desprezar que os Sérvios o consideram berço da sua Nação.
Em tudo isto, a televisão (fala-se do caso como do da Dona Deolinda que tem um filho lá fora a lutar pela vida), e um certo relativismo e branqueamento perpetrado pela Europa, não ajudam nada. Mais a mais, com réguas e esquadros de quem não conhece (e como poderia?) a realidade europeia e a sua história: EUA.
Outros povos (Nações?) acham-se (há muitos anos) com os mesmos direitos. A saber: País Basco, Córsega, Irlanda (apenas para referir Exs. na Europa). Fala-se do tal efeito dominó na TV como quem come nozes. A Europa pacífica e adormecida, ainda há pouco mais de 50 anos se dizimou numa guerra fraticida. A maior de todas! A memória esvai-se…
E reflectir sobre a imagem da Sérvia neste retrato? E que fará a Mãe Rússia? Que repercussões na Espanha, França ou mesmo Inglaterra? Não são de desprezar as questões de geopolítica e a vontade (porque também é disso que se trata) de poder, domínio (económico ou outro) e conquista. Para outros, poucos, de história (a sua) e honra.
Do livro de Hobsbawm apenas acrescento que é preciso lê-lo. Porque nada é o que parece ser. Povos=Nações= Países?
Mais duas propostas, para melhor compreender a região, de forma mais ou menos “ligeira”. Outro livro, nesta caso um romance: “Águias Brancas sobre a Sérvia” de Lawrence Durrell (Biblioteca de Bolso Dom Quixote) e um filme: “Underground “– Era uma vez um país, de Emir Kusturica.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Água vs Arquitectura

Clica para entrar Lisbon Aqueduct - May'07 - João Morgado _ www.photo.joaomorgado.com

"Nos dias de hoje é cada vez mais importante repensar a forma como se usa e abusa dos recursos naturais… a água é um bem precioso à vida e começa a ser cada vez mais escasso. O que poderemos fazer para inverter a situação?
De que forma a arquitectura e o urbanismo poderão ter um papel activo num desenvolvimento sustentável?

Quanto custa ao meio ambiente construir um edifício sustentável?
"

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Urban Expo - 1.º Salão Internacional

Associação Portuguesa de Gestão de Centros Urbanos"Nos dias 7 e 8 de Março de 2008, irá decorrer em Faro a URBAN EXPO - 1º Salão Internacional da Requalificação, Modernização e Promoção dos Centros Urbanos em simultâneo com o URBAN CONGRESSO - 1º Congresso de Gestão de Centros Urbanos.

A Urban Expo vai apresentar aos gestores urbanos e autarcas das cidades e vilas portuguesas os mais recentes equipamentos, tecnologias e serviços para a requalificação, apetrechamento, modernização e promoção dos centros urbanos.

Estão abertas as inscrições para as empresas que queiram estar presentes como expositoras e/ou patrocinadoras."

Clica aqui para ver brochura.

Para mais informações contacte:
Davide Alpestana
Gestor de Centro Urbano
91 289 52 65
dalpestana@gmail.com

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Sobrevivência Global

Timothy O’Riordan, Professor Emérito de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, estará em Lisboa este mês para o Ciclo de Conferências “Enfrentando a Crise Global do Ambiente”, uma iniciativa do Programa Gulbenkian Ambiente.

A conferência intitula-se "Preparando a Sociedade e o Ambiente para a Sobrevivência Global" e realiza-se às 18 horas de 19 de Fevereiro (na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian.)

As inscrições estão abertas até 16 de Fevereiro, e podem ser feitas através do endereço pgambiente@gulbenkian.pt

Mais informações
aqui.
Ler a curta mas interessante entrevista a Timothy O’Riordan.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Mutantes

Vidal: Braga, Av. Central, Fevereiro 08.

Não deixa de ser interessante como neste país se vive permanentemente num gigantesco faz de conta, com carácter vitalício, asseguramos. Quando se faz algo, previsto na lei por Ex., esse algo é realizado no estritamente necessário e, se possível, de forma aparente, imediata, “pública”. Neste caso nem interessa ser a mulher de César mas fundamentalmente, parecê-lo. Os efeitos práticos, isto é, se servirá para alguma coisa, são devaneios, apanágio de visionários ou poetas. Atente-se na imagem:

Braga. Avenida Central. Um Multibanco, apetrechado, à primeira vista (eu diria vista desarmada) com as novas “tendências” (é assim mesmo) relativas à decoração e imagem, assim como as mais modernas acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida. Debalde. Na realidade, a altura obedece às características minimais para se acessar em cadeira de rodas, por Ex., não fosse o mau jeito de, não um, mas dois, patamares de acesso. Nestes, para além da altura e da mini escadinha, observa-se (não sei se seria para o efeito) um espaço reduzido para qualquer cadeira de rodas, desde que, claro está, consiga, apesar de tudo, subir. Ainda estou para aqui a pensar se seria esse o objectivo…subir(?).

Resta a opção mutante. Se não serve para subir, se apresenta uma altura “razoável” e um desnível considerável, apenas resta o recurso a outras opções. Esticar o braço como o homem elástico, materializar-se dentro da caixa, voar, (mas neste caso não precisaria de cadeira, pois não?), ou qualquer outro poder. De resto, sempre pode pedir a alguém de confiança(?) para lhe levantar dinheiro. Gente honesta não falta…

domingo, fevereiro 10, 2008

Estes estranhos nomes... (II)

Foto: António J. M. Correia
Cortesia
Registos Geográficos


Portugal não pode considerar-se inteiramente moderno enquanto ainda tiver lugares chamados Má Vontade (Faro). Qualquer belga sente-se ridículo quando as forças das circunstâncias o obrigam a escrever num envelope, só porque quer mandar um cartão de Natal ao amigo que tem no Machico, “João Madeira, Vivenda Porto da Cruz, Ribeira Tem-te Não Cais”. Ribeira Tem-te Não Cais, tal como o anterior Fonte do Bebe e Vai-te, não é, muito simplesmente, admissível.
Os Portugueses adoram estas coisas, mas elas não podem continuar. Aliás, a própria CEE certamente não irá permitir.
No Ano Europeu do Ambiente, há pelo menos um sítio onde seria indispensável realizar uma conferência internacional - é em Sujeira, no concelho de Coimbra. Para não falar do absurdo que é ter dez Infestas, o que já ultrapassa qualquer infestação, sem contar com os São Mamedes e os São Raimundos da mesma. Como se tudo isto não bastasse, há ainda uma indesculpável aldeola no concelho de Ferreira do Zêzere chamada Infestinos.
Claro que há algumas hipóteses mais positivas. Por exemplo, seria um êxito organizar um concerto da Tina Turner em Pretarouca, no concelho de Lamego. Há terras com nomes que parecem títulos de livros de Eugénio de Andrade, como Ferido de Água (concelho de Paredes). Há saldos de todas as espécies. Toda a gente conhece o Vale de Pegas (Albufeira) e a Venda das Raparigas (Alcobaça), mas há lugares mais especializados como a Venda da Luísa (Condeixa-a-Nova) ou a Venda da Gaiata (duas em Tomar, uma em Pedrógrão Grande) e ainda lugares lamentavelmente racistas, como seja a infame Venda dos Pretos, em Leiria. Com nomes destes, nunca haveremos de ir a lado nenhum.
O desenvolvimento não se compadece com estes barbarismo e idiotismos. Não haverá fundos regionais para sítios chamados Fofim de Além e Fofim de Aquém (Vila Nova de Gaia), Fonte do Judeu Morto ou Marmelar? Mesmo as terras com formas verbais (as minhas predilectas) como “Farto” (Arcos de Valdevez) e “Gostei” (Bragança) não têm a mínima graça quando são traduzidas.
Para minimizar os estragos injustos que provocam os nomes dos lugares, para deixar de marcar as vidas e as carreiras de todos aqueles infelizes da Sarnada (Paredes), de Porca, de Porcas, de Porquetra e de Porquetras, de Porrais e de Porreira, de Pocilgas (Vila do Porto) e da Porcalhota, é necessário adoptar o esquema norte-americano e começar a dar nomes de cidades estrangeiras às centenas de terras com nomes horríveis. Sarilhos Grandes passaria a ser Paris (não Paris, Texas, mas Paris, Montijo), Sarilhos Pequenos seria Versalhes, a Costa da Ervilha seria Istambul-a-Nova, e o Cabeço do Cão Morto seria Viena. Sejamos civilizados.
Três Figos de Baixo (concelho de Monchique) passaria a ser Walton-on-Thames. Saca Bolos, nome absurdo, poderia ser o Luxemburgo. O Fogueteiro seria Leningrado. E por aí fora, no verdadeiro espírito universalista que nos caracteriza. Assim é que não. Temos a corografia mais ridícula da Europa.



Este é o segundo extracto de uma crónica de Miguel Esteves Cardoso, "Nomes da nossa terra que urgiria esquecer", que vem incluída na compilação "Explicações de Português", 2ª ed - Novembro de 2001, Assírio & Alvim, pp. 231-241.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Estes estranhos nomes... (I)

Ler melhor

Foto: António J. M. Correia

Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia.
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide. Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço. Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola. Para não falar na Cova da Piedade, no Fogueteiro e na Cruz de Pau.

Um dos mais notáveis documentos da nossa cultura é o Dicionário Corográfico de Portugal, de A.C. Amaral Frazão (Domingos Bandeira, Porto, I981). Contém cerca de 1000 nomes de lugares, aldeias, vilas e cidades portuguesas. Ao ler os nomes de alguns sítios, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE. De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses. Imagine-se o impacte de dizer «Eu sou da Margalha» (Gavião) no meio de um jantar. Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente «E a menina, de onde é?», e a menina diz: «Eu sou da Fonte da Rata» (Espinho). E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando «E onde mora, presentemente?», só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda. Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Tarouca, de uma Vergadelas?

É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma de «terra». Ninguém é do Porto ou de Lisboa. Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro),
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros («I am from the Fountain of Drink and Go Away...»).

Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa (Torres Vedras). Verá que não é bem atendido. Toda a gente levará a mal o passageiro que provier de um A-do-Cavalo (Trancoso) ou de um A dos Caos (Sintra), que nem sequer é capaz de ser A dos Cães, só para embirrar e soar mal. Como se isto não bastasse, há muitos compatriotas nossos que nasceram com o handicap de serem de A do Barbas (Leiria) ou de A de Loucos (Vila Franca de Xira). E injusto. E é muito pouco europeu.

Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima. Fica perto da aldeola de Sacripanta, e da lendária vila Sacana (estes dois últimos são mentira). Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros. Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo Não sei, A Mousse é Caseira, ou Vai Mais um Rissol.
É certo que já há algumas terrinhas com nomes pós-modernos. Há s terras chamadas Formal, onde toda a gente anda de smoking e lê os formalistas russos — uma em Ovar, outra em Vila Nova de Gaia e uma em Espinho. Há, nas Caldas da Rainha, um moderníssimo Imaginário, terra natal de muitos dos nossos grandes intelectuais sem imaginação nenhuma. Existe uma Invenções (concelho de Resende). No concelho de Santana, lá está uma Diferença. Há, em Vila Nova de Ourém, uma Memória. Imagine-se só o que um poeta rasca era capaz de fazer com esta informação (exemplo de um primeiro verso: «Lembro-me da Memória como se inda ontem lá estivesse...»). Para os nossos cineastas e encenadores há uma terra santa, um Jerusalém dos Subsídios, que se chama Verba (em Aveiro). Há uma aldeia ultramoderna que até se refere a si mesma - chama-se Própria (concelho da Feira). Por último, como convém, só há uma Verdade — a de Melgaço, e mais nenhuma.

Há dois casos do mais puro e acintoso dadaísmo. Como se não fosse já difícil suportar a vergonha de haver um Isqueiro no mapa, Portugal tem logo quatro. Quatro Isqueiros! Dois em Barcelos e dois em Caminha. Ou seja, quatro isqueiros todos juntinhos uns aos outros, criando a grande confusão nos turistas e demais excursionistas da Ronson, e isto sem um único Fósforo no resto do país.

No que toca à Política, nota-se que a Esquerda não vai bem. Só existe um Cunhal, no concelho de Alvaiázere. (Onde é que fica Alvaiázere, por amor de Deus?) Constâncio, não há. Há uma Constância e um Constance, o que não é a mesma coisa. Eanes também não há, isto apesar de um Martinho e de dois Medeiros, nos concelhos de Castelo de Vide, de Montalegre e de Vila Nova de Gaia, respectivamente. A Direita, em gloriosa contrapartida, arranca logo com uma dúzia inteira de Moreiras, 7 Freitas, 3 Cavacos e 1 Pires. Quanto ao presidente da República, não se registam, infelizmente, Mários nem Soares. O que há é uma Mariola de Cima, em Monchique, e um fabuloso Maroques, em Tavira. Toda a Campanha presidencial esperei ver o cabeçalho “Mário conquista Maroques” ou “Freitas visita Freitas, Freitas, Freitas, Freitas e Freitas”. Mas em vão.
Na política internacional, deve haver mouro na costa porque apesar de uma Espanha (Lousada) e de uma França (Bragança) e de um Brasil (Barcelos), e na ausência vergonhosa de uma Inglaterra, de uns Estados Unidos da América, de uma Argentina e de uma Suécia, há nada mais nada menos que cinco Marrocos! Só nos apazigua o facto de haver uma terreola no concelho de Tábua chamada Meda de Mouros ou, como se diz maliciosamente em Tábua, deixando cair os érres, a Meda de Mouos.

Depois, há um monte melhor do que a Montanha Mágica de Mann, onde se concentram todos os heroinómanos deste país - é o Monte das Picadurinhas, no concelho de Iaméu (não é nada, é no de Ourique). Não fica muito longe de outro notório hippy - o Monte da Má Coisa, em Montemor-o-Novo. Aliás, no capítulo psicadélico, o lugar mais estranho deve ser Helenos ou Raso (Pombal). Diz um frique ao outro: “Vamos fumar uma broca a Helenos ou Raso?”. O outro, zonzo de droga, pensa um bocadinho e responde: “A Raso”. O primeiro, aturdido de estúpido, não compreende e indaga: “Mas arrasas o quê, meu?”.


Este é o primeiro extracto de uma crónica de Miguel Esteves Cardoso, "Nomes da nossa terra que urgiria esquecer", publicada em data não referida (mas Mário Soares era presidente, na altura, e - parece - Vítor Constâncio era de esquerda...) e vem incluído na compilação "Explicações de Português", 2ª ed - Novembro de 2001, Assírio & Alvim, pp. 231-241.
Achei que valia a pena partilhá-la com todos os que nos visitam. A não perder os próximos "estratos".

terça-feira, fevereiro 05, 2008

É só fumaça!

Chamamos a vossa atenção para o inquérito deste mês, o qual tem como pergunta:

És a favor da nova "Lei do Tabaco"?

As respostas têm sido muitas, mas julgamos que a questão ainda mal começou a ser colocada...

Para citar uma personagem da nossa história recente (Jaime Neves):
- É só fumaça!

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Que fazer aos espaços centrais?

Ler em caracteres maiores
Povo de Guimarães - 01.02.08, p.3

(Como costumam pintar bem as imagens do que será o futuro das coisas após uma intervenção requalificadora... E "requalificadora" também é passível de discussão...)

domingo, fevereiro 03, 2008

Do bairrismo: um exemplo prático

Na cidade de Braga, sair à noite costuma significar, além de entrar em estabelecimentos fechados, repletos (a culpa é nossa, porque, à partida, eles estão vazios...), exíguos e onde se respira mil vezes e mal o mesmo ar (refiro-me aos locais onde é permitido - vá-se lá saber como - fumar), sair com um papelinho onde nos carimbaram, ou não, com preços daquilo que consumimos.

Na cidade de Guimarães, sair à noite costuma significar ir para o centro histórico da cidade, onde a mesma fervilha de vida e liberdade. Liberdade é a palavra-chave neste meu protesto que aqui deixo. Já o discuti muitas vezes com amigos e pareceu-me que o copo se encheu a tal ponto para o partilhar.

Na cidade de Guimarães as pessoas entram e saem sem qualquer preocupação. O que tem um efeito altamente benéfico para quem - como penso que é o objectivo - quer divertir-se e estar bem com os amigos: é que o ar é muito menos pesado.

Porque não nos sentimos obrigados a ficar,
porque se sairmos vamos ter de pagar
e isto de andar a entrar
e sair de bar em bar
não está a dar
para quem ainda não começou a trabalhar


Pergunto-me sobre os porquês de tão opostas estratégias. Serão directivas camarárias?

Seja como for, o bairrismo, quanto a mim, só significa uma coisa, ou antes de outras coisas: atraso mental. Repito: atraso mental.

O futebol, esse desporto maravilhoso e bonito que, como qualquer desporto, devia promover a saúde a convivência sã entre os povos, tem - julgo eu - um papel importante para alimentar (senão a criar!!!) esse efeito perverso que é o bairrismo. Pois bem. Entre aqueles a que os bracarenses chamam de espanhóis e os assistentes, que apenas querem ver um bom jogo, fica o bairrismo de ambos, que ambos divide mas que ambos une na estupidez.

Claro que há estabelecimentos onde se paga o dito "consumo obrigatório" que muitos dizem "ser proibido", mas que nós vamos pagando onde é "obrigatório". Mas eu - que não sou muito dado a esses espaços e ambientes decadentes onde corpos dançam inconscientes ao som do álcool - manifesto a minha liberdade em preferir os espaços onde não há "consumo obrigatório".

É óbvio que depois se diga que Braga não tem vida à noite e os seus sitiados não queiram ver o que se passa na sua congénere vizinha...

Enfim, cada um queixa-se daquilo que o afecta. Deixo-vos com uma citação fenomenal que descobri estar disponível há poucos dias. (Não, não é bairrismo, juro...)



quinta-feira, janeiro 31, 2008

Convivência entre o meio urbano e o rural na cidade (ou aldeia) de Braga

Clica para aumentar Foto de crg_destino: UMinho, a 900m de si_Braga, Jan'08 em www.claudettechiclette.blogspot.com

Ler artigo e mais fotos
aqui.

Ratinhos da cidade...

O espaço não é um reflexo da sociedade, é a sociedade.
Manuel Castells

Certamente todos se apercebem que a forma como actuamos apresenta, inexoravelmente, consequências no território e, se quisermos, no espaço; este produz-se, reproduz-se e transforma-se, num resfolgar de causa-efeito.

Vidal:Braga, Janeiro

Tudo isto é projectado na cidade, a qual, por seu turno, é permanentemente tatuada e reestruturada em novas geografias (humanas-urbanas e culturais). Manifestamente um excelente laboratório de estudo e prospectiva.

Vidal:Braga,Janeiro

Atente-se nas imagens. A projecção e a contextualização sócio/económica/política e cultural encontram-se aí desenhadas no espaço público. Num mundo de (des)informação, tecnologia, publicidade, marketing, velocidade e indiferença, encontramos, paradoxalmente (ou talvez não!), um retornar (efectivo, não apenas simbólico) ao espaço público e à expressão e comunicação mais básicas. Folhas de papel (acabadas à mão ou computador), de vários dimensões, publicitando literalmente tudo e mais alguma coisa.

Os exemplos na imagem, são de Braga, onde por vezes a cidade se encontra pejada, embora estejam sempre a ser retirados: Procuras (pedidos de Trabalho); ofertas de serviços, explicações, “passagem” de trabalhos, mudanças, limpeza, “tomar” conta de crianças, “passagem” de roupa a ferro, executar páginas WEB (cuja publicidade paradoxalmente se faz numa folha escrita a caneta, como se pode ver), entre MUITOS outros. Precisa-se: trolhas, pedreiros, indiferenciados, comerciais, distribuidores e afins e afins.

“Empresa em expansão”. Como? Por aqui, em expansão? Expansão da exploração. Passeios e romarias, peregrinações a Fátima, com oferta de bacalhaus e cabazes repletos de iguarias, electrodomésticos e demonstrações, surpresas…

Observa-se nada mais que uma representação do nosso “mundo” em pequenino: desemprego; flexiqualquer coisa; trabalho em casa; trabalho precário; complemento de salário; fuga ao recibo (porque de outra forma quase se paga para trabalhar); teletrabalho; economia paralela; entre outros. E desespero. É de desespero que falamos quando alguém se oferece para trabalhar em casa (lavar e passar a ferro) por alguns cêntimos a peça.



A cidade é um laboratório da realidade, mas seremos nós ratinhos?

Vidal:Braga, Janeiro

terça-feira, janeiro 29, 2008

Código de Conduta para Bloggers

De facto, a blogsfera é cada vez mais um espaço de cidadania, um local de troca de ideias e "Tim O'Reilly, criador do termo Web 2.0 e Jimmy Wales, um dos fundadores da Wikipedia, tiveram a iniciativa de criar um Código de Conduta para Bloggers. Deixo-vos uma sugestão que recebemos. Divulga o seu conteúdo da forma como quiseres e ajuda a criar uma Blogosfera melhor.

"1. Somos conscientes da responsabilidade das nossas próprias palavras e reservamos o direito de filtrar comentários no nosso blog que não estejam conforme os padrões básicos de civismo.

2. Não dizemos nada online que não seriamos capazes de dizer em público.

3. Se quaisquer conflitos aumentarem de intensidade, entraremos em contacto pessoalmente antes de responder publicamente.

4. Sempre que nos apercebermos que alguém está a ser vítima de um ataque, tomaremos uma providência.

5. Não permitiremos comentários anónimos, mas permitiremos comentários com pseudónimos.

6. Ignoramos os trolls*
*Troll: designa uma pessoa ou grupo cujo comportamento tende sistematicamente ofensivo ou que provoca, destrutivamente, as pessoas numa discussão. Os Trolls costumam deixar comentários provocadores ou difamatórios em blogs.

7. Incentivamos as plataformas de blogs para a imposição mais rigorosa dos seus Termos e Condições de utilização de serviço. Caso estejas a cumprir todas estas 7 sugestões, parabéns, és um bom blogger. Caso contrário, estás sempre a tempo de corrigir alguns pontos e ajudar a Blogosfera a manter-se fiel ao seu desígnio: um universo de conversas livres, francas e abertas."

segunda-feira, janeiro 28, 2008

A nossa saúde comum

Ver melhor a confusão
Fraião - Eduardo F. - 24.12.2007


Hoje, dia 28 de Janeiro, no estaleiro cultural Velha-a-Branca, em Braga, Miguel Bandeira e João Bessa falam sobre Urbanismo & Saúde Mental.

Como conjugar urbanismo e saúde mental? O é que a História e o Marketing têm em comum? Quais as relações entre Jornalismo e Poder? Porque é que Comércio e Cultura devem andar de mãos dadas? A blogosfera é um espaço de cidadania cuja importância se tem acentuado ao longo dos últimos tempos, tornando-se num pólo de importante participação cívica. Em muitos casos, o palco blogosférico tem substituído as tertúlias dos velhos tempos. Ainda assim, a discussão virtual não tem a alma da conversa viva em que o pulsar das ideias se sente no vigor das palavras entoadas e dos argumentos cruzados. É com este espírito que os blogues minhotos descem à cidade para Conversas Improváveis em que se propõe conjugar temas tantas vezes desencontrados.

Texto extraído de Velha-a-Branca.

A tertúlia promete.

Será às 21H30.
Apareçam!

domingo, janeiro 27, 2008

Um Pardalar Domingueiro

Vidal a flanar: Braga Domingo à tarde (27.01.08)

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Anjos terríveis?

Mais um ou menos um na bloga, diga-se, em abono da verdade, não constitui notícia de monta. Tombam, aliás, como tordos. Outros resistem. Este(?) que aqui vos anuncio, apresenta-se como inútil, activista solitário, afirmando numa espécie de Editorial anti-manifesto que Passar-se-ão geografias e venturas de cariz virtualmente pessoal. Com vitupérios, ranhetas, Cossacos e Santos, por certo, na demanda de uma Senhora. Viagens, enciclopédias, ciclopes e pesadelos nocturnos. Quem por bem que vá…nunca se sabe.

http://www.anjoinutil.blogspot.com/

Tudo misturado...

Ler a vergonha do poder Ler a vergonha
Visão, 17.01.2008, pp. 75 e 76


Duas ressalvas, antes de começar este artigo.

1ª - O título é, como terão oportunidade de ler, dúbio. E já o explicaremos.

2ª - As imagens, retiradas de um artigo da Visão, censuram partes. Aqui apenas se mostram 2 das 8 páginas que o compõem. Quem censura, filtra, selecciona. E foi o que fizemos, ocultando aspectos mencionados em partes que não surgem.

Feita a ressalva importante, aqui ficam umas breves palavrinhas para este estrondo de notícia, que não é notícia em si, mas que o é pela temática em que foi tratada, a do racismo.

Para isso vamos voltar, então, à primeira ressalva, ao primeiro ponto.


Este caso - não, não foi falado na televisão. E só soubemos por esta via - é um exemplo perfeito, acabadíssimo, de que o que se inscreve no espaço, neste caso em termos humanos / sociais, não é casuístico. Ou seja, as coisas não surgem à sorte. Há sempre razões por trás. Mesmo que sejam, noutros casos (e muitos há por aí), razões para explicar o caos e o desordenamento.

Este caso junta, num só (qual anúncio a um produto milagroso), o jogo do poder, o desordenamento, a desigualdade e a segregação sociais e económicas. Fantástico, não é?


Aqueles que, como nós, defendem um mundo mais equilibrado, pensado, ordenado, têm de estar também do lado dos que defendem um mundo mais justo, livre e igualitário. Não há destrinça possível.

Apenas gostaria de ressalvar mais uma coisinha, que soará a anedota.

O vereador da Acção Social da Câmara de Pombal (onde se dá este caso) profere, às tantas, o seguinte (e cito o texto):
"Mas quando a Visão lhe recordou que esses cem metros implicam atravessar uma das mais perigosas estradas do país (e ao ver três mulheres a fazê-lo, em corrida e com crianças ao colo, para irem às compras) o autarca garantiu que esse problema será resolvido"

E ATENÇÃO AO QUE ELE DISSE:

- Vamos colocar uma vedação para que ninguém passe.


Pronto. Não me saem mais comentários.

Mas lembra-me aquela situação (não sei se estão lembrados...) em que Rumsfeld disse mal dos que tinham tirado fotos a cenas de tortura em Abu Grahib. Ou seja, o problema foi de quem denunciou as torturas, não de quem torturou. Que em última instância, soubemo-lo há dias por um documentário que a 2: passou, foi o próprio Rumsfeld, ao ter permitido tais técnicas... (para sacar informações, tal como se fazia por cá em 24 de Abril...)

Bem, então está explicado.

Leiam o artigo.
Já.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Festa na Aldeia

Vidal: Igreja de São Vicente, Braga. 21.01.08

Simbolicamente isto seria todo um mundo, se andássemos com a fita para trás. Perder-se-ia nos recônditos da memória, até ao primeiro abrir de boca à saída da caverna: O pasmo do mundo. Depois alguém coloca a sua tranca.

A imagem, à primeira vista, instala-se no nosso cérebro de soslaio: Festa ou romaria na aldeia. Espaço rural. A viagem nem sempre se faz no mesmo sentido. Antes da cidade se espraiar (ou o urbano) pelo campo (campo/rural: esta temática desenrola-se paralela à dicotomia campo/cidade ou Rural versus urbano, desde, pelo menos, o séc. XIX, a escola da paisagem, o postal, a pintura) esmiuçando-o sem complexos, não apenas fisicamente, espacialmente, mas mitigando-se nas crenças, moda, música (mais ou menos em 2º mão); já o campo, dizemo-lo sem pressas, já o campo vivia a cidade nas feiras, nas festas, alimentando-a, ou bem mais atrás, a cidade teria sido ela própria campo, rua, conjunto de ruas, aldeia…cidade.

Na imagem uma festa (romaria) na Freguesia de São Vicente, em pleno centro da cidade de Braga, enclausurada entre ruelas anacrónicas(?) e automóveis. Simbolicamente está lá tudo.

Efeitos perversos

Financial Times, 13 de Outubro de 2007
(Enviado por correio-e)


Não se trata já da "imagem da cidade", mas sim, da "imagem de um país". Que começa, claro está, e para quem nunca lá esteve, com o mapa do mesmo.

Sem mais comentários, perguntamo-nos sobre quantas pessoas olharam para esta imagem? As consequências, como está bem de ver, vêm depois.
A propaganda serve para semear a não-verdade até que ela se torne, efectivamente, verdade. Quem no-lo ensinou foi um nazi. Que bons alunos há por aí...

Quando nos tocam no umbigo...

Ler propaganda

Jornal de Notícias, 14.10.2007, p.28

Quando nos tocam no umbigo a gente ri.
Ou refila.
Mas depois, com jeitinho e alguma propaganda, até é capaz de se calar.
É em Mortágua, desta vez. Mas estamos habituados a que o "onde" seja indiferente.
(O nome até parece dizer... morte + água...)

A água está por todo o lado. Como é que se pode afirmar uma coisa daquelas? (Ler recorte)
Dessa água não beberás, é o que pareces estar a dizer.
E andamos para trás não sei quantos séculos de pensamento filosófico e reflexivo.
Ah, é tão fácil enganarem-nos...
(Quem engana, das duas uma, ou também está enganado, ou conhece a verdade).

terça-feira, janeiro 22, 2008

A anedota do debate “Cigarros apagados”

“Cientificamente não está provado que o fumar passivamente é prejudicial à saúde...”
Prof.ª Doutora Fátima Bonifácio (Historiadora)

Ao mesmo tempo, no meu sofá, pensava:
“É o mesmo que dizer que o primeiro rei de Portugal não foi D. Afonso Henriques mas sim Salazar...”

Pouco tempo depois:
“Concordo. Não ponho em questão isso. Excedi-me. De facto, está provado cientificamente que o fumar passivo é prejudicial à saúde...”
Prof.ª Doutora Fátima Bonifácio (Historiadora)

“Ah! Bem me parecia que foi o D. Afonso Henriques”, pensei eu.

Comprometeu o seu discurso, raciocínio, ficou fora do debate e sentiu-se desmotivada como ela própria afirmou. E quando acordou, não acrescentou nada de novo...

Conclusão: O fumo “bloqueia” não só os pulmões, como o cérebro. Enquanto que a humildade de assumir que estamos errados está imune ao fumo.



Por LEM
Continuando...
- Oh Doutor! Oh Doutor.
- Não é verdade.
- Oh Sr. Doutor! Oh Sr. Doutor.
- Está a faltar à verdade.
- Oh Doutor.
- Deixe-me falar.
- Oh Doutor responda-me.
- Se me deixar falar...
- Oh Sr. Doutor...
- Mas... talvez... no entanto... apesar de... entretanto… uma vez que... logo... portanto…

Porquê que somos “tão bem educados” num debate destes? Puxa, faz-me lembrar uma das rábulas dos Gato Fedorento… Se esquecêssemos o senhor e o doutor o debate de ontem resumia-se a metade do tempo. A primeira parte foi para esquecer...
Que debate fraquinho. Tal como o tabaco...

Continuando…
Esta lei é, sem dúvida, fundamental para educação das gerações futuras.
Não devemos pensar apenas em nós próprios, na propriedade privada ou liberdade individual... pois estas não estão postas em causa.
Esta lei terá forte percussões na prevenção, educação e saúde dos mais jovens. É nisso que devemos pensar...

Por exemplo, regularmente vejo pessoas a deitarem papéis para o chão com um à vontade como se de um acto normal se tratasse. Não aceito mas compreendo, pois têm o dobro ou o triplo da minha idade e foram educados de outra forma... apanho o papel e coloco-o no contentor do lixo... no mesmo momento sou abordado por um grupo de crianças que me mostram que devia colocar o papel no papelão e não no caixote comum.
3 Gerações, 3 comportamentos diferentes.
A sociedade está em constante transformação.
A educação é essencial para essa transformação.

Continuando...
Não há uma lei que proíba as pessoas de tomarem banho quando fazem a digestão (eu pelo menos desconheço), mas todos sabemos se arriscamos, estamos sujeitos a que as coisas corram mal. Não é verdade?
Na questão do fumo, todos sabemos que não nos preocupamos muito com o risco, porque o fumar passivo é com os outros e não é nada connosco. “Quem está mal que se mude!”
É triste, mas bem sabemos que é verdade...

Por último...
Referindo-se à tradicional justificação das pessoas com idade avançada que sempre fumaram e nunca tiveram problemas de saúde, o Prof. António Vaz Carneiro afirmou:
“As guerras não matam, porque há veteranos vivos”.

Se tivesse na plateia, levantava-me e batia palmas.
Com tanta lucidez demonstrada até era capaz de dar pinotes… Muito bom!
Resume um pensamento apenas com uma frase.
Interpretem-na da forma como quiserem, mas por favor, não inventem tal como estão a fazê-lo com a Lei n.º 37/2007, de 14 de Agosto.

Ler artigos relacionados com tema:
Ano novo vida nova?
Desculpe, faça o favor de apagar o cigarro...


Mas deixemo-nos de anedotas… agora a falar a sério…
O prof. Vidal aponta para o mapa e diz:
- Hoje vamos até aos Açores...
Diz o Eduardinho F.:
- Ó professor espere só um bocadinho que eu tenho de avisar a minha “mamusca”.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

"Seis Graus", de Mark Lynas

Clica para aumentarSeis Graus: O Nosso Futuro Num Planeta em Aquecimento
Mark Lynas [*]

Título original: Six Degrees
Edição: Porto, Outubro de 2007

Editora: Civilização Editora

Tradução: Michele Hapetian
P.V.P.: Aprox. 15€
Páginas: 310


“Num relato quase fotográfico, o novo livro de Mark Lynas apresenta um possível futuro da nossa civilização se o actual ritmo do aquecimento global persistir. Por muito surrealista que pareça, esta obra não é ficção científica nem sensacionalista. Os seis graus do título referem-se à possibilidade assustadora de as temperaturas médias subirem cerca de seis graus nos próximos cem anos. Os contrastes ambientais serão desmedidos: haverá, por um lado, rios dez vezes maiores que o Amazonas, mas, por outro, mais de metade da população mundial sofrerá os efeitos da seca. No entanto, apesar de uma visão quase apocalíptica, o autor termina com a apresentação de diversas estratégicas que permitem contornar o problema do aquecimento global. Com um pouco de antevisão, alguma estratégia e sorte, podemos pelos menos deter o rumo catastrófico pelo qual nos temos deixado levar. Mas esta é a altura de agir.”

Uma vez que a tertúlia deste mês foi sobre educação ambiental, e apesar de ainda me encontrar a ler o primeiro capítulo (Um grau), gostaria de sugerir como livro do mês o “Seis Graus” de Mark Lynas. Um relato sério e consciente sobre um tema delicado, bastante em voga, como o do aquecimento global.
O autor questiona-se sobre o que acontecerá se o nosso planeta aquecer seis graus: “O que irá acontecer, à medida que o mundo for aquecendo? (…) o que sucederá às nossas costas, às nossas cidades, às nossas florestas, aos nossos rios, aos nossos campos de cultivo e às nossas montanhas?”
O autor pretende, com base num estudo exaustivo sobre o tema e na consulta de variada literatura científica, responder a todas estas questões.

Boas leituras geográficas,

[*] Mark Lynas é um autor britânico, jornalista e activista ambiental que se interessa pelas mudanças climáticas. É licenciado em História e Política pela Universidade de Edimburgo. Nasceu em 1973 e mora em Oxford, na Inglaterra.

Imobilidade Cultural

Recentemente esteve entre nós o Sr. Richard Larson, docente do MIT (Massachusetts Institute of Technology), para nos brindar com algumas directrizes iluminadas sobre os problemas de tráfego e de mobilidade nas cidades e nomeadamente nos respectivos centros. Segundo o Sr. Richard trata-se afinal de procura a mais (lá está a vertente economicista – eu diria carros a mais!) e oferta a menos. Propõe-se para resolver o dito a instalação de portagens para a entrada em determinadas áreas, à imagem de Londres e Singapura, por Ex, nada que não se soubesse já e até, vejam lá, estudado na Universidade. A outra proposta é mais “Americana” ainda.

Segundo Richard parte do problema está nas denominadas “voltinhas” para arranjar estacionamento (qualquer estacionamento?), isto é, para conseguir estacionamento barato, ou à borla (e se não existir estacionamentos nem capacidade para tal?). Vai daí o Sr. sugere que, obviamente se deve aumentar (lá está a economia) os preços de estacionamento (até resolver a coisa pergunta-se?). Em última instancia quem não tiver graveto, esse sim, terá que usar os transportes públicos.

O Sr. Richard não conhece Portugal, talvez conheça o peixinho frito e o bacalhau e quem sabe o ALLGARVE e certamente ouviu falar da West Cost da Europa, mas não conhece o país. Aqui há uns anos na Universidade, para a disciplina de Planeamento e Gestão Urbanística, criaram-se grupos para proceder a contagens em algumas entradas da cidade de Guimarães. Realizaram-se algumas no sentido Braga/Guimarães de manhã cedo, estabelecendo intervalos de 15 minutos. Verificou-se que para além do tráfego, em todas as classes estudadas, ser muito superior aquilo que esperávamos (e esperávamos muito), também se demonstrou que quase todos os veículos (ou grande parte) transportavam apenas uma pessoa, o condutor ou duas, máximo. A questão é cultural. Não basta ir de carro: cada um quer ir no seu, não faltava mais nada ir noutro quando se tem o carrito em casa ou dois carritos, por família.

O Sr. Richard poderia ter-nos brindado com ensinamentos e exemplos positivos, designadamente, a experiência da Golden Gate em São Francisco, na qual se disponibiliza um faixa isenta de pagamento portagem para veículos com pelos menos três pessoas, ou ainda, algumas vias rápidas de Los Angeles, com vias privilegiadas para veículos com mais de duas pessoas, uma espécie de corredor.

O problema Sr. Richard é que em Portugal as cidades perdem residentes. O problema assenta na quantidade de veículos que todos os dias entram. A questão é a investida bárbara diária. Depois de desembocarem, mal ou bem, ter-se-á que os arrumar.

domingo, janeiro 20, 2008

"Transporte" por Andreia Rechena

Clica para transportarClica para transportarClica para transportarClica para transportarPor Andreia Rechena, 2004.

Andreia Rechena

Nasceu em Monsanto, da Beira Baixa, onde viveu até aos 17 anos.
Veio para Lisboa terminar os estudos onde fez Tecelagem e Serigrafia na António Arroio, Ilustração no AR.CO, Banda Desenhada no CITEN e Design Gráfico na ETIC, Lisboa;
Recebeu menção honrosa com a BD ” Transporte” no FIBDA 2004.
A BD ”S.E.T.I.” foi uma das 4 seleccionadas para a mostra “Jovens Criadores 2005” do Clube Português Artes e Ideias.
Expões em vários locais em Portugal e em Espanha.
Tem publicado regularmente em fanzines como CyberExtractus, Sketchbook, Tertúlia BDZine , Succedâ-neo, All-Girlzine, e outras publicações como a Agenda Lunar, Jornal Mundo Universitário e BDJornal.
Ilustrou a Antologia de Contos Populares do Projecto 3Culturas.

É autora do blog gráfico www.zarzanga.blogspot.com/ e do fanzine [R]eject.

sábado, janeiro 19, 2008

Tranquilo... Abre los Ojos

Clica para ver em pormenor

Ervas daninhas a alastrar - Eduardo F. - 24.12.2007

La verdad?
Puede ser que no la suportaras.

Acabo de rever "Abre los Ojos", de Alejandro Amenábar, filme capaaz de nos ensinar a dúvida tão bem como as aulas de filosofia sobre o discurso do método cartesiano.

A acção desenrola-se em Madrid e o filme mostra-nos algumas paisagens (o que é a paisagem? Tem de ser uma "mirada ampla", um olhar sobre um espaço aberto?) que nos ajudam a formar uma determinada (ou esbatida e diáfana?) imagem da capital espanhola. Um dos aspectos que nos é dado a ver e que retive foi o das montanhas, lá ao fundo, a toda a volta da cidade. Outro, traço já mais consolidado na minha imagem mental, é o dos pavimentos. Nunca estive em Madrid, mas li que os pavimentos são alvo de grande atenção por parte dos pensadores do espaço urbano (e em Barcelona há inúmeros exemplos que o corroboram), que, com os diferentes materiais, suas disposições, desenhos e mobiliário pretendem criar identidades e lugares (entendidos como áreas, localizadas e delimitadas, distinguíveis de outros que lhes contactam ou não).

O que é a realidade? Neste momento em que escrevo e neste contexto a realidade é a possibilidade que nos é oferecida de identificarmos coisas, atribuirmos significados às coisas. O maniqueismo cesarioverdiano (aquele que opõe a cidade opressiva ao campo luminoso e libertador) por nós usado para compreendermos o mundo que nos rodeia já não chega, cai por terra em determinados casos (as abcissas espaço x tempo). Já não sabemos distinguir o que é do que não é urbano. Isso não foi pensado, nem, por consequência, e muito menos, transposto para a realidade física. As realidades amalgamam-se, numa desordem que confunde os sentidos. A desordem é aparente, dirão alguns, para lá já da visão redutora das oposições e antinómios.

Talvez a realidade seja cada vez mais aquilo que vemos e não seja ainda aquilo que interpretamos. As gruas e o chão onde elas se apoiam parecem-me o mais real de todo o espectáculo do mundo. Mas de tudo isso salda-se uma paisagem disforme, amorfa, igual a tantas outras, repelente da afectividade e de uma vivência digna de seres racionais.

Pode ser que as maneiras como ocupamos (como nos ensinam a ocuparmos) o nosso tempo correspondam à vida suspensa. E não vejamos como o betão e o alcatrão fornicam escandalosamente com os poderes que nos regulam e com o espaço livre e vital onde o ar e as cores não estão rarefeitos.
Pode ser que as estradas - que sempre abrem caminho às rodas e engrenagens - as gruas e os andaimes, usados para construir, estejam a ser usados para implodir em nós a ideia de espaço equilibrado, saudável, sustentável, cívico que - quando a vida não está suspensa, por fios, cabos ou correntes - queremos para viver.
Pode ser?

"O pesadelo em que vives foste tu quem o criou"
Enquanto sonhávamos.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Vamos jogar






Cortesia Musictraveler


Peço desculpa, mas não resisti a partilhar convosco esta sequência.
A China até encara as alterações climáticas e as adaptações que os governos têm de fazer com uma atitude menos arrogante que os EUA, mas neste aspecto, são piorzitos...

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Coloque o seu país no ecoponto

Leio hoje no Diário de Notícias que as Empresas terão de reparar danos causados ao ambiente. Já não eram responsáveis por danos causados? Sim, eram, mas apenas os danos(?) e se apanhados em flagrante e mesmo assim se jurassem que eram inocentes ...ou se fosse sem querer... mas… agora Entidades poderão ser obrigadas a obter um seguro para cobrir danos: Quem poluir um rio, contaminar um solo ou destruir um habitat vai ter de reparar o dano. Ou seja, vai ser obrigado a despoluir, a descontaminar e, se possível, a criar condições para que o habitat volte ao estado inicial.

Só Agora? Qualquer coisa aqui não está a bater certo, pois estamos em 2008 e fazemos parte da UE, não? Fazemos. Mas A transposição da directiva da responsabilidade ambiental que impõe esta obrigatoriedade está atrasada, colocando o país em situação de incumprimento comunitário. Já estou mais descansado, nestas coisas nunca pomos a carroça à frente dos bois…

domingo, janeiro 13, 2008

X PortoCartoon - World Festival

Clica para entrar"O tema do X PortoCartoon-World Festival será "Os Direitos Humanos", foi lançado no mesmo dia em que os Chefes de Estado dos 27 países da União Europeia assinaram o novo Tratado de Lisboa e aprovaram a Carta dos Direitos Fundamentais dos cidadãos europeus.

Com a escolha deste tema, o organizador do PortoCartoon pretende que cartunistas em todo o mundo se debrucem sobre a contínua violação dos Direitos Humanos, em pleno séc. XXI, e passados mais de dois séculos sobre a Revolução Francesa (1789).

De acordo com o regulamento do concurso "trata-se de um assunto que atravessa todo o mundo, desde os países supostamente mais evoluídos em matéria de legislação dos direitos, até aos mais retrógrados na lei e na prática"... O tema é ainda justificado pelo facto de todos os dias existirem direitos individuais, colectivos, sociais, económicos, culturais, etc... postos em causa.

A intervenção activa dos cartunistas no 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos é o novo desafio lançado pelo PortoCartoon aos artistas de todo mundo.
Para os cartunistas concorrentes que não queiram cingir-se ao tema principal há a categoria de Tema Livre que pode incluir a política internacional, os costumes, a vida social, a comunicação, etc…
Os vencedores do PortoCartoon receberão um prémio monetário, o troféu do festival, desenhado pelo Arq. Siza Vieira e garrafas especiais de Vinho do Porto.

O concurso será divulgado para todo o planeta através do Museu Virtual do Cartoon:
http://www.cartoonvirtualmuseum.org/

O PortoCartoon tem sido um espaço de excelência do humor mundial e é considerado pela Federação Internacional de Organizações de Cartoon, um dos três principais festivais de desenho humorístico do mundo, quer pela participação de artistas a nível mundial quer pelo valor dos prémios atribuídos.
Organizado anualmente desde 1999, o PortoCartoon recebe, todos os anos, milhares de visitantes nas instalações do Museu Nacional da Imprensa e nas diferentes cidades por onde passa a exposição."


Com a publicação deste artigo, aproveito para anunciar o regresso, no próximo Domingo, da publicação semanal de obras de vários autores de BD/Cartoon. Estejam atentos, pois haverá muitas novidades.

Abraço

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Ultras Portugal

Tem toda a razão o RogérioMad. Quatro a três para Alcochete. E parece que só houve jogo até final, ou melhor dizendo, duas equipas, a pedido de muitas famílias.

Sem discutir (para já) a decisão, os aspectos técnicos ou as condicionantes estruturais e estratégicas, abordemos a forma leviana (e arrogante!) como este assunto de tostões foi tratado, e não é de hoje.

Ainda há uns meses atrás a OTA (já se vendiam lotes) aparecia como dado adquirido. A bem dizer não se conhecia mais estudos. Muito menos Alcochete, como ainda ontem admitiu o governo. Muito menos Alcochete. Como?

O mais interessante era a ausência de contraditório, ah(!) de estudo alternativo. Uns dizem quarenta anos, outros, e bem, referem a OTA desde o governo Guterres, que nem queria ouvir falar da margem Sul para não comprar mais nenhuma guerra com os ambientalistas (recordam-se da ponte Vasco da Gama, não da feijoada, mas da polémica???). Bem, a saber:

Primeiro só havia uma certeza, a OTA. Devidamente consolidada em estudos e tempo. Segundo, era a melhor (a única opção), alicerçada em estudos (realizados com tempo).
Terceiro, e se não existisse pressão para mais estudos? Sim, se não tivéssemos todos começado a berrar o assunto? Oposto que sabem a resposta, não?

Quarto, afirmou-se que não havia tempo a perder a vida é água a correr e o país não tinha tempo para brincadeiras e encomendazinhas que não iriam, obviamente dar em nada, blá, bla…Que não havia tempo.

Quinto, a SUL, bem a SUL aquilo “jamais”, aquilo é um deserto. Não pode ser. Não. Claro que não.
E mais festas avulso nos jornais e nas revistas cor-de-rosa, onde se opinava a favor de um lifting ao país ou pelo menos o uso de um hidratante e tónico.

Bem, afinal em seis meses e pico, (depois de quarenta anos!), em seis meses e picos, chegou-se a uma decisão. Em seis meses e pico, não sei se estão a ver a coisa? E, ironia sem tempo a perder com isto que é coisa séria, não interessa estar a bater no ceguinho, por acaso, a decisão vai para ( o resultado é…) Alcochete.

Ironia, fria e tenebrosa(!), o presidente da junta da OTA, afirmou na SIC que estava satisfeito, que se regozijava, que a freguesia estava sob grande pressão e nada preparada para receber estaleiros, obras, pessoas, que não tinha centros de saúde, escolas, hospitais…bem, foi o que ele disse. Mas…

Lá vieram também as claques e os associados das boas e más horas. E umas entrevistas em tascas. Onde não se pode fumar, claro.

Depois, lá apareceram uns tipos das oposições com desgarradas emblemáticas de “eu não disse” “estão a ver como nós qualquer coisa” e mais isto, e mais aquilo, e “propomos desde já”…e ainda ouvi qualquer coisa “consenso”, ao longe, porque nessa altura já tinha uma luta em mãos com o gato da casa…

Alguém anda a brincar ao Bob o Construtor... não anda?

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Resultados da Taça da Liga

Beira-mar 1-1 Penafiel
V.Setúbal 1-0 Sporting
(...)
Alcochete 4-3 Ota [Alcochete marca 4 golos nos descontos...]

Notícias na hora?

Imagem com a cortesia do Público

Já se sabe onde vai ser o novo aeroporto internacional de Lisboa? O Público na hora online, afirma que sim, citando a SIC Notícias: O Conselho de Ministros vai anunciar hoje a construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete.

Há sempre quem saiba primeiro. Aliás, a versão impressa do jornal, nada adiantava.
Será essa a decisão, amigos? Vamos ver os próximos serviços informativos...