segunda-feira, fevereiro 25, 2008
O Portugal moderno...
Segundo o relatório conjunto sobre a protecção social e inclusão social, que é apresentado na segunda-feira e deverá ser adoptado no dia 29 pelo Conselho de Ministros do Emprego e Segurança Social, em Portugal há mais de 20 por cento de crianças (uma em cada cinco) expostas ao risco de pobreza(…)
Neste caso, Portugal está em penúltimo lugar e é apenas ultrapassado pela Polónia - ambos com mais de 20 por cento de risco de exposição à pobreza - de uma tabela liderada pela Finlândia e Suécia, com sete por cento de risco.
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Vidal
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segunda-feira, fevereiro 25, 2008
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sábado, fevereiro 23, 2008
Sacudir a água do capote…
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Vidal
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sábado, fevereiro 23, 2008
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terça-feira, fevereiro 19, 2008
"A régua e esquadro: novas geografias", de Eric Hobsbawm
A Questão Do Nacionalismonações e nacionalismo desde 1780
Eric Hobsbawm
Tradução: Carlos Lains
Edição Terramar
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Vidal
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terça-feira, fevereiro 19, 2008
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Reciclagens: Biblioteca, História, Livro do mês, Média, Regiões
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Água vs Arquitectura
Lisbon Aqueduct - May'07 - João Morgado _ www.photo.joaomorgado.com"Nos dias de hoje é cada vez mais importante repensar a forma como se usa e abusa dos recursos naturais… a água é um bem precioso à vida e começa a ser cada vez mais escasso. O que poderemos fazer para inverter a situação?
De que forma a arquitectura e o urbanismo poderão ter um papel activo num desenvolvimento sustentável?
Quanto custa ao meio ambiente construir um edifício sustentável?"
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GEORDEN
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segunda-feira, fevereiro 18, 2008
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Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Arquitetura, Fototeca, Internet, Urbanismo
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Urban Expo - 1.º Salão Internacional
"Nos dias 7 e 8 de Março de 2008, irá decorrer em Faro a URBAN EXPO - 1º Salão Internacional da Requalificação, Modernização e Promoção dos Centros Urbanos em simultâneo com o URBAN CONGRESSO - 1º Congresso de Gestão de Centros Urbanos. A Urban Expo vai apresentar aos gestores urbanos e autarcas das cidades e vilas portuguesas os mais recentes equipamentos, tecnologias e serviços para a requalificação, apetrechamento, modernização e promoção dos centros urbanos.
Estão abertas as inscrições para as empresas que queiram estar presentes como expositoras e/ou patrocinadoras."
Clica aqui para ver brochura.
Para mais informações contacte:
Davide Alpestana
Gestor de Centro Urbano
91 289 52 65
dalpestana@gmail.com
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Rogeriomad
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Sobrevivência Global
A conferência intitula-se "Preparando a Sociedade e o Ambiente para a Sobrevivência Global" e realiza-se às 18 horas de 19 de Fevereiro (na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian.)
As inscrições estão abertas até 16 de Fevereiro, e podem ser feitas através do endereço pgambiente@gulbenkian.pt
Mais informações aqui.
Ler a curta mas interessante entrevista a Timothy O’Riordan.
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Edward Soja
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008
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Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Antropologia, Eventos, Universidade
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Mutantes
Não deixa de ser interessante como neste país se vive permanentemente num gigantesco faz de conta, com carácter vitalício, asseguramos. Quando se faz algo, previsto na lei por Ex., esse algo é realizado no estritamente necessário e, se possível, de forma aparente, imediata, “pública”. Neste caso nem interessa ser a mulher de César mas fundamentalmente, parecê-lo. Os efeitos práticos, isto é, se servirá para alguma coisa, são devaneios, apanágio de visionários ou poetas. Atente-se na imagem:
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Vidal
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terça-feira, fevereiro 12, 2008
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Reciclagens: Cidades, Flâneur, Minho, Transportes/Mobilidade
domingo, fevereiro 10, 2008
Estes estranhos nomes... (II)
Foto: António J. M. Correia
Cortesia Registos Geográficos
Os Portugueses adoram estas coisas, mas elas não podem continuar. Aliás, a própria CEE certamente não irá permitir.
No Ano Europeu do Ambiente, há pelo menos um sítio onde seria indispensável realizar uma conferência internacional - é em Sujeira, no concelho de Coimbra. Para não falar do absurdo que é ter dez Infestas, o que já ultrapassa qualquer infestação, sem contar com os São Mamedes e os São Raimundos da mesma. Como se tudo isto não bastasse, há ainda uma indesculpável aldeola no concelho de Ferreira do Zêzere chamada Infestinos.
Claro que há algumas hipóteses mais positivas. Por exemplo, seria um êxito organizar um concerto da Tina Turner em Pretarouca, no concelho de Lamego. Há terras com nomes que parecem títulos de livros de Eugénio de Andrade, como Ferido de Água (concelho de Paredes). Há saldos de todas as espécies. Toda a gente conhece o Vale de Pegas (Albufeira) e a Venda das Raparigas (Alcobaça), mas há lugares mais especializados como a Venda da Luísa (Condeixa-a-Nova) ou a Venda da Gaiata (duas em Tomar, uma em Pedrógrão Grande) e ainda lugares lamentavelmente racistas, como seja a infame Venda dos Pretos, em Leiria. Com nomes destes, nunca haveremos de ir a lado nenhum.
O desenvolvimento não se compadece com estes barbarismo e idiotismos. Não haverá fundos regionais para sítios chamados Fofim de Além e Fofim de Aquém (Vila Nova de Gaia), Fonte do Judeu Morto ou Marmelar? Mesmo as terras com formas verbais (as minhas predilectas) como “Farto” (Arcos de Valdevez) e “Gostei” (Bragança) não têm a mínima graça quando são traduzidas.
Para minimizar os estragos injustos que provocam os nomes dos lugares, para deixar de marcar as vidas e as carreiras de todos aqueles infelizes da Sarnada (Paredes), de Porca, de Porcas, de Porquetra e de Porquetras, de Porrais e de Porreira, de Pocilgas (Vila do Porto) e da Porcalhota, é necessário adoptar o esquema norte-americano e começar a dar nomes de cidades estrangeiras às centenas de terras com nomes horríveis. Sarilhos Grandes passaria a ser Paris (não Paris, Texas, mas Paris, Montijo), Sarilhos Pequenos seria Versalhes, a Costa da Ervilha seria Istambul-a-Nova, e o Cabeço do Cão Morto seria Viena. Sejamos civilizados.
Três Figos de Baixo (concelho de Monchique) passaria a ser Walton-on-Thames. Saca Bolos, nome absurdo, poderia ser o Luxemburgo. O Fogueteiro seria Leningrado. E por aí fora, no verdadeiro espírito universalista que nos caracteriza. Assim é que não. Temos a corografia mais ridícula da Europa.
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Edward Soja
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domingo, fevereiro 10, 2008
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Reciclagens: Antropologia, Estratos, Regiões
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Estes estranhos nomes... (I)
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide. Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço. Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola. Para não falar na Cova da Piedade, no Fogueteiro e na Cruz de Pau.
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses. Imagine-se o impacte de dizer «Eu sou da Margalha» (Gavião) no meio de um jantar. Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente «E a menina, de onde é?», e a menina diz: «Eu sou da Fonte da Rata» (Espinho). E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando «E onde mora, presentemente?», só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda. Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Tarouca, de uma Vergadelas?
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro),
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros («I am from the Fountain of Drink and Go Away...»).
É certo que já há algumas terrinhas com nomes pós-modernos. Há s terras chamadas Formal, onde toda a gente anda de smoking e lê os formalistas russos — uma em Ovar, outra em Vila Nova de Gaia e uma em Espinho. Há, nas Caldas da Rainha, um moderníssimo Imaginário, terra natal de muitos dos nossos grandes intelectuais sem imaginação nenhuma. Existe uma Invenções (concelho de Resende). No concelho de Santana, lá está uma Diferença. Há, em Vila Nova de Ourém, uma Memória. Imagine-se só o que um poeta rasca era capaz de fazer com esta informação (exemplo de um primeiro verso: «Lembro-me da Memória como se inda ontem lá estivesse...»). Para os nossos cineastas e encenadores há uma terra santa, um Jerusalém dos Subsídios, que se chama Verba (em Aveiro). Há uma aldeia ultramoderna que até se refere a si mesma - chama-se Própria (concelho da Feira). Por último, como convém, só há uma Verdade — a de Melgaço, e mais nenhuma.
No que toca à Política, nota-se que a Esquerda não vai bem. Só existe um Cunhal, no concelho de Alvaiázere. (Onde é que fica Alvaiázere, por amor de Deus?) Constâncio, não há. Há uma Constância e um Constance, o que não é a mesma coisa. Eanes também não há, isto apesar de um Martinho e de dois Medeiros, nos concelhos de Castelo de Vide, de Montalegre e de Vila Nova de Gaia, respectivamente. A Direita, em gloriosa contrapartida, arranca logo com uma dúzia inteira de Moreiras, 7 Freitas, 3 Cavacos e 1 Pires. Quanto ao presidente da República, não se registam, infelizmente, Mários nem Soares. O que há é uma Mariola de Cima, em Monchique, e um fabuloso Maroques, em Tavira. Toda a Campanha presidencial esperei ver o cabeçalho “Mário conquista Maroques” ou “Freitas visita Freitas, Freitas, Freitas, Freitas e Freitas”. Mas em vão.
Na política internacional, deve haver mouro na costa porque apesar de uma Espanha (Lousada) e de uma França (Bragança) e de um Brasil (Barcelos), e na ausência vergonhosa de uma Inglaterra, de uns Estados Unidos da América, de uma Argentina e de uma Suécia, há nada mais nada menos que cinco Marrocos! Só nos apazigua o facto de haver uma terreola no concelho de Tábua chamada Meda de Mouros ou, como se diz maliciosamente em Tábua, deixando cair os érres, a Meda de Mouos.
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Edward Soja
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
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Reciclagens: Antropologia, Estratos, Regiões
terça-feira, fevereiro 05, 2008
É só fumaça!
Chamamos a vossa atenção para o inquérito deste mês, o qual tem como pergunta:
És a favor da nova "Lei do Tabaco"?
As respostas têm sido muitas, mas julgamos que a questão ainda mal começou a ser colocada...
Para citar uma personagem da nossa história recente (Jaime Neves):
- É só fumaça!
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Edward Soja
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
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Reciclagens: Inquéritos
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Que fazer aos espaços centrais?
(Como costumam pintar bem as imagens do que será o futuro das coisas após uma intervenção requalificadora... E "requalificadora" também é passível de discussão...)
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Edward Soja
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segunda-feira, fevereiro 04, 2008
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Reciclagens: Cidades, Engenharia/Construção, Espaços escritos, Minho, Planeamento/OT, Urbanismo
domingo, fevereiro 03, 2008
Do bairrismo: um exemplo prático
Na cidade de Braga, sair à noite costuma significar, além de entrar em estabelecimentos fechados, repletos (a culpa é nossa, porque, à partida, eles estão vazios...), exíguos e onde se respira mil vezes e mal o mesmo ar (refiro-me aos locais onde é permitido - vá-se lá saber como - fumar), sair com um papelinho onde nos carimbaram, ou não, com preços daquilo que consumimos.
Na cidade de Guimarães, sair à noite costuma significar ir para o centro histórico da cidade, onde a mesma fervilha de vida e liberdade. Liberdade é a palavra-chave neste meu protesto que aqui deixo. Já o discuti muitas vezes com amigos e pareceu-me que o copo se encheu a tal ponto para o partilhar.
Na cidade de Guimarães as pessoas entram e saem sem qualquer preocupação. O que tem um efeito altamente benéfico para quem - como penso que é o objectivo - quer divertir-se e estar bem com os amigos: é que o ar é muito menos pesado.
Porque não nos sentimos obrigados a ficar,
porque se sairmos vamos ter de pagar
e isto de andar a entrar
e sair de bar em bar
não está a dar
para quem ainda não começou a trabalhar
Pergunto-me sobre os porquês de tão opostas estratégias. Serão directivas camarárias?
Seja como for, o bairrismo, quanto a mim, só significa uma coisa, ou antes de outras coisas: atraso mental. Repito: atraso mental.
O futebol, esse desporto maravilhoso e bonito que, como qualquer desporto, devia promover a saúde a convivência sã entre os povos, tem - julgo eu - um papel importante para alimentar (senão a criar!!!) esse efeito perverso que é o bairrismo. Pois bem. Entre aqueles a que os bracarenses chamam de espanhóis e os assistentes, que apenas querem ver um bom jogo, fica o bairrismo de ambos, que ambos divide mas que ambos une na estupidez.
Claro que há estabelecimentos onde se paga o dito "consumo obrigatório" que muitos dizem "ser proibido", mas que nós vamos pagando onde é "obrigatório". Mas eu - que não sou muito dado a esses espaços e ambientes decadentes onde corpos dançam inconscientes ao som do álcool - manifesto a minha liberdade em preferir os espaços onde não há "consumo obrigatório".
É óbvio que depois se diga que Braga não tem vida à noite e os seus sitiados não queiram ver o que se passa na sua congénere vizinha...
Enfim, cada um queixa-se daquilo que o afecta. Deixo-vos com uma citação fenomenal que descobri estar disponível há poucos dias. (Não, não é bairrismo, juro...)
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Edward Soja
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domingo, fevereiro 03, 2008
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Reciclagens: Cidades, Manifestos, Minho, Planeamento/OT, Turismo/Lazer
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Convivência entre o meio urbano e o rural na cidade (ou aldeia) de Braga
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Rogeriomad
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quinta-feira, janeiro 31, 2008
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Ratinhos da cidade...
Vidal:Braga, Janeiro
Vidal:Braga,Janeiro
Atente-se nas imagens. A projecção e a contextualização sócio/económica/política e cultural encontram-se aí desenhadas no espaço público. Num mundo de (des)informação, tecnologia, publicidade, marketing, velocidade e indiferença, encontramos, paradoxalmente (ou talvez não!), um retornar (efectivo, não apenas simbólico) ao espaço público e à expressão e comunicação mais básicas. Folhas de papel (acabadas à mão ou computador), de vários dimensões, publicitando literalmente tudo e mais alguma coisa.
Os exemplos na imagem, são de Braga, onde por vezes a cidade se encontra pejada, embora estejam sempre a ser retirados: Procuras (pedidos de Trabalho); ofertas de serviços, explicações, “passagem” de trabalhos, mudanças, limpeza, “tomar” conta de crianças, “passagem” de roupa a ferro, executar páginas WEB (cuja publicidade paradoxalmente se faz numa folha escrita a caneta, como se pode ver), entre MUITOS outros. Precisa-se: trolhas, pedreiros, indiferenciados, comerciais, distribuidores e afins e afins.
“Empresa em expansão”. Como? Por aqui, em expansão? Expansão da exploração. Passeios e romarias, peregrinações a Fátima, com oferta de bacalhaus e cabazes repletos de iguarias, electrodomésticos e demonstrações, surpresas…
Observa-se nada mais que uma representação do nosso “mundo” em pequenino: desemprego; flexiqualquer coisa; trabalho em casa; trabalho precário; complemento de salário; fuga ao recibo (porque de outra forma quase se paga para trabalhar); teletrabalho; economia paralela; entre outros. E desespero. É de desespero que falamos quando alguém se oferece para trabalhar em casa (lavar e passar a ferro) por alguns cêntimos a peça.
A cidade é um laboratório da realidade, mas seremos nós ratinhos?
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Vidal
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quinta-feira, janeiro 31, 2008
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Reciclagens: Cidades, Economia, Espaços escritos, Flâneur, Minho
terça-feira, janeiro 29, 2008
Código de Conduta para Bloggers
"1. Somos conscientes da responsabilidade das nossas próprias palavras e reservamos o direito de filtrar comentários no nosso blog que não estejam conforme os padrões básicos de civismo.
2. Não dizemos nada online que não seriamos capazes de dizer em público.
3. Se quaisquer conflitos aumentarem de intensidade, entraremos em contacto pessoalmente antes de responder publicamente.
4. Sempre que nos apercebermos que alguém está a ser vítima de um ataque, tomaremos uma providência.
5. Não permitiremos comentários anónimos, mas permitiremos comentários com pseudónimos.
6. Ignoramos os trolls*
*Troll: designa uma pessoa ou grupo cujo comportamento tende sistematicamente ofensivo ou que provoca, destrutivamente, as pessoas numa discussão. Os Trolls costumam deixar comentários provocadores ou difamatórios em blogs.
7. Incentivamos as plataformas de blogs para a imposição mais rigorosa dos seus Termos e Condições de utilização de serviço. Caso estejas a cumprir todas estas 7 sugestões, parabéns, és um bom blogger. Caso contrário, estás sempre a tempo de corrigir alguns pontos e ajudar a Blogosfera a manter-se fiel ao seu desígnio: um universo de conversas livres, francas e abertas."
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Rogeriomad
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terça-feira, janeiro 29, 2008
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segunda-feira, janeiro 28, 2008
A nossa saúde comum
Hoje, dia 28 de Janeiro, no estaleiro cultural Velha-a-Branca, em Braga, Miguel Bandeira e João Bessa falam sobre Urbanismo & Saúde Mental.
Como conjugar urbanismo e saúde mental? O é que a História e o Marketing têm em comum? Quais as relações entre Jornalismo e Poder? Porque é que Comércio e Cultura devem andar de mãos dadas? A blogosfera é um espaço de cidadania cuja importância se tem acentuado ao longo dos últimos tempos, tornando-se num pólo de importante participação cívica. Em muitos casos, o palco blogosférico tem substituído as tertúlias dos velhos tempos. Ainda assim, a discussão virtual não tem a alma da conversa viva em que o pulsar das ideias se sente no vigor das palavras entoadas e dos argumentos cruzados. É com este espírito que os blogues minhotos descem à cidade para Conversas Improváveis em que se propõe conjugar temas tantas vezes desencontrados.
Texto extraído de Velha-a-Branca.
A tertúlia promete.
Será às 21H30.
Apareçam!
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Edward Soja
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segunda-feira, janeiro 28, 2008
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Reciclagens: Antropologia, Eventos, Minho, Urbanismo
domingo, janeiro 27, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Anjos terríveis?
Mais um ou menos um na bloga, diga-se, em abono da verdade, não constitui notícia de monta. Tombam, aliás, como tordos. Outros resistem. Este(?) que aqui vos anuncio, apresenta-se como inútil, activista solitário, afirmando numa espécie de Editorial anti-manifesto que Passar-se-ão geografias e venturas de cariz virtualmente pessoal. Com vitupérios, ranhetas, Cossacos e Santos, por certo, na demanda de uma Senhora. Viagens, enciclopédias, ciclopes e pesadelos nocturnos. Quem por bem que vá…nunca se sabe.
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Vidal
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quinta-feira, janeiro 24, 2008
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Reciclagens: Espaços escritos, Internet, Manifestos
Tudo misturado...
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Edward Soja
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quinta-feira, janeiro 24, 2008
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Reciclagens: Educação, Engenharia/Construção, Espaços escritos, Planeamento/OT, Transportes/Mobilidade
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Festa na Aldeia
Simbolicamente isto seria todo um mundo, se andássemos com a fita para trás. Perder-se-ia nos recônditos da memória, até ao primeiro abrir de boca à saída da caverna: O pasmo do mundo. Depois alguém coloca a sua tranca.
A imagem, à primeira vista, instala-se no nosso cérebro de soslaio: Festa ou romaria na aldeia. Espaço rural. A viagem nem sempre se faz no mesmo sentido. Antes da cidade se espraiar (ou o urbano) pelo campo (campo/rural: esta temática desenrola-se paralela à dicotomia campo/cidade ou Rural versus urbano, desde, pelo menos, o séc. XIX, a escola da paisagem, o postal, a pintura) esmiuçando-o sem complexos, não apenas fisicamente, espacialmente, mas mitigando-se nas crenças, moda, música (mais ou menos em 2º mão); já o campo, dizemo-lo sem pressas, já o campo vivia a cidade nas feiras, nas festas, alimentando-a, ou bem mais atrás, a cidade teria sido ela própria campo, rua, conjunto de ruas, aldeia…cidade.
Na imagem uma festa (romaria) na Freguesia de São Vicente, em pleno centro da cidade de Braga, enclausurada entre ruelas anacrónicas(?) e automóveis. Simbolicamente está lá tudo.
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Vidal
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quarta-feira, janeiro 23, 2008
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Efeitos perversos
Não se trata já da "imagem da cidade", mas sim, da "imagem de um país". Que começa, claro está, e para quem nunca lá esteve, com o mapa do mesmo.
Sem mais comentários, perguntamo-nos sobre quantas pessoas olharam para esta imagem? As consequências, como está bem de ver, vêm depois.
A propaganda serve para semear a não-verdade até que ela se torne, efectivamente, verdade. Quem no-lo ensinou foi um nazi. Que bons alunos há por aí...
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Edward Soja
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quarta-feira, janeiro 23, 2008
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Reciclagens: Espaços escritos, Média
Quando nos tocam no umbigo...
Quando nos tocam no umbigo a gente ri.
Ou refila.
Mas depois, com jeitinho e alguma propaganda, até é capaz de se calar.
A água está por todo o lado. Como é que se pode afirmar uma coisa daquelas? (Ler recorte)
Dessa água não beberás, é o que pareces estar a dizer.
E andamos para trás não sei quantos séculos de pensamento filosófico e reflexivo.
Ah, é tão fácil enganarem-nos...
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Edward Soja
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quarta-feira, janeiro 23, 2008
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Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Espaços escritos, Hidrologia
terça-feira, janeiro 22, 2008
A anedota do debate “Cigarros apagados”
Prof.ª Doutora Fátima Bonifácio (Historiadora)
Ao mesmo tempo, no meu sofá, pensava:
“É o mesmo que dizer que o primeiro rei de Portugal não foi D. Afonso Henriques mas sim Salazar...”
Pouco tempo depois:
“Concordo. Não ponho em questão isso. Excedi-me. De facto, está provado cientificamente que o fumar passivo é prejudicial à saúde...”
Prof.ª Doutora Fátima Bonifácio (Historiadora)
“Ah! Bem me parecia que foi o D. Afonso Henriques”, pensei eu.
Comprometeu o seu discurso, raciocínio, ficou fora do debate e sentiu-se desmotivada como ela própria afirmou. E quando acordou, não acrescentou nada de novo...
Conclusão: O fumo “bloqueia” não só os pulmões, como o cérebro. Enquanto que a humildade de assumir que estamos errados está imune ao fumo.

- Oh Doutor! Oh Doutor.
- Não é verdade.
- Oh Sr. Doutor! Oh Sr. Doutor.
- Está a faltar à verdade.
- Oh Doutor.
- Deixe-me falar.
- Oh Doutor responda-me.
- Se me deixar falar...
- Oh Sr. Doutor...
- Mas... talvez... no entanto... apesar de... entretanto… uma vez que... logo... portanto…
Porquê que somos “tão bem educados” num debate destes? Puxa, faz-me lembrar uma das rábulas dos Gato Fedorento… Se esquecêssemos o senhor e o doutor o debate de ontem resumia-se a metade do tempo. A primeira parte foi para esquecer...
Que debate fraquinho. Tal como o tabaco...
Continuando…
Esta lei é, sem dúvida, fundamental para educação das gerações futuras.
Não devemos pensar apenas em nós próprios, na propriedade privada ou liberdade individual... pois estas não estão postas em causa.
Esta lei terá forte percussões na prevenção, educação e saúde dos mais jovens. É nisso que devemos pensar...
Por exemplo, regularmente vejo pessoas a deitarem papéis para o chão com um à vontade como se de um acto normal se tratasse. Não aceito mas compreendo, pois têm o dobro ou o triplo da minha idade e foram educados de outra forma... apanho o papel e coloco-o no contentor do lixo... no mesmo momento sou abordado por um grupo de crianças que me mostram que devia colocar o papel no papelão e não no caixote comum.
3 Gerações, 3 comportamentos diferentes.
A sociedade está em constante transformação.
A educação é essencial para essa transformação.
Continuando...
Não há uma lei que proíba as pessoas de tomarem banho quando fazem a digestão (eu pelo menos desconheço), mas todos sabemos se arriscamos, estamos sujeitos a que as coisas corram mal. Não é verdade?
Na questão do fumo, todos sabemos que não nos preocupamos muito com o risco, porque o fumar passivo é com os outros e não é nada connosco. “Quem está mal que se mude!”
É triste, mas bem sabemos que é verdade...
Por último...
Referindo-se à tradicional justificação das pessoas com idade avançada que sempre fumaram e nunca tiveram problemas de saúde, o Prof. António Vaz Carneiro afirmou:
“As guerras não matam, porque há veteranos vivos”.
Se tivesse na plateia, levantava-me e batia palmas.
Com tanta lucidez demonstrada até era capaz de dar pinotes… Muito bom!
Resume um pensamento apenas com uma frase.
Interpretem-na da forma como quiserem, mas por favor, não inventem tal como estão a fazê-lo com a Lei n.º 37/2007, de 14 de Agosto.
Ler artigos relacionados com tema:
Ano novo vida nova?
Desculpe, faça o favor de apagar o cigarro...
Mas deixemo-nos de anedotas… agora a falar a sério…
O prof. Vidal aponta para o mapa e diz:
- Hoje vamos até aos Açores...
Diz o Eduardinho F.:
- Ó professor espere só um bocadinho que eu tenho de avisar a minha “mamusca”.
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Rogeriomad
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terça-feira, janeiro 22, 2008
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Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Educação, Legislação, Média
segunda-feira, janeiro 21, 2008
"Seis Graus", de Mark Lynas
Seis Graus: O Nosso Futuro Num Planeta em Aquecimento
Mark Lynas [*]
Título original: Six Degrees
Edição: Porto, Outubro de 2007
Editora: Civilização Editora
P.V.P.: Aprox. 15€
Páginas: 310
“Num relato quase fotográfico, o novo livro de Mark Lynas apresenta um possível futuro da nossa civilização se o actual ritmo do aquecimento global persistir. Por muito surrealista que pareça, esta obra não é ficção científica nem sensacionalista. Os seis graus do título referem-se à possibilidade assustadora de as temperaturas médias subirem cerca de seis graus nos próximos cem anos. Os contrastes ambientais serão desmedidos: haverá, por um lado, rios dez vezes maiores que o Amazonas, mas, por outro, mais de metade da população mundial sofrerá os efeitos da seca. No entanto, apesar de uma visão quase apocalíptica, o autor termina com a apresentação de diversas estratégicas que permitem contornar o problema do aquecimento global. Com um pouco de antevisão, alguma estratégia e sorte, podemos pelos menos deter o rumo catastrófico pelo qual nos temos deixado levar. Mas esta é a altura de agir.”
Uma vez que a tertúlia deste mês foi sobre educação ambiental, e apesar de ainda me encontrar a ler o primeiro capítulo (Um grau), gostaria de sugerir como livro do mês o “Seis Graus” de Mark Lynas. Um relato sério e consciente sobre um tema delicado, bastante em voga, como o do aquecimento global.
O autor questiona-se sobre o que acontecerá se o nosso planeta aquecer seis graus: “O que irá acontecer, à medida que o mundo for aquecendo? (…) o que sucederá às nossas costas, às nossas cidades, às nossas florestas, aos nossos rios, aos nossos campos de cultivo e às nossas montanhas?”
O autor pretende, com base num estudo exaustivo sobre o tema e na consulta de variada literatura científica, responder a todas estas questões.
Boas leituras geográficas,
[*] Mark Lynas é um autor britânico, jornalista e activista ambiental que se interessa pelas mudanças climáticas. É licenciado em História e Política pela Universidade de Edimburgo. Nasceu em 1973 e mora em Oxford, na Inglaterra.
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segunda-feira, janeiro 21, 2008
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Reciclagens: Biblioteca, Climatologia, Estratos, Livro do mês
Imobilidade Cultural
Recentemente esteve entre nós o Sr. Richard Larson, docente do MIT (Massachusetts Institute of Technology), para nos brindar com algumas directrizes iluminadas sobre os problemas de tráfego e de mobilidade nas cidades e nomeadamente nos respectivos centros. Segundo o Sr. Richard trata-se afinal de procura a mais (lá está a vertente economicista – eu diria carros a mais!) e oferta a menos. Propõe-se para resolver o dito a instalação de portagens para a entrada em determinadas áreas, à imagem de Londres e Singapura, por Ex, nada que não se soubesse já e até, vejam lá, estudado na Universidade. A outra proposta é mais “Americana” ainda.
Segundo Richard parte do problema está nas denominadas “voltinhas” para arranjar estacionamento (qualquer estacionamento?), isto é, para conseguir estacionamento barato, ou à borla (e se não existir estacionamentos nem capacidade para tal?). Vai daí o Sr. sugere que, obviamente se deve aumentar (lá está a economia) os preços de estacionamento (até resolver a coisa pergunta-se?). Em última instancia quem não tiver graveto, esse sim, terá que usar os transportes públicos.
O Sr. Richard não conhece Portugal, talvez conheça o peixinho frito e o bacalhau e quem sabe o ALLGARVE e certamente ouviu falar da West Cost da Europa, mas não conhece o país. Aqui há uns anos na Universidade, para a disciplina de Planeamento e Gestão Urbanística, criaram-se grupos para proceder a contagens em algumas entradas da cidade de Guimarães. Realizaram-se algumas no sentido Braga/Guimarães de manhã cedo, estabelecendo intervalos de 15 minutos. Verificou-se que para além do tráfego, em todas as classes estudadas, ser muito superior aquilo que esperávamos (e esperávamos muito), também se demonstrou que quase todos os veículos (ou grande parte) transportavam apenas uma pessoa, o condutor ou duas, máximo. A questão é cultural. Não basta ir de carro: cada um quer ir no seu, não faltava mais nada ir noutro quando se tem o carrito em casa ou dois carritos, por família.
O Sr. Richard poderia ter-nos brindado com ensinamentos e exemplos positivos, designadamente, a experiência da Golden Gate
O problema Sr. Richard é que em Portugal as cidades perdem residentes. O problema assenta na quantidade de veículos que todos os dias entram. A questão é a investida bárbara diária. Depois de desembocarem, mal ou bem, ter-se-á que os arrumar.
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Vidal
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segunda-feira, janeiro 21, 2008
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Reciclagens: Cidades, Economia, Planeamento/OT, Transportes/Mobilidade
domingo, janeiro 20, 2008
"Transporte" por Andreia Rechena
Andreia Rechena
Nasceu em Monsanto, da Beira Baixa, onde viveu até aos 17 anos.
Veio para Lisboa terminar os estudos onde fez Tecelagem e Serigrafia na António Arroio, Ilustração no AR.CO, Banda Desenhada no CITEN e Design Gráfico na ETIC, Lisboa;
Recebeu menção honrosa com a BD ” Transporte” no FIBDA 2004.
A BD ”S.E.T.I.” foi uma das 4 seleccionadas para a mostra “Jovens Criadores 2005” do Clube Português Artes e Ideias.
Expões em vários locais em Portugal e em Espanha.
Tem publicado regularmente em fanzines como CyberExtractus, Sketchbook, Tertúlia BDZine , Succedâ-neo, All-Girlzine, e outras publicações como a Agenda Lunar, Jornal Mundo Universitário e BDJornal.
Ilustrou a Antologia de Contos Populares do Projecto 3Culturas.
É autora do blog gráfico www.zarzanga.blogspot.com/ e do fanzine [R]eject.
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Rogeriomad
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domingo, janeiro 20, 2008
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Reciclagens: Ambiente/Ecologia, BD/Cartoon, Transportes/Mobilidade
sábado, janeiro 19, 2008
Tranquilo... Abre los Ojos
Puede ser que no la suportaras.
A acção desenrola-se em Madrid e o filme mostra-nos algumas paisagens (o que é a paisagem? Tem de ser uma "mirada ampla", um olhar sobre um espaço aberto?) que nos ajudam a formar uma determinada (ou esbatida e diáfana?) imagem da capital espanhola. Um dos aspectos que nos é dado a ver e que retive foi o das montanhas, lá ao fundo, a toda a volta da cidade. Outro, traço já mais consolidado na minha imagem mental, é o dos pavimentos. Nunca estive em Madrid, mas li que os pavimentos são alvo de grande atenção por parte dos pensadores do espaço urbano (e em Barcelona há inúmeros exemplos que o corroboram), que, com os diferentes materiais, suas disposições, desenhos e mobiliário pretendem criar identidades e lugares (entendidos como áreas, localizadas e delimitadas, distinguíveis de outros que lhes contactam ou não).
Pode ser que as estradas - que sempre abrem caminho às rodas e engrenagens - as gruas e os andaimes, usados para construir, estejam a ser usados para implodir em nós a ideia de espaço equilibrado, saudável, sustentável, cívico que - quando a vida não está suspensa, por fios, cabos ou correntes - queremos para viver.
Pode ser?
Enquanto sonhávamos.
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Edward Soja
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sábado, janeiro 19, 2008
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Reciclagens: Cidades, Engenharia/Construção, Escapadinhas, Foto do mês, Minho, Planeamento/OT, Urbanismo
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Vamos jogar
Peço desculpa, mas não resisti a partilhar convosco esta sequência.
A China até encara as alterações climáticas e as adaptações que os governos têm de fazer com uma atitude menos arrogante que os EUA, mas neste aspecto, são piorzitos...
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Edward Soja
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quinta-feira, janeiro 17, 2008
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Reciclagens: BD/Cartoon, Manifestos
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Coloque o seu país no ecoponto
Leio hoje no Diário de Notícias que as Empresas terão de reparar danos causados ao ambiente. Já não eram responsáveis por danos causados? Sim, eram, mas apenas os danos(?) e se apanhados em flagrante e mesmo assim se jurassem que eram inocentes ...ou se fosse sem querer... mas… agora Entidades poderão ser obrigadas a obter um seguro para cobrir danos: Quem poluir um rio, contaminar um solo ou destruir um habitat vai ter de reparar o dano. Ou seja, vai ser obrigado a despoluir, a descontaminar e, se possível, a criar condições para que o habitat volte ao estado inicial.
Só Agora? Qualquer coisa aqui não está a bater certo, pois estamos em 2008 e fazemos parte da UE, não? Fazemos. Mas A transposição da directiva da responsabilidade ambiental que impõe esta obrigatoriedade está atrasada, colocando o país em situação de incumprimento comunitário. Já estou mais descansado, nestas coisas nunca pomos a carroça à frente dos bois…
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Vidal
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
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Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Portugal Provisório
domingo, janeiro 13, 2008
X PortoCartoon - World Festival
"O tema do X PortoCartoon-World Festival será "Os Direitos Humanos", foi lançado no mesmo dia em que os Chefes de Estado dos 27 países da União Europeia assinaram o novo Tratado de Lisboa e aprovaram a Carta dos Direitos Fundamentais dos cidadãos europeus. Com a escolha deste tema, o organizador do PortoCartoon pretende que cartunistas em todo o mundo se debrucem sobre a contínua violação dos Direitos Humanos, em pleno séc. XXI, e passados mais de dois séculos sobre a Revolução Francesa (1789).
Para os cartunistas concorrentes que não queiram cingir-se ao tema principal há a categoria de Tema Livre que pode incluir a política internacional, os costumes, a vida social, a comunicação, etc…
Os vencedores do PortoCartoon receberão um prémio monetário, o troféu do festival, desenhado pelo Arq. Siza Vieira e garrafas especiais de Vinho do Porto.
O PortoCartoon tem sido um espaço de excelência do humor mundial e é considerado pela Federação Internacional de Organizações de Cartoon, um dos três principais festivais de desenho humorístico do mundo, quer pela participação de artistas a nível mundial quer pelo valor dos prémios atribuídos.
Organizado anualmente desde 1999, o PortoCartoon recebe, todos os anos, milhares de visitantes nas instalações do Museu Nacional da Imprensa e nas diferentes cidades por onde passa a exposição."
Com a publicação deste artigo, aproveito para anunciar o regresso, no próximo Domingo, da publicação semanal de obras de vários autores de BD/Cartoon. Estejam atentos, pois haverá muitas novidades.
Abraço
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Rogeriomad
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domingo, janeiro 13, 2008
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Reciclagens: BD/Cartoon, Eventos
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Ultras Portugal
Tem toda a razão o RogérioMad. Quatro a três para Alcochete. E parece que só houve jogo até final, ou melhor dizendo, duas equipas, a pedido de muitas famílias.
Sem discutir (para já) a decisão, os aspectos técnicos ou as condicionantes estruturais e estratégicas, abordemos a forma leviana (e arrogante!) como este assunto de tostões foi tratado, e não é de hoje.
Ainda há uns meses atrás a OTA (já se vendiam lotes) aparecia como dado adquirido. A bem dizer não se conhecia mais estudos. Muito menos Alcochete, como ainda ontem admitiu o governo. Muito menos Alcochete. Como?
O mais interessante era a ausência de contraditório, ah(!) de estudo alternativo. Uns dizem quarenta anos, outros, e bem, referem a OTA desde o governo Guterres, que nem queria ouvir falar da margem Sul para não comprar mais nenhuma guerra com os ambientalistas (recordam-se da ponte Vasco da Gama, não da feijoada, mas da polémica???). Bem, a saber:
Primeiro só havia uma certeza, a OTA. Devidamente consolidada em estudos e tempo. Segundo, era a melhor (a única opção), alicerçada em estudos (realizados com tempo).
Terceiro, e se não existisse pressão para mais estudos? Sim, se não tivéssemos todos começado a berrar o assunto? Oposto que sabem a resposta, não?
Quarto, afirmou-se que não havia tempo a perder a vida é água a correr e o país não tinha tempo para brincadeiras e encomendazinhas que não iriam, obviamente dar em nada, blá, bla…Que não havia tempo.
Quinto, a SUL, bem a SUL aquilo “jamais”, aquilo é um deserto. Não pode ser. Não. Claro que não.
E mais festas avulso nos jornais e nas revistas cor-de-rosa, onde se opinava a favor de um lifting ao país ou pelo menos o uso de um hidratante e tónico.
Bem, afinal em seis meses e pico, (depois de quarenta anos!), em seis meses e picos, chegou-se a uma decisão. Em seis meses e pico, não sei se estão a ver a coisa? E, ironia sem tempo a perder com isto que é coisa séria, não interessa estar a bater no ceguinho, por acaso, a decisão vai para ( o resultado é…) Alcochete.
Ironia, fria e tenebrosa(!), o presidente da junta da OTA, afirmou na SIC que estava satisfeito, que se regozijava, que a freguesia estava sob grande pressão e nada preparada para receber estaleiros, obras, pessoas, que não tinha centros de saúde, escolas, hospitais…bem, foi o que ele disse. Mas…
Lá vieram também as claques e os associados das boas e más horas. E umas entrevistas em tascas. Onde não se pode fumar, claro.Depois, lá apareceram uns tipos das oposições com desgarradas emblemáticas de “eu não disse” “estão a ver como nós qualquer coisa” e mais isto, e mais aquilo, e “propomos desde já”…e ainda ouvi qualquer coisa “consenso”, ao longe, porque nessa altura já tinha uma luta em mãos com o gato da casa…
Alguém anda a brincar ao Bob o Construtor... não anda?
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Vidal
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sexta-feira, janeiro 11, 2008
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Reciclagens: Engenharia/Construção, Média, PIN, Planeamento/OT
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Resultados da Taça da Liga
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Rogeriomad
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
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Reciclagens: Efemérides, Média
Notícias na hora?
Já se sabe onde vai ser o novo aeroporto internacional de Lisboa? O Público na hora online, afirma que sim, citando a SIC Notícias: O Conselho de Ministros vai anunciar hoje a construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete.
Há sempre quem saiba primeiro. Aliás, a versão impressa do jornal, nada adiantava.
Será essa a decisão, amigos? Vamos ver os próximos serviços informativos...
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Vidal
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
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Reciclagens: Economia, Média, PIN, Planeamento/OT
A um passo do colapso
A velocidade máxima permitida de 30 km dentro das localidades que o novo código da estrada quer (vai?) instituir vai ser uma risota.
Com o avolumar de carros nas estradas dentro, à porta e fora das cidades vamos dar-nos conta do colapso.
Isto vai rebentar.
A coisa promete!
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Edward Soja
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
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Reciclagens: Planeamento/OT, Transportes/Mobilidade
























