quarta-feira, janeiro 23, 2008

Quando nos tocam no umbigo...

Ler propaganda

Jornal de Notícias, 14.10.2007, p.28

Quando nos tocam no umbigo a gente ri.
Ou refila.
Mas depois, com jeitinho e alguma propaganda, até é capaz de se calar.
É em Mortágua, desta vez. Mas estamos habituados a que o "onde" seja indiferente.
(O nome até parece dizer... morte + água...)

A água está por todo o lado. Como é que se pode afirmar uma coisa daquelas? (Ler recorte)
Dessa água não beberás, é o que pareces estar a dizer.
E andamos para trás não sei quantos séculos de pensamento filosófico e reflexivo.
Ah, é tão fácil enganarem-nos...
(Quem engana, das duas uma, ou também está enganado, ou conhece a verdade).

terça-feira, janeiro 22, 2008

A anedota do debate “Cigarros apagados”

“Cientificamente não está provado que o fumar passivamente é prejudicial à saúde...”
Prof.ª Doutora Fátima Bonifácio (Historiadora)

Ao mesmo tempo, no meu sofá, pensava:
“É o mesmo que dizer que o primeiro rei de Portugal não foi D. Afonso Henriques mas sim Salazar...”

Pouco tempo depois:
“Concordo. Não ponho em questão isso. Excedi-me. De facto, está provado cientificamente que o fumar passivo é prejudicial à saúde...”
Prof.ª Doutora Fátima Bonifácio (Historiadora)

“Ah! Bem me parecia que foi o D. Afonso Henriques”, pensei eu.

Comprometeu o seu discurso, raciocínio, ficou fora do debate e sentiu-se desmotivada como ela própria afirmou. E quando acordou, não acrescentou nada de novo...

Conclusão: O fumo “bloqueia” não só os pulmões, como o cérebro. Enquanto que a humildade de assumir que estamos errados está imune ao fumo.



Por LEM
Continuando...
- Oh Doutor! Oh Doutor.
- Não é verdade.
- Oh Sr. Doutor! Oh Sr. Doutor.
- Está a faltar à verdade.
- Oh Doutor.
- Deixe-me falar.
- Oh Doutor responda-me.
- Se me deixar falar...
- Oh Sr. Doutor...
- Mas... talvez... no entanto... apesar de... entretanto… uma vez que... logo... portanto…

Porquê que somos “tão bem educados” num debate destes? Puxa, faz-me lembrar uma das rábulas dos Gato Fedorento… Se esquecêssemos o senhor e o doutor o debate de ontem resumia-se a metade do tempo. A primeira parte foi para esquecer...
Que debate fraquinho. Tal como o tabaco...

Continuando…
Esta lei é, sem dúvida, fundamental para educação das gerações futuras.
Não devemos pensar apenas em nós próprios, na propriedade privada ou liberdade individual... pois estas não estão postas em causa.
Esta lei terá forte percussões na prevenção, educação e saúde dos mais jovens. É nisso que devemos pensar...

Por exemplo, regularmente vejo pessoas a deitarem papéis para o chão com um à vontade como se de um acto normal se tratasse. Não aceito mas compreendo, pois têm o dobro ou o triplo da minha idade e foram educados de outra forma... apanho o papel e coloco-o no contentor do lixo... no mesmo momento sou abordado por um grupo de crianças que me mostram que devia colocar o papel no papelão e não no caixote comum.
3 Gerações, 3 comportamentos diferentes.
A sociedade está em constante transformação.
A educação é essencial para essa transformação.

Continuando...
Não há uma lei que proíba as pessoas de tomarem banho quando fazem a digestão (eu pelo menos desconheço), mas todos sabemos se arriscamos, estamos sujeitos a que as coisas corram mal. Não é verdade?
Na questão do fumo, todos sabemos que não nos preocupamos muito com o risco, porque o fumar passivo é com os outros e não é nada connosco. “Quem está mal que se mude!”
É triste, mas bem sabemos que é verdade...

Por último...
Referindo-se à tradicional justificação das pessoas com idade avançada que sempre fumaram e nunca tiveram problemas de saúde, o Prof. António Vaz Carneiro afirmou:
“As guerras não matam, porque há veteranos vivos”.

Se tivesse na plateia, levantava-me e batia palmas.
Com tanta lucidez demonstrada até era capaz de dar pinotes… Muito bom!
Resume um pensamento apenas com uma frase.
Interpretem-na da forma como quiserem, mas por favor, não inventem tal como estão a fazê-lo com a Lei n.º 37/2007, de 14 de Agosto.

Ler artigos relacionados com tema:
Ano novo vida nova?
Desculpe, faça o favor de apagar o cigarro...


Mas deixemo-nos de anedotas… agora a falar a sério…
O prof. Vidal aponta para o mapa e diz:
- Hoje vamos até aos Açores...
Diz o Eduardinho F.:
- Ó professor espere só um bocadinho que eu tenho de avisar a minha “mamusca”.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

"Seis Graus", de Mark Lynas

Clica para aumentarSeis Graus: O Nosso Futuro Num Planeta em Aquecimento
Mark Lynas [*]

Título original: Six Degrees
Edição: Porto, Outubro de 2007

Editora: Civilização Editora

Tradução: Michele Hapetian
P.V.P.: Aprox. 15€
Páginas: 310


“Num relato quase fotográfico, o novo livro de Mark Lynas apresenta um possível futuro da nossa civilização se o actual ritmo do aquecimento global persistir. Por muito surrealista que pareça, esta obra não é ficção científica nem sensacionalista. Os seis graus do título referem-se à possibilidade assustadora de as temperaturas médias subirem cerca de seis graus nos próximos cem anos. Os contrastes ambientais serão desmedidos: haverá, por um lado, rios dez vezes maiores que o Amazonas, mas, por outro, mais de metade da população mundial sofrerá os efeitos da seca. No entanto, apesar de uma visão quase apocalíptica, o autor termina com a apresentação de diversas estratégicas que permitem contornar o problema do aquecimento global. Com um pouco de antevisão, alguma estratégia e sorte, podemos pelos menos deter o rumo catastrófico pelo qual nos temos deixado levar. Mas esta é a altura de agir.”

Uma vez que a tertúlia deste mês foi sobre educação ambiental, e apesar de ainda me encontrar a ler o primeiro capítulo (Um grau), gostaria de sugerir como livro do mês o “Seis Graus” de Mark Lynas. Um relato sério e consciente sobre um tema delicado, bastante em voga, como o do aquecimento global.
O autor questiona-se sobre o que acontecerá se o nosso planeta aquecer seis graus: “O que irá acontecer, à medida que o mundo for aquecendo? (…) o que sucederá às nossas costas, às nossas cidades, às nossas florestas, aos nossos rios, aos nossos campos de cultivo e às nossas montanhas?”
O autor pretende, com base num estudo exaustivo sobre o tema e na consulta de variada literatura científica, responder a todas estas questões.

Boas leituras geográficas,

[*] Mark Lynas é um autor britânico, jornalista e activista ambiental que se interessa pelas mudanças climáticas. É licenciado em História e Política pela Universidade de Edimburgo. Nasceu em 1973 e mora em Oxford, na Inglaterra.

Imobilidade Cultural

Recentemente esteve entre nós o Sr. Richard Larson, docente do MIT (Massachusetts Institute of Technology), para nos brindar com algumas directrizes iluminadas sobre os problemas de tráfego e de mobilidade nas cidades e nomeadamente nos respectivos centros. Segundo o Sr. Richard trata-se afinal de procura a mais (lá está a vertente economicista – eu diria carros a mais!) e oferta a menos. Propõe-se para resolver o dito a instalação de portagens para a entrada em determinadas áreas, à imagem de Londres e Singapura, por Ex, nada que não se soubesse já e até, vejam lá, estudado na Universidade. A outra proposta é mais “Americana” ainda.

Segundo Richard parte do problema está nas denominadas “voltinhas” para arranjar estacionamento (qualquer estacionamento?), isto é, para conseguir estacionamento barato, ou à borla (e se não existir estacionamentos nem capacidade para tal?). Vai daí o Sr. sugere que, obviamente se deve aumentar (lá está a economia) os preços de estacionamento (até resolver a coisa pergunta-se?). Em última instancia quem não tiver graveto, esse sim, terá que usar os transportes públicos.

O Sr. Richard não conhece Portugal, talvez conheça o peixinho frito e o bacalhau e quem sabe o ALLGARVE e certamente ouviu falar da West Cost da Europa, mas não conhece o país. Aqui há uns anos na Universidade, para a disciplina de Planeamento e Gestão Urbanística, criaram-se grupos para proceder a contagens em algumas entradas da cidade de Guimarães. Realizaram-se algumas no sentido Braga/Guimarães de manhã cedo, estabelecendo intervalos de 15 minutos. Verificou-se que para além do tráfego, em todas as classes estudadas, ser muito superior aquilo que esperávamos (e esperávamos muito), também se demonstrou que quase todos os veículos (ou grande parte) transportavam apenas uma pessoa, o condutor ou duas, máximo. A questão é cultural. Não basta ir de carro: cada um quer ir no seu, não faltava mais nada ir noutro quando se tem o carrito em casa ou dois carritos, por família.

O Sr. Richard poderia ter-nos brindado com ensinamentos e exemplos positivos, designadamente, a experiência da Golden Gate em São Francisco, na qual se disponibiliza um faixa isenta de pagamento portagem para veículos com pelos menos três pessoas, ou ainda, algumas vias rápidas de Los Angeles, com vias privilegiadas para veículos com mais de duas pessoas, uma espécie de corredor.

O problema Sr. Richard é que em Portugal as cidades perdem residentes. O problema assenta na quantidade de veículos que todos os dias entram. A questão é a investida bárbara diária. Depois de desembocarem, mal ou bem, ter-se-á que os arrumar.

domingo, janeiro 20, 2008

"Transporte" por Andreia Rechena

Clica para transportarClica para transportarClica para transportarClica para transportarPor Andreia Rechena, 2004.

Andreia Rechena

Nasceu em Monsanto, da Beira Baixa, onde viveu até aos 17 anos.
Veio para Lisboa terminar os estudos onde fez Tecelagem e Serigrafia na António Arroio, Ilustração no AR.CO, Banda Desenhada no CITEN e Design Gráfico na ETIC, Lisboa;
Recebeu menção honrosa com a BD ” Transporte” no FIBDA 2004.
A BD ”S.E.T.I.” foi uma das 4 seleccionadas para a mostra “Jovens Criadores 2005” do Clube Português Artes e Ideias.
Expões em vários locais em Portugal e em Espanha.
Tem publicado regularmente em fanzines como CyberExtractus, Sketchbook, Tertúlia BDZine , Succedâ-neo, All-Girlzine, e outras publicações como a Agenda Lunar, Jornal Mundo Universitário e BDJornal.
Ilustrou a Antologia de Contos Populares do Projecto 3Culturas.

É autora do blog gráfico www.zarzanga.blogspot.com/ e do fanzine [R]eject.

sábado, janeiro 19, 2008

Tranquilo... Abre los Ojos

Clica para ver em pormenor

Ervas daninhas a alastrar - Eduardo F. - 24.12.2007

La verdad?
Puede ser que no la suportaras.

Acabo de rever "Abre los Ojos", de Alejandro Amenábar, filme capaaz de nos ensinar a dúvida tão bem como as aulas de filosofia sobre o discurso do método cartesiano.

A acção desenrola-se em Madrid e o filme mostra-nos algumas paisagens (o que é a paisagem? Tem de ser uma "mirada ampla", um olhar sobre um espaço aberto?) que nos ajudam a formar uma determinada (ou esbatida e diáfana?) imagem da capital espanhola. Um dos aspectos que nos é dado a ver e que retive foi o das montanhas, lá ao fundo, a toda a volta da cidade. Outro, traço já mais consolidado na minha imagem mental, é o dos pavimentos. Nunca estive em Madrid, mas li que os pavimentos são alvo de grande atenção por parte dos pensadores do espaço urbano (e em Barcelona há inúmeros exemplos que o corroboram), que, com os diferentes materiais, suas disposições, desenhos e mobiliário pretendem criar identidades e lugares (entendidos como áreas, localizadas e delimitadas, distinguíveis de outros que lhes contactam ou não).

O que é a realidade? Neste momento em que escrevo e neste contexto a realidade é a possibilidade que nos é oferecida de identificarmos coisas, atribuirmos significados às coisas. O maniqueismo cesarioverdiano (aquele que opõe a cidade opressiva ao campo luminoso e libertador) por nós usado para compreendermos o mundo que nos rodeia já não chega, cai por terra em determinados casos (as abcissas espaço x tempo). Já não sabemos distinguir o que é do que não é urbano. Isso não foi pensado, nem, por consequência, e muito menos, transposto para a realidade física. As realidades amalgamam-se, numa desordem que confunde os sentidos. A desordem é aparente, dirão alguns, para lá já da visão redutora das oposições e antinómios.

Talvez a realidade seja cada vez mais aquilo que vemos e não seja ainda aquilo que interpretamos. As gruas e o chão onde elas se apoiam parecem-me o mais real de todo o espectáculo do mundo. Mas de tudo isso salda-se uma paisagem disforme, amorfa, igual a tantas outras, repelente da afectividade e de uma vivência digna de seres racionais.

Pode ser que as maneiras como ocupamos (como nos ensinam a ocuparmos) o nosso tempo correspondam à vida suspensa. E não vejamos como o betão e o alcatrão fornicam escandalosamente com os poderes que nos regulam e com o espaço livre e vital onde o ar e as cores não estão rarefeitos.
Pode ser que as estradas - que sempre abrem caminho às rodas e engrenagens - as gruas e os andaimes, usados para construir, estejam a ser usados para implodir em nós a ideia de espaço equilibrado, saudável, sustentável, cívico que - quando a vida não está suspensa, por fios, cabos ou correntes - queremos para viver.
Pode ser?

"O pesadelo em que vives foste tu quem o criou"
Enquanto sonhávamos.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Vamos jogar






Cortesia Musictraveler


Peço desculpa, mas não resisti a partilhar convosco esta sequência.
A China até encara as alterações climáticas e as adaptações que os governos têm de fazer com uma atitude menos arrogante que os EUA, mas neste aspecto, são piorzitos...

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Coloque o seu país no ecoponto

Leio hoje no Diário de Notícias que as Empresas terão de reparar danos causados ao ambiente. Já não eram responsáveis por danos causados? Sim, eram, mas apenas os danos(?) e se apanhados em flagrante e mesmo assim se jurassem que eram inocentes ...ou se fosse sem querer... mas… agora Entidades poderão ser obrigadas a obter um seguro para cobrir danos: Quem poluir um rio, contaminar um solo ou destruir um habitat vai ter de reparar o dano. Ou seja, vai ser obrigado a despoluir, a descontaminar e, se possível, a criar condições para que o habitat volte ao estado inicial.

Só Agora? Qualquer coisa aqui não está a bater certo, pois estamos em 2008 e fazemos parte da UE, não? Fazemos. Mas A transposição da directiva da responsabilidade ambiental que impõe esta obrigatoriedade está atrasada, colocando o país em situação de incumprimento comunitário. Já estou mais descansado, nestas coisas nunca pomos a carroça à frente dos bois…

domingo, janeiro 13, 2008

X PortoCartoon - World Festival

Clica para entrar"O tema do X PortoCartoon-World Festival será "Os Direitos Humanos", foi lançado no mesmo dia em que os Chefes de Estado dos 27 países da União Europeia assinaram o novo Tratado de Lisboa e aprovaram a Carta dos Direitos Fundamentais dos cidadãos europeus.

Com a escolha deste tema, o organizador do PortoCartoon pretende que cartunistas em todo o mundo se debrucem sobre a contínua violação dos Direitos Humanos, em pleno séc. XXI, e passados mais de dois séculos sobre a Revolução Francesa (1789).

De acordo com o regulamento do concurso "trata-se de um assunto que atravessa todo o mundo, desde os países supostamente mais evoluídos em matéria de legislação dos direitos, até aos mais retrógrados na lei e na prática"... O tema é ainda justificado pelo facto de todos os dias existirem direitos individuais, colectivos, sociais, económicos, culturais, etc... postos em causa.

A intervenção activa dos cartunistas no 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos é o novo desafio lançado pelo PortoCartoon aos artistas de todo mundo.
Para os cartunistas concorrentes que não queiram cingir-se ao tema principal há a categoria de Tema Livre que pode incluir a política internacional, os costumes, a vida social, a comunicação, etc…
Os vencedores do PortoCartoon receberão um prémio monetário, o troféu do festival, desenhado pelo Arq. Siza Vieira e garrafas especiais de Vinho do Porto.

O concurso será divulgado para todo o planeta através do Museu Virtual do Cartoon:
http://www.cartoonvirtualmuseum.org/

O PortoCartoon tem sido um espaço de excelência do humor mundial e é considerado pela Federação Internacional de Organizações de Cartoon, um dos três principais festivais de desenho humorístico do mundo, quer pela participação de artistas a nível mundial quer pelo valor dos prémios atribuídos.
Organizado anualmente desde 1999, o PortoCartoon recebe, todos os anos, milhares de visitantes nas instalações do Museu Nacional da Imprensa e nas diferentes cidades por onde passa a exposição."


Com a publicação deste artigo, aproveito para anunciar o regresso, no próximo Domingo, da publicação semanal de obras de vários autores de BD/Cartoon. Estejam atentos, pois haverá muitas novidades.

Abraço

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Ultras Portugal

Tem toda a razão o RogérioMad. Quatro a três para Alcochete. E parece que só houve jogo até final, ou melhor dizendo, duas equipas, a pedido de muitas famílias.

Sem discutir (para já) a decisão, os aspectos técnicos ou as condicionantes estruturais e estratégicas, abordemos a forma leviana (e arrogante!) como este assunto de tostões foi tratado, e não é de hoje.

Ainda há uns meses atrás a OTA (já se vendiam lotes) aparecia como dado adquirido. A bem dizer não se conhecia mais estudos. Muito menos Alcochete, como ainda ontem admitiu o governo. Muito menos Alcochete. Como?

O mais interessante era a ausência de contraditório, ah(!) de estudo alternativo. Uns dizem quarenta anos, outros, e bem, referem a OTA desde o governo Guterres, que nem queria ouvir falar da margem Sul para não comprar mais nenhuma guerra com os ambientalistas (recordam-se da ponte Vasco da Gama, não da feijoada, mas da polémica???). Bem, a saber:

Primeiro só havia uma certeza, a OTA. Devidamente consolidada em estudos e tempo. Segundo, era a melhor (a única opção), alicerçada em estudos (realizados com tempo).
Terceiro, e se não existisse pressão para mais estudos? Sim, se não tivéssemos todos começado a berrar o assunto? Oposto que sabem a resposta, não?

Quarto, afirmou-se que não havia tempo a perder a vida é água a correr e o país não tinha tempo para brincadeiras e encomendazinhas que não iriam, obviamente dar em nada, blá, bla…Que não havia tempo.

Quinto, a SUL, bem a SUL aquilo “jamais”, aquilo é um deserto. Não pode ser. Não. Claro que não.
E mais festas avulso nos jornais e nas revistas cor-de-rosa, onde se opinava a favor de um lifting ao país ou pelo menos o uso de um hidratante e tónico.

Bem, afinal em seis meses e pico, (depois de quarenta anos!), em seis meses e picos, chegou-se a uma decisão. Em seis meses e pico, não sei se estão a ver a coisa? E, ironia sem tempo a perder com isto que é coisa séria, não interessa estar a bater no ceguinho, por acaso, a decisão vai para ( o resultado é…) Alcochete.

Ironia, fria e tenebrosa(!), o presidente da junta da OTA, afirmou na SIC que estava satisfeito, que se regozijava, que a freguesia estava sob grande pressão e nada preparada para receber estaleiros, obras, pessoas, que não tinha centros de saúde, escolas, hospitais…bem, foi o que ele disse. Mas…

Lá vieram também as claques e os associados das boas e más horas. E umas entrevistas em tascas. Onde não se pode fumar, claro.

Depois, lá apareceram uns tipos das oposições com desgarradas emblemáticas de “eu não disse” “estão a ver como nós qualquer coisa” e mais isto, e mais aquilo, e “propomos desde já”…e ainda ouvi qualquer coisa “consenso”, ao longe, porque nessa altura já tinha uma luta em mãos com o gato da casa…

Alguém anda a brincar ao Bob o Construtor... não anda?

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Resultados da Taça da Liga

Beira-mar 1-1 Penafiel
V.Setúbal 1-0 Sporting
(...)
Alcochete 4-3 Ota [Alcochete marca 4 golos nos descontos...]

Notícias na hora?

Imagem com a cortesia do Público

Já se sabe onde vai ser o novo aeroporto internacional de Lisboa? O Público na hora online, afirma que sim, citando a SIC Notícias: O Conselho de Ministros vai anunciar hoje a construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete.

Há sempre quem saiba primeiro. Aliás, a versão impressa do jornal, nada adiantava.
Será essa a decisão, amigos? Vamos ver os próximos serviços informativos...

A um passo do colapso

A velocidade máxima permitida de 30 km dentro das localidades que o novo código da estrada quer (vai?) instituir vai ser uma risota.

Com o avolumar de carros nas estradas dentro, à porta e fora das cidades vamos dar-nos conta do colapso.

Isto vai rebentar.
A coisa promete!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Sem espaço?...

Vidal, Braga sem espaço. Janeiro 08

Esta sofreguidão da ocupação do espaço urbano, espraiando-o sem nome pelas redondezas, num processo de dissolução dos lugares, perda de identidades e de pedaços razoáveis de vazio opaco, ainda assim, suplanta-se nos centros, pelo tenebroso mister de polvilhar cada espaço como se a cidade envergonhada tivesse que se esconder. E tem.

Discute-se por isso, e bem, em Braga (leia-se o artigo publicado ontem, dia 7 no Diário Do Minho - sem link- elaborado por um elemento da ASPA), sobre quanto custa, sim, quanto custa economicamente, não termos espaços verdes e em última instancia, não termos espaços.

Vidal, Braga criativa. Janeiro 08

Veja-se nas imagens. A composição plástica(?) frenética da ocupação. E depois o aproveitamento(?), com a construção de um campito para a prática de desporto sob o viaduto. Boa composição.

domingo, janeiro 06, 2008

Ano novo vida nova?

É proibido proibir
Famigerada frase manifesto do Maio de 68

Cortesia Inimigo Público suplemento do Público de 4 Janeiro 08

Não me parece. Soubemos esta semana, de mansinho, para não incomodar as hostes em saída de festa, que o ano transacto foi negríssimo para as empresas portuguesas (grande parte no Norte do país). Sem embargo, representou um recorde no que toca a encerramento (falência) de unidades. Certamente 2008 só poderá ser melhor, visto já não existirem muitas para encerrar.

Este início de ano trouxe-nos, também, um aumento generalizado dos preços, acompanhado pela subida “mítica” do petróleo até aos 100 dólares o barril. Como curiosidade diligenciei um pequeno estudo comparativo com os nosso vizinhos Espanhóis e concluí, não sem pasmo que, para além dos combustíveis, electricidade, preços em mercearia (mais económicos - o costume) e o facto de possuírem menos carros e telemóveis por família (ou pessoa) e comprarem menos casas, ainda se verifica um estranho fenómeno de aproximação. É com pena que apuro que essa aproximação ocorre não pela subida do nosso poder real de compra, ou aumento significativo dos salários, não, não, mas porque os nossos preços (hotelaria, restauração, livros, discos, bla, bla) sobem, esticam-se sofregamente para acompanhar nuestros hermanos. É assim a Ibéria.

Começamos igualmente o ano com a conhecida (eufemisticamente falando) lei do tabaco, mais uma interdição sem proibição. De acordo, os tipos preocupam-se connosco. De acordo. Mas com decoro. Sem mentir. Não obstante o referido (em geral bem) em post anterior da autoria do meu amigo Rogermad, acrescente-se algumas reflexões para a fogueira. Já conhecia a lei, eu, e mais quantos? Alguns, bem o sei, porque os conheço, fartaram-se de tentar apurar, depurar, reflectir e até debater em conjunto a dita. Os parâmetros, bem, são acessíveis(?), claramente. Mais uma vez fui ao vizinho (aliás, várias vezes). É um facto: não se fuma em locais públicos fechados (embora estes tenham sempre um reservado para fumadores), não se fuma nos locais de trabalho e outros equiparados, etc, etc. Mas quando chegamos, à restauração, cafés e bares, verificamos que (pelo menos) em 40 a 50% destes (com menos de 50m2 e não só ) é permitido fumar, cabendo ao proprietário a decisão (sem grandes burocracias, obras ou hipocrisias). E cabe-nos a nós, amigos, depois escolher onde vamos. Direito ou oportunidade de escolha.

O que a mim me caceteia é esta morrinha crescente de proibições, arrogância, superioridade moral, perseguições mesquinhas, do cartão único e do sorria está a ser filmado. O que me chateia é pensarem por mim e o “que é melhor para mim?”. E não sou o único. Helena Matos (uma liberal de direita, logo, nos meus antípodas), que não consta ser fumadora, refere-se no Público de 3 Janeiro a algo que seria uma anedota (bem, nem há 40 anos seria possível), ou pelo menos ridículo, informando-nos que a policia andava atrás de fumadores (esses criminosos) e cito “Aos mesmos cafés onde não aparece em caso de assalto [ou pancadaria, acrescento eu] ocorrem para levantar autos por causa de uns cigarros. Loucura governamental? Nem pensar. Não só os ladrões não costumam pagar multas, como todo este totalitarismo sanitário nos reduz de cidadãos livres em criaturas de tal modo atarantadas com a lei que confundem cidadania com correcto índice de massa corporal”. Não irá também contra o direito de propriedade e liberdades individuais? Como se referia um destes dias um amigo advogado, “ o que vale neste país é que ninguém se apercebe que tem direitos, senão…”. Mas tem.

Para além disso, o fundamentalismo (perdão as leis) não é para todos. O Sr. Director da ASAE pode fumar às tantas da manhã. Mas em casinos, claro.

O que realmente me repugna é discutir-se tudo isto como a coisa mais relevante do mundo. No país da ribeira dos milagres (já contaram as descargas poluentes no ano de 2007?), no mesmo país onde se despejam electrodomésticos nos caminhos e nas bouças, onde se acama carne podre no papelão( aconteceu em Braga), no país onde qualquer miúdo (com menos de 18 anos) bebe álcool nos bares e discotecas e (como aconteceu comigo no passado) se não os servirmos são os”adultos” que se insurgem.

“Serve lá o puto que já é um homem”. No país do 1.6 gr de álcool no sangue a ultrapassar pela direita a 180km/h, onde não se respeitam sinais de trânsito, passagens de peões, e se cospe para o ar nunca para o chão. Num país meus amigos, onde a Caixa Geral de Depósitos (banco do estado) concede empréstimos ao Sr. Berardo e aliados para comprarem acções do BCP, numa dança politica, nos últimos tempos, que desculpem, dá vontade de vomitar, com semelhante promiscuidade nas nossas barbas (quem é o burro?)…

Este mesmo país de trabalho infantil escondido, do espaço público como WC para animais domésticos, do betão, dos centros comerciais (onde também é proibida a entrada a sem-abrigo, indigentes, ou simplesmente malta que não se assemelhe a um consumidor, nunca repararam?). Um país onde, deveria ser proibido, sim proibido, um ordenado mínimo de 400 Euros e de reformas de 200Euros(??), este pais é o meu, o nosso e isso ninguém pode negar:´”é o que temos”. Será?

Se fumo? Fumo. De acordo, os tipos preocupam-se (!), ou como diria o Amstrong quando pôs o pé na lua “um pequeno passo para a homem, um grande passo para a humanidade.” Sem rir…

sábado, janeiro 05, 2008

Rali Lisboa-Dakar: a anedota da semana passada

Não ligue à placa Fonte: Rogério Madeira, Quarteira, 11.04.2003.



Nas dunas da praia de Mira, encontram-se um piloto de ralis e um nudista.
Pergunta o nudista:
- Que fazes aqui?
- Estou a treinar para o Lisboa-Dakar. E tu?
- Eu vim fazer uma cagadela ao natural.
- És mesmo porco.
- Porco és tu que não me deixas cagar em paz.

O “Portugal de Fachada” gera conflitos.
Desde miúdo que me ensinaram que não se deve pisar as dunas.
As dunas não devem ser destruídas!
As dunas devem ser protegidas!
As dunas desempenham um papel importante na nossa frágil costa.
Etc. blá blá…
Ou será que no fim destas regras gerais de bom senso e de educação ambiental, existe uma outra que diga, excepto:
- se fores piloto de ralis;
- se participares no Lisboa-Dakar;
- se pedires autorização e pagares um imposto ao ICN para usares as dunas;
- se for por dois dias;
- se fores com um carro com a marca X;
- nas dunas estabilizadas e com vegetação;
- nas dunas que servem de areeiros;
- para fazer amor;
- para fazer cócó.

Ok, as últimas duas excepções aceitam-se… são SUSTENTÁVEIS.

Durante muitos anos pensei que isso fosse verdade… mas até há bem pouco tempo descobri que o que me ensinaram estava errado.

Quem tem televisão em casa sempre vai a tempo de “aprender certo o que estava errado”.

Penso que todos já sabem do que escrevo, assim, no fim-de-semana irei testar o meu vermelhão 4x4 nas Dunas Douradas (Algarve).
Se aparecer as autoridades competentes a pedir satisfações, eu responderei:
“- Para Dakar qual das dunas devo seguir?”

Já posso imaginar um breve diálogo:
“- Olhe, muito sinceramente, com os 20 anos de experiência na polícia marítima, penso que deve seguir pelas arribas. Nas dunas existem muitas cagadelas de gaivotas, de naturistas e está sujeito a ficar atolado em *erda.”
- Mas é mesmo isso que quero. Quero ver se consigo desenrascar-me sozinho em caso do meu jipe ficar atascado. Olhe e já agora não se querem colocar aí para fazerem de dromedários. Tudo seria mais real.
- Dromedários?
- Não se façam de Estúpidos…
- Ah! Sim, somos Camelos…Quer dizer, FAZEMOS de camelos.”



Durante uma vida há sempre quem nos faça passar por CAMELOS!



[Este artigo foi escrito antes da anulação do Rali Lisboa-Dakar. Lamento o sucedido. Já tinha armado uma tenda em Monchique para ver passar a caravana e afinal nada feito. Tudo por causa de uma "ameaça terrorista islamita". Vocês acreditam nisto? Eu acredito na ameaça... agora ela ser terrorista e islamita ao mesmo tempo parece-me exagero dos franceses. Foi a forma que eles arranjaram de sabotar o rali. Há mais atentados a automóveis em Paris do que em todo o Portugal. Não foi em Paris que queimaram 300 carros na passagem do ano? Os desordeiros foram "rotulados" como oriundos dos países do magrebe. A França quer mesmo correr com eles...


E mais... se vamos fazer a nossa vida em função de ameaças, esqueçam...


Quem vai praticar o mal, não anuncia. Será que alguém chegou a telefonar à protecção civil de Nova Iorque a dizer que ia visitar as torres gémeas de avião? Olha! "Vou dar-te uma chapada, fica atento."


Mas é bem verdade se eu morasse no deserto da Mauritânia com um rendimento mensal de 2 cabras e 20 litros de leite, com 15 filhos para sustentar... vendo uma caravana de centenas de "brutas bombas"... montava-me numa cabra e tornava-me no "justiceiro do deserto" e limpava tudo o que era menino rico europeu. "Vá! Faça o favor de ir a pé que temos de cumprir o protocolo de Quioto... Além disso quero levar os meus filhos à escola e só tenho duas cabras..."


Em Quarteira, no outro dia, furaram os pneus a umas dezenas de carros (segundo o que ouvi dizer. Foi verdade?). Até a cidade de Quarteira, parece-me mais perigosa que a Mauritânia...

Mas o que me coloca mesmo triste é a situação do "homem das bifanas". Encomendou tanta carne para assar e não vai vender nada. Pior será, se ele for vegetariano. Enfim...

Há quem nos faça passar por Camelos!]

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Desculpe, faça o favor de apagar o cigarro…

Proibido fumarComo todos sabemos, no início do ano entrou em vigor a nova lei “contra o consumo do tabaco”. Apesar de já vir tarde, queria destacar a importância da Lei n.º 37/2007, de 14 de Agosto.

Assisti e li várias reportagens na TV e nos jornais sobre o assunto e, de forma geral, os portugueses estão a portar-se bem (aparentemente e se calhar, para já).

O restaurante onde, habitualmente, almoço cumpre na íntegra o disposto na Lei e os seus utentes, também. E denoto que muitos outros o fazem… com bom senso, chegamos lá…
O estranho para mim, e pergunto-me a mim mesmo muitas vezes: “É preciso uma lei para mostrar aos fumadores que quando acendem um cigarro incomodam terceiros?” (dependendo sempre do local e da situação). “É preciso uma Lei para educar a nova geração? É preciso uma Lei para vos mostrar que o tabaco mata e prejudica a saúde? Precisam de uma Lei para deixarem de fumar?”

A resposta é SIM (ou não, dependendo da questão). Num mar de gente fumadora há sempre quem não tenha bom senso e entra em conflito com o oceano de gente não fumadora. Logo é preciso estabelecer regras. (Queres fumar tudo bem, mas não prejudiques terceiros).

Não sou um fundamentalista do Anti-tabagismo, até hoje sempre frequentei cafés, discotecas (locais de muito fumo) e até já dei umas “passas”, no entanto, como não me soube a chocolate, fiquei apenas pela experiência. Por isso, estou bastante contente com a nova lei e com a consequente alteração dos maus hábitos de uma minoria (sim, minoria) de portugueses.

No entanto, como tudo de bom (ou mau, depende do ponto de vista) na vida tem entraves, a Associação Nacional de Discotecas (ou sei lá como se chamam. Nem sabia que havia uma entidade destas) já defende a alteração da Lei e está a recolher 5 mil assinaturas para levar a discussão à AR.

Facilmente eles chegarão a este número e proponho que nas listas, para além do nome e n.º de bilhete de identidade venha o grau de alcoolemia de cada assinante.
Fazer uma recolha de assinaturas na saída da discoteca, às 5, 6, 7 da matina, depois de uma noite de muito álcool é ridículo. Mas não me surpreende…

Depois assistimos a respostas (anedotas) como esta que vi na TV (na RTP):
- É a favor da nova lei? (Jornalista)
- Claro que não! Não faz nenhum sentido. Ainda para mais numa discoteca. Só vem a uma discoteca quem quer. Os não fumadores se quiserem podem ir a uma “Rave”, que é ao ar livre, não precisam de vir às discotecas. (Resposta com tom arrogante, da jovem lúcida no álcool mas embriagada no raciocínio).

Seguindo o raciocínio dela: Só vai a um restaurante quem quer! (podem comer em casa) Só entra na escola quem quer! (apesar de obrigatória, podem ser autodidactas)! Só entra no trabalho quem quer! (podem ser desempregados ou domésticos)! Só entra no Teatro/Cinema/Salas de espectáculos quem quer! (podem assistir a tudo isso na TV, em casa). Só entra no Hospital quem quer (podem morrer no local do acidente). Só entra nos transportes públicos quem quer! (podem ir a pé).
Puxa, digam-me lá se os fumadores não são animais? (Sim, tenho hábito de generalizar a coisa… ok. Vou ter calma…) Peço desculpa, esqueci-me que os animais não fumam… (Ok. Vou ter calma…) :P

Continuando…
Não tenho o dicionário comigo, mas o que é uma discoteca?
Bem, para mim vem logo duas coisas à cabeça: Local de venda e de passagem de discos de musica. Local de música, dança e de convívio/lazer, de diversão nocturna.

Ou será a discoteca um local para fumar cigarros, traficar algo ilícito e de consumo de bebidas alcoólicas? E só por acaso há música e acabamos por dançar e curtir o som...
Não percebo porquê que as cabeças de cartaz de promoção de uma festa de discoteca são sempre DJ, grandes nomes da “música de dança”, techno, etc.? Proponho aos proprietários das discotecas promoverem o seu negócio da seguinte forma: “Temos tabaco e vinho!”

Se chegarmos a este consenso, então, proponho que Fumar nas Discotecas deve ser uma excepção. Realmente, a LEI deve ser revista. Enfim…

Para a jovem embriagada no raciocínio (pena não ter a oportunidade de dialogar este assunto contigo) e a todos proponho que façam uma distinção entre Discoteca e uma Fumateca (já criadas no dia 1, que sobreviverão na ilegalidade e ainda não são conhecidas pelo público em geral fumador).
Pelo próprio nome, as diferenças parecem-me mais que óbvias (uma ajuda: seguem a lógica de Biblioteca, Ludoteca, Videoteca, BDteca, etc.)

Por último, transcrevo um poema escrito em 1997, que encontrei por acaso que nos fala de reciclar hábitos (neste caso, outros hábitos)...
No caso que quero aqui sustentar, posso interpretar o poema da seguinte forma: "A Terra de cinzas do queimar do cigarro", pode comprometer as gerações vindouras.

Reciclar hábitos

Manhãs cinzentas
Cobrem a terra de cinzas.
O perigo aproxima-se,
Junto das gerações vindouras.

Florestas sem cor
Vão gritando de dor.
Águas poluídas
Vão esperando por um outro sabor.

Sensibilizar a Humanidade
Torna-se então urgente.
Para não passarmos a viver,
Num mundo doente.

Pega no teu lixo
E divide-o por secções.
Cada tipo no seu caixote,
Nada de confusões.

Papéis, vidros, plásticos
Reciclar, reciclar, reciclar.
Não é tão difícil
Só tens de colaborar.

Ratazana
25.Abr.97

Mudemos de hábitos, sempre com tolerância...

Novamente desejo um bom ano… mas desta vez…
livres de “passas” ou de livres “passas”…

Rogériomad

Transcrevo o objecto do artigo e podem/devem consultar a referida Lei na íntegra aqui (.pdf).

Lei n.º 37/2007, de 14 de Agosto
Aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo.

Artigo 1.º
Objecto
A presente lei dá execução ao disposto na Convenção Quadro da Organização Mundial de Saúde para o Controlo do Tabaco, aprovada pelo Decreto n.º 25 -A/2005, de 8 de Novembro, estabelecendo normas tendentes à prevenção do tabagismo, em particular no que se refere à protecção da exposição involuntária ao fumo do tabaco, à regulamentação da composição dos produtos do tabaco, à regulamentação das informações a prestar sobre estes produtos, à embalagem e etiquetagem, à sensibilização e educação para a saúde, à proibição da publicidade a favor do tabaco, promoção e patrocínio, às medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do consumo, à venda a menores e através de meios automáticos, de modo a contribuir para a diminuição dos riscos ou efeitos negativos que o uso do tabaco acarreta para a saúde dos indivíduos.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Um buraco com tendência para aumentar

Clica para cairFonte: Rogério Madeira, Fonte Santa (Quarteira), 31.12.2007.



No início do ano temos sempre tendência para fazer contas.

Dezembro é mês de todos os gastos (escusados) em “porcarias”, excentricidades, banalidades, etc.”
Janeiro é mês de aumentos em água, electricidade, gás, gasolina, portagens, etc…
Talvez melhor perguntar o que é que não aumenta? Todos responderiam de pronto: “os salários!”
Janeiro, também, é mês de saldos! Com 50% de desconto sempre podemos tentar comprar aquele casaco que custava 300 euros. 150 euros? “Bem baratinho”…

Mas esquecemos as contas, porque o buraco económico é bem maior do que o que pretendo mostrar (mas ambos estão associados).

Este buraco é exemplo de muitos outros e encontra-se numa situação provisória faz meses.
Infelizmente, no Portugal Provisório assistimos a isto com regularidade por todo o território.
Eu, como todos os restantes munícipes, sentimo-nos indignados porque estas situações arrastam-se por tempo indeterminado e, em caso de acidente, sabemos bem que os “gestores autárquicos” ou empresa responsável pelas obras se esquivam ao assumir das responsabilidades.
Esta situação já foi resolvida várias vezes, mas logo após qualquer “chuvinha” o piso volta a abater. Provisoriamente tenta-se resolver a situação.
Andamos sempre “a tapar buracos”. Não é grave…
O grave é não estarmos conscientes o suficiente para saber o que andamos a fazer… e caminhamos para a incompetência.

Esperamos ver a realidade alterada em breve… se não foi à terceira, que seja à quarta tentativa… se não for à quarta… não se esforcem muito, pois já terão o rótulo de incompetentes.
Na gestão autárquica é habitual assistirmos a obras para obter votos em eleições ou para melhorar a imagem do autarca, nunca se pensa que uma mínima intervenção pode melhorar a qualidade de vida das populações.

Se amanhã a comitiva do Presidente da República (desculpem, talvez para Quarteira seria melhor a do Cristiano Ronaldo) passasse nesta estrada teríamos, já esta noite, piso novo com duas faixas de rodagem, passeios, ciclovia, postes de iluminação a funcionar e canteiros de flores com sistema de rega automático. Pior que o “Portugal Provisório” só mesmo o “Portugal de Fachada”.

Um abraço.

Rogeriomad


Nota: Para quem não conhece, este buraco encontra-se logo após uma curva e durante a noite a estrada não se encontra iluminada. Foi ontem (02.01.2008) tapado com terra batida (já tinha escrito o artigo).

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Com sete palmos de terra se constrói uma cabana com a tipologia de moradia unifamiliar

Clica para habitarFonte: Rogério Madeira, Quarteira, 30.12.2007.
Nota: Se olharmos a Norte encontram-se os condomínios privados, a Sul encontra-se o “mar de Quarteira”, a poente encontram-se as dezenas de hotéis e apartamentos turísticos de Vilamoura, a nascente a cidade Quarteira. Querem melhor localização que esta para se viver?


Numa região com 395.218 habitantes, com 251.822 alojamentos familiares dos quais 145.627 são residências habituais e 106.195 “ocupados” para uso sazonal ou secundário e com 25.858 alojamentos vagos. Se somarmos os alojamentos ocupados e vagos e se pensarmos que em regra cada alojamento alberga 3 habitantes, a região do Algarve terá uma capacidade de alojamento para 833.040 habitantes, ou seja, mais que o dobro que a população residente algarvia. (Dados do INE, 2001).
Recordo que neste valor não está incluído o número de fogos previstos em planos de urbanização ou de pormenor e nos alvarás de loteamento recentemente aprovados por todo o território da região.

Numa cidade com 16.129 habitantes, com 21.302 alojamentos familiares dos quais 5.659 estão ocupados para uso residencial habitual e 15.643 “ocupados” para uso sazonal ou secundário e com 1.350 alojamentos vagos. Se somarmos os alojamentos ocupados e vagos e se pensarmos que em regra cada alojamento alberga 3 habitantes, a cidade de Quarteira terá uma capacidade de alojamento para cerca de 67.956 habitantes, ou seja, 4 vezes mais que a população residente quarteirense. (Dados do INE, 2001).
Recordo que neste valor não está incluído o número de fogos previstos no “Plano de Urbanização de Quarteira Norte” (em discussão pública) e alvarás de loteamento recentemente aprovados.

Tendo em conta estes números e a realidade da habitação urbana existente na região do Algarve como na cidade de Quarteira (qualidade da construção e preço dos apartamentos), resta-me desejar (o mais correcto será… continuar a sonhar…) que o ano 2008 traga habitação para todos!

Observo a classe baixa a viver na rua, em barracas ou cabanas, em alojamentos colectivos de solidariedade, em decadentes bairros sociais, a classe média a pagar renda ou empréstimo durante uma vida para ter casa (com má qualidade tendo em conta aquilo que pagou, paga ou pagará) e uma classe alta despreocupada e exploradora desta triste realidade.

Uma vivenda com primeiro andar com escadas interiores e exteriores, garagem com veículo estacionado, terraço com tanque, varanda com “antena parabólica”, um barbecue, uma casota e um cão de guarda “é o que todos queremos”.
Como disse Zeca Afonso “com sete palmos de terra se constrói uma cabana” (em “Os índios da meia praia”). Clique aqui para ler a letra.
Não é difícil de alcançar este nosso sonho…

O português (o “espantalho” ou o “fantoche”) com imaginação consegue realizar os seus sonhos.

O futuro em Portugal parece-me cinzento…
…mas o importante é continuar a sonhar e tentar concretizar aquilo que sonhamos.

Eu(nós) tentarei(emos) continuar a sonhar em 2008. Bom ano a todos.

Bem, vamos trabalhar! (se nos deixarem…)

Nota: Vidal… há uns meses atrás (talvez anos) pediste-me valores, no que se refere à capacidade de alojamento na região do Algarve. Na altura, tinha-te dito que a população duplicava, mas que não sabia de números. Pronto! Aqui estão os números. Ainda bem que aguardaste pela minha resposta… sinal que não deixaste de sonhar! Em breve, tentarei arranjar-te valores da população flutuante (continua a sonhar). Bom ano amigos.

terça-feira, janeiro 01, 2008

Verdade Inconveniente (Versão Serra de Ariques)

O amigo João Forte tem força. E o Georden, enquanto blogue que Sustenta o Sustentável, apoia e divulga aquelas pequeninas atrocidadezinhas que vão acontecendo no dia a dia, como a moinha, "que não impede ninguém de sair de casa" (citando Adolfo Luxúria Canibal, mais uma vez ele...)

Vêde por vós. É o mínimo que podemos dizer.


Começa bem o ano...

domingo, dezembro 30, 2007

"Peixe frito com arrozinho de tomate..."

Clica para naufragar Por LEM, 2005.



Este é último cartoon da série "Nau Fragos", feitos por LEM em 2005. No próximo ano 2008 haverá mais novidades artísticas. Estejam atentos.


Se és autor de BD/Cartoon e se estás interessado em publicar a tua obra no Georden, entra em contacto connosco georden@gmail.com.

sábado, dezembro 29, 2007

Roteiros Sonoros

Aqui fica uma boa proposta pela rede. (Mas não esquecer, fazer o trabalho de casa e depois ir para a rua, para o campo,para tirarmos as nossas impressões)

O site
Cinco Cidades traça um perfil sonoro de vários lugares de cinco cidades do continente. Braga, Porto, Lisboa, Guarda e Torres Vedras têm as suas histórias, as suas pessoas, os seus sons. O projecto está a cargo do Folk Songs Trio, que pretende usar os registos nas suas performances.


Clique na imagem para aceder ao Cinco Cidades


A propósito disto, ouvi aqui há uns tempos, num programa na Rádio 3 (RNE) chamado La Ciudad Invisible, uma ideia que vinha na mesma linha. Os convidados da edição desse dia tinham registado em fita magnética, caminhando e a diferentes horas do dia, os sons da plaza mayor de Salamanca. O resultado foi difundido no programa e traduziu um grande momento de rádio, apelando à imaginação e à vivência do lugar e das pessoas que por lá passam.

É uma leitura possível para a vivência dos espaços. Neste caso, através da componente auditiva, que Lynch também considera importante para estruturar a nossa imagem da cidade. Interessante e recomendável.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Queimar as pestanas

Já nem pestanejamos.

(Vai ficar um bocado descredibilizado por não apresentar-vos a fonte aqui e agora, mas foi num jornal local. Ou o Diário do Minho, ou o Correio do Minho, um deles. De há uns dias atrás, pouco antes
destoutro artigo, com o qual tentámos lançar o tema de tertúlia deste mês. Como sabem, ou para quem não está a par, sobre Novas Centralidades.)

O motivo do artigo do jornal era a criação de mais um espaço comercial. Mais propriamente um supermercado. Onde? Em Famalicão. E quais foram, então, as linhas que não me fizeram pestanejar?

Em resumo dizia isto:

A empresa x espera espera ter o novo espaço construído já em ________ (não me lembro... isto parece tudo hipotético... mas não desmobilizeis, que já vereis como e em que é que é perfeitamente verosímil). Primeiro vai realizar o estudo de impacto ambiental e depois avançará com as obras...

(que pena não ter aqui o texto à mão...)
Ou seja, a empresa que quer construir o espaço comercial é a mesma que vai fazer o estudo de impacto ambiental...
Isto para além de neste país os EIA serem um procedimento a preencher. Pressupõe-se sempre que não haverá quaisquer problemas que entravem o processo.

A promiscuidade já é assim tão grave para não ser (a) notícia ?

quinta-feira, dezembro 27, 2007

gvSIG


O gvSIG é uma ferramenta "open source" de manipulação e edição de dados geográficos.

Permite uma fácil utilização dos principais formatos raster e vectoriais e a visualização, em simultâneo, de dados de origem local e remota através dos serviços WMS, WCS e WFS.

É um aplicativo de "interface" amigável (o que torna a sua utilização bastante intuitiva) que se assume como uma possível alternativa ao ArcView, com a vantagem de ser totalmente gratuito e de permitir o seu desenvolvimento por qualquer pessoa.

Fazer download aqui.

terça-feira, dezembro 25, 2007

Outro dado adquirido...

Capitalismo = Democracia

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Dado Adquirido

Capitalismo = Desenvolvimento

domingo, dezembro 23, 2007

"Uma luz... de Natal"

Clica para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Adamastor de Molho

Ler atentamente Ler conscientemente
Notícias Magazine, 14.10.07, pp. 124-125

O artigo é simples, bem escrito e conciso. Chama-se "Só se sabe o que é grande" é convido todos a lê-lo. Trata-se do poder que temos. Poder que tem sido mal usado.

Um prenda para nós, neste Natal e nos que aí vêm.

O Natal vai ser quando o Homem não quiser.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Filme do Festival P/ARTES Algarve 2007

Olá a todos. Para quem não compareceu ou para quem quiser recordar, aqui está a reportagem fotográfica do "Festival P/ARTES Algarve 2007".


Festival P/ARTES / Algarve

aconteceu dia 7 e 8 de Dezembro no IPJ / Faro...

Graças ao empenho de todos esta iniciativa conjunta
com o IPJ de Faro foi um SUCESSO!!

OBRIGADO A TODOS!

Registo fotográfico e sonoro já está disponível no sítio do costume
[ www.drmakete.com ]


cumprimentos e até já!

Terminal Studios
núcleo de Banda Desenhada

Nota: Os participantes e colaboradores que queiram alguns recuerdos deverão entrar em contacto connosco para receber as coordenadas.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Em que rua fica o Canadá?

Sei, por alguns amigos professores, que se afigura, hoje por hoje, tarefa quase impossível reprovar meninos na escola. Torna-se necessária uma data de explicações, justificações e papelada, não esquecendo o desejo (e amor) legítimo do governo pelas estatísticas, para consolo da OCDE. Mesmo assim, só o ano passado, lê-se no Público, mais de 120.000 alunos chumbaram no ensino básico. Mesmo assim. É claro que com as “novas oportunidades” poderão fazer em quinze dias, três anos, com ou sem lobotomia, a bem das estatísticas, menos da preocupação com verdadeira formação.

Todo o sistema se alicerça no facilitismo. Alguns pais, também o sei, não concordam nada com isso. Deveríamos, nesse sentido reflectir por que cargas de água, só nos últimos vinte anos existiram umas 300 mudanças de paradigma e umas 150 nos métodos de ensino, avaliação, e nem sequer UMA reforma concertada.
Como diria Al Capone: Em que rua fica o Canadá?

Na demanda do controlo da populaça (apanágio de sistemas acabados?), e de um mundo asséptico e forever young lá teremos o cartão único, a vídeo-vigilância, (que já aqui falamos), a propaganda oficial em constante desfile de vaidades a mostrar um país que não existe e, por fim, imagino os velhos cafés, tertúlias e bares, livres de fumo. E um bufito a cada esquina, já agora. Até existirá uma linha de denúncia desses bandidos. É verdade.

Já agora, para espreitar grandiosa e escorreita prosa, podem ler sobre o Grande Irmão, a crónica do Batista-Bastos no DN. Para quem sabe onde fica o Canadá, ou pretende saber, pelo menos.

"A Imagem da Cidade", de Kevin Lynch

Ver maior
KEVIN LYNCH
A Imagem da Cidade
Tradução de Maria Cristina Tavares Afonso
Edições 70, Colecção Arte e Comunicação, 2005


De Kevin Lynch, o livro "A Imagem da Cidade" (The Image of the City, 1960, no original) é, ainda hoje, uma pedra basilar naquilo a que hoje se chama Geografia da Percepção.

Através de um estudo de três cidades dos Estados Unidos (Boston, New Jersey e Los Angeles), Lynch tentou esboçar qual a imagem que os seus cidadãos faziam das mesmas. Para tal, a sua equipa realizou inquéritos e viagens com transeuntes, conhecedores ou não das suas cidades.

Com isso pretendia aperceber-se da imaginabilidade que os habitantes fazem do lugar onde vivem. Ou seja, perceber, através da expressão verbal e de circuitos pela cidade, quais os elementos que marcam a memória das pessoas. Porque é com essa memória que as pessoas organizam mentalmente o espaço e nele aprendem a delocar-se.

O objectivo é entender de que forma os edifícios, os monumentos, as vias, os obstáculos e os cruzamentos (aquilo a que Lynch chamou os elementos da cidade, isto é, que são comuns aos espaços urbanos) ajudam a criar a familiaridade com o espaço em que vivemos. No fundo, está em questão, mais uma vez, a identidade do espaço e o sentido de lugar. Com o qual criamos laços emotivos e vivenciais.

Daí as áreas principais tratadas ou subjacentes à obra serem a psicologia, a linguagem, o urbanismo e a arquitectura. O objectivo último é o de entender como o urbanista e o planeador pode ajudar a tornar mais viva e memorável a imagem de uma cidade.

O livro acaba por ser muito interessante, mesmo para quem, como eu, começar por torcer o nariz à tradução. E, claro, temos de ter sempre presente que o estudo se reporta aos anos 50 e ao imaginário estadunidense, bem diverso do europeu. No entanto, os princípios estão lá. Pensando o espaço para o tornarmos melhor.

Nota: Envie a sua sugestão de leitura para georden@gmail.com, que posteriormente publicaremos neste mesmo espaço.

terça-feira, dezembro 18, 2007

O Retábulo das Maravilhas

Clica para aumentarDe JACQUES PRÉVERT - Te-Atrito

20 e 21 de DEZEMBRO 2007 21h30
Teatro Lethes

Direcção Artística, tradução e encenação: Pedro Monteiro
Interpretação: André Canário, António Salvador, Filipa Rei, Igor Martins, Pedro Monteiro, Rita Neves
Assistente de encenação e operação de luz: Tânia Silva
Direcção musical: Igor Martins
Consultor artístico: José Manuel Ávila Costa
Desenho de luz: Pedro Monteiro
Assistente de produção: Isadora Justo
Design gráfico: Pedro Bolito
Guarda-roupa: Pelcor

«É um espectáculo tão espectacular, de uma beleza tão bela e de uma emoção tão emocionante que me faltam as palavras para falar dele» (Chanfalla)
Os artistas chegam à cidade pelos caminhos escritos nos cata-ventos. Como é tradição, trazem uma criança raptada que toca música enquanto apresentam aos notáveis da terra o verdadeiro, o único, o singular, o admirável Retábulo das Maravilhas de que toda a gente culta já ouviu falar… mas tais maravilhas só são visíveis para quem tiver a consciência tranquila.

PRODUÇÃO: Te-Atrito

+ info
www.teatrolethes.pt

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Já nem pestanejamos...

Ver em pormenor
Foto 1 - Telhado do Braga Parque - Feira Nova

Fonte: Eduardo F. - 17.12.07

Como deverão estar lembrados, a tertúlia deste mês é dedicada a novas centralidades. Ou seja, vamos discorrer um bocadinho sobre a construção de grandes superfícies, a criação de áreas dedicadas ao comércio e ou serviços.

Como cada um saberá, temos vindo a assistir, tão normalmente que até chateia, ao aparecimento de novas superfícies onde as pessoas, sobretudo aos domingos, costumam enfiar-se para... "manejar os cotovelos e o olhar".

O mundo é globalizado por causa da economia e "o que está a dar" é o comércio, talvez o mais visível sinal dos investimentos municipais e administrativos. A lógica "desenvolvimentista" baseada no vazio.
(Outro sector-fole é o turismo. Não, não negamos a existência, a relevância e o seu papel, fundamentais para o tecido económico e, já agora, para funcionarmos enquanto sociedade. Trata-se tão somente de ocultar, com grande movimento de capitais e agitação frenética, os desequilíbrios e a grande dependência económica do sector produtivo do país... mas essa é outra matéria.)

O consumo de espaço por que era responsável a indústria nas periferias das cidades, em tempos não muito distantes, pertence hoje, podemos dizê-lo, à construção de habitações, vias de comunicação e áreas de comércio.

É até por isso que costumamos deparar-nos com aquela típica megalomania provinciana do
"A maior superfície comercial" daqui e dali. Aliás, parece que todas essas obras precisam, sine qua non para avançarem, de um slogan desse género. Se repararem bem na foto 2 (área ainda em construção, à saida da N101 - Braga-Guimarães), podemos ler algo como "O maior centro de comércio de Braga", frase sintomática do estado a que o concelho e, até, o distrito chegou: é que com tantas superfícies, os solgans parecem estar esgotados, restando a esta nova área o "miserável" título de "centro de comércio". (Não sei em que difere esta expressão da de "centro comercial", mas aqui fica a minha dúvida.)

Ver em pormenor

Foto 2 - "O maior centro de comércio de Braga"!
Fonte: Eduardo F. - 17.12.07

O eixo retratado aqui é uma autêntica catedral do consumismo municipal, canalizando ele magotes de carros e grandes romarias de bichinhos fim-de-semaneiros. Agora, além da MediaMarket, do Carrefour, do Feira Nova (cujo telhado é retratado na primeira foto), do Aki e do Staples e do novo "retail center" (porque em Inglês é mais bonito), há também a "pseudo-elitista" Fnac.

Mas não se fica por isto. Ao longo do eixo Braga-Barcelos, já se prepara aquele que dizem vir a ser, imagino, "o maior Eleclerc do país", ou coisa que o valha. E depois há uma loja de móveis que, aquando da sua inauguração, escolhida para um domingo (lá está, nada é escolhido ao calhas...), apanhou este escriba desprevenido (de tão informado que andava destas coisas...). De qualquer forma deu para retratar um típico eixo rodoviário em terra de ruminídeos de lã virgem (fotos 3 e 4).

Ver melhor Ver melhor
Fotos 3 e 4 - Panorama paranormal - Sequeira
Fotos: Eduardo F. - 17.02.07

Mas, estarão estas novas áreas a criar espaços úteis para o desenvolvimento? Integrados e planeados? Que vai acontecer quando a oferta for (e parece que há muito já o é) maior que a procura? Que utilidade terão esses edifícios? Que novas potencialidades trazem para as regiões?

Há mais perguntas a fazer. Aproveitamos, por isso e aqui, para renovar o apelo à participação de quem nos visita e lê. Problematizemos, pois!

domingo, dezembro 16, 2007

"A recta final"

Clica para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

26º GeoForum

Ver em detalhe

Programa do 26º GeoForum
Difundido via correio electrónico

Este ano o GeoForum debruça-se sobre a Protecção Civil. Em discussão vão estar as suas abordagens e ferramentas científicas.


A entrada é gratuita e pode ser feita através de geografia@ulusofona.pt.
A todos os interessados aqui fica esta proposta.