sexta-feira, novembro 30, 2007

WC Patos...

Vidal: Praça Mouzinho de Albuquerque, Braga, Novembro

Como praticamente não vejo televisão, olho o mundo…

Ambiente. Palavra (vã) que, como a Pasta Medicinal Couto, anda na boca de toda a gente. Até engasgar. É uma correria de ambiente que o mais desconfiado dos sofistas contemporiza com um sorriso. Ambiente, assim como, Ambipur, Ambi(valente), ou ambi qualquer coisa, faz parte do repuxo publicitário actual.
É artigo de toilette. Ou de WC. Como neste particular, que se espalha por Braga inteira….

Vidal: A mesma praça, sem comentários

Não será por falta de aviso, ou limpeza, já que, justiça seja feita, a praça e jardim são limpos periodicamente por funcionários, julgo, da Câmara Municipal. Todavia, não raro, a ocupação do espaço público por estes intrusos atinge proporções inusitadas.
O tempo medieval do água vai já está para trás? Não cremos. E tudo isto num país onde é frequente ler "Proibido pisar a relva"...

quinta-feira, novembro 29, 2007

Trilhos dos Açores





Ora aqui está uma bela proposta.
Nesta época de bulício e desnorteio intelectual, porque não fazer caminhadas?

Trilhos dos Açores parte de uma iniciativa "glocal" do Gabinete de Apoio ao Turismo Rural e de Natureza dos Açores Rede de Percursos Pedestres Classificados pelo Governo Regional dos Açores


Será apenas uma proposta de evasão, esta que vos lançamos?
Não, no centro de tudo está o contacto com a forma primordial de equilíbrio: o contacto com a natureza (que Caeiro dizia que não existe...) é talvez a melhor pedagogia para a reaprendermos como nossa, aprendendo a respeitá-la.

Como disse a Maria Filomena Mónica (a tal que Ricardo Araújo Pereira diz estar urgentemente a precisar de um apelido...), quando lutámos por uma coisa, desenvolvemos músculo, e se no-la vierem tirar, temos o músculo - não deixamos!
(Esta ideia serve também explicar o desinteresse pelos valores da liberdade, que os jovens não prezam. Isto choca aquelas pessoas que estiveram do lado da revolução dos cravos...)


Na página Trilhos dos Açores encontramos todas as informações de que necessitamos para umas boas jornadas. Informações como as relativas à descrição dos diversos percursos, às da sua dificuldade, lugares onde ficar alojado, onde comer, como arrendar viatura, mapas em imagem e ficheiros em GPS...

Aliciante, não é?
Penso tratar-se de uma forma saudável e sustentável de valorização do património natural e do mundo mais ou menos rural com que as ilhas nos encantam.

quarta-feira, novembro 28, 2007

500 Artigos



Desde que demos início a este projecto, a 29 de Junho de 2005, o Georden vem de publicar o seu 500º artigo. E aconteceu ter sido com um livro do mês, rubrica que criámos com toda a pertinência, pois "está tudo nos livros"!.

Como podemos atestar pelos marcadores ali ao lado, as temáticas mais frequentes que temos abordado têm sido as de:

* Ambiente, com 126 artigos;

* Cidades, com 92;

* a publicitação de Eventos, 80 até hoje;

* Ordenamento do Território, com 70;
...


Por cá, a isenção mantém-se.

O espírito de discussão também. Mas este só faz sentido com o envolvimento de mais e mais participantes. Para evitar os monólogos, nos quais temos sido especialistas em matéria de "mexer" no espaço e naquilo que - indirecta ou directamente - afecta a todos.

Parabéns, Georden.
E obrigado a todos os que continuam a acreditar nesta ideia.

Vamos continuar.
Sustentando o sustentável, claro.

segunda-feira, novembro 26, 2007

"Vulcão Aberto", de António Silveira e Maria Brito


Prefaciado pelo Professor Doutor Victor Hugo Forjaz, do Departamento de Geociências da Universidade dos Açores e apresentado pelo Professor Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, durante a semana Cultural "Outono Vivo", na Praia da Vitória, Ilha Terceira, este livro de António Silveira (fotógrafo) e Maria do Céu Brito (Vereadora da Cultura da Câmara Municipal da Horta),analisa, pela imagem, pela poesia e pela paixão os 50 anos de um jovem vulcão.

"É ciência, é arte, é poesia e inegavelmente registo e história."

O livro , é uma obra transdisciplinar.


António Silveira e Maria do Céu Brito
“Vulcão Aberto”

Uma questão de espaço

Ver em grande plano


Enviado por correio electrónico



Porque é que coisas tão simples nos fazem pensar tanto?

(se não fazem, deviam...)


Em três opções (a diversidade é sempre a saída mais correcta...) tantos aspectos que mudam a maneira como teríamos de conceber o espaço e os modos de vida.


Desde a poluições atmosférica, sonora, física (as sucatas...),

à qualidade de vida,

aos gastos no saúde por parte dos Estados e dos privados,

ao consumo de recursos (combustíveis, água, borracha, petróleo...),

ao espaço necessário para circularem,

às habitações e vias, pensadas para poder estacioná-los,

ao tempo útil das nossas vidas,

à necessidade de vias de comunicação...


Um mundo por pensar.

Um mundo a pensar.

Mundos por agir.

domingo, novembro 25, 2007

"Falar para o boneco"

Clica para aumentar Por LEM, 2005.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Conferências Faro 2020

Clica para aumentar

No âmbito do ciclo de Conferências Faro 2020, o Município de Faro recebe dia 23 de Novembro, pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal o Prof. Dr. António Câmara (fundador da Y-Dreams) para uma sessão subordinada ao tema: "Faro: Cidade Universitária e do Conhecimento".

No dia 12 de Dezembro, pelas 21h30, é a vez de receber o Prof. Dr. João Ferrão (Sec. Estado do Ordenamento do Território e das Cidades) para uma sessão subordinada ao tema: "Novas Políticas Urbanas e de Cidades".

terça-feira, novembro 20, 2007

Festival P/ARTES – Algarve 2007

Clica P/AUMENTARVai decorrer nos dias 7 e 8 de Dezembro o «FESTIVAL P/ARTES – ALGARVE 2007» uma organização do Terminal Studios e da Direcção Regional do Algarve do IPJ - I.P.

Este Festival, pioneiro no país, será uma mostra colectiva de várias áreas artísticas e a sua propagação na formação e captação de novos públicos, vai desenvolver um programa de actividades com especial incidência nas áreas da BD , Cartoon, Caricatura, Ilustração, Vídeo, Música e Artes Performativas.

Durante 2 dias, vários "artistas" de todo o país, apresentam e divulgam o seu "trabalho artístico".

Do diversificado programa chamamos, desde já, a atenção para os ateliers dirigidos aos mais jovens, para a Feira de Artesanato, Livros 2ªBDmão e Mostra de Fanzines, actividades de participação gratuita mas sujeitas a marcação prévia.

As actividades vão decorrer entre espaço da entrada principal e a sala de exposições da Direcção Regional do Algarve do IPJ, entre as 14h00 e as 20h30.

O Programa detalhado com actualização da lista de participantes no «FESTIVAL P/ARTES – ALGARVE 2007» pode ser consultado no site http://www.drmakete.com/
.

Para mais informações e inscrições, deverão os interessados contactar a Direcção Regional do Algarve do Instituto Português da Juventude, na Rua da PSP - Faro (junto à Alameda), telefone 289891820 ou e-mail ipj.faro@ipj.pt
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DIVULGAÇÃO
Para poderem divulgar evento pelos vossos contactos podem fazer de várias maneiras:
BANNERS (promoção online)
http://www.drmakete.com/2007_eventos/banners.html

CARTAZ
(impressão para divulgação em escolas ou espaços públicos)
http://www.drmakete.com/2007_eventos/festival_cartaz_a4.jpg

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CONVITE
p/ artistas e editores interessados em participar nas exposições ou na Feira de Fanzines, Livros 2ªBDmão e Artesanato...
Ainda é possível participar no evento..., apressem-se a contactar a organizaçao ou fazer pré-inscrição!!
p/ participar na "Banda Sonora", os músicos e as bandas devem enviar o link do vosso projecto no "myspace".
Depois entraremos em contacto convosco para mais detalhes.
(Também aceitamos sugestão de projectos musicais de quem não for músico...).
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PRAZOS
até 30 Novembro
» envio de trabalhos p/ exposição e inscrição nas actividades.
até 3 Dezembro
» envio de músicas para a Banda Sonora.
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Agradecemos a vossa atenção,
Fernando Madeira
terminalstudios@gmail.com

segunda-feira, novembro 19, 2007

A arte de navegar...

Clica para aumentar

Foto de Rogério Madeira, Vilamoura, 17.11.2007.

Os dias são tamanhas confusões
Nada me liberta em terra firme.
Sinto falta da linha azul do horizonte
E da doce maresia do mar.
No cais aguarda-me o barco dos dias e das noites,
Que podia ser mais um entre tantos outros,
Mas navegar requer uma certa arte
E quero reconciliar-me com o oceano.
Parto em busca de desafios
Navegarei por mares calmos e bravios.
Terei como companhia o grasnar das gaivotas
E o balançar agitado das ondas.
Parto deste porto que me viu chegar.
Navegarei cedo para uma longa jornada.
Comigo levarei novas alternativas,
Que desbravarão outros olhares.

Gaivota, 18.Nov.07

domingo, novembro 18, 2007

"Justiça social"

Clica para naufragar Por LEM, 2005.

quinta-feira, novembro 15, 2007

À volta do mundo por um planeta melhor...

A embarcação EarthRace estará ancorada nos dias
15 a 18 de Novembro na Marina de Vilamoura.

terça-feira, novembro 13, 2007

Onde há fumo...

Hoje é que é dia 13 mas quem viu ontem o Jornal 2 (não deve ter havido muita diferença para os que lhe antecederam...) é que deve ter assistido a algo muito preocupante. A saber, e todas encadeadas:

- Um incêndio na Petrogal;
- Não um, nem dois, mas TRÊS (já dizia o Carlos Cruz...) acidentes rodoviários com camiões-cisterna. Será preciso dizer que levavam produtos tóxicos? ("a poluição ou a toxicidade dependem da capacidade de assimilação do meio", penso eu ter aprendido numa aula de Poluição Aquática...);
- Outro incêndio com grande nuvem de fumo, mas em Londres;
- A tomada de contacto visual de algumas consequências do derrame de chapapote na costa da Ucrânia (por um petroleiro fluvial!)


Ultimamente, se temos estado atentos, sabemos da frequência anormal e numerosa de incêncios florestais no nosso país. Somem-se os da Califórnia, mais um outro derrame em Coimbra, mais isto e mais aquilo...


Quer-se dizer, a vida corre. Vamos vivendo normalmente. Com os desastres do dia-a-dia não nos vamos preocupando, porque não são notícia. Notícia é um cão morder um homem...
Vamos vivendo a nossa vidinha, enquanto pelas nossas costas, às nossas custas, vamos alimentando as actividades que propiciam estes acidentes e estas notícias. Nós não somos notícia. Ninguém nos explica. Não pode haver relações de causa. Das consequências a longo prazo também pouco nos vêm falar. Ou se nos falam, persiste a sensação de que não é nada connosco, e que já cá não estaremos e (o pensamento estúpido de) "em que é que eu, SOZINHO, contribuo para isso?"

Sozinhos não é, semanticamente, uma palavra paradoxal?
Se há duas pessoas sozinhas, elas estão juntas. O botão que pode mudar isto tudo é pô-las a remar para o outro lado. Mas onde está o BOTÃO?

Os riscos existem. Os riscos ambientais, como os climáticos (cheias, secas, ondas de calor...), e os antrópicos (como os tecnológicos) fazem-se sentir. Ou será que estamos mais predispostos a reparar neles?

O fogo existe na natureza. É um dos 4 elementos. Assim, o fogo que causa o fumo somos nós quem o atiça.

segunda-feira, novembro 12, 2007

domingo, novembro 11, 2007

"Com a saúde não se brinca"

Clique para naufragar

Por LEM, 2005.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Tu virás a seguir...

One more tree will fall
How strong the growing vine.
Turn the earth to sand
And still comit no crime.

One More Time to Live, The Moody Blues


O comunicado é este. Para ler, claro!

Pronto, eis um resumo, para os mais preguiçosos:

A Câmara de Setúbal quer destruir (eu ia dizer construir, mais por esse verbo, de tão habituados, já passamos por cima).
Para isso cria um Plano de Pormenor que, et voila, trata de tudo. Pormenor: infrige leis. Nomeadamente, e como de costume,

- abate e arranque de sobreiros, espécie protegida (700 dos 1700);
- a não realização de Estudo de Impacto Ambiental, obrigatório;
- a classificação da obra (privada) como projecto de imprescindível utilidade pública sem justificação legal
- a não observância da necessidade de apresentar alternativas

MAS...

O Governo dá o seu aval.


Trata-se de uma mega-urbanização (com 7500 apartamentos). Para quem? Ah!, para os turistas, pois é... Não chegará para mais carteiras?
As habitações dão dinheiro às autarquias. É um sistema perverso, anda toda a gente a dizer. Até o presidente da associação de municípios...


Mas porque serão tão importantes os sobreiros?
Será que têm algum papel ecológico de que beneficiamos?

e
Porque é que se fazem as leis?
Para se saber quais é que foram infringidas?



O particular nunca poderá alcançar o universal.
Mas estamos a ser demasiado mesquinhos com o que nos mantém cá.
Um tempo maior que nós não cabe em nós. Mas a se a sua ideia não cabe, porra! temos a cabeça mesmo muito pequena!
É por isso que nos vamos deixando enganar.
Estamos a destruir os espaços para onde vamos querer fugir.

terça-feira, novembro 06, 2007

Escapadinha a Ponte de Lima

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Foto 1 - O Jardim das Avestruzes
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Fotos 2 e 3 - Como o Lixo Entra nos Jardins
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Foto 4 - O Homem que Plantava Árvores
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Foto 5 - Jardim Reciclado
Fotos de Eduardo F. - 06.07.07


Aqui há meses anunciámos a 3ª edição do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima. O Georden marcou presença e deixa-vos as principais ideias do que viu.

A tarde estava ensolarada (coisa que não nos tem faltado, aqui para cima) e convidava a um passeio pelos jardins. Alguma afluência, no dia em que os visitámos, como se pode perceber em algumas fotos. Como sabemos, o tema deste ano era o lixo, a reciclagem e a paisagem.

O Jardim das Avestruzes obrigava-nos a reflectir sobre o destino que acaba por ter o lixo que vamos produzindo: vai entranhar-se em tudo. Não só debaixo da terra, mas, em última análise, dentro de nós. "Que fazer face à perigosa acumulação de lixo e de embalagens que temos à nossa volta? Espetar a cabeça na areia como faz a avestruz? Fechar os olhos e virar as costas aos problemas não costuma dar qualquer resultado…Imaginem que neste jardim as árvores adoptaram a política da avestruz e, virando-se, trocaram a copa pela raiz."

Hiperbolização relembra-nos que, em caso de necessidade última, a construção dos nossos espaços podem / terão de incluir materiais recicláveis, produto existente em abundância.

Em Lixo - A Arte é Evitá-lo os jardins em fim de vida, ou abandonados (porque a Natureza criadora não dá fins, mas fins de ciclos), deixam os materiais com que foram tratados: máquinas de cortar relva, tesouras... que, assim, não passam de lixo. Cuidando dos espaços verdes evita-se o desperdício, parece ser a mensagem.

No Jardim de Cartão elucidou-se para a valorização e importância da reciclagem do papel, através de uma série de utilidades que acabam por fazer parte do nosso dia-a-dia e do nosso meio comum.

Em Metamorfose um conceito interessante que nos falava sobre a perspectiva: caminhando numa direcção (que pode ser lida como, "para o futuro") o jardim é uma realidade. Porém, quando fazíamos o percurso inverso, reparávamos que esse jardim escondia aquilo em que assentava. Correcto, lixo. Também pode ser lido como fazendo o lixo parte estruturante da evolução cíclica da natureza, que, se lhe dermos o tempo de que necessita, trata sempre de reciclar para nós.

O Homem que Plantava Árvores era mais eficaz. Porque as semeava. E podia utilizar, como qualquer um de nós pode, garrafas de plástico, que permitem as condições perfeitas para que cada rebento vingue e faça do nosso coração um mundo mais verde.

Jardim Reciclado chamou-nos à atenção para o que implica a produção de algo. Um determinado volume de recursos explorados e transformados implica uma produção de tantos quilos em lixo. Este ciclo destrutivo daquilo que a Natureza demora tantos anos a elaborar tem um preço altíssimo.

Como o Lixo Entra no Jardim é uma luta que temos de travar pelo destino adequado que devemos dar ao lixo (nos caixotes), para que o jardim europeu (por sinédoque, problema comum a todos os países) continue limpo e saudável. Por vezes, esse destino não é atingido. Por isso, entra o lixo no nosso jardim.

Para contactar com os trabalhos de tantos artistas, com plantas e ervas aromáticas dispostas em cada uma das instalações e para nos determos um bocadinho que seja nesta problemática, valeu a pena a visita. Para o próximo ano há mais. Dessa vez, 2008 será dedicado às energias!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Fronteiras Brancas

Running Fence, Sonoma and Marin Counties, California 1972-76
de Christo e Jeanne-Claude
Fonte: ChristoJeanneClaude.net

Uma vez, numa aula de Expressão Gráfica, disciplina que, pela orientação que a docente lhe deu poderia ter tido o nome de Educação Visual (o que eu agradeço), vi uma foto parecida com esta. É da autoria do famoso artista de origem búlgara Christo.

Educação Visual porquê? Ora, o nome di-lo claramente. E para não estarmos a dizer asneiras (quando não se sabe, procura-se saber), consultámos a página da Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica onde podemos ler que um dos objectivos da dita é desenvolver o sentido crítico. E passo a citar:

Estruturar uma posição de receptor consciente e crítico no sistema de comunicação em que está inserido, designadamente perante as solicitações visuais da publicidade. (do documento da Organização Curricular e Programas, p. 6)

O que Christo quis dizer com aquela sua obra foi denunciar a construção de fronteiras (representadas pelo seu querido celofane) convencionadas pela população colonialista (presente na cor do celofane). As fronteiras impostas pelo homem não passam de convenções - e mesmo assim, não aceites unanimemente. Os exemplos mais demonstrativos desse carácter estão na África "desenhada" pelos europeus que nela iniciaram o saque e a escravatura desde o tempo dos descobrimentos.
Outras fronteiras há que não são tão invisíveis, ou seja, que se materializam nos elementos do espaço, que trazem decorrências sociais ou históricas. São obstáculos que mudam vidas e modos de vida:
- uma parede em Berlim,
- uma rede de arame farpado virado para o México,
- um muro da vergonha na faixa de Gaza
- um oceano
- um deserto
- uma montanha
...


No meio de tudo (não literalmente...) estão as distâncias e tudo o que isso implica. Por vezes, é possível contornar essa condicionante, tornando-as virtuais. A virtualidade (lá vem outra vez essa questão) em pouco se identifica com a realidade. E seguem-se dois exemplos:

1 - Se a distância entre Portugal e os Estados Unidos é igual à que separa os Estados Unidos de Portugal, então os estadunidenses deveriam ver tantos filmes portugueses como nós vemos os filmes deles (e já não falo da língua, pois temos a terra-mãe ali mais em cima...)

2 - Os meios de comunicação (isto é, os que nos põem em contacto físico e linguístico) encurtam as distâncias. Claro. Mas, por outro lado, exclui e afasta aqueles que não dispõem deles.

Enfim, virtualidades do mundo moderno e da globalização.
Estas são implicações que não parecemos muito preocupados em combater. Consequências já não palpáveis, que possamos agarrar, com a nossa força braçal.

Há poucos meses, numa entrevista ao DN (de que podemos ler um excerto), José Saramago, profetizou a integração dos povos de Espanha com os de Portugal, nascendo daí a Ibéria, nome que não é novo para ninguém.
Que consequências adviriam dessa união?
A manter-se o clima de paz, que ameaças representaria tal feito histórico (e cartográfico, já agora)?

Depois de ler a notícia e reflectir sobre este assunto, convidamos o leitor a participar no inquérito que temos ali do lado esquerdo. As votações estão abertas!
Alguém tem medo do debate?

domingo, novembro 04, 2007

"Aqui há gato"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sábado, novembro 03, 2007

A nossa escola pública

Esquecida a perspectiva
da história colectiva
todos falam sem temer
que os possam desdizer.

Sem futuro nem passado
o presente é instante,
a outro instante colado
sem futuro nem passado.

Não se pode aferir
se nos estão a mentir
se há mesmo novidade
ou se é truque de mercado.

Não sabendo a verdade
do problema colocado,
não se pode definir
a estratégia a seguir.

O Fim da História, Adolfo Luxúria Canibal



sexta-feira, novembro 02, 2007

Transferência de atribuições do IGP para a R.A.Açores


Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional aprova a transferência de atribuições do Instituto Geográfico Português para a Região Autónoma dos Açores, no respectivo âmbito regional.

Açores entre as melhores ilhas do mundo

No artigo "Destinations Rated: Islands", publicado pela revista National Geographic Traveler, as ilhas dos Açores foram classificadas como as segundas melhores ilhas do mundo para o turismo com uma classificação de 84 pontos (numa escala de 0 a 100), ficando atrás das ilhas Faroe (Dinamarca) com 87 pontos.

“Distantes e temperados os Açores permanecem levemente turísticos. O perfil dos turistas é de turistas independentes que ficam em regime de “bed & breakfast”. O ecosistema está em grande forma. As baleias são ainda uma visão comum. A cultura local é forte e vibrante. É comum ser convidado para a casa das pessoas para jantar, ou ser recebido com uma refeição comunal durante um festival”, escreve Jonathan B. Tourtellot, autor do texto.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Foi no Dia de Todos os Santos

Foi num Dia de Todos os Santos que a terra tremeu (três vezes) em Lisboa. Corria o ano do senhor de 1755. Consoante as modas, já se sabe, o dia este ano parece passar ao lado. Seria bom que assim não fosse, este será precisamente um daqueles dias para reflectir, ou pensam que apenas acontece aos outros?...

quarta-feira, outubro 31, 2007

C.V.A.R.G. - Nova plataforma

http://www.cvarg.azores.gov.pt/Cvarg/CentroVulcanologia/actividadesismovulcanica/


O Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (CVARG) da Universidade dos Açores (UA) disponibiliza desde o ultimo sábado (dia 27 de Outubro) a nova plataforma tecnológica baseada no ArcGIS Server.

Para além de fornecer informação geográfica sobre a actividade sísmica registada na Região Autónoma dos Açores, permitirá consultar uma listagem de todos os eventos associados a informação complementar sobre as diferentes áreas sismogénicas.

A selva urbana...

Vidal: Braga, 2007

Eu sabia que existia...eu sabia!

terça-feira, outubro 30, 2007

A nossa praça pública

Praça dos Restauradores, Lisboa

Foto de Eduardo F., 12.12.05
Ligação no Georamio

É um jogo
a que não podemos jogar
um jogo de que somos os espectadores
um jogo de desconhecidos jogadores
um jogo a que nunca iremos ganhar

Olha a menina a dançar
tão bela no seu saltitar
canta a roleta a rodar
mistérios da sorte e do azar
olha a menina a dançar
quem vai com ela ficar?
canta a roleta a rodar
mistérios da sorte e do azar

É um jogo
feito para nos comandar
um jogo de que desconhecemos as regras
xadrez de que se retiraram as negras
um jogo feito para nunca acabar

Olha a menina a dançar
tão bela no seu saltitar
canta a roleta a rodar
mistérios da sorte e do azar
olha a menina a dançar
quem vai com ela ficar?
canta a roleta a rodar
mistérios da sorte e do azar

É a nossa a vida que está em jogo
É a nossa a vida que outros jogam

É Um Jogo, Adolfo Luxúria Canibal

O professor Miguel Bandeira sempre citava o exemplo de que, na França do séc. XVIII se ordenou mudar o piso das praças para evitar que os populares tivessem pedras para arremessar. Hoje em dia, se o “mal” já vai no adro, chega a força militar, os canhões de água, as armas de ondas de calor e os altifalantes de infra-sons. Conseguem assim DESMOBILIZAR a manifestação. Mas, como disse Che Guevara ao soldadinho que o calou, em 67, com instruções da CIA (Operação Condor):

- Dispara, cobarde! Só matarás um homem.

Isto é, conseguem assim ADIAR a manifestação.


Para que serve uma praça hoje em dia? Um espaço amplo, acessível, que permite um projectar de vistas, rodeado de edifícios, não raras vezes com um monumento na sua parte central, historicamente utilizado para grandes concentrações e manifestações, comícios políticos…

Com estas características (disposição dos elementos, posição, carga histórica e/ou emotiva…), porque não representa a praça das nossas cidades um papel fundamental, mais interventivo e activo no espaço democrático? O que mudou?

Os valores que a praça representa, simbólica ou fisicamente (a amplitude e diversidade de perspectivas, a fruição, a liberdade, a discussão das ideias, como na Grécia antiga, as ideias fundaram a Europa das luzes e as que verdadeiramente que nos irmanam…) foram esvaziados, tornaram-se virtuais. Algo virtual é como um holograma – parece-nos que está lá, mas se passarmos para além dele, vemos que não passa de um simulacro. E como não damos esse passo, isto é, como não chegamos a praticar a liberdade, o simulacro passa pela sua existência efectiva, as sombras são o ser. Será sintoma de agorafobia?

A palavra valor passou a ser entendida como algo que pode ser transaccionado (mesmo aqueles outros, os éticos, são-no já, quando buscamos as cunhas e vendemos a honra, a rectidão e a integridade moral.). Fala-se muito de valores nos centros comerciais.

O excesso e a rapidez da informação desmobiliza, intoxica, obstrui;
O consumismo concentra, manipula, domestica;
O ruído esgota, confunde, anestesia;
A precariedade enfraquece a luta, mina a discussão, impede o debate.
Vamos discutir numa “praça de restauração” de um centro comercial? Com aquele ruído todo? Sob a vigilância dos seguranças? Com tanto apelo publicitário? Porque é que não sentimos claustrofobia?

O sentimento de medo é alimentado mediaticamente. A chuva incomoda, e entramos pela porta das lojas. Lá dentro sentimo-nos mais seguros, o que compensa (sempre a análise custo-benefício nas nossas cabeças...) ou anula a perda de “liberdade”. Apesar disso, todos juntos, mas juntos na solidão, separados, isolados, anónimos. Connosco lá dentro, o privado vem privar-nos do público, com seus edifícios iguais que se podem encontrar em qualquer cidade "desenvolvida" do mundo.

Pois é, a opinião pública e essas coisas imateriais e que ninguém sabe muito bem o que são, como o novo tratado europeu, a comunidade internacional, as taxas de “spread”, o “emagrecimento” das empresas… Ideias, tudo são conceitos mais ou menos aéreos, uma linguagem que não dominamos – e que não nos ensinam para não a dominarmos – , que, se se fala, é muito levianamente, em frases feitas, ideológicas, estáticas, cristalizadas, com a duração (e os erros!) de mensagens de telemóvel ou das notas de rodapé dos telejornais que insistimos em comer pelo meio da comida malsã que vamos pondo no nosso prato.

À praça muito pouco pública veio parar a seguinte informação:

Como assinala o semanário francês Bakchich, o assassinato de mais um deputado libanês da facção anti-síria permitiu aos EUA e a Israel acusar de novo a Síria (aliada do Irão) de ser responsável por “desestabilizar” a região. O último raide israelita a Dair el-Zor, na Síria, não terá visado uma instalação nuclear, como foi dito, mas testar os radares e as defesas anti-aéreas sírias (o raide foi acompanhado por aviões-radar norte-americanos Awacs). Contra o que é usual, o ataque palestiniano com mísseis à base militar israelita de Trilim, que causou 70 feridos, não motivou reacção do exército israelita, que “se reserva para uma operação ulterior de maior envergadura”, segundo informações dos serviços secretos militares.
Retirado do jornal Mudar de Vida nº1, Outubro de 2007, p. 12

Consequentemente, as manifestações contra “o estado do mundo” que têm vindo a ganhar expressão têm continuado a vir tarde, quando tudo já está engrenado, quando o mecanismo já vai àquela grande velocidade que trucida quem quiser pará-lo.

O exercício da liberdade não passa pelas acções que dia-a-dia vamos tomando, tais como escolher este ou aquele produto (aquilo a que podemos chamar a liberdade de remar COM a corrente). A liberdade que temos e a que não temos sente-se e sabe-se quando tentamos remar CONTRA a corrente., quando pomos à prova a força que afinal temos ou não temos. Quando, em vez de optar por dizer SIM a este ou àquele, escolhemos, peremptoriamente, dizer NÃO aos dois.

Dizer NÃO faz-se na praça pública, nos espaços abertos, do lado de fora da opressão das paredes e do papel variegado da publicidade ruidosa.
Dizer NÃO a este sistema, que nos consome e corrói, que nos ignora e marginaliza.
Calculo que seja difícil mobilizar tanta força fraca que cada homem representa para a roda do mundo. Calculo que qualquer manifestação está com as pernas cortadas à nascença.

A vivência da praça pública passa pelo exercício da liberdade, pelo remar CONTRA a corrente, contra o pensamento mesquinho, obscuro, interesseiro e destruidor, contra o vazio dos valores humanos da fraternidade e da igualdade.
Vamos lançar a bomba que há-de destruir o holograma em que nos obrigam a viver, nós, sombras do que PODEMOS ser.

E aqui lanço o apelo ou a ideia, mesmo sabendo que não pode ter impacto (o meu grito não se ouve entre tanta gritaria comercial ou de encher foles): a melhor demonstração do nosso poder de nos expressarmos é negar o evidente e a corrente. Dizemos não à guerra bélica, dizemos NÃO ao fortalecimento da hegemonia. Vamos tomar o poder, vamos lançar a bomba, desmascarar o caos, abreviá-lo com a nossa força até aqui desmobilizada.

Dia 25 de Dezembro de 2007 manifestemo-nos contra a guerra e contra o consumismo. Onde? Nas praças públicas das nossas cidades!
Está proibida a entrada em lojas! E ficar em casa também está proibido!

Vamos acender o rastilho e arremessar a bomba.
Isto há-de cair.
Mais cedo ou mais tarde, ISTO VAI CAIR!

segunda-feira, outubro 29, 2007

Universidade dá bicicletas a estudantes

Foto ideiabiba.pt"A Universidade do Minho (UM) quer implementar ainda este ano lectivo, nos "campus" de Braga e Guimarães, o transporte da bicicleta estudantil, conhecida por "Bute" (Bicicleta de Utilização Estudantil), já em prática em várias cidades europeias. O projecto, da responsabilidade dos Serviços de Acção Social, tem por objectivo a distribuição gratuita aos estudantes de 2000 bicicletas até Julho de 2008.

O arranque desta iniciativa está já programado para o próximo mês de Novembro, com a entrega das primeiras 200 bicicletas a estudantes bolseiros, dando-se prioridade, nesta fase, segundo Carlos Silva, dos Serviços de Acção Social da UM, a alunos colocados nas residências universitárias.

A ideia, segundo aquele responsável, é proceder, mensalmente, à entrega de 200 bicicletas. O projecto será implementado em cooperação com uma empresa de Aveiro, a "Ideia Biba", liderada pelo antigo futebolista bracarense José Nuno Amaro, que concebeu a chamada "Bute".

Os estudantes receberão por um período de três anos este equipamento considerado "pessoal e intransmissível", podendo, contudo, optar pela aquisição da bicicleta, mediante o pagamento de uma quantia dita "simbólica", a rondar os 25 euros.

O projecto, segundo apurou o JN, terá a "experiência-piloto" na cidade de Braga, onde existem já condições de implementação do corredor do transporte de bicicleta, após a criação, há dois anos, da ciclovia de Lamaçães e Rodovia, zonas, de resto, próximas da UM e que registam significativa concentração de estudantes da academia.

Pedro Soares, presidente da Associação Académica da UM, desconhece, em pormenor, o projecto universitário, mas adiantou ontem ao JN tratar-se de uma "boa alternativa" à mobilidade urbana, a par de novo conceito de qualidade ambiental, ao nível de transportes. "Estamos curiosos por saber, em concreto, como este projecto vai funcionar, mas não deixa de ser uma iniciativa inovadora que aplaudimos", disse.

O projecto do "Bute", que será apresentado na próxima quarta-feira, em Braga, terá o seu investimento assegurado a partir de receitas publicitárias."


Magalhães Costa em jn.sapo.pt, 29.10.07.

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domingo, outubro 28, 2007

"Morder o isco"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Outono do mundo

Vidal: Outono em Braga

Estava a ler o Público de hoje à pressa quando me deparei com uma reportagem (?) no caderno P2 intitulada “Vinte anos não bastaram para curar o planeta”. Continuei, porque sou facilmente influenciável e li: Em 1987, um relatório de uma comissão da ONU pôs no papel a ideia do desenvolvimento sustentável e declarou que era preciso agir rápido. Agora, um novo relatório das Nações Unidas diz que nesses vinte anos houve avanços, mas no essencial mantêm-se os problemas ambientais mais importantes.

Isto, porque é de um “isto” que se trata, dada a irrelevância como se palra sobre estas coisas, fez-me lembrar um relatório a que tive acesso, uns tempos atrás, realizado por investigadores da Universidade do Minho em 1984, sobre o rio Cávado. Lá se afirmava sem rodeios que o rio, principalmente no seu curso a partir de Prado (Vila Verde) estaria a sofrer alguma degradação (poluição, dejectos, tinturarias, matadouro) mas, perfeitamente a tempo de, responsavelmente, promover-se o desenvolvimento sem matar o rio. O rio encontrava-se ainda vivo. Na década de 1990, já ligado à máquina, esperneava qualquer coisa. Depois moribundo esqueceu-se. Parece que tem havido avanços, mas no essencial…

Sempre as mesmas histórias, para nos lembrar, consoante as modas, a vacuidade das palavras. Algumas já não querem dizer nada, à força de tanto utilizadas.

Gosto do Outono, mas não do “Outono” do mundo.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Agir - Intervir

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Povo de Guimarães, 05-10-2007, pp. 12-13

Encontro-me a ler - muito espaçadamente, é certo... - "A Imagem da Cidade", de Kevin Lynch (Edições 70, cuja tradução, da autoria de Maria Cristina Tavares Afonso, deixa algo a desejar...), que é um bom estudo sobre Geografia da Percepção, envolvendo, claro, Arquitectura e Urbanismo e outras ciências.

Pelo já lido retive a ideia da importância da organização das ruas e de lugares "marcantes" para a imaginação mental das cidades. Em linhas gerais são esses dois factores que nos permitem uma maior ou menor "legibilidade" do espaço, e a consequente melhor ou pior orientação que temos quando nele temos de nos mover.

No fim de contas, trata-se da questão de identidades. E, num mundo globalizado, em que as diferenças que não se esbatem e se afirmam acabam por constituir uma "mais-valia" que "vende" bem em termos turísticos,

("Tudo assenta
no consumo e produção...",
daí o jargão económico)

as intervenções que os nossos engenheiros e arquitectos imprimem à paisagem urbana revestem-se de grande importância.

Já próximo de se assumir como Capital Europeia da Cultura, Guimarães apresenta propostas que podem alterar a "percepção" da cidade por parte de quem a visita ou nela vive. Daí que, como se diz na notícia, a sessão de apresentação tenha mobilizado muitos vimaranenses.

O futuro parece polémico (é só ler as notícias). Por isso, cabe perguntar:
Estará na mão dos cidadãos?

quarta-feira, outubro 24, 2007

O Senhor Verde

Clica para ouvi a históriaNo Centro Ciência Viva de Proença-a-Nova

"É um conto de Nuno Garcia Lopes e vai ser o ponto de partida para uma sessão protagonizada pelo escritor e elemento do grupo O Contador de Histórias, domingo, dia 28 de Outubro, pelas 15 horas, no Centro de Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova , integrado na actividade Contos da Floresta.

"A História do Senhor Verde" fala de um Senhor Verde pequenino que habita na floresta, estimulando a imaginação dos mais novos que ali podem ver um duende, ao mesmo tempo que lhes é contada a história da bolota e do seu ciclo de vida até criar uma nova árvore. O objectivo é dar a conhecer às crianças o ciclo da vida vegetal, especialmente àquelas que vivem mais afastadas da natureza.

Escrita no final do Verão de 2005, após a trágica época de incêndios que estiveram a poucos metros da sua casa e lhe queimaram dezenas de árvores que ele próprio plantara, Nuno Garcia Lopes pretende ao mesmo tempo que esta história ajude a valorizar a importância e a privilegiar a plantação de sobreiros, carvalhos e outras espécies endógenas da floresta portuguesa, fundamentais para o equilíbrio ecológico mas também para ajudar a controlar a rápida propagação das chamas nos incêndios florestais, aos quais são muito mais resistentes.

Escritor e contador de histórias, Nuno Garcia Lopes é autor, entre outros livros, da colecção Lua do Mar, onde as divertidas aventuras de três amigos são o pretexto para aprender noções importantes, como a da reciclagem.

O grupo O Contador de Histórias é oriundo de Tomar e está actualmente a comemorar dez anos de actividade, promovendo em simultâneo a literatura, a cidadania e o ambiente. "A História do Zeca Garro", de Filipe Lopes e Carla Goulart Silva, é o livro mais recente deste colectivo, tendo por base a salvaguarda do cagarro, uma ave que nidifica nos Açores mas que corre alguns riscos no arquipélago."


Mais informações, imagens ou entrevistas pelo e-mail nuno@ocontadordehistorias.com ou pelo telefone 914 961 072.

O Contador de Histórias - Apartado 139 - 2304-909 Tomar
Telefones: 91 4961072 e 91 2568944
Correio electrónico:
geral@ocontadordehistorias.com

Internet: www.ocontadordehistorias.com

Blog: historiasdocontador.blogspot.com

Difundido via e-mail

Incêndios Florestais na Galiza e Norte de Portugal

Ver em pormenor


À boleia da conferência que se realiza amanhã, dia 24 de Outubro, no campus de Gualtar da Universidade do Minho (cortesia do blogue Registos Geográficos), aproveitamos também para fazer indagar

- sobre a ocorrência de um incêndio de grandes proporções
-> num dia de pouco calor
-> numa zona de grande sensibilidade e diversiade ambiental

- sobre a escassez de meios aéreos para o combate (segundo notícia de um jornal nacional)
- as empresas responsáveis por / detentoras desses meios aéreos.

(Há bem pouco tempo tomámos conhecimento
- claro, é do foro público, mas é preciso que a "dica" chegue até nós para começarmos a reflectir sobre o assunto... - de que uma empresa têxtil da zona norte - como muitas, em crise - começou a investir em helicópteros para transporte de doentes e combate a incêndios...).
...

Alguém mais tem perguntas?
Amanhã, a aula continua. Estão todos convidados.

domingo, outubro 21, 2007

"Um negócio dos diabos"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

Morte ao sol

Vidal: Tomar, Janeiro 2007

Castelo de Tomar. Convento de Cristo a insinuar-se. Que a sombra dos Templários nos salve deste verão eterno...

sábado, outubro 20, 2007

A Comboio Passou...

The train's always on time
When you're late.
Lori Carson, Greener

Até há uns meses atrás, não se falava noutra coisa. Novo Aeroporto, Ota, TGV... TGV, Ota, Margem Sul, deserto, Alcochetes, etc. Tanto paleio envolto em tanta polémica e tal. Isto, antes de haver decisão.

Faz-me sempre lembrar a propaganda que se faz nas campanhas eleitorais. Mesmo que se discuta muito (às vezes...), o que é salutar, depois, uma vez vencida a meta, uma vez termos vendido o nosso poder ("Vais votar? Depois não te queixes", já li eu numa parede da cidade...), chega o deserto. Não se ouve mais falar do assunto.

Estaremos destinados a isto? Sem outra hipótese? Será censura nos média, os que nos esmagam o pensamento quotidiano,?

Pronto, são deixas para vos deixar com esta notícia, de... um média (JN). Para ler e... talvez rir? Fazer pensar.

Ler

Jornal de Notícias, 06.10.2007, p.35