sexta-feira, outubro 19, 2007

"História da Geografia", de Paul Claval

Um pequeno grande livro, indicado para especialistas e seus sucedâneos com escassa biblioteca ou muita pressa para uma consulta, ou ainda, por preguiça, gosto, desleixo, claro está. Indicado para todos os outros à volta, num périplo bem escrito, um pouco tocado, talvez, pelos tiques e "verdades" da Escola Francesa. Voilà.

Paul Claval
“História da Geografia”

Colecção biblioteca 70 - Edições70, Lisboa, 2006
(140 páginas)

quarta-feira, outubro 17, 2007

Pensamento pobre...

- "Só se fala em pobreza quando não temos trocos para mais uma cerveja..."

- "Venham mais cinco que eu pago depois..."

- "Quero uma mini e cinco copos para reparti-la com os amigos"

Tudo sinais de abrandamento da economia portuguesa...

2 milhões de pobres? Num país de 10 milhões? Só?
Mas os benfiquistas não são 6 milhões? :)

Eu não sei o que é pior...
Um país com 2 milhões de pobres ou um país com 6 milhões de benfiquistas?
Pior é ter as duas coisas... poxa, tenho de emigrar...

terça-feira, outubro 16, 2007

"O território tem que se adaptar..."

...às mudanças das sociedades" por José Catarino, Administrador da Parque Expo.
Clique para aumentarJornal da Construção, 01.10.2007, pp. 8-9.

De olhos em bico...

Já se sabia, mas o Público publicou ontem uma reportagem sobre a poluição na China. O ceptro de maior poluidor do planeta é agora sua pertença, destronando os E.U.A. Não interessa se não leu. Avanço penas com alguns números. Esclarecedores:

400 milhões de chineses são atingidos pela desertificação;

10 por cento da terra arável está poluída;

66 por cento da água vai para a agricultura, e mais de metade é desperdiçada;

2/3 dos esgotos domésticos são despejados sem tratamento;

190 milhões de chineses estão hoje doentes devido a água contaminada;

750 mil morrem prematuramente todos os anos devido à poluição;

14 mil novos carros entram diariamente nas estradas chinesas;

Fonte: Público (Elizabeth Economy, Foreign Affairs)

domingo, outubro 14, 2007

"Sonhos de infância"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Fórum "Pela Saúde - 10 Anos em Rede"

Clique para entrarPara comemorar o seu X Aniversário, a Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis organiza o II Fórum, em Viana do Castelo, de 25 a 27 de Outubro de 2007.

Este fórum promete três dias de trabalho e de partilha de experiências em áreas temáticas do Projecto Cidades Saudáveis, mas também de convívio e de "festa", porque a promoção da saúde também se constrói com afectos e boa disposição.

PARTICIPE. Junte-se a nós, "PELA SAÚDE"

Na secção das Iniciativas deste site encontram-se mais informações sobre o II Fórum, bem como o seu Programa e ficha de inscrição.

Informações, Programa e Inscrição

Há coisas fantásticas não há?


Vidal: entre a Oliveira e Santiago. Guimarães, Setembro

Portugal terá mesmo nascido aqui? O Georden, nasceu. Ou talvez mais abaixo, num tal de não sei que ElRock…bar.

quinta-feira, outubro 11, 2007

II Encontro Convergir

Clique para convergir19, 20 e 21 de Outubro

Ambiente, natureza e cidadania, nas cidades, serras e campos.

"Convida-se o público interessado, incluindo todos os dirigentes associativos, associados, voluntários, activistas, simpatizantes ou simplesmente curiosos para o II Encontro Convergir.
Este encontro irá decorrer em 3 dias independentes mas interligados pela vontade de reunir a população e associações (integrantes ou não desta plataforma) em volta de múltiplas questões fundamentais de ambiente e sustentabilidade da Região Norte/Noroeste."

Poster, ficha de inscrição e programa (pdf)
Poster, ficha de inscrição e programa (word) - permite preencher directamente no documento

Para mais informações e inscrições:

Telemóvel:
931 620 212
Seg-Sex 9h-17h e Sab 9h-13h

Apartado 4051
4000-101 Porto

encontro@convergir.org

terça-feira, outubro 09, 2007

Visões sobre um Portugal sem Fumo

Não fume"O Fórum Hospital do Futuro anuncia que estão oficialmente abertas as candidaturas ao Concurso de Fotografia "Visões sobre um Portugal sem Fumo".

A iniciativa Portugal sem Fumo pretende prolongar-se no tempo através do lançamento de um Concurso de Fotografia que tem como principal objectivo promover e divulgar medidas anti-tabágicas. Sob o tema do combate ao tabagismo, a organização do Portugal sem Fumo convida todos os Profissionais de Saúde em Portugal a concorrer com uma fotografia original e criativa, associada ao tema “Visões para um Portugal sem Fumo”, que possa ser a face dos benefícios de uma vida livre sem tabaco, mostrando as vantagens e o lado positivo desta atitude e estilos de vida associados.

A melhor fotografia receberá um prémio sob a forma de um Gift-Voucher no valor de 1.500€ para aquisição de material fotográfico e uma selecção das melhores fotografias será publicada em http://www.portugalsemfumo.org/ podendo algumas ser seleccionadas para integrar exposições, campanhas ou iniciativas relacionadas com o tema.

As candidaturas podem ser entregues até ao dia 31 de Outubro de 2007 por correio ou e-mail. O prémio será entregue no V Fórum Hospital do Futuro, a decorrer no dia 26 de Novembro, em Lisboa.

Mais informações no Regulamento - clique aqui.

Com os melhores cumprimentos,

Joana Branco

____________________________________

Fórum Hospital do Futuro
Departamento de Comunicação
Pólo Tecnológico de Lisboa, EE3
1600-546 Lisboa
Tel.: (+351) 217 120 547
Fax: (+351) 217 120 549
E-Mail:
joana.branco@groupvision.com

Web: www.hospitaldofuturo.com


Difundido por e-mail

Abandonos


Vidal, Setembro. Famalicão.

Café Garantia. Centro de Famalicão. Refúgio de esplanadas in, ali ao lado da Fundação Cupertino de Miranda. Um cinema (paraíso?) antigo? Lá chegará o dia de, de fachada, recuperar a fachada. Ou aproveitá-la. Garantido.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Geografias da cultura

Vidal, Outubro: Jardins do Palácio do Freixo


Num destes dias de vagar pachorrento, pode ir para fora cá dentro e visitar o Porto. Mais não seja, o olhar do Outono
que só essa cidade tem. Depois, uma saltada à freguesia de Campanhã (hoje decrépita e silenciosa, esquecida na sua alma palaciana e industrial), descer em direcção ao rio até encontrar o renovado palácio do Freixo (e só por isso já valia a visita), entrar com alguns euros na carteira e espraiar-se na exposição inédita“ Dali no Porto”. Estão expostas algumas das mais emblemáticas obras de Salvador Dali, da Colecção Colt, com a organização Fondazione Metropolitan de Milão. A mostra inclui esculturas monumentais, gravuras, desenhos, ilustrações. Não será o melhor Dali mas é seguramente Salvador Dali.

"Santiago de Compostela", da série "Hippies"

Horários: Segunda a quinta das 10h às 22h e de sexta a domingo das 10h às 24h, até 11 de Novembro

À saída, deliciado mas disponível, ainda poderá, mesmo ao lado, visitar o Museu Nacional da Imprensa onde por esta altura já perdeu o Porto Cartoon. Mais tarde se tiver sorte e estômago, após um repasto com Francesinha ou tripalhada (se tiver sorte como o escriba), ainda encontra uma feirinha do livro, alguma chuva miudinha e um cansaço saboroso que só tem paralelo na alcofa que é a nossa casa…

domingo, outubro 07, 2007

"Marvão sublime"

Clique para contemplarCastelo de Marvão

Foto de Rogério Madeira, 22.01.2007.

"Certa manhã ao acordar, sentiu-se vazia.
Olhou o azul céu e nada viu.
Nada sentiu, nada encontrou.
Imagens desfocadas por ela passaram,
E seu melancólico corpo reagiu.
Eram apenas retratos.
Retratos de um ontem que já não existia.
Partiu.
Partiu em busca de algo que desconhecia.
Numa ânsia desenfreada de ao limite chegar.
Por momentos inspirou.
Inspirou a leve brisa que até ela chegava.
Escalou montes e desbravou montanhas,
E no cimo, tocou no instante da magnitude.
Na imponência do belo e infinitamente mágico.
O vento gelado daquele Inverno,
Fustigava-lhe a eloquência.
E o fugaz silêncio derrotava-lhe as abismadas palavras.
Mas os seus olhos encontraram a perfeição da conquista,
O deslumbre do encantamento.
Os seus dedos cravaram as pedras do real.
Os seus pés pisaram o pulsar de uma vila.
Uma vila abscôndita por muralhas avassaladoras.
E no limiar do infinito,
Entre o tímido céu e a longínqua terra do nunca,
Os seus batimentos apressados revelaram-se o Não Sonho."

tonsdeazul
04.Jun.2007

"Kits de sobrevivência"

Clique para naufragar Por LEM, 2005.

sábado, outubro 06, 2007

Fórum Cultural o Estado do Mundo

Clique para entrar Um Atlas de Acontecimentos
7 Outubro – 30 Dezembro 2007

"A exposição Um Atlas de Acontecimentos encerra o programa internacional e multidisciplinar que foi o Fórum Cultural O Estado do Mundo, no âmbito das comemorações dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian. A exposição é constituída por obras, em muitos casos produzidas especificamente para esta mostra, de 28 artistas vindos de muitos países e diferentes regiões culturais.

Num contexto de incerteza intensa, sentido a nível individual, local, regional e internacional, propomos Um Atlas de Acontecimentos, uma exposição colectiva de artistas oriundos de diferentes partes do mundo, cujas abordagens pessoais e sociais às suas respectivas práticas artísticas sublinham dilemas, histórias, narrativas e perspectivas que poderiam, de outra forma, ser negligenciadas ou ignoradas. Esta exposição não tenciona ser, de modo algum, totalmente abrangente. Isso seria, claro, uma tarefa impossível. Em vez disso, trata-se de um esforço modesto e, esperamos, significativo para juntar visões do mundo muito diferentes, apresentadas por artistas que nos oferecem reflexões cuidadosamente observadas, que revelam a complexidade da forma como o «político» é sentido de um modo simples e quotidiano, pedindo a cada um de nós que repensemos as nossas suposições acerca das condições que estão para lá das nossas experiências.

Os artistas presentes na exposição são: Adel Abdessemed, Ângela Ferreira, Camila Rocha, Eduardo Sarabia, Erinç Seymen, Josephine Meckseper, Kelley Walker, Mai-Thu Perret, Michael Rakowitz, Minouk Lim, Mircea Cantor, Nasan Tur, Nontsikelelo ‘Lolo’ Veleko, Paul Chan, Paulo Nozolino, Pieter Hugo, Robin Rhode, Rodney McMillian, Rosana Palazyan, Rui Toscano, Santiago Cucullu, Sebastián Díaz Morales, Seifollah Samadian, Sergio Vega, Sophie Ristelhueber, Sze Tsung Leong, Yael Bartana e Yun-Fei Ji.

Curadoria de António Pinto Ribeiro, Debra Singer e Esra Sarigedik Öktem."

Mais informações:
Site
Blog
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Fórum Cultural O Estado do Mundo
Fundação Calouste Gulbenkian
Av. de Berna 45 A
1067-001 Lisboa
Tel. 21 7823536
Difundido via e-mail.

sexta-feira, outubro 05, 2007

"Espaços Urbanos Criativos para a Competitividade"

Clique para entrarOlá a todos.

Reencaminho a seguinte mensagem de e-mail:

"Exmos. Senhores,


Temos o prazer de convidar V. Exas. para participar no Seminário Final do projecto “Cidades Inteligentes”, sob a designação “Espaços Urbanos Criativos para a Competitividade”, que irá ter lugar em Faro (Antiga Fábrica da Cerveja), nos próximos dias 18 e 19 de Outubro de 2007. No evento serão abordados casos internacionais e nacionais de “espaços urbanos criativos”, assim como o papel da criatividade e inovação na definição das políticas urbanas. Além do mais, o seminário contará com a presença do Senhor Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Professor João Ferrão, assim como de um representante da Comissão Europeia e do Banco Europeu de Investimento.
Junto enviamos programa do seminário, sendo que as inscrições on-line poderão ser efectuadas em
intelligentcities.net. Para qualquer esclarecimento adicional poderá ser contactada Fátima Franco (fátima.f@inteli.pt; Tel.: 21 711 22 10).

Com os nossos melhores cumprimentos,
Catarina Selada

INTELI - Inteligência em Inovação
Av. Conselheiro Fernando de Sousa, nº 11, 12º
1070-072 Lisboa
Portugal
Tel: +351 21 7112210
Fax: +351 21 7112220
www.intelligentcities.net

quinta-feira, outubro 04, 2007

Somos todos A N I M A I S...

Clique para domesticar O Homem, o pequeno urso e a gaivota...

Foto de Rogério Madeira, Setembro de 2007.

Regresso ao passado

Clique para regressar ao passadoFoto de César, Ilha das Flores - Açores
(Aldeia da Cuada)

No tempo em que a correria é constante e o telemóvel faz parte do nosso corpo, lugares como a Ilha das Flores são autênticos oásis onde podemos beber um pouco de calma.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Azonet - Açores no estudo das alterações climáticas

No passado dia 27 de Setembro do corrente ano, o docente do departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Paulo Fialho, em palestra integrada nas Jornadas sobre Mudança Global organizadas pelo Comité da Comunidade Nacional para a Mudança Global, demonstrou a importância da localização do arquipélago dos Açores para o estudo das alterações climáticas mundiais.


Com o titulo de “Azonet - AZores Observation NETwork. Porquê apostar num supersite em Portugal?”, Paulo Fialho chamou a atenção para a localização privilegiada do Arquipélago dos Açores no Atlântico Norte, localização que se assume de elevada importância no contexto mundial para a monitorização atmosférica, dando especial relevo ao potencial do topo da montanha do Pico para o estudo dos mecanismos de reacção química e transporte sobre a região do Atlântico Norte Central.


Montanha do Pico (Ilha do Pico - Açores)

Actualmente a rede de estações Azonet trabalha parceria com o Instituto de Meteorologia e é constituída por três estações localizadas na ilha Terceira e uma na montanha do Pico, que monitorizam a presença na atmosfera de dióxido de carbono, ozono, monóxido de carbono ou hidrocarbonetos, entre outros, a radiação solar e a meteorologia clássica.


"O objectivo destas estações é a monitorização dos constituintes da atmosfera em áreas remotas, nomeadamente o transporte de poluição intercontinental, por exemplo entre o continente americano e o europeu”, Paulo Fialho, em declarações ao DI.

Diário Insular|AZORESdigital


terça-feira, outubro 02, 2007

Vulcão dos Capelinhos - 50 Anos

No dia 27 de Setembro de 1957 iniciou-se uma erupção submarina no alinhamento tectónico-vulcânico de orientação WNW-ESE a 300 metros da Ponta do Capelinhos, freguesia do Capelo na costa Noroeste da Ilha do Faial (Açores) e que se iria prolongar até ao dia 24 de Outubro de 1958. Estávamos perante o nascimento do vulcão dos Capelinhos.

Clique para aumentarFig 1:Localização Vulcão dos Capelinhos

Os eventos vulcânicos iniciados 27 de Setembro de 1957 foram antecedidos por uma importante actividade sísmica registada entre os dias 16 e 27 de Setembro de 1957, registando-se centenas de sismos de intensidade sempre inferior a grau 5 na Escala de Mercalli.

A erupção vulcânica iniciou-se com a emissão de gases e explosões com projecção de piroclastos que viriam a diminuir as partir do dia 3 de Outubro dando lugar a violentas explosões onde eram expelidas bombas e cinzas vulcânicas com a ocorrência, em simultâneo, de derrames lávicos que iam escorrendo para o mar, formando a 10 de Outubro uma primeira ilha com cerca de 800 metros de diâmetro e 99 metros de altura a que se denominou de “Ilha Nova” e que viria a desaparecer no final desse mesmo mês.


Fig 2: Inicio erupção vulcão Capelinhos


No inicio de Novembro a actividade vulcânica ganhou novo fôlego com a formação de uma nova ilha que no dia 12 desse mesmo mês se ligou à Ilha do Faial por um istmo, havendo depois um progressivo aumento da actividade vulcânica até atingir o seu máximo na primeira quinzena de Dezembro. A partir dessa altura (16 de Dezembro) cessou a actividade explosiva iniciando-se a efusão de lava, verificando-se um aumento o tamanho da nova ilha até aos 2,5 km2 devido à erupção de materiais entre os meses de Maio e Outubro de 1958.

Durante e após a erupção vulcânica os Estados Unidos da América aprovaram legislação especial que permitiu a deslocação de milhares de residentes na ilha que almejavam fugir às condições extremas vividas nesta altura na ilha do Faial, ficando assim a ilha com uma população reduzida para cerca de metade dos seus efectivos que antes da erupção era de cerca de 30 000 pessoas.

Actualmente a área do vulcão dos Capelinhos, que era de 2,5 km2, está reduzida a cerca de 600 m2 devido à acção dos agentes erosivos onde se inclui a acção humana. A acção do vento, as ondas do mar, as visitas descontroladas e dragagem de areias são actualmente os principais factores que contribuem para a diminuição do vulcão dos Capelinhos, havendo mesmo o risco de num futuro próximo este voltar ao estado de ilhéu se não se tomarem as devidas precauções.


Fig 3: Vulcão dos Capelinhos

A zona dos vulcão dos Capelinhos é actualmente uma zona de paisagem protegida devido à sua importância geológica, pertence à Rede Natura 2000 e é um dos principais pontos turísticos dos Açores que deverá ser alvo de investimento público com a construção de um centro de interpretação.

No dia 27 de Setembro deste ano iniciaram-se as comemorações do 50º aniversário do Vulcão dos Capelinhos que se devem prolongar até ao Dia 24 de Outubro, período onde se deverão desenvolver cerca de uma centena de actividades que visam assinalar a efeméride nos Açores, Canadá e Estados Unidos.


CVARG - AçoresWikipédiaDiário Insular

domingo, setembro 30, 2007

Hoje | Convívio e Pequenique Vegetariano

30 DE SETEMBRO, DOMINGO - 14h00 às 18h00
NO PARQUE EDUARDO VII EM LISBOA
A 200 metros da estação de Metro do Parque -
Ver Mapa

A Associação Vegetariana Portuguesa, convida vegetarianos, familiares, amigos, simpatizantes ou curiosos do vegetarianismo a participarem neste piquenique e convívio vegetariano. O intuito é o de comemorar o Dia Mundial do Vegetarianismo (1 de Outubro) e o da divulgação do vegetarianismo num espírito de salutar convívio entre todos os participantes, vegetarianos e não-vegetarianos, com partilha de comida vegetariana, divulgação de informação sobre vegetarianismo, troca de experiências, opiniões e ideias, muita animação e boa disposição.

LEVE PARA O PIQUENIQUE:
- comida vegetariana (ovo-lacto vegetariana e vegana) para partilhar
Sugestão de alimentos: fruta fresca, frutos secos (ex: figos, damascos, ameixas, amêndoas, nozes, avelãs, amendoins), salgados (ex: pastéis, piza, empadas), sandes, tostas, galetes de arroz ou milho, patés, sumos naturais, bolos, bolachas, compotas, gelatinas vegetais. Nota: por favor leia com atenção os rótulos dos produtos que comprar para confeccionar alimentos ou e os rótulos dos alimentos que comprar já prontos para levar, certifique-se de que são vegetarianos.
- toalhas de piquenique ou afins
- utensílios reutilizáveis (copos, pratos, tigelas, talheres) de plástico rígido ou outro material lavável e reutilizável
- instrumentos musicais para animar o convívio
- muitos familiares e amigos!

LOCALIZAÇÃO:

PARQUE EDUARDO VII, EM LISBOA.
Perto de um lago com aves, entre a Av. Sidónio Pais e a Alameda Cardeal Cerejeira (topo do Parque)
Sair na estação de Metro do Parque
Ver mapa do local de realização do piquenique


Se estiver interessado/a em participar ou para mais informações, avise-nos para os contactos:
Email: avp@infonature.org
- Telemóveis: 964362223 (João) / 933468986 (Sofia)

Associação Vegetariana Portuguesa
Pela sua Saúde, pelos Animais, pelo Ambiente… Por um mundo melhor!
www.avp.org.pt

"Saber comunicar a desgraça pelo seu lado mais optimista"

Clique para naufragarPor LEM, 2005.

sábado, setembro 29, 2007

Negociatas de nós

Então a Lusoponte é que detém o Tejo?
Só ela é que dá a permissão de passagem de uma para o outra margem?
Já que o Governo decidiu outra concessionária para a nova ponte, quer uma percentagem do dinheiro de cada carro que vier a passar por ela?

Mas que é isto?

(Algumas estradas, já há muito se sabe, são das Brisas, Aenores e não sei quem mais.

A água dos rios é da EDP. As sementes são das multinacionais, com registo patenteado, autorizado e legal.
A guerra é da indústria de armamento (para destruir) e das empresas de construção ("para reconstruir os países", à imagem e semelhança dos vencedores, claro está).
A nossa identidade, a língua, os hábitos e o tempo são dos média internacionais.
O chão é de quem consegue agarrá-lo (explorando-o, fazendo dinheiro com ele).
A memória colectiva é dos jornais e do ciberespaço.
O ar... bem...)

A lei é aquilo que é por nós aceite.
(O voto é nosso enquanto nos servir de muito pouco)

sexta-feira, setembro 28, 2007

Design da cartografia

Ontem estive a dar uma olhada no tmn.pt e encontrei estes mapas bem porreiros. Conciliam a informação com simplicidade do desenho cartográfico.

Clique para aumentar

quinta-feira, setembro 27, 2007

Querido Oceano...

Clique para contemplar Praia da Arrifana (Aljezur)

Foto de Rogério Madeira, 02.09.07.
Ligação no GEOramio


"Escrevo-te hoje para dizer-te o quanto lamento os erros de toda a geração “não pensante”. Talvez por falta de tempo ou até por puro egoísmo. Eu sei que não posso remediar esses mesmos erros com confortantes palavras e nem mesmo moldá-las nas tuas empobrecidas profundezas. Mas a verdade é que já não consigo ficar calada; e no quentinho do meu sofá assistir às maiores barbaridades. Carrego num simples botão, e em alguns segundos assisto à destruição total. Enormes áreas do teu calejado corpo ficam enegrecidas, milhares de baleias dão à costa todos os anos, outras tantas raras belezas adormecem tragicamente ao sabor da corrente. Isto para não falar das espécies em extinção, que cada vez são mais! É chocante. Depois de uma época balnear, percorrer uma pequena extensão de areal ressequido e ficar obstruída por degradantes “seres” de várias espécies. Começando por enlatados, passando por papéis garridos e acabando nos dolorosos vidros abscônditos; tudo não passa de uma lamentável falta de civismo.

Tens razão, existem imensas pessoas que lutam por ti, utilizando os mais variados meios. Outras que dedicam-se a estudarem os teus ilimitados segredos (muitos para sustentarem as desgraças que outros causaram). Outras que sonham com um tão esperado encontro contigo. E que muitas delas ainda aprenderam amar-te. Mas até quando vou debater-me com imagens catastróficas? Querido oceano, os teus olhos outrora cintilantes, estão agora a tornar-se irremediavelmente de um azul fosco!

O que torna tudo isto irónico, é que tu no meio desta calamidade toda, ainda presenteias o meu amargurado olhar com inimagináveis conchas coloridas. E ao carregar noutro botão, deparo-me com paisagens indescritíveis, que tu gentilmente deixas a descoberto nas profundezas.
Agora senti vontade de rir e não imaginas porquê! Devias ver o quanto é engraçado observar a raça humana (incluindo eu) a babar-se perante a tua deslumbrante finita beleza... desde os recifes de coral até aos cardumes de todas as espécies, tamanhos e cores. Mas o mais engraçado é quando nós, os humanos, recuamos bruscamente do nosso sofá, perante o olhar temido dos tubarões, que casualmente chocam contra as câmaras de filmar.

Sabias que depois de um dia chuvoso, escuto o teu inconfundível som revolto num enorme búzio acastanhado? E assim adormeço com uma esperança no coração... e para o novo alvorecer de amanhã..."

Gaivota
04.Nov.97

quarta-feira, setembro 26, 2007

terça-feira, setembro 25, 2007

segunda-feira, setembro 24, 2007

Estratos de mobilidade

Clique para movimentar-se Clique para movimentar-se
Diário de Notícias, 18.09.07, p. 21 e 23.

sábado, setembro 22, 2007

Outra forma de circular no Dia Europeu sem Carros

Motard local O Segway
O Eco-Power O Velotaxi

Rogério Madeira, 22.09.07.

Brevemente será publicado no Georden alguns filmes e fotos da prova "Algarve Green Vehicle Challenge 2007", uma organização do Clube Automóvel do Algarve, Associação Portuguesa dos Veículos Eléctricos, Quercus, CMFaro e CM Loulé, em conjunto com outras entidades.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Tem dias...

Mais dia menos dia. Este é especial: dia da paz e do cessar-fogo global. Diga lá isso outra vez...


Bartoon- Luís Afonso in Público 21-09.07

quinta-feira, setembro 20, 2007

Urbanidades

Flanando pela cidade (quais são as nossas rotas diárias na urbe? Que mapas mentais construímos através delas?) deparamo-nos por vezes com certas frequências. O nosso cruzamento com determinados tipos de pessoas varia no tempo e nos espaço. De manhã, à tarde, à noite, de madrugada são distintos os lugares que visitamos e aqueles que neles encontramos (o que faz alguém ficar num lugar que não habita? Em que medida o “Onde estamos” faz de nós aquilo que somos?).

Características filtradas por diversos factores societais. Associações de caras a lugares, de ambientes a estilos de vida - processos identitários e espaços de consumo (e que significa consumir o espaço? Pressupõe necessariamente uma postura activa?)

De antropologia urbana nada sei, mas espero não dizer nenhuma asneira ao estabelecer relações entre móveis (pessoas, animais, automóveis) e imóveis (ruas, edifícios, praças, jardins - lugares, espaços, sítios). Não devemos, como já dito, descurar o factor tempo, que os torna inteligíveis ao ser pensante. Desta forma, o hábito, as leituras e as sensações escrevem as seguintes colagens (atenção: não pretendo instituir maniqueísmos ou reducionismos, pois a sociedade é complexa, híbrida e não se deixa “agarrar” assim tão facilmente…):

- gatos que se escondem debaixo de carros, que “jantam” junto a contentores do lixo e portas das traseiras, ou dormem nos becos do cimento (será que ainda chegam aos telhados, cada vez menos de telha?);
- prostitutas à face da estrada, da esquina ou do semáforo (será que, ao longo dos anos pós-revolução industrial, elas têm vindo a alargar o seu “espaço vital”?);
- idosos que habitam nos “cascos” envelhecidos, que dormem e lêem nos bancos das praças públicas (é um facto que alguns desses bancos têm vindo a ser trasladados para a praça privada; mediante os espaços comerciais, esta tem vindo a diversificar a sua oferta e, com isso, a sua capacidade de atracção de novos públicos consumidores;
- jovens (dos 10 aos 35, hip-hopers, metaleiros, punks…) em bares, esplanadas de café, discotecas, “parques radicais”, eventos musicais… mas também remexendo em adereços de moda, entrando e saindo das lojas de roupa, perfumes, sapatos, pulseiras, malas e relógios…
- domingueiros a passear no supermercado, entre encontrões e o trânsito das “ruas” ladeadas pelas estantes coloridas;
- homens de negócio, os engravatados, os corruptos, agentes imobiliários e construtores de obras públicas e privadas… tomando decisões na sua secretária, ao telemóvel, ou com outros homens de negócio, com engravatados… em locais “normais”, invisíveis aos olhares da comunidade e da ética;
- polícias a prestar informações a turistas, forasteiros ou a “charlar” com o cidadão amigo, a passar multas ao carro em estacionamento proibido, de olhar sereno e sério, firme e horizontal;
- uniformes armados (de intercomunicador) à porta das lojas comerciais, ou acolitando operações de recolha dos sacos de dinheiro do banco, com seus carros blindados de tom hostil;
- arrumadores e seu tilintar metálico em mãos escuras em qualquer viela ou espaço para estacionar a sacrossanta viatura a combustível fóssil;
- mendigos que dormem às portas de balcões da Caixa;
- pedintes que pedem por entre os passantes repentinamente apressados, ou na pausa do semáforo demasiado lento;
- inquiridores duvidosos em cruzamentos pedonais;
- “aqueles a quem chamam classes inferiores” nos subúrbios desqualificados e sujos, jogando à bola ou à macaca por entre os longos intervalos em que não passam carros…

Pode este texto ter-se convertido numa descrição exagerada de algumas partes das nossas cidades? Foi apenas um espaço de reflexão, longe do ruído e do bulício alienante.

Critiquem, acrescentem e contradigam nos comentários.

terça-feira, setembro 18, 2007

Mobilidade Condicionada

Ver melhor

Foto de Eduardo F., Braga, 10.05.07
Ligação no Georamio

Apanhando o comboio da tertúlia em debate, a foto deste mês retrata um dos nós viários mais conturbados da cidade de Braga. É pelo eixo que se vê, as ruas Padre Júlio Fragata e Frei Bartolomeu dos Mártires (orientação Norte-Sul), que se acede às maiores superfícies comerciais existentes no concelho (Feira Nova, Carrefour, Makro, Media Markt, Aki, um Retail park, com a futura FNAC-Braga já na calha…e sabe-se lá o que mais virá… Vede outros pormenores deste “subúrbio no centro da cidade”, como lhe apelida o Vidal, aqui).

As vias que com elam se cruzam, avenidas Dom João II e João Paulo II (direcção Este-Oeste, formam um contínuo que rasga a cidade ao meio e serve de escoamento rodoviário para a parte este, em direcção ao campus de Gualtar (da Universidade do Minho), Amares, Chaves, etc.
O mais fácil é ter de pôr lá as rodas. Os pés, esses, se puderem, evitam os seus passeios.

Estas duas avenidas são vias de duro atravessamento pedonal (devido ao seu comprimento, à intensidade e velocidade do trânsito, bem como ao ruído e poluição que esta causa). Parece absurdo pensá-las de outra forma que não para veículos motorizados.

Lembremo-nos de que as ditas vias se situam entre duas zonas indiciadas ou escolhidas pela ASPA para a eleição das maravilhas e pesadelos de Braga (P19 - Urbanização envolvente do Feira Nova e P20 - Urbanização de Lamaçães). Ver mais
aqui.

A intensidade do tráfego, a densidade de construção (em altura, para habitação, como
estas belezas) e de espaços comerciais tornam este eixo uma das maiores dores de cabeça a quem por ali tem de passar. Os momentos altos do “festim” dão-se, claro, nas horas de ponta e em certos domingos.

Mobilidade sustentável: necessidade de revisão do Código da Estrada!

Rogeriomad, Utrecht, 02.06.06.Informo a todos que o programa do II ano tertuliano foi alterado.
Uma vez que nos encontramos na Semana Europeia da Mobilidade, o tema da tertúlia deste mês será sobre a "Mobilidade sustentável".

Para lançar este tema, gostava de publicar uma conversa (escrita online), mantida entre mim e
Mário J Alves no Bicicleta Portugal, sobre a necessidade de novas regras de circulação rodoviária e consequente revisão do código da estrada, na qual transcrevo apenas o início da discussão.

A conversa já tinha começado e a certa altura eu escrevi, após a leitura da documentação presente no site da Plataforma para a Promoção do Uso da Bicicleta:

"Em relação à posição de marcha:
- Qualquer veículo deve ser circular na faixa mais à direita;
- Qualquer veículo deve circular o mais próximo da berma (não colocando em risco a sua circulação nem a de terceiros);

Interligado com a posição de marcha está a distância entre veículos:
-Qualquer veículo deve manter entre o seu veículo e o que procede uma distância de forma a evitar acidentes;
-Qualquer veículo em marcha deve manter uma distância lateral suficiente para evitar acidentes;"

Penso que estamos todos de acordo…

Continuando…
Em relação ao artigo 90.º li e reli, várias vezes, e não encontro qualquer justificação para o adjectivar de perigoso (pelo menos para se lançar uma petição). Concordo com todo o artigo 90.º que por acaso desconhecia… (nas aulas de categoria B não aprofundamos a circulação dos velocípedes, o que está errado).

Outra regra geral…
Só quando pretendemos mudar à esquerda é que assinalamos, convenientemente, a nossa intenção, usamos o eixo da via ou, em caso de via sentido único, usamos a faixa mais à esquerda. Para todos os veículos…

Quando o artigo diz: “os condutores de velocípedes devem transitar o mais próximo possível da berma…”
O que quererá dizer “mais próximo possível”?
Por exemplo, para mim o mais próximo possível é o mais próximo possível (tendo em conta a minha segurança, a da minha bicla, a de terceiros, etc.), quando não for possível coloco-me no meio da via sem qualquer problema (não subo o passeio, como muitos). Quando se encontram carros estacionados na berma… redobro atenção porque pode acontecer imprevistos e deixo uma distância lateral de forma a proteger-me de eventuais imprevistos… Todos fazem isto, ou não? O exemplo que dão… é real… mesmo havendo uma ciclovia… Por exemplo, muitas das vezes, a ciclovia é projectada entre o passeio e o estacionamento, sem haver uma separação física e sem deixar uma distância mínima entre os tipos de via, não prevendo situações como a que ilustram na página 4. O que fazer?

Depois… a ilustração que mostram na página 5…
Também aprendi nas aulas de código… que o automóvel pode ultrapassar um veículo de duas rodas (com linha contínua e com linha descontínua), DESDE que não COLOQUE EM PERIGO a sua circulação, a do motociclo ou velocípede, e a dos veículos em sentido oposto. Quando a via tiver linha contínua, este pode ultrapassar veículos de duas rodas, mas não pode pisar nem transpor a linha e DESDE que NÃO COLOQUE EM PERIGO a sua circulação, a do velocípede, etc… blá blá… caso contrário é contra-ordenação muito grave.

Se repararem na página 5. o Right e o Wrong são duas imagens diferentes, completamente:
-No “right” está certo… a faixa da esquerda está desimpedida, usamos sempre a faixa da esquerda para ultrapassar…
-No Wrong o automóvel azul nunca poderá ultrapassar o velocípede porque já se encontra um automóvel a efectuar a manobra de ultrapassagem… O exemplo que dão existe, é real e acontece muito, mas não é a lei que faz que aconteça coisa destas! É a falta de civismo e o esquecimento do código por parte dos condutores… No caso do trânsito lento a questão de segurança nem se põe em questão.

Por isto digo…
O artigo 90º estará obviamente a incluir/considerar a segurança… peca porque oculta informação e não vai de encontro às exigências dos velocípedes, mas se fosse… depois teríamos “velocípedes armados em veículos pesados”, ou seja, no meio da estrada a entupir o trânsito que, infelizmente, é demasiado nas nossas cidades, mas é real!. Repito… há muita falta de civismo dos velocípedes… (Não sou anti-ciclista. Atenção! Estou do vosso lado…).
Nos países nórdicos, Benelux, entre outros, resulta, e devemos seguir o exemplo deles, mas aqui não resultaria, por enquanto.

Quanto à prioridade cruzamentos…
Ao ler o código da estrada e ao ler o seu artigo/manifesto…
Sou da opinião que Portugal não está preparado para adoptar regras idênticas às dos outros países (desconheço as regras dos outros países, escrevo segundo o que dizem), porquê?

Na falta de sinalização, a circulação nos cruzamentos se faz através da regra geral de prioridade (respeitando sempre a direita). Certo?
E porquê que esta regra não contempla os velocípedes?
Para mim há uma razão suficientemente forte: “A lei do mais forte predomina”! (E na realidade portuguesa faz sentido). Porquê?
O Código da Estrada apenas é leccionado a partir dos 18 anos. Para QUEM QUER e para QUEM PAGA! (Não devíamos aprender o código para tirar carta de condução=carro, mas por uma questão de bom cidadão, aprender para saber bem circular e respeitar restantes utentes da via pública. No entanto, isto não acontece em Portugal). As escolas de condução são um negócio que devia acabar… Sabem quanto custa a carta em Guimarães=NORTE? 600euros na escola mais barata. E em Quarteira=SUL? 1200euros! Com negociação (se não fizermos metade das aulas, fazem-nos por 1000euros). Pormenores… bem mais complicados de se resolver… (porque convém a alguns a realidade existente continuar…)
Mas continuando…

Se a aprendizagem do CE é apenas para QUEM QUER (ou inscreve-se numa escola ou vai á internet e consulta documento CE) e para quem PAGA… ora…
Se perguntarmos a um jovem velocípede que nunca estudou/tirou o código, será que ele sabe o que é respeitar a direita nos cruzamentos? NÃO!
Convém mudar mentalidades através regulamentos, mas através do suporte base: Educação.
Regulamentar sem educar, não resulta! Código na estrada deve constar na escolaridade obrigatória. Não sei como é nos outros países. Como é? Mas, também, lá fora a tradição já é uma forma de educação…

Agora analisando a vossa ilustração da página 7. Bem! Não é bem assim, como tentam ilustrar… E digo isto, não apenas opinião pessoal, mas também porque acabei de mostrar a ilustração a outras pessoas… e elas concordam comigo.
Analisando a ilustração da esquerda para a direita…
- O primeiro ponto de embate: Só existe quando arrogância do condutor prevalece. Na mudança de direcção o condutor perde a prioridade perante o peão. Logo redobra sempre a atenção e reduz velocidade e nunca quererá atropelar um velocípede! (Não sejam radicais!)
- O segundo ponto de embate: Idem, idem…
- O terceiro ponto. É DE FACTO UM PERIGO. Mas relembro uma frase: por mais que tenhamos prioridade, ELA NUNCA É ABSOLUTA. Compete a todos os utentes saber atravessar os cruzamentos respeitando as regras do CE.
- O quarto ponto: idêntico ao 1º e 2º.

Agora pergunto-vos, o velocípede também não deve assegurar a sua protecção?
Eu, numa bicicleta, mesmo com prioridade, num cruzamento nunca passo tranquilo… redobro a atenção e não tenho qualquer problema dar a prioridade ao automóvel. Prefiro dar a prioridade (como um “velocípede cavalheiro”) do que saber (convencido) que a tenho e depois levar com um carro em cima! Pensem nisso…
A PRIORIDADE NUNCA É ABSOLUTA.
Porque será que nós, os velocípedes, queremos prioridade nos cruzamentos?
Será que pensamos mesmo nisso? Ou queremos afirmar-nos numa sociedade que ainda não está preparada para tal?
Antes de tudo, precisamos de educação. A educação não passa por regras/regulamentos.
Vejo muitas associações, e agora autarquias (cada vez mais), a promover o uso bicicleta. Este blog, também, é um exemplo disso…
O nosso combate deve passar por isso…

Relembro…
Todos os veículos que circulam na via devem circular, tendo em conta a sua segurança e a de terceiros. Devemos circular de uma forma cívica e respeitar/aceitar os erros dos outros. “Dentro do carro somos automóveis, a pé somos peões, montados na bicicleta somos velocípedes, etc…”
Somos todos utentes da via pública/privada, o respeito deve ser mútuo…
(Sempre pequenas ideias… recordações das aulas…).
Quando recebi a carta de condução vinha uma frase:
“respeite as regras do código de estrada e conduza com prudência”…
O que é conduzir com prudência? Será que sabemos?



Mário J Alves, responde e esclarece:

"Agradeço ter tomado o tempo de ler, pensar e comentar com energia um assunto importante. Antes de tentar responder às suas dúvidas e opiniões, gostaria de lhe fazer um apelo de carácter geral:

Porque é que estas e outras regras só existem no Código da Estrada português? Há várias hipóteses:
1) O nosso Código da Estrada é mais correcto que todos os outros códigos europeus. O que convenhamos é difícil de acreditar. :-)
2) O nosso Código da Estrada responde a um contexto cultural próprio e especifico de Portugal e está correcto para o nosso país - parece ser esta, em traços gerais, a sua opinião.
3) O nosso Código da Estrada está antiquado e reflecte uma visão das regras de trânsito já ultrapassadas no resto da Europa - é esta a minha opinião.

Sobre 2) só devo acrescentar os seguintes pontos: a) a nossa vizinha Espanha, com um contexto cultural muito semelhante ao nosso, tem um Código da Estrada muito mais moderno e adequado à protecção e dignidade do ciclista. Talvez mesmo, neste momento dos mais modernos da Europa e que inclui os princípios defendidos no documento que comenta. b) durante muitas décadas disseram-nos algo do género - ideias muito interessantes, até concordaria com elas noutro contexto, mas o nosso país não está preparado para elas. O grave foi que uma dessas ideias era a democracia. Na minha profissão, ligada à mobilidade e sustentabilidade, é o argumento que mais oiço - tudo muito certo concordo, mas Portugal não está preparado para isso. :-)

Não é o seu caso, porque até nem diz "tudo muito certo", porque com grande frontalidade não concorda com muitos dos pontos do documento. Mas não deixo de notar que sempre que concorda um bocadinho - lá vem outra vez o - ok, mas Portugal não está preparado para isso. :-)

Em abono da teoria 3) devo acrescentar que a evolução dos CE europeus, inclusive o espanhol, vão na direcção do defendido pelos documentos da Plataforma para a Promoção do Uso da Bicicleta. Existe uma direcção - uma evolução - um sentido.

Então, vamos lá por partes:

O Art. 90º Posição de Marcha:

Concordamos ou não com estes pressupostos?

São só necessários três elementos no código da estrada de forma a regulamentar a circulação de bicicletas:

1. As regras básicas consequentes de considerar os ciclistas condutores de veículos;

2. As regras que protegem a bicicleta porque é um modo de transporte vulnerável mas que importa incentivar.

3. As regras especificas à bicicleta sobre equipamento (por exemplo luzes e reflectores);


Se sim, o artigo 90º, que descrimina os velocípedes, restringido especificamente os seus direitos, não cabe em nenhuma das alíneas acima.

Só por esta razão o Art. 90º não deveria existir e todos os veículos (inclusive a bicicleta) deveriam cumprir simplesmente o Art. 13:


Artigo 13º
Posição de marcha

1— O trânsito de veículos deve fazer-se pelo lado direito da faixa de rodagem e o mais próximo possível das bermas ou passeios, conservando destes uma distância que permita evitar acidentes.

2— Quando necessário, pode ser utilizado o lado esquerdo da faixa de rodagem para ultrapassar ou mudar de direcção.


Foi esta a posição adoptada pelo artigo que comenta.


No entanto, acredito agora que os veículos de duas rodas, por serem veículos mais vulneráveis, não deveriam sequer ter que cumprir o Art. 13º tal como está redigido.

Para evitar apertões laterais, se conversar com qq utilizador experiente de motociclo ou se consultar qq livro de segurança rodoviária além Badajoz, reparará que se aconselha a que a circulação não seja feita "mais próximo possível das bermas ou passeios", mas sim alinhado com a posição do condutor de um veículo automóvel - isto é a 2/3 da faixa para a esquerda. Isto é, o motociclista para garantir a sua segurança não deveria cumprir o Art. 13º do CE.

No caso dos ciclistas é um pouco mais complicado. Como aconselha, por exemplo o livro cyclecraft (recomendado pela Royal Society for the Prevention of Accidents do Reino Unido), mesmo os ciclistas mais lentos deverão ocupar o centro da faixa de rodagem da direita como a sua posição primária. Se houver veículos a quer ultrapassar e/ou o ciclista avalia que é possível uma ultrapassagem segura (isto é, se a largura permite uma distancia lateral segura entre ele e o veiculo), o ciclista deverá adoptar a posição secundária (ligeiramente para a direita, mas sempre mantendo em relação ao lancil ou carros estacionados uma distancia de segurança). A razão de ser deste posicionamento na faixa é que os ciclistas são mais visíveis e previsíveis quando circulam na posição primária que quando adoptam a posição secundária (atenção às portas!). Ora, este tipo de posicionamento do ciclista na faixa é ilegal tanto de acordo com o Art. 90º como o Art. 13º.

Por estas razões, parece-me melhor alterar tb o Art. 13º, para permitir mais liberdade para os veículos de duas rodas adoptarem a posição na faixa que estes, e de forma subjectiva, considerem mais segura.

Como re-escrever o Art. 13? Quer ajudar?

Agora em relação à prioridade nos cruzamentos (Artigo 32º Cedência de passagem a certos veículos e Artigo 31º Cedência de passagem em certas vias ou troços).

Mais uma vez, ao discriminar restringindo direitos especificamente aos ciclistas, o Art. 32º e 31º não cumprem os pressupostos de que falei à pouco (nem é 1., nem 2. nem 3.). Por isso mesmo esta discriminação deve desaparecer. Digo isto só porque se não, o melhor era discutir primeiro este pressuposto e só depois então discutir os detalhes do CE.

A prioridade nunca é absoluta, mas em situação de responsabilidade perante a lei o CE português, contrariamente aos outros, põe a responsabilidade no mais fraco em vez de por a responsabilidade no mais pesado. É que as situações de conflito em cruzamento que refere que só existem "quando arrogância do condutor prevalece" são as mais frequentes e mais perigosas para os ciclistas. Porque a arrogância do condutor é uma aquisição cultural que é mais frequente em países onde a lei põe a responsabilidade de protecção no mais vulnerável - isto até é contra o Principio de Justiça de Rawls.

Mas não deixo de concordar com muitas coisas que diz. Nomeadamente na importância da educação e da prudência. Por isso mesmo, na proposta de Alteração do Código que tb está na página, propomos à cabeça propostas fundamentais, tais como:

O Código da Rua que integraria "O Principio da Prudência" a exemplo da recente revisão do Código Belga.
Educação para a segurança rodoviária obrigatória nos currículos escolares.
Regras e sinalética de gestão das velocidades em meio Urbano.
"


Para que o artigo não se torne extenso, aconselho os leitores a acompanhar a restante parte da conversa no excelente blog Bicicleta Portugal, um espaço de reflexão e debate sobre mobilidade ciclável, na Etiqueta Legislação acedam à respectiva caixa de comentários do artigo "Petição pelos direitos dos ciclistas".

Aconselho a leitura dos documentos disponíveis nos sites da Plataforma para a Promoção do Uso da Bicicleta e do Mário J Alves.

Saudações geo,

Rogériomad

Exposição “Energias Renováveis, Fornos Solares, Mobilidade Sustentável"

Clique para aumentarData: 19 a 22 de Setembro de 2007
Localização: Praça da Pontinha (Faro)
Horário: 11h00-23h00
Organização: Clube Automóvel do Algarve/ CMFaro

Descrição: Presença de stands de entidades públicas e privadas- demonstração de tecnologias de aproveitamento das energias renováveis e de mobilidade mais amigas do ambiente.


+ info:
964144312

segunda-feira, setembro 17, 2007

Mais um salvador...

Lá está ele, o homem que quase chegou à casa-branca; o homem que, certamente, irá salvar o planeta; o homem do qual os média "agradecem" que tente salvar qualquer coisa. O homem: Al Gore; o rapaz que não teve direito a charuto. Se chegasse à presidência (de qualquer coisa) provavelmente faria como o Moita Flores: geria o "negócio" pela televisão, local onde passa normalmente o tempo. O homem ganhou mais um(!) prémio.

The man who saved the world
Cortesia oBitoque