Aprovada na Comissão Europeia. Agora, "quem cultivar, reproduzir ou trocar sementes que não tenham sido registadas, testadas e aprovadas pela nova agência* incorre em
acto ilegal".
Pronto. É tão-só isto. Vamos ver o que é que vai acontecer agora.
* uma nova agência a criar: algo como Agência de [e não Para a] Variedade de Plantas da União Europeia. Saber mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui...
"O capitalismo generalizado não pode deixar de destruir o planeta tal como destruiu a sociedade e tudo o que é colectivo."
O aumento da população é uma transformação da biomassa e das matérias que há na Terra em outras coisas. Ora, como só a Natureza sabe bem fazê-lo (tivemos milhões de anos de exemplo) as coisas estão a dar prò torto: assim, agora produzimos desertos, secura, lixo, dióxido de carbono e outros gases, betão, alcatrão, corrupção, esvaziamento, autoritarismo, hipocrisia, escravaturas, destruição de ideias e fechamento de caminhos.
E guerras: a da fome e a das armas.
O objectivo é sempre o mesmo: considerar o "Outro" como inimigo para limpar o respeito do caminho e destruí-lo.
Para que não obste ao...
Crescimento?
Desenvolvimento?
Progresso?
Bem-estar?
Reforço do poder.
Estão a vencer mas cada vez menos a convencer.
Vêde o crescimento demográfico islandês, sustentável, e como ele pode andar associado à raridade da biomassa que sustenta os corpos humanos e a uma outra concepção de vida, do Homem e da sociedade (que difere da imperialista capitalista: crescer, crescer, crescer, crescer...)
Vêde o descrescimento populacional (não sou contra o decrescimento) de Portugal e como para tal desencantaremos inúmeras explicações:
- abandono do sector produtivo em detrimento do ilusório sector especulativo e engonhador (serviços e comércio)
- falta de perspectivas, de ideias e sobretudo, que são cada vez mais a senti-lo, falta de vontade para estar numa terra em que reina um profundo desprezo e uma algoz prepotência por parte dos decretos administrativos e dos procedimentos ordinários das empresas que nos vão carcomendo cada aspecto da nossa vida, vidinha, social.
Ah... se a Natureza ajudasse Portugal e tudo invadisse.
Mas andámos a maltratá-la e a enfraquecê-la durante demasiados anos para que elas nos venha agora resgatar em momentos de aflição.
E assim se perdem caminhos de sabedoria e respostas ao mundo desorientado que cada um de nós ainda leva dentro.
e atentem bem nos últimos acontecimentos surpreendentes:
A propósito - invocam... - do resgate financeiro ao Chipre, decidiram taxar os depósitos bancários abaixo dos 100 mil euros. Acho que não estou a dizer nenhuma desconformidade.
Resultado talvez sereno, talvez racional, tido como espontâneo por parte de quem tem dinheiro no banco:
Muitas e muitas pessoas foram vistas a levantar dinheiro nas caixas de multibanco! - anunciaríamos, espantados, em tom jornalístico.
O caos, o medo e a sensação de injustiça e roubo instalaram-se nos cipriotas.
(Notícia de domingo.
Segunda os bancos estiveram fechados pois era feriado nacional.)
Resposta ao resultado:
(notícia ouvida há pouquinho na Antena 1 (tanto faz, não é?)
"O Eurogrupo recuou na aplicação de imposto aos depósitos bancários abaixo dos 100 mil euros."
Seguimento da notícia:
"Com esta decisão, o clima ficará menos tenso. Continuará a haver possibilidade de tumultos, mas..."
Análise:
O que importa aqui verificar é a palavra/expressão-chave "menos tenso", dita, com a boca do poder mas cuja verborreia propagandística sai pela voz dos média (ditos legítimos e confiáveis e representantes e garantes da Democracia e blá blá blá...) e sentida em tons de alívio.
É isso que quem sente?: o Eurogrupo, que é o único sujeito naquele comunicado.
Não, não venhais querer baralhar-nos e afirmar que o sujeito é o povo cipriota que tem dinheiro (uma certa soma) no banco.
A análise não fica por aqui, que agora é que vem o mais importante. Portanto:
Análise à resposta ao resultado:
As pessoas correm a tirar dinheiro do banco, ui! temos de mudar de atitude.
Mudam de atitude.
As pessoas podem, mesmo assim, não recuar na criação de tensão social e física nas so-cidades cipriotas.
Não faz mal.
Vistes o que aconteceu?
A violência não é o problema. A violência contra o poder é a perda de razão (ui!, não menciones essa palavra...) perdão, a perda de legitimidade de quem quer viver num Estado democrático blá, blá, blá.
O problema é atingir o poder racionalmente: levantar o dinheiro em massa é retirar o poder ao poder, pois, em si, signfica o instrumento com que nos abanam e convencem os olhos e nos fazem a cabeça e nos compram.
O problema, para o Poder Económico e financeiro, seria - depois desse (convém impedi-lo a todo o custo!) seria ficarem a descoberto, como as contas bancárias, sim, COM as contas bancárias vazias.
Esvaziadas de sentido e reenchidas do absurdo que seria a demonstração material de que o dinheiro que as pessoas pensam ter não existe na realidade.
E, por conseguinte, o escancaramento de que o dinheiro - tão esquecidos estamos disso, não é? - é uma convenção que nos obrigam a subscrevermos para nos mantermos e nos manterem amestrados.
Poortugal tem auto-estradas que são uma maravilha de se ver.
E andar!
Neste momento, e se calhar há já algum tempo (pois padece de uma deformação de base...), há é pouca gente a vê-las com bons olhos e, talvez por consequência, ainda menos a andar a pôr nelas os olhos.
Mas, para alguns que o fazem, a deixar os olhos da cara no final de cada troço.
Ontem parece que, diz que, houve aí uma notícia, que querem pôr portagens em todas as auto-estradas e tal.
Ok. Ponde à vontade.
Tapai mais a panela de pressão no lume florestal.
Bom.
Mas não era por aqui que eu queria ir.
Agora, para voltar para trás, tenho que ir até ao final.
O salto acelerado e sem rampa de lançamento para o foguete que este país passou a ser, perdido no éter (sim, sim, esse mesmo que leva muita gente aos comas alcoólicos), após os anos do poder distribuído, que foi isso que o PREC foi, saldou-se na miséria mental e suas materializações que hoje abundam pela bunda cu-lateral que é o Portugal actual.
(Virar o cu prò lado, como fugir co' rabo à seringa, é para dar a vez aos próximos proxenetas que escolhermos pelos anos seguintes.
Tão bem que eles cuidam de nós,,,!)
Sem educação e preparação, saímos da carestia e da miséria para essa outra carestia e miséria invertida que é o consumismo e o subsequente / inconsequente "destrutivismo" paroquial.
Como o problema das drogas pode ser um problema do excesso (tanto de miséria como de dinheiro), o consumismo é um consumo em bicos dos pés para demonstrar sabemos lá o quê a nós mesmos, que estamos "passados" e o que interessa é perder o controlo, se possível, parcial.
O betão é o desígnio deste país, assim no-lo inculcam desde pequenos.
Os nossos pais, que até cresceram a acarretar baldes de massa (não, da outra), os nossos autarcas, que é assim que sobrevivem, acolitados pelas empresas e empreiteiros que... já não se distinguem lá muito bem - é uma massa, homogénea, coloidal, fatal, maquinal.
Que cheira mal.
A auto-estrada é uma das marcas do mundo dito pós-industrial (pós para quem? Deixou de haver indústrias? Pelo menos, parecemos apostados em expulsá-las do nosso buraco umbilical ocidental.
E transferi-las para outras terras, que, por isso, já não cabem na designação imaculada e fraternal do o "Ocidente".
Mas a praia ocidental lusitana ainda está longe.
Pois parece haver duas tendências opostas: internamente, a mando, dizem, lá das Europas (onde fica isso?), a destruir o "tecido industrial nacional" e tal e tal e por outro alguma ou outra multinacional a ver nos mendigos que somos, que aguentamos, aguentamos, uma excelente oportunidade para fazer mais lucros com a poupança no custo laboral.
Entalados como enlatados, o prazo aproxima-se do final.
Mas ainda não é isso.
Na era e na capital da auto-estrada, não podemos viver já da mesma forma como dantes. Isto é uma questão antropológica, pois trata da forma como nos relacionamos com o espaço e como o percebemos. E - pescadinha de rabo na boca, cães aos círculos, em espiral infernal - trata-se da forma como nos relacionamos com o espaço e o que lhe fazemos.
Não se pode amar o que se não conhece.
Não se pode cuidar do que não se aprende a amar.
Não se conhecer o que... já passou.
A auto-estrada alterou esta forma de vivermos e passámos a desprezar os locais. Somos estranhos por todo o lado e bestas de lado nenhum.
Nos fluxos horários, migratórios, informativos e relacionais esboroamo-nos como um pedaço de terra de vaso a deixar de ser regado.
Que prazer há em viver numa viagem que se não vive?
Cadáver adiado não seremos na auto-estrada, pois esta trata de fazer de nós um cadáver adiantado.
Para mais, as auto-estadas são cada vez mais iguais.
Mas talvez por causa desta mesma razão o são.
É preciso saber viver a tempo, diz o Nietzsche.
Não devemos forçar a travessia, pois chegaremos ao fim sem nada do que devíamos colher pelo caminho, resume Kavafis.
Viver aqui e agora.
Lutar pelo que temos agora e contra o que hoje nos afecta.
No desfiladeiro, cada passo em falso é o aproximador não da queda mas do embate, que é isso que nos mata.
De vez.
Auto-estrada é destruição do presente ao fazer-nos almejar o futuro.
Pelo futuro onde nunca ninguém viveu ou poderá viver.
É como comprar o céu a prestações e morrer de fome pela falta de dinheiro que se emprega a tratar do futuro.
Esta é a ética protestante, ideologia inflamável a corroer as sociedades há tanto tempo em declínio.
E o capitalismo não trata de a professar nas igrejas e espaços de adoração moderna, veiculada pelo gás metano e o brómio da informação "ao minuto", na "ânsia de tudo saber", para nada entender e tudo perder.
Sempre a merda do futuro, a merda do futuro!, grita, Zé Mário que todos somos.
Contrairmos dívida hoje, que estará saldada no futuro, cujos juros vamos pagando com o nosso presente cada vez mais morto.
E o objectivo é perdoar um ano, ou, traduzido por outras palavras, continuarmos a aumentar os juros e o tempo infindável do seu pagamento.
Já! Não, pagas agora.
Pagas já, usufruis depois.
A propriedade leva à apropriação e a parida propaganda trata de te comer o pão com a promessa de te vir dar de comer à mão.
"Com tanto passado, pobre é o presente.
Com tanta ignorância, muitos mais tiranos.
Com tantos hipócritas o amor ao próximo desaparece."
Cemitério dos prazeres nas chamas dos semáforos vermelhos.
Um sismo de intensidade 6,1 na escala
de Richter abalou hoje a região de Vanuatu, no Pacífico Sul, sem que as
autoridades tenham informado sobre a existência de vítimas ou danos materiais,
ou emitido alerta de tsunami.
A República do Vanuatu está
localizada no chamado "Anel de Fogo do Pacífico", registando abalos
sísmicos com frequência.
À estratégia de mercadorização do mar corresponde a
apoteose do desperdício mais insano. Esta verdadeira infâmia ocorre há vários
anos. Recordo-me de assistir na RTP2 em 2012 a um documentário bem elucidativo
a este respeito, denominado "Hugh's fish fight", vertido para português
"Hugh e a causa das pescas".
Apesar do novo regime de arborização e rearborização, promovido pela ex-Autoridade Florestal Nacional, no mês de maio de 2012, ter sido alvo de fortes críticas por parte das fileiras florestais - que não a do eucalipto -, das Associações de Defesa do Ambiente e de milhares de cidadãos que assinaram duas petições contra a nova legislação, tudo leva a crer que o Conselho de Ministros se prepara para aprovar uma proposta que continua a ir no sentido de permitir novas plantações de eucaliptal sem qualquer regulamentação, sobretudo no Norte e Centro do País.
O governo brasileiro e o sector privado estão a colaborar com o Japão para promover um projecto de agronegócio em grande escala no norte de Moçambique. Denominado ProSavana, o projecto poderá disponibilizar 14 milhões de hectares de terra para empresas brasileiras do agronegócio para a produção de soja, milho e outras culturas de rendimento que serão exportadas pelas empresas transnacionais japonesas. A área de Moçambique, conhecida como Corredor de Nacala, é uma região onde moram milhões de famílias camponesas que correm o perigo de perder as suas terras neste processo.
Sete helicópteros, forças militares, policiais e de segurança, estimadas em mais de 500 efectivos, tomaram parte numa operação de demolições do bairro residencial Mayombe, no município de Cacuaco, em Luanda, a 1 de Fevereiro passado.
De acordo com os relatos dos moradores, o dispositivo militar e policial destacado no local de madrugada surpreendeu e causou pânico às populações locais. “Por volta das 5h00 da manhã, os bulldozers começaram o seu trabalho de desalojamento de mais de 5,000 pessoas”, afirmou Mateus Virgílio Mukito, um dos moradores.
Por sua vez, Pedro Sebastião, outro desalojado, disse ao Maka Angola que duas crianças morreram no acto. Ler notícia completa, via MAKA
Na China e no Brasil dos Jogos Olímpicos a cena repete-se. São só uma amostra dos bem-olhados e bem-aplaudidos países "em crescimento", exemplo a seguir pelos que agora os vêem passar à sua frente.
Em termos de massificação:
a) O turista é aquele que vai consumir coisas nos sítios onde não habita.
b) O consumidor é o que faz as coisas dos sítios onde não habita fazerem turismo por ele.
Os turistas são a força motriz da destruição, pois o seu consumo é o aval para que continuemos a aplicar estas estratégias.
Os turistas são uma só face dum mundo onde as maiores empresas, para o manterem mais bem enredado, baralham as forças e zonas de produção e consumo para criarem relações de dependência por elas controladas e por elas espremidas sob a forma de petrodólares e outros nauseabundos líquidos.
O turismo massificado vai lá aprovar a obra visível, apenas.
Digo massificado pois é esse o que é suficiente para suportar as grandes maquias. As grandes massas, já agora.
O turismo-crime muito bem organizado e planeado por não sei quantos agentes e intermediários.
Para que nada escape e o dinheirinho seja certo.
E se pensamos que só lá para os países que os ricos subjugamos é que se cometem atrocidades - o velho, permanente e muito escamoteado e ocultado direito à terra - pensemos nas demolições dos bairros das zonas do Porto ou da grande Lisboa, para os quais já tivemos oportunidade de chamar à atenção, ou, nos países ditos desenvolvidos ou democráticos mais a norte, a França, no caso, que recorrem aos mesmos métodos repressivos da polícia e do exército numa intimidação encapotada típica das ditaduras militares em que os dois blocos caquécticos e assassinos foram pródigos desde o século passado.
Tudo para "varrer" manifestantes que ocupam terrenos cobiçados não pela polícia, nem pelo Exército, nem pelo Estado, mas pelas empresas que mandam nestas três instituições.
Em nome da Democracia, ou, se quisermos, do desenvolvimento económico, para construir novos aeroportos, para destruir quintas invocando o que for preciso ou para novas linhas de TGV.
Menos espaço para todos.
Mais dinheiro para alguns.
As pessoas são, tal como por cá, algo que não existe.
Só existem para ter fome e ser carne pra canhão. Bem apontada prò coração do mundo.
O esforço europeu para limitar os gases com efeitos de estufa vê-se ameaçado de morte devido ao preço das emissões ter descido drasticamente, enfraquecendo assim o incentivo para as indústrias poluírem menos e forçando as políticas a sopesarem as prioridades ambientais face aos objectivos económicos.
Com o custo das emissões de CO2 por volta de 5€ por tonelada - um terço do que era há 18 meses - fornecedoras de energia na República Checa, na Alemanha e na Polónia reconsideram recorrer a fontes de carvão.
Na terça [19.Fev.2012], a Comissão Ambiental do Parlamento Europeu votará uma proposta para a União Europeia adiar a possibilidade de emitir 900 milhões toneladas pelos mercados durante cinco anos, no intuito de impedir que o preço das mesmas caia ou até para que ele suba.
O abrandamento do mercado - conhecido como Comércio Internacional de Emissões, cujos programas criam custos ou benefícios para quem, respectivamente, polui mais ou menos - está a ser posto em causa como meio de diminuir o aquecimento global e de encorajar o desenvolvimento de alternativas às energias fósseis.
Tornar mais caro poluir por fazer com que as empresas adquiram direitos de emissão é uma estratégia fundamental para a UE reduzir em 20% os valores para 2020, levando-os aos níveis a que estavam em 1990. Mas tal seria um presente envenenado para a competitividade das economias.
Esta questão tornou-se no pomo da discórdia entre os que estão mais preocupados com o crescimento e os defensores de que a UE não deve perder de vista os objectivos ambientais de longo prazo.
"Há uma disparidade entre as prioridades económicas e os desafios que a Europa está a enfrentar para atingir reduções mais agressivas, disse Divya Reddy, analista de Washington para as questões climáticas do Eurasia Group.
* Tradução de E. Soja.
A notícia, do Wall Street Journal de Segunda-feira, 18.Fev.2012, prossegue numa outra página, com análises e comentários e a famigerada-obrigatória referência à crise (crise de quem? para quem?) económica, dos "mercados", etc. e tal.
Trata-se de finanças, de compras e de vendas, de botões e de flippers a tilintar na bolinha a dançar sobre as nossas cabeças.
As reportagens sobre o tema do crescimento do eucalipto e respectivo comentário, do minuto 34:30 ao 41m40s.
e passamos a citar a hipocrisia, o atraso mental e a incompetência da senhora Assunção:
"O eucalipto cresce um bocadinho. [SIC]
Temos o declínio do pinheiro, essencialmente ao problema do nemátodo e ao problema dos incêndios...
(...)
Quando nós olhamos para a área arborizada de pinhais vemos que a fotografia não é assim tão má.
(...)
Temos oportunidade de no próximo programa de desenvolvimento rural e aproveitando esta lógica multi-fundos podermos encontrar instrumentos para apoiar a floresta, nomeadamente o pinheiro bravo e nomeadamente o sobreiro, que precisam de ser mais apoiados."
Com que então, apoiar o pobre do pinheiro bravo e - espante-se - o sobreiro!...
E com que então parece ser só o pinheiro que sofre com os incêndios...
Hipocrisia é mandar essas palavrinhas tecnocratas quando a praxis vai no sentido da desregulação, como o Vidal bem chamou à atenção aqui.
E vale a mesmo pena ouvir os comentários de Luís Alves, do jornal 24 Horas de terça, relativo ao dia 11.2.12. Para quem não pode ver e ouvir, transcrevemos aqui (do minuto 38m19s ao 41m40s):
- Luís, ter mais eucaliptos o que é que pode significar. Falámos aqui do efeito dos incêndios, mas a Quercus diz que vamos ter uma mudança profunda na nossa floresta, com menos água.. por aí adiante.
- E eu concordo com tudo isso e acrescentaria algo mais.
Aquilo de que se fala, com a nova legislação que o Governo pretende ver aprovada, até agora inédita na Europa, que será possível arborizar zonas com 5 ha ou rearborizar zonas até 10 hectares sem qualquer tipo de licença.
E vai mais longe: permite plantar zonas ardidas - a lei até agora obrigava a plantar com as mesmas espécies que lá estavam - e partir de agora, se esta lei for aprovada, pode-se plantar com qualquer espécie.
- As pessoas lá em casa estão a dizer "Mas eu não tenho nada a ver com isso!". Será?
- Tem, tem, porque a floresta portuguesa produz um conjunto de bens que são do usufruto de todos nós. As pessoas pensam que a floresta funciona só como um rendimento a curto prazo - no caso do eucalipto, em que as pessoas podem retirar rendimento em oito ou dez anos - mas esquecem-se que a longo prazo... eu não sei se as pessoas têm andado a ver a paisagem portuguesa - ver um eucaliptal em fim de vida é absolutamente assustador, é paisagem lunar.
- É uma paisagem lunar porquê? Porque consome toda a água e seca tudo o que está à volta? É mesmo verdade essa imagem?
- É mesmo verdade. Quem for para a paisagem - não é muito difícil encontrar um destes eucaliptais - nós temos a maior mancha contínua de eucalipto da Europa e somos uma maiores do mundo, somos a quinta maior mancha a nível mundial...
- Isso quer dizer que aquele passeio que nós temos, até dentro duma cidade, debaixo dum pinhal ou doutro tipo de árvores, pode desaparecer?
- Completamente! Repara: é completamente anti-biodiversidade, é muito difícil encontrar seja que espécie for a conviver com um eucaliptal.
Mas eu iria até mais longe. Eu, enquanto jovem agricultor que, por exemplo, ando à procura de terra, vejo com estas medidas ainda mais limitante a opção de encontrar terra disponível. Os optimistas da medida dizem que isto pode promover o emprego e o regresso ao mundo rural, mas eu não estou a ver as pessoas à espera oito a dez anos a ver as árvores...
- Mas pode ter um efeito positivo: produz lucro rápido!
- Pois promove um lucro rápido: fala-se de quatro mil euros por hectare, mas por exemplo não se fala dos custos associados à reconversão do eucaliptal e esses são da responsabilidade do proprietário e podem superar os 750 mil euros por hectare, com a mobilização de máquinas pesadas.
Não se fala, por exemplo, que é absolutamente impossível recuperar um solo a curto prazo...
- Não se fala do que pode acontecer no Verão, com os incêndios: os incêndios dos eucaliptais são coisas dantescas.
- Ó João, eu até arriscaria aqui a fazer futurismo: eu vou fazer futurismo para o Verão de 2013:
Neste Verão nós vamos ter o país a arder, vamos ter pessoas a morrer, vamos ter [gastos de] milhões de euros em meios de combate a incêndios, que nós, contribuintes, pagamos; vamos ter jovens que, como eu, andam à espera do banco de terras, que já foi prometido pelo Governo [*], mas que não têm terras disponíveis porque provavelmente elas vão ocupadas por vinte anos, em contratos que vão servir só alguns, mas não vão servir os propósitos da agricultura portuguesa.
Portanto, eu espero, para bem de todos nós, que estas medidas não vão de facto avante.
* A proposta do banco de terras, prometida pelo Governo, foi primeiramente feita pelo Bloco de Esquerda. Ao que as bancadas da maioria votaram contra.
"Eucalipto destrona pinheiro-bravo como primeira espécie da floresta portuguesa."
O que quer isto dizer?
Quer dizer muuuuita coisa.
Olhemos à nossa volta.
Temos algum papelinho no bolso, por exemplo?
Um papelinho esquecido no fundo do bolso, daqueles que andamos há dias para...
lá está! Zás!
... deitar ao lixo.
A biomassa circulante, a energia transformada, materializada nesta ou naquela - passe a expressão - matéria, a que depois, nós, os achadores de filões, passamos a chamar de recurso.
Que desbaratamos.
Que, para desbaratar, estimulamos a produzir mais e mais e mais.
E tem consequências.
Basta olhar a paisagem, a organização económica, talvez os incêndiozitos do nosso querido Agosto que se vai alargando como o deserto. Com o empobrecimento dos nossos solos. Mais a consequente e mais fácil sua erosão. E os problemas com que as barragens e a édêpê, coitadinha, se deparam devido aos assoreamentos. E os portos e a navegabilidade e a costa e o litoral e a perda de território nacional... Aqui del' rei!!
...talvez a rarefacção e pauperização biológica e dos habitats.
- Ei, isso não está comprovado. Faltam estudos.
Faltam estudos para comprovar isso o raio que te parta!!
Pareces mais um denegridor dos que defendem que as ondas electromagnéticas têm impactos na saúde. Ou, mais poderosos-asquerosos-prepotentes ainda, pareces aquelas autênticas instituições empresariais com poder de Estado, do ramo alimentar e agro-químico, que andam a tapar o sol das pragas com a peneira da solução para a fome mais os Organismos Geneticamente Modificados que vos pariram!!
(Ver artigo de amanhã)
Há sempre os preconizadores do status quo. Abundam os sistematizadores calcitrantes do mundo. Para que tudo continue a mover-se no mesmo sentido errado em que se tem movido. Há estudos que vêm meramente comprovar
(às vezes legitimar, com a forma académica, se ainda damos crédito à ciência e ao saber e ao estudo e ao trabalho e ao pensamento e à organização de ideias e...)
aquilo que já suspeitávamos.
Se já tivemos tempo para nos deter um bocadinho no assunto.
Braga | 9 de Janeiro de 2013 - Qualidade de vida afunda e empurra o concelho de Braga para fora dos 30 melhores.
O concelho de Braga desceu 20 lugares no ranking nacional da qualidade de vida, tendo sido afastado do grupo restrito dos 30 municípios com maior desenvolvimento económico e social, ao ser relegado para a 46.ª posição. A investigação realizada pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior coloca seis dos 24 municípios do Minho entre os 30 piores. Para a “má imagem” da região contribuiu a perda de qualidade de vida na generalidade dos concelhos, que foi mais notória nas economias de maior dimensão. Terras de Bouro foi o município que mais qualidade de vida ganhou e o distrito de Viana do Castelo é o que melhor ficou na fotografia.
O excerto foi retirado da edição do Diário do Minho do passado dia 9 de Janeiro.
Quem teve a oportunidade (e o desperdício de tempo) de ler as duas páginas que o dito "jornal" desbaratou para falar do estudo... ou passou à frente, dizendo para os seus botões "tst tst...", ou... passou à frente a "mandar vir" com o império Mesquita e Associados... ou, ainda, passou à frente dizendo mal do estudo, com pensamento "mas que vem agora um estudo que não é nosso dizer da nossa terra?!"
Queremos extrair e sublinhar algumas expressões que figuram no tão-bem lavrado e promissor "corpo de texto" da "notícia". Só para que tomem conhecimento. Exemplos:
"A «auto-denominada» terceira cidade do país (gostámos especialmente desta ironia) (...) surge agora na quadragésima sexta posição";
"No grupo de que a capital minhota foi afastada surge também Coimbra - ocupa a quinta posição -, que é o histórico concorrente de Braga, na disputa do título de terceira cidade mais importante do país.";
"No primeiro trabalho da universidade sediada na Covilhã, a bimilenar Bracara Augusta surgiu na posição 27, tendo melhorado um lugar ao nível da qualidade de vida, segundo o estudo publicado em 2009.";
"No trabalho concluído em 2012, e que já foi alvo de alguma contestação de autarcas, Braga cai a pique para a posição 46, queda que não é apenas explicável pelo facto de o estudo ter agora incluído todos os concelhos do país, quando nas duas edições anteriores incidiu apenas sobre od 278 municípios do continente.";
"À frente da capital minhota ficaram concelhos como Funchal (4º), Marvão, Constância, Cascais, Loulé, Oeiras, Vimioso, Vila do Bispo, Portimão, Lagos, Sines, Alter do Chão, Barrancos, Santa Cruz das Flores, Tavira, Faro, Aljezur, Castro Marim, Vila Real de Santo António, Castro Verde, Lagoa, São João da Madeira, Castelo de Vide, Pedrógão Grande, Góis, Ponta Delgada, Porto Santo, Aveiro, Campo Maior, Matosinhos, Fronteira, Almeida, Évora, Viana do Alentejo, Sardoal, Vila Velha de Ródão, Crato, Figueira da Foz, Nazaré e Miranda do Douro."
Ufa!!! ou seja, apenas não foram mencionadas Lisboa, Porto e Coimbra - que já o tinham sido anteriormente no texto do jornal. Por isso, o escriba escusava de ter empregue a expressão "ficaram concelhos COMO", bastava-lhe dizer que o de Braga ficou atrás daqueles, que foram TODOS os que ficaram à frente. Eheh. Em termos de Português, esta frase à la palice é péssima, mas aquela expressão, num jornal, lido por mais que os habituais quatro ou cinco visitantes do Georden, pode dar azo a interpretações erróneas. Bem, mas os jornalistas de fraco profissionalismo parece ser mesmo isso que procuram. Já lá iremos com mais uma suspeita.
Bem, mais exemplos não vêm agora ao caso, para não os maçar tanto quanto nós ficámos por ter lido - e esperado, ansiosos - esta prosa vomitiva e vomitada.
Todo o texto trata de subidas e descidas e classificações: quais e em que lugares.
Na página ao lado surgem títulos como "Maioria dos concelhos do Minho perdeu qualidade de vida"; "Vida com mais qualidade nos municípios do Alto Minho", "Terras de Bouro dá salto de gigante e Cabeceiras foge aos últimos" e, por fim, "Seis minhotos estão entre os piores do país".
Não sabemos se depreendem daqueles títulos que o pobre escriba, pensando, coitado, que estava a fazer jornalismo, estava apenas a transferir dados numéricos para texto... Isto é, limitou-se a fazer uma transcrição dos resultados quantitativos do trabalho. Este é o vazio de que enformam os "rânquingues": ordenam, mas não explicam. A explicação e os porquês - trabalho central do jornalismo - não coube aqui. É só mais um caso em que pensámos ter ficado mais bem informados, nós, a opinião pública dos "orinóis". Ou a retrete.
Que leva com toda a porcaria, entenda-se.
Que leva com o que não foi aproveitado e foi importante para um qualquer organismo, entenda-se.
E no texto, somos prendados, mas apenas por uma nesga, com "porquês" que subjazem aos resultados e de tão "precipitada queda" do concelho de Braga. São, parecendo que escaparam à tolice, estas:
"fraco dinamismo económico" e o "envelhecimento da população existente", "entre outras das 48 variáveis analisadas".
Ou seja, o escriba considerou que aquelas duas eram as mais relevantes para explicar - explicação que não parecia ser o que se pretendia (tão só reafirmar o pequenismo de quem, com aquelas expressões acima, gosta de se pôr em bicos de pés e pôr a língua de fora para quem passa - só que desta vez a língua veio o gato e comeu-a...) - a "queda a pique do concelho de Braga".
Como se - talvez a interpretação seja abusiva da nossa parte - não pudesse haver envelhecimento e qualidade de vida compagináveis num mesmo concelho. Ou, pior (porque pode ser sinal de que estamos a interiorizar aquela ideologia fascista do "este país não é para velhos", daí decorrendo os habituais cortes nas pensões e o abandono dos mesmos ao mau-olhado pela sociedade "produtiva"...), como se não pudesse haver lugar a envelhecimento. Ponto final, pura e simplesmente parágrafo.
Pode ser que o jornalista, para a tão-boa informação que nos ministrou, a nós, os cidadãos bem-informados, a fonte lhe não tenha relevado mais que aquilo. O que torna a coisa ainda mais censurável: não só não fez o trabalho de apurar e compreender, como, por consequência, limitou-se, como a correia de transmissão em que se tornaram os jornalistas que estão nas mãos do poder económico, a passar a pouca informação que lhe foi dada a saber.
Mas deixemos a notícia e passemos ao sumo do trabalho do senhor Pires Manso e associados.
Está correcto apresentar, primeiramente, a definição (ou as várias) de "qualidade de vida" (objecto do trabalho) e do que por "desenvolvimento" podemos entender coisas diversas, consoante o objectivo do trabalho e do seu "trabalhador".
Os indicadores baseiam-se em dados estatísticos.
Dificilmente poderia ser doutro modo. A questão é que o senhor Pires Manso poderá, mercê da sua visão parcelar como economista, esquecer-se de valorizar indicadores doutra índole. Mas vamos ver (baseamo-nos nos dois estudos anteriores e a crer, face a não termos encontrado o mais recente, que foram nele utilizados):
Condições Materiais
(i) Equipamentos de Comunicação (estações e postos de correio por 1000 habitantes);
(ii) Equipamentos Culturais (número de bibliotecas por 1000 habitantes, número de galerias de arte e outros espaços culturais por 1000 habitantes e número de museus por 1000 habitantes);
(iii) Equipamentos de Saúde (centros de saúde e suas extensões por 1000 habitantes, farmácias por 1000 habitantes, enfermeiros ao serviço dos centros de saúde por 1000 habitantes e médicos ao serviço dos centros de saúde por 1000 habitantes);
(iv) Equipamentos Educativos (estabelecimentos de ensino pré-escolar por 1000 habitantes, estabelecimentos do 1º ciclo do ensino básico por 1000 habitantes, estabelecimentos do 2º ciclo do ensino básico por 1000 habitantes, estabelecimentos do 3º ciclo do ensino básico por 1000 habitantes, estabelecimentos do ensino secundário por 1000 habitantes e escolas profissionais por 1000 habitantes); e
(v) Infra-Estruturas Básicas (população servida por sistemas de abastecimento de água, população servida por sistemas de drenagem de águas residuais e população servida por estações de tratamento de águas residuais).
Condições Sociais:
(i) Dinâmica Cultural (despesas em cultura das câmaras municipais per capita e utilizadores das bibliotecas por habitante);
(ii) Educação (taxa de analfabetismo e taxa de abandono escolar);
(iii) População (taxa bruta de natalidade, taxa bruta de mortalidade e índice de longevidade);
(iv) Saúde (nº de consultas nos centros de saúde por 1000 habitantes e taxa de incidência de doenças de declaração obrigatória);
(v) Segurança (percentagem de crimes contra o património e percentagem de crimes contra as pessoas); e
(vi) Ambiente (despesas das câmaras municipais na gestão de águas residuais por 1000 habitantes, despesas das câmaras municipais na gestão de resíduos por 1000 habitantes e despesas das câmaras municipais na protecção da biodiversidade e da paisagem por 1000 habitantes).
Condições Económicas:
(i) Dinamismo Económico (despesas das câmaras municipais por 1000 habitantes, empresas por 1000 habitantes e sociedades por 1000 habitantes);
(ii) Mercado de Habitação (licenças concedidas pelas câmaras por 1000 habitantes, contratos de compra e venda, em milhares de euros, por 1000 habitantes e crédito à habitação por habitante);
(iii) Mercado de Trabalho (taxa de emprego e postos de trabalho por 1000 habitantes); e
(iv) Rendimento/Consumo (rendimento médio mensal por conta de outrem e valor dos levantamentos nas caixas Multibanco, em milhares de euros, por 1000 habitantes).
A nós é-nos muito cara a ocupação que a população faz dos seus tempos livres e de quanto tempo livre dispõem. Para isso, - coisa que parece escapar à análise dos economistas economicistas - seria interessante aferir o grau de satisfação das pessoas com o seu trabalho e quantas horas do seu trabalho perdem FORA do horário de trabalho. O cansaço é - em si e já - um sinal da qualidade de vida.
Como não?
Parece-nos um bocado hílaro aquela das "despesas das câmaras municipais na protecção da biodiversidade e da paisagem por 1000 habitantes".
Ficam a faltar, por exemplo, a existência de espaços de recreio, a qualidade do ar e um indicador de ruído não ficava nada mal, também. Se as pessoas vivem com tensão e pouca saúde mental - coisa que pode não levar a pessoa ao hospital, mas pode levá-la, lentamente, à tumba - isso não cabe numa análise da qualidade de vida?
Talvez fosse aferidor de qualidade (e de empenho das Câmaras (as tais cujos elementos são - dizem-nos - por nós elegidos) em cuidar dos seus concidadãos um indicador de taxa de ocupação dos edifícios urbanos, do seu estado de conservação; além do número de crimes contra pessoas, também o número de queixas apresentadas por essas mesmas pessoas contra crimes ambientais (perpetrados pelas Câmaras, empresas ou outro tipo de indivíduos). Também o grau de satisfação com as obras que as Câmaras levam a efeito... sempre para o bem-estar das populações...
Talvez fosse também importante avaliar a vontade e possibilidade do uso dos transportes públicos por parte de quem tem a... possibilidade de não os usar. E o tempo perdido, num mesmo percurso, por uma pessoa a pé e um autocarro.
Talvez fosse também relevante avaliar o estado de conservação dos espaços públicos e do grau de utilização destes para iniciativas privadas.
Enfim, mas parece que os indicadores usados bastaram para "quantificar" e "demonstrar" que o concelho de Braga está a ir mal.
E - mesmo que não possam todos ficar em primeiro ou em último - ficámos com uma péssima imagem deste burgozito de burgomestres e pequenos deuses caseiros de meia-tigela.
Se quiséssemos ser mesmo chatinhos, poderíamos puxar pela cabeça e desencantar mais indicadores que um estudo de economistas adora deixar de lado. É trabalho de secretária. Que os economistas usam gravata e não sujam as mãos no terreno para poderem ir à televisão ficar bem na fotografia dos debates da naçãozita. Enfim, valem o que valem, cada um faz o que pode e cada um aparece onde lhe cheira a guito.
A questão é que, depois, alguns estudos têm certa projecção e acolhimento ou eco na "sociedade" da latrina.
Ou - se forem noticiados com tanto substrato como o fez o jornalista do Diário do Minho - não.
Géografos precisam-se.
E se se precisam geógrafos não é simplesmente por defesa da classe ou da casta ou o que quisermos chamar-lhe: é que os geógrafos têm - cheira-nos - uma tendência a olhar mais que o seu umbigo, integrando saberes doutras áreas, desvalorizadas, assim, pelos ricos economistas, classe dirigente do mundo a ser conduzido para o abismo.
E se precisamos de geógrafos a fazer estudos e a ter uma voz mais activa e crítica na sociedade tal não deriva da posição de subserviência em que se põe quem demanda e reivindica: trata-se de aspirarmos a outro mundo.