Quinta-feira, Setembro 29, 2011
Ups, ele não devia ter dito aquilo... (II)
Primeiro foi este:
Depois veio isto:
Calculo que este moço vai ter um "ataque cardíaco" muito brevemente.
Nós, estamos a seguir, na fila da fome.
Um sistema de crenças desmascarado, o sistema monetário, não vai cair de maduro: somos nós os anunciadores do raio!
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Terça-feira, Setembro 27, 2011
A desestruturação do indivíduo em nome da "sociedade"
- Onde depositamos voluntariamente as nossas poupanças?
- Quem gere o nosso salário e cobrança de produtos, folhas salariais, alugueres, serviços, etc.?
- Onde se depositam todos os nossos impostos quando são cobrados pelos Governos?
- Onde se depositam as nossas pensões de reforma?
Ou seja:
- Criticamos o sistema financeiro, ao qual pedimos que mantenha as nossas poupanças protegidas do “ladrão”.
- E criticamos o mesmo sistema ao qual pedimos o maior benefício quando temos poupanças para investir, enquanto exigimos taxas de juro mais baixas para esse dinheiro quando queremos especular com algum negócio.
O nosso problema é que criticamos a especulação financeira das elites e nós, desde a pequenez das nossas economias, fazemos o mesmo.
A sociedade adoeceu de cima a baixo e de baixo pra cima por seguir os critérios baseados na ambição (que são muito bem vistos por quase todos) e no egoísmo.
Se os mais humildes (milhares de milhões no mundo) não acreditássemos na história de que um dia também podemos vir a ser ricos e ter "poder", a historinha acabava e o actual sistema cairia com um castelo de cartas.
Mas tememos que isto aconteça, porque se o sistema económico actual e injusto desaparecesse, cairíamos no desconhecido e o desconhecido sempre infundiu medo.- Porque é que nestes momentos não exigimos com solução básica para muitos dos nossos males a criação de Bancos Públicos geridos democraticamente pelos próprios cidadãos e não pelos nossos representantes políticos profissionais?
- Porque é que não depositamos as nossas poupanças na chamada banca ética?
- Porque é que não levantamos todas as nossas poupanças, pequenas ou grandes, das entidades financeiras e as guardamos em casa? Não estariam mais seguras?
Talvez tenhamos medo de que qualquer das três opções feita por um número suficiente de pessoas possa provocar movimentos descontrolados e desestabilizadores dos interesses mafiosos que mexem os cordelinhos das nossas vidas.
Acho que é aqui que está o problema: o MEDO ou TEMOR do que POSSA acontecer e, pelo contrário, não do que ESTÁ a acontecer e acontece de cada vez que nos demitimos de fazer o que nos parece acertado.
Comecemos portanto a fazer coisas que nos parecem as correctas, ainda que pensemos que as nossas pequeninas acções não possam alterar o caminho das inevitabilidades, porque o temor ou a falta de amor por nós mesmos só pode acabar em violência.
Esta violência que nós mesmos estamos a semear quando estamos à espera de algo inevitável que temos de enfrentar e que na maioria dos casos acaba por não acontecer.
Não estejamos à espera de acontecimentos negativos, passemos à acção e confiemos no "efeito borboleta" das nossas pequenas acções positivas. Sejamos parte da "teoria do caos" onde pequenas acções positivas nos permitirão fluir harmoniosamente dentro do caos em que este sistema nos mantém subjugados.
Façamos as contas do que seria auto-gerir e bem as pequenas poupanças de milhões de pessoas de boa fé, que deixamos sem pensar nas mãos de bancos que especulam com a fome e a morte.
Estas pequenas poupanças, ainda que não pareçam, são um GRANDE CAPITAL, o único real, que deixamos impunemente nas mãos de gananciosos."
Efeito Borboleta:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_borboleta
Teorias do caos:
(em Castelhano)http://es.scribd.com/doc/
Banca ética:
http://www.triodos.es/es/
Traduzido por Eduardo F.
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Reciclagens: Economia, Espaços escritos, Manifestos, Música, Videoteca
Segunda-feira, Setembro 26, 2011
Relacionado com a cultura está. Portanto, com o (des)nível democrático
Consequência - aqui é que está a rentabilidade - mais dinheirinho se dá aos programadores das nossas vidas.
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Reciclagens: Espaços escritos, Manifestos
Sábado, Setembro 24, 2011
rOUBO: tU pAGAS
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Reciclagens: Manifestos
Sexta-feira, Setembro 23, 2011
Mais árvores (Orçamento Participativo de Lisboa)
Da participação cívica no evento LISBOAIDEIA de divulgação do ORÇAMENTO PARTICIPATIVO, a proposta apresentada para a Plantação de árvores em todas as caldeiras abandonadas/esquecidas do Espaço Público da cidade, passou a projecto em votação para integrar o OP 2011|2012 da Câmara Municipal de Lisboa. Siga os passos para votar: http://lisboaparticipa. registe-se no portal (validar registo, clicando no link que será enviado para o email dado e só depois fazer Login), e aceda no separador Orçamento Participativo, seleccionando o menu Projectos em votação: Título:Plantação de Árvores em Todas as Caldeiras do Espaço Público Número:222 Área:Espaço Público e Espaço Verde Freguesia:Toda a cidade Prazo de execução:24 meses Custo:600000.00 Nº de Propostas: 1 Proposta(s): (Como utilizador registado, aparece por baixo destes dados referentes ao projecto, o botão para clicar e votar) VOTE E DECIDA: ESTE ANO VAMOS PLANTAR ÁRVORES Acompanha no facebook em: http://www.facebook.com/
Vamos todos votar para plantar e consolidar a arborização da cidade.
(696) PLANTAÇÃO DE ÁRVORES EM TODAS AS CALDEIRAS ABANDONADAS DO ESPAÇO PÚBLICO
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Reciclagens: Cidades, Planeamento/OT
Quinta-feira, Setembro 22, 2011
Variante de panis et circenses
Copa, Olimpíadas, Movimentos Sociais e Cidade de Excepção Só no Rio de Janeiro está previsto o desmantelamento de 130 favelas até as Olimpíadas. Para a construção de 3 grandes vias rodoviárias (Transcarioca, Transoeste e Transolímpica) serão necessários milhares de despejos e desmantelamentos. Os 73 terrenos do Metro, todos em áreas com infra-estruturas, em vez de serem usados para habitação popular, serão vendidos para adquirir fundos para o metro prometido ao COI. A Zona portuária carioca, onde cerca de 70% do solo é público, também entrou nos planos Olímpicos, para reforçar o projecto de aburguesamento da região. A política de “segurança” tem como prioridade criar zonas de paz (e de muros) nas redondezas dos equipamentos esportivos, nas vias de acesso dos turistas a esses equipamentos e nas áreas valorizadas ou em vias de valorização. Copa, Olimpíadas e o Rio de Janeiro No Rio de Janeiro, os efeitos deste modelo já podem ser sentidos. Todos os projectos de intervenção urbana, tanto na área de transportes, como habitação, segurança e saneamento são voltados para os mega-eventos desportivos. Afinal, os mega-eventos proporcionam alguns dias de grande divulgação da imagem da cidade, e a propaganda é a alma do negócio. Mas, se a propaganda é a alma, o que está a ser negociado é bem concreto: são os terrenos públicos e privados que poderiam ser usados para habitação popular. Estão a ser negociadas as isenções de impostos para os investimentos do capital, enquanto faltam recursos para saúde e educação. Estão a ser negociadas novas leis e parâmetros urbanísticos que atendam às grandes cadeias internacionais de hotéis, e que garantam também que os pobres serão removidos para bem longe. Do mesmo modo mais uma remodelação do Maracanã, outra do Sambódromo, além da construção, com dinheiro público, de vilas olímpicas para atletas, árbitros, média etc, de forma a que as construtoras recebam todos os benefícios, aluguem esses quartos para o poder público antes e durante os eventos, e depois os vendam para os ricos e especuladores. Em suma, está a ser negociada a cidade, e com ela todos os seus recursos e os já poucos direitos dos seus moradores e trabalhadores. Argumentam que vivemos um momento excepcional, que prazos para obras precisam de ser cumpridos para que o Rio e o Brasil não passem profundos constrangimentos internacionais. O resultado é a instauração de uma cidade de excepção. Só no Rio de Janeiro estão previstas remoções de 130 favelas até as Olimpíadas, milhares de despejos e remoções, repressão brutal, pobres para fora da cidades, ocupando novos terrenos em perigo de derrocadas a mais de 50 km, sem emprego, desenraízados. Coerção e consentimento, criminalização dos pobres e patriotismo da cidade… e há aqueles que resistem. A resistência é feita de lutas que começam antes, que se intensificam durante os eventos e que continuam depois de terminarem. A guerra social. Via Contrainfo A acumulação de capital na sua manifestação espacial: é aqui que a Geografia entra ao barulho com a Economia (capitalista). Este processo de espoliação tem vindo a ser accionado há anos e encontra-se descrito no livro de David Harvey.Brasil: A Pau e Circo ou a Pau no capitalismo e controlo social?
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Quarta-feira, Setembro 21, 2011
Da Geografia do Medo
Por que motivo a crise financeira não atingiu a indústria do armamento?
Por que razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são os que mais armas venderam ao regime do coronel Kaddafi?
Os que trabalham têm medo de perder o trabalho.
Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho.
Quando não têm medo da fome, têm medo da comida.
Os civis têm medo dos militares.
Os militares têm medo da falta de armas.
E as armas têm medo da falta de guerras.
E, se calhar, há quem tenha medo que o medo acabe.
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Terça-feira, Setembro 20, 2011
Milagre económico abusivo
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"Casas, Sim, Barracas, Não"
A ministra da Agricultura Assunção Cristas afirmou é necessário incentivar o aumento das propriedades agrícolas e florestais e admitiu penalizar fiscalmente quem deixar as terras abandonadas. Público.
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Segunda-feira, Setembro 19, 2011
"Ups, não devíamos ter dito isso..."

Já não há pobres com dinheiro. Vamos por aí acima.
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Representação etnográfico-musical de Portugal
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Sábado, Setembro 17, 2011
A auto-destruição começa (e acaba) com a destruição do outro
"Claro que há uma forma de pagar os empréstimos e os seus interesses, Fabrizio: roubar ao que tiveres ao teu lado. Assim haverá ricos e pobres, "espertos" e "burros".
Os bancos emprestam-te em troca de uma garantia, algo que ainda não tens (como a próxima colheita) ou de que necessitas para viver, como a tua casa. Enquanto te enterras, ou ficas espoliado ou te tornas um ladrão como eles.
Por estes dias muitos se têm deixado enganar, e as autoridades são coniventes. Por isso em muitas épocas a usura era proibida, era até considerada pecado. Uma terra que num ano dá uma boa colheita, no ano seguinte pode não a dar; essa coisa do crescimento económico é uma armadilha. Se fazes melhorias no cultivo, é amiúde em prejuízo do meio ambiente que o fazes: tens ser prudente: inquinas a água, envenenas a terra, destróis as florestas... Como somos cada vez mais exigentes... A Natureza e a lógica pôr-nos-ão no lugar..."
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Domingo, Setembro 11, 2011
Se ainda não sabemos isto, sabemos zero
Crónica de Daniel Deusdado publicada no JN de Quinta-feira, dia 8 de Setembro de 2011.
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Sexta-feira, Setembro 09, 2011
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Reciclagens: Manifestos
Terça-feira, Setembro 06, 2011
Braga, Senhora Nossa da Agonia
Pela grande avenida, a cidade desperta.
Domingo, Setembro 04, 2011
Um Tratado Sobre Os Nossos Actuais Descontentamentos, de Tony Judt
Autor: Tony Judt
Tradução: Marcelo Felix
Editora: Edições 70 - Grupo Almedina - Outubro 2010
Uma obra saída da pena do historiador e escritor Inglês Tony Judt, que morreu em Nova York de esclerose lateral amiotrófica em 2010, ano igualmente da publicação do livro.
Indispensável, este conjunto de texto ou ensaios, pela análise objectiva e clareza de ideias, e sobretudo pela capacidade de nos por a pensar numa época em que “sabemos o preço das coisas, mas não fazemos ideia do que valem”.
“A desigualdade é corrosiva. Ela apodrece as sociedades a partir de dentro. A repercussão das diferenças materiais leva algum tempo a mostrar-se: mas a seu tempo aumenta a concorrência pelo estatuto social e bens; as pessoas experimentam uma sensação crescente de superioridade (ou de inferioridade) segundo as suas posses; cristaliza-se o preconceito para com as posições inferiores da escala social; o crime aumenta e as patologias do desfavorecimento social vão-se acentuando cada vez mais. O legado da criação de riqueza não regulada é realmente amargo.” (Pág. 34)
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Vidal
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Reciclagens: Biblioteca, História, Livro do mês
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