Terça-feira, Junho 29, 2010
Quinta-feira, Junho 24, 2010
Guia dos Contratos para Planeamento
GUIA DOS CONTRATOS PARA PLANEAMENTO | |
Embora a negociação urbanística já existisse na prática dos nossos municípios antes da consagração legal da figura dos contratos para planeamento, esta veio conferir a esses processos de desenvolvimento urbano maior segurança jurídica, maior eficiência técnica e maior transparência. Se os dois primeiros aspectos são determinantes para a qualidade final das transformações territoriais que são realizadas e das novas realidades urbanas que delas resultam, a transparência dos processos territoriais é essencial à sua legitimação.
Com a publicação deste Guia dos Contratos para Planeamento, a DGOTDU dá continuidade à orientação de fazer acompanhar as principais alterações que são introduzidas no nosso quadro legal e regulamentar do ordenamento do território e do urbanismo da publicação de documentos de orientação doutrinária e metodológica que contribuam para um entendimento uniforme e para uma aplicação esclarecida dos textos legais.
A DGOTDU dá assim cumprimento a uma das suas principais responsabilidades enquanto autoridade nacional de ordenamento do território e de urbanismo, que consiste em apoiar quem está no terreno com informação de referência, contribuindo para a melhoria das práticas de gestão territorial e a capacitação dos seus principais agentes.
O Guia dos Contratos para Planeamento é disponibilizado nesta página web em versão para consulta, até dia 30 de Junho de 2010, após o que será revista em função das observações recebidas e publicado em versão impressa.
A DGOTDU convida os destinatários deste Guia a colocarem as suas dúvidas e a enviarem observações, até à data acima indicada, para contratosplaneamento@dgotdu.pt
CONSULTE O DOCUMENTO AQUI
Difundido via correio-e.
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Domingo, Junho 20, 2010
Sexta-feira, Junho 18, 2010
"Amor Líquido", de Zygmunt Bauman
inventa alguma paz interior
esconde essas sombras no teu olhar
tenta mexer-te com mais vigor
abre o teu saco de recordações
e guarda só o essencial
o mundo nunca deixou de mudar
mas lá no fundo é sempre igual.
D. Quixote Foi-se Embora, Jorge Palma
Em breve, no dia 29, estarão completos 5 anos que o Georden leva a tentar sustentar o sustentável.
Chegámos ao fim de mais um ciclo.
Ao fim de um ciclo que se fecha.
Nos últimos artigos (mais concretamente nos últimos 3 meses) temos vindo a deter-nos na e sobre a incomunicação, "sobre a fragilidade dos laços humanos", sobre a dificuldade de entendermos o outro e de nos entendermos. Sobre a luta constante e constantemente renovada que é chegarmos ao outro, alcançarmos paz com o outro.
Somos sempre verdes.
Quem diria que isto tinha a ver com a cidade?
Sim, tem.
Porque somos cada vez mais urbanos?
Porque somos cada vez mais conscientemente urbanos (com as nossas diferenças, divisões, contradições, aspirações, limitações, inquietações (isto lembra novamente uma canção do Variações...) e com as nossas tendências para a igualdade, para a tranquilidade,... para aprendermos a conviver connosco mesmos...)?
Não sabemos responder acertadamente. As respostas lançam sempre perguntas. As perguntas lançam sempre respostas. Sempre incompletas e questionadoras.
No fim deste processo, sentirmos alguma espécie de superação da violência com que o mundo está sempre a pôr-nos à prova. A sensação de alguma espécie de crescimento interior. E, sensíveis ao relativismo das coisas, sermos maiores com os dois lados de nós mesmos.
Sentir que sabemos cada vez menos.
Mas sentir que nesse menos saber, podermos ser melhores para com os outros.
E nisso, o princípio - ou - uma oportunidade mais de um diálogo mais franco, mais justo, mais ajustado, mais sincero com os que nos rodeiam.
meia palavra basta
é só
adivinhar o que há mais,
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós.
Título: Amor Líquido - Sobre a fragilidade dos laços humanosEdição Original: Liquid love - on the frailty on the human bonds (2003)
Autor: Zygmunt Bauman
Tradução: Carlos Alberto Medeiros
Edição: Setembro de 2006
Editora: Relógio d'Água
ISBN: 972-708-901-1
Paginação: 196 páginas
Como todos sabemos, as cercas têm necessariamente dois lados. Dividem espaços, que sob outros aspectos seriam uniformes, em «dentro» e «fora»; mas o que é «dentro» para os que estão de um lado é «fora» para os que estão do outro. Os moradores dos condomínios cercam-se para ficar «fora» da excludente, desconfortável, vagamente ameaçadora e dura vida da cidade - e «dentro» do oásis da calma e da segurança. Pelo mesmo viés, contudo, cercam todos os outros fora dos lugares decentes e seguros (...).
A cerca separa o «gueto voluntário» dos ricos e poderosos dos muitos guetos forçados que os que não têm posses habitam. Para estes, a área a que estão confinados (por serem excluídos de todas as outras) é o espaço do qual «não têm permissão para sair».
Explicitamente, o propósito dos «espaços interditos» é dividir, segregar e excluir - e não construir pontes, passagens acessíveis e locais de encontro, facilitar a comunicação ou, de alguma outra forma, aproximar os habitantes da cidade.
(...) em vez de defender a cidade e todos os seus habitantes do inimigo exterior, foram erigidas para os separar e defender uns dos outros, agora na condição de adversários.
Na paisagem urbana, os «espaços interditos» tornam-se marcos de desintegração da vida comunal compartilhada e localmente ancorada.
Concomitante às condições físicas da cidade, assim as relações entre as pessoas. Fragmentadas umas e outras. Era também isso que queríamos dizer quando dissemos que "A cidade está a matar-nos". A explicação para isto é bem elucidada nas seguintes palavras:
«O sentimento "nós", que expressa um desejo de ser semelhante, é uma forma de os homens evitarem a necessidade de se examinarem uns aos outros com maior profundidade». Promete, pode dizer-se, algum conforto espiritual: a perspectiva de tornar o convívio algo mais fácil de suportar, cortando-se o esforço de compreender, negociar, comprometer-se, exigido quando se vive com a diferença e no meio dela.
O impulso na direcção de uma «comunidade de semelhança» é um sinal de recuo não apenas em relação à alteridade externa, mas também ao compromisso com a interacção interna (...) A atracção de uma «comunidade da mesmidade» é a da segurança contra os riscos de que está repleta a vida quotidiana num mundo polifónico.
Quanto mais as pessoas permanecem num ambiente uniforme (...), mais se tornam propensas a «desaprender» a arte de negociar um modus covivendi e significados compartilhados.
Já que se esqueceram ou não se preocuparam em adquirir as habilidades necessárias para viver com a diferença (...), [os "estranhos"] tendem a parecer cada vez mais assustadores, na medida em que se tornam cada vez mais diferentes, exóticos e incompreensíveis, e em que o diálogo e a interacção que poderiam acabar assimilando a sua «alteridade» se diluem ou nem chegam a ter lugar.
Viver sem paixão é "Não estar, não estar a ser, não ser".
Então,
pergunta outra, agora:
ter ou não ter sonhos
mais exactamente
vir
à tona dos sonhos
Ter sempre a certeza das dúvidas
por via das dúvidas saber o que achar
Dobradores do ferro
sopradores do vidro
na margem do erro
ser
claro como o vidro
Ter sempre a destreza da prática
por via da prática saber o que achar
Ah, morrer, dormir, talvez sonhar
mas então
que outros sonhos virão?
Morrendo, vivendo, dormindo
talvez que sonhando…
Ter sempre a certeza da música
por via da música tocar e cantar
Sedutores da musa
amadores da alma
mesmo que difusa
ser
a imagem da alma
Ter sempre a clareza da fábula
por via da fábula saber o que achar
Dedos semelhantes
às velozes aves
mesmo que distante ouvir
o chamar das aves
Ter sempre a afoiteza do pássaro
por via do pássaro subir e pousar
Ah, morrer, dormir, talvez sonhar
mas então
que outros sonhos virão?
Morrendo, vivendo, dormindo
talvez que sonhando…
Ter sempre a certeza da música.
Obrigado à pessoa que escreveu este livro.
Obrigado à pessoa que me deu a ler e me possibilitou compreender (melhor) este livro.
Este livro continua...
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Reciclagens: Antropologia, Cidades, Estratos, Livro do mês, Música
Quinta-feira, Junho 17, 2010
Quando "estar lá" não é um pormenor
Mais um exemplo, fresquinho.
Quem não estava lá, não importou.
"Se for preciso, para que não importem, até os expulsámos de lá."
Traduzido:
"Se for preciso, para que não interfiram, fazemos tudo para os tirar de lá."
É nisto que reside a violência e a violentação das nossas vontades, dos nossos interesses.
Dizer
Violência por parte do meio ou dos que se querem apoderar do nosso meio.
Desconformidade para com o meio ou para com as desigualdades.
E contra isso. Contra estas, sobretudo.
Quem está fora, não vê, não sabe, tem as costas voltadas.
Quem está dentro também pode rachar lenha, ou tocar viola.
Mas há uma altura em que a luta pelo pouco que nos resta é mais forte.
Reinterpretando o poeta,
Em tempo de solidão,
Há sempre alguém que resiste,
Há sempre alguma superação.
Gratos devemos estar,
nós, a maioria,
não os vilipendiadores dos nossos interesses,
nós, mesmo que os "outros" também beneficiem por igual (queriam mais, outros valores, menos mediatos e mais visíveis)
para com os que recusaram este episódio de virtualidade,
Liga de Amigos do Jamor.
Mas ficai de atalaia, amigos,
que os vampiros / patos bravos continuam à espreita.
E a sua fome só morre quando morrer a sua natureza de vampiros.
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Excrementos de cachalote eliminam toneladas de CO2
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Reciclagens: Espaços escritos
Virtual e Real - III: Análise
Não se pode definir a estratégia a seguir."
O Fim da História, Mão Morta
Para esta 3ª incursão sobre a "virtualidade" e "realidade" do mundo contemporâneo, optámos por atribuir-lhe o termo "Análise". Carece de uma explicação. Talvez não queira dizer o que se pretende. Mas o seguinte "estrato" do livro "Amor Líquido" demonstra a desorientação que estas duas esferas estão a causar na percepção do cidadão dito "do mundo".
Em recente viagem a Copenhaga, Michael Peter Smith registou que, em apenas uma hora de caminhada, passou "por pequenos grupos de imigrantes turcos, africanos e do Médio Oriente", observou "diversas mulheres árabes com e sem véu", leu "anúncios em várias línguas não europeias" e teve "uma conversa interessante com um barman irlandês, num pub inglês, em frente ao jardim Tivoli". Essas experiências de campo mostraram-se valiosas, diz Smith, na palestra sobre conexões transnacionais que apresentou naquela cidade na mesma semana, "quando um participante insistiu em afirmar que o transnacionalismo era um fenómeno que podia ser aplicado a «cidades globais», como Nova Iorque ou Londres, mas tinha pouca importância em lugares mais isolados como Copenhaga".
p.132
Não há acção com direcção sem uma prévia capacidade de discernimento. A acção contra as forças globais está cerceada pela ausência das fontes das consequências que cada um, localmente, sente. Mas, por algum estranho fenómeno ainda não identificado, também a nossa capacidade de análise parece estar a ser abortada.
Por omissão, por demissão, inconsciente ou não, vamos sendo levados. Para onde? Não sabemos, mas não parece que a cidadania global, os valores de liberdade, solidariedade, igualdade e justiça estejam a ser uma realidade efectiva e local.
Falar de "globalidade" é bem distinto de falar de "globalização".
Tal é quase tão paralelo como falar de "realidade" e de "virtualidade". Por exemplo, a globalização da comunicação não é para todos, pois os povos sem aqueles meios de se ligarem ao mundo, estão excluídos dele. Um outro exemplo é que, através deles, uma mesma distância física - entre dois países com diferente poder económico - pode ser muito fácil numa direcção e muito difícil na outra direcção (um exemplo? a capacidade de penetração da língua inglesa em Portugal e a capacidade de penetração da língua portuguesa nos Estados Unidos...)
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Reciclagens: Estratos, Globalização
Delimitação da REN de Cascais
Portaria n.º 337/2010. D.R. n.º 115, Série I de 2010-06-16
Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território
Aprova a alteração à delimitação da Reserva Ecológica Nacional do município de Cascais
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Reciclagens: Legislação, Planeamento/OT
Quarta-feira, Junho 16, 2010
Virtual e Real - II: Poder
Continuamos com mais um "estrato" do livro Amor Líquido, de Zygmunt Bauman.
Por continuarem principalmente locais, as agências políticas que operam no espaço urbano tendem, fatalmente, a ser atormentadas por uma insuficiência de poder de acção (...)
Expulsa do ciberespaço, ou tendo o acesso a ele negado, a política recua e reflecte sobre os assuntos que estão "ao alcance", sobre questões locais e relações de vizinhança.
É somente nas questões locais que a nossa acção ou inacção "faz diferença" enquanto nas outras, reconhecidamente supralocais, "não há alternativa" (ou, pelo menos, é o que repetem os nossos líderes políticos e todas "as pessoas que estão «por dentro»").
As cidades tornaram-se depósitos de lixo para problemas gerados globalmente. Os moradores das cidades e os seus representantes eleitos tendem a ser confrontados com uma tarefa que nem por exagero de imaginação seriam capazes de cumprir: a de encontrar soluções locais para contradições globais.
Como Castells insinua (...), a criação do espaço dos fluxos estabelece uma hierarquia (global) de dominação mediante a ameaça de desengajamento. O espaço dos fluxos pode escapar ao controlo de qualquer localidade, enquanto (e porque!) o espaço dos lugares é fragmentado, localizado e, portanto, crescentemente destituído de poder diante da versatilidade do espaço dos fluxos. A única hipótese de resistência das localidades consiste em recusar direitos de propriedade a esses fluxos esmagadores... - apenas para os ver atracar na localidade vizinha, provocando o desvio e a marginalização de comunidades rebeldes.
A política local - e em particular a política urbana - tornou-se desesperadamente sobrecarregada, muito além da sua capacidade de carga / desempenho. Agora espera-se que alivie as consequências da globalização descontrolada usando meios e recursos que essa mesmíssima globalização tornou lamentavelmente inadequados.
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Reciclagens: Cidades, Economia, Estratos, Globalização
Terça-feira, Junho 15, 2010
Pum! Mais um...
Diz-nos este blogue que "pela primeira vez São Tomé e Príncipe vai colocar no mercado 19 blocos de petróleo da sua zona económica exclusiva."
Mais uma vez, a cereja em cima do bolo disto - coisa que abordaremos em breve -é que o leilão da coisa sem importância (e com consequências e impactos... é só aguardarmos quietinhos e mudinhos...) decide-se noutro lugar, com outros actores...
Nada de novo em tempos virtualidade.
Demitamo-nos.
Mas demitamo-nos sempre. Nós por aqui e vós por aí.
Para, de vez, fazermos do mundo real algo que não seja de ninguém.
O mundo privatizado numa sociedade completamente anónima.
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Reciclagens: Economia, Globalização
Virtual e Real - I: Espaço
À medida que os moradores ampliam os seus espaços de comunicação para a esfera internacional, conduzem simultaneamente as suas casas para longe da vida pública.
Virtualmente, todas as cidades do mundo começam a apresentar espaços e zonas poderosamente conectadas a outros espaços "valorizados", cruzando a paisagem urbana e as distâncias nacionais, internacionais e até mesmo globais. Ao mesmo tempo, porém, há muitas vezes em tais lugares um palpável e crescente sentido de desconexão local em relação a áreas e pessoas fisicamente próximas mas social e economicamente distantes.
O produto excedente da nova extraterritorialidade-mediante-a-conectividade dos espaços urbanos privilegiados, habitados e usados pela elite global, são as áreas desconectadas e abandonadas.
Tal como sugerido pela primeira vez por Manuel Castells, há uma crescente polarização e uma ruptura de comunicação ainda mais completa entre os mundos em que vivem as duas categorias de residentes urbanos:
O espaço da camada superior é geralmente conectado à comunicação global e a uma ampla rede de intercâmbio, aberta a mensagens e experiências que abrangem o mundo inteiro. Na outra extremidade do espectro, redes locais segmentadas, frequentemente de base étnica, apoiam-se na sua identidade como o mais valioso recurso para defender os seus interesses e, em última instância, o seu ser.
A imagem que emerge desta descrição é a de dois mundos segregados e distintos. Só o segundo deles é territorialmente circunscrito e pode ser capturado nas malhas das noções geográficas ortodoxas, mundanas e terra a terra. Os que vivem no primeiro deste dois mundos podem estar, como os outros, «no lugar», mas não são «do lugar» - decerto não espiritualmente, mas com muita frequência tão-pouco fisicamente, quanto é seu desejo.
Imagem retirada daquiO afastamento da nova elite global em relação aos seus antigos engajamentos com o populus local e o crescente hiato entre os espaços vivos / vividos dos que se separaram e os espaços dos que foram deixados para trás é comprovadamente o mais seminal de todos os afastamentos sociais, culturais e políticos associados à passagem do estado "sólido" para o estado "líquido" da modernidade.
in, Amor Líquido,
pp. 125-127
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Reciclagens: Antropologia, Cidades, Economia, Estratos, Globalização
Segunda-feira, Junho 14, 2010
PDM de Lisboa
A Proposta de Revisão do PDM de Lisboa
A Câmara Municipal de Lisboa promove, no dia 16 de Junho, uma sessão com vista à apresentação/debate da Proposta de Revisão do PDM de Lisboa.
A iniciativa irá ter lugar no ISCTE – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Auditório B 203 – Av. das Forças Armadas), pelas 9h30.
A entrada é livre, mas os lugares limitados, pelo que é solicitada confirmação de presença até ao dia 15 de Junho.
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Reciclagens: Cidades, Eventos, Planeamento/OT
Humm... que bom...
...cuja descrição é a seguinte:
"Modifica os limites máximos aplicáveis ao arsénio, teobromina, Datura sp., Ricinus communis L., Croton tiglium L. e Abrus precatorius L. em alimentos para animais, altera o anexo I ao Decreto-Lei n.º 193/2007, de 14 de Maio, e transpõe a Directiva n.º 2009/141/CE, da Comissão, de 23 de Novembro"
O engraçado não está na modificação em si.
Está no facto de, por esta transposição, ficarmos a saber que - não vá o diabo descair-se... - costuma haver arsénio em alimentos para animais...
Sabor agridoce...
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Reciclagens: Legislação
Quinta-feira, Junho 10, 2010
Andanças na minha terra 6: Agricultura e pouca fancaria
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Reciclagens: Ambiente/Ecologia, Flâneur, Fototeca, Regiões
Quarta-feira, Junho 09, 2010
Aos pontapés
E quem for à página da ACAP será confrontado com um gráfico das vendas de veículos ligeiros de passageiros e verificará como, até ao momento, 2010 tem registado mais vendas que 2009.
Curioso...
Dizem que o ano de 2009 foi péssimo em termos de vendas, mas isto pode lançar pistas sobre os desequilíbrios económicos entre as "classes" e sobre quais é que sofrem com as crises.... as tais crises que tocam a todos...
Pois.
O argumento pode ser simples e/mas pode ser este:
Quer dizer, o ano passado estávamos em crise e as vendas foram o que foram. Agora, que supostamente estamos pior, as vendas estão a ser estas...
Hum... hum...
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Reciclagens: Economia, Transportes/Mobilidade
Terça-feira, Junho 08, 2010
Inferir através dos pormenores
Quantos mundos não há para além do buraco da agulha?
Para lá da janela suja ou baça do conhecimento...
O que vem até nós é, por vezes (são as vezes em que algo vem até nós), apenas uma nesga da imensidão do mundo. Através da qual inferimos esse mesmo mundo.
Ou, pelo menos, que nos faz inferir que o mundo deve existir.
E só então e depois a pergunta
"Quantos mundos devem existir?".
Não passa nos grandes média, porque não interessa a muita gente.
(Quantas vezes o que passa nos grandes média interessa a muita gente?)
Não passa nos rodapés, mas não passa de uma nota de rodapé. Ou é, pelo menos, assim considerada, desconsiderada. Como algo de somenos importância, coisa desprezível, mas "vá lá, o nosso dever é informar".
Ou, pelo contrário, sabem bem a quem se dirige um "nota de rodapé" assim. E sabem do poder que tem, do impacto que pode ter junto desses alvos.
Deixando-nos de mais prolegómenos, rotundas e considerações: eis aquilo de que falamos: uma pequena notícia (5 linhas e - nós contámo-las... - pouco mais de 150 caracteres, isto é, uma coisa mínima... que, como o buraco da fechadura, esconde muito mais, imensamente mais, que o que mostra...) que nos deixa tantas perguntas no ar como aquelas que formos capazes de fazer.
Porque só pensamos com o que tivermos para pensar.
E, sendo o pensamento um processo contínuo, que se vai construindo, só pensamos com o que tivemos adquirido para pensar, para formular juízos e inquietações.
Extraída da Visão de 27 de Maio passado (p.34), diz o seguinte... Diz muito mais... em poucas palavras, diz tanta coisa que nenhuma palavra parece desimportante...
:
O arq. Siza Vieira, 76 anos, do projecto da transformação do Forte de Peniche em pousada, por discordar da criação de mais dois pisos e do apagamento da memória histórica da prisão política.
Meditemos.
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Segunda-feira, Junho 07, 2010
Andanças na minha terra 5 : Batalha
Desta última vez que lá passei de fugida almocei perto do Exposalão da Batalha. Por oito Euros, meus amigos, deliciem-se com o repasto, generoso e equilibrado. A escolha afigura-se variada, e o pão e as azeitonas inesquecíveis.
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A Cidade, por Jaime Lerner
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Sexta-feira, Junho 04, 2010
Primeiras Jornadas Técnicas de SIG
O Departamento de Território, Arqueologia e Património do Instituto Politécnico de Tomar, está a organizar as 1as Jornadas SIG, que decorrerão no próximo dia 25 de Junho de 2010 em Tomar, com o tema: Pretende-se que este evento constitua um encontro de técnicos e utilizadores de Sistemas de Informação Geográfica, com o objectivo de apresentar casos de sucesso do distrito de Santarém e debater estratégias futuras no âmbito da aplicação de Sistemas de Informação Geográfica na gestão integrada do território.
+ Infos em http://www.jornadas-sig.ipt.
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Quinta-feira, Junho 03, 2010
O turismo como solução para todos os problemas 1: não tarda nada vou a Barcelona ler o Baudrillard
“Sei que o fim da jujuba, do cedro e da palmeira não é o fim do mundo, mas com estes pequenos mal-estares graves vai-se forjando um grande mal-estar grave e germinando esse boato que muitos já ouvimos e que diz que, com a cidade vendida à especulação imobiliária e a um turismo indiscriminado e a indústria cultural oferecida a Madrid, estamos perante o fim de Barcelona. Já não se trata apenas da barbárie que numa só manhã me atingiu em três frentes distintas (uma prova de que o termo médio da selvajaria tem de ser grande), mas também essa crescente incomodidade por notar que a cidade já não é nossa, que é um grande parque temático para estrangeiros e que, na realidade, com tanta estupidez já se verificou – nos próximos anos confirmar-se-á, simplesmente – o fim de Barcelona”.
Enrique Vila-Matas in Diário Volúvel, Teorema. Tradução de Jorge Fallorca.
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Reciclagens: Climatologia, Estratos, Turismo/Lazer
Reciclagens populares
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